01
07/15

Atualização durante o dia.

Caros amigos e amigas

Este blog será atualizado durante o dia, e não na madrugada de hoje, por motivos de saúde. Nada grave, só uma indisposição que vai me levar mais cedo para a cama.

Até depois e obrigado pela compreensão.

JJ

30
06/15

Governo gastou 23 bilhões de reais em mídia, nos últimos 14 anos. Falta somar patrocínio, produção e gastos das estatais…

Levantamento feito pelo Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP) para a Secretaria de Comunicação Social (Secom), requisitado pelo jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, considerando dados do governo federal com publicidade mostra que, entre 2000 e 2014, foram desembolsados cerca de R$ 23 bilhões nas categorias TV aberta, jornais, jornal digital, revistas e portais. O montante investido abrange três anos do governo de Fernando Henrique, oito anos de gestão de Lula e um mandato inteiro de Dilma.

Do total investido, R$ 16.3 bilhões foram destinados à TV aberta, cerca de 73%. Somente a TV Globo recebeu R$ 7.4 bilhões, seguida por Record e SBT que, sucessivamente, receberam R$ 2.1 e R$ 2 bilhões. Para o meio Jornal, o governo desembolsou R$ 2.8 bilhões, considerando edição impressa e versão digital. À Folha foram destinados R$ 277,3 milhões e ao O Globo R$ 267,8 milhões.

Foram investidos R$ 2 bilhões no meio Revista com liderança da Veja que recebeu R$ 460,1 milhões, seguida por Época com R$ 213,6 milhões. Na categoria Portal foram investidos R$ 953,6 milhões, sendo o UOL responsável por receber R$ 87,9 milhões, em segundo lugar vem a Globo.com+G1 com R$ 73,7 milhões.

De acordo com a série histórica publicada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que abrange o mesmo período levantado pelo jornalista do UOL, a verba publicitária do governo cresceu 67,5% nestes 14 anos.

Reportagem publicada na edição 1663, de Meio & Mensagem, no dia 8 de junho, mostra que uma característica em comum entre os três governos é que no último ano de mandato existe a redução de investimentos em publicidade, com uma exceção: no último ano do primeiro mandato do Lula houve aumento de 9,4%.


Confira os valores investidos por categoria entre 2000 e 2014:


TV Aberta (em R$ bilhões)
Globo R$ 7.4
Record R$ 2.1
SBT R$ 2
Band R$ 1.3
RedeTV! R$ 0,484
Total das cinco principais: R$ 16.3 bilhões


Jornais (em milhões)
Folha R$ 275,2
Globo R$ 265,4
Estadão R$ 263
Valor R$ 169,7
Total: R$ 2.8 bilhões


Jornal Digital (em milhões)
Folha R$ 2,187
Globo R$ 2,448
Estadão R$ 2,743
Valor R$ 0,288
Total: R$ 7,6 milhões


Revistas (em milhões)
Veja R$ 460,1
Época R$ 213,6
IstoÉ R$ 184,1
Carta Capital R$ 64
Total: R$ 2 bilhões


Portais (em milhões)
UOL R$ 87,9
Globo.com + G1 R$ 73,7
R7 (a partir de 2009): R$ 23,9
Terra R$ 75,8
Total R$ 953,6 milhões



Fonte: Meio e Mensagem

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COMENTÁRIO

Somem-se a estes valores bilhões de reais em patrocínio e produção…e ultrapassaremos fácil a mais de cerca de 5 bilhões de reais gastos, eu creio. Ou seja, mais 70 milhões gastos, em cultura e esporte…

Vale desstacar que as estatais têm gasto cerca de 2 bilhões por ano, aproximadamente, o que nos proporciona mais um gasto adicional, sempre camuflado, de mais 28 bilhões. 

Mais uma observação, a partir do governo do PT,  verbas importantes foram destinadas a rádios, revistas e jornais de menor importância, no Brasil todo, numa tentativa de “comprar” noticiário e comentários positivos por todo canto, mesmo com baixas audiências. Esta verba “política” está neste bolo?

Eu gostaria de ver a verba toda, ano por ano…

 

JJ

 

30
06/15

Mamíferos estão salvos e continuam no ar.

A campanha "Mamíferos" foi relançada em 10 de maio

 

A possibilidade de a campanha “Mamíferos” da Parmalat ser retirada do ar deixou de existir. A 37ª Vara Cível de São Paulo negou o pedido do direito sobre a marca e da suspensão da campanha feitos pela Padma Laticínios, empresa que está em recuperação judicial desde 2003 e teve os direitos da marca Parmalat Brasil durante 29 anos. De acordo com a decisão do Juiz, a qual Meio & Mensagem teve acesso, houve ausência de elementos que fortalecessem o argumento da Padma.

Diante da decisão, a francesa Lactalis, dona da Parmalat, emitiu uma curta nota reconhecendo o resultado. “A Lactalis do Brasil informa que segue a decisão da 37ª Vara Cível de São Paulo, que indeferiu o pedido de liminar apresentado pela Padma”. Na semana passada, o advogado da Padma confirmou que o processo existia. A empresa alega que pode usar a marca Parmalat, consequentemente, seus personagens relacionados, até 2017.

De acordo com Ana Paula Brito, do escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello, representante da italiana Parmalat S.p.A no Brasil, sua cliente é a titular da marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e é comum a confusão do Judiciário entre quem usa a marca e quem realmente é detentor. Apesar de não estar atuando no caso recente do processo da Padma, a advogada explica que não há dúvidas, do ponto de vista técnico, que o direito de uso é de sua cliente italiana. “A Parmalat no Brasil voltou a ser de direito da empresa italiana e isso está registrado no INPI”, diz Ana.

Em quarenta e um anos de mercado brasileiro, a Parmalat esteve sob a licença de muitas empresas. Depois de sua falência, em 2003, foi comprada por R$ 140 milhões pela Laep Investments que, com problemas financeiros, distribuiu seus ativos. Em 2010, o direito foi cedido para a empresa de laticínios LBR-Lácteos Brasil, que vendeu parte de seus ativos para a francesa Lactalis, em 2014. Atualmente, a Lactalis detém mais de 80% do capital da Parmalat no mundo. No Brasil, entre processos trabalhistas e de credores relacionados aos antigos detentores da Parmalat, vez ou outra, a marca acaba sendo alvo na Justiça.

A discussão sobre o uso do nome Parmalat veio à tona após a estreia da campanha “Mamíferos”, veiculada em 10 de maio. A responsável pelo relançamento foi a agência BETC, cujo um dos sócios, Erh Ray, foi cocriador do primeiro comercial, ao lado de Nizan Guanaes.

Criada em 1996 pela DM9DDB, a campanha “Mamíferos” consolidou a liderança de mercado da Parmalat com uma série de comerciais que ocuparam durante três anos a posição de uma das campanhas mais lembradas. Foi reeditada pela África em 2007, trazendo as crianças crescidas interagindo com suas versões miniatura da década anterior. Em 2012, a marca, então nas mãos da LBR, criou a campanha “Porque nós somos humanos” pela Santa Clara. O comercial, era narrado por um dos “mamíferos”, mostrando que a marca não se desvinculou completamente daquela campanha.


Fonte: Meio e Mensagem

30
06/15

Consumo consciente discutido na Globo.

O Museu da Língua Portuguesa, um dos principais da capital paulista, foi o palco escolhido pela Rede Globo para o seminário “Menos é Mais”, uma iniciativa da Rede Globo que aconteceu na tarde desta segunda-feira (29). O encontro reuniu especialistas que conversaram sobre as novas formas de consumo – debate esse mediado pelo jornalista e apresentador André Trigueiro.

Sergio Valente, diretor da Central Globo de Comunicação, explicou o papel da emissora nesta busca por um mundo melhor. “A gente tem um poder de persuasão, um poder de penetração e um poder de estar na vida das pessoas muito grande que é incrível e a gente quer que esse mundo exista cada vez mais forte”, afirma.

Valente contou ainda que o “Menos é Mais” é, entre outras coisas, uma junção de forças. “Nós sabemos comunicar, mobilizar pessoas, e contar histórias. Então, pensamos em ficar lado a lado das pessoas que sabem sobre sustentabilidade”, diz.

Outro ponto que o executivo tocou, durante seu discurso de apresentação, foi em torno do verbo consumir. “Não existe isso de consumir menos, o que existe é consumir melhor. Do que adianta, por exemplo, você comprar dez, 15, 20 carros sendo que todos esses carros não conseguem andar porque ficam engarrafados no trânsito?”, questionou.

A campanha “Menos é Mais” foi lançada em março deste ano pela Rede Globo com o objetivo de propor uma reflexão sobre o uso consciente dos recursos e reforçar a responsabilidade de cada cidadão no desenvolvimento sustentável do planeta.

A primeira fase do projeto contou um filme institucional. “Menos desperdício e mais consciência. Menos indiferença e mais participação”, foi o que disseram atores e apresentadores como Dira Paes, Dani Suzuki, Paolla Oliveira, Milton Gonçalves, Camila Pitanga, Otaviano Costa, Flávia Alessandra, Paulo Vilhena, Pedro Bial, Lilia Cabral, Marcos Palmeira, Tadeu Schimdt e Fátima Bernardes.

“Não acreditamos que a plataforma terminou na veiculação da campanha, ao contrário, ela se iniciou com a veiculação da campanha. Ela pretende convencer internamente, externamente, enfim, pretende contribuir nesse caminhar para consumir melhor”, destaca Sergio Valente.

Debate
O ponto alto do encontro foi o debate realizado entre Ricardo Abramovay, professor da USP e coordenador do projeto Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) sobre impactos socioeconômicos das mudanças climáticas no Brasil, Lisa Gunn, diretor de comunicação e mobilização do Greenpeace, e Rodrigo Bandeira, da plataforma de participação política Cidade Democrática.

Abramovay, o primeiro a falar, fez críticas às políticas públicas. “Elas (as políticas públicas) e a humanidade são preparadas para fazer e ter cada vez mais”, diz. Para ele, o ideal é, sim, ter menos. “Precisamos de menos desigualdade, mas não apenas de desigualdade de renda, e sim, de educação, de saúde, entre outras tantas coisas”, afirma. “O método que utilizamos para conseguir energia está baseado no mais”, complementa.

Já Lisa Gunn defendeu a ideia de mais informação. “Para que possamos ser mais consciente é preciso de informação, não existe outro caminho, mas quando falamos nisso já percebemos um gap muito grande”, ressalta. A internet foi outro ponto que esteve na fala de Lisa. “A internet pode ser um excelente instrumento para compartilhar boas iniciativas”, destaca.

O indivíduo como protagonista da causa foi um dos pontos levantados por Rodrigo Bandeira. “É totalmente possível construir uma agenda a partir das pessoas, para isso, temos que trabalhar políticas públicas”, defende.

Seguindo mais ou menos a mesma linha, Ricardo Abramovay falou o que seria, para ele, o start. “O primeiro passo seria a insatisfação com o próprio consumo. A base do menos é mais não ser a culpa nem o medo”, diz.

Fonte: propmark

30
06/15

Gugu é afastado da Record.

A partir de setembro, Gugu Liberato vai deixar de apresentar seu programa na Record.

Gugu será substituído pela edição anual do reality “A Fazenda” e pelo programa “Batalha dos Confeiteiros”, com o boleiro e apresentador Buddy Valastro (presente hoje nos canais Discovery).

Gugu sai do ar e sua volta não está 100% garantida. Ele ainda negocia com a Record a próxima temporada de seu programa, com retorno previsto para o início de 2016. Pelo contrato atual, são feitas negociações a cada ano.

O acordo vigente é parecido com o que o SBT inaugurou anos atrás, com Ratinho: apresentador e emissora dividem lucros e custos da produção.

Gugu elevou o ibope da emissora em seu horário e fez com que até Globo e SBT mexessem em sua programação.

Com a interrupção, o apresentador praticamente não fará parte da nova linha de shows idealizada pela direção da Record para entrar no ar sempre às 22h30.

Em agosto, ocorre a estreia de Xuxa Meneghel, ainda sem data marcada.

30
06/15

Babilônia ladeira abaixo…

Em queda livre no Ibope, Babilônia bateu mais um recorde negativo para uma novela das nove da Globo.

O folhetim escrito por Gilberto Braga conseguiu 24,1 pontos de audiência na média da semana passada em São Paulo e amargou uma histórica quarta posição na programação da emissora.

I Love Paraisópolis, com 25,4 pontos, a partida entre Brasil e Paraguai pela Copa América, com 24,6 pontos, e o Jornal Nacional, com 24,3 pontos, tiveram as três maiores médias de audiência da Globo na semana passada.

Fonte: Radar Online

30
06/15

Mascote da seleção olímpica brasileira é a Ginga.

A produtora de animação, efeitos digitais e 3D Oca Filmes assina a criação da Ginga, mascote oficial do Time Brasil apresentado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). A data escolhida para lançar a mascote foi o Dia Olímpico, comemorado em 23 de junho, data da fundação do COI (Comitê Olímpico Internacional).

A personagem, que representará a delegação olímpica de atletas brasileiros, foi inspirada em uma onça-pintada. “Havia uma pesquisa detalhada do que o Time Brasil representa e chegamos à conclusão que, além da simpatia, a personagem tinha de ter a determinação. Para atender a essa necessidade, a onça-pintada era o melhor animal. Tinha de ter o jogo limpo, mas precisava representar os atletas também na garra”, disse Gustavo Amaral, sócio e diretor de arte da Oca Filmes.

A Oca Filmes ganhou a concorrência realizada pelo COB entre quatro empresas para criar a mascote. Segundo Amaral, a parceria com o COB foi muito importante, pois eles apresentaram um briefing bem completo sobre a delegação brasileira.

Ginga estará presente nas competições e vai estampar produtos licenciados, como mochilas, bonés, cadernos, canecas e camisas. Em agosto, começa a ser vendida também a pelúcia da Ginga, nas lojas do Rio 2016. Vale ressaltar que a nova mascote é representante da delegação brasileira e não tem relação com as mascotes Vinícius e Tom, do Rio 2016.

Além da mascote, o COB aproveitou o Dia Olímpico para lançar também o aerograma do Time Brasil, um produto licenciado dos Correios pelo qual os torcedores poderão enviar mensagens para os atletas. O primeiro aerograma gigante será entregue aos atletas que disputarão os Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, a partir de 10 de julho, no Canadá, evento que terá a primeira participação de Ginga.

Fonte: propmark

30
06/15

Netflix lança cartão pré-pago, no Reino Unido.

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A Netflix está testando o serviço de cartão pré-pago. Os usuários do Reino Unido já podem ter acesso à plataforma de vídeos via streaming sem ter conta bancária, ou cartão de crédito. O cartão está disponível em lojas de conveniência, supermercados e farmácias. Existem três opções, de 15,25 e 50 libras esterlinas. A estratégia da companhia é tornar seu serviço ainda mais acessível. Não há previsão de quando os cartões serão vendidos na América do Sul.

De acordo com o analista Barton Crockett, em um ano a audiência do Netflix deve ultrapassar o público total das emissoras ABC, NBC, CBS e Fox. Um dos economistas do banco de investimentos FBR Capital, Crockett levou em consideração o fato de que o público do Netflix cresce 40% ao ano. O analista também usou a informação de que 10 bilhões de horas de vídeo foram acessadas nos quatro meses de 2015.

Em relatório, Crockett divulgou o resultado de sua pesquisa que lançou uma enquete perguntando a preferência dos consumidores entre TV e Netflix. O resultado foi que 57% escolheram o serviço de streaming, enquanto 40% optaram pela TV.

Serviço está disponível, inicialmente, no Reino Unido

Fonte: Meio e Mensagem

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COMENTÁRIO

Mais do que um teste, é uma tendência a ser aplicada mundialmente. É só aguargar. E é para logo.

JJ

30
06/15

Lobista ligado a Zé Dirceu faz acordo de delação premiada

José Dirceu e Milton Pascowitch
José Dirceu e Milton Pascowitch(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo e Vagner Rosário/VEJA)

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O empresário Milton Pascowitch, preso em maio na 13ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, celebrou acordo de delação premiada e prometeu contar às autoridades o que sabe sobre o escândalo do petrolão. Pascowitch é ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão e também investigado em um inquérito sobre o esquema de corrupção que envolve a Petrobras, que pode ter movimentado mais de 6 bilhões de reais. Sua delação, já homologada pelo juiz Sergio Moro, pode contribuir para que a força-tarefa consiga novos indícios da participação do ex-homem forte do governo Lula no propinoduto que sangrou os cofres da estatal.

Milton Pascowitch é o 18º delator da Lava Jato. Além de dar informações sobre o possível envolvimento de Dirceu com o esquema, as revelações do lobista podem abrir e reforçar novas linhas de investigação, principalmente sobre o bilionário mercado de exploração do pré-sal. Em depoimento, o ex-vice-presidente da construtora Engevix, Gerson Almada, disse ter pago até 0,9% para Pascowitch por contratos de sondas de exploração de petróleo da Petrobras com a empresa Sete Brasil.

Pascowitch foi preso no final de maio pela Polícia Federal. Com a delação, ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar com o uso de uma tornozeleira eletrônica. O empresário pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu, apontada pelos investigadores do petrolão como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras. A empresa Jamp Engenheiros Associados, de propriedade do empresário, desembolsou 400.000 reais dos 1,6 milhão de reais utilizados na aquisição do imóvel que sediava a JD, em São Paulo. Mais: uma empresa de Milton Pascowitch também comprou um imóvel em nome de Camila, filha de Dirceu, no bairro da Saúde, na capital paulista.

O Ministério Público Federal investiga há meses a Jamp, considerada uma empresa de fachada suspeita de ser usada para lavar dinheiro do escândalo do petrolão. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o vice-presidente da Engevix, Gerson Alamada, disse que Dirceu fazia “lobby internacional” em nome da empreiteira, enquanto Pascowitch atuava como mediador das “relações partidárias” da construtora. A Engevix pagou pouco mais de 1 milhão de reais à JD Assessoria e Consultoria, empresa de Dirceu, conforme mostrou o site de VEJA. Pascowitch já havia sido detectado também na lista de supostos clientes da “consultoria” de José Dirceu. No rol de contratantes compilados pela Receita Federal, aparece a Jamp – ela pagou 1,457 milhão de reais para Dirceu.

Sigilos - Condenado no julgamento do mensalão por corrupção ativa, José Dirceu é alvo de inquérito na Lava Jato e teve os sigilos fiscal e bancário quebrados em janeiro após o Ministério Público, em parceria com a Receita Federal, ter feito uma varredura nas empreiteiras investigadas na Lava Jato em busca de possíveis crimes tributários praticados pelos administradores da OAS, Camargo Correa, UTC/Constran, Galvão Engenharia, Mendes Junior, Engevix e Odebrecht. Os investigadores já haviam suspeitado que as empreiteiras cujas cúpulas são alvo de investigação, unidas em um cartel fraudaram contratos para a obtenção de obras da Petrobras, utilizavam empresas de fachada para dar ares de veracidade à movimentação milionária de recursos ilegais.

Ao site de VEJA, o advogado Roberto Podval, que integra a banca de defesa do ex-ministro da Casa Civil, disse que a delação do executivo “não muda nada” para o ex-ministro José Dirceu. “Dirceu não tem nenhuma ligação com a Petrobras”, afirmou. “Para se fazer justiça e prender o Zé Dirceu é necessário prender todos os outros que foram citados”. O advogado de Pascowitch, Theo Dias, declarou que não poderia comentar o caso.

 

Fonte: Veja

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