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05/16

‘Renan, o senhor dos anéis, deve cair’, reage Delcídio.

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O senador cassado Delcídio Amaral (ex-PT/MS) defendeu nesta quinta-feira, 26, a saída do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB/AL). “O Renan, como o Eduardo Cunha (presidente afastado da Câmara), deve sair urgentemente. Ele deve cair. Renan é o senhor dos anéis, faz o que quer, manipula tudo, usurpa.”

Delcídio partiu para o ataque e pediu a cabeça do presidente do Congresso depois da divulgação do áudio em que Renan conversa com ‘Vandenbergue’ sobre o processo de cassação do ex-petista.

Os investigadores suspeitam que o interlocutor de Renan é Vandenbergue Sobreira Machado, que é da diretoria de Assessoria Legislativa da CBF, foi chefe de gabinete do ex-ministro Marco Maciel (Educação/Governo Sarney) e é muito ligado ao PMDB e ao senador.

No diálogo, Renan diz a Vandenbergue que Delcídio ‘tem que fazer… Fazer uma carta, submeter a várias pessoas, fazer uma coisa humilde… Que já pagou um preço pelo que fez, foi preso tantos dias… Família pagou… A mulher pagou…’

Vandenbergue respondeu. “Ele (Delcídio) só vai entregar à comissão (Conselho de Ética), fazer essa carta e vai embora’.

O teor da conversa entre Renan e Vandenbergue Machado, divulgada com exclusividade pela repórter Camila Bonfim, da TV Globo, nesta quinta, 26, deixou Delcídio indignado. E com a certeza de que sua cassação foi ‘manipulada’ pessoalmente por Renan. “Ele (Renan) tinha medo da minha delação, ele tinha comprometimento com o Palácio do Planalto.”

Delcídio fechou acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República em fevereiro. Dias depois, foi colocado em liberdade – ele havia sido preso em 25 de novembro de 2015 por suspeita de tramar contra a Operação Lava Jato.

“Esse Vandenbergue é um cara que eu conheço há muito tempo”, afirma Delcídio. “Ele é diretor da CBF, mas se criou sempre no PMDB. Começou como chefe de gabinete do Marco Maciel no Ministério da Educação (Governo Sarney) e depois fez carreira no PMDB, especificamente com o Renan.”

Delcídio relata que ‘tinha boas relações’ com Vandenbergue. “Mas achei estranho que ele ia ao meu gabinete aparentemente para prestar solidariedade, para me visitar e o caramba, mas agora percebo que ele ia a mando do Renan para sondar, para saber se eu ia mesmo fazer delação premiada. A conversa gravada entre eles mostra que estavam mal informados. Pelo que vi, a conversa foi no dia 24 de março. Eu já havia fechado o acordo antes de ser solto em fevereiro. Vandenbergue sempre frequentava o meu gabinete, sempre uma relação boa, amistosa, mas o interesse dele era efetivamente me monitorar. Não só a mim como a minha família. A mando do Renan.”

“Fomos perceber mais na frente um pouco que não era solidariedade do Vandenbergue, ele estava sendo mandado pelo Renan para me monitorar. Como eu tinha uma boa relação com o Vandenbergue me foi oferecido para minha defesa o filho dele, que é advogado. Ele se apresentou para advogar de graça para mim. Mas ele não é meu advogado.”

Na avaliação de Delcídio, o diálogo entre Renan e Vandenbergue revela a preocupação do presidente do Congresso em tirar seu mandato, o que de fato ocorreu no dia 10 maio por um placar devastador – 74 senadores votaram pela saída de Delcídio, nenhum colega a seu favor.

“Dentro dessas condições, como um Eduardo Cunha, ou seja, tendo todas as rédeas do processo para julgar alguém e usado os poderes que tem, ele (Renan) manipulou minha cassação”, protesta Delcídio. “O diálogo (com Vandenbergue) só confirma que Renan, o senhor dos anéis, deve ser afastado imediatamente. Não tem mais condições de comandar o Senado.”

Na avaliação do ex-senador, o áudio de Renan e Vandenbergue ‘caracteriza uma ação forte dele (Renan) de manipulação, igual à que o Eduardo Cunha promoveu no processo da Dilma. Ficou muito claro que Renan controla a situação. O cara está usurpando de um espaço que ele tem dentro do Senado, usando a presidência para fazer o que quer.”

Delcídio analisou um outro áudio, em que Renan chama de ‘mau caráter, mau caráter’ o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Isso é muito grave, mostra mais uma vez como ele, Renan, é o senhor dos anéis. Ele manipula tudo. Fui cassado por livre arbítrio do senhor dos anéis. Queimou etapas do processo. Eu nunca vi, em treze anos de Senado, uma reunião da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no próprio Plenário.”

Para o ex-petista, Renan “tem medo, claro’ de sua delação à Procuradoria-Geral da República. “Ele tinha compromissos com o Planalto, com senadores que se sentiam atingidos pela minha colaboração. Pensaram em me tirar o mais rápido possível e não deixar eu ir para o plenário. Não queriam que eu votasse o afastamento da Dilma. Essa fala dele no áudio demonstra nitidamente que ele tinha condições de manipular tudo. Esse áudio vai ser usado na minha defesa.”

“Se eu conheço um pouco o Sérgio Machado o que ele deve ter falado nos depoimentos da delação dele à Procuradoria é brincadeira. Dez anos de Transpetro é muita coisa. Na minha colaboração eu falei especificamente do Sérgio Machado na Transpetro e da proximidade dele com o Renan. Ele despachava com o Sérgio na residência oficial da Presidência do Senado. É muito grave esse cenário. É o caos.

Fonte: Estadão/Fausto Macedo

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05/16

Moro alerta sobre ‘tentativa de retorno ao status quo da impunidade dos poderosos’.

Brazilian Federal judge Sergio Moro participates in the Economic Forum in Sao Paulo, Brazil, on May 23, 2016. Moro heads the corruption investigation in the state-owned oil company Petrobras, known as Operation Car Wash. / AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

O juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava, criticou nesta quinta-feira, 27, dois projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, que impedem o fechamento de acordos de delação premiada com alvos presos e que alteram a nova regra jurídica que prevê a prisão de réus condenados em segundo grau, como um retrocesso no combate à corrupção e aos crimes do colarinho branco no País.

“Eu fico me indagando se não estamos vendo alguns sinais de uma tentativa de retorno ao status quo da impunidade dos poderosos”, afirmou Moro, em conferência no XII Simpósio Brasileiro de Direito Constitucional, evento da Academia Brasileira de Direito Constitucional, na noite de quinta, em Curitiba.

“Em determinado ponto, a Mãos Limpas (operação italiana similar à Lava Jato), perdeu o apoio da opinião pública. E a reação do poder político foi com leis, como as que proibiam certos tipos de prisão cautelar ou que reduziam penas.”

Projetos. Os alvos das críticas de Moro foram dois projetos de lei propostos este ano pelo deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), um dos interlocutores gravados em conversas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março, tentando obstruir as investigações da Lava Jato.

Um deles é o projeto de lei 4577/2016 que altera decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estipulou a prisão de réus condenados após a decisão final no segundo grau, ainda cabendo recursos no processo. “Se pode comentar que essa exigência do trânsito em julgado não tem por objetivo proteger necessariamente os acusados mais abastados, mas todos. Mas a grande verdade, isso é inegável, é de que a proteção aqui não é dirigida ao João da Silva, mas sim a uma gama de pessoas poderosas que por conta de regras dessa espécie, por muito tempo foram blindados de uma efetiva responsabilização criminal nas nossas cortes de Justiça.”

O segundo tema abordado por Moro na palestra foi a proposta de lei  4372/16, que quer a proibição de colaboração premiada por pessoas que estejam presas. “Será que nós podemos de uma maneira consistente, qual o direito da defesa na nossa Constituição, negar ao colaborador, por estar preso, o recurso a esse mecanismo de defesa? Como é possível justificar isso?”, questionou juiz.

“Eu fico pensando ‘mas isso é consistente com o direito a ampla defesa?’. Será que a colaboração premiada não tem que ser analisada de duas perspectivas? Na do investigador que quer colher as provas, mas também na perspectiva do acusado e do investigado e sua defesa?”

Moro não citou o nome do deputado, autor das propostas, falou em “coincidência” que os dois projetos sejam de uma mesmo autor membro do PT.

“Quando nós escutamos essas questões nós temos que ter em mente que não estamos discutindo conceitos jurídicos abstratos, mas realidades de vida. Precisamos pensar o nosso direito penal e o processo penal de maneira que eles funcionem. Não com objetivo de alcançar condenações criminais, mas naquelas casos em que for provado no devido processo a prática de um crime, tem que existir consequências, e tem que ser proporcional à gravidade do crime.”

“Como chegamos a esse ponto? O que deu errado?” Para Moro, o processo penal da Justiça brasileira tem sua parcela de culpa. “Talvez essa leniência seja um dos fatores para chegar ao quadro atual, que é realmente muito preocupante”, disse. “A corrupção existe em qualquer lugar do mundo. Mas é a corrupção sistêmica não é algo assim tão comum.”

Fonte: Estadão

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05/16

Em novo áudio, Renan diz que tentou evitar recondução de Janot à PGR,

Em mais uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aparece dizendo que tentou evitar a recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para o cargo, mas que “estava só”. Responsável por pedir a abertura de inquéritos contra Renan e outros políticos no âmbito da Lava Jato, Janot foi alçado ao comando do Ministério Público Federal por mais dois anos em agosto do ano passado. O áudio foi divulgado peloJornal Hoje, da TV Globo, nesta sexta-feira. A conversa teria ocorrido entre fevereiro e março deste ano.

O ex-presidente da Transpetro inicia o assunto dizendo que o Senado deveria ter impedido a nomeação de Janot. “Hoje, eu acho que vocês não poderiam ter reconduzido esse b…, não”, diz ele. Renan o questiona sobre a quem estaria se referindo, ao que Machado responde: “Ter reconduzido o Janot. Tinha que ter comprado uma briga ali”. Renan, então, responde: “Eu tentei… Mas eu estava só”. Em outros áudios, divulgados ontem, Renan chama Janot de “mau caráter” e aguém que “faz tudo” que a força-tarefa da Lava Jato quer.

Na outra conversa revelada pelo Jornal Hoje nesta sexta-feira, o ex-presidente José Sarney fala com o ex-presidente da Transpetro sobre a prisão do marqueteiro das campanhas de Dilma e Lula, João Santana, pela Operação Lava Jato. No diálogo, Sarney afirma que Dilma está “envolvida diretamente” no caso do marqueteiro por ter sido ela “quem falou com o pessoal da Odebrecht para dar, acompanhar e responsabilizar pelo Santana”.

Em áudios divulgados anteriormente, Sarney afirma que a delação do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht era como uma “metralhadora de ponto 100″ que iria implicar a petista no esquema. “Vão livrar a cara do Lula. E vão pegar a Dilma”, disse ele. A Lava Jato investiga as suspeitas de que João Santana recebeu dinheiro da Odebrecht como pagamento de propina por contratos obtidos na Petrobras.

A assessoria de Renan Calheiros afirmou, por meio de nota, que o peemedebista agilizou a recondução do procurador ao cargo. Já a assessoria de Dilma afirmou que todos os pagamentos feitos ao publicitário na campanha de reeleição, em 2014, foram contabilizados na prestação de contas.

Ligado à alta cúpula do PMDB, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, alvo da Lava Jato, gravou conversas com caciques do partido para conseguir fechar acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. A colaboração foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal na terça-feira.

 

Fonte: Veja

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05/16

‘Eles têm que ter medo’, diz Lula sobre quem o investiga.

À medida em que a Polícia Federal e a Procuradoria da República preparavam a deflagração da Operação Aletheia, o ex-presidente Lula se movimentava em busca de apoios. No dia 28 de fevereiro – apenas cinco dias antes de a PF conduzi-lo coercitivamente para depor em uma sala no Aeroporto de Congonhas, o petista caiu no grampo com o deputado Wadih Damous (PT/RJ). Eram 12h37.

“E. e eu tô botando muita fé de que se a nossa bancada tiver animada ela pode fazer a diferença nesse processo com o Moro (juiz federal Sérgio Moro), com Lava Jato, com qualquer coisa, sabe?”
O parlamentar disse.”A bancada tá outra bancada.”

Lula prosseguiu. “Eu acho que eles têm que ter em conta o seguinte, bicho, eles têm que ter medo. Eles têm que ter preocupação.. um filho da puta desses qualquer que fala merda, ele tem que dormir sabendo que no dia seguinte vai ter dez deputados na casa dele enchendo o saco, no escritório dele enchendo o saco, vai ter uma representação no Supremo Tribunal Federal, vai ter qualquer coisa.”

Wadih: Aham.

Lula insistiu na estratégia. “Vai ter dez discursos na Câmara contra ele, vai citar o nome dele, sabe? Se não parar com esse negócio de que eles tão acima do bem e do mal.

O parlamentar incentivou. “É isso mesmo.”

O ex-presidente parecia irritado. “Sabe? Se um filho da puta desses qualquer pode pegar (ininteligível) sabe? E achincalhar, porque a gente não pode achincalhar.”

Wadih Damous: “É verdade.”
Lula: Sabe? Que história que é essa?

Para os investigadores o conteúdo desses e de outros grampos indicaria que o petista agia para obstruir a Justiça – o ex-presidente nega.

O deputado avalia que ‘a bancada tá com um perfil bem melhor, presidente’.

Lula disse. “Sabe? Eu tô muito otimista, bicho. Eu tô convencido que a bancada poderá ser a redenção do PT, viu?”

Wadih Damous concorda. “Aham.”

Lula: “Sabe?”

Wadih: “E nesse sentido pode contar comigo.”

Lula: “Tá bom, querido?”

Fonte: Estadão

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05/16

Coca-Cola Ouro.

Mini lata dourada Coca Cola

Desde o início de maio, as latas de 250 mililitros de Coca-Cola e Coca-Cola estão douradas. A ação faz parte de uma promoção da fabricante de refrigerantes para as Olimpíadas, e remete à conquista da medalha de ouro. As embalagens são produzidas pela Rexam. As latinhas douradas ficam no mercado até o término dos jogos, em setembro.

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05/16

Compre balas, por favor!

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Ops.

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A praca…


Kkkkk
Além de me atualizar, me divirto por aqui …kkkk
Bom fim de semana!
Espero q VC tenha se recuperado muito bem, JJ.

Bjo


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05/16

Pesquisa mostra que TV, jornal e internet têm grande alcance, nos Estados Unidos.

Os anúncios em meios tradicionais são os que têm maior alcance. É o que diz a pesquisa The Omnichannel Advantage, realizada pela norte-americana Fluent. Segundo o estudo, quatro em cada dez americanos receberam informações sobre seus varejistas favoritos pela TV (40%), impresso (39%) e online (39%) no último mês.

Embora a pesquisa mostre que os meios digitais estejam atrás dos tradicionais, eles têm muita relevância. A lista segue com Notificações em Mobile e Newsletter por E-Mail, empatados com 31%; Aplicativos de Compra (30%); Facebook (29%); Vídeos (28%); Instagram (20%); e Twitter (14%).

Realizada com 1.802 consumidores dos Estados Unidos, a pesquisa também mostrou a importância do omnichannel, já que quando os consumidores estão engajados com seus varejistas preferidos por meio de mais canais, eles fazem compras mais frequentemente. 62% dos consumidores que foram impactados por cerca de dez canais ou mais fazem compras pessoalmente ao menos uma vez por semana e 49% compram no site com a mesma frequência.

Fonte: propmark

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Smiles

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