09
02/16

Anúncio de merda.

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Fonte: Macaco Simão

07
02/16

Bom domingo

06
02/16

Recesso de Carnaval.

Este Blog estará em recesso de Carnaval, do dia 6 ao dia 10 de fevereiro.

Obrigado pela compreensão.

JJ

05
02/16

Queda do PIB será maior…

O Itaú informou nesta sexta-feira, segundo o Estadão, que revisou sua previsão de queda do PIB em 2016 de 2,8% para 4%.

Feliz Carnaval.

O ANTAGONISTA

05
02/16

Live marketing: a bola da vez.

A indústria mundial de marketing e comunicação é imensa, movimentando bilhões de dólares anualmente e, apesar de eventuais ciclos adversos, continua a crescer. São agências de publicidade, planejamento e compra de mídia (que não existem no Brasil), marketing direto, empresas de serviços como fulfilment, call centers, especialistas em data base management, promoções, eventos, patrocínios, marketing esportivo, entretenimento, design, relações públicas, digital, social media, branding, pesquisas de mercado, brindes, shopper marketing, mobile communications, conteúdo, etc. – além de novas disciplinas que surgem a cada dia, fruto da tecnologia ou da criatividade de empreendedores ao redor do mundo. Tudo para atingir, envolver, emocionar e persuadir com eficácia crescente o consumidor das marcas de produtos e serviços dos clientes anunciantes. Afinal, o consumidor é o grande senhor do fato econômico, é para ele que trabalhamos e é a ele que devemos dedicar nossos esforços e render nossas homenagens.

Esse fabuloso mercado experimentou um enorme movimento de consolidação nas últimas décadas através de fusões e aquisições, que deram origem a um pequeno número de grandes conglomerados multinacionais que, pelo seu contínuo crescimento, parecem estar satisfazendo os clientes que passaram a dispor de recursos maiores e coordenados, tanto local, regional como globalmente.
Na busca de crescente cobertura e escala de operações, estes grupos colocaram o Brasil no radar e assentaram suas baterias em direção ao nosso país.

Resultado:
O mercado brasileiro de agências de publicidade praticamente já se consolidou na órbita dos grandes grupos globais de comunicação: apenas duas agências permanecem independentes entre as 20 maiores, e ninguém sabe até quando.
A febre do digital também andou atraindo o apetite dos compradores, e hoje já não existem muitas opções consolidadas disponíveis no mercado.
Relações públicas também presenciou recentes aquisições e comenta-se que outras estão em andamento. Afinal, o Braail é o terceito mercado do mundo de RP, atrás apenas dos Estados Unidos e da Inglaterra, e por aqui ainda há muito por fazer neste setor.

Live marketing, por suas atividades de ativação, promoções, eventos e shopper marketing, entre outras, está agora na crista da onda e estão pintando oportunidades de fusões e aquisições.
Como aproveitar esta onda?

Para o empresário, o dono ou cotista da agência, é o momento mágico e único de capitalizar o esforço dispendido durante anos na criação de uma empresa e de uma marca, o seu ativo.

Para o profissional, talvez seja a porta que se abre para o seu aprimoramento, através do acesso a novos conhecimentos e experiências, novas tecnologias e possibilidades de desenvolver carreira no mercado global.

Na minha opinião, o timing á agora para pensar seriamente num movimento nessa direção, já que o interesse existe. Como dizem meus conterrâneos gaúchos, quando o cavalo passa encilhado há que montar…

Nesse momento, é muito arriscado entrar no processo sem apoio profissional, já que o objetivo é maximizar os ativos em jogo, tanto empresariais como pessoais e profissionais.
nesse tipo de processo, a primeira pergunta que surge é: quanto vale minha agência neste processo de avaliação, existem fatores de prêmio e fatores de desconto.

Fatores de prêmio: reputação, clientes blue chips, propriedades exclusivas (tecnológicas, de conhecimento, de sistemas, de processos), contratos de longo prazo com os clientes, posicionamento único ou destacado, qualidade do management e do staff, seu comprometimento com a agência, plano de sucessão, posição no ranking de receita, margem, crescimento contínuo da receita e da lucratividade, projeções saudáveis e sustentáveis, plano de sucessão, ausência de contingências fiscais e trabalhistas, etc.

Fatores de desconto: exagerada alavancagem, inadequado gerenciamento financeiro, saldo de caixa insuficiente, contingências legais, fiscais e trabalhistas, margens erráticas, inconsistentes e insustentáveis, ausência de plano de sucessão, idade dos vendedores, excessiva dependência de um só cliente, fraco posicionamento e estratégia, foco difuso, etc.

Da análise profunda de todos estes fatores surge um valor para a empresa, seu good will. É neste momento que os sócios devem decidir se vão em frente ou não, para que depois se possa analisar os fatores intangíveis ( química pessoal, cultura e filosofia empresarial) dos futuros parceiros em potencial de uma possível fusão ou venda de parte dos ativos, se esta equação futura poderá gerar um equação 2+2= 5 , pelo menos, pelos efeitos sinérgicos operacionais e de aceleração do crescimento que poderá trazer.

Operações deste tipo são demoradas, há que ter paciência e determinação. E fazer o trabalho de casa bem feito, para que se possa obter o máximo proveito presente e futuro de uma eventual transação e para que o day after seja produtivo desde o início.

O momento de uma fusão ou venda é mágico e único. Não se repetirá. Portanto, há que ser cercado do maior profissionalismo possível. Os empresários que pensam nessa possibilidade antes do outros, e se preparam convenientemente para ela, sempre tem maiores chances de êxito, de fazer um melhor negócio.

Flávio Corrêa (Faveco), publicitário

05
02/16

As 22 Leis do Marketing, por Al Ries.

A maioria das pessoas estariam de acordo em que, com o marketing, pode se conseguir qualquer objetivo se você é o suficientemente enérgico, criativo e se tem o tempo e dinheiro necessários.

Porém, se são violadas as 22 leis do marketing – seja de forma intencional ou não – um plano de marketing esteja condenado ao fracasso, sem importar nada do que se tenha feito, nem os recursos que tenha utilizado.

Em essência, as 22 leis especificam o que funciona e o que não no marketing; os expertos em marketing e os gerentes em geral podem aprender estas leis e trabalhar dentro desta estrutura, ou as leis automaticamente trabalharão contra eles. 

 

Lei Número 1: Liderança

 

Sempre é melhor ser o primeiro no mercado do que esperar para fazer o lançamento de um produto melhor.Sempre existe uma vantagem em ser o primeiro nos negócios e isto é essencialmente certo no marketing. É muito mais fácil conseguir penetrar primeiro na mente de alguém, do que convencê-lo posteriormente, que o produto que você oferece agora é melhor do que o outro, que já está fixado na sua mente.As razões:

1.- Existe uma tendência natural no homem de permanecer com o que já tem.

2.- A primeira marca em fazer o lançamento tem geralmente mais oportunidade de se converter num termo genérico para essa categoria de produto, tornando o caminho ainda mais difícil para a concorrência.

Mesmo assim, a maioria das empresas seguem a estratégia do “melhor produto”, esperando por evidências da existência de um novo mercado, para desenvolver um melhor produto do que os dos seus concorrentes.

Um enfoque mais produtivo seria investir o tempo tentando desenvolver toda uma categoria completamente nova.

 

Lei Número 2: A Categoria

 

Se é imposivel ser o primeiro numa categoria, deve-se inventar uma nova e assim conseguir ser o pioneiro no mercado.Encontrar uma nova categoria não é tão dificil como poderia parecer. Existe um grande número de formas diferentes para ser o pioneiro, porque os clientes potenciais têm a mente aberta quando de novas categorias se trata.O “novo” é muito mais atraente que o “melhor”. É mais importante pensar em categorias do que se preocupar pelas marcas; muitas vezes, os consumidores estão na defesa das suas marcas preferidas, mas estão abertos a novos produtos de uma categoria totalmente diferente.

Por isso, a melhor estratégia de marketing é ser o primeiro no mercado dentro de uma nova categoria e promover tal categoria intensivamente. Em essência, não haverá concorrência, e seu marketing pode enfocar-se em promover as razões para comprar um produto nessa categoria; em outras palavras, comprarão o seu por ser o único que pode fornecer um produto desse tipo.

 

Lei Número 3: A Mente do Consumidor

 


É melhor ser o primeiro na mente do consumidor, do que ser o primeiro no mercado.
Ser o primeiro na mente do consumidor é o objetivo principal do marketing. Ser o primeiro no mercado é importante, simplesmente porque facilita a localização do produto na mente do consumidor, antes que qualquer um outro o faça.O marketing é uma batalha de percepções, não de produtos. O que pensem os clientes potenciais é mais importante do que o que ocorre num determinado momento no mercado. Uma vez que a mente de uma pessoa esta estruturada e predisposta, não pode ser mudada.

É por isso que entrar explosivamente na mente do consumidor á a forma mais eficiente e produtiva de fazer marketing. Se você o faz em forma delicada e imperceptível, é pouco provável que cause o impacto suficiente como para ser notado.

O método convencional de marketing é gastar muitíssimo dinheiro para se posicionar na mente do consumidor. Porém, se você trabalha com uma mente aberta, inclusive uma pequena quantidade de dinheiro pode ser altamente eficiente.

A idéia de que gastar mais dinheiro é a resposta a todas as interrogantes do marketing é incorreta. As vezes, os grandes orçamentos podem conseguir um êxito grandioso; mas outras vezes fracassam. Dai que conseguir mentes abertas deve ser o objetivo fundamental.

 

Lei Número 4: Percepção

 

O marketing nunca é uma batalha de produtos, mas sim de percepções.Contrário à opinião popular, o melhor produto não sempre consegue a maioria do mercado a longo prazo. Acreditar que o melhor produto vence sempre é uma ilusão, por uma simples razão: decidir qual é o “melhor” produto está baseado numa apreciação subjetiva, não em processos científicos.Os produtos com mais êxito se enfocam em criar a percepção correta na mente do cliente potencial. A maioria das pessoas formarão suas percepções baseados na sua breve experiência com o mesmo; muitas vezes, inclusive, baseados na experiência de outros. Com esta pouca informação, os consumidores criarão uma verdade universal.

Os especialistas em marketing que não compreendem essa lei, vêem seu produto como o herói da sua iniciativa de marketing e investem muito tempo e recursos fazendo comparações objetivas, para demonstrar que seu produto é superior a todos os outros disponíveis no mercado.

 

Lei Número 5: Enfoque

 

A chave do êxito em marketing é encontrar uma forma eficiente de fixar uma palavra na mente do cliente potencial.A lei do enfoque sugere que o marketing é como um vidro de aumento – usa-o para enfocar suas mensagens até que “o queima” na mente do cliente potencial, vinculando-o a seu produto com uma só palavra o conceito. Se o consegue, o cliente potencial pensará em seu produto ou serviço cada vez que a escute. Para encontrar essa palavra ou conceito, lembre-se que:

- Quanto mais simples, melhor.

- Quanto mais curto e preciso o enfoque, mais amplo será seu alcance.

- As palavras mais eficientes estão orientadas para o beneficio.

No marketing sempre é mais efetivo enfocar-se numa palavra ou beneficio, e enfocar nela tudo o que a empresa faz.

 

Lei Número 6: Exclusividade

 

Duas companhias não podem ter a mesma frase ou palavra na mente do cliente.Se um concorrente já é dono de uma frase ou palavra, não tente de usá-la; encontre alguma coisa diferente e única. Se você tratar de roubar a frase ou palavra do seu rival, seus esforços de marketing acabarão reforçando a posição do seu competidor.Alguns especialistas propõem que se você gasta muito dinheiro poderá conseguir a idéia que outro já possui. Mas, é claro que isto acaba sendo uma perda de recursos; as pessoas não gostam de mudar de idéia e só o farão ocasionalmente.

 

Lei Número 7: A Lei da Escada

 

A estratégia de marketing que deve utilizar isto depende do degrau que você ocupe na escada.Imagine a escada de percepções da sua indústria na mente do seu cliente potencial: que companhia é percebida como a número um no seu campo? Qual é a número dois? Qual é a número três?Uma vez que conheça a hierarquia, pode variar sua estratégia para se aproveitar da sua posição atual – em lugar de pensar que merece a posição número um o tempo todo.

Em certas categorias de produtos (como automóveis ou pro-dutos de uso diário), a escada pode ter sete degraus; em outras categorias, a escada pode ter só dois ou três.

Uma estratégia de marketing eficiente controla sua posição atual de forma realista, utilizando-a para um melhor resultado. De outra forma, poderia perder muitas oportunidades.

 

Lei Número 8: Dualidade

 

A longo prazo, toda batalha de marketing se converte numa carreira de só dois competidores.Para as novas categorias de produtos, regularmente existem vários degraus na escada; porém com o passo do tempo, se converte inevitavelmente numa luta entre dois competidores principais.Sob esta premissa, as companhias que não dominam suas indústrias, deveriam trabalhar duro para estabelecer-se a si mesmas na segunda posição. Isso as posicionará de forma vantajosa para os anos que virão.

As empresas que não tenham forma de chegar à posição número um ou dois nas suas indústrias, deveriam enfocar-se então nos públicos que possam abarcar de forma rentável.

Conforme passa o tempo e as indústrias amadurecem, os consumidores sabem qual é a marca mais exitosa; caem na armadilha de acreditar que o marketing é uma batalha de produtos, e não de percepção, por isso os consumidores pensam que existem boas razões pelas quais as marcas líderes vendem mais. Estabelece-se um círculo que se auto-alimenta.

 

Lei Número 9: O Contrario

 

Se o que você procura é o segundo lugar na indústria, a melhor estratégia está determinada pelo líder da mesma.Um número dois eficiente analisa as fortalezas do líder e se posiciona para oferecer o contrário. Desta forma, rouba negócios a todos os outros concorrentes.Ao oferecer o contrário do que oferece o líder, o número dois se apresenta ante o mercado como a opção para aqueles que, por uma razão ou outra, preferem não fazer negócios com a empresa número um. Esta tática é muito melhor do que tentar emular ao líder.

Sempre será mais produtivo ser diferente do que ser melhor. Na maioria das categorias de produtos, a batalha do marketing fica então entre “a velha marca confiável” e “a marca nova”.

 

Lei Número 10: Divisão

 

Com o tempo, a maioria das categorias se dividem em muitos segmentos e cada um começa a agir como uma categoria.Cada novo segmento terá uma razão fundamental para existir, um líder do mercado e uma dinámica de marketing completa-mente diferente.Freqüentemente, o líder do mercado em cada segmento será diferente do número um na categoria –a menos que o líder da categoria desenvolva com êxito uma nova marca para cada segmento que surja.

Exemplo: Uma categoria começa como uma entidade por si mesma, como é o caso dos computadores. Com o tempo, a categoria se divide em outros segmentos: servidores, computadores pessoais, estações de trabalho, mini- computadores etc. Cada segmento é uma entidade diferente e separada; cada uma tem sua própria razão de ser.

 

Lei Número 11: Perspectiva

 

Os resultados dos planos de marketing só podem ser apreciados a longo prazoEm muitas iniciativas de marketing, os resultados obtidos a curto prazo serão contrários aos de longo prazo.

Exemplo: Fazer descontos gerará vendas a curto prazo; mas com o tempo, isto acaba ensinando aos consumidores que nunca deveriam comprar a preços “regulares”. (O mesmo aplica para cupões, programas de descontos e outros incentivos).

 

Lei Número 12: Extensões de Linha

 

Existe a irresistível tentação de estender o patrimônio de uma marca exitosa a campos não relacionados com ela.Invariavelmente, qualquer companhia que seja muito exitosa, começa a pensar que pode conseguir o mesmo em qualquer outro campo de negócios da sua escolha. Quando isto ocorre, a empresa acaba se debilitando, já que tenta ser tudo para todos; em vez de ficar enfocada no que sabe fazer.Por isso, estender a linha – colocar uma marca exitosa num outro campo não relacionado com sua categoria original – quase nunca funciona na prática. A idéia parece interessante, mas a realidade é que o marketing é uma guerra de percepções.

Com isto na mente, a gerência de toda companhia deveria notar que:

Mais é menos: quanto mais produtos tenha uma empresa, acabará ganhando menos dinheiro.

Menos é mais: para triunfar, as melhores companhias limitam seu enfoque, até que constróem uma forte posição na mente do cliente potencial.

 

Lei Número 13: Sacrificio

 

Você deve deixar todas as opções do lado e se enfocar numa coisa só, para conseguir algo importante.As companhias que tentam fazer tudo, no final não fazem na-da. Usualmente, há três coisas que uma companhia deve sacrificar para progredir:

1.- Oferecer uma linha de produto completa: as companhias com muitos rubros são sempre débeis enquanto aquelas que se especializam, triunfam.

2.- Enfocar-se para ampliar uma marca: tentar servir a um público muito amplo não é produtivo para ninguém. As companhias obtêm maiores benefícios quando deixam de comprazer a todos e se enfocam num segmento especifico.

3.- A necessidade de fazer constantes mudanças de estratégia: as companhias que mudam suas estratégias de marketing de vez em quando, para pegar o que está de moda no momento, acabam desatinando – ninguém entende sua razão de ser.

Se uma empresa não está preparada para fazer esses sacrifícios, nunca sairá adiante com seu negócio.

 

Lei Número 14: Atributos

 

Por cada atributo utilizado no marketing, há um atributo contrário do que o outro pode usar eficientemente.Para triunfar no marketing, você precisa de uma palavra ou atributo ao redor do qual enfocar seus esforços, dito numa palavra, que possam fixar na mente do cliente potencial.Para conseguir a palavra certa, descubra que palavra já possui o líder do marketing e faça completamente o contrário.

A razão desta tática é obvia. E muito difícil triunfar deslocando o líder do mercado; por isso, você deve se concentrar em servir a qualquer segmento do mercado que o líder ignore. Nesse segmento, sempre haverá suficiente espacio.

Quanto mais êxito tenha ao dramatizar o valor do atributo que selecionou, maior porção do mercado você conseguirá obter.

 

Lei Número 15: Sinceridade

 

Sempre que admita algo errado no seu marketing, o cliente potencial aceitará esse reconhecimento positivamente.Por que uma dose saudável de honestidade é tão refrescante no marketing?

1.- Porque é inesperado.

2.- Porque as pessoas abrem instintivamente suas mentes aos problemas, e as fecham firmemente ante as manifestações positivas.

3.- Porque todos somos cuidadoso ao falar com um vende-dor, e que este admita uma negativa é muito esquisito.

As companhias inteligentes admitem uma negativa do seu marketing e depois a convertem em algo positivo. Porém, isto deve ser tratado cuidadosamente. O cliente potencial deve se sentir de acordo instantaneamente com a negativa, ou só conseguirá confusão; ao mesmo tempo, o marketing terá que se mover rapidamente para o positivo, antes de que o beneficio de ter admitido o fato se perca.

 

Lei Número 16: Singularidade

 

Em toda situação de marketing, existe sempre uma movida que abrirá a porta do êxito substancial.Trabalhar um pouco mais duro na execução de uma estratégia pouco eficiente não produz resultados. Em quase toda situação, existe uma movida que leva a empresa a resultados espetaculares. O desafío esta em encontrá-la e explorá-la.A maioria dos seus competidores terão um ponto débil; o enfoque do seu marketing deveria estar em explorar essa debilidade e não em tentar combatê-los onde são mais fortes.

Da mesma forma que no mundo militar, o desafio é encontrar a direção por onde poderia vir um ataque inesperado. Os gerentes de marketing mais eficientes são aqueles que sabem de uma vez o que ocorre no mercado. Eles estão sempre atentos, observando o que funciona e o que não com a marca.

 

Lei Número 17: Incerteza

 

Só se você estiver fazendo ou desenhando o plano da concorrência, o futuro sempre será imprevisível.Os planos de marketing devem fazer suposições sobre o futuro. Isto significa que deve considerar a possibilidade de equivocar-se, particularmente pelo fato de que a reação da concorrência não pode ser antecipada.Como o futuro não pode ser previsível com certeza:

1.- Estude pelo menos as tendências gerais: deve evitar tirar conclusões sem garantia ou extrapolando demais.

2.- Evite assumir que o futuro será uma repetição do passado ou do presente.

3.- Pense e antecipe o que fará se alguma coisa totalmente inesperada ocorre.

4.- Faça que sua organização e planos sejam flexíveis, para assim poder responder às mudanças que ocorram.

 

Lei Número 18: Êxito

 

O êxito nos negócios quase sempre leva à arrogância, o que na maioria das vezes leva ao fracasso.As pessoas com êxito tendem a perder a objetividade e seguem suas preferências pessoais, em vez do que dita o mercado. O mesmo ocorre com os especialistas em marketing – deixam de fazer o que os fez triunfar num princípio (como obedecer as leis básicas do marketing) e começam a fazer marketing de todo tipo de produtos.Por essa razão, se não se é cuidadoso, pode-se acabar com um êxito imediato e com um fracasso a longo prazo. Isto é possível que ocorra quando você mais se identifique pessoalmente com sua marca ou o nome da corporação.

Os especialistas separam seu ego do seu trabalho; em vez de tratar de impor seu ponto de vista aos outros, tentam colocar-se no lugar dos seus clientes. Eles tentam, pensam e reagem da forma que o cliente potencial o faria quando se enfrente com uma oferta feita pela companhia.

O marketing é o sangue de toda companhia. Os gerentes precisam estar atentos e encontrar precisamente o que está ocorrendo no mercado.

A informação de fontes não muito fidedignas não é simples-mente a segunda melhor opção pode ser fatal para o futuro financeiro de uma corporação. Reuna sua própria informação do mercado diretamente, não filtrada através de outros.

 

Lei Número 19: Fracasso

 

O fracasso no marketing deve ser esperado e aceito.Cometer um erro e não admiti-lo é uma movida errada na sua carreira. Em marketing é melhor admitir os erros a tempo e reduzir as perdas, em vez de deixar que a situação continue de forma indefinida.Ninguém em marketing acertará sempre. O truque consiste em separar o efeito sobre a carreira de quem toma a decisão, daquilo que é melhor para a companhia.

Se a sua agenda pessoal tem uma prioridade menor que a da corporação, aceitar-se-ão riscos razoáveis; se estas prioridades estão invertidas, ninguém tentará inovar por medo ao impacto negativo nas futuras aspirações profissionais.

A melhor forma de controlar este tipo de conflitos é manifestá-los abertamente; dessa forma, os conceitos tem a oportunidade de ser julgados por seus próprios méritos, e não nos termos de quem será beneficiado.

 

Lei Número 20: Exageração

 

A situação real com qualquer plano de marketing é freqüentemente o contrário do que se reporta.Quando as coisas marcham bem numa companhia, devem estar muito ocupados para da entrevistas à imprensa ou exagerar sobre a empresa. Esse tipo de atividades só ocorrem quando as vendas da empresa estão lentas.É por isso que não deve acreditar no que dizem os artigos de primeira página gerados pela maquinária de relações publicas; em vez disso, preste atenção aos pequenos indícios ocultos sobre o que ocorre no mercado.

Alguns dos maiores produtos da história, incluindo o computador pessoal e o fax, tiveram vendas muito lentas no começo e atraíram uma pequena cobertura. Pelo contrário, alguns dos conceitos mais exagerados nos negócios – como o telefone com vídeo e o escritório computadorizado – falharam na sua materialização.

Existe uma grande diferença entre capturar a imaginação do público e revolucionar o mercado.

 

Lei Número 21: Aceleração

 

Os planos de marketing bem sucedidos se constróem com base nas tendências, não com base nas modas passageiras.As modas passageiras são ocorrências a curto prazo, enquanto que as tendências seguem presentes ao longo do tempo. Os problemas ocorrem quando as companhias se aceleram e atuam como se as modas fossem tendências.Sempre que um negócio estiver crescendo rapidamente, trate-o como uma moda. Desestime um pouco a demanda, para provar sua fortaleza. Se é uma tendência a longo prazo, continuará seu curso com força; se é uma moda, seria incapaz de manter-se por muito tempo.

Ignore as modas; se você vai prestar atenção nelas, faça-o só com fins acadêmicos. Evite comprometer recursos financeiros para tentar satisfazer a demanda gerada pela moda. Num abrir e fechar de olhos haverá se sobreexcedido e quando a moda passe, você terá pessoal, plantas de manufatura e um canal de distribuição que excederam o volume de negócio que você pode gerar. O resultado será que sua companhia se estará dirigindo a uma estrepitosa comoção financeira.

 

Lei Número 22: Recursos

 

Uma boa idéia não decolará sem os recursos adequadosMesmo o melhor ideal do mundo não chegará muito longe se os recursos não estão disponíveis para conseguir penetrar efetivamente na mente do consumidor potencial. Precisa de dinheiro para chegar lá, e muito dinheiro para permanecer aí.Alguns mitos sobre o dinheiro:

As grandes companhias estão famintas de idéias ino-vadoras: na realidade, a competência interna é tão intensa que poucas idéias externas chegam a ser aceitas. É melhor tentar com uma pequena companhia.

Os capitalistas de risco têm toneladas de dinheiro disponíveis: isso em é parte certo, mas eles só financiam uma insignificante porção das proposições que lhes são apresentadas. Precisará de sorte se toma este caminho –assim como precisará de vontade para dar de presente uma boa parte da sua idéia.

A publicidade custa menos que o marketing: isto pode ser certo em ocasiões, mas não existe tal coisa com um “almoço grátis”; sempre haverá falta de dinheiro para que as coisas funcionem.

O rico continua sendo mais rico porque tem os recursos para levar suas idéias às mentes dos clientes potenciais.

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Fonte: Resumindo.com

05
02/16

Smartphone é essencial na hora das compras. Pode ser, para quem sabe usar.

O controle de gastos é essencial em tempos de economia em depressão, como vem ocorrendo com a brasileira. E os smartphones, usados por cerca de 70% da população, podem ser decisivos na hora de pesquisar preços e identificar promoções em andamento. O índice popsynergy, coordenado pela agência nova/sb, mostra que além de ligações, acesso às redes sociais e verificar mensagens, o device ganhou musculatura na hora dos consumidores exercerem a decisão de compra.

A agência contratou o instituto Ilumeo, que ouviu cerca de 7.500 pessoas entre novembro de 2014 e novembro de 2015, constatando que 35% dos cariocas e 34% dos paulistas recorrem a esse instrumento “para reduzir gastos na procura de preços antes e na hora da compra, o que o ajuda a evitar erros”, como interpreta Sérgio Silva, diretor de planejamento da agência.

Halfpoint/Shutterstock

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Mas não é apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo que o fenômeno se concentra. Ele se espalha por todo o território nacional. No Paraná, Goiás e Santa Catarina, 32% trocam informações com familiares e formadores de opinião da sua cadeia de relacionamento antes de formalizar um negócio. Em Brasília e Bahia, são 31%; Pernambuco, 30%; Minas Gerais, 29%; e Rio Grande do Sul, 23%.
“O consumidor tem a possibilidade de confirmar se a compra é a correta, seja mandando uma foto do produto para outra pessoa que pediu para comprar ou comparando online com o que outros usuários compraram e avaliaram, por exemplo”, enfatiza Silva.

“Os brasileiros já mostraram ao mundo que são apaixonados por se comunicar e compartilhar experiências, vide a nossa liderança em várias redes sociais. E o consumidor do país está mais atento às possibilidades de economia, sobretudo em momento de crise. Ou seja, ninguém quer abrir mão de ter smartphone e utilizá-lo como estratégia de economia. Há ainda perfil de brasileiros que optou por atrasar contas de consumo como luz, água e manter o celular em dia para não perder oportunidades de ofertas”, acrescenta Bob Vieira da Costa, sócio-fundador da nova/sb e ex-ministro da Comunicação Institucional no governo Fernando Henrique Cardoso.

Silva explica ainda que o varejo deve reagir a esse comportamento para não perder vendas. “As lojas devem ter cuidado para não enxergar o consumidor como dois modos diferentes: o da loja física e o conectado. Ambos são o mesmo consumidor e um pensamento equivocado a esse respeito pode ter a perda da venda como consequência. Além disso, com o benchmarking (análise de concorrência) que é feito, o varejo consegue um destaque estratégico em sites e aplicativos de busca comparativa através de uma oferta chamariz”. Ele acrescenta: “O smartphone é um instrumento. Na verdade, todo dispositivo com acesso à internet pode ser uma ferramenta de comparação. Talvez o telefone saia na frente por já possuir aplicativos de comparação específicos para a plataforma. Além disso, por ser mobile, ele é o mais adequado para situações inesperadas”.

A análise proposta pelo popsynergy também contabilizou que o tema consumo esteve presente como um dos assuntos mais populares de 2015. Os 18 assuntos mais comentados e relacionados a estratégias de consumo foram: compras de mês, em 4°; pontos acumulados com sistemas de milhagem, em 5°; comércio por dispositivos móveis, em 6°; comparadores de preços, em 8°; e crédito em banco, em 15°. WhatsApp, Waze, economia de água, aplicativos de táxi, combate à homofobia, ciclofaixas e consumo de álcool por menores também foram temas que a popsynergy identificou entre as prioridades dos brasileiros.

“Em parceria com uma equipe de acadêmicos internacionais e o instituto Ilumeo, criamos uma metodologia de direcionamento de marketing. Estes achados através de estatísticas conferem um caráter científico, não mais empírico ou intuitivo, para a tomada de decisões. Agora os números demonstram para a gente como pensam os brasileiros e quais são as tendências”, disse Silva.

Especializada em comunicação pública, a nova/sb vai a campo este ano com o projeto ComunicaQueMuda “que vai aprofundar a discussão sobre temas polêmicos e de grande impacto público ao longo de 2016, contando com o apoio de estudantes de todo o país”. Os temas são: descriminalização da maconha, suicídio, lixo, uso do carro e intolerância. “Esta ação segue uma tradição pioneira iniciada em 2011 pela agência de contribuir com os debates e transformações sociais”, finaliza Silva.

Fonte: propmark

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COMENTÁRIO

Não encontrei a pesquisa que li, há alguns meses, que revelava que mais de 50% das pessoas que têm smartphones se limita a usa-lo como telefone, para mensagens de texto, agenda telefônica, câmera, secretária eletrônica e só. A maioria não usa nem para emails… Por isso fiz o adendo no título: para quem sabe usar plenamente seu smartphone.

JJ

05
02/16

Das páginas de O Globo: os pirados no Facebook, neste Carnaval.

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oi meninas na video de hoje eu vou ensinar como beijar bastante no carnaval sem contrair o zika virus pela saliva

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Zika é transmitida também pela saliva e urina. Bom carnaval!

05
02/16

O escândalo de Renan.

Termina nesta semana o prazo concedido à Polícia Federal pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para a conclusão do inquérito que relaciona o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao esquema do Petrolão. Nele, Renan é suspeito de ser beneficiário de propina desviada da Petrobras. A julgar pelo que os investigadores conseguiram desvendar até agora, o presidente do Senado terá dificuldades para escapar da denúncia. Obtido por ISTOÉ, relatório produzido pela PF no Paraná, a partir do conteúdo encontrado num celular do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, – condenado a 16 anos de prisão por, entre outras razões, pagar propina a políticos –, é explosivo. O material de 50 páginas indica uma série de mensagens trocadas entre Pinheiro e seus auxiliares, em que o empreiteiro demonstra intimidade com o presidente do Senado. Mais do que isso.

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COMPLICOU
Relatório da PF revela intimidade de Renan com empreiteiro condenado no Petrolão

Trechos das conversas sugerem, de acordo com os investigadores, a influência exercida pelo empreiteiro sobre Renan, que à frente de uma das Casas do Congresso teria passado a atuar em sintonia com as conveniências da OAS – uma das empreiteiras do Petrolão que mais contribuíram para a campanha de seu filho ao governo de Alagoas. Os documentos em poder da PF indicam que Pinheiro possa ter influído para enterrar o projeto que proibia a doação privada a políticos bem como a CPI dos gastos com a Copa, temas considerados de suma importância para a empreiteira. Ambos dependiam da caneta e do prestígio político de Renan para serem sepultados. E foi exatamente o que ocorreu com as duas proposições entre 2013 e 2014. Da cadeira de presidente do Senado, Renan mandou-as para o arquivo.

As mensagens encontradas no celular de Pinheiro revelam que, para alcançar o seu objetivo de interferir em projetos de seu interesse no Congresso, o executivo da OAS participou de uma série de reuniões com Renan. Ao menos uma delas ocorreu no final de semana. Diz o relatório: “Uma breve análise das mensagens trocadas entre Leo Pinheiro e o usuário identificado por Renan Calheiros reflete entre 2012 e 2014 ao menos 06 pedidos para encontro ou contato, 02 comunicações que indicam que um interlocutor (de Pinheiro) estava ou estaria logo em um determinado local, 03 agradecimentos de Leo Pinheiro para Renan Calheiros e 14 citações de notícia de Renan no email de Leo Pinheiro”.

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Numa sequência de mensagens rastreadas pela PF, ocorridas entre os dias 13 e 17 de setembro de 2013, a Lava Jato conseguiu identificar claramente a ingerência da OAS sobre a pauta do Congresso. Segundo o relatório, em 13 de setembro de 2013, o assessor de Leo Pinheiro, Marcos Ramalho, o comunica sobre um encontro com Renan na residência oficial do Senado que ocorreria no domingo seguinte às 11h. A reunião, avisou o assessor, havia sido agendada por Alexandre Grangeiro, um conhecido lobista da OAS em Brasília. No dia marcado, Pinheiro, em mensagem encaminhada ao assessor, checa o local do encontro. “Bom dia. O encontro das 11hs será na residência da Presidência?”. Ao que o assessor confirma: “Sim, na residência oficial”. Procurado por ISTOÉ, Renan reconheceu por meio de sua assessoria que se reuniu “em algumas oportunidades com o Sr. Leo Pinheiro”. “Todas as conversas foram estritamente institucionais”, acrescentou a assessoria de Renan. Para a PF, no entanto, a quebra do sigilo telefônico do ex-presidente da OAS indica que a reunião de Pinheiro e Grangeiro com o presidente do Senado, no domingo 15, serviu para que os três combinassem o arquivamento de uma proposta que a empreiteira não gostaria que prosperasse na Casa. O empreiteiro da OAS parecia empenhado em conseguir o que queria. No dia seguinte, ele mandou entregar na casa de Renan um corte de terno. Por acaso, era aniversário do presidente do Senado. “Hoje é aniversário Sen. Renan Calheiros (corte já entregue)”, avisa seu assessor pelo celular. Na terça-feira 17, dois dias depois do encontro, consumou-se o desenlace esperado por todos. Pinheiro enviou uma mensagem ao diretor jurídico da OAS, Agenor Valadares, em que afirmou que o presidente do Senado estava, naquele momento, ligando para ele. “Renan está me ligando. Engavetou?”, questionou Pinheiro. “Sim. Engavetou. Porém a expectativa é de que só até dezembro. Em dezembro, teria uma reavaliação”, respondeu Valadares. Para os investigadores da Lava Jato, essa troca de mensagens revela que o que fora acertado com Renan, na conversa na residência do Senado da qual participaram os dirigentes da OAS, foi cumprido.

Para identificar o que tanto interessava à OAS àquela altura, a Lava Jato cruzou as datas das mensagens trocadas pelo celular com os temas em discussão no Senado durante aqueles dias. Bingo! Os investigadores descobriram que tramitava na Casa um assunto essencial para empreiteira: o projeto que acabava com as doações eleitorais de empresas. De iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (Rede -AP), a proposta fez parte de uma minireforma política em apreciação na Casa como resposta às manifestações populares que ocorreram em junho daquele ano. O tema não interessava a empresários e muito menos aos políticos. Por isso, a importância para a OAS do seu engavetamento. Naquele momento, a Lava Jato não era uma realidade. Hoje, perto de completar dois anos, a investigação revelou como são intrincadas as relações entre financiamento eleitoral, políticos e contratos com a administração pública. Em 2013, para o deleite de Leo Pinheiro, o Senado presidido por Renan recusou a proposta de barrar o dinheiro empresarial. No ano passado, o STF se encarregou de jogar uma pá de cal nas doações privadas. Mas esta é outra história.

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O arquivamento da proposta que poria fim às doações de empresas a políticos não foi o único tema de interesse da OAS que contou com a contribuição de Renan naquele ano. Segundo relatório da Lava Jato, em 24 de julho de 2013, Pinheiro manifestou outra preocupação ao lobista Alexandre Grangeiro. Naquela semana, havia sido apresentado no Senado um requerimento para a criação de uma CPMI, de autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), para que fossem investigados os gastos do governo brasileiro com a organização da Copa do Mundo, incluindo as despesas com a construção dos estádios. A OAS foi responsável pela construção das arenas Dunas, no Rio Grande do Norte, e Fonte Nova, na Bahia. Portanto, não tinha interesse em uma investigação parlamentar. Dizia a mensagem trocada entre os executivos da OAS e rastreada pela PF: “O requerimento teve assinatura de 186 dep e 28 sen, das 171 e 27 mínimas necessárias. Agora é preciso a leitura em sessão do Congresso prevista para 20/08, mas depende de decisão de Renan. Os parlamentares podem retirar assinatura até meia noite do dia da leitura. Eu já mandei o requerimento anteriormente por email. Abs.” Segundo a investigação da PF, Renan matou essa no peito. Foi articulada no Senado a retirada de assinaturas, o que acabou se consumando em 20 de agosto, quando quatro parlamentares recuaram. Em novembro de 2013, a PF encontrou uma nova referência ao assunto no celular do então dirigente da OAS. Pinheiro comenta com o diretor-executivo da OAS, Roberto Zardi, sobre uma reunião na qual Renan e o então presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), participavam, fazendo um pedido para alguém tratado como “presidente”. “Avisa para ele que Renan e Henrique estão com presidente daí fazendo um apelo”.

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O relatório com as mensagens do ex-presidente da OAS está sendo analisado pelo grupo de procuradores e policiais federais encarregados de investigar os políticos beneficiados com dinheiro desviado da Petrobras. A OAS junto com outras empreiteiras do Petrolão respondeu por 40% das doações eleitorais feitas ao filho de Renan, atual governador de Alagoas. Em delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, disse que as doações a Renan Filho pelo caixa um serviram para encobrir o pagamento de propina. Para a força-tarefa da Lava Jato, Renan, que controla há muitos anos o diretório do PMDB de Alagoas, seria o elo com a OAS. O caso se junta a outras frentes de apuração que implicam Renan. O presidente do Senado é alvo de cinco inquéritos que tramitam no Supremo. No início de novembro, a procuradoria pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal do parlamentar, assim como a realização de buscas na residência oficial da Presidência do Senado, no escritório do PMDB de Alagoas e endereços vinculados ao deputado Aníbal Gomes. Zavascki poupou a residência oficial, mas deu sinal verde para que fosse vasculhado o diretório estadual do partido de Renan – diretório que, segundo o Ministério Público Federal, possui o parlamentar como responsável junto aos registros da Receita Federal. Os advogados do presidente do Senado reclamaram da decisão, alegando que seu cliente já havia colocado suas informações bancárias e fiscais à disposição das autoridades. Os investigadores ficaram satisfeitos com o resultado das buscas. Encontraram documentos que corroboram a versão apresentada pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. De acordo com os dois delatores, o próprio Renan também foi beneficiado com propina na forma de doação eleitoral. “Renan tinha um representante para receber propina”, disse Paulo Roberto Costa. Uma das comissões era repassada por fornecedores da Transpetro, a subsidiária da Petrobras comandada entre 2003 e 2014 por Sérgio Machado, aliado do senador. “Uma análise sistemática dos depoimentos contidos no bojo do Caso Lava Jato, permite identificar contornos muito claros de fato específico a envolver os parlamentares Renan Calheiros e Aníbal Gomes, com a obtenção de vantagens a partir de contratos firmados pela Transpetro”, afirmou o chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, no início de dezembro.

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As suspeitas, neste caso específico, estão relacionadas à licitação para a construção de estaleiro encarregado de produzir barcaças e empurradores destinados ao transporte de etanol entre Mato Grosso e São Paulo (hidrovia Paraná-Tietê). Há indícios de irregularidades na licitação vencida pelo consórcio formado pelas empresas SS Administração e Serviços, Estaleiro Rio Maguari S.A. e Estre Petróleo Gás. Segundo o que revelaram Costa e Youssef, além das informações colhidas pelo MPF, a SS Administração arrendou área na cidade de Araçatuba com o objetivo de construir os comboios para a Transpetro antes mesmo de iniciado o processo licitatório, num indício de que o vencedor da concorrência já estaria escolhido. Além disso, entre o início da licitação e a divulgação do resultado, as empresas do consórcio vencedor – apesar de sediadas em São Paulo (SP) e Belém (PA) – fizeram doações eleitorais em favor do diretório estadual do PMDB de Alagoas. Foram transferidos, em 19 de julho de 2010, cerca de R$ 650 mil para o PMDB de Alagoas. Parte do dinheiro seguiu no mesmo dia para o caixa eleitoral de Renan. “Constata-se que em 19 de julho de 2010 ocorreram duas transferências para a campanha de Renan Calheiros, ambas no valor de R$ 200.000,00, perfazendo-se um total de R$ 400 mil correspondentes aos valores depositados pelas empresas que fraudulentamente venceriam a licitação”, afirmou Janot. Por considerá-lo o seu principal aliado no Congresso, o Planalto acompanha com lupa o desfecho das investigações envolvendo Renan. Se, ao que tudo indica, o peemedebista for denunciado, ele arrastará consigo a esperança do governo de ver enterrados sumariamente o processo de julgamento das contas de Dilma, reprovadas pelo TCU, e um eventual pedido de impeachment, caso ele seja aprovado na Câmara. À espera do desfecho do caso Renan, Brasília estremece.

Fonte: IstoÉ

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02/16

MP dá parecer favorável a inquérito sobre Lula na Zelotes.

A Procuradoria da República no Distrito Federal deu nesta sexta-feira parecer favorável ao prosseguimento do inquérito 1621 da Operação Zelotes, aberto pela Polícia Federal em dezembro para investigar se o ex-presidente Lula, ex-ministros do governo petista e servidores de alto escalão se associaram a uma quadrilha de lobistas acusada de pagar propina para obter incentivos ficais a montadoras, por meio de medidas provisórias.

O parecer é assinado pelo procurador da República Marcelo Ribeiro de Oliveira. Ele sustenta no documento que o inquérito em curso não tem por objetivo apurar os mesmos fatos e pessoas envolvidas no inquérito 1424, que deu origem à primeira ação penal decorrente da Zelotes, em curso na 10ª Vara Federal, em Brasília. Segundo o procurador, os inquéritos são complementares. Ele defendeu o aprofundamento das investigações

“Sim, há proximidade, continuidade até, mas não repetição”, escreveu o procurador. “A grande complexidade da empreitada criminosa descrita na peça acusatória [denúncia], aliada ao exíguo prazo para a propositura da ação, decorrente da existência de requeridos presos, impediu que todos os elementos de prova fossem produzidos ainda na fase de investigação.”

A manifestação foi solicitada pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, depois que advogados dos dezesseis réus da ação penal pediram o trancamento do inquérito, alegando duplicidade de investigação, o que prejudicaria a defesa

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