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Globo e o legado da Copa.

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Adnet só empata com ‘A Praça É Nossa’ na estreia de ‘Adnight’.

A estreia do late-show Adnight na noite de quinta-feira rende à Globo o mesmo Ibope do veterano humorístico A Praça é Nossa, do SBT. Ambos marcaram 13 pontos de audiência, na frente do Câmera Record, com 8 pontos. O programa do SBT, exibido ontem das 23h13 à 0h50, ainda desbancou o Jornal da Globo Programa do Jô por 2 pontos no Ibope.

Galvão Bueno foi o convidado da estreia do Adnight.  O late-show de Marcelo Adnet procurou fazer um humor pela tangente em sua estreia, ao mostrar, por exemplo, o comediante conversando com Galvão enquanto pisava em uvas. Aparentemente, não deu certo.

Fonte: Veja

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Merck alerta para a neuropatia.

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A Merck, empresa alemã líder em ciência e tecnologia, lançou uma propaganda divertida e informativa sobre a neuropatia, doença caracterizada por lesões nos nervos. A campanha ‘Escute seus nervos’, desenvolvida pela Ogilvy Brasil, tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da detecção e diagnóstico precoces da neuropatia.

A comunicação é baseada em personagens mímicos que representam três sintomas-chave da neuropatia: dormência, tique e formigamento. “O vídeo mostra os mímicos – representando os sintomas – na rotina de uma mulher que decide parar de ignorá-los e os expulsa de sua vida”, destaca Roberta Farina, Diretora de Marketing da divisão Consumer Health da Merck.

“Queremos que a população saiba que os nervos também precisam de cuidados, de uma forma lúdica e leve, sem causar espanto sobre o tema. Assim, chamaremos a atenção para os primeiros sinais que a neuropatia mostra, para que as pessoas possam buscar ajuda médica antes que a doença chegue a um estágio avançado”, diz Aline Anschau, Gerente de Produto da Divisão Consumer Health da Merck.

Também haverá ativações no metrô SP. Os mímicos estarão por toda parte das ativações criadas pela agência Privia (Grupo P2COM). Os mímicos farão pequenos teatros dentro dos trens das linhas verde e azul simbolizando os sintomas, e convidarão os usuários a participarem do mutirão – será realizado mutirão gratuito de conscientização no metrô Ana Rosa, nos dias 31 de agosto e 01 de setembro, em parceria com a Academia Brasileira de Neurologia (ABN). A população receberá atendimento gratuito de médicos.

Fonte: propmark

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Bienal do Livro traz novidades, apresentações e debates

Teve início nesta sexta-feira, 26, a 24ª edição da Bienal do Livro, em São Paulo. O evento se estende até o dia 4 de setembro, no pavilhão do Anhembi, e promete agradar não só aos apaixonados por livros, mas também apreciadores de gastronomia, arte e crianças.

Com o lema “Histórias em Todos os Sentidos”, a Bienal apresenta uma programação multicultural com 12 espaços e  280 expositores entre as principais editoras, livrarias e distribuidoras, além da presença de autores nacionais e internacionais.

“Acredito que este é um grande momento para o livro, é uma oportunidade de dar motivação para os leitores, para que entrem em contato com seus autores preferidos e comprem a maior quantidade de livros possível”, afirma Mansur Bassit, diretor da Câmara Brasileira do Livro.

Novamente, a programação contou com a curadoria da Câmara Brasileira do Livro, Sesc São Paulo e Itaú Cultural, trazendo oficinas, lançamentos de livros, tardes de autógrafos e debates. Entre as presenças ilustres não estão somente escritores, mas economistas, historiadores, pensadores. Esta edição também destaca influenciadores que já passaram pelo mundo literário, como Kéfera, Christian Figueiredo e Lucas Rangel.

A programação se divide em espaços variados, como o Salão de Ideias, com debates e palestras com autores, artistas e  pensadores; a Arena Cultural, espaço para conversas com autores de best-sellers e blogueiros; e a seção Cozinhando com Palavras, dedicada aos fãs de gastronomia, com a presença de chefs que irão unir o mundo da culinária e leitura. Para os pequenos está reservado o espaço Mauricio de Sousa, patrocinado pela marca Bic,  com oficinas e uma exposição sobre os 80 anos do criador da Turma da Mônica.

“Expandimos o espaço da Arena Cultural pensando no público de blogueiros e youtubers para oferecer uma experiência mais confortável”, avalia Mansur, considerando o grande número de seguidores dos influenciadores. Haverá ainda três arenas exclusivas para sessões de autógrafos, que receberão escritores da Arena Cultural. No ano passado, havia apenas um ambiente para autógrafos.

Outro ambiente inédito é o espaço Ignácio de Loyola Brandão, em homenagem ao escritor, com debates sobre direitos autorais, políticas públicas de incentivo à leitura e o setor editorial. A seção Cordel e Repente apresentará ao público os movimentos artísticos e culturais do Nordeste.

“Queremos promover a valorização de nosso idioma, então teremos uma área de 20 metros quadrados para homenagear o Museu da Língua Portuguesa. Também homenagearemos os cordelistas do nosso Brasil, é muito importante dar visibilidade a essa parte tão rica de nossa cultura”, acrescenta.

A área de circulação terá ruas mais largas de até 10 metros, com rampas de acesso em todo o pavilhão.  A área de alimentação cresceu 30%, e os ingressos custam entre R$20 e R$25, com opções de pacotes para amigos e família. Mansur afirma que e edição de 2016 envolveu um investimento aproximado de R$ 34 milhões, e que a estimativa de público é de 700 mil pessoas durante todo evento.

Marcas também prepararam ativações exclusivas para o evento: a Saraiva lançará novos títulos e cards para livros digitais, o Submarino fechou uma parceria com o Skoob para cobertura em tempo real do evento, enquanto a Lojas Americanas traz ao espaço uma biblioteca-ônibus, que receberá doações de livros para empréstimo em comunidades de Itapevi, Osasco e Rio de Janeiro.

Fonte: Meio e Mensagem

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“Há um encaixe perfeito entre a Nike e o Brasil”.

paixão com que Greg Hoffman fala do design e da arquitetura do Brasil emociona. Fã de Sérgio Rodrigues, Carlos Motta e Oscar Niemeyer, o profissional comanda o time global demarketing da Nike desde abril, quando se tornou chief marketing officer (CMO). Há mais de 20 anos na empresa, Hoffman traz em sua fala a simplicidade de quem começou no design e aprecia tudo o que é visual, seja nas ruas ou na natureza. A curiosidade ao ver o mundo, para ele, é uma das características que mais valoriza nos profissionais de sua equipe.

nike

Em passagem pelo Brasil para a Olimpíada, Hoffman conversou com Meio & Mensagem na cobertura com vista deslumbrante que a Nike alugou em Copacabana. Para Hoffman, marketing, design e publicidade nunca estiveram tão integrados para servir um consumidor que busca, cada vez mais, uma relação one-to-one com as marcas. E, por conta disso, a Nike fez da Rio 2016 os Jogos Olímpicos mais pessoais de sua história em termos de engajamento.

M&M — Qual a relevância do mercado brasileiro para a Nike?
Greg Hoffman — Venho ao Brasil desde 1997. São quase 20 anos. Pude ver de cara a paixão que os consumidores brasileiros têm, e o fato de que o esporte é parte da cultura. A Nike tem tido uma grande relação com a seleção brasileira todo esse tempo e, vendo o que acontece agora com a equipe de futebol feminina, é simplesmente maravilhoso. Há um encaixe perfeito entre a Nike e o Brasil, os dois dividem uma paixão que é extremamente forte. Nós vislumbramos um grande futuro servindo consumidores e atletas de todos os tipos no Brasil.

M&M — Na Rio 2016, a Nike teve múltiplas ativações para o público. Qual a importância de investir em diferentes pontos de contato num evento em que tantas marcas disputam a atenção do consumidor?
Hoffman — Nosso objetivo é criar conexões profundas e pessoais com nossos atletas. E, quando falo em atletas, estou falando de mim, de você, dos atletas do dia a dia que vivem nossas experiências. Nosso objetivo é servir cada consumidor em uma relação one-to-one. Quem esteve em uma de nossas experiências na Rio 2016 viu que damos aos nossos consumidores ferramentas criativas para criarem seus próprios produtos. Eles podiam fazer uma camiseta com sua própria estampa “Just Do It”, ou personalizar outro produto. Também geramos um engajamento com os consumidores com o Nike+ Run Club e o Nike+ Training Club. São formas de personalizar nosso trabalho e nossa marca para o consumidor, sem importar de onde ele é ou qual o nível de sua habilidade. Isso é sobre envolver nossos consumidores de forma profunda, de acordo com o que o esporte representa em suas vidas e o que podemos entregar a eles, servindo-os da melhor forma. A Rio 2016 são os Jogos Olímpicos mais pessoais em termos de como engajamos nossos consumidores. Não é apenas sobre transmitir uma mensagem para o mundo mas, verdadeiramente, sobre criar relacionamentos.

M&M — O que acontece durante os Jogos Olímpicos tem eco após o evento?
Hoffman — Definitivamente. Tudo que se vê aqui no Rio está acontecendo ao redor do mundo, seja em Nova York, Londres ou Xangai. O digital tem o poder de conectar as pessoas de diferentes culturas compartilhando histórias sobre sua paixão pelo esporte, os resultados que alcançam em suas corridas ou treinos. Elas são parte de uma comunidade maior, apaixonada por esporte, entusiasmada, com atletas de todo tipo. Podemos falar em conexões em tempo real entre os atletas do dia a dia ao redor do mundo. Ao mesmo tempo que geramos uma experiência única com a marca, isso dá a sensação de ser parte de algo maior. É o que acontece também com a campanha “Unlimited” e o que a Olimpíada representa: um evento que acontece a cada quatro anos e que, verdadeiramente, faz sentir que estamos testemunhando a história. Certamente, cada país tem seus atletas representantes compartilhando os ideais mais nobres do esporte. É importante que essa paixão continue depois dos Jogos. Estamos sempre em uma jornada, continuaremos levando os consumidores nesta viagem para alcançarem suas melhores versões como atletas. Esse é um grande objetivo e temos que abraçá-lo, proporcionando inspiração e inovação para todos.

Fonte: Meio e Mensagem

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Como a France Presse reinventou seu modelo de negócios.

Notabilizadas pela presença e precisão na cobertura de importantes eventos no mundo inteiro, as agências de notícias vivem o mesmo desafio de seus principais clientes – produtores de conteúdo e publishers – ancorar seu negócio em uma lógica de distribuição de conteúdo cada vez mais digital. Isso mudou rigorosamente o modelo de negócios da Agência France Presse (AFP) nos últimos anos.

De acordo com Juliette Hollier, diretora da AFP para a América Latina, a agência teve que redefinir a forma de levar notícias a seus clientes na era da “hiperinformação”. Presente no evento da International News Media Association, na última quarta-feira, 24, Hollier revelou que, em 2008, a empresa produzia três vídeos por dia, número que saltou para 50 em 2012 e que, atualmente chega a 100 vídeos diários. “Mais infográficos, mais live reports e outros formatos, hoje, temos duzentos profissionais dedicados a vídeo e outros duzentos produzindo indiretamente”, disse Hollier.

Na visão de Hollier, o papel de uma agência de notícias hoje é de estar muito mais próximo aos veículos de comunicação do que no passado. “Diálogo e decisões conjuntas têm sido as melhores estratégias para definirmos o que é bom para nossos clientes e o que é bom para nós”, disse.

Fonte: Meio e Mensagem

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Para te levar mais longe.

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Não existe marketing digital sem conteúdo de qualidade.

No século passado o marketing ainda acontecia apenas por meio do bom e velho conceito eternizado por Philip Kotler e seus 4Ps: Produto, Preço, Promoção e Praça. Com o passar do tempo e a chegada do marketing digital, os 4 Ps de Kotler ganharam mais 3 Ps, incluindo-se aí Pessoas, Processo e Performance (ou Prova Física). Esses novos Ps foram essenciais na forma como empresas e marcas passaram a vender seus produtos e serviços, e como o próprio Kotler sempre frisou, “na forma como poderíamos influenciar pessoas”. Ao invés de pensar apenas em quanto o produto vai custar e quais serão as formas de pagamento, o mercado passou a se interessar muito mais em conhecer qual é o público com quem precisa lidar e como acontece a sua experiência de compra.

Pensar no público como o centro de toda nossa comunicação é o grande segredo para produzir conteúdos cada vez mais coerentes e atrativos. Não é raro encontrarmos empresas e agências que focam toda sua estratégia na elaboração de complexos planos de mídia programática, muito bem segmentada na busca do “seu” consumidor. Ok!

Aí então é preciso medir a conversão e muito se surpreendem ao ver um grande número de visitas (leads), mas poucas compras finalizadas.

O que alguns deles ainda falham é não perceber que não basta apenas trazer o seu consumidor até sua loja ou site. É preciso que, assim como você buscou segmentar precisamente o seu público, também seja entregue um produto ou conteúdo que envolva, conquiste e entretenha. É preciso entregar aquilo que foi prometido quando fizemos o nosso anúncio com palavras-chave escolhidas a dedo, até que cheguemos ao famoso: “shut up and take my money!”

Para realizar toda essa amarração entre a segmentação de público e conteúdo, começa a se consolidar no mercado das agências de comunicação uma nova denominação para se fazer “quase” a mesma coisa que já se fazia, mesmo sem saber que era esse o seu nome: é o marketing de conteúdo. A meu ver, um nome muito mais apropriado para o produto que todas as agências de comunicação deveriam entregar. E por que marketing de conteúdo e não apenas comunicação digital ou mídias sociais como tantas agências se anunciam? Porque esses são canais e não produtos!

Comunicação digital e mídias sociais são apenas o caminho para aquilo que temos a entregar: conteúdo de qualidade, perfeitamente ajustado ao público de nossos clientes, aquele texto, imagem ou vídeo que as pessoas assistem e logo se veem naquela mesma situação, um conteúdo que você lê e logo te faz lembrar de alguém com quem você sente necessidade de compartilhar aquela informação. Será que é isso que minha amiga Ana Holanda, editora da revista Vida Simples, chamaria de “escrita afetuosa”?

Não é fácil! Não tem fórmula mágica! Não se acerta logo na primeira tentativa! Mas sabendo medir (ler) suas KPIs, em pouco tempo é possível corrigir o ajuste fino que fará os índices de conversão saltarem aos olhos. Vale tentar!

Não existe marketing digital sem conteúdo de qualidade

Gavroche Fukuma

Diretor de marketing de conteúdo na Economídia

Em Meio e Mensagem.

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COMENTÁRIO

Que me perdoe o Gavroche, mas não existe Marketing sem conteúdo de qualidade. Não é só no mundo digital que isso é fato.

JJ

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Vai ferver (ou não) a reunião de hoje do Conselho do Atlético Paranaense?

O presidente do Conselho Deliberativo do Clube Atlético Paranaense, com espeque no artigo 54, incisos II, A, do Estatuto Social, convoca reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, a ser realizada no dia 27 de agosto de 2016 no Centro Administrativo e Técnico Alfredo Gottardi (Estrada do Ganchinho, 1451, Umbará, Curitiba) às 09h00min. em primeira convocação, e às 09h30min. em segunda convocação…”.

Parece tudo muito corriqueiro. Mas a convocação assinada por Mário Celso Petraglia e publicada no site oficial do Atlético na sexta-feira da semana passada (19) reúne uma “pauta-bomba”, que agitou os bastidores do Atlético em um momento de turbulência dentro e fora de campo. Após as saídas de Walter e Vinícius, e das quatro derrotas seguidas entre Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, a torcida perdeu a paciência e descarregou a raiva na partida contra o Grêmio, na quarta (24), quando xingou Petraglia e arrancou as faixas que pediam mais sócios. E nesse clima o “conselhão” vai discutir neste sábado (27) assuntos pra lá de polêmicos – que estão ensanduichados entre a escolha de novos conselheiros para vagas abertas e a inauguração do novo ginásio do CT do Caju.

Malucelli e Ibiapina

O terceiro assunto da pauta é o seguinte: “Julgamento dos Recursos Voluntários de Marcos Augusto Malucelli e Alfredo Vieira Ibiapina Neto interpostos em face da decisão proferida pela Câmara de Ética e Disciplina e referendada pela Mesa Diretora do Conselho Deliberativo“. O ex-presidente e o ex-diretor de futebol foram excluídos do quadro social do Atlético no ano passado, com a alegação de prejuízo ao clube na contratação de Santiago Garcia em 2011. Malucelli, em entrevista à Gazeta do Povo, disse que não foi convocado para a reunião. “Eu não fui convocado para o julgamento para que eu possa realizar a minha defesa”, disse. O ex-cartola atacou Mário Celso Petraglia e diz que está sendo perseguido pelo homem forte do Furacão.

Torcidas organizadas

O quinto tema da reunião deste sábado é simples: “Deliberação a respeito das Torcidas Organizadas“. Há pouco mais de dois meses, o Atlético abriu guerra contra as organizadas, principalmente contra Os Fanáticos, após diversos problemas na Arena e em outros estádios. Além dos atos que acabaram prejudicando o Furacão, há a questão comercial de “disputa de mercado”, já que a facção usava os símbolos do clube para vender seu material. As torcidas foram impedidas de entrar na Baixada com seus materiais identificados, e a bateria da Fanáticos ficou fora do estádio em algumas rodadas do Brasileirão e da Copa do Brasil.

Em uma troca de acusações em notas oficiais e textos em redes sociais, diretoria e organizadas estão cada vez mais longe de um acordo, e a intenção do Atlético é fechar questão em relação ao assunto na reunião deste sábado. Mas, com a queda no rendimento em campo, aumentou a rejeição à decisão de impedir as torcidas na Arena, e o que deveria ser uma discussão com apoio amplo dos conselheiros pode também ficar tensa.

FUNCAP

Entre os dois temas acima vem o assunto mais quente. Alvo de polêmica desde seu anúncio, a Fundação do Clube Atlético Paranaense volta a ser tratada na reunião do Conselho Deliberativo neste sábado. É uma pauta que interessa à diretoria e principalmente a Mário Celso Petraglia, que sempre afirmou que a FUNCAP tem o objetivo de proteger o clube. “Vamos buscar salvaguardas para que nosso clube não fique vulnerável e sem proteção de aventureiros, desonestos, pessoas que querem ganhar dinheiro ou ganhar o título a qualquer preço. Vamos nos proteger, tem várias formas”, disse em 2013, em entrevista à ESPN Brasil.

A criação da FUNCAP foi aprovada pelo “conselhão” em uma reunião polêmica em dezembro de 2013, mas ainda não foi oficialmente instituída, por depender de aval da Justiça. Pelo estatuto aprovado, a Fundação receberia todos os bens do Atlético – quer dizer, desde a Arena até o CT do Caju, passando pela renda dos direitos de televisão, todo o patrimônio rubro-negro seria gerido pela FUNCAP, com o clube ficando apenas com a gestão do dia-a-dia do futebol. Apesar de assumir tudo isso, a diretoria garante que a única fonte de renda da entidade viria das escolinhas do Furacão, e que a criação permitiria benefícios fiscais.

O que causou estranheza desde as primeiras discussões sobre o assunto foi a definição de que os membros escolhidos em 2013 têm cargo vitalício – em resumo, não haveria alternância de poder na FUNCAP. Os membros fundadores são todos ligados a Petraglia, e o presidente escolhido naquela reunião foi Márcio Lara, hoje vice-presidente na gestão de Luiz Sallim Emed. “Os cargos de todos os órgãos são preenchidos por eleição. Vitalícios são apenas os membros fundadores. Mas por que, afinal, estes membros fundadores são vitalícios? Precisamente, para garantir o caráter perene da FUNCAP, desassociada, como deve ser, das circunstâncias das disputas políticas do clube. É, aliás, o que dará credibilidade à fundação”, disse Luiz Fernando Pereira, advogado do Atlético.

O clima para a discussão ficou ainda mais tenso com a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que impediu o Atlético de transferir os bens para a Fundação. É uma deliberação liminar (cabe recurso) em que o conselheiro Nestor Baptista cita claramente a reunião deste sábado para tomar seu posicionamento. Segundo Baptista, a medida cautelar foi impetrada para “impedir que o Atlético se desfaça legalmente desses bens, trazendo prejuízos irreparáveis aos cofres públicos”. Isto porque a Arena da Baixada e o CT do Caju estão colocados como garantia dos empréstimos feitos pelo clube com a Fomento Paraná, para as obras de remodelação da Arena para a Copa do Mundo de 2014.

Após a liminar do TCE, o Atlético se apressou em dizer que não faria transferência de bens. “O clube nunca cogitou transferir os bens para a Funcap. Juridicamente, não é possível fazer essa transferência, até porque os bens estão hipotecados. Esta decisão do Tribunal é surpreendente”, afirmou o advogado Luiz Fernando Pereira.

Mas a grita tem respaldo no Estatuto do Atlético. O artigo 58 diz que o Conselho Deliberativo pode “autorizar alienação ou oneração real de bens imóveis integrantes do patrimônio do Clube Atlético Paranaense”. Por isso a liminar aprovada por unanimidade no tribunal diz inclusive que a reunião deste sábado não poderá fazer “qualquer deliberação em relação ao item “d” da pauta (a FUNCAP) e aos incisos II, IV e XV do artigo 58 do estatuto, que conferem aqueles poderes ao colegiado”.

Segundo o TCE, também não serão permitidas “quaisquer alterações societárias que possibilitem a mudança de titularidade, alienação ou transferência de capital, patrimônio, bens móveis e imóveis e direitos no que pertine aos referidos artigos ou outras disposições estatutárias” – e isto até o final das auditorias relacionadas ao Atlético no tribunal.

A expectativa é tanta para a discussão – que pode nem acontecer – que o clube anunciou que esta parte da reunião será transmitida pelo site oficial.

OPOSIÇÃO

O advogado Henrique Gaede, líder da chapa Atlético de Novo, revelou a temeridade pela quantidade de assuntos importantes que serão discutidos sem uma discussão prévia e ampla sobre os mesmos.

“Minha preocupação é quantidade de itens que serão discutidos nessa reunião. São assuntos que revelam análises preliminares e requerem conhecimento preliminar para que os conselheiros possam tomar uma decisão. São assuntos que geram uma série de desconforto de emoções para os conselheiros e para a torcida. Não sou mais da oposição, sou um mero torcedor, mas ainda tenho interesse no Atlético e fico muito preocupado com esse posicionamento sob essas circunstâncias que o Atlético está vivendo”, apontou Gaede, em entrevista à Tribuna.

Dentre os diversos assuntos que serão discutidos na reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Furacão estão o julgamento dos recursos voluntários dos casos do ex-presidente Marcos Malucelli e de Alfredo Ibiapina Neto, a relação com as torcidas organizadas, a inauguração do ginásio no CT do Caju, além da Fundação Clube Atlético Paranaense, a Funcap, que traz grande preocupação para Gaede.
A Funcap foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Atlético em 2013, em uma reunião quente realizada em um hotel, no centro de Curitiba, mas ainda não passou a ser utilizada pelo clube.

Se isso acontecer, todos os bens do Atlético passarão para a fundação, inclusive o estádio Joaquim Américo e as verbas de televisão – com exceção do CT do Caju, que foi dado como garantia para obtenção dos empréstimos para a revitalização e ampliação da Arena da Baixada para a realização da Copa do Mundo. Além disso, uma diretoria seria escolhida e se perpetuaria no poder a partir do momento em que a Funcap entrasse em vigor.

“O que mais preocupa é a Funcap. Essa discussão não deve acontecer dessa forma, sem que haja uma prévia discussão. Uma das sugestões que dou aos conselheiros é de que uma comissão composta por cinco ou seis conselheiros estudassem o assunto e analisem quais os efeitos que vão gerar para o patrimônio do Atlético, que passará a ser da fundação. Temos grandes advogados no Estado e que poderiam fazer uma análise mais detalhada da fundação e poderiam dar um parecer sobre o caso”, cobrou Gaede.

Henrique Gaede lembrou das discussões geradas durante a reunião em 2013 (a confusão foi tanta que Mário Celso Petraglia chegou a deixar o local) e frisou que, para o bem do Atlético, os conselheiros atuais do Furacão deveriam pedir a retirada deste assunto da pauta do encontro deste sábado, no CT do Caju. Diante disso, segundo ele, será necessário um amplo conhecimento e debate sobre o assunto para evitar prejuízos futuros ao patrimônio do Atlético.

“O primeiro grande movimento que deve haver é dos conselheiros, que tenham responsabilidade e peçam para retirar esse tema de pauta de forma urgente para que se abra um amplo entendimento sobre isso. Assim, eles poderão se sentirem confortáveis para decidirem. Seria também o correto fazer um plebiscito junto aos sócios, mesmo que não esteja no estatuto, para que nenhuma decisão errada seja tomada no momento. A responsabilidade está com os membros do Conselho Deliberativo. É preciso ter muita cautela e todo atleticano está preocupado com isso pelas conversas que tenho com ex-presidentes, dirigentes e associados”, concluiu Gaede.

Fonte: Paraná Online

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08/16

Para conseguir informações estratégicas, é preciso ir além do óbvio.

Você sabia que 16% dos curitibanos vão à academia? Esta é a maior média entre as cidades pesquisadas no Paraná. Na manhã desta quinta-feira (18), Fábio Medeiros, nosso coordenador de inteligência de mercado, apresentou diversos dados sobre o comportamento do consumidor curitibano aos alunos e professores da UFPR. Mais uma vez, é De Olho No Mercado indo às universidades levar informações estratégicas de mercado.

RPC - UFPR - Capa 1
Dados setoriais sobre a mulher curitibana pela Kantar IBOPE Media

Você sabia que 16,6% dos curitibanos vão à academia? Essa é a maior média entre as cidades pesquisadas no Paraná. Isso significa um público de mais de 290 mil consumidores de saúde e bem-estar físico. Deste número, 59% são mulheres! Todos estes dados – e muitos mais! – foram apresentados hoje (18) a professores e alunos do Setor de Ciências Aplicadas da UFPR,  por Fábio Medeiros, nosso coordenador de inteligência de mercado. Lá,  apresentamos diversas informações setoriais atualizadas, oportunidades de mercado e dados sobre o consumidorda nossa região.

Mais uma vez, o projeto De Olho no Mercado foi até o ambiente acadêmico  para mostrar a realidade do mercado aos estudantes do Paraná. E hoje foi a vez de conhecer mais sobre o consumidor curitibano. “A pesquisa comportamental feita pela RPC em parceria com a Kantar IBOPE Media foi a maior já realizada aqui no Paraná. Os dados mostram, por exemplo, que 35,2% dos curitibanos gostam de ler livros e mais de 60% se preocupam com reciclagem de lixo”, explica Medeiros.

RPC - UFPR - Dados
Durante o encontro, Fábio Medeiros trouxe indicadores de consumo do curitibano.

Conversamos com alguns participantes do evento, professores e alunos, sobre a relação entre a universidade e o mercado empresarial. Como buscar informação relevante e atual sobre a prática da profissão? Cleverson Cunha e José Simão, professores doutores da instituição, afirmam que essa relação é fundamental. O aluno Rodrigo Schurmann também compartilhou suas impressões com a gente. Confira!

Para entender o consumidor, o universo acadêmico e o empresarial precisam caminhar juntos

José Simão é professor doutor nos cursos de graduação e pós-graduação em Gestão da Informação e Administração Pública, na UFPR. Para ele, o marketing e os negócios estão totalmente relacionados com a análise de dados e comportamento do consumidor. O aluno precisa entender essa relação e a universidade deve estar atualizada sobre o que acontece nas empresas para poder contribuir com suporte técnico e acadêmico.

RPC - UFPR - João Simão

“Vejo que a iniciativa da RPC em trazer o De Olho no Mercado para dentro das universidades é fundamental. Acredito que o mundo acadêmico precisar caminhar junto com o mercado de trabalho, um auxiliando o outro. Isso já acontece nos Estados Unidos, a troca de experiências entre universidades e empresas é produtiva para ambos os lados”, completa Simão.

O professor afirma ainda que podemos ir além nas salas de aula quando o assunto é pesquisa e planejamento de mercado. “Basicamente existem duas formas de se buscar informações sobre o assunto na universidade: por meio de estudos de caso ou quando o aluno realiza pesquisas, coleta dados, tira suas conclusões e as apresenta. Estou ansioso para ver mais ações como esta nas universidades, ampliar nossa visão sobre o mercado é fundamental. Espero que a RPC continue nos proporcionando estas trocas”.

Pesquisas e análises que vão além do buscador

RPC - UFPR - Cleverson CunhaCleverson Cunha é professor de Marketing e empreendedorismo há 15 anos e acredita que seu maior desafio é transmitir aos alunos a importância da busca por diversas fontes de informações ao analisar dados. “A internet é fantástica, porém não podemos nos esquecer dos livros e pesquisas realizadas por instituições sérias como o IBGE, SEBRAE e prefeituras. Sempre levo isso para a sala de aula, mas os alunos estão a um clique da pesquisa rápida e fácil. Meu maior concorrente é o Google”, afirma.

Para o professor, a iniciativa da RPC em levar informações do mercado aos alunos é muito importante e pode abrir os olhos daqueles que ainda não têm experiência profissional ou não enxergam na universidade toda a sua importância. “Desenvolvimento das estratégias de marketing e abertura de novos negócio: quero levar esses conhecimentos adquiridos para sala de aula. Este é o primeiro passo para conectar a universidade e o mercado!”, completa o professor.

Informação estratégica: é preciso ir além do óbvio

RPC - UFPR - RodrigoRodrigo Schurmann, estudante de Economia e presidente da AIESEC, acredita que vivemos em uma geração  que busca inicialmente informação na internet através das redes sociais, sites e outros canais. Mas isso é pouco se a intenção do estudante é estar preparado para o mercado. “A pesquisa pode ficar um pouco limitada se ficarmos apenas no universo digital e essa é a nossa maior dificuldade hoje. Iniciativas como essa da RPC são inspiradoras e contribuem muito para o nosso desenvolvimento acadêmico”, afirma. O universitário também é presidente da AIESEC, ONG dedicada exclusivamente a conectar jovens brasileiros a universidades e projetos sociais do mundo inteiro, e diz que pretende utilizar esse conhecimento também em seu trabalho.

Fonte: RPC/De olho no mercado

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