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07/16

SABMiller aceita proposta da AB Inbev para criar gigante das cervejas.

Garrafas deBudweiser beer, da AB InBev, e da Peroni, da SABMiller - Simon Dawson / Bloomberg News

 

O Conselho de Administração da cervejaria britânica SABMiller aceitou nesta sexta-feira a proposta de compra por parte da gigante AB InBev, de capital belga e brasileiro, na que se anuncia como uma das maiores fusões/aquisições da História.

A AB InBev é controlada pela 3G Capital, que pertence ao homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

O Conselho de Administração da SABMiller indicou em um comunicado que “prevê por unanimidade” recomendar aos seus acionistas que aceitem a transação, que confere à SABMiller um valor de mercado de 79 bilhões de libras (US$ 103 bilhões).

A proposta, anunciada na terça-feira, é de 45 libras por ação, uma libra a mais do que a proposta anterior, para compensar a desvalorização da moeda britânica provocada pelo Brexit, a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia (UE).

A AB Inveb, a maior cervejaria do mundo, comemorou a decisão daquela que é a sua maior rival e expressou sua vontade de concluir “o quanto antes” a operação.

Vários acionistas da SABMiller se opunham ao acordo, que era menos interesante por causa da turbulência no mercado de câmbio.

Desde a primeira aproximação, no segundo semestre do ano passado, “vários fatores afetaram o valor da proposta, e sobretudo o impacto do voto a favor do Brexit sobre a libra esterlina”, admitiu o presidente da SABMiller, Jan du Plessis, em comunicado. “Isso dificultou a decisão do Conselho de Administração, e achamos que a oferta final de 45 libras por ação está dentro do consideramos aceitável.”

NASCIMENTO DE UMA GIGANTE

A AB InBev comercializa entre outras marcas Corona, Budweiser e Stella Artois, enquanto a SABMiller tem em sua carteira a tcheca Pilsner Urquell e a italiana Peroni.

A fusão dará lugar a uma gigante, que pode abrir à AB Inbev as portas do mercado africano, e sobretudo o da África do Sul, sua terra natal.

As vendas totais serão quatro vezes maior do que as da holandesa Heineken, terceiro maior grupo do setor no mundo.

A operação de fusão já tem o aval das autoridades da concorrência da UE, assim como de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Índia, Coreiaa do Sul e África do Sul. Hoje, foi a vez de a China aprovar o negócio.

A AB InBev aceitou fazer uma série de concessões para obter tais autorizações, entre elas a venda de ativos da SABMiller nos Estados Unidos e a renúncia aos direitos da marca Miller em todo o mundo.

À China, a empresa belgo-brasileira prometeu vender a participação de 49% que a SABMiller tem no capital da Snow Brasseries, maior produtora de cervejas do gigante asiático.

AMBEV

Pouco antes do anúncio desta sexta-feira, a AB InBev comunicou lucros em alta no segundo trimestre, embora com resultados decepcionantes no Brasil, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio.

O Ebitda (antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa com sede na cidade belga de Lovain foi de us$ 4,011 bilhões no período abril-junho, em alta de 4,03% em relação ao mesmo período de 2015.

Em volume, as vendas caíram 1,7%, afetadas pelo mau desempenho no Brasil, onde o ambiente de negócios é afetado pela recessão econômica, instabilidade política e pelo vírus da zika.

“O segundo trimestre de 2016 voltou a demonstrar solidez em matéria de volume no México e uma melhora contínua de nossos resultados nos Estados Unidos, mas nossas atividades no Brasil e na Argentina permaneceram sob pressão devido às condições econômicas desfavoráveis”, disse a multinacional.

A AB InBev revisou consequentemente em baixa suas previsões no Brasil, sem expectativa de aumento das vendas, apesar dos Jogos Olímpicos de agosto, um evento que costuma estimular o consumo de cerveja.

A empresa também anunciou custos financeiros de US$ 1,766 bilhão “relacionados à cobertura de risco cambial” de sua proposta para assumir o controle da SABMiller. A volatilidade cambial se acentuou após a votação britânica a favor da saída da UE.

Tudo isso reduziu os lucros líquidos trimestrais a US$ 152 milhões, em claro retrocesso em relação ao US$ 1,93 bilhão obtido no segundo trimestre do ano passado.

Fonte: O Globo 

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07/16

Cnova diz que perdeu R$ 400,3 milhões com fraudes no Brasil.

A CNova, divisão de comércio eletrônico do grupo francês Casino, anunciou nesta sexta-feira, 22, a conclusão de investigação interna em sua subsidiária brasileira, na qual constatou erros na contabilidade em razão de fraudes.

A empresa informa, em comunicado, que falhas cometidas por funcionários na administração dos estoques enxugaram em R$ 400,3 milhões seu patrimônio ao término de dezembro de 2015.

Finalizada a auditoria, a Cnova promoveu ajustes contábeis nos resultados dos últimos anos, sendo que o impacto acumulado no lucro operacional antes de juros e impostos (Ebit) foi de R$ 265,9 milhões, dos quais R$ 38,3 milhões em 2015, R$ 111,1 milhões em 2014, R$ 24,2 milhões em 2013 e R$ 92,3 milhões de 2012 para trás.

As revisões, segundo o documento, levam em consideração o reflexo de descontos dados por fornecedores no valor dos estoques, a contabilização de ativos fixos, as provisões de perdas em contas a receber e os passivos de mercado.

De acordo com a Cnova, erros em cálculos relacionados a vendas líquidas, contas a receber e a pagar provocaram uma perda da ordem de R$ 153,4 milhões, abaixo da estimativa preliminar de R$ 177 milhões divulgada em fevereiro deste ano.

Outros problemas na gestão de itens devolvidos em trânsito e custos de envio diferidos acarretaram em um prejuízo de R$ 41,6 milhões.

A Cnova identificou, ainda, falhas relacionadas a ativos intangíveis e despesas operacionais diferidas, cujo impacto ao fim de dezembro de 2015 é avaliado em R$ 71 milhões.

Como resultado, a empresa decidiu computar uma baixa contábil de R$ 42,6 milhões no balanço do ano passado.

Fonte: Exame va

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07/16

Venda direta mobiliza exército de mais de 4 milhões de vendedores no Brasil.

Uma das consequências do cenário de recessão econômica que o país atravessa é que os consumidores têm ido menos ao comércio. Dados do estudo Consumer Insights, elaborado pela Kantar Worldpanel, indicam que no ano passado houve, em média, quatro visitas a menos aos pontos de venda em comparação com 2014. Uma das alternativas das empresas para manter contato com os clientes é recorrer ao modelo de vendas diretas, que atualmente conta com 4,4 milhões de revendedores em todo país, cerca de 50 mil a mais que o registrado no primeiro trimestre do ano passado.

Em 2015, este exército de vendedores foi responsável por movimentar R$ 41,3 bilhões em volume de negócios. No primeiro trimestre deste ano, o segmento já vendeu R$ 9,1 bilhões, valor que representa uma retração de 2,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Para a diretora-executiva da Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (ABEVD), Roberta Kuruzu, esta queda está relacionada à retração do PIB do país. “Apesar das incertezas em relação à situação macroeconômica, o volume de negócios no setor teve uma queda pequena nesse primeiro trimestre, o que representa um sinal positivo e reforça a importância das vendas diretas não apenas como renda complementar como até mesmo principal fonte de receita para as famílias brasileiras”, avalia.

Esta modalidade de vendas tem atraído novas empresas para o segmento. Entre as companhias que decidiram aderir às vendas de porta em porta está a Cacau Show, que conta com 2.200 lojas em todo o Brasil.

Segundo Daniel Roque, gerente de novos canais da empresa, o atual cenário econômico, o potencial de faturamento do setor e oportunidade de se aproximar dos clientes foram os motivos que impeliram a Cacau Show a investir neste formato de venda.

“As lojas físicas estão em determinados pontos do país, são mais de mil cidades, mas o país tem mais de 5.500. Não conseguimos chegar com lojas em todos os municípios brasileiros, mas vamos chegar com os revendedores e com isso nós possibilitamos que as pessoas que vêm nossa propaganda na TV possam consumir nosso produto”, diz Roque.

Para este primeiro ano de funcionamento do novo canal de vendas, a meta da Cacau Show é chegar a 30 mil revendedores e faturar perto de R$ 70 milhões, o equivalente a 7% do faturamento total da companhia. Nos próximos três anos, o objetivo é contar com 200 mil revendedores que vão gerar de 25 a 30% do faturamento da empresa.

A empresa de maquiagem Contém 1G também voltou a apostar no modelo, que no passado já foi o canal exclusivo de vendas da companhia. Daniel Rubini, diretor de novas oportunidades da empresa, conta que o objetivo da companhia é chegar a 5 mil revendedores até o fim do ano.

“Nós queremos chegar a 10% do faturamento com o novo modelo e nosso plano de expansão contempla 1.500 municípios”, diz.

Modelo ainda é confundido com pirâmide financeira

O segmento de vendas diretas, principalmente quando funciona no modelo multinível – quando o revendedor recebe uma margem das vendas feitas por pessoas que ele indicou –, é visto como uma pirâmide financeira.

Esse esquema é proibido no Brasil e algumas empresas já foram proibidas de atuar no país por adotarem este modelo. O caso mais famoso é o da Telexfree, que vendia serviços de telefonia pela internet e teve as operações suspensas em 2013.

A diretora-executiva da ABEVD, Roberta Kuruzu, disse que para evitar entrar em um esquema de pirâmide é importante não acreditar em promessas milagrosas e fugir de modelos que dependam substancialmente da angariação de novos vendedores.

Venda direta X Pirâmide financeira

Confira abaixo as principais diferenças entre a venda direta no modelo de marketing multinível e as pirâmides financeiras.

……………….Vendas Diretas……………..Pirâmide Financeira………..

Venda direta Pirâmide
O que vende? Vende produtos e serviços. Não vende nada ou mascara a inexistência de produtos ou serviços cobrando por eles valores muito acima daqueles praticados no mercado.
O que ganha? Ganho proporcional ao esforço. O primeiro a entrar é o que mais ganha.
Paga impostos? Gera e recolhe impostos. Nem sempre há pagamento de impostos e emissão de notas fiscais.
Oferece garantias? Tem garantia de devolução ou de desistência do negócio. Nem sempre há garantia de devolução ou possibilidade de desistir do negócio.
Como atua? Forte investimento em treinamento. Foco no desconhecido e apenas no enriquecimento rápido e fácil.

Fonte: Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta. Infografia: Gazeta do Povo.

Venda direta é alternativa para complementar renda

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/07/08/Economia/Imagens/Cortadas/Venda direta Simone02Daniel Castellano-kNaC-ID000002-1024x668@GP-Web.jpgA fisioterapeuta Simone Abreu, que vende artigos da Natura, trabalha em dois hospitais de Curitiba e tem os outros funcionários como seus clientes fiéisDaniel Castellano/Gazeta do Povo

Não são só as empresas que têm recorrido às vendas de porta em porta como forma de aumentar seu faturamento. Para os revendedores, o modelo também é uma oportunidade de manter o poder de compra ou garantir o orçamento doméstico depois de uma demissão.

Na Cacau Show, segundo conta o gerente de novos canais, Daniel Roque, a maioria dos revendedores já tem um emprego e usa as vendas para complementar a renda. “A nossa compra média mensal está em torno de R$ 700. Desta forma, os revendedores conseguem incrementar o salário com valores que variam entre R$ 300 e R$ 350”, relata.

Esse também é o valor que a esteticista Viviane de Oliveira costuma faturar vendendo cosméticos da marca Avon. Ela aproveita as clientes em quem faz procedimentos estéticos para vender os produtos e aumentar a renda mensal. “Falo bastante com as mulheres, além das minhas clientes de limpeza de pele eu vendo aqui na minha vizinhança”, diz. Ela conta que às vezes é possível faturar R$ 500 com as vendas. “O dinheiro das vendas eu gosto de usar para mim mesma. Normalmente é esse dinheiro que eu uso para ir ao salão de beleza”, conta.

Utilizar a rede de contatos do emprego formal parece ser uma boa forma de revender produtos. A fisioterapeuta Simone Abreu, que vende artigos da Natura, trabalha em dois hospitais de Curitiba e tem os outros funcionários como seus clientes fiéis. “Eu não posso fazer vendas dentro do hospital, então chego antes do horário de trabalho com os produtos todos no meu carro para atender aos pedidos. Eu vendo para todo mundo no hospital, dos médicos ao pessoal da limpeza. Sempre alguém precisa comprar um presentinho”, diz.

Segundo ela, o complemento de renda é quase equivalente ao valor de seu salário e em muitos momentos é o que garante o pagamento das contas.

Ocupação principal

Em alguns casos, a atividade que começou como forma de ganhar dinheiro extra acaba sobrepondo o emprego principal. Esse é o caso de Myrane Noronha, que durante quatro anos conciliou a venda de produtos da empresa americana Mary Kay com um emprego na PUC-PR.

“Chegou um momento que a Mary Kay cresceu tanto que eu tive que escolher. Pela flexibilidade de horário, pelos ganhos e reconhecimento eu acabei saindo do meu emprego formal”, conta Myrane, que agora é diretora de vendas independente da Mary Kay.

Atualmente, a Mary Kay, que chegou ao Brasil em 1963, tem mais 440 mil pessoas em sua equipe de vendas independente, 140 mil a mais que em 2014. Myrane conta que o trabalho exige disciplina.

“É uma carreira independente, a gente não tem chefe, os resultados são por merecimento, então precisa ser muito disciplinado”, relata. Segundo ela, foi a nova ocupação que trouxe estabilidade financeira e que permitiu também a conquista da casa própria.

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07/16

Sunglass Hut chega ao Brasil.

Em conjunto com o Grupo Bittencourt, a Sunglass Hut – marca global e única especializada em óculos de sol premium e fashion do mercado – acabada de inaugurar sua primeira franquia no Brasil. A loja está localizada no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, e pertence aos sócios Erik Cavalheri, Fábio Suzart e aos irmãos: Roseli, Ricardo e Roberto Albuquerque.

A Sunglass Hut está com um Plano Estratégico de Expansão agressivo por meio do franchising e pretende, nos próximos dois ou três anos, abrir cerca de 100 unidades franqueadas. A equipe de consultores especializados do Grupo Bittencourt foi responsável pela formatação da franquia da marca envolvendo business plan, manuais e instrumentos jurídicos para iniciar uma expansão de forma saudável e segura.

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07/16

Futebol da Islândia em destaque.

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As incríveis atuações da seleção da Islândia na Eurocopa levantaram um questionamento: como o futebol do país nórdico, de pouco mais de 300.000 habitantes, conseguiu se desenvolver tanto? A companhia área islandesa Icelandair produziu um comercial que tenta desvendar o mistério e mostrar que esporte já era uma paixão nacional há várias décadas.

O anúncio tem início com crianças em trajes sociais batendo bola nas geladas praias da capital Reykjavík na primeira metade do século passado – a primeira partida da seleção nacional aconteceu em 1949. Aos poucos, as chuteiras e bolas começaram a chegar ao país em navios vindos da Inglaterra, e nem mesmo o inverno rigoroso e as constantes erupções vulcânicas diminuíram o interesse dos islandeses pelo esporte.

A partir da década de 70, o time começou a disputar partidas contra grandes seleções (sempre levando goleadas impiedosas). O comercial faz menção à história de Ásgeir Sigurvinsson, atacante islandês que fez sucesso na Alemanha jogando pelo Bayern de Munique e pelo Stuttgart na década de 80, e teve a chance de atuar pela seleção alemã, mas optou por defender a ainda fraca seleção de seu país natal.

O comercial ainda mostra o esforço da equipe para se desenvolver a partir da década de 90, com frustrantes derrotas em ocasiões importantes. A desclassificação para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, na repescagem contra a Croácia, é mostrada com a pergunta no fim: será que alcançaremos esse nível novamente um dia? Apenas dois anos depois, a Islândia se tornou a sensação da Eurocopa, ao se classificar à frente de Portugal, de Cristiano Ronaldo, e eliminar a favorita Inglaterra nas oitavas de final.

 

Fonte: Veja

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07/16

Dicotomia olímpica.

Entrevistado desta semana de Meio & Mensagem, Gary Shapiro, CEO da Consumer Technology Association (CTA), resumiu para o editor Igor Ribeiro a percepção da comunidade internacional em relação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.

“Não há muita expectativa em torno de inovação e tecnologia em relação ao Rio, porque o Brasil já está lidando com tantos problemas hoje, como a instabilidade política e o zika vírus, que acho que todos esperamos que o País possa simplesmente realizar o evento sem traumas, da melhor forma possível”, ponderou o executivo-chefe da empresa que organiza a megafeira Consumer Electronics Show (CES), realizada há quase 50 anos em Las Vegas e palco de lançamentos de grandes inovações em produtos e serviços. “Em cidades que sediam Olimpíadas também costuma haver grandes conquistas em termos de mobilidade. Mas, como disse, acredito que o Brasil tenha problemas tão mais graves agora que a expectativa geral é de que o evento em si ocorra bem. Isso já seria ótimo.”

Cá por estas bandas, o termômetro segue no campo negativo. A cada dia, a Olimpíada ganha mais espaço no noticiário, mas a chamada “agenda positiva” ainda não tem musculatura para competir com as informações de teor pessimista. Os programas, quadros e páginas esportivas ampliaram a cobertura dedicada aos Jogos, mas, neste momento, o que ganha as manchetes (assim como as rodas de conversas pelas ruas e mesas de almoço) são as reportagens sobre a possibilidade de o País ser alvo de ações terroristas durante o evento — na semana passada, a operação Hashtag culminou com a prisão de um grupo de dez pessoas suspeitas (um grupo “absolutamente amador”, de acordo com o Ministério da Justiça) de tramarem algum atentado na Rio 2016.

Mesmo a passagem da tocha olímpica, momento tradicionalmente emblemático para despertar na população orgulho e expectativa quanto à realização dos Jogos, acabou gerando emoções distintas — parte do material compartilhado e viralizado pelas mãos e cliques do público tem um viés satírico, dentro do espírito “quanto pior, melhor”, que, verdade seja dita, é próprio das redes sociais.

Dentro desse cenário desafiador, empresas que investiram para serem patrocinadoras de um ciclo olímpico põem em prática estratégias e iniciativas para associarem suas marcas à Rio 2016. Afinal, é preciso conseguir o máximo de retorno possível para os aportes que variam entre US$ 100 milhões e US$ 300 milhões (dependendo das condições previstas nos contratos), feitos por cada um dos parceiros comerciais do Comitê Olímpico Internacional, apenas na aquisição da propriedade.

É possível que, nos próximos dias, comece a se repetir o efeito ocorrido durante a Copa do Mundo, quando apenas na semana de abertura do evento as avaliações positivas do público passaram a concorrer e até a superar as negativas. Meio & Mensagem acompanhará de perto a evolução desse processo. A partir desta edição, que você tem agora em mãos, caro leitor, publicaremos uma série especial sobre os Jogos Olímpicos. Primeiro, anteciparemos como marcas, veículos e agências planejam conquistar atenção e audiência para seus conteúdos e campanhas. Em agosto, entra em cena a cobertura específica da competição, na qual retrataremos e analisaremos o desenrolar dessas ações, com entrevistas, reportagens e estudos exclusivos relativos a temas e indicadores pertinentes à comunicação.

É fato que a Rio 2016 não será a coroação do Brasil como uma economia dinâmica e poderosa, como imaginávamos em 2009, quando a Cidade Maravilhosa foi escolhida como sede dos Jogos, e vivíamos a euforia típica daqueles tempos, embalados pelo desenvolvimento sem precedentes de nosso mercado interno de consumo. Mas não custa sonhar que, no futuro, a Olimpíada possa ser vista como o marco inicial de uma retomada para o País, calçada em bases mais serenas e sólidas do que as vigentes há sete anos.

Que seja dada a largada.

Dicotomia Olímpica

Jonas Furtado

Editor-chefe do Meio & Mensagem

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07/16

Plano de saúde.

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07/16

A diferença entre apoiar e apropriar-se de uma causa. No momento em que as mulheres buscam protagonismo, algumas marcas ainda erram ao tentar se apoderar de movimentos delas.

Se fizéssemos uma retrospectiva dos principais assuntos de 2015 no Brasil e no mundo, com certeza a expressão “empoderamento feminino” estaria no top 5. Estamos na metade de 2016 e o debate segue firme e forte nas redes sociais, nas agências de publicidade e principalmente na comunicação das marcas.

Mas afinal, o que é empoderamento feminino? Essa é a pergunta de um milhão de dólares que, infelizmente, temo não existir uma única resposta ou um único caminho.

De quais mulheres estamos falando? Em qual contexto? Com que recorte? São muitas variáveis que precisam entrar em acordo para que o empoderamento feminino de fato aconteça.

Porém, para que os parágrafos anteriores não tenham sido em vão, podemos juntos definir o que não é empoderamento feminino.Retirar das mulheres o tão suado e mínimo protagonismo que elas conseguiram é um exemplo. E isso acontece mais do que gostaríamos de admitir.

Há algumas semanas a Microsoft lançou um aplicativo que combate o assédio em locais públicos chamado Assédio Zero. Em uma país onde uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, esse tipo de iniciativa é urgente. O único problema é que já existem aplicativos que mapeiam assédio em locais públicos, feitos por mulheres que sofrem com essa realidade diariamente.

Sai Pra Lá é um aplicativo que mapeia assédio em locais públicos e precisou entrar em campanhas de financiamento coletivo para pagar os custos de manutenção. A falta de recursos limita a possibilidade de escalar e disseminar essas ferramentas. Recursos esses que sobram às marcas e empresas.

Outro exemplo da tentativa de uma marca tentar se apropriar de algo que existe muito além dela aconteceu com a Deva Curl, marca norte americana para cabelos crespos e cacheados. A Deva sempre foi uma marca muito próxima do movimento Low Poo e No Poo. Se isso soa grego para você, o Low e No Poo são técnicas de tratamento para o cabelo que priorizam a utilização de agentes mais leves e naturais e que não mascaram a saúde dos mesmos como sulfato, silicone e derivados de petróleo.

Ambas as técnicas foram divulgadas pela cabeleireira Lorraine Massey (ex-sócia dos fundadores da DevaCurl), em seu livro Curly Girl. Neste livro a cabelereira sugere a utilização de pouco shampoo daí o Low Poo ou abolir o uso completo de shampoos, o No Poo.

O Low/No Poo é muito utilizado por mulheres passando por transição capilar, que é a complicada fase de assumir o seu cabelo natural e passar por todo o processo de retirar a química dele. A transição capilar é muito mais forte e significativa para mulheres negras, sendo um importante momento de aceitação e resgate da identidade.

Tá, mas qual o problema mesmo com a Deva Curl?

A questão é que a marca saiu notificando grupos e usuárias do Facebook sobre o uso indevido das expressões Low e No Poo, agora patenteadas pela Deva Curl. O que faltou eles entenderem é que a técnica existe além deles. É possível fazer ambos procedimentos sem os produtos da Deva. A única reação que isso gerou foi raiva e frustração no principal target para a Deva: mulheres que praticam a técnica e que recomendam e advogam pela marca.

Patentear e proibir outras marcas de usar os termos é compreensível. Proibir e ameaçar consumidoras e grupos do Facebook – principais responsáveis pela indicação da marca e dos produtos – é um tiro no pé. E menos 4 estrelinhas na página da Deva Curl Brasil no Facebook.

E como o melhor do Brasil é o brasileiro(a), os nomes dos grupos já foram alterados para Pouco Poo e Sem Poo, NouPo e Loupo e por aí vai.

Ao tentar se apropriar de algo muito maior que ela, a Deva apenas mostrou quão desconexa está do seu papel como marca em um momento tão simbólico para as mulheres.

Felizmente a prática do Pink Wash – a técnica de pintar o produto de rosa e fingir ser pro-mulheres – não cola mais. Não existe nenhum problema em marcas se aproximarem de causas e reforçarem a luta pelo empoderamento feminino.

Porém, que não se esqueçam de que o protagonismo é, e sempre será, das mulheres.

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Nana Lima

Sócia fundadora e diretora de marketing do Think Eva

Em Meio e Mensagem

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07/16

Lula vira réu por obstrução da Justiça.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sentará no banco dos réus pela primeira vez em sua história. O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal que acusa o ex-presidente de comandar um esquema para obstruir a Operação Lava-Jato. Em sua última edição, VEJA revelou os detalhes das acusações feitas pelo procurador da República Ivan Cláudio Marx.

As provas apresentadas contra Lula são fartas e consistentes. De acordo com documentos obtidos por VEJA, ligações telefônicas, extratos bancários e e-mails revelam que o ex-presidente impeliu o ex-senador Delcídio do Amaral para que adotasse “medidas para a compra do silêncio de Nestor Cerveró”, ex-diretor da área internacional da Petrobras.

O objetivo era evitar que Cerveró fechasse um acordo de delação premiada, que comprometeria tanto Lula como um dos seus amigos mais próximos,  José Carlos Bumlai.

O pecuarista contratou um empréstimo de 12 milhões de reais com o banco Schahin para saldar dívidas de campanhas do PT em 2006. Em troca, o grupo Schahin ganhou um contrato bilionário com a diretora comandada por Cerveró. Procurada por Delcidio, a família de Bumlai resolveu ajudar no complô contra a Lava-Jato — e desembolsou 250 mil  reais para pagar os honorários do advogado Edson Riberio, que defendia o ex-diretor da Petrobras.

Fonte: Veja

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07/16

Quem paga o advogado de Lula, na ONU?

Quanto vai custar o vexame internacional de Lula?

Seu advogado na ONU, Geoffrey Robertson, cobra 40 mil reais por dia. Eu, Diogo, estou disposto a contribuir para pagar a despesa, desde que Lula continue a se cobrir de ridículo.

O ANTAGONISTA

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