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07/15

Gastos em mídia das estatais superaram 18 bilhões de reais em 2014.

Citada com frequência nos fatos apurados pela Operação Lava Jato, a BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, gastou R$ 105 milhões em publicidade em 2014. Essa cifra representa um aumento de 46% sobre o consumido por essa estatal em 2013.

A Petrobras, principal empresa envolvida no escândalo da Lava Jato, teve uma retração nas verbas publicitárias em 2014, registrando gastos de R$ 327 milhões contra R$ 395 milhões em 2013.

Eis os gastos da Petrobras e subsidiárias e os principais veículos que receberam a maior parte das verbas (clique na imagem para ampliar):

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OUTRAS ESTATAIS
Comandada por indicados pelo PT, a Caixa Econômica Federal gastou R$ 559 milhões em propaganda durante 2014. Trata-se de uma alta de 29% sobre os R$ 432 milhões de 2013. Nos 4 anos de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto (2011-2014), a Caixa acumulou gastos de R$ 2 bilhões e publicidade.

Embora num patamar mais modesto, o Banco do Nordeste (que também é um empresa estatal federal) registrou uma alta de despesas com publicidade de 56% em 2014, gastando R$ 28 milhões. Em 2013 havia consumido R$ 18 milhões.

Outra potência publicitária, os Correios tiveram uma freada nesse tipo de despesa em 2014. Mas o valor total consumido pela estatal chegou a R$ 616 milhões durante os 4 anos de Dilma no Planalto –uma alta de 325% em relação aos 4 anos anteriores, quando Luiz Inácio Lula da Silva era o presidente.

Todas essas cifras são inéditas e exclusivas do UOL. Os números foram processados pelo Blog e as informações foram checadas com a colaboração direta do repórter Bruno Lupion, do UOL, em Brasília.

O governo trata como sigilosas as informações detalhadas a respeito da publicidade das empresas estatais –sobretudo as que concorrem no mercado. O UOL fez um requerimento formal de informações, citando a Lei de Acesso a Informações. Por determinação do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, os dados foram fornecidos.

Essas informações permitem fazer uma radiografia nos gastos federais de publicidade. Em 2014, o UOL e o jornal “Folha de S.Paulo” tinham obtido esses dados apenas até o ano de 2013 –mas só depois de disputar por 3 anos na Justiça contra o governo. A ação foi vencida sob a coordenação da advogada Taís Gasparian.

Neste ano de 2015, entretanto, quando deveriam ter sido divulgados os dados de 2014, as informações não foram colocadas à disposição do público. Depois do requerimento do UOL, foram liberadas.

TODAS AS ESTATAIS
O aumento das verbas publicitárias federais em empresas estatais selecionadas pelo Blog, seguindo um critério de relevância jornalística, foi de 23% no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (2011-2014) na comparação com o segundo mandato de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010).

Em seus primeiros quatro anos no Palácio do Planalto, Dilma assistiu a um gasto total de R$ 6 bilhões de suas estatais. Sob Lula, no período imediatamente anterior ao de Dilma, o valor foi de R$ 4,9 bilhões.

Ao UOL, as estatais responderam não enxergar anormalidade em seus gastos. Leia as respostas das empresas neste post.

A seguir, os dados compilados pelo Blog para os gastos publicitários de empresas estatais federais (clique na imagem para ampliar):

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Blog do Fernando Rodrigues, no UOL .

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COMENTÁRIO

Com estes números surpreendentes, podemos destacar que o Governo Dilma gastou, no ano passado, via Presidência e estatais, mais de 20 bilhões de reais em propaganda e publicidade – o que é um absurdo, se pensarmos nas necessidades do povo brasileiro e no choro dos governantes quanto às necessidades do ajuste fiscal.

E esta tem sido a média dos últimos anos do governo petista, ou seja: mais de 100 bilhões de reais em mídia, mais produção, eventos, patrocínio, internet e outros instrumentos de comunicação.

É um poço sem fundo, em propaganda, que, com mídia técnica necesitaria de muito menos dinheiro – sobrando recursos, por exemplo, para uma justa remuneração aos aposentados, além de investimentos em saúde e educação.

JJ

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07/15

No primeiro mandato, Dilma gastou 23% a mais em propaganda do que Lula.

No seu primeiro mandato (2003-2014), a presidente Dilma Rousseff gastou 23% a mais com propaganda e publicidade do que seu antecessor, o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com dados obtidos pelo UOL, a administração dilmista destinou nos 4 anos de seu primeiro governo R$ 9 bilhões para publicidade em emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas, sites de internet, outdoors, cinemas e em outros tipos de mídia.

Lula consumiu R$ 7,3 bilhões nos seu segundo mandato (2007-2010) com publicidade estatal.

Para a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), o ideal é fazer a comparação apenas com os dois últimos anos (2009 e 2010) do segundo mandato de Lula. A Secom prefere comparar gastos de Dilma apenas com final do mandato de Lula.

Nos seus primeiros 4 anos no Palácio do Planalto (2003-2006), Lula gastou R$ 5,9 bilhões com esse tipo de despesa. Essas cifras são todas atualizadas monetariamente pelo IGP-M, o índice usado no mercado publicitário e também pelo governo quando se trata de informações dessa área.

Já o tucano Fernando Henrique Cardoso gastou R$ 4,1 bilhões com publicidade em seus últimos três anos de mandato (2000 a 2002). Não há dados disponíveis anteriores ao ano 2000.

Eis os dados compilados comparando os gastos publicitários de FHC, Lula e Dilma (clique na imagem para ampliar):

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DIVISÃO POR MEIOS
Nas três administrações, segundo dados oficiais, o governo federal (administrações direta e indireta), gastou R$ 26,4 bilhões em propaganda.

As TVs são as campeãs no recebimento dessas verbas. Em 2014, tiveram 67% do total. Não há novidade a respeito desse fato, que persiste desde quando esta série história de dados vem sendo coletada.

As diferenças são vistas na participação dos veículos de outras plataformas no bolo de publicidade estatal federal.

Por exemplo, os jornais impressos ficavam com 21% das verbas de propaganda da União no ano 2000. Agora, têm apenas 6%. Essa foi a queda mais abrupta.

Revistas tiveram apenas 5% em 2014. Perderam para as rádios, com 6%.

O meio que mais tem avançado nos últimos anos é internet. Portais, sites, blogs, redes sociais receberam 8% do total das verbas estatais federais de publicidade em 2014. Ficaram em segundo lugar, perdendo apenas para as TVs.

Eis os dados detalhados, ano a ano, da divisão de receitas publicitárias da União por meios, de 2000 a 2014 (clique na imagem para ampliar):

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Fonte: Blog do Fernando Rodrigues, no UOL.

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07/15

Governo Dilma gastou mais de 24 milhões de reais no Facebook, em 2014.

        Dilma e Zuckerberg.

O governo federal aumentou consideravelmente os gastos publicitários que faz no Facebook. Um levantamento divulgado pelo UOL revela que a rede social recebeu, em 2014, mais de R$ 24 milhões para veicular anúncios oficiais, uma alta de 118% em relação a 2013, quando houve investimento de R$ 11 milhões.

É uma quantia de dinheiro superior à que O Globo viu do governo em 2014. Jornal impresso que mais recebeu publicidade oficial naquele ano, o veículo teve R$ 21 milhões. O Facebook também ficou acima da Veja, a que mais recebe entre as revistas semanais, com R$ 19 milhões em 2014.

Na internet não é diferente. O próprio UOL levou menos dinheiro: R$ 14 milhões, ou 63% a menos que a rede social de Mark Zuckerberg. Google e YouTube ficaram, juntos, com R$ 782 mil.

A ascensão do Facebook é recente. Até 2010 o governo federal nunca havia usado o site para fazer propaganda e, naquele ano, colocou apenas R$ 8,1 mil na plataforma. Em 2011 já foram R$ 1,2 milhão; em 2012, R$ 4,8 mi; e, em 2013, ultrapassou-se a barreira dos dez milhões.

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07/15

Faturamento bruto das agências do Governo Dilma.

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Fonte: UOL/Blog do Fernando Rodrigues

PS.: Estes são valores brutos de mídia, dos quais 80% são destinados aos veículos e cerca de 20% ás agências.

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07/15

Neve

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07/15

Barriga confunde carro com vestes sacerdotais.

Vexame na imprensa! Barriga de jornal ! Antes de ser carro Fiat , o “Pálio” é uma espêcie de colar de lã pura com 5 cruzes patriarcais, parte da veste sacerdotal dos Arcebispos católicos. Bento pelos Papas no dia de S. Pedro.Pode ser também o dossel que se estende sobre o Ssmo. Sacramento numa procissão. É também nome de torneios medievais em presença de reis e prelados. Em tempos profanos editor de Jornal achou que era um carro Fiat. E escreveu barriga jornalística! Essa é para rir? Ou para chorar?

Rafael Graca de Macedo (ex-prefeito de Curitiba)

 

PS.:Faltou citar o nome do jornal, mas tudo indica ser de Cascavel…

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07/15

Governo investiga Pepsico, Nestlè e Unilever por maquiagem de produtos.

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, instaurou processos administrativos contra as empresas Unilever Brasil, Nestlé Brasil e Pepsico do Brasil para apurar indícios de infrações ao Código de Defesa do Consumidor. A decisão consta de despachos publicados no Diário Oficial da União.

A Unilever é alvo de três processos. Nestlé e Pepsico responderão apenas por um processo, cada uma. As empresas têm 10 dias para apresentar defesa. Se condenadas, elas podem ser multadas em valores que superam R$ 7,9 milhões.

Os processos irão investigar suposta redução quantitativa dos produtos sem a devida informação ao consumidor, prática conhecida como maquiagem de produto.

No caso da Unilever, os produtos que serão investigados são Sorvete Kibon, sabão em pó Omo e desodorante Rexona Men V8. Já o produto da Nestlé que teria sido maquiado são os Sorvetes Chocolover, e o da Pepsico, a Aveia Quacker.

Em nota, o diretor do DPDC, Amaury Oliva, afirmou que, desde a edição da Portaria do Ministério da Justiça 81/2002, dezenas de processos administrativos foram instaurados no Departamento para que a prática de maquiagem de produtos fosse combatida e, assim, “assegurado o direito básico do consumidor à informação”.

“Em um primeiro momento, foi verificado que os produtos com peso inferior tinham as dimensões da embalagem maiores do que a original, a despeito da redução da quantidade. Depois algumas empresas passaram a manter o tamanho das embalagens, reduzindo a gramatura, sem qualquer informação aos consumidores. Agora o que se verifica é que a informação sobre o novo peso até existe, mas a redução do produto não é transmitida de maneira clara e ostensiva ao consumidor, como determina o Código de Defesa do Consumidor”, disse.

Segundo o Código de Defesa do Consumidor, é dever do fornecedor assegurar aos consumidores informações corretas, claras e ostensivas sobre as características, qualidades, quantidade, preço, prazos de validade e composição dos produtos, entre outros dados.

Quando à redução de produtos, esclarece a nota do DPDC, a Portaria MJ 81/2002 determina que a informação conste do painel principal da embalagem, em letras de tamanho e cor destacados, informando de forma clara, precisa e ostensiva que houve alteração quantitativa do produto, bem como a quantidade do produto na embalagem existente antes e depois da alteração.

Outro lado

A Nestlé informou que reformulou recentemente a categoria take home de sua linha de sorvetes. Veja abaixo a nota oficial na íntegra:

“A Nestlé reformulou recentemente a categoria take home de sua linha de sorvetes, a qual adquiriu novos conceitos de embalagem e variedade de sabores.  Toda a linha passou a ser comercializada em potes de 1,5L para se adequar à atual demanda do mercado consumidor. A Empresa destaca que a alteração se deu em outubro de 2014 e continua, até a presente data, sendo comunicada claramente na embalagem dos produtos, em pleno cumprimento à legislação vigente”.

Fonte: Época Negócios

COMENTÁRIO

Tenho observado dezenas de produtos, não só dos 3 investigados, com redução de volume, nos supermercados. É uma loucura o abuso contra os consusmidores, que precisa ser punida e coibida.

É um crime ofertar menos produto pelo preço do tempo em que oferecia mais produto. E há casos, até, de produtos mais caros ainda, com menor quantidade embalada.

Fácil verificar. Basta ir aos supermercados e observar. Não é justo com os brasileiros, em momento algum e em especial com este arrôcho fiscal a que somos estando submetidos.

Empresas honestas não mentem e são éticas. As que nos enganam não merecem nossa consideração.

JJ

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07/15

HDI ataca de Cauã Reymond.

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07/15

Os pés, na publicidade.

Comercial do sabonete Asepxia, com uma bela modelo,  fala do combate às espinhas, mas, no final a moça deixa da cama e levanta os pés – sujos. Na publicidade, pequenos detalhes como esse depõe contra a marca. Faltou atenção e capricho, na produção e na aprovação pela agência e pelo anunciante.

JJ

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07/15

52% dos britânicos querem bloquear anúncios nas mídias digitais.

O bloqueio de publicidade online é um problema crescente entre editores e anunciantes. Uma pesquisa revela que 15% dos usuários de internet do Reino Unido, especialmente homens jovens, têm instalado softwares para bloqueio de anúncios.

No entanto, muitos dos entrevistados estão abertos para receber anúncios, embora isso dependa da sua origem e relevância. Metade (52%) pretende bloquear todos os anúncios, de acordo com mais de 2.000 adultos do Reino Unido, questionados pela YouGov para a Internet Advertising Bureau UK. A parcela 12% só quer bloquear determinados conteúdos e 11% procuram evitar anúncios de alguns sites.

Os anúncios são mais suscetíveis de serem bloqueados se eles interferem na experiência do usuário com o site. Quase três quartos (73%) dizem ser motivados a bloquear anúncios se eles são ininterruptos.

Mais da metade (55%) também são motivados a bloquear anúncios se eles são “chatos”, como pop-ups, enquanto 54% o fazem porque acham que os anúncios atrasam a navegação. Anúncios irrelevantes desestimulam outra metade (46%).

Os homens (22%) são muito mais propensos do que as mulheres (9%) para bloquear anúncios. Os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos (34%) e 25 a 34 anos (19%), estão dispostos a bloquear anúncios.

Dois terços (66%) prefere acessar conteúdo livre, sem anúncios, apenas um quinto (21%) prefere conteúdo gratuito em troca do recebimento de anúncios, enquanto apenas 3% pagariam conteúdo livre de anúncios.

*Com informações do Warc

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