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05/16

Folha volta a ser o maior jornal do Brasil. A circulação dos jornais no Paraná é uma vergonha.

De acordo com o último IVC, a Folha de S.Paulo é, de novo, o maior jornal em circulação no Brasil, com uma média diária de mais de 303 mil jornais. Em segundo lugar vem O Globo, do Rio,  e em terceiro o Super Notícia, de Belo Horizonte.

No Paraná, a Gazeta do Povo continua experimentando queda, mês após mês, em sua circulação,  o mesmo ocorrendo com a Tribuna, e ao contrário do que ocorre com a Folha de Londrina e  o Diário do Norte do Paraná que têm tido aumento em sua circulação impressa.

Comparando com Zero Hora, de Porto Alegre, cidade com população semelhante a Curitiba, a circulação da Gazeta do Povo é ridícula, hoje em dia. São mais de 206 mil jornais no diário portoalegrense, contra 39,5 mil jornais do curitibano.

Jornais de Novo Hamburgo e de Florianópolis encostam na circuação da Gazeta, em mercados muito menores.

Triste é o que estão fazendo com a Tribuna, que já chegou a tirar mais de 35 mil exemplares/dia e hoje tira menos de 9 mil jornais por dia.

JJ

 

De acordo com o IVC, os números são os seguintes.

MAIORES JORNAIS DO BRASIL

1. Folha de S.Paulo…………………303.227 exemplares/dia

2. O Globo………………………………291.696

3. Super Notícia……………………..265.417

4. O Estado de S.Paulo……………209.810

5. Zero Hora…………………………..206.790

-

MAIORES JORNAIS DO PARANÁ

Gazeta do Povo

Fevereiro………………………………39.596

Março…………………………………..38.939

Abril……………………………………..38.450

Folha de Londrina

Fevereiro………………………………27.644

Março……………………………………27.904

Abril………………………………………28.043

Diário do Norte do Paraná (Maringá)

Fevereiro………………………………11.096

Março…………………………………..11.224

Abril……………………………………..11.304

Tribuna

Fevereiro………………………………..9.234

Março…………………………………….9.770

Abril……………………………………….8.965

Tribuna do Norte (Apucarana)

Fevereiro……………………………….6.360

Março…………………………………….6.267

Abril……………………………………….6.158

 

Fonte: IVC

 

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05/16

Em tempos de guerra.

  1. .
  2. Em tempos de guerra não se pode
  3. economizar munição, ou seja,
  4. comunicação de marketing.

 .

             JJ

.

25
05/16

Se eu fosse fundar uma nova agência…

Dois textos recentes, de dois amigos, me fizeram refletir sobre o mercado publicitário brasileiro. Eles vieram a calhar, uma vez que eu andava esgotado de tentar racionalizar o interminável debate político do País. A crise do mercado publicitário começou antes da crise política — e ela está longe de ter soluções simples. Mas, ao escrever sobre ela, tenho a impressão de estar pisando em terreno familiar, embora bastante movediço. Estou longe de ter, em relação à política, a mesma familiaridade que tenho com a publicidade. De forma que, no cenário caótico que vivemos, acredito que escrever sobre uma tragédia conhecida é menos excruciante do que tentar entender tragédias que parecem além da nossa compreensão.

O primeiro texto foi uma análise de fôlego, fruto de muita reflexão, muitos debates em seminários e apoiada em uma pesquisa da Fenapro. Seu autor, Pyr Marcondes, o publicou neste espaço na edição anterior do Meio & Mensagem. Ele aborda o processo de disrupção no modelo de negócios das agências e comenta os principais achados da pesquisa que listou os grandes desafios da indústria, na opinião do próprio mercado: pressão por novos modelos de remuneração; distanciamento do C-Level dos clientes; qualificação de profissionais inadequada para as demandas atuais; queda da atratividade junto a estudantes e novos talentos; baixa percepção de valor dos produtos mais preciosos da agência: inteligência, estratégia, criação e planejamento; agenciamento de mídia versus geração de ideias; juniorização (tanto no cliente, como na agência); baixa coesão do setor; imagem deteriorada; modelo de atuação desgastado; perda de protagonismo e relevância; e crise de identidade. Recomendo a leitura do
artigo do Pyr e a análise da pesquisa.

O segundo texto é mais conciso, foi escrito num tom de maior emoção e conseguiu refletir toda a sabedoria de um profissional que se estabeleceu com um dos mais admirados líderes do mercado publicitário nas últimas quatro décadas: José Eustachio, chairman da Talent Marcel. Por meio de um post no Facebook — o veículo que escolheu para compartilhar suas análises sempre sensíveis e equilibradas —, ele fez um tocante balanço de sua trajetória e da encruzilhada do mercado: “Eu vi, por uma dezena de vezes, gente dizendo que a propaganda morreu. Eu vi altos e baixos. Eu vi muita gente talentosa e querida, que ajudou a fazer esse negócio, partindo. E eu vejo muita gente talentosa, que vai fazer esse negócio continuar acontecendo, chegando.” Eu não sei se o post do Zé foi uma resposta ou um contraponto ao artigo do Pyr. Na verdade, acho que os textos se complementam, uma vez que coincidem na percepção do momento de grandes transformações e na crença de que algo novo emergirá, graças ao talento que ainda existe. E é assim que, inspirado pelos dois, me arrisco a listar o que eu faria de diferente se tivesse de abrir uma nova agência de publicidade.

Em primeiro lugar, eu jamais tentaria criar uma agência gigante. Poucas coisas, no mundo dos negócios, matam mais do que a megalomania. O mercado atual exige muita proximidade, profundidade e envolvimento. Não há mais lugar para agências mastodônticas, que procuram aplicar a todos os clientes suas velhas fórmulas: jingles, celebridades, funcionários felizes ou, melhor ainda, funcionários felizes cantando jingles ao lado de celebridades. Publicidade, para mim, nunca foi um negócio de escala. Porque talento não é um negócio de pura escala — embora possamos e devamos lutar para escalá-lo.

Em segundo lugar, eu apostaria na qualidade, na visão estratégica e na experiência, em detrimento da pose. Se uma agência quer retomar o acesso aos níveis mais estratégicos dos clientes, ela precisa ter gente com mais quilometragem e conteúdo. De pouco serve a admiração do gerente de marketing millennial que aprova as campanhas. Para estabelecer uma linha direta com pessoas do comitê executivo, acredito que neurônios tendem a ser mais importantes do que barbas e tatuagens. Bill Bernbach e David Ogilvy foram dois dos mais brilhantes Mad Men da história. Mas eles usavam ternos e gravatas caretérrimos. O brilho não está na embalagem, mas nos olhos, no conteúdo.

Outro ponto fundamental: a nova agência teria como sócios pelo menos 30% dos executivos. Isso gera engajamento, atrai novas contas, cria uma cultura empresarial. Isso faz, como a Ambev ensinou, o pessoal gastar o tanque reserva em busca do melhor para os clientes. Minha nova agência também procuraria instalações mais simples e, sobretudo, baratas. Fui cliente durante a minha vida toda e preciso confessar que sempre tive dificuldade de explicar para os CEOs mais preocupados com custos (ou seja, todos) que o fato de possuírem sedes suntuosas nos edifícios mais caros dos bairros mais caros não necessariamente tornava as agências mais caras para nós. Quase todas as empresas em que trabalhei estavam localizadas
em bairros bem menos badalados do que os das agências que as atendiam. Esse dado mata de vergonha o diretor de marketing, quando ele precisa levar o CEO para uma apresentação na sede do fornecedor. E aí ele prefere não levar. E aí o CEO fica mais distante da agência. Causa e consequência, o meio é a mensagem, tudo comunica… vocês entenderam o ponto.

Outra coisa da qual minha agência abriria mão, já na largada, é o BV. Sim, o BV. Sim, o dinheiro que hoje representa a diferença entre lucro e prejuízo para a maioria das agências. Se temos de aprender a viver sem algo que até um paralelepípedo sabe que está com os dias contados, melhor que a gente aprenda logo. Além disso, o BV é, filosoficamente, a matriz de toda a corrupção que vez por outra vemos no mercado. Mesmo que nem toda agência que trabalhe com BV seja corrupta, o instrumento é degenerado por si, uma vez que estimula um possível desalinhamento de interesses das agências e seus clientes. Quanto maior o BV de um veículo, maior a tentação da agência pensar em coisas para aquele veículo. Não importa que as agências sejam ilibadas e jamais comprem uma mísera inserção de 30 segundos em TV quando havia algo melhor para ser feito com o dinheiro do cliente. É uma questão de percepção, de transparência. Se uma clínica bonificar os planos de saúde toda vez que os clientes do plano a procurarem, o que pensar dessa clínica? E, mais ainda, o que pensar da administradora do plano? O Brasil só vai deixar de ser a república da comissão quando pararmos de pagar “caixinha” por coisas que deveriam ter sido escolhidas de forma técnica e objetiva. As grandes produtoras já deram esse passo. É hora de o restante da cadeia produtiva fazer o mesmo.

Por último, eu não teria uma agência de publicidade, e sim uma agência de construção de marca e geração de negócios para os clientes. A publicidade é apenas uma das coisas que ajudam nessas questões. Ajuda muito, indiscutivelmente. Mas outras coisas — como branding, comunicação, geração de conteúdo, desenvolvimento de narrativas, relacionamento com stakeholders, etc. — também constroem marca e geram negócios. Fechar os olhos para isso, ficar dentro de uma ou de poucas caixinhas, é ter uma visão limitada ou tendenciosa do que os clientes realmente precisam. E clientes odeiam perceber que um vendedor de extintores de incêndio passa o tempo todo tentando falar de fogo. Se ele vendesse segurança, em vez de meros extintores, seria mais valorizado.

Não há nada de tão novo no que acabo de imaginar — e estou seguro de que muitos dirigentes de agências já devem ter pensado em todas essas coisas. Sobreviverão aqueles que forem capazes de um dos mais óbvios (embora mais difíceis) atos de coragem em tempos de crise: parar de pensar para começar a agir.

Se eu fosse fundar uma nova agência…

Marcos Caetano

Sócio global da Brunswick Group LLC

Em Meio e Mensagem

25
05/16

Falta de conhecimento.

Na CBN/Curitiba…”Na rua Farid Surugui”….é Surugi, grande construtor dos anos 60/70 na cidade.

Na CBN/Brasil…”Na Giana francesa”…É Guiana, sempre foi.

Falta conhecimento aos jornalistas.

JJ

25
05/16

As palavras mais utilizadas em anúncios no AdWords.

adwords

Com base na constatação de que o Google Adwords ficou mais desafiador para as empresas depois da mudança no layout da página do Google, a SEMrush realizou um pesquisa para listar quais as palavras e frases mais utilizadas em anúncios na plataforma.

O levantamento foi feito com 1710 empresas brasileiras com gasto mensal com publicidade acima de mil dólares, através da análise de 8,5 milhões de anúncios de Adwords.

“Colocar a marca do produto no título é uma forma de chamar mais atenção, especialmente no Brasil, onde ela é um diferencial e muitas vezes fator decisivo na hora da compra”, afirma Anna Lebedeva, PR manager da SEMrush.

Confira abaixo alguns insights gerados pelo levantamento:

Palavras mais utilizadas

  • No TOP 5 das palavras mais usadas no título dos anúncios está “oferta”, seguida por “online”, “hotel”, “TV” e “jogos”. Mostrando a demanda do brasileiro por entretenimento.
  • O TOP 5 das mais utilizadas no corpo de anúncios inclui “resultados”, “agora”, “preços”, “compre” e “juros”. O que reflete a preocupação do anunciante brasileiro com um dos fatores decisivos para compras, o dinheiro.
  • Na lista TOP 50 de palavras mais usadas nos corpos de anúncios, aparecem as palavras “agora” e “já”. Isso pode demonstrar que a maioria dos anúncios apostam na criação de senso de urgência.
  • Entre as TOP 50 palavras utilizadas nos corpos de anúncios, o 14º lugar esta a palavra “você” – isso pode indicar que os anunciantes preferem fazer os anúncios com abordagem pessoal.

Verbos

  • Verbo não é tão utilizado em títulos, mas o mais popular no Brasil é “comprar”, seguido por “encontre” e “jogue”. Isso atende os dois perfis principais de clientes: quem faz a pesquisa com a intenção formada de comprar e aqueles que primeiro querem obter mais informações sobre o produto.
  • No corpo dos anúncios “comprar” também é o mais frequente, na sequência aparecem, quase com a mesma relevância, “confira” e “encontre”. O que demonstra que o anunciante, além de vender, também quer oferecer as informações necessárias para o cliente.
  • Mostrando uma tendência ao call-to-action, a maioria dos verbos tanto de título como de corpo estão no imperativo, motivando os consumidores a clicar e, assim, conseguir compras por impulso.

Adjetivos

  • Adjetivos são ainda menos usados nos títulos que os verbos, os mais frequentes são “melhor”, “novo” e “usado”. Isso pode ser explicado pelo fato que os títulos têm um limite de caracteres mais rígido, forçando as empresas a usar os corpos de anúncios para descrições mais ricas.
  • O adjetivo “melhor” também é o mais usado nos corpos de anúncios, no segundo lugar fica a palavra “rápida” e no terceiro “segura”. Isso mostra o que os consumidores querem: resultados rápidos e segurança de pagamento, por exemplo.
  • Uma curiosidade – o adjetivo “infantil” é muito mais usado em títulos que os adjetivos “feminino” e “masculino”. Isso mostra que o mercado infantil pode estar crescendo mais rápido que os mercados adultos.

Substantivos

  • A maioria dos substantivos usados nos anúncios possui relação com descontos e ofertas especiais.
  • Enquanto em títulos a maioria dos substantivos representa produtos, em corpos de anúncios eles informam sobre as condições da oferta (frete, termos de pagamento ou descontos, por exemplo).
  • Os produtos, cujos nomes mais aparecem nos anúncios são “hotéis”, “tv”, “jogos” e “vagas”. São justamente os produtos que a maioria dos consumidores procura na Internet.

“Ao levar em conta essas palavras, o anunciante consegue atrair mais cliques de possíveis compradores que perceberão a relevância do anúncio por meio de uma mensagem direta e efetiva, assim, anunciar se torna algo muito mais estratégico para a empresa”, finaliza Anna.

 

Fonte: Adnews

25
05/16

Marca.

 

Uma marca é uma personalidade, um posicionamento, uma lembrança.

JJ

25
05/16

Importância do branding em tempos de crise.

branding

O rio segue a corrente. Em época de crise econômica, o marketing é uma das primeiras áreas a sofrer cortes de investimento. Na contramão da correnteza, o branding – gestão ou posicionamento de marca – mostra-se como um investimento seguro para estruturar a construção da marca ao sustentar os valores mais tangíveis, exatamente o que os consumidores buscam na hora de gerenciar o orçamento pessoal para definir prioridades.

Ao evidenciar os diferenciais de uma marca ou produto, o branding pode garantir a sobrevivência e sustentabilidade de empresas e marcas em momentos críticos para a economia. É ele quem inspira uma personificação à marca, gerando uma relação interpessoal, de credibilidade e confiança e, consequentemente, objeto de desejo dos consumidores.

Um movimento muito frequente durante tempos de crise é o redirecionamento de investimento publicitário. Visando retornos rápidos, os anunciantes acabam por cortar gastos com branding e redirecionar para performance. A decisão acaba sendo considerada precipitada por algumas razões. A mais determinante deve-se ao fato do anunciante desejar um retorno rápido sem, de fato, investir-se na construção ou manutenção dos valores da marca.

Nesses períodos críticos vemos também consumidores nadando na correnteza para gerenciar melhor os gastos e comprar produtos que oferecem maior valor agregado, ao invés de se deixarem levar por compras por impulso. Por esse motivo, a estratégia de redirecionar todo investimento para performance, sem dar o valor merecido ao branding pode ser uma cilada para as marcas.

Outro fator observado em momentos de economia fraca é o redirecionamento da verba do offline para o online. Nesse cenário, novas mídias digitais ganham espaço com propostas que unem ofertas fortes de branding com um alinhamento de performance, como é o caso do vídeo online. Nesse formato, os anunciantes têm a oportunidade de trabalhar uma estratégia robusta de reputação e conceito da marca, alinhada com ferramentas que impulsionam vendas.

Como exemplo de marcas que perceberam essa oportunidade e reforçaram a estratégia de branding em momentos críticos, temos a Apple. Em outubro de 2001, logo após o fatídico 11 de setembro, a empresa ousou ao investir pesadamente em branding para o lançamento do iPod, novo produto com preço altíssimo para uma época de recessão. Como diferencial, apostou em inovação: pela primeira vez as pessoas poderiam levar milhares de músicas em seus bolsos.

A Renault Clio é outro exemplo que comprovou a efetividade do branding. Para reverter o impacto da crise da Guerra do Golfo e os prejuízos causados para além das fronteiras dos EUA, a montadora francesa apostou no branding para lançar o primeiro modelo Renault Clio, apoiado pela campanha Papa & Nicole. A campanha fez muito sucesso e ganhou várias versões entre os anos 1991 e 1998. Em dois anos, o Renault Clio subiu do nono para o quarto lugar no ranking de vendas europeu.

Ao considerarmos que a performance é um modelo de compra por impulso, que incentiva a geração de leads, podemos dizer que em momentos de economia estagnada ela acaba sofrendo redução. Isso deve-se justamente à necessidade de contenção de gastos por parte dos consumidores.

Contudo, em tempos de crise, as marcas podem aproveitar a oportunidade de se diferenciarem no mercado e criar uma distância segura no futuro em relação aos concorrentes. Dessa forma, o branding apresenta-se não somente como uma estratégia de investimento a longo prazo ou para reverter o posicionamento da marca em momentos de crise, mas principalmente como uma alternativa segura e que fortalece os atributos da marca no mercado.

 

 Lara Krumholz, gerente-geral da DynAdmic América Latina

25
05/16

Os planos da Mondelez no Brasil

Ela é dona da Oreo, Milka, Lacta, Sonho de Valsa, Tang, Halls, Trident e uma dezena de outras marcas no Brasil e no mundo. Porém, seu nome ainda é pouco conhecido entre o consumidor final e a estratégia é que ela continue apenas nos bastidores. Falamos da Mondelēz, empresa de snacks criada em 2012, fruto da divisão da Kraft Foods.

BisXtra

“A estratégia da companhia no Brasil e no mundo não contempla fortalecer a marca institucional, pelo contrário, nosso objetivo é fortalecer as marcas globais e identificar o potencial de marcas locais”, diz, com exclusividade ao Meio & Mensagem, Augusto Lemos, em sua primeira entrevista após assumir o cargo de general manager, em abril deste ano.

Na entrevista, publicada na edição 1711, Lemos, que entrou na Kraft em 1997, fala sobre os desafios em meio à crise econômica, o foco de fortalecer marcas locais e a manutenção dos investimentos em publicidade, a despeito da desaceleração das vendas. “Nossa política é de manter os investimentos neste ano, mas fazendo uso otimizado dessa verba focando em ações efetivas voltadas ao consumo.” Em 2015, a Mondelēz investiu R$ 200 milhões em compra de mídia, segundo o ranking Agências & Anunciantes.

Um dos quatro principais mercados para o grupo, o Brasil tem sido estratégico neste processo. “Aqui temos um diferencial em relação a outras operações: todas as nossas categorias possuem alto grau de participação, seja de chocolates com Lacta; goma de mascar, com Trident; ou bebidas, com Tang; além de marcas históricas e centenárias, como o fermento Royal. O principal objetivo da companhia agora é se firmar como uma empresa com marcas fortes e contribuir no processo de expansão de marcas globais.”

Lemos conta que a estratégia no momento é de fortalecer portfólios. “No ano passado tivemos o case do 5Star. Neste momento, estamos remodelando o Bis Xtra, que passa a ter o formato de sua marca mãe, que é de bloquinhos para trazer a questão da compulsão. Também vamos lançar uma versão deste produto em chocolate branco. Estamos lançando tabletes recheados de Sonho de Valsa e Lacta Oreo, além do relançamento de Club Social que terá nova fórmula e identidade visual”.

Fonte: Meio e Mensagem

25
05/16

Twitter confirma mudança na contagem de caracteres.

hashtag

O Twitter anunciou novos recursos que serão implementados na plataforma. Confirmando as especulações que surgiram na internet no últimos dias, elementos como fotos, GIFs, vídeos, enquetes e reproduções de outros tweets deixarão de ser contabilizados como parte do limite de 140 caracteres por tweet.

No caso de resposta a outros usuários, os nomes de perfis citados serão exibidos antes da mensagem, deixando de ocupar espaço dentro do texto. Além disso, novos tweets que comecem com o sinal @ passarão a atingir as timelines de todos os seguidores, e não apenas das pessoas diretamente envolvidas na conversa.

Outra novidade anunciada pela rede é a possibilidade de o usuário retweetar os seus próprios tweets, o que antes não era possível. Isso valerá também para a função Twitter Quote: o botão que permite reproduzir um Tweet inteiro de outro usuário, agora oferece a opção de reproduzir postagens do próprio perfil.

“A expansão dos 140 caracteres é uma otimização técnica que não mudará os conceitos do Twitter. Estamos sempre buscando novas formas de incentivar a expressão na plataforma, sem perder as principais características do nosso DNA, como a velocidade e a concisão”, afirma Phillip Klein, diretor de estratégias de expansão do Twitter Brasil.

Segundo a empresa, as recentes atualizações visam permitir que os usuários tenham mais liberdade para utilizar os seus 140 caracteres, tornando o hábito de tweetar mais intuitivo, especialmente para os recém-chegados na plataforma.

 

Fonte: Adnews

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05/16

Mudanças precisam acontecer também na propaganda do governo.

Muita gente tem falado, com toda razão, da necessidade de mudanças urgentes nos rumos da economia, da educação, da saúde e da moral pública. Toda mudança profunda reflete os anseios da maioria. Mas quero aqui chamar a atenção para um assunto que é muito importante, que consome todos os anos bilhões de reais dos cofres públicos e pode, em muito, mudar a imagem do Brasil e ajudar os brasileiros. Precisamos de mudanças no segmento da publicidade e da propaganda.

O aparelhamento do Estado, com envolvimento de partidos – e a Operação Lava Jato já provou isso – afetou profundamente as contas públicas, as agências, as produtoras, os veículos, os fornecedores de serviços e a imagem dos profissionais. E disso a classe reclamava desde os primórdios desse governo atual. O surgimento de “agências” sem qualquer credencial e sem clientes da iniciativa privada, a aparente manipulação das planilhas de licitações, o uso de estagiários em vez de profissionais, depois que as contas estavam ganhas, a partidarização das decisões, tudo nos fazia lembrar da peça O Rei da Vela, de Oswald de Andrade.

Ao longo das investigações, ficou claro que a publicidade e a propaganda do governo vinham sendo utilizadas como foco de poder, e em muitos casos usada para desvios de recursos para campanhas eleitorais. Publicitários e pseudopublicitários foram presos, para grande prejuízo de toda a classe. O papel das agências, dos publicitários e das produtoras passou a ser visto como meio de transferir recursos para campanhas e contas particulares. Não estou aqui, vejam bem, fazendo acusações novas. Tudo isso já foi provado pela Força Tarefa, que conduz o maior processo de combate à corrupção já visto neste país.

A mudança, do porte da que estamos vivendo, é muito positiva. Mas de nada adiantará se, nos primeiros dias do futuro governo, não houver a sinalização clara de que de fato estaremos entrando num novo tempo, em nova fase, preocupada em solucionar os graves problemas do país e usar, de forma objetiva e racional – e moral -, os recursos. É muito grande o volume de verba destinado à propaganda governamental. O governo Dilma tem gasto em média mais de R$ 2 bilhões em mídia por ano. Somados, os governos Lula e Dilma, apenas com a mídia televisiva, gastaram R$ 13,9 bilhões e outros R$ 2,1 bilhões com os jornais e revistas. Ou seja, estamos falando de volumes enormes que, até por isso, devem ser gastos de forma competente, equilibrada, livre de interferências e, o que é melhor, sem desperdício.

A nova fase, que, ao que tudo indica, está a caminho, tem tudo para melhorar a percepção das pessoas em relação ao governo, à imagem do país, aos serviços públicos. Essas verbas podem usar as concepções consagradas da comunicação social e podem passar a ter um papel de altíssima relevância para a sociedade. Os programas sociais, as campanhas da área da saúde, os serviços de utilidade pública, tudo isso pode ter um upgrade, com o uso racional dos recursos, contratações eficientes, trabalhos consequentes e, o que é melhor, resultados muito acima daqueles que nós temos visto até agora.

É preciso levar em conta, mais que tudo, o tamanho do país, a necessidade de as mensagens chegarem a todos os rincões, de atingir de forma diferente aos mais variados públicos. Temos de passar à população as informações que podem ajudar no dia a dia, que podem melhorar sua qualidade de vida, favorecer o crescimento e salvar vidas.

A propaganda precisa voltar a ser vista não apenas como o meio para informar sobre produtos ou propagar sonhos de consumo. Ou ainda ser vista como meio que usa a mentira para eleger políticos. Ela precisa ser vista como ferramenta de desenvolvimento pessoal, como política de governo, por sua relevância, poder e papel educativo. Se o governo olhar com novos olhos para essa área, colocar as pessoas certas nos lugares certos, poderá contratar melhor, gastar menos e ter um saldo final muito mais positivo. O modelo baseado no aparelhamento político nos tem levado a uma propaganda de mau gosto, mal produzida e pouco preocupada com o uso dos recursos e com o que pensam os brasileiros sobre esse eficiente meio de comunicação e aqueles que vivem honestamente de seu ofício.

Roberto Duailibi é conselheiro e fundador da DPZ&T

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