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Por que o bloqueio do WhatsApp enlouqueceu as agências (ou não)?

Grupos com as diversas áreas da agência, outros formados recentemente para tocar aquela campanha com muitas pessoas envolvidas e prazo apertado. Uma notificação do cliente para alterar um detalhe no texto da peça ou aprovar o layout do hotsite mobile, além do cronograma de produção de um comercial que precisa ser finalizado até o final da semana.

Muita gente pode fazer tudo isso no automático, sem perceber, mas quem está no epicentro de uma agência nos dias de hoje resolve boa parte de sua vida profissional no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, que conta com mais de 1 bilhão de usuários pelo mundo e mais de 100 milhões apenas no Brasil. No inicio da semana, por intermédio de uma determinação judicial, a ferramenta saiu do ar sem aviso prévio e ficou inativa durante aproximadamente 24 horas.

O resultado? Muita gente perdendo o rebolado para reorganizar sua vida e se comunicar com os milhares de públicos no dia a dia, desde os parceiros das agências até os maiores clientes, todos adaptados ao ecossistema do app. O Adnews conversou com alguns profissionais para conhecer a real utilidade e relevância do aplicativo para as agências e clientes e como lidar com os impactos desse bloqueio. É evidente que existe vida nas empresas sem o WhatsApp. A pergunta que fica é: como?

“Todo mundo no looping das atualizações”

O primeiro passo para entender como a queda do app afetou as agências é analisar de que maneira ele está sendo utilizado pelos profissionais. Para José Boralli, sócio e VP de atendimento e novos negócios da agência We, de maneira geral o aplicativo é uma excelente ferramenta de organização empresarial. “Temos grupos por interesses em comum, com sócios, diretores e criativos e assim ativamos vários comandos para o dia a dia, colocando todo mundo no looping das atualizações. É diferente do e-mail, por exemplo, onde você perde um pouco de agilidade e corre o risco de não copiar todo mundo”.

Outra questão interessante compartilhada por Boralli é o impacto nos negócios dos clientes, já que muitos deles têm o WhatsApp como plataforma de relacionamento com os seus públicos. Expandindo ainda mais seu ponto de vista, o executivo ainda falou sobre o lado do consumidor, que sem o WhatsApp pode ser impedido de ver uma promoção, combinar a reserva de um restaurante ou marcar uma reunião com amigos para um happy hour, deixando de consumir algum produto ou serviço.

“Todos perdem um pouco de agilidade”

Na W3haus, agência que sempre teve uma forte pegada digital, é muito comum ter todos os assuntos resolvidos via WhatsApp, segundo a diretora de atendimento, Mariana Balestra. “Temos grupos altamente funcionais para todas as áreas e a grande maioria dos processos são também tratados por lá. De agendamento de reuniões até indicação de refações. Assim como temos este processos internos, também mantemos o mesmo esquema com os nossos clientes. É muito raro termos contatos que não utilizem o WhatsApp. Mas esta não é a única ferramenta de comunicação e o trabalho não pode parar porque ela está fora do ar”, explicou. Durante o bloqueio, a agência precisou se virar para conversar com outros recursos como Instagram, Facebook, GTalks, Hangouts e o e-mail.

Quem também sentiu o baque do bloqueio da ferramenta foi Germano Spinola, diretor de channel planning da J. Walter Thompson. “É evidente que o WhatsApp é muito utilizado no dia a dia e a sua transição de informações e arquivos via grupos é excelente e dá agilidade a tudo. Ficar sem ele gerou uma reorganização e um desconforto para definir novas ferramentas e ter que se adaptar a elas. Por aqui montamos alguns grupos no Messenger do Facebook”.

Um aspecto interessante levantado por Spinola é a questão de como o aplicativo se relaciona com o viés real time que dá o tom da comunicação nos dias de hoje. “Nesse tempo em que o aplicativo ficou fora do ar todos perderam um pouco de agilidade inegavelmente. Tudo hoje é real time e o WhatsApp entra muito nesse processo. Já estamos habituados com as dinâmicas de oportunidade. Um exemplo é a própria Tim, que curiosamente aproveitou esse mesmo bloqueio do WhatsApp para oferecer SMS de graça”, comentou.

“Mensagem que vale como um processo formal”

Outra questão levantada pelo diretor de channel planning da J. Walter Thompson é a consolidação da ferramenta como uso para relacionamento com o cliente. “Conversamos hoje via WhatsApp com todos os nossos clientes e o mais interessante é que toda essa relação fica documentada. Inclusive aprovamos alguns processos sem problema algum, diminuindo a burocracia e agilizando o trabalho. E a mensagem vale para a gente como um processo formal. É claro que tudo depende do tamanho da informação que está em jogo. Tem coisas que requerem um outro tipo de comunicação”, relata.

CEO & Founder da It´s Digital, Lucas Couto Santos falou também sobre o papel do WhatsApp como ferramenta para uma comunidade que está sempre em movimento, muitas vezes sem sequer um escritório fixo. “Não importa onde você esteja, é possível sempre mandar ou receber uma mensagem no WhatsApp com um arquivo ou alguma informação importante. Não há desculpa para não ver ou não encaminhar algo e os clientes já estão bem habituados a manter um relacionamento através da ferramenta. Os processos ficam bem mais rápidos”.

Para ele, em alguns dias o aplicativo é só um detalhe e no outro ele pode resolver algo que poderia durar um mês. “Os clientes de fora são um bom exemplo. A ferramenta ajuda por melhorar a comunicação em virtude do fuso-horário e também porque nele não há as custosas taxas de ligação”, defende.

“O follow up também é diferente”

Entre os inúmeros benefícios que o aplicativo oferece para as agências, Eduardo Henne, supervisor de atendimento da P&G na Publicis, destaca também o empoderamento do follow-up e o ajuste de operações internas. “O follow up também é diferente, já que pelo e-mail ou outra ferramenta você nunca sabe se a informação realmente chegou e o WhatsApp pode ser visto em qualquer lugar e a qualquer hora. Também utilizamos muito o aplicativo internamente para ajustar todas as questões relacionadas com produção, tanto com RTV como a parte de produção gráfica”.

Na agência 11:21 o pessoal também precisou se virar para suprir a ausência da ferramenta. Quem comentou o impacto do bloqueio, através de uma entrevista no próprio WhatsApp (vide print abaixo) foi o sócio e diretor de criação da agência, Gustavo Bastos. “Atrapalhou, principalmente na comunicação com os clientes de varejo, na área digital e na administração das redes sociais, além de aprovação e mudança nas peças. Outros processos internos também sofrem impactos. Nesse tempo fora do ar usamos o Messenger e o telefone mesmo. O atendimento usou e-mails também com os clientes. A equipe usou o Messenger e até o SMS para a comunicação interna”, explicou.

“Foi legal matar a saudades do SMS”

Praticamente uma voz dissonante nesta questão, Paulo Sanna, VP de Criação da Wunderman, preferiu ressaltar o lado positivo dessas 24 horas sem o WhatsApp. “Pessoalmente, confesso que serviu como um momento de redenção. Um dia inteiro sem me sentir culpado por não responder às mensagens na velocidade que as pessoas gostariam que eu respondesse. No mais, foi legal matar a saudade do SMS”.

Mesmo reconhecendo os impactos evidentes do bloqueio do aplicativo, quem seguiu uma linha parecida de raciocínio foi Márcia Esteves, COO da Grey Brasil, que acredita que há vida nas agências sem o WhatsApp. “De um lado, atrapalhou porque já se tornou uma ferramenta de trabalho, aumentando o volume de e-mails. Por outro lado, nos fez perceber o quanto somos mais rápidos e produtivos conversando de forma breve ao invés de termos que trocar inúmeras mensagens para resolver um assunto. Voltamos a lembrar da vida sem a obrigação de respondermos as mensagens imediatamente. Voltamos a ser humanos e felizes”, acredita.

 

Fonte: Adnews

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A mancada!

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05/16

“Negar liberdade de comunicação é assustador”, diz Zuckerberg.

Em um post no Facebook, Mark Zuckerberg, fundador da rede que é dona do WhatsApp, afirmou que “negar o direito de liberdade de comunicação em uma democracia é assustador”.

O WhatsApp ficou bloqueado por 24 horas entre segunda e terça.

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“O WhatsApp já está disponível de novo no Brasil! Vocês se expressaram e suas vozes foram ouvidas. Quero agradecer a nossa comunidade por nos ajudar a resolver essa situação”, escreveu Zuckerberg.

Ele também convocou os brasileiros a assinarem uma petição que dará apoio para que a Frente Parlamentar pela Internet Livre apresente projetos de lei em Brasília nesta quarta-feira, 4, para evitar bloqueio de serviços como o WhatsApp.

“Os brasileiros estão entre os líderes na tarefa de conectar o mundo e criar uma internet aberta há muitos anos. Eu espero que vocês expressem sua opinião e exijam mudanças”, concluiu Zuckerberg.

Fonte: Meio e Mensagem

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NY Times vende menos anúncios e perde receita.

O jornal The New York Times divulgou ontem uma queda de 1,2% na receita do primeiro trimestre, decorrente de um recuo nas vendas de anúncios publicitários tanto nas plataformas digitais, como no impresso.

A receita de anúncios digitais, que representa cerca de um terço do faturamento total com publicidade, recuou 1,3%, indo para US$ 41,8 milhões, enquanto a receita com anúncios impressos caiu 9%. No total, a receita do jornal caiu de US$ 384,2 milhões para US$ 379,5 milhões.

Contudo, a receita de circulação gerada pelos assinantes da versão digital do jornal subiu 14,2% para 54,2 milhões de dólares no primeiro trimestre.

A companhia afirmou que as assinaturas de conteúdo apenas digital chegaram a cerca de 1,4 milhão no final do trimestre, um aumento líquido de 87 mil sobre o trimestre anterior.

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Globo Play oferece conteúdos exclusivos com opção on demand.

Além da programação linear da Rede Globo de Televisão, os usuários do app Globo Play têm alguns mimos únicos: acessos exclusivos para os assinantes, como a exibição integral de novelas e séries, acesso à biblioteca de acervos e contar com câmeras especiais que capturam imagens de programas como o Big Brother Brasil apenas para quem assiste à Globo por tablets, smartphones, desktops, monitores conectados à internet e Chromecast. Lançado em outubro de 2015, já contabiliza 12 milhões de pessoas acessando a plataforma. Eric Bretas, diretor de mídias digitais da Globo, é entusiasta do projeto.

Divulgação

“Na plataforma estão disponíveis trechos e íntegras da programação da grade, além de um acervo com produtos da dramaturgia exibidos desde 2010. Nas regiões do Rio e de SP, temos ainda o simulcasting, que espelha a programação da TV. As íntegras de dramaturgia e humor são exclusivas para assinantes, tanto as de títulos que estão no ar quanto as da sessão replay, onde está o nosso acervo. O desenvolvimento ficou a cargo da equipe de tecnologia da emissora e da Globo.com. Da concepção ao lançamento do produto, foram dois anos de trabalho. Tivemos alguns parceiros externos como a Fjord (user experience), a Accedo (desenvolvimento de TVs conectadas), a Storm Security (back-end de aplicações), a Cisco e a Elemental (infraestrutura de vídeos), além da Ateme (preparação do conteúdo 4K)”, disse o executivo.

Bretas diz ainda que a arquitetura contempla a comodidade para os espectadores no ambiente multiplataforma. “Ela foi criada exatamente para entregar o nosso conteúdo da forma que for mais conveniente para o público, onde, quando e como ele quiser. Vários estudos já mostram que esse consumo é complementar. A TV aberta sempre será uma fonte importante para consumo de conteúdos jornalísticos e esportivos, por exemplo. Se esses conteúdos forem mantidos e aprimorados, a TV aberta continuará com um espaço importante na preferência do consumidor”.

Na palma de mão, o consumo do app tem similaridade com o jeito da TV convencional, nas palavras de Bretas. Ele afirma que, por meio do Globo Play, o público consegue assistir ao conteúdo da Globo que foi inteiramente produzido e pós-produzido em 4K. Já estão disponíveis na plataforma as minisséries Ligações Perigosas e Dupla Identidade, por exemplo. “Programas como o The Voice Kids foram um sucesso na TV e também nas nossas plataformas digitais (GShow e Globo Play). O simulcasting é muito procurado em momentos como partidas de futebol ou em coberturas jornalísticas, como a da crise política”.

Do ponto de vista comercial, o Globo Play garante a captação de negócios além do alinhamento em tempo real com a grade comercial da Rede Globo. “Os programas exibidos com transmissão ao vivo no simulcasting espelham os intervalos comerciais da programação linear. Já a monetização do VOD ocorre com a venda de espaços publicitários, por meio de vídeos pre-roll e projetos de branded content. A nossa área comercial está desenvolvendo, ainda para este ano, modelos de targeting e diversos outros formatos baseados em audiência, o que vai fazer com que as marcas se integrem ao conteúdo de maneira muito efetiva na plataforma”, finaliza o executivo Eduardo Becker, diretor de comercialização de mídias digitais do grupo.

Fonte: propmark

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Y&R anuncia saída de Rui Branquinho.

Rui Branquinho, Y&R(AN)_09

A Y&R comunicou clientes e funcionários que o vice-presidente de criação Rui Branquinho deixa de integrar a equipe da agência, onde atua desde janeiro de 2011. Antes, Branquinho esteve por sete anos na W/Brasil, onde chegou a ser copresidente nos dois últimos anos de casa, até julho de 2009 – nesse período ele dividiu o cargo com Paulo Gregoraci, com ambos se reportando ao “chairs-man” Washington Olivetto.

A saída de Branquinho é a primeira grande mudança na Y&R desde que David Laloum assumiu a presidência da agência, em janeiro. O substituto para a liderança criativa deve ser definido nas próximas semanas.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, publicada na edição impressa que circula nesta semana, Laloum falou sobre seus planos: “Apesar de sermos a maior agência do País em faturamento, temos apenas 15 clientes. Por isso, há segmentos relevantes em que ainda não atuamos, como a indústria de carros, beauty care, moda, produtos de limpeza e até mesmo a área alimentícia. Adoraria ter oportunidades nesses segmentos”. A Y&R fechou 2015 como a maior agência do País em compra de mídia pelo 13º ano consecutivo.

Laloum quer imprimir um novo estilo à empresa. Começou abrindo espaço para instalação de startups dentro da agência, para criação de soluções para seus clientes, e intensificando o modelo de trabalho integrado com a Wunderman, que já serve a 70% das contas da Y&R. “Tenho uma crença profunda em inovação. Há 10 anos estamos sendo impactos por transformações tecnológicas profundas na área da comunicação, que mexem profundamente com o ecossistema do consumidor, das marcas, das empresas e de nossas relações com produtos e serviços. Enxergar isso não está ligado a uma postura mais ou menos conservadora, mas sim a consciência de uma nova realidade”, disse.

Segundo ele, alguns escritórios da Y&R no mundo já realizaram esse projeto de incubar startups e a ideia de trazê-lo ao Brasil coincidiu com a chegada à agência de Pedro Gravena, que desde novembro é head de digital e inovação. O objetivo da Y&R é selecionar startups de diversos serviços para passarem um período de três a seis meses dentro da agência. “Além do espaço físico, propomos também um coaching com nossos profissionais, que podem passar a elas conhecimento sobre diversas áreas. E a ideia é que essas startups exercitem esse conhecimento e criem propostas de soluções para nossos clientes, dentro do âmbito da comunicação. Nos próximos anos, 50% das soluções que traremos para os clientes não virão das nossas agências, mas de um sistema aberto, em que puxaremos recursos, tecnologias, indivíduos e valores de outras empresas que estão fora. O mundo é complexo e rico demais para as agências acharem que podem resolver tudo. Creio que atuaremos em um ecossistema aberto e que muitas soluções virão de parceiros, de dentro e fora do Brasil”, frisa Laloum.

Fonte: Meio e Mensagem

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Corinthians lança ações com o Facebook.

Além de buscar a vaga nas quartas de final da competição continental, a partida do Corinthians hoje pela Copa Bridgestone Libertadores marcará novas ações do Alvinegro paulista com o Facebook.

Para incentivar os torcedores a interagirem e utilizarem cada vez mais a página do clube no Facebook, as camisas utilizadas pelos jogadores do Corinthians na partida contra o Nacional exibirão o “F/Corinthians” nas mangas.

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Uma das novidades que o Corinthians apresentará nas redes sociais é o programa 1910, que será transmitido ao vivo pelo Facebook Live, a partir das 19h10 uma vez por semana, e que vai apresentar curiosidades do clube, bate-papos e convidados especiais. Essa é uma das ações que levará aos torcedores a possibilidade de acompanhar conteúdo exclusivo do clube por meio de vídeos na rede social.

Durante o Campeonato Brasileiro, que tem início dia 15 de maio,  o nome na camisa será substituído pelo usuário dos jogadores no Instagram.

Já o Facebook, realizará workshops para comissão técnica e atletas no CT Dr. Joaquim Grava. Os jogadores e profissionais do Departamento de Futebol do clube vão ouvir sobre as melhores práticas de utilização do Facebook e do Instagram em linha com a estratégia do clube.

Fonte:Meio e Mensagem

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Nova solução para análise de mídia.

A Kantar Ibope Media e a comScore anunciam o lançamento de uma série de soluções multiplataforma para a América Latina. A primeira delas é o lançamento do Target Group Index Clickstream, baseado na combinação de dados do Target Group Index, que permitirá ao mercado uma análise 360º do consumo de mídia, aprimorando a segmentação de público e o planejamento online. A oferta combinada será lançada no Brasil ainda em 2016, seguida pela Colômbia, Argentina, Peru e Chile, em 2017. O Target Group Index Clickstream já é oferecido no Reino Unido, na França e na Turquia.

“Como os investimentos em conteúdo e publicidade mulltiplataforma são cada vez maiores, há uma demanda crescente por soluções que atendam esse novo cenário. A parceria entre dois líderes de mercado, somada ao comprometimento com inovação e desenvolvimento na América Latina, garantirá que essas soluções se tornem realidade na região”, diz Orlando Lopes, CEO da Kantar Ibope Media.

“Embora a proliferação de telas tenha tornado o consumo de conteúdo mais simples, as medições ficaram muito mais complexas, exigindo métodos inovadores de pesquisa para compreender o consumidor, a publicidade e o conteúdo com precisão”, reforça Alejandro Fosk, vice-presidente sênior da comScore América Latina.

Desde fevereiro de 2015, a comScore e a Kantar reuniram seus conhecimentos complementares em tecnologia, ativos de dados e painéis de consumidor para desenvolver soluções de crossmedia, avaliação de campanhas, mensuração de marca e efeito de vendas.

Fonte: propmark

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Saída da Band do Brasileirão vai além da crise financeira.

A notícia de que a Band vai deixar de transmitir o Brasileirão pegou o mercado de surpresa nesta terça-feira, 3. Ainda que a emissora venha passando por problemas financeiros abrir mão de um produto tão importante não pareceu estratégico. A Band transmite o Campeonato Brasileiro desde 2007. No ano passado,  já havia perdido a Série B para a Rede TV! e, neste ano, deixou de transmitir a Copa do Brasil. No comunicado, em conjunto com a Globo, o motivo alegado é “o agravamento da crise econômica que impediu a Band de prosseguir com o licenciamento, a partir da temporada 2016”. Ao Meio & Mensagem, a Globo afirmou que negociará os direitos de transmissão com outras emissoras.

Rodrigo Almeida, diretor de Mídia da W3haus, comenta que com a decisão, a Band perde apelo comercial junto ao mercado de agências e anunciantes. “Embora seja uma emissora sólida e com ampla capacidade de se reinventar com agilidade.” Em relação à audiência, Almeida reforça que o grande público raramente fica dependente de apenas uma fornecedora de conteúdo. “Por isso o Pay TV ganha ainda mais força como uma das opções mais viáveis para os telespectadores”, ressalta.

Anderson Gurgel, professor de comunicação e marketing esportivo do Mackenzie, explica que o argumento da crise econômica é real, mas também conveniente. “Na prática, o modelo de negócios estabelecido pela parceria Globo e Band nunca permitiu à Band realmente explorar o máximo o potencial de negócios, pois sempre houve um alinhamento obrigatório, o que exigia que a emissora paulista sempre mostrasse os jogos que a emissora carioca mostrava”, diz Gurgel.

Segundo o especialista, também não deixa de ser mais um movimento na mudança do modelo de transmissão do futebol no Brasil, que está agitado com a entrada de novos players e mudança dos hábitos dos consumidores. Gurgel se refere ao movimento protagonizado recentemente por Esporte Interativo, de propriedade da Turner, que disputa a transmissão do Brasileirão na TV a cabo com o SporTV, da Globosat. O assunto, inclusive, está no Cade que questionou a Globo sobre a negociação com os clubes.

A saída da Band do Brasileirão também impacta os clubes, diz Amir Sommogi, especialista em negócios esportivos. “A Band tem um papel fundamental para compor as audiências do futebol no Brasil. Se uma partida na Globo dá 20 pontos e 6 na Band, o mercado sempre leu como 26 pontos, e isso ao que parece não teremos mais.” Ele também ressalta o fortalecimento da TV paga. “Outra questão é a migração do futebol somente para TV fechada e PPV. Ainda que pareça difícil acontecer, já que a Globo fatura alto com seus anunciantes do pacote futebol, as quedas das audiências podem acarretar em migração somente para a TV fechada.”

Ivan Martinho, da Traffic Sports: “entendo que os investimentos feitos pela emissora na cobertura de Rio2016 tenham tirado o fôlego para seguirem com outras propriedades esse ano mas estou certo que em 2017 estarão de volta com força total no futebol”

Ivan Martinho, vice-presidente de vendas e marketing da Traffic Sports, afirma que a Band segue com a marca de “canal do esporte”. “Entendo que os investimentos feitos pela emissora na cobertura de Rio2016 tenham tirado o fôlego para seguirem com outras propriedades esse ano mas estou certo que em 2017 estarão de volta com força total no futebol”, completa. Fábio Wolff, sócio fundador da Wolff Sports & Marketing, acredita que a ausência da TV Bandeirantes limitará as opções do mercado. “Pois com a Globo, a Band potencializava a exposição do evento na TV aberta nacional.”

Procurada, a Band se limitou a reforçar o que já foi dito em comunicado.

A Band e seus cortes

A Band, que já foi considerada o “canal do esporte” nos anos 1980 e 1990, anunciou nesta quarta (03) que não vai transmitir o Campeonato Brasileiro da Série A de 2016.

A emissora transmitiu as últimas dez temporadas da competição, sempre em parceria com a Globo, detentora dos direitos. A alegação foi o agravamento da crise econômica, que impediu a sequência do licenciamento.

O anúncio pegou o mercado de surpresa. A Band já havia desistido de transmitir a Copa do Brasil e o Campeonato Carioca no início do ano, voltando atrás somente em relação ao certame do Rio de Janeiro.

No âmbito esportivo, a emissora ainda tem dois eventos importantes a exibir: a Eurocopa, entre junho e julho, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.

Provavelmente também vão transmitir a temporada 2016-2017 da UEFA Champions League, mas isso ainda não foi confirmado – dificilmente a emissora abrirá mão dessa competição, que dá boa audiência.

Resta saber como ficará a equipe esportiva da Band. O canal prometeu que não vai fazer cortes, mas sabemos que, na prática, não é bem assim que funciona. São vários narradores, comentaristas e repórteres, agora com menor número de jogos transmitidos. A conferir.

A Band, aliás, sempre é uma das primeiras emissoras a realizar cortes em tempos de crise. No ano passado, surpreendeu ao anunciar o fim do Agora é Tarde, de Rafinha Bastos, que passara por reformulação pouco tempo antes, com muitos investimentos, inclusive em divulgação.

A emissora também desistiu do Polícia 24 Horas, retomando o projeto posteriormente, deu um ano sabático para o CQC, prometendo uma volta (improvável) para 2017 e fez cortes até na tradicional transmissão do concurso Miss Brasil.

Funcionários foram dispensados e a mídia noticiou que a Turner iria comprar parte da emissora. Nada feito, pelo menos até agora.

E esses cortes não vêm de agora. Em 1990, com a crise gerada após o anúncio do Plano Collor, a emissora liderou as demissões, junto com o SBT.

Foram dispensados 108 funcionários ligados às áreas técnica e de produção de shows. Programas foram extintos, a exemplo do Bronco, humorístico do saudoso Ronald Golias. A queda de faturamento foi de 30% nos primeiros meses daquele ano – a emissora esperava 20%.

Como a economia brasileira não tem perspectiva de melhora a curto prazo, vamos ficar atentos aos próximos movimentos envolvendo as emissoras, principalmente a Band.

Fonte: Meio e Mensagem

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