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08/16

Balanço de compra de espaço publicitário no primeiro semestre de 2016 destaca a importância da TV.

Com o fechamento do primeiro semestre de 2016, o mercado já pode ter uma visão do investimento em compra de espaço publicitário na primeira metade do ano. A crise afetou? Quais meios foram mais e menos procurados? Estes dados podem ser conferidos no infográfico da Kantar IBOPE Media sobre o balanço do investimento publicitário neste período. Nele, é possível encontrar os principais insights, incluindo dados por setores e meios, como Serviço ao Consumidor, Mercado Financeiro, Seguros e Serviços Públicos e Sociais.

Confira o resultado completo abaixo:

Fonte: Adnews
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COMENTÁRIO
Como venho destacando, há anos, a TV ocupa a primeira posição – disparada – como mídia mais utilizada e mais eficiente do mercado brasileiro, com 73% dos investimentos em TV gratuita, TV paga e merchandising.
É impressionante, pois deixa apenas 27% dos investimentos para todos os outros veículos.
Os jornais continuam na segunda posição, com 11,5% dos investimentos, mas perdendo espaço a cada ano, pela incompetência em reverter quedas de circulação, por parte dos seus administradores e profissionais de marketing (mais orientados para o digital, que dá prejuízo, numa situação em que é o jornal impresso que paga as contas, ainda, pois nenhum jornal brasileiro alcança os 20% de seu faturamento com as receitas do digital).
JJ

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08/16

O digital não vai superar a mídia impressa.

O INMA (International News Media Association) realiza, nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24), a Conferência Internacional INMA 2016, onde reúne ideias inspiradoras dos principais grupos de mídia do mundo para acelerar o crescimento da receita e audiência na era digital. “O objetivo do INMA é ser uma janela para o mundo, compartilhar ideias, identificar oportunidades, antecipar tendências e inspirar mudanças”, afirma Marcelo Benez, presidente da INMA Brasil e diretor executivo comercial da Folha de S.Paulo.

Earl J. Wilkinson, diretor executivo e CEO da INMA, abriu a tarde de palestras e trouxe algumas tendências ao redor do globo vivenciadas pelos grandes jornais. O executivo conhece a maior parte dos maiores grupos de mídia e mostrou um panorama sobre o mundo atual.

“Uma das coisas que eu tento fazer é trazer as maiores tendências seguidas pelas maiores capitais ao redor do globo. A mídia impressa mudou dramaticamente. Se você perguntar quem te inspira nesta sala, as respostas podem ser The New York Times, The Guardian… Mas, quem inspira esses títulos? Em minhas viagens pude perceber que eles estão de olho nessas empresas de mídia digitais que estão aparecendo e crescendo”, diz.

Wilkinson destacou algumas “chaves” para o sucesso. O jornalismo precisa ter atitude, escavar ferozmente o conteúdo do seu público-alvo. Além disso, jovens e adultos, moradores das cidades, são grandes consumidores. O analytics é parte fundamental da cultura corporativa e a publicidade precisa ser arrojada e sutil. O mobile deve vir antes, depois disso deve-se pensar no desktop e no tablet.

“Algumas novas verdades precisam confrontar a sua companhia. A primeira é que o digital não vai substituir a publicidade impressa. As receitas não-mídia não vão se desenvolver rapidamente. É preciso reduzir os assuntos para ganhar tempo ou então criar capital para o digital. Grandes talentos importam no centro das mudanças, menos nas periferias”, afirma Wilkinson.

O contexto de mídia hoje mostra crescimento na produção da informação, que vai triplicar os próximos quatro anos. Terá ainda mais divisão do tempo entre os meios de comunicação (constante aumento) e as redes sociais (rápido crescimento). Wilkinson afirma que a conexão mobile vai crescer 110% em dois anos, com aumento de 33% nas conexões móveis.

“O que nós sabemos em 2016 é que os mistérios da mídia digital estão sendo revelados. Os valores de mídia estão mais claros. É preciso fazer o seu legado ou escolhas digitais. Tenha amplitude ou profundidade. Saiba se você é multicanal ou omnichannel. Por outro lado, um roteiro para 2016 pode ser aprofunde mais, amplie menos.  Priorize os ‘add-ons’, adquira talento e gestão, crie uma infraestrutura cultural, execute conteúdo e vendas estratégicas e procure ter sucesso na execução mais do que na estratégia”, afirma.

Os paywalls, quando o conteúdo online é restrito, também foi citado pelo executivo. “Existe valor quando o conteúdo é relevante em um meio ambiente escasso. As notícias gerais não têm valor comercial e o paywall vai morrer se não tiver um novo valor sendo adicionado a todo momento. Onde os paywalls têm sucesso, de 5 a 20 artigos são liberados. Marcas de qualidade usam os paywalls, mas tablóides populares preferem os modelos de livre acesso”, explica.

Nos Estados Unidos, um gráfico apresentado por Wilkinson mostra que 56% da leitura de jornal é feita no impresso, enquanto 11% se divide entre impresso e web; outra parcela de 11% mistura impresso, web e mobile; 5% impresso e mobile; 6% apenas web e 7% web e mobile; e 4% fica com o mobile.

Outra pesquisa mostrada por ele aponta que a maior parte do tempo gasto com mídia em 2017 será com mobile, seguido por TV, online, rádio e jornais impressos. Ele também ressaltou que o uso de aplicativos mobile são maiores do que os sites mobile, apesar de 84% dos usuários usarem apenas quatro apps em seus dispositivos. O futuro do mobile, assim, está em um rápido crescimento dos aplicativos de envio de mensagens (como Messenger e WhatsApp). Os aplicativos on-demand para os serviços estarão em alta também. As notícias mobile devem ter alto fluxo de informações e curadoria.

Fonte: propmark

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COMENTÁRIO

É importante destacar que esta é a realidade, ou a tendência, nos Estados Unidos e no Reino Unido (e em mais alguns países europeus mais ricos). Não é a realidade brasileira. Na verdade, estamos distantes deste cenário descrito na reportagem, por mais alguns (muitos) anos.

Mesmo assim, saliento, 56% da leitura de jornais, nos Estados Unidos, se dá pelo meio impressso e só 11% são divididos entre o impresso e a web…ficando apenas 6% só na web.

Isto em país de enorme inclusão digital, ao contrário do Brasil, onde só cerca de 50% da população tem acesso à internet (ou a utiliza cotidianamente).

JJ

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08/16

Globo avalia audiência durante as Olimpíadas.

Durante a transmissão da Olimpíada do Rio, a Globo registrou crescimento em todos os horários, em relação às médias de junho e julho. De 03 a 21 de agosto, das 07h às 24h, a Globo registrou média de 17 pontos com 37% de participação em São Paulo (um crescimento de 2 pontos, +13%, na comparação com Jun/Jul), e no Rio de Janeiro foram 21 pontos com 44% de participação (um crescimento de 3 pontos, + 17%).

No horário nobre, das 18h às 24h, também houve crescimento significativo na comparação com junho e julho desse ano. Em São Paulo, foram 27 pontos com 42% de participação (um crescimento de 3 pontos, +13%), e no Rio, 30 pontos com 48% de participação (crescimento de 3 pontos, +11%).

No horário da tarde, das 12h às 18h, a audiência em São Paulo cresceu 3 pontos e no Rio 4 pontos, um aumento de 25% nas duas praças.

A final do futebol masculino, entre Brasil e Alemanha, rendeu 37 pontos com 55% de participação, em São Paulo – um crescimento de 13 pontos (+54%), se compararmos com a audiência da mesma faixa horária dos meses de junho e julho. Já no Rio de Janeiro, a audiência foi de 38 pontos com 61% de participação, 12 pontos acima da faixa horária (+46% de crescimento).

O jogo do vôlei masculino, entre Brasil e Itália, em São Paulo, alcançou 26 pontos com 45% de participação: 15 pontos acima da media da faixa horária, um crescimento de 136%. No Rio de Janeiro, a audiência do jogo foi de 29 pontos com 52% de participação – um crescimento de 14 pontos (+93%).

A despedida dos Jogos, com a cerimônia de encerramento, teve, em São Paulo, média de 27 pontos com 39% de participação (8 pontos a mais, crescimento de +42%). E, no Rio, registrou 30 pontos com 49% de participação (também 8 pontos a mais, crescimento de +36%). A audiência da cerimônia, nas duas praças, superou o encerramento das cinco Olimpíadas anteriores.

Nas mídias sociais, a cobertura da Globo chegou 509 vezes aos trending topics do Twitter. Foram 1.800 postagens com cerca de 180 mil compartilhamentos. Já no Facebook, foram mais de 830 postagens com a hashtag #SomosTodosOlímpicos, com quase 150 mil comentários e cerca de 6 milhões de interações nas publicações.

Fonte: propmark

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08/16

Loja do futuro: menos custos e mais eficiência.

Ao entrar numa loja, os dados do seu celular permitem ao vendedor desenhar um atendimento personalizado para você. Não há o tamanho que você procura? Sem problemas. A peça será entregue em sua casa. E, para finalizar, você fecha a compra num serviço de autoatendimento, sem filas. É o que promete a Omniera – Loja do Futuro, em exposição no Latam Retail Show, evento organizado pela GS&MD Gouvêa de Souza, que acontece entre 23 e 25 deste mês, em São Paulo.

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Apesar do termo futuro, as soluções são para o presente. Com ambientes físicos do segmento de moda, alimentação, beleza e conveniência, a loja traz recursos que já estão disponíveis no mercado para aplicação no varejo. “O lema é diminuir custos e aumentar a eficiência no curto prazo, sem grandes inovações, em sintonia com o momento econômico do Brasil”, explica Ricardo Michelazzo, CEO da GS&COMM, empresa que impulsionou a loja junto a parceiros digitais e varejistas. O empreendimento foi montado pela primeira vez em 2015, no mesmo evento.

A partir do mobile, tecnologias conectam clientes, vendedores e gestores dentro da loja

O esforço consiste em quebrar as barreiras entre o mundo físico e o digital, por meio da integração omnichannel, ou seja, entre todos os canais de compra. As tecnologias escolhidas para 2016, algumas já em uso nos e-commerces, são menos disruptivas e mais produtivas. Um tanto diferente do ano passado, lembra Michelazzo, já que recursos como o espelho inteligente, no qual o cliente poderia provar roupas digitalmente, fazia com que as pessoas passassem bastante tempo experimentando os modelos, mas sem comprá-los de fato. O objetivo, acima de tudo, é apresentar experiências que convençam o consumidor a efetuar a compra.

É o mobile que conecta clientes, vendedores e gestores na loja de 2016, por meio de softwares da Totvs, Vtex, Linx, Teradata e Facebook. Este último fornece principalmente dados sociais de quem se encontra na loja, que se somam às informações transacionais do cliente, obtidas pelos softwares via histórico de navegação do celular, por exemplo. É possível saber se o consumidor clicou em determinado produto no site da loja ou se abandonou uma compra no carrinho do e-commerce, por exemplo. Todas essas ferramentas visam personalizar o atendimento, segundo Michelazzo. A prateleira infinita, que mostra todo o estoque no e-commerce, e o click collect, no qual o cliente faz o pedido num local – num café, por exemplo – e retira em outro ponto da loja, estão entre os recursos disponíveis.

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Além das informações e preferências do cliente, outras ferramentas estão disponíveis ao vendedor, como a coordenação das filas. Já o gestor acompanha toda a movimentação da loja em tempo real, por meio de mapeamentos, histórico do estoque e integração dos canais e ferramentas. “Além da informação em tempo real, as tecnologias deste ano oferecem planos de ação para o gestor melhorar o desempenho”, diz Michelazzo. Todas as ferramentas de gestão também poderão ser acessadas no celular do profissional.

O staff de promotores da loja é composto por profissionais da Marco Marketing Consultants. Segundo comunicado da empresa, a proposta do atendimento é mostrar a importância do treinamento para que o aspecto humano contribua para uma experiência de compra positiva e agradável.

Para implementar tais medidas, é fundamental que a loja já tenha integrado tanto a base de dados de seus clientes quanto suas transações online e off-line, ressalta Michelazzo. Por conta desse fator, o CEO acredita que nenhum estabelecimento implantará esses recursos de uma vez. Nenhuma loja no Brasil também utiliza todas essas tecnologias na íntegra, e talvez nem no mundo isso aconteça, pelo menos em larga escala, segundo o profissional.

Para Michelazzo, as lojas médias são as mais propícias a implementar os recursos mostrados na loja montada no Latam Retail Show, evento dedicado ao varejo, franchising, e-commerce e shopping centers. “Elas são menos burocráticas, tecnologicamente mais ágeis e utilizam menos softwares”.

Fonte: Meio e Mensagem

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08/16

Sourced traffic: mais um problema da mídia digital.

A ANA, a entidade dos anunciantes americanos, publicou um documento de alerta às suas associadas sobre um tema que está se transformando em mais um problema da mídia digital: o sourced traffic. Como o próprio alerta da ANA define, “sourced traffic é quando o site/portal que vende uma programação de mídia digital obtém audiência através de uma terceira parte (ou seja, através de uma subcontratação)”. Isso é obtido com a publicação da mensagem do anunciante em um site/portal terceirizado, que redireciona a mensagem para o site originalmente contratado.

Do ponto de vista dos editores digitais, esse tráfego comprado de terceiros tem sido chamado de content amplification platform, content discovery platform ou content marketing platform. E vale para qualquer tipo de mensagem, do tradicional display ou vídeo a native advertising, conteúdo patrocinado etc., adquiridos de forma direta ou via mídia programática. Funciona assim, o publisher digital A (site ou portal) se dá conta de que provavelmente não atingirá o volume de tráfico combinado com a própria audiência e vai ao publisher B para tentar atrair mais visitantes e cliques. Este B, por sua vez, pode repetir o acordo com outros publishers e tentar gerar massa crítica para a programação.

O problema para os anunciantes, como o documento da ANA aponta, é que nem sempre essa cadeia terceirizada de publishers é devidamente informada ao anunciante, que pode ser iludido ao acreditar que o tráfego foi gerado no ambiente que ele originalmente contratou. Com o sourced traffic, o risco é que a publicidade gere respostas a partir de outros ambientes, cujo contexto não foi aquele planejado e definido pelo cliente e sua agência. Com isso pode-se obter quantidade de audiência sem a devida qualificação.

Além disso, um estudo de 2014 da mesma entidade sobre o problema dos ad-bots (tema já abordado em coluna anterior) revelou que, no caso do sourced traffic, a percentagem de uso dos bots para gerar audiência está na faixa de quatro vezes mais do que na mídia veiculada no site/portal originalmente contratado. Esse sistema de sourced traffic é, por sua natureza, único da mídia digital, já que as demais mídias não têm como fazer isso, e é um fenômeno novo, ainda pouco conhecido pelos clientes e agências.

Em enquete feita junto a suas associadas, a ANA descobriu que 61% dos anunciantes americanos ou não está familiarizado (34%) ou pouco conhece (27%) o processo e sua prática. E apenas 19% sabe do que se trata, sendo 5% muito e 14% é bem familiarizado. Os restantes 20% apenas sabe o que é e como funciona. À pergunta sobre se “sua compra de mídia digital inclui algum tipo de sourced traffic?”, 23% respondeu que sim e 23% que não. E a maioria, 54%, simplesmente não sabe se há ou não essa terceirização.

O que a ANA defende de forma enfática é que os vendedores de mídia digital exponham claramente sua política de usar ou não o sistema de sourced traffic e, quando utilizam o sistema, que nos relatórios de audiência conquistada, todos os sites ou portais terceirizados (quarteirizados etc.) geradores dessa audiência sejam precisamente apontados. Isso é para que o anunciante tenha informações não apenas da quantidade, mas também da qualidade da audiência que sua campanha obteve.

E também porque as regras do Media Rating Council, o MRC, que normatiza os procedimentos de pesquisa e aferição de audiência, indicam que “o sourced traffic feito com a intenção expressa de manipular a mensuração da audiência deve ser classificado como tráfego inválido (IVT – invalid traffic, em inglês) e deduzido dos números levados à cobrança dos anunciantes”. Além de passar a dar mais atenção à questão, a ANA recomenda que os anunciantes aprofundem seu conhecimento dessa prática e exijam total transparência por parte dos vendedores de mídia digital sobre o tema.

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Rafael Sampaio é consultor em publicidade.

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08/16

Olimpíadas foram assistidas em 98% dos lares brasileiros.

As Olimpíadas acabaram e já deixaram muita gente com saudade da maratona de competições diárias com os melhores atletas do mundo. Praticamente todo o Brasil parou para ver alguma disputa ou cerimônia relacionada aos Jogos em algum dos dezessete dias de transmissão. Os dados da Kantar Ibope revelam que 98% dos lares brasileiros monitorados pelo levantamento assistiram a pelo menos 1 minuto de algum conteúdo olímpico.

O número de pessoas que viu a Olimpíada pela TV no Brasil também é excepcional: 63,4 milhões, o que equivale a 93% dos telespectadores que participaram da medição do Ibope. A maior audiência foi a cerimônia de abertura ao vivo – as pessoas assistiram em média a 45 minutos –, seguida pela final do futebol masculino entre Brasil e Alemanha, pela cerimônia de encerramento, pela partida do futebol feminino entre Brasil e Austrália e pelo jogo de futebol masculino entre Brasil e Dinamarca.

A audiência brasileira confirma a preferência esportiva nacional, mas outras modalidades também tiveram audiência expressiva. O segundo lugar foi para o vôlei de praia, depois a ginástica, o vôlei de quadra e o judô. “Vimos muito positivamente o alcance do vôlei. Somados os jogos na quadra e na areia, a diferença de audiência para o futebol foi pequena”, diz a diretora do Ibope Fábia Juliasz. As modalidades menos vistas foram golfe, depois badminton, remo, rúgbi e tiro com arco.

Em um levantamento pelo Twitter, os atletas mais comentados foram Neymar, Usain Bolt, Michael Phelps e Arthur Nory, o ginasta medalhista de bronze que se destacou nas redes principalmente depois de postar uma foto com Simone Biles, informa reportagem de Veja.

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08/16

“Justiça” obteve 30 pontos de audiência em S.Paulo e 32 no Rio.

A aguardada minissérie Justiça, da rede Globo, mostrou a que veio na noite desta segunda-feira. O primeiro episódio, que focou na história de Elisa (Debora Bloch), advogada que viu a única filha, Isabella (Marina Ruy Barbosa), ser assassinada pelo noivo, Vicente (Jesuíta Barbosa), alcançou uma boa audiência. Em São Paulo foram 30 pontos, 7 a mais que a média do horário, um aumento de 30%. No Rio, o índice chegou a 32 pontos, um crescimento de 23% em relação a faixa anterior, informa Veja.

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08/16

Jogos Olímpicos poderão reverberar no branding do Brasil e recuperar a autoconfiança do brasileiro.

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Encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Crédito: Pascal Le Segretain/ Getty Images)

 

A chuva que caiu sobre o Rio de Janeiro no domingo, 21, e os dias cinzentos que se seguiram pareceram encomendados. Nas ruas, nas redes sociais, em conversas entre amigos, se ouvia a brincadeira: a cidade chora o fim dos Jogos Olímpicos. Mas a alusão feita por muitos também poderia ir para outro lado. O Rio chora, sim, o fim do evento, que resgatou a alegria do carioca, e que também lavou a alma dos brasileiros combalidos pela crise econômica e política que já toma conta do País há tempos. Se o principal evento esportivo mundial teve um impacto em quem anda pelas ruas da cidade, qual o efeito dele no branding do Brasil? O melhor possível, apontam especialistas ouvidos por Meio & Mensagem.

“Diziam que os Jogos foram caros demais e um absurdo para um País como o Brasil. Mas quanto custa levantar a autoestima de um País inteiro? Quanto vale isso?”, questiona Fred Gelli, sócio e diretor criativo da Tátil Design, responsável pela criação da marca dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Ele diz que não tem qualquer dúvida sobre o impacto positivo do evento no branding do País e do Rio de Janeiro.

“Na final do futebol, o hino brasileiro foi cantado por 70 mil pessoas, que depois ecoavam: o campeão voltou. Mas o campeão que voltou não foi o time, mas o Brasil, como país”, afirma. Especialista em trabalhar o branding de marcas, ele lembra que, para qualquer marca, a autoconfiança é fundamental. “No nosso caso, especialmente, de recuperar uma marca combalida, que vinha se auto sabotando”, diz citando o Brasil. Gelli acredita que tudo o que aconteceu desde o dia 5 de agosto tem muita chance de inspirar. “Para usarmos essa mesma potência que percebemos que temos para atacar problemas crônicos e estruturais. Que essa energia seja convertida em combustível para fazer o país que o Brasil merece ser”, avalia.

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Jogos Olímpicos impactaram imagem do Rio de Janeiro e do Brasil (Crédito: Renato Sette/ RMC)

Marcelo Boschi, coordenador de MBA Estratégica da ESPM Rio, lembra que tínhamos uma repercussão muito negativa na mídia antes dos Jogos começarem. “Tudo era criticado, era zika, violência, baixa capacidade de gestão. Éramos incompetentes, incapazes de lidar com nossos problemas e seríamos incapazes de gerenciar um evento deste porte”, recorda. Desta negatividade, surge em duas semanas uma mudança radical. “Saímos do lixo, da incapacidade, de maus gestores, ao sucesso. Do ponto de vista de branding, quando ele surpreende desta forma, traz fatores muito positivos”, diz, acrescentando que o evento foi extremamente benéfico para o Brasil, mas para o Rio em particular.

Já para as marcas, ele acredita que ainda levaremos um tempo para avaliar os resultados. “Tirando as esportivas, que têm estratégias específicas, vi uma massificação muito grande da mensagem olímpica. Será que o Bradesco, por exemplo, se ressaltou com tanta massificação?”, questiona. Ele aponta que, no primeiro momento, os patrocinadores mantiveram uma hiper exposição natural. “Mas tenho dúvidas da capacidade de transferência destes valores olímpicos para elas”, observa.

Gelli tem uma visão que segue a mesma linha. “Marketing é um esforço cada vez menos de discurso e mais de entrega, ação. De modo geral, as estratégias das marcas patrocinadoras tiraram pouco partido disso”, diz. Para ele, elas fizeram praticamente o marketing tradicional, com a vinculação de sua imagem a dos Jogos, sem aproveitar como poderiam as conexões que existem entre a essência de cada uma delas e dos Jogos.

“Deveriam ter sido feitas através de um conjunto de ações que pudessem gerar valor para as pessoas que viveram os Jogos no Brasil e fora, de maneira mais contundente”. Gelli acredita que o marketing tradicional faz cada vez menos sentido, especialmente para as novas gerações que não estão mais interessadas simplesmente na presença nas mídia tradicionais. “Temos que estabelecer uma conexão. Os Jogos transbordam propósito e as marcas, para se plugarem neles, deveriam ter ido para este lugar”, conclui.

Rodrigo Coelho, diretor de patrocínios da Momentum, esteve em Londres durante seis meses acompanhando os preparativos e os Jogos em território inglês e desenvolveu ações para a Nissan na Rio 2016. Ele observa que, enquanto em Londres o grande ponto de encontro olímpico foi dentro do Parque, no Rio os jogos foram muito populares. “A atmosfera olímpica saiu das arenas e extrapolou para a cidade”, diz. Sobre as marcas, ele observa que, enquanto por lá eram 13 espaços de ativações de patrocinadores no Parque Olímpico, aqui foram apenas cinco. “Mas nenhuma delas foi a principal ativação das marcas. Coca-Cola, Nissan e Skol tiveram suas principais ativações no Boulevard Olímpico”, observa. Para ele, isso tornou os Jogos acessíveis. “Mesmo com os ingressos caros, as pessoas puderam viver os Jogos de alguma forma, até a pira olímpica ficou no Boulevard, ao alcance do público”, lembra.

Outro lado

As principais marcas patrocinadoras dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foram procuradas peloMeio & Mensagem para fazerem um balanço de suas ações, mas a maioria não retornou até a publicação desta reportagem. Já a Nissan apresentou os resultados de um trabalho que buscou gerar awareness para a sua marca e fazer um reposicionamento. Para isso, atuou em algumas frentes: patrocinou o Revezamento da Tocha, que levou seu nome a todo País; lançou um novo carro, o Nissan Kicks; investiu em mídia online e off-line; e interagiu com o público no Rio de Janeiro.

Duas ativações chamaram a atenção: no Boulevard Olímpico, sucesso dos Jogos, a marca montou o bungee jump que continuará até a Paralimpíada. Entre os dias 5 e 21 de agosto, mais de mil saltos foram realizados por pessoas que chegavam a entrar na fila no dia anterior para conseguir participar. Já quem passou por Copacabana, pode ver o Hotel Nissan Kicks, com uma fachada única, iluminada, ao longo da orla da praia mais famosa do Rio.

A Nissan registrou o aumento de um ponto percentual de market share  no Brasil desde o início dos Jogos passando para 3,5%. A marca obteve 2,4 bilhões de impressões no Twitter para a hashtag específica da Nissan nas Olimpíadas (segundo a Sysomos), enquanto a hashtag  #QuemSeAtreve (#WhoDares, em Inglês) tornou-se a terceira com maior engajamento entre todas as marcas, apenas atrás da Coca-Cola, e à frente de todos os outros patrocinadores globais (Adweek). Além disso, as iniciativas da montadora durante o período dos Jogos Olímpicos geraram mais de quatro mil reportagens em todo o mundo – sendo mais de 500 no Brasil -, contabilizando cerca de 15 bilhões de interações na mídia (Meltwater).

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Bungee Jump da Nissan no Boulevard Olímpico (Crédito: Staff Images)

Patrocinador dos Jogos Olímpicos, o Bradesco também é patrocinador dos Jogos Paralímpicos e por isso ainda não tem como fazer um balanço completo do que considera o ciclo olímpico. “Entraremos com mesma força nos Jogos Paralímpicos”, conta Fabio Dragone, superintendente de marketing do banco, destacando que o nadador Daniel Dias será o embaixador da marca na Paralimpíada. Feita esta observação, ele classifica a Olimpíada como um grande sucesso, não só para os organizadores, como também para patrocinadores e população. “Tivemos um retorno muito interessante em vários aspectos. A Casa BRA, que foi a Casa dos Mascotes no Parque Olímpico, por exemplo, teve mais de 70 mil interações de pessoas lá dentro”, aponta, lembrando que elas ainda foram reverberadas nas mídias sociais, em fotos com mascotes e a Tocha Olímpica. “Temos que considerar que as pessoas vão ao Parque Olímpico para ver os Jogos e não visitar a casa de patrocinadores”, diz.

Além disso, o Bradesco, com a Bradesco Seguros, levou o Museu Itinerante aos live sites dos Jogos, e também esteve na casa do Time Brasil, a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos. Lá, os atletas que conquistaram medalha ganharam um plano de previdência da Bradesco Seguros. “Acreditamos muito no sucesso dos Jogos Paralímpicos, ainda mais agora, no pós do olímpico que deixou um gostinho de quero mais”.

Legado para Airbnb

Em sua estreia olímpica como Fornecedora Oficial de Acomodação Alternativa, o Airbnb gerou R$ 100 milhões para os anfitriões brasileiros. No total, a plataforma viabilizou a hospedagem de mais de 85 mil hóspedes, sendo 50% estrangeiros e 50% brasileiros. O Airbnb tinha 3,5 mil anúncios no Brasil em 2012 e hoje já tem mais de 100 mil anúncios, distribuídos nos 26 Estados mais o Distrito Federal. “Nossa grande aposta agora é a hospitalidade natural do povo brasileiro como forma de promover o turismo”, afirma Leonardo Tristão, diretor do serviço no Brasil.

 

Fonte: Meio e Mensagem

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08/16

Inbound, Adblockers, Vídeos e Consumer Journey foram alguns destaques do Expo Fórum de Marketing Digital.

Nos dias 10 e 11 de agosto, a Fecomercio foi palco do maior evento de marketing digital do Brasil, o Expo Fórum de Marketing Digital 2016, em São Paulo. 

Promovido pelo Digitalks, o evento foi dividido em 5 palcos, incluindo Congresso Internacional, seminários temáticos e workshops. Entre os principais temas abordados estavam as tendências do marketing digital, content e inbound marketing e o comportamento do consumidor no meio digital.

Flavio Horta, diretor e fundador do Digitalks, abriu o evento ressaltando a importância do Fórum, que tem como objetivo fomentar o mercado de marketing digital, trazendo conteúdo de qualidade e ajudando na capacitação dos profissionais, com o intuito final de conectar as pessoas e gerar mais negócios para o setor.

“É bacana ver o mercado digital se desenvolvendo. Quando o Digitalks começou, há 7 anos, a nossa intenção era mostrar para as pessoas a importância do marketing digital. Agora, que nós já conseguimos isso, estamos divulgando para o público técnicas e tendências da área”, afirma Flavio. 

Giorgia Berardi, gerente de marketing da América Latina da IBM, falou sobre a computação cognitiva, identificando padrões de marketing no comportamento humano e destacando o Watson como uma ferramenta importante e facilitadora. Durante o congresso foram apresentados alguns painéis de debate, entre eles o comandado por Ira Silberstein com o tema Sobrevivendo aos Ad-blockers que apresentou alternativas para gerar resultados em uma época em que ninguém quer ver anúncios.

O tema Merging UX e inbound marketing também foi abordado no fast track feito por Austin Knight, UX Designer, Speaker and Author da Hubspot, que trouxe a questão da importância do design aliada ao marketing digital para gerar boas experiências para o usuário e torná-lo um cliente. Austin ainda comentou que, além da agilidade no carregamento do site, é preciso articular bem a disposição das informações na web. O usuário precisa achar o que procura no menor tempo possível, caso contrário ele vai buscar o conteúdo em outro veículo.

Seguindo essa ideia de proporcionar as melhores experiências possíveis ao consumidor, Carlos Giust, Sócio da PwC, explicou que o maior desafio já não é apenas entreter o cliente para que ele compre determinado produto ou serviço, o foco agora é estabelecer e manter um bom relacionamento com o consumidor, por meio de um atendimento cada vez mais personalizado e individualizado. 

Outro assunto que ganhou um painel de debate foi o lançamento do “Código de Conduta para Agentes Digitais em Campanhas Eleitorais”, pela ABRADI. Especialistas da área forneceram dicas de como alcançar o sucesso nesse tipo de campanha e citaram os principais erros cometidos no ambiente digital.

O Expo Digitalks também contou com a participação de Barbara Miklasevicius, gerente de marketing da Marisa, que destacou a importância do conteúdo em vídeo para engajar a audiência e gerar negócios, além da questão do influencer marketing. Bárbara ainda ressaltou que, para propagar a sua identidade, a empresa deve produzir conteúdo próprio e não utilizar apenas os influenciadores.

No final do dia ganhou a atenção da plateia o fast track da Sony Music, que abordou as estratégias digitais na indústria fonográfica apresentando cases como: a criação do tinder para o Henrique Iglesias, o filtro do Snapchat da Lady Gaga e outras ações de inserções de marca dentro de videoclipes de artistas

O primeiro dia do evento terminou com o Talk Show “Quem é o consumidor brasileiro”, comandado pela consultora de marketing, Martha Gabriel, responsável pela curadoria do evento, que entrevistou o presidente da Locomotiva, Renato Meirelles. No talk show foi discutida a questão da modificação do perfil do consumidor e da reestruturação das estratégias de marketing para acompanhar essas mudanças, muitas delas influenciadas pela utilização da internet que provocou o empoderamento de opinião e poder do consumidor.

Já no segundo dia do Expo Fórum, os participantes tiveram a oportunidade de assistir palestras e seminários e fazer networking com os maiores players do mercado. Desta vez, os temas que ganharam destaque foram Growth Hacking, realidade virtual, o comportamento das marcas na atualidade e a mudança das campanhas publicitárias em função do empoderamento feminino. 

Growth Hacking, uma forma mais dinâmica e inteligente para impulsionar o crescimento das empresas com rapidez, foi o workshop que abriu o Congresso Internacional no Fórum Digitalks. Para falar sobre esse método inovador, que se baseia em dados e experimentações, foram chamados quatro especialistas no assunto. Entre eles, estavam Vasil Azarov, CEO Founder da Groth Maketing Conference que apresentou os três pilares que fundamentaram a técnica (Actionable growth tactics, Delivered by growth practioners eGlobal community) e Zack Onisko, Vice President of Growth da Hired, que explicou as diferenças entre o marketing e o Growth.

Outro assunto que tem sido muito debatido é o avanço da realidade virtual e o impacto que ela causa nas estratégias de marketing. O palestrante, Rodrigo Terra, director of content strategy da Era Transmídia, explicou o conceito utilizando o jogo Pokemón GO, que chegou ao Brasil recentemente e já é sucesso no mundo inteiro. Segundo ele o grande triunfo do game é a junção de uma tecnologia inovadora com um enredo que envolva o usuário. Depois que você tem esse conteúdo pronto pode distribuir a narrativa em várias mídias, cada uma delas contendo uma parte da estória. Dessa forma o usuário vai consumir o conteúdo de uma maneira diferenciada acessando todas as ferramentas que você disponibilizar a ele.

A criatividade é essencial para gerar bons resultados de vendas e atrair clientes. Daniel Santos, gerente da Goobec, e Rodrigo Câmara, diretor da empresa, comentaram o assunto na palestra sobre o mercado mobile que tem conquistado cada vez mais usuários. A dupla também deu dicas para melhorar o engajamento no site mobile e em aplicativos, citando a importância de se ter um ¬conteúdo resumido e em formato especifico para dispositivos móveis, e também aproveitar a geolocalização como recurso para otimizar os acessos. 

A palestra sobre “Real Time Marketing”, feita por Eduardo Luiz Di Pietro, account executive do Twitter, também chamou a atenção do público. Eduardo apresentou formas de impactar os usuários da rede e conseguir mais visualização para os posts, através de um case da Airbandb. 

Fonte: Comunique-se

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08/16

Facebook apresenta novas ferramentas para anúncios.

Facebook anunciou nesta terça-feira, 23, o lançamento de novos recursos para a o formato slideshow, para anúncios a partir de séries de imagens. Entre as novas funcionalidades está a possibilidade de acrescentar texto e música ao anúncio, selecionando diferentes fontes de texto, cores e templates. A ferramenta passa oferecer uma gama de diferentes trilhas e temas, permitindo também fazer o upload de áudios.

Anunciantes agora podem também criar um slidehsow para mobile, usando imagens da biblioteca do Facebook ou fazendo o upload de fotos próprias. A ferramente permite a visualização mesmo em áreas com conexão mais lenta. As marcas poderão também transformar vídeos em slideshow: basta fazer o upload dos vídeos na ferramenta, que irá automaticamente selecionar 10 frames para o formato. Isso pode ser combinado com o direcionamento para 2G para entregar vídeos para pessoas com conexões mais lentas.

O slideshow  foi lançado em outubro de 2015 e pode ser usado por pequenas empresas que não têm condições de investir em vídeos e também por marcas que queiram expandir sua atuação em mercados emergentes. De acordo com o Facebook, mais da metade dos anunciantes que utilizam o recurso nunca havia utilizado vídeo da rede social.

Uma das marcas que já estão utilizando o serviço está a Stance, empresa de meias, que pegou fotos existentes de um catálogo online de produtos e criou um anúncio em slideshow.  Ao comparar os resultados obtidos com a ferramenta aos anúncios tradicionais com fotos e links, a empresa percebeu que seu custo por aquisição diminuiu em cerca de 48%,  e que o índice de cliques aumentou 2,42 vezes. Em países emergentes, a Unilever também adaptou anúncios de TV para mobile utilizando o slideshow, reutilizando as imagens de sua campanha. Os novos anúncios carregam mais rápido e são 5 vezes mais leves do que a média de vídeos publicitários.

Fonte: Meio e Mensagem

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