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Contra-propaganda eficaz.

Nas eleições americanas de 1960, o favorito republicano Richard Nixon perdeu o prumo depois desse comercial veiculado em massa, pela campanha do adversário, John F. Kennedy, informa o amigo Eduardo Guy de Manoel.

 

 

E agora, no Brasil…

VOCÊ COMPRARIA UMA BICICLETA USADA DESTA SENHORA?

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05/16

Dá vontade de explodir tudo pra começar de novo.

Aí o CMO de uma grande empresa norte-americana virou para mim e falou: “Eu reconheço que o marketing nunca teve tantas ferramentas para conhecer melhor os clientes e entregar experiências diferenciadas, mas o fato é que eu não aguento mais construir barraquinhos na minha operação. Eu virei um integrador de coisas. Estou o tempo todo tentando colar as coisas. Eu preciso parar e reestruturar toda a área de marketing, essa será a única forma de construirmos algo que permita realmente darmos um salto quântico em nossa operação e na forma como fazemos marketing. Dá vontade de explodir tudo pra começar tudo de novo”. E sorriu um sorriso sem graça.

Amplify2016_575

Nós éramos oito pessoas na mesa do café da manhã, sendo metade de brasileiros e a outra metade de nacionalidades diversas. Estávamos juntos naquela mesa por acaso, chegamos para o café da manhã e procuramos lugares livres nas dezenas de mesas disponíveis. O motivo de estarmos ali era o mesmo de todos: conhecer as mais novas e modernas ferramentas de marketing disponíveis, especialmente aquelas voltadas para relacionamento com clientes. O evento era o Amplify 2016, ocorrido em Tampa, Estados Unidos, de 16 a 18 de maio.

Meu novo amigo CMO norte-americano, de coração aberto, compartilhou as suas dores e ansiedades ali para um monte de desconhecidos. Ficou evidente a identificação daquela turma com quem falava na mesa, com cabeças balançando afirmativamente e testas franzidas, mostrando desconforto e apreensão.

Soluções avançadas de análise de dados para conhecer e entender melhor o cliente, prover experiências digitais diferenciadas e personalizadas e desenvolver conteúdo dinâmico e relevante foram as coisas que carreguei ao sair dos três dias de evento. Também saí com a certeza de que a equação tradicional do omnichannel mudou; em vez de o digital complementar o mundo físico, estamos diante de um mundo onde o digital e a mobilidade total serão os carros-chefes e o físico será complementar. Enfim, uma mudança simples na equação, mas que faz a nossa vida em marketing ficar de pernas pro ar.

O fato de o evento ocorrer nos Estados Unidos já tinha criado uma tremenda expectativa, afinal é lá que muitas das inovações em marketing nascem. Ouvi falar muito em “real time personalization”, mas como fazer isso quando a empresa tem centenas de milhares ou milhões de consumidores? Só mesmo fazendo uso de tecnologia e ferramentas escaláveis, que permitam lidar com milhões de transações simultaneamente. O conteúdo no seu site pode mudar conforme o perfil do cliente, ou seja, o mesmo produto pode ser mostrado de formas diferentes conforme a individualidade do consumidor.

Ouvi pela primeira vez a expressão “anomaly detection”, que é quando consumidores apresentam comportamentos específicos que sinalizam estarem saindo da jornada esperada ou que algo muito especial está acontecendo. Por exemplo, quando o seu produto não tem as cores que os clientes desejam e você consegue identificar isso em tempo real em função do comportamento que eles demonstram ao interagir com o seu site de e-commerce. Ou seja, não é preciso esperar o estoque encalhar para tomar uma ação.

Adorei uma expressão que peguei no meio das conversas: “jornada dinâmica do cliente”. Basicamente, significa que nós em marketing podemos até desenhar a jornada do cliente, mas no mundo atual, com tantos canais de interação e conteúdo, cada cliente tem a sua própria jornada, portanto, a criação da jornada é dinâmica, sendo necessário mapear em tempo real o relacionamento do consumidor com a marca e recriar, a todo momento, a sua jornada.

Também aprendi que, apesar de falarmos o tempo todo em soluções tecnológicas, o líder de marketing não precisa ser um expert em tecnologia. As soluções que surgem são cada vez mais amigáveis em termos de instalação e uso. A grande maioria delas é oferecida como serviços na nuvem, permitindo que os CMOS implementem tais soluções sem depender do CIO ou da TI da própria empresa, trazendo velocidade, flexibilidade, escalabilidade e independência para a operação de marketing. Aliás, essa questão de independência de TI foi algo que ouvi recorrentemente nos corredores do evento em Tampa.

Tudo caminha para o marketing se tornar menos empírico do que sempre foi. Obviamente, ainda existe um componente emocional e intangível muito importante, especialmente nas atividades ligadas ao branding, mas as atividades relacionadas à geração de demanda e à experiência do cliente estão se tornando mais racionais do que nunca, podendo ser mensuradas e planejadas de uma forma jamais realizada antes.

Hoje, é possível mapear todas as interações dos consumidores com a marca, entender suas preferências individuais, sua navegação e interesses dentro do mundo digital, seus canais prediletos, suas atividades nas redes sociais e juntar tudo isso para conhecê-lo melhor e oferecer uma experiência individual. É possível desenhar uma jornada individual dinâmica para cada cliente, em grande escala e de forma massiva. Estamos em outra era e estamos apenas no começo dela.

Curta abaixo o vídeo que eu mesmo montei da minha experiência no evento. Acho que você vai curtir. Foram quase três mil participantes, todos de marketing.

https://www.youtube.com/watch?v=4EFunNH6KUk

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Mauro Segura

Líder de marketing e comunicação da IBM Brasil

Em Meio e Mensagem

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05/16

Obama em Hanói, com Bourdain, num pequeno restaurante vietnamita, saboreia um”bun cha”, de 6 dólares. Mais uma bela sacada de RP.

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No lugar de um jantar oficial, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, preferiu na noite desta segunda-feira (23) um pequeno restaurante popular de Hanói, onde provou um “bun cha”, a tradicional sopa vietnamita.

Ao final do primeiro dia de sua visita ao Vietnã, marcado pelo anúncio da suspensão do embargo sobre a venda de armas ao país, o presidente americano, Barack Obama, entrou no restaurante Bun Cha Huong Lien — escoltado por seus seguranças — e se instalou em uma pequena mesa do estabelecimento, em meio aos clientes locais e a Anthony Bourdain, chef e crítico gastronômico da rede CNN, famoso por seus programas sobre gastronomia ao redor do mundo.

“O presidente maneja os pauzinhos”, comentou Bourdain nas redes sociais junto a uma foto de Obama diante de uma tijela de bun cha, sopa a base de porco que seguramente não agradaria Michelle Obama, adepta da alimentação saudável.

“Preço total por um jantar de bun cha com o presidente: seis dólares [aproximadamente R$ 22]. Eu paguei a conta”, tuitou Bourdain.

entrevista de Obama no restaurante deve ser divulgada em setembro, em meio a nova série de programas gastronômicos de Bourdain.

Nguyen Thi Lien, 54 anos, proprietária do restaurante, contou à AFP sua “imensa surpresa” ao ver entrar o presidente americano em seu modesto estabelecimento familiar. “Jamais sonharia com isto”.

“Uma equipe de TV veio até aqui há três dias, mas nos disseram que era para seu programa, não falaram em Obama”.

Nguyen Thi Lien lamenta “não ter tirado uma foto” com Obama, como fizeram dezenas de vietnamitas diante do pequeno restaurante quando o presidente chegou.

Fonte: Anthony Bourdain.

Low plastic stool, cheap but delicious noodles, cold Hanoi beer.

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05/16

Facebook muda algoritmo dos Trending Topics.

Facebook (1)

O Facebook anunciou uma mudança no algoritmo que determina os trending topics da plataforma. Atualmente disponível apenas nos EUA, o recurso gerou polêmica semanas atrás após uma reportagem do Gizmodo que revelou como jornalistas, contratados pelo Facebook, trabalhavam a curadoria de notícias. Os jornalistas alegaram que a plataforma os mandavam priorizar notícias de teor liberal e evitar notícias mais conservadoras.

A principal mudança nos critérios de curadoria é que o algoritmo não irá mais utilizar veículos e sites para determinar os assuntos que chegam aos trending topics. As parcerias com grandes veículos como BuzzFeed News, The Guardian, The New York Times and The Washington Post também foram encerradas.

No nível operacional, o treinamento dos jornalistas curadores será alterado para reforçar que os critérios de curadoria não podem ser baseados em política ou ideologia.

O episódio colocou novamente em pauta a discussão em torno da relevância e poder do Facebook dentro do ecossistema jornalístico. O vazamento de informações mostrou que apesar de se considerar um veículo, a plataforma pode ser questionada a respeito da forma que seus algoritmos priorizam conteúdos em seu feed de notícias. Num cenário em que os usuários compartilham cada vez menos informações pessoais, a plataforma tem desenvolvido ferramentas para manter conteúdos noticiosos dentro de seus domínios (como o Instant Articles e o recente Facebook Live).

Fonte: Meio e Mensagem

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05/16

Em 1900.

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05/16

Os carros mais econômicos do mercado.

Consumo de combustível é um dos assunto mais comentado pelos leitores de QUATRO RODAS. No Facebook, aliás, digladiações verbais sobre índices de consumo surreais são comuns por aqui – é tipo um jogo de smartphone (o pessoal costuma acessar a página pelo celular). Um dos comentários mais comuns refere-se ao confronto das nossas médias com as que os donos dos carros conseguem obter – ora inferiores, ora superiores às nossas. O que a gente pode afirmar: o principal agente nas médias de consumo é o motorista. Por isso, pessoas diferentes irão obter números diferentes no mesmo carro – seja por causa da maneira de guiar, terreno, altitude, estado de conservação do veículo e período de rodagem.

Os testes de QUATRO RODAS são constituídos de medições objetivas de aceleração, retomada, consumo, frenagem e nível de ruído interno. Os números levantados servem de base para a análise e comparação dos veículos em uma mesma condição de uso, juntamente com outras informações apuradas pelos repórteres. Os testes são realizados em pista fechada, como o Campo de Provas da TRW, em Limeira (SP). Cada avaliação segue a mesma metodologia, de modo a que todos os carros sejam submetidos aos mesmos esforços e consigam a melhor performance, independente do piloto que faz os ensaios.

Como funciona a medição de consumo?

No caso das medições de consumo, fazemos simulações padronizadas e idênticas, com rotinas específicas que o piloto deve seguir – isso elimina a maior variável na medição (a influência do motorista), e nos ajuda a criar referências a partir das quais diferentes veículos podem ser comparados. São feitas simulações de uso do veículo na cidade e na estrada.

Os ciclos de ensaio são exclusivos da QUATRO RODAS e foram elaborados com base nas normas técnicas NBR 6601 e EU 94/14, para serem aplicados nas pistas utilizadas pela revista. Para chegar às médias são feitas diversas passagens. Os carros rodam nos dois sentidos da pista para anular os efeitos que o vento possa vir a ter sobre os resultados. Caso algo interfira no procedimento, o ensaio é interrompido ou descartado para efeito de cálculos. Os resultados alcançados devem ser passíveis de serem repetidos. Todos os testes são feitos com os vidros e entradas de ar fechados e o ar-condicionado, desligado.

Para iniciar os testes, os pneus são calibrados segundo especificações do fabricante e os tanques são totalmente abastecidos – gasolina no caso de modelos bicombustíveis — salvo exceções, como carros elétricos ou movidos a diesel. Anotam-se ainda, os valores mínimos e máximos de: temperatura, pressão atmosférica e umidade relativa do ar, no dia do teste. A calibragem dos pneus é feita com a borracha fria, com ar, e observando as orientações do manual.

Em todas as passagens, repetimos uma rotina que requer velocidades e passagens de marcha em pontos pré-estabelecidos. Esses dois critérios precisam ser preenchidos em todos os trechos do percurso. Isso garante que o motorista não acelere mais ou menos a cada passagem. E que a pressão no acelerador não varie de motorista para motorista. É isso que garante a repetibilidade do teste. Utilizando o ciclo QUATRO RODAS, qualquer motorista treinado na metodologia é capaz de obter os números com variância desprezível.

QUATRO RODAS também descarta os resultados mínimos e máximos das passagens, calculando a média das passagens intermediárias. Na rua, em condições normais, todos nós podemos conseguir consumos diferentes. Há condições de rodagem que podem até favorecer um consumo superior de forma momentânea. Porém, esses resultados são descartados por nós. Lembre-se: padronizamos as condições da medição para obter comparabilidade entre diferentes carros.

OS MAIS ECONÔMICOS (COM GASOLINA)
Posição Modelo Consumo Urbano (km/l)
BMW i8 AT 24,2
Ford Fusion Hybrid Titanium AT 21,3
VW Speed Up! 1.0 TSI 14,5
VW Take Up! 1.0 MT 14,2
VW Fox 1.0 Bluemotion MT 14,2
VW Move Up! 1.0 MT 14,1
Smart MHD 1.0 AT 14
VW Gol 1.0 Comfortline MT 13
Kia Picanto 1.0 MT 12,7
10º Audi A1 1.4 TFSI Sport AT 12,6
11º Chery QQ ACT 1.1 MT 12,6
12º Ford Ka Sedan 1.0 MT 12,5
13º Honda City EXL 1.5 CVT 12,5
14º Mercedes-Benz C 180 Avantgarde 1.6 Turbo AT 12,5
15º Peugeot 208 1.2 MT 12,5
16º Suzuki Swift Sport R 1.6 MT 12,4
17º Smart Brabus 1.0 AT 12,3
18º VW Golf Highline 1.4 TSI Flex AT 12,3
19º Ford Ka Sedan 1.5 SEL 12,1
20º Hyundai HB20 1.0 MT 12
21º Mini Cooper 2.0 Turbo AT 12
22º Ford Ka 1.5 SEL MT 11,9
23º Chevrolet Cruze LTZ II 1.4 Turbo AT 11,8
24º Nissan Versa Unique 1.6 MT 11,8
25º VW Golf Variant 1.4 TSI AT 11,8

Fonte: 4 Rodas

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05/16

Endividamento das famílias foi de 43,6% em março.

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro caiu de 44,1% em fevereiro para 43,6% em março, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 25, pelo Banco Central. A instituição começou a fazer o levantamento em março de 2005 e o retrato sobre o nível de dívidas brasileiras passou a ser incorporada na nota de crédito pelo BC em agosto de 2015. Os dados de março foram divulgados apenas nesta quarta.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses e incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento apresentou uma alta em 25,1%, ficando em 19,1% da renda anual. Em fevereiro, o endividamento sem as dívidas imobiliárias estava em 25,5%.

Ainda segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) manteve-se estável em 21,6%. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda passou de 19,2% em fevereiro para 19,1% em março.

Fonte: Istoé

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05/16

O endividamento dos jovens brasileiros é alarmante.

Levantamento feito pela Serasa Experian aponta que 9,4 milhões de jovens (de 18 a 25 anos) estão com dívidas atrasadas no País. Essa parcela representa 15,7% dos mais de 60 milhões de pessoas que estão inadimplentes, segundo dados colhidos em março.

A faixa etária dos jovens foi a que mais cresceu, passando de 15,5% em dezembro de 2015 para os 15,7% de março de 2016. Em dezembro, havia 8,9 milhões de jovens com contas em atraso.

O principal motivo apontado é o aumento do desemprego neste grupo, que ficou em 24,1% no primeiro trimestre, representando alta de 6,5 pontos porcentuais na desocupação em relação ao mesmo período do ano passado. A alta dos juros e a falta de experiência em lidar com o crédito também contribuem para o crescimento da inadimplência, dizem os economistas da Serasa, em nota divulgada à imprensa.

Outros grupos

A faixa dos 41 aos 50 anos ainda representa a maior fatia entre os endividados, com 19,1%, mesma proporção apresentada em dezembro. Entre os grupos que aumentaram a participação no ranking de endividamento estão os mais experientes: pessoas entre 51 e 60 anos passaram de 12,7% para 12,8% dos inadimplentes e aqueles com mais de 61 anos representam hoje 12,5% dos “negativados”, ante 12,4% apontados no estudo anterior.

Fonte: Istoé

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05/16

Saída de Dilma gerou otimismo.

A intenção de consumo da população de São Paulo não foi praticamente alterada no momento subsequente à posse do presidente interino Michel Temer e sua equipe, segundo sondagem realizada por alunos e professores do curso de graduação em Ciências Sociais e do Consumo, da ESPM SP.

“Há um certo clima de otimismo em relação à saída da presidente, presente em 48,5% dos respondentes. Porém, o número de pessoas que se disseram pessimistas também é alto, 35,5% e, os indiferentes representam mais 15,9%”, ressalta Mário René Schweriner. Entre os homens, 55% estão otimistas, 27% pessimistas e 18% indiferentes. As mulheres são mais pessimistas que os homens, uma vez que esta foi a resposta de 40%, contra 45% otimistas e 15% indiferentes.

Questionados como a vida financeira pode ser impactada pelo novo governo, praticamente a metade entende que ficará pior e apenas cerca de 30% espera melhora. Também neste quesito, as mulheres demonstraram-se muito mais céticas: 56% disseram não saber e 21% acreditam que pode piorar, enquanto que 41% dos homens não sabem e 15% acredita que vai piorar.

Este clima se reflete na intenção de compra: quase 70% dos respondentes declarou não possuir planos de consumo que estivessem em compasso de espera, aguardando a mudança do governo. Mais uma vez as mulheres foram um pouco mais incisivas: 71% das mulheres e 64% dos homens formam este grupo.

Dos que estavam aguardando a mudança do governo para realizar a intenção de consumo, este primeiro momento ainda não inspira confiança para sua realização, pois apenas cerca de 38% pretende fazê-lo agora. Mais uma vez, neste pequeno grupo que pretende consumir, 46% são homens e apenas 32% são mulheres.

O público mais jovem, até 20 anos, assim como os homens, também é mais otimista: 51% ante 47% das pessoas entre 20 e 40 anos e 48% das pessoas acima de 40 anos. Chama a atenção também o número de pessoas pessimistas na faixa acima de 40 anos: 39%, contra 32% entre as pessoas com menos de 20 anos.

Metodologia

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 15 de maio, com 822 respondentes, via consulta por internet. O público respondente teve predominância no sexo feminino (pouco mais de 60%).  A faixa etária foi dividida em três: menos de 20 (35,2%), de 20 a 40 (39,4%) e mais de 40 anos (25,4%).

Esta sondagem, provavelmente por causa de sua amostra, apontou que todas as faixas etárias responderam de modo bastante uniforme, não havendo diferenciais expressivos a destacar. Os analistas deste levantamento, mais uma vez enfatizam seu caráter de sondagem, sem um valor estatístico generalizante.

Fonte: ESPM v

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05/16

Janot defende legalidade de grampo entre Lula e Dilma.

Rodrigo Janot durante sessão do STF para decidir se o ex-presidente Lula pode ser nomeado para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil - 20/04/2016

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que defende a legalidade dos grampos em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi flagrado em conversas pouco republicanas durante as investigações da Operação Lava Jato, discutindo com a hoje presidente afastada Dilma Rousseff a assinatura do termo de posse na Casa Civil “em caso de necessidade”. A manifestação do chefe do Ministério Público está inserida no processo em que a Advocacia Geral da União (AGU) questionou no STF a validade das escutas e a publicidade dos áudios, na época em poder do juiz federal Sergio Moro.

A AGU defendia que os grampos eram ilegais porque atingiriam a presidente Dilma, autoridade com foro privilegiado que não poderia ter sido monitorada por ordem do juiz Moro. Na época, o então ministro José Eduardo Cardozo afirmava que o foro privilegiado de Dilma exigiria que eventuais monitoramentos fossem feitos apenas com aval do STF. Para Janot, no entanto, os grampos não são irregulares porque não tiveram a presidente afastada como alvo, já que buscaram rastrear conversas do ex-presidente Lula, então sem foro, que pudessem ser úteis às investigações sobre o escândalo do petrolão. O procurador-geral não analisou possíveis ilegalidades na divulgação dos grampos, tornados públicos por autorização de Moro.

“O levantamento do sigilo (…), por si só, igualmente não caracteriza violação da competência criminal do Supremo Tribunal Federal. É preciso enfatizar à exaustão: só poderia se cogitar da violação de competência se, diante da prova produzida (mesmo que licitamente, como no caso), a reclamação indicasse, a partir desta, elementos mínimos da prática de um fato que pudesse em princípio caracterizar crime por parte da presidente da República”, disse Rodrigo Janot em sua manifestação.

Em março, o ministro Teori Zavascki, relator do petrolão no Supremo Tribunal Federal, decretou sigilo sobre os grampos telefônicos que flagram diálogos entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em pedido de liminar entregue ao STF, a AGU afirmava que a decisão de Moro colocou em risco a “soberania nacional”. “Tomar a decisão de divulgar o conteúdo de conversas envolvendo a presidente da República coloca em risco a soberania nacional, em ofensa ao Estado democrático republicano”, dizia o texto. Para a AGU, Moro “usurpou a competência do STF” ao tornar públicos os grampos envolvendo Dilma. “A decisão de divulgar as conversas da presidente – ainda que encontradas fortuitamente na interceptação – não poderia ter sido prolatada em primeiro grau de jurisdição, por vício de incompetência absoluta. Deveria o magistrado ter encaminhado o material colhido para o exame detido do tribunal competente.”

Desde a revelação dos grampos, a PGR já pediu a abertura de inquérito para investigar a presidente afastada Dilma Rousseff, seu padrinho político Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União José Eduardo Cardozo por suspeitas de tentarem barrar as investigações da Lava Jato.

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