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Inesquecível Bamerindus.

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A publicidade no Brasil, neste primeiro semestre de 2016.

Invetimento_publicitario-Jan_Jun-2016

O Ibope Monitor considera os valores de tabela cheia divulgados pelos veículos, sem os descontos normalmente negociados por anunciantes e agências, o que resulta em valores absolutos fora da realidade. Entretanto, como usa a mesma metodologia para todos os seus rankings de anunciantes e agências, é uma das referências usadas pelo mercado.

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Cai o faturamento de publicidade digital e impressa do The New York Times. Mas crescem as vendas de assinaturas.

As receitas de publicidade do jornal norte-americano The New York Times aceleraram sua queda no segundo trimestre, tanto em sua versão impressa quanto na digital, mas os analistas estimam uma queda menos acentuada no terceiro trimestre.

No total, o volume de negócios publicitário caiu 11,7% em relação ao mesmo período de 2015, contra 6,8% no primeiro trimestre, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira.

O recuo de 14,1% na versão papel (no primeiro trimestre havia sido de 9%) e de 6,8% para as edições e produtos online (-1,3% nos primeiros três meses do ano).

Para o terceiro trimestre, o grupo espera uma queda global menor, de aproximadamente 5%.

No período abril-junho, o New York Times registrou um prejuízo líquido de 492.000 dólares, contra um lucro líquido de 16,2 milhões um ano antes.

A piora do resultado se deve em parte a circunstâncias excepcionais, como os 11,9 milhões de dólares pagos em indenizações por demissões.

O volume de negócios caiu 2,7%, a 372 milhões de dólares.

Os maus resultados publicitários contrastam com as vendas de exemplares e assinaturas, tanto da versão papel como eletrônica, que tiveram alta de 3% no período.

Os assinantes da versão online somavam 1.424.000 no final de junho, 67.000 a mais do que no trimestre anterior.

Fonte: Istoé

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Negócios de alta performance nas Olimpíadas.

Mais tradicional evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos se tornaram ao longo do último século uma importante plataforma de negócios para anunciantes dos mais variados segmentos e portes. A associação ao movimento olímpico possibilita a inovação de produtos e serviços, o relacionamento com consumidores e colaboradores, o aumento de vendas e a construção de marcas. Não é à toa que a vaga como patrocinador global, local ou até mesmo de fornecedor é extremamente disputada e cara — a cota principal pode chegar até US$ 300 milhões por ciclo olímpico.

Alguns anunciantes são aliados de longa data que construíram uma relação histórica com o Comitê Olímpico Internacional (COI). No entanto, nem sempre essa parceria foi uma realidade. A atuação de marcas com o COI se intensificou apenas alguns anos depois da Segunda Guerra, na década de 1950. A geração baby boomer, dos nascidos entre 1946 e 1964, causou um impacto econômico relevante e elevou o consumo e, por tabela, criou um período fértil para o marketing juntamente com o início das transmissões da competição pela TV, o que ampliou a exposição dos atletas.

olimpica

A Coca-Cola fez parte dessa história. A marca iniciou suas relações com o Movimento Olímpico em 1928, quando enviou mil caixas de refrigerante para a delegação americana em Amsterdã, na Holanda. Agora, no Brasil, uma parceira longeva se vê diante de um novo desafio: ser a ponte entre os Jogos e o público jovem. “Com a chancela do comitê, queremos trazer o espírito olímpico com uma linguagem inovadora para os adolescentes”, explica Flávio Camelier, vice-presidente da Coca-Cola para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Segundo o executivo, ter a Olimpíada no Rio é uma oportunidade de gerar conexão com o brasileiro independentemente de seu interesse pelo esporte. “Por isso, estamos lançando ações que não se limitam às pessoas que terão ingressos e entrarão nas arenas, mas que atingirão um público maior”, diz. É a primeira vez, por exemplo, que a marca terá um espaço fora do Parque Olímpico totalmente focado em jovens, a Parada Coca-Cola. No local, os visitantes poderão entender sobre ícones olímpicos, como as medalhas, por meio de uma parceria com a Casa da Moeda. “Os participantes poderão ver como foram produzidas e também tirar fotos da tocha com câmeras 360º”, conta.

O apoio à Rio 2016 ocorre também em um momento em que a marca vem ampliando seu portfólio com itens considerados mais saudáveis, como sucos. De acordo com Camelier, as ações envolvendo a Rio 2016 são, sem dúvida, importantes para que a marca expanda a comunicação e mostre seu portfólio completo. “Estamos ampliando a distribuição de embalagens menores por todo Brasil, algo que também foi feito no Revezamento da Tocha”, destaca. Outra ação de marketing de oportunidade transformou-se em uma das parcerias mais duradouras entre uma marca e a Olimpíada. Em 1968, durante os Jogos de Inverno em Grenolle, na França, a delegação norte-americana se queixava de saudades de casa e do cardápio a que estava acostumada.

O McDonald’s decidiu, então, enviar hambúrgueres e cheese-búrgueres aos atletas de seu país. Começou aí um envolvimento direto com os organizadores e, em 1976, quando o COI organizou o primeiro evento com permissão para empresas atuarem como patrocinadores, lá estava a marca. A Rio 2016 representa o aniversário de 40 anos desse relacionamento.

Para cuidar de sua presença na competição, a rede de fast-food convocou o executivo David Grinberg, que assumiu o cargo de diretor de comunicação em março, mas desde 2010 já atuava no projeto olímpico. Sua responsabilidade era liderar o planejamento estratégico e patrocínio dos dois eventos no Brasil (Copa do Mundo, evento no qual está presente desde 1994, e Olimpíada) e, para isso, houve muita troca de informações com os colegas que tiveram o mesmo trabalho em Londres 2012.

O modo de ativar o patrocínio envolve lançar mão da consistência do que é perene, melhorando a cada edição. Um exemplo é o programa infantil, que começou a ser realizado em Pequim 2008. Foram recrutadas crianças no mundo todo e elas tiveram a oportunidade de viver o lado B dos Jogos, conhecer a Vila Olímpica, bastidores e atletas. Em Londres, houve também clínicas com atletas, que deram aulas às crianças e compartilharam essa experiência em um blog. “No Brasil conseguimos melhorar o pacote. Além das ações de Pequim e Londres, permitiremos que as crianças tenham participação direta na cerimônia de abertura. Pela primeira vez, cem crianças do mundo todo (42 brasileiras) participarão”, adianta Grinberg.

Melhorar as ações também é orientação para o restaurante que a marca instala na Vila dos Atletas desde 1996. Neste caso, isso implica incrementar a operação, a disponibilidade de produtos e a gestão interna. Além disso, ele é utilizado no programa de motivação para funcionários, que têm a chance de atender personalidades como Usain Bolt e Michael Phelps. A seleção dos colaboradores faz com que a rede detecte quem são e onde estão os melhores. Segundo Grinberg, o evento como um todo é usado para endereçar alguns pontos estratégicos de planejamento: retenção de funcionários, recrutamento e seleção, um processo que começa um ano antes. Já a campanha com as crianças reforça o tipo de abordagem que a marca quer dar aos públicos de interesse, enquanto a incorporação da assinatura dos Jogos em todos os pontos de contato aumenta a associação da marca ao evento.

“Algo que aprendemos é: não adianta querer abraçar o mundo. Em eventos da natureza de Copa e Olimpíada é fácil perder o foco”, conta. A máxima de que “menos é mais” deu certo para a o McDonald’s. Com três grandes ações, a empresa foi a segunda mais lembrada pelo público brasileiro durante a Copa de 2014, ficando atrás somente da Coca-Cola, numa relação de 20 patrocinadores oficiais. E esse será o caminho para a Olimpíada. O legado para a marca? Para Grinberg, ela sairá do evento com a reputação fortalecida, pois deixará claro ao público que contribui com a comunidade e oferece a melhor proposta de valor. Além disso, poderá aumentar sua presença junto ao consumidor, melhorar a comunicação e conhecer ainda mais sua própria força de trabalho durante a atuação num evento extremamente complexo.

Outro parceiro de décadas do COI é a marca suíça Omega. Em campanha recente relacionada à Rio 2016, a cronometrista oficial dos Jogos Olímpicos resgatou sua relação com o COI por meio da frase “Recording Olympic Dreams Since 1932” remetendo ao início da parceria. A Omega esempenha a função oficial pela 27a vez na Rio 2016 — e, diferentemente de outros parceiros, está presente nas arenas pois a cronometragem faz parte da disputa. De acordo com a companhia, o principal objetivo é ampliar sua plataforma de inovação e evolução de produtos. “Temos 450 toneladas de equipamentos no Rio e poder mostrar a precisão de nossos produtos é construir um atributo de confiança importante”afirmou a empresa em comunicado. Para causar essa associação, a Omega criou três modelos especiais para a Rio 2016, que serão item de colecionador.

Amor materno

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Se o interesse do McDonald’s é falar à família, a Procter & Gamble, outro patrocinador global, elegeu a relação entre mãe e filhos como tema da sua comunicação olímpica. “A P&G mostra que quer ajudar muito a vida das mães, suas consumidoras, por meio de produtos de alta performance, porque assim elas têm tempo e qualidade de vida para ajudar seus filhos a desenvolverem seus talentos”, analisa Vanessa Silva, gerente de marketing da companhia no Brasil. A parceria da marca com os Jogos Olímpicos começou em 2010 e segue até 2020. A Olimpíada de Londres 2012, por exemplo, foi a plataforma de lançamento do novo propósito da companhia. Embora não faça lançamentos voltados aos Jogos Olímpicos, a P&G veste muitos de seus produtos com o símbolo olímpico, o que significa mais de 25 mil unidades distribuídas.

Outro ponto forte do patrocínio é poder desdobrá-lo junto aos seus parceiros do varejo. Até o momento foram 14 campanhas customizadas com redes como Droga Raia, Extra, Walmart e Guanabara. “Cobrimos 60% das lojas do Brasil”, diz Vanessa. As promoções — compra de produto e ganhe brinde ou compra de produto e concorra a ingresso — serviram para levar os Jogos para além do Rio. Tudo sob o controle rigoroso do COI, que aprova todos os materiais. “É o maior projeto multimarca que a P&G Brasil já fez”, revela Vanessa.

A campanha “Obrigado, mãe” recebeu u ma versão somente para o Brasil com a personagem da jogadora de vôlei. Além disso, as mães de quatro atletas patrocinados pela marca — Arthur Zanetti (ginástica), Jacqueline (vôlei), Ágatha (vôlei de praia) e Tiago Pereira (natação) — participaram de eventos e estarão juntas no Rio. A P&G também fará parcerias com alguns criadores de conteúdo, como o canal de humor Jacaré Banguela. Na capital fluminense, a multinacional terá salão de cabelereiros, para ativações das marcas de beleza, policlínica Oral-B, barbearia Gillette e até uma lavanderia de Ariel. Dentro da Casa da Família P&G, haverá o espaço P&G Experience, criado pela New Style, para o qual a companhia pretende levar 400 clientes. Nele, será montada uma loja ideal em realidade virtual. Coroando as ações, a companhia pretende entregar a todos os atletas olímpicos brasileiros uma carta de boa sorte escrita por suas mães.

Vitrine tecnológica

A sul-coreana Samsung começou sua experiência olímpica perto de casa, em Nagano, no Japão, em 1998. Já a realização dos Jogos no Rio de Janeiro tem sabor especial para a diretora de marketing da companhia no Brasil, a carioca Alessandra Barcala. Para a executiva, o patrocínio global aos Jogos está em sintonia com o posicionamento atual da empresa: “Meaningful progress comes from defying barriers” (“O progresso significativo vem do desafiar barreiras”). “A Samsung vem fazendo isso em tecnologia, com grandes lançamentos todos os anos, sempre querendo inovar muito mais e isso também é o espírito olímpico e dos atletas.

Eles não desistem nunca, estão querendo sempre se superar. Isso está superassociado com a marca e com o que a gente pensa em produto também”, diz Alessandra. O clima olímpico, por sinal, inspirou o lançamento de produtos: uma edição limitada do Galaxy S7 Edge e o Gear IconX, um fone de ouvido sem fio. Todos os atletas ganharão o S7 Olympic Edition, num total de 12,5 mil aparelhos. Além disso, 2.016 unidades numeradas serão vendidas, 777 delas atreladas a uma promoção na qual quem compra qualquer Galaxy S7 ganha um Gear VR e concorre à edição especial. O produto está sendo vendido na Alemanha, no Brasil, na China, na Coreia do Sul e nos Estados Unidos (a expectativa de vendas do IconX não é revelada).

Os lançamentos e a promoção são divulgados por campanha (TV aberta e paga, e mobiliário urbano) criada pela Leo Burnett Tailor Made, ações digitais, feitas pela Isobar, além de espaços chamados Samsung Studios, elaborados pela Cheil. O maior estará no Parque Olímpico (1.000 metros quadrados), mas também haverá áreas para experimentação dos produtos em São Paulo, Salvador e Porto Alegre.Balão de ensaios Marca líder e com atuação mundial, a Visa se aproximou dos Jogos pela primeira vez, em 1986, na edição de inverno no Canadá.

Também tem argumentos práticos ao seu negócio: ter o direito exclusivo sobre o evento como meio de pagamento, repassando direitos promocionais a clientes, como bancos (tem parcerias com o Bradesco, que é um patrocinador local), adquirentes e comércios, assim como em relação à venda de ingressos para as competições. “Todos podem falar seguindo uma série de regras do COI, mas de certa forma se apropriam dos eventos também”, diz Rodrigo Bocchicio, gerente de marketing da Visa e responsável pelos patrocínios da marca no Brasil. Mas as parcerias, embora privilegiem o Bradesco, não se restringem a ele. Banco do Brasil, Caixa e Panamericano são outros que têm cartões com a Visa. A empresa também lançou com o Bradesco a Pulseira Bradesco Visa, que está disponível exclusivamente no Brasil e será testada durante o evento mundial por cerca de três mil portadores selecionados. Eles poderão utilizar o equipamento em quatro mil pontos de atendimento. “Depois dos Jogos essa experiência terá continuidade com os emissores”, conta Bocchicio.

Outro produto que está sendo testado como meio de paga-mento é um relógio feito em parceria com a Swatch. Tanto a pulseira quanto o relógio usam a tecnologia de comunicação por aproximação (NFC). Os consumidores que não têm cartão Visa podem fazer emissão de um “pré-pago” eventual” para a compra de ingressos, o que acaba gerando à empresa uma base de dados com a qual poderá trabalhar depois.

O mesmo ocorre dentro das arenas. Outra inovação na Rio 2016 é que os atletas patrocinados pela Visa receberão um anel, também equipado com o sistema NFC, para fazer suas compras na cidade. “Estar associado a esse evento é estar associado a uma paixão das pessoas.Metade da população mundial acompanha a Olimpíada. É uma oportunidade de desenvolvimento de negócios quando temos algo novo para oferecer a nossos clientes”, avalia o executivo. Até o momento, mais de 34 iniciativas já foram realizadas ou estão em andamento, segundo ele, com 20 parceiros. As experiências em inovação de produtos e nos formatos de promoções também preparam a marca para os próximos eventos, como a Copa de 2018, na Rússia, e a Olimpíada de 2020, no Japão.

Mesmo não sendo uma parceira histórica dos Jogos, a GE, que está com o COI desde 2005 e mantém um contrato até 2020, vemaproveitando sua associação com o evento para ampliar a interlocução com o segmento B2C. “Apesar de a marca estar associada ao B2B, não existe na nossa estratégia de comunicação uma divisão. É uma coisa só. Claro que nosso intuito não é ter comunicação de massa, mas falar com um público mais abrangente do que somente empresas”, conta Pedro Alves, gerente de publicidade e comunicação digital da GE. A empresa dividiu sua estratégia de comunicação em três pilares: iluminação, saúde e energia, por meio de mais de 170 projetos espalhados na cidade do Rio de Janeiro. Dentre eles, a iluminação de 60% das arenas e campos olímpicos com lâmpadas de LED. “Apesar de o foco estar no Rio de Janeiro, a GE está mostrando que suas tecnologias estarão direta e indiretamente ligadas ao dia a dia, como nas turbinas dos aviões, nas transmissões televisivas e outros lugares”, explica.

Além de um manifesto lançado em 2015, que explicava a participação da GE na Rio 2016, a empresa desenvolveu uma websérie, lançada na terça-feira passada, 19, com os personagens Tíbio e Perônio, cientistas que fizeram sucesso no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura, durante os anos 1990. “É a primeira vez que os personagens vão retornar e serão cinco episódios que estarão no formato 360º no digital. Será nossa principal ação no período.” O primeiro episódio fala sobre câmeras de segurança e centro de pesquisa, o segundo sobre iluminação, o terceiro sobre patrocínio da canoagem brasileira, o quarto de saúde e, por fim, o último trata dos Jogos Paralímpicos.

Nos bastidores

O trabalho de alguns patrocinadores olímpicos não é visível para o grande público, mas isso não impede a realização de ações de ativação. Parceira mundial e companhia química oficial dos Jogos Olímpicos, a Dow concentra suas iniciativas em três frentes: investimentos em infraestrutura, ações de cobranding e mitigação decarbono da Rio 2016 — a primeira vez que o COI fez a compensação da emissão de gás carbônico via créditos de carbono foi em 2010, nos Jogos de Inverno de Vancouver. A empresa está envolvida em 20 projetos conectados com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, abrangendo desde tecnologias dentro do campo até a construção, transporte e infraestrutura da Vila Olímpica e da cidade-sede. Entre eles estão desde a instalação do gramado sintético nas áreas de competição de hóquei ao fornecimento dos materiais químicos de revestimento e construção utilizados no acabamento dos prédios que irão abrigar competidores de mais de 200 países.Guilherme Dias, líder comercial da Dow para os Jogos Olímpicos na América Latina, explica que ser um parceiro olímpico vai além de ações de comunicação para a empresa. “Usamos o esporte como um canal para a geração de negócios. Podemos explorá-lo para mostrar nossas soluções e nos comunicar com o mercado”, afirma, antecipando que o esporte também será usado após a Olimpíada para a ampliação da atuação da multinacional na América Latina.

Outra empresa que atua nos bastidores do evento é a Cisco. A empresa fornece infraestrutura para os Jogos e pretende utilizar a Rio 2016 para ampliar seu diálogo com o público em geral. “O projeto dos Jogos Olímpicos começou há mais de quatro anos, em Londres. Somos apoiadores oficiais para equipamentos de rede”, diz Eduardo Campos, diretor de marketing da Cisco Brasil. De acordo com o executivo, o patrocínio faz parte de um investimento estratégico de mais de R$ 1 bilhão da companhia no País, que inclui um centro de inovação inaugurado no Rio em 2013. “O patrocínio está num contexto muito maior de presença de marca e portfólio e também ajuda a ampliar nossa interlocução além do B2B”, destaca Eduardo.

Début

Embora tenha um histórico longo em patrocínios esportivos, a japonesa Bridgestone está inaugurando na Rio 2016 sua participação como patrocinador mundial do evento. Patrocinadora da Fórmula 1 de 1998 a 2010 e atualmente parceira da Fórmula Indy, a empresa tem uma divisão que vende de taco e bola de golfe, a bola de tênis e bicicleta.
Associar a marca à Olimpíada após estar presente em outros esportes há tanto tempo é, segundo Eduardo Corch, gerente de marketing da companhia no Brasil, um processo natural de mudança de estratégia de investimentos. “Fizemos uma migração de esportes automotores, saímos da F-1 e é natural procurar outro grande evento”, explica.
Também faz sentido o acordo assinado com o COI em 2014 com prazo até 2024, já que o Japão, sede da companhia, receberá os Jogos de 2020. No início do evento, dia 5 de agosto, a fabricante colocará no ar uma campanha global, feita nos Estados Unidos, com participação ativa da equipe local. O filme, segundo Corch, será bastante agressivo e positivo, e aumentará o brand awareness. A verba de marketing da companhia
subiu 40% este ano no País.

 

Fonte: Meio e Mensagem

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07/16

O grande dilema da publicidade brasileira: não cobramos pelo que fazemos e cobramos pelo que não fazemos. Para pensar.

A remuneração baseada apenas na comissão de mídia, mesmo que dentro das regras e regulamentada é um mal que fez com que o mercado publicitário nunca de fato pensasse de forma séria, estruturada e planejada sobre a sua forma de remuneração.

Mas pra que né? Desde 1993 não vivemos uma grande e longa crise no país como a que vivemos desde 2014 até agora. Pois bem, a montadora X, investia anualmente 250 Milhões em mídia. Em uma conta grosseira, 25 milhões direto pra agência. Média de 2 milhões por mês, que dá pra agência Y manter uma baita equipe de umas 40 pessoas só pra atender, muito bem a montadora X.

Aí chega a crise, a montadora X diminui sua verba anual pra 80 milhões ano. Aí a agência Y, passa a receber “apenas” 8 milhões pra realizar quase a mesma coisa. Média de 600 mil mês pra manter as mesmas 40 pessoas…opaaaaa…peraí montadora X, assim não dá, vamos pensar aí em um Fee mensal, algo pra melhorar essa conta.

Montadora X da de ombros e abre concorrência pra ir pra outra agência. Afinal a agência X nunca cobrou “nada” além da tal comissão de mídia. Essa é uma história de muitas acontecendo nesse momento.

Talvez essa crise faça o mercado publicitário pensar em coisas que nunca precisou pensar e todos saiam melhores disso. Talvez.

 

Marcelo Russo, publicitário, meu ex-aluno.

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COMENTÁRIO

Este problema brasileiro aconteceu com as agências de publicidade da Europa 20 anos atrás, ou um pouco mais. Surgiram os birôs (bureaux) de mídia, que compravam grandes volumes dos veículos e revendiam direto aos clientes por menos do que a tradicional comissão de mídia (que é de 15% nos Estados Unidos e Europa).

Resultado? As agências (mais muitas delas mesmo) encolheram e se transformaram em boutiques de criação, de planejamento e de produção. Agências com 10 a 15 bons profissionais e alguns estagiários.

Muitas se especializaram, como em business-to-business, por exemplo. Outras se segmentaram como digitais. E só as multinacionais mantiveram suas estruturas de agência com mais de 100 ou 200 profissionais.

Não sei o que vai acontecer no Brasil, graças à prostituição do mercado promovido pelas agências que não respeitaram a remuneração prevista em Lei  (raros países têm – ou tinham – isso).

Creio que caminharemos para as boutiques de criação, de planejamento, de produção, de mídia digital, e outras especialidades, com equipes mais enxutas e remuneração menor por parte dos anunciantes.

É o resultado da prostituição, mais do que da crise. Cobrassem as agências pela criação, pelo planejamento, pela produção e a normal comissão de mídia (que se reduziria com a redução da verba), este problema não teria se ampliado e a comissão de 20% c0ntinuaria a ser paga pela veiculação da criação da agência.

Como disse, não sei o que vai acontecer, mas que não vai continuar como era, tenho quase certeza de que não vai.

Devo ressaltar, no entanto, que pela sua qualidade, algumas agências continuarão a ser bem remuneradas (não importa se comissionadas ou por fee mensal).

É a velha questão de possuir valor ao invés de vender preço.

 

JJ

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07/16

Humor da sexta.

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07/16

LG promove concorrência. Conta de R$100 milhões.

A empresa de origem coreana LG está realizando processo concorrencial para definir um novo fornecedor de serviços de comunicação publicitária. São cinco agências envolvidas, mas a fonte do PROPMARK só tem conhecimento da própria Y&R, que detém o negócio há aproximadamente seis anos, e da Africa, do Grupo ABC/Omnicom. A verba envolvida é superior a R$ 100 milhões para o período de um ano.

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07/16

Samsung amplia vantagem contra a Apple.

Samsung amplia vantagem sobre Apple no mercado de smartphones

A Samsung ampliou sua vantagem sobre a rival Apple no mercado mundial de smartphones no segundo trimestre, segundo dados divulgados nesta quinta-feira por duas pesquisas do setor.

A sul-coreana comercializou 77 milhões de smartphones, 5,5% a mais do que no segundo trimestre de 2015, alcançando uma parcela de mercado de 22,4%, afirmou a consultoria de pesquisa IDC.

Já as vendas de iPhones caíram 15% no mesmo período, o que deixa a Apple com 11,8% do mercado mundial do setor.

A Samsung está em plena ascensão desde que os modelos Galaxy S7 e Edge S7 foram colocados à venda, disse a IDC.

A Apple, apesar do lançamento do iPhone SE, não conseguiu manter seu ritmo e relatou vendas mais fracas em comparação a um ano.

Uma pesquisa realizada pela Strategy Analytics apresentou uma estimativa parecida com a IDC, dando à Samsung uma fatia de mercado de 22,8% e à Apple 11,9%.

Neil Mawston, diretor-executivo de Strategy Analytics, disse que os lucros da Samsung podem crescer ainda mais neste ano.

“Com os rumores de que o novo modelo Galaxy Note 7 pode estar a caminho, a Samsung poderá fortalecer sua liderança nos smartphones na segunda metade do ano”, disse Mawston. “O novo modelo iPhone SE da Apple foi capaz de frear essa tendência”, comentou.

Fonte: Istoé

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07/16

Das 10 celebridades campeãs de comerciais, sete são mulheres.

Marina-Ruy-Barbosa

As mulheres dominaram os intervalos comerciais da televisão brasileira no primeiro semestre de 2016. Levantamento realizado pelo Controle da Concorrência aponta que, entre as dez celebridades que mais apareceram em campanhas publicitárias televisivas de janeiro a junho deste ano, sete são mulheres.

A atriz Marina Ruy Barbosa lidera o ranking das celebridades preferidas das marcas. Considerando todos os tipos de formatos publicitários na TV (comerciais, vinhetas, etc), a ruiva apareceu na telinha em 4449 inserções. Marina foi a protagonista de campanhas do Laboratório Genomma, da P&G e da própria Rede Globo.

Em segundo lugar no ranking do Controle da Concorrência ficou a cantora Claudia Leitte, que apareceu em 2712 inserções durante os seis primeiros meses do ano. A cantora emprestou sua imagem para campanhas do Amigos do Bem, Jequiti Cosméticos, P&G e Sky. O pódium é completado por outra mulher. A atriz e modelo Aline Riscado, que ficou conhecida pela personagem “Verão” nos comerciais da Itaipava, apareceu na telinha em um total de 2367 inserções para a marca de cerveja.

As apresentadoras e jornalistas Marília Gabriela e Fátima Bernardes, a cantora Ivete Sangalo e a modelo Gisele Bündchen completam a lista de mulheres que mais apareceram em campanhas publicitárias televisivas no primeiro semestre do ano. A ala masculina do ranking foi representada pelo jogador Neymar (que aparece na sétima posição, mas lidera em quantidade de marcas para a qual emprestou sua imagem: sete), a dupla Zezé di Camargo e Luciano e o humorista Marcos Veras.

No ano passado, a campeã do ranking das celebridades em comerciais foi a übermodel Gisele Bündchen. De janeiro a novembro, a bela exibiu seu rosto em mais de oito mil inserções na TV.

Veja o ranking do Controle da Concorrência relativo ao primeiro semestre de 2016.

Controle-da-Concorrencia-Semestre

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07/16

Ministério Público ameaça banir WhatsApp e Facebook do Brasil.

O WhatsApp e o Facebook estão na mira do Ministério Público Brasileiro e do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, que divulgaram nota técnica nesta quinta-feira (28) alertando para a importância de provedores de internet e aplicativos cooperarem com as autoridades responsáveis no combate à prática de crimes como tráfico de drogas, pedofilia e mesmo terrorismo no país.

As empresas estrangeiras estariam operando em descumprimento à legislação brasileira, inviabilizando investigações. Os bloqueios judiciais temporários são uma espécie de último recurso na tentativa de se chegar a um acordo com as companhias. Se elas não se adequarem, arriscam não poder operar no Brasil.

“Diferentemente do que alegam, as empresas de aplicativos de Internet, como Facebook e WhatsApp, não colaboram de forma plena e efetiva, conforme exigem as leis brasileiras, nem manifestaram real disposição para negociar caminhos efetivos para o fornecimento imediato de dados determinados por ordem judicial. Uma vez que essas empresas se negam a cumprir as normas brasileiras, fica configurada a inadequação do serviço por elas prestado no país”, diz a nota.

“Se uma empresa estrangeira não respeita a legislação brasileira, exauridas todas as etapas de negociação, poderá não mais operar no país. É preciso atender aos requisitos legais já pré-estabelecidos pelo Marco Civil da Internet. É importante preservar a privacidade dos usuários de serviços de internet no país, a legislação garante isso”, explicou o promotor Fabrício Patury, promotor do MP estadual da Bahia.

De acordo com a procuradora regional do MPF Neide Carvalho, WhatsApp e Facebook, ao contrário do que afirmam, não colaboram com as autoridades e descumprem uma série de exigências da legislação.

Queda de braço

O Facebook, dono do WhatsApp, tem enfrentado várias ações judiciais no Brasil. Nesta semana, a Justiça Federal do Amazonas determinou o bloqueio de R$ 38 milhões das contas da rede social no Brasil em razão de a companhia não ter cumprido decisão anterior – a Justiça mandou a companhia repassar informações sobre cadastros de usuários da rede e também mensagens trocadas no WhatsApp para investigações, porém não foi atendida. O Facebook já afirmou que vai recorrer.

Semana passada, o WhatsApp chegou a ficar bloqueado em todo o país por conta de um pedido semelhante, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, que solicitava que usuários do aplicativo fossem “grampeados” e tivessem as mensagens trocadas pelo app repassadas em tempo real para a polícia.

O bloqueio acabou suspenso por uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Em sua decisão, o ministro afirmou que não existem dados e estudos concretos que assegurem a possibilidade de execução da medida determinada pela Justiça carioca.

A polêmica em torno da interrupção do WhatsApp começou em fevereiro de 2015 por causa de uma decisão da Justiça do Piauí, que tentou bloquear o serviço.

Juízes de São Bernardo do Campo (SP) e de Sergipe chegaram a tirar o aplicativo do ar, em dezembro de 2015 e maio deste ano, respectivamente. Nos dois casos, o bloqueio foi revogado depois de decisões de instâncias superiores.

Fonte: Gazeta do Povo

COMENTÁRIO

Comentar o quê? 

O Brasil quer controlar as redes sociais…ao mesmo tempo que os políticos querem controlar a Justiça.

É um samba do crioulo doido…

JJ

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