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AM e FM estão integradas ao digital em nova fase.

Emmeci74/iStock

A essência do rádio, independentemente se em frequência AM ou FM, ou mais recentemente na internet, é a prestação de serviço. “O rádio agora é ainda mais forte por causa do digital. É a rede social mais velha que existe. O rádio já faz isso de estar junto com o ouvinte há anos”, explica João Oliver, professor do curso de publicidade e propaganda da ESPM.

Segundo o professor, que sempre trabalhou na área de mídia e é um fã confesso do meio, o rádio foi o que melhor se adaptou ao digital. “Se antes as pessoas iam na rádio, agora elas podem participar pelo WhatsApp, falar com o âncora pelo telefone, assistir pelos sites”, complementa Oliver.

Embora ainda haja uma diferenciação entre AM e FM, a tendência parece ser elas se complementarem. “A faixa AM ainda vejo como um espaço mais popular e com mais notícias. Mas a intenção das duas, AM e FM, é integrar o digital”, afirma Oliver.

Os grupos de comunicação estão aproveitando esse momento para oferecer cada vez mais prestação de serviço. “É possível estar real time o tempo inteiro. Uma rádio pode estar transmitindo um jogo de futebol na AM, outro na FM e outra programação no digital”, exemplifica Oliver.

Uma das emissoras que estão apostando na evolução do rádio é a Jovem Pan. “Houve a união entre AM e FM nos principais programas, como Jornal da Manhã, Morning Show, Pingos nos Is e no futebol. Essa união nos trouxe a liderança entre as emissoras que transmitem notícias e esporte”, afirma Tutinha Carvalho, presidente da Jovem Pan. De acordo com Carvalho, na rádio, o conteúdo é muito ligado à internet. “Mas é dividido entre frequência AM, com notícias, esporte e entretenimento; e FM, mais voltado a conteúdos musicais, entretenimento e notícias”, conta.

Migração
A diferenciação entre características de AM e FM perdeu ainda mais espaço com a possibilidade de as emissoras trocarem de faixa AM para FM. “Para a publicidade essa mudança não causou diferença. O que importa é o canal em si”, conta Oliver.

Há três anos, a então presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que permitiu a migração das emissoras que estão na faixa AM para FM. A cerimônia foi realizada em 7 de novembro de 2013, quando é comemorado o Dia do Radialista. A portaria que regulamentou a migração do rádio AM para a faixa de FM foi assinada em março do ano seguinte.

A primeira rádio a fazer a migração da faixa AM para FM foi a Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), em março deste ano, quando passou a ser transmitida na frequência 97,9 FM.

Um dos principais motivos para permitir a migração é reduzir os problemas enfrentados pelas emissoras que sofrem interferência na faixa AM. Nas cidades grandes, principalmente, é mais difícil captar o sinal sem interferência. Na faixa FM, a qualidade é melhor. No entanto, o alcance é menor, por isso, não é a solução para rádios que querem atingir uma área maior.

Ao todo, 1.388 das 1.781 rádios AM brasileiras pediram a migração para a faixa FM até agora. Dessas, 390 dependem do desligamento da TV analógica, que será realizado totalmente até o fim de 2018, para fazer a migração na faixa estendida, que atualmente é ocupada pelos canais 5 e 6 da televisão analógica.

Segundo o presidente da Jovem Pan, praticamente todas as emissoras de São Paulo vão migrar do AM para o FM. “A Jovem Pan está se preparando para isso. Estamos trocando os nossos equipamentos e migrando para o digital. Terá de haver uma grande renovação técnica em toda a rádio. Temos a ideia de fazer a Jovem Pan AM se transformar em FM com a mesma programação e a FM com uma programação nova, diferenciada das concorrentes. São mudanças que ainda estão sendo ajustadas”, explica.

Desafios
Para Oliver, um dos desafios mais importantes do meio é saber vender sua importância. “É incrível essa credibilidade que ele tem aliada a esse emocional, de acompanhar as pessoas no dia a dia… Se continuar falando com todo mundo dessa maneira, tem tudo para continuar bem”, conta o professor. Oliver dá uma dica às emissoras. “O rádio tem de falar mais o quanto é bom. Falta a mídia se vender mais”, opina.
Outro desafio é se adaptar ao novo público. “O rádio precisa aprender como falar com os Millennials. Tem de mostrar a sua relevância e assumir mais o papel de protagonista”, afirma.

Segundo Carvalho, a maneira como a informação é distribuída será o menos importante para o meio. “O futuro do rádio é o conteúdo, seja de entretenimento, notícias, esporte, cultural ou musical. O que muda é a maneira como os ouvintes vão ter acesso a este conteúdo, seja no iPad, celular, computador ou rádio. Eles vão escolher. Criamos um outro componente, o app Opinião Pan, partindo do princípio que as notícias do fim do dia são praticamente as mesmas da manhã e a opinião do ouvinte passa a ser o fator mais relevante. Esse vai ser o nosso investimento no futuro, muitos comentaristas com opiniões próprias e divergentes, o que dá ao ouvinte a possibilidade de tirar as próprias conclusões”, fala Carvalho.

 

Fonte: propmark

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Opinião: A super liga de futebol.

poder do futebol não está na FIFA, nas Confederações Regionais ou nas Federações Nacionais. Todos tentam achar seu espaço e tirar uma lasquinha do esporte. Quem manda no futebol hoje são alguns poucos clubes.

Você pode achar que as grandes estrelas e seus salários estratosféricos têm grande importância. Mas não têm. Se Cristiano, Lionel ou Neymar não estiverem em ação em algum dos principais clubes europeus, em breve, esqueceremos deles. Basta ver o exemplo de jogadores que escolheram jogar na Turquia, Rússia ou China.

Graças à tradição, sorte e bom gerenciamento, os clubes tornaram-se megacorporações. Com negócios em vários países, milhões de consumidores (ou fãs) espalhados por todos os continentes e patrocinadores que os promovem na mídia e pontos de venda, eles têm um alcance maior que a maioria das marcas de consumo.

Apesar desta posição privilegiada, eles são forçados a pagar um alto pedágio para as suas federações e confederações. Além de contribuições financeiras ainda têm que liberar seus jogadores para constantes competições das seleções. Mas a principal reclamação é ter que dividir o lucro das competições continentais, a Liga dos Campeões e a Copa da Europa, com os times menores. Os clubes não estão nada contentes com isso.

O que aconteceria se estes clubes decidissem abandonar suas ligas e criar uma nova, no formato das americanas? Uma liga de futebol na Europa onde ninguém é rebaixado ou promovido. Uma liga que pertença aos clubes e que tenha jogos no mesmo formato dos campeonatos nacionais?

Já imaginou um campeonato com Real Madrid, Atlético de Madrid, Barcelona, Manchester City, United, Chelsea, Arsenal, Liverpool, Juventus, Milan, Internacional, Paris Saint Germain, Porto, Bayern de Munique, etc.? Jogos todos os finais de semana de ida e volta com pontos corridos? Seria o fim da Liga dos Campeões da UEFA e da maioria dos campeonatos nacionais.

Isto pode parecer uma teoria de conspiração, mas não é. Há muita gente na Europa pensando e discutindo a viabilidade de uma liga neste formato. Os grandes clubes estão cansados de pagar a conta de todos os outros. Querem aumentar seu faturamento e querem fazer isto agora.

As implicações para o mundo do futebol são muitas e são profundas. As dificuldades de implementar um modelo como este são impensáveis para o formato do futebol de hoje. Mas não são impossíveis.

Se as intenções são reais ou apenas uma forma de pressionar a UEFA a mudar o critério de distribuição dos milhões arrecadados não sabemos. Mas certamente uma liga nestes moldes atrairia muitos patrocinadores, canais de televisão e fãs. Tudo isso se traduz em mais receitas para este grupo seleto de grandes clubes.

Opinião: A super liga de futebol

Ricardo Fort

Executivo global de marketing

Em Meio e Mensagem

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No poste.

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Nem só de mudanças radicais no estilo de vida se alimenta a economia colaborativa.

O que antes era motivo de constrangimento, hoje já é tendência para diversos ramos, inclusive daqueles que nem poderíamos imaginar.

Nasce um novo jeito de consumir, o consumo consciente.

Estamos em tempos de uso, não de posse. Se você trabalha em alguma empresa de bens de consumo ou está envolvido em qualquer atividade de marketing, já ouviu, falou ou pensou essa frase.

Esta máxima mercadológica pode até soar datada aos mais antenados, mas ela nunca foi tão atual e nunca explicou tanto as movimentações mais recentes (e futuras) do comportamento do consumidor.

A economia colaborativa é uma realidade.

Este novo consumo – não mais pautado nos tradicionais produtos e serviços – é baseado em inovações disruptivas que se apresentam como soluções mais eficientes, economicamente atraentes e com apelo de responsabilidade socioambiental.

Nos últimos anos, observamos o crescimento acelerado de startups com propostas simples, mas com uma grande ambição: mudar a forma de como as pessoas interagem com produtos e serviços no seu dia a dia.

Observamos empresas como o Airbnb, fundada em 2008, tornar-se a “maior rede hoteleira” com mais de 2 milhões de acomodações ao redor do mundo por meio da sua plataforma de aluguel de quartos e casas, sendo duas vezes maior do que o líder “formal” deste mercado, o grupo Marriott International, e com custos operacionais infinitamente inferiores do que os gigantes do setor.

Nessa batalha entre Davi e Golias, a robustez das grandes corporações se torna um peso que dificulta acompanhar a velocidade e capacidade de transformação desses novos concorrentes dispostos a entregar soluções inovadoras para antigas necessidades do consumidor.

Nascidas em grande parte durante a crise econômica de 2008, essas empresas enxergam na instabilidade econômica brasileira solo fértil para crescer as suas participações e se tornarem parte da solução para o brasileiro em crise.

Até então, no Brasil, o crescimento do lifestyle colaborativo ocorria por vetores de consumo consciente e responsabilidade social, atingindo apenas uma parcela da população que é atraída por esses ideais – o que pode ser bastante limitador. Em um cenário de priorização de gastos e contenção de despesas, os consumidores buscam alternativas para gastar menos dinheiro sem abrir mão do conforto e da qualidade de vida adquiridos durante os momentos de bonança. É nesse ponto que aumentam as oportunidades.

Contudo, nem só de mudanças radicais no estilo de vida se alimenta a economia colaborativa.

Um ponto mais trivial, mas que já há anos vem causando mudanças em importantes setores da economia mundial – principalmente o de entretenimento – é a busca pela solução em contrapartida à busca pelo produto.

“Você pode até estar vendendo a furadeira, mas o cliente precisa mesmo é do furo na parede”; por mais óbvia que esta afirmação possa parecer, é extremamente comum que grandes empresas que dispõem de times de marketing qualificados negligenciem esse ponto e abordem as estratégias de marketing orientadas ao cliente com certa miopia, se preocupando apenas com os clássicos 4Ps.

Sempre em movimento

Um setor que vem sofrendo com os efeitos colaterais da crise econômica brasileira é o automotivo.

Vendas de veículos novos em queda (26,5% a menos em relação a 2014) e concessionárias fechando as portas diariamente (1.100 só em 2015), mas a necessidade básica de locomoção continua existindo.

O brasileiro continua precisando ir de um ponto A até um ponto B. Então, qual é a solução que está tomando o lugar dos grandes players do setor?

Em parte, essa resposta vem do crescimento do mercado de carros usados e no adiamento da troca da frota (brasileiro deixa de trocar de carro a cada três anos).

No entanto, novas soluções de mobilidade urbana estão ganhando espaço.

A mobilidade urbana sempre foi tratada como um assunto exclusivamente de políticas públicas: transporte coletivo, engenharia de tráfego e malha viária; mas, empodeiradas pelo consumo colaborativo, surgiram novas empresas e programas determinados a atender às necessidades de locomoção na base dos dois pilares impulsionadores deste comportamento do consumidor: menos gasto e mais sustentabilidade.

Surgiram startups voltadas a promover caronas, empresas de aluguéis de carro para curtos trajetos urbanos, programas de aluguel de bicicletas e aplicativos que buscam aproximar pessoas dispostas a fornecer serviços de transporte a passageiros.

Talvez as duas empreitadas que mais causaram impacto na discussão de mobilidade de São Paulo seja a chegada do Uber, seja a criação do programa BikeSampa (parceria da Prefeitura de São Paulo, Sertell – empresa especializada em soluções de mobilidade urbana − e Itaú).

O Uber, com a sua proposta inicial de ser o elo entre pessoas dispostas a utilizar o seu veículo para ganhar dinheiro e pessoas com a necessidade de transporte já havia gerado polêmica com os taxistas – que até então não sofriam qualquer tipo de concorrência, mas já enfrentavam uma queda do número de passageiros devido à crise.

Em abril de 2016, o aplicativo lançou a funcionalidade UberPOOL, a fim de promover o uso compartilhado do serviço pelos seus usuários. O UberPOOL oferece desconto de 40% aos usuários que aderirem à ideia, aumenta a lucratividade do motorista (que reduz os seus gastos com combustível e depreciação do veículo, enquanto ganha mais) e otimiza a frota da empresa, melhorando o nível de serviço. Realmente, fica difícil competir.

Já o BikeSampa oferece o aluguel de bicicletas – a baixo custo – disponibilizadas em diversas estações espalhadas em torno da região central da cidade de São Paulo.

Mais um exemplo em que o uso se sobrepõe à posse, fazendo que os usuários não precisem se preocupar com a manutenção ou segurança das bikes, e aproveitem as ciclovias da cidade para escapar do trânsito intenso de automóveis. Economia colaborativa promovendo a saúde, o bem-estar, a proteção do meio ambiente, ajudando no problema de mobilidade urbana e, é claro, levando o usuário do ponto A ao ponto B.

Alternativas comprovadas

Como dito anteriormente, a economia colaborativa não é só financeiramente atraente como também tem forte apelo socioambiental e de sustentabilidade.

Pode não ser a solução absoluta, mas é, sim, uma alternativa para o brasileiro em crise.

Isso não quer dizer que o modelo de empresas que existe hoje deixará de existir. É preciso repensar o seu modelo e entender que essas novas e despretensiosas startups podem, sim, ensinar novas maneiras de ver e viver o momento atual. Ninguém está dizendo que seja fácil, mas é preciso se movimentar.

Hoje, grandes empresas veem o seu faturamento em queda, enquanto assistem de camarote à ascensão do novo consumo.

Resta saber, agora, quais saberão assumir o protagonismo, reinventar-se e, enfim, surfar nessa onda.

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Felipe Botelho é analista da Ipsos Loyalty.

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09/16

Marca e slogan.

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Em experimento social, Dove comprova que a real beleza toca o coração.

Dove

A Dove foi mundialmente reconhecida por erguer a bandeira da ‘real beleza’ em campanhas que destacam a importância da autoestima na vida das mulheres. Com esse mote, nasce uma nova etapa, o projeto Real Beauty Beats. O experimento social, criado pelo o estúdio criativo Black Ship para a Dove Portugal, foi realizado, pela primeira vez, apenas com a participação de homens.

O filme mostra a reação dos mesmos ao descreverem a beleza de diferentes mulheres que aparecem projetadas em um tela. Filmado em um armazém aparentemente abandonado, o ambiente misterioso é reforçado pelo fato de que os batimentos cardíacos dos participantes são monitorados em tempo real. Inicialmente são projetadas imagens de modelos, que não geram mais do que elogios superficiais acerca dos seus traços físicos. Até que, inesperadamente, são exibidas fotografias de pessoas próximas aos participantes, como cônjuges e familiares. Deste ponto em diante, a emoção toma conta do experimento. Memórias e sentimentos como amor, carinho, gratidão e admiração vêm associados às descrições. Nesse momento, o aumento considerável dos batimentos cardíacos não deixa dúvidas – a real beleza, literalmente, toca o coração.

Confira:

Além de inspirar pessoas em todo o mundo, o projeto busca promover a plataforma digital Dove Beleza Real, cujo principal objetivo é encorajar as mulheres a desenvolverem uma relação positiva com a forma como elas veem a si próprias; ajudando-as a elevarem a sua auto-estima e a compreenderem todo o seu potencial.

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Fonte: Adnews

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Baidu cria fundo de investimento de US$60 milhões, para startups brasileiras.

A Baidu anunciou a criação do Eastterly Ventures, fundo de investimentos com perfil único no Brasil para aplicar recursos financeiros, transferir tecnologia, tráfego mobile e expertise internacional para startups brasileiras. O capital inicial será de US$ 60 milhões de dólares, mas pode dobrar o volume caso a empresa identifique oportunidades que justifiquem o aumento do aporte.

O objetivo do fundo é identificar startups que já tenham superado seu estágio inicial e possuam sinergia com os ativos do Baidu, podendo beneficiar-se mais fortemente da posição da companhia no mundo, que figura entre as 10 maiores empresas globais de internet, como já aconteceu, por exemplo, com o Peixe Urbano. A empresa brasileira foi adquirida em outubro de 2014 e a soma da injeção financeira, tecnologia e tráfego permitiu que o Peixe Urbano registrasse expansão de 100% em suas vendas um ano após receber o aporte do Baidu.

Os primeiros investimentos do fundo Easterly Ventures poderão ser anunciados ainda em 2016 e a expectativa é aplicar recursos em 10 a 15 empresas nacionais em troca de participações minoritárias. “Mobilizar 60 milhões de dólares em um momento de crise no Brasil é uma forte demonstração da confiança que temos no mercado nacional e de nossa segurança em contribuir com conhecimento e melhores práticas para auxiliar a inovação e o crescimento das empresas nacionais”, afirma Yan Di, country manager do Baidu no Brasil.

 

Fonte: propmark

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Adivogado dos bão!

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