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06/15

Governo gastou 23 bilhões de reais em mídia, nos últimos 14 anos. Falta somar patrocínio, produção e gastos das estatais…

Levantamento feito pelo Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP) para a Secretaria de Comunicação Social (Secom), requisitado pelo jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, considerando dados do governo federal com publicidade mostra que, entre 2000 e 2014, foram desembolsados cerca de R$ 23 bilhões nas categorias TV aberta, jornais, jornal digital, revistas e portais. O montante investido abrange três anos do governo de Fernando Henrique, oito anos de gestão de Lula e um mandato inteiro de Dilma.

Do total investido, R$ 16.3 bilhões foram destinados à TV aberta, cerca de 73%. Somente a TV Globo recebeu R$ 7.4 bilhões, seguida por Record e SBT que, sucessivamente, receberam R$ 2.1 e R$ 2 bilhões. Para o meio Jornal, o governo desembolsou R$ 2.8 bilhões, considerando edição impressa e versão digital. À Folha foram destinados R$ 277,3 milhões e ao O Globo R$ 267,8 milhões.

Foram investidos R$ 2 bilhões no meio Revista com liderança da Veja que recebeu R$ 460,1 milhões, seguida por Época com R$ 213,6 milhões. Na categoria Portal foram investidos R$ 953,6 milhões, sendo o UOL responsável por receber R$ 87,9 milhões, em segundo lugar vem a Globo.com+G1 com R$ 73,7 milhões.

De acordo com a série histórica publicada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que abrange o mesmo período levantado pelo jornalista do UOL, a verba publicitária do governo cresceu 67,5% nestes 14 anos.

Reportagem publicada na edição 1663, de Meio & Mensagem, no dia 8 de junho, mostra que uma característica em comum entre os três governos é que no último ano de mandato existe a redução de investimentos em publicidade, com uma exceção: no último ano do primeiro mandato do Lula houve aumento de 9,4%.


Confira os valores investidos por categoria entre 2000 e 2014:


TV Aberta (em R$ bilhões)
Globo R$ 7.4
Record R$ 2.1
SBT R$ 2
Band R$ 1.3
RedeTV! R$ 0,484
Total das cinco principais: R$ 16.3 bilhões


Jornais (em milhões)
Folha R$ 275,2
Globo R$ 265,4
Estadão R$ 263
Valor R$ 169,7
Total: R$ 2.8 bilhões


Jornal Digital (em milhões)
Folha R$ 2,187
Globo R$ 2,448
Estadão R$ 2,743
Valor R$ 0,288
Total: R$ 7,6 milhões


Revistas (em milhões)
Veja R$ 460,1
Época R$ 213,6
IstoÉ R$ 184,1
Carta Capital R$ 64
Total: R$ 2 bilhões


Portais (em milhões)
UOL R$ 87,9
Globo.com + G1 R$ 73,7
R7 (a partir de 2009): R$ 23,9
Terra R$ 75,8
Total R$ 953,6 milhões



Fonte: Meio e Mensagem

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COMENTÁRIO

Somem-se a estes valores bilhões de reais em patrocínio e produção…e ultrapassaremos fácil a mais de cerca de 5 bilhões de reais gastos, eu creio. Ou seja, mais 70 milhões gastos, em cultura e esporte…

Vale desstacar que as estatais têm gasto cerca de 2 bilhões por ano, aproximadamente, o que nos proporciona mais um gasto adicional, sempre camuflado, de mais 28 bilhões. 

Mais uma observação, a partir do governo do PT,  verbas importantes foram destinadas a rádios, revistas e jornais de menor importância, no Brasil todo, numa tentativa de “comprar” noticiário e comentários positivos por todo canto, mesmo com baixas audiências. Esta verba “política” está neste bolo?

Eu gostaria de ver a verba toda, ano por ano…

 

JJ

 

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06/15

Mamíferos estão salvos e continuam no ar.

A campanha "Mamíferos" foi relançada em 10 de maio

 

A possibilidade de a campanha “Mamíferos” da Parmalat ser retirada do ar deixou de existir. A 37ª Vara Cível de São Paulo negou o pedido do direito sobre a marca e da suspensão da campanha feitos pela Padma Laticínios, empresa que está em recuperação judicial desde 2003 e teve os direitos da marca Parmalat Brasil durante 29 anos. De acordo com a decisão do Juiz, a qual Meio & Mensagem teve acesso, houve ausência de elementos que fortalecessem o argumento da Padma.

Diante da decisão, a francesa Lactalis, dona da Parmalat, emitiu uma curta nota reconhecendo o resultado. “A Lactalis do Brasil informa que segue a decisão da 37ª Vara Cível de São Paulo, que indeferiu o pedido de liminar apresentado pela Padma”. Na semana passada, o advogado da Padma confirmou que o processo existia. A empresa alega que pode usar a marca Parmalat, consequentemente, seus personagens relacionados, até 2017.

De acordo com Ana Paula Brito, do escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello, representante da italiana Parmalat S.p.A no Brasil, sua cliente é a titular da marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e é comum a confusão do Judiciário entre quem usa a marca e quem realmente é detentor. Apesar de não estar atuando no caso recente do processo da Padma, a advogada explica que não há dúvidas, do ponto de vista técnico, que o direito de uso é de sua cliente italiana. “A Parmalat no Brasil voltou a ser de direito da empresa italiana e isso está registrado no INPI”, diz Ana.

Em quarenta e um anos de mercado brasileiro, a Parmalat esteve sob a licença de muitas empresas. Depois de sua falência, em 2003, foi comprada por R$ 140 milhões pela Laep Investments que, com problemas financeiros, distribuiu seus ativos. Em 2010, o direito foi cedido para a empresa de laticínios LBR-Lácteos Brasil, que vendeu parte de seus ativos para a francesa Lactalis, em 2014. Atualmente, a Lactalis detém mais de 80% do capital da Parmalat no mundo. No Brasil, entre processos trabalhistas e de credores relacionados aos antigos detentores da Parmalat, vez ou outra, a marca acaba sendo alvo na Justiça.

A discussão sobre o uso do nome Parmalat veio à tona após a estreia da campanha “Mamíferos”, veiculada em 10 de maio. A responsável pelo relançamento foi a agência BETC, cujo um dos sócios, Erh Ray, foi cocriador do primeiro comercial, ao lado de Nizan Guanaes.

Criada em 1996 pela DM9DDB, a campanha “Mamíferos” consolidou a liderança de mercado da Parmalat com uma série de comerciais que ocuparam durante três anos a posição de uma das campanhas mais lembradas. Foi reeditada pela África em 2007, trazendo as crianças crescidas interagindo com suas versões miniatura da década anterior. Em 2012, a marca, então nas mãos da LBR, criou a campanha “Porque nós somos humanos” pela Santa Clara. O comercial, era narrado por um dos “mamíferos”, mostrando que a marca não se desvinculou completamente daquela campanha.


Fonte: Meio e Mensagem

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06/15

Consumo consciente discutido na Globo.

O Museu da Língua Portuguesa, um dos principais da capital paulista, foi o palco escolhido pela Rede Globo para o seminário “Menos é Mais”, uma iniciativa da Rede Globo que aconteceu na tarde desta segunda-feira (29). O encontro reuniu especialistas que conversaram sobre as novas formas de consumo – debate esse mediado pelo jornalista e apresentador André Trigueiro.

Sergio Valente, diretor da Central Globo de Comunicação, explicou o papel da emissora nesta busca por um mundo melhor. “A gente tem um poder de persuasão, um poder de penetração e um poder de estar na vida das pessoas muito grande que é incrível e a gente quer que esse mundo exista cada vez mais forte”, afirma.

Valente contou ainda que o “Menos é Mais” é, entre outras coisas, uma junção de forças. “Nós sabemos comunicar, mobilizar pessoas, e contar histórias. Então, pensamos em ficar lado a lado das pessoas que sabem sobre sustentabilidade”, diz.

Outro ponto que o executivo tocou, durante seu discurso de apresentação, foi em torno do verbo consumir. “Não existe isso de consumir menos, o que existe é consumir melhor. Do que adianta, por exemplo, você comprar dez, 15, 20 carros sendo que todos esses carros não conseguem andar porque ficam engarrafados no trânsito?”, questionou.

A campanha “Menos é Mais” foi lançada em março deste ano pela Rede Globo com o objetivo de propor uma reflexão sobre o uso consciente dos recursos e reforçar a responsabilidade de cada cidadão no desenvolvimento sustentável do planeta.

A primeira fase do projeto contou um filme institucional. “Menos desperdício e mais consciência. Menos indiferença e mais participação”, foi o que disseram atores e apresentadores como Dira Paes, Dani Suzuki, Paolla Oliveira, Milton Gonçalves, Camila Pitanga, Otaviano Costa, Flávia Alessandra, Paulo Vilhena, Pedro Bial, Lilia Cabral, Marcos Palmeira, Tadeu Schimdt e Fátima Bernardes.

“Não acreditamos que a plataforma terminou na veiculação da campanha, ao contrário, ela se iniciou com a veiculação da campanha. Ela pretende convencer internamente, externamente, enfim, pretende contribuir nesse caminhar para consumir melhor”, destaca Sergio Valente.

Debate
O ponto alto do encontro foi o debate realizado entre Ricardo Abramovay, professor da USP e coordenador do projeto Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) sobre impactos socioeconômicos das mudanças climáticas no Brasil, Lisa Gunn, diretor de comunicação e mobilização do Greenpeace, e Rodrigo Bandeira, da plataforma de participação política Cidade Democrática.

Abramovay, o primeiro a falar, fez críticas às políticas públicas. “Elas (as políticas públicas) e a humanidade são preparadas para fazer e ter cada vez mais”, diz. Para ele, o ideal é, sim, ter menos. “Precisamos de menos desigualdade, mas não apenas de desigualdade de renda, e sim, de educação, de saúde, entre outras tantas coisas”, afirma. “O método que utilizamos para conseguir energia está baseado no mais”, complementa.

Já Lisa Gunn defendeu a ideia de mais informação. “Para que possamos ser mais consciente é preciso de informação, não existe outro caminho, mas quando falamos nisso já percebemos um gap muito grande”, ressalta. A internet foi outro ponto que esteve na fala de Lisa. “A internet pode ser um excelente instrumento para compartilhar boas iniciativas”, destaca.

O indivíduo como protagonista da causa foi um dos pontos levantados por Rodrigo Bandeira. “É totalmente possível construir uma agenda a partir das pessoas, para isso, temos que trabalhar políticas públicas”, defende.

Seguindo mais ou menos a mesma linha, Ricardo Abramovay falou o que seria, para ele, o start. “O primeiro passo seria a insatisfação com o próprio consumo. A base do menos é mais não ser a culpa nem o medo”, diz.

Fonte: propmark

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06/15

Gugu é afastado da Record.

A partir de setembro, Gugu Liberato vai deixar de apresentar seu programa na Record.

Gugu será substituído pela edição anual do reality “A Fazenda” e pelo programa “Batalha dos Confeiteiros”, com o boleiro e apresentador Buddy Valastro (presente hoje nos canais Discovery).

Gugu sai do ar e sua volta não está 100% garantida. Ele ainda negocia com a Record a próxima temporada de seu programa, com retorno previsto para o início de 2016. Pelo contrato atual, são feitas negociações a cada ano.

O acordo vigente é parecido com o que o SBT inaugurou anos atrás, com Ratinho: apresentador e emissora dividem lucros e custos da produção.

Gugu elevou o ibope da emissora em seu horário e fez com que até Globo e SBT mexessem em sua programação.

Com a interrupção, o apresentador praticamente não fará parte da nova linha de shows idealizada pela direção da Record para entrar no ar sempre às 22h30.

Em agosto, ocorre a estreia de Xuxa Meneghel, ainda sem data marcada.

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06/15

Babilônia ladeira abaixo…

Em queda livre no Ibope, Babilônia bateu mais um recorde negativo para uma novela das nove da Globo.

O folhetim escrito por Gilberto Braga conseguiu 24,1 pontos de audiência na média da semana passada em São Paulo e amargou uma histórica quarta posição na programação da emissora.

I Love Paraisópolis, com 25,4 pontos, a partida entre Brasil e Paraguai pela Copa América, com 24,6 pontos, e o Jornal Nacional, com 24,3 pontos, tiveram as três maiores médias de audiência da Globo na semana passada.

Fonte: Radar Online

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06/15

Mascote da seleção olímpica brasileira é a Ginga.

A produtora de animação, efeitos digitais e 3D Oca Filmes assina a criação da Ginga, mascote oficial do Time Brasil apresentado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). A data escolhida para lançar a mascote foi o Dia Olímpico, comemorado em 23 de junho, data da fundação do COI (Comitê Olímpico Internacional).

A personagem, que representará a delegação olímpica de atletas brasileiros, foi inspirada em uma onça-pintada. “Havia uma pesquisa detalhada do que o Time Brasil representa e chegamos à conclusão que, além da simpatia, a personagem tinha de ter a determinação. Para atender a essa necessidade, a onça-pintada era o melhor animal. Tinha de ter o jogo limpo, mas precisava representar os atletas também na garra”, disse Gustavo Amaral, sócio e diretor de arte da Oca Filmes.

A Oca Filmes ganhou a concorrência realizada pelo COB entre quatro empresas para criar a mascote. Segundo Amaral, a parceria com o COB foi muito importante, pois eles apresentaram um briefing bem completo sobre a delegação brasileira.

Ginga estará presente nas competições e vai estampar produtos licenciados, como mochilas, bonés, cadernos, canecas e camisas. Em agosto, começa a ser vendida também a pelúcia da Ginga, nas lojas do Rio 2016. Vale ressaltar que a nova mascote é representante da delegação brasileira e não tem relação com as mascotes Vinícius e Tom, do Rio 2016.

Além da mascote, o COB aproveitou o Dia Olímpico para lançar também o aerograma do Time Brasil, um produto licenciado dos Correios pelo qual os torcedores poderão enviar mensagens para os atletas. O primeiro aerograma gigante será entregue aos atletas que disputarão os Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, a partir de 10 de julho, no Canadá, evento que terá a primeira participação de Ginga.

Fonte: propmark

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06/15

Netflix lança cartão pré-pago, no Reino Unido.

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A Netflix está testando o serviço de cartão pré-pago. Os usuários do Reino Unido já podem ter acesso à plataforma de vídeos via streaming sem ter conta bancária, ou cartão de crédito. O cartão está disponível em lojas de conveniência, supermercados e farmácias. Existem três opções, de 15,25 e 50 libras esterlinas. A estratégia da companhia é tornar seu serviço ainda mais acessível. Não há previsão de quando os cartões serão vendidos na América do Sul.

De acordo com o analista Barton Crockett, em um ano a audiência do Netflix deve ultrapassar o público total das emissoras ABC, NBC, CBS e Fox. Um dos economistas do banco de investimentos FBR Capital, Crockett levou em consideração o fato de que o público do Netflix cresce 40% ao ano. O analista também usou a informação de que 10 bilhões de horas de vídeo foram acessadas nos quatro meses de 2015.

Em relatório, Crockett divulgou o resultado de sua pesquisa que lançou uma enquete perguntando a preferência dos consumidores entre TV e Netflix. O resultado foi que 57% escolheram o serviço de streaming, enquanto 40% optaram pela TV.

Serviço está disponível, inicialmente, no Reino Unido

Fonte: Meio e Mensagem

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COMENTÁRIO

Mais do que um teste, é uma tendência a ser aplicada mundialmente. É só aguargar. E é para logo.

JJ

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06/15

Lobista ligado a Zé Dirceu faz acordo de delação premiada

José Dirceu e Milton Pascowitch
José Dirceu e Milton Pascowitch(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo e Vagner Rosário/VEJA)

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O empresário Milton Pascowitch, preso em maio na 13ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, celebrou acordo de delação premiada e prometeu contar às autoridades o que sabe sobre o escândalo do petrolão. Pascowitch é ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão e também investigado em um inquérito sobre o esquema de corrupção que envolve a Petrobras, que pode ter movimentado mais de 6 bilhões de reais. Sua delação, já homologada pelo juiz Sergio Moro, pode contribuir para que a força-tarefa consiga novos indícios da participação do ex-homem forte do governo Lula no propinoduto que sangrou os cofres da estatal.

Milton Pascowitch é o 18º delator da Lava Jato. Além de dar informações sobre o possível envolvimento de Dirceu com o esquema, as revelações do lobista podem abrir e reforçar novas linhas de investigação, principalmente sobre o bilionário mercado de exploração do pré-sal. Em depoimento, o ex-vice-presidente da construtora Engevix, Gerson Almada, disse ter pago até 0,9% para Pascowitch por contratos de sondas de exploração de petróleo da Petrobras com a empresa Sete Brasil.

Pascowitch foi preso no final de maio pela Polícia Federal. Com a delação, ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar com o uso de uma tornozeleira eletrônica. O empresário pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu, apontada pelos investigadores do petrolão como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras. A empresa Jamp Engenheiros Associados, de propriedade do empresário, desembolsou 400.000 reais dos 1,6 milhão de reais utilizados na aquisição do imóvel que sediava a JD, em São Paulo. Mais: uma empresa de Milton Pascowitch também comprou um imóvel em nome de Camila, filha de Dirceu, no bairro da Saúde, na capital paulista.

O Ministério Público Federal investiga há meses a Jamp, considerada uma empresa de fachada suspeita de ser usada para lavar dinheiro do escândalo do petrolão. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o vice-presidente da Engevix, Gerson Alamada, disse que Dirceu fazia “lobby internacional” em nome da empreiteira, enquanto Pascowitch atuava como mediador das “relações partidárias” da construtora. A Engevix pagou pouco mais de 1 milhão de reais à JD Assessoria e Consultoria, empresa de Dirceu, conforme mostrou o site de VEJA. Pascowitch já havia sido detectado também na lista de supostos clientes da “consultoria” de José Dirceu. No rol de contratantes compilados pela Receita Federal, aparece a Jamp – ela pagou 1,457 milhão de reais para Dirceu.

Sigilos - Condenado no julgamento do mensalão por corrupção ativa, José Dirceu é alvo de inquérito na Lava Jato e teve os sigilos fiscal e bancário quebrados em janeiro após o Ministério Público, em parceria com a Receita Federal, ter feito uma varredura nas empreiteiras investigadas na Lava Jato em busca de possíveis crimes tributários praticados pelos administradores da OAS, Camargo Correa, UTC/Constran, Galvão Engenharia, Mendes Junior, Engevix e Odebrecht. Os investigadores já haviam suspeitado que as empreiteiras cujas cúpulas são alvo de investigação, unidas em um cartel fraudaram contratos para a obtenção de obras da Petrobras, utilizavam empresas de fachada para dar ares de veracidade à movimentação milionária de recursos ilegais.

Ao site de VEJA, o advogado Roberto Podval, que integra a banca de defesa do ex-ministro da Casa Civil, disse que a delação do executivo “não muda nada” para o ex-ministro José Dirceu. “Dirceu não tem nenhuma ligação com a Petrobras”, afirmou. “Para se fazer justiça e prender o Zé Dirceu é necessário prender todos os outros que foram citados”. O advogado de Pascowitch, Theo Dias, declarou que não poderia comentar o caso.

 

Fonte: Veja

30
06/15

Ricardo Pessoa vai depor em investigação eleitoral contra Dilma.

Depois de o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, ter afirmado, em um acordo de delação premiada, que usou dinheiro do petrolão para bancar despesas de 18 políticos, o executivo vai agora depor em outro processo que pode complicar ainda mais o governo Dilma Rousseff. Pessoa é uma das testemunhas na ação de investigação judicial eleitoral (Aije) que apura irregularidades na arrecadação da campanha de Dilma no ano passado. O empreiteiro será ouvido em 14 de julho no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo.

Outros delatores da Lava Jato também já foram relacionados como testemunhas na investigação eleitoral. No processo, o PSDB afirma que a presidente Dilma cometeu abuso de poder econômico e político nas eleições do ano passado. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, já havia determinado que fossem ouvidos o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Em dezembro, o PSDB protocolou ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), listando fatos que considera ilegais ao longo da campanha presidencial, como o uso de prédios públicos para atividades eleitorais e a manipulação de indicadores sócio-econômicos, e solicita que a Corte diplome os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), respectivamente candidatos a presidente e vice-presidente, que terminaram a corrida eleitoral na segunda colocação.

De acordo com o PSDB, “a eleição presidencial de 2014, das mais acirradas de todos os tempos, revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico” praticado em proveito de Dilma e do vice-presidente reeleito Michel Temer. Para o partido, as irregularidades praticadas pela campanha à reeleição da petista teriam sido, na verdade, “uma ação coordenada visando a garantir o êxito do projeto reeleitoral dos investigados”. Na ação de investigação judicial eleitoral, o PSDB relembra que a própria presidente, ainda na fase de pré-campanha, afirmou, em um ato público na cidade de João Pessoa (PB), que é possível “fazer o diabo quando é a hora da eleição”.

Conforme revelou VEJA, o empreiteiro Ricardo Pessoa contou em seu acordo de delação premiada que foi persuadido “de maneira bastante elegante” pelo atual ministro da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva, a contribuir com a campanha petista de 2014. A abordagem lhe custou 10 milhões de reais para a campanha de Dilma. Um servidor do Palácio chamado Manoel de Araújo Sobrinho acertou os detalhes dos pagamentos diretamente com Pessoa. Documentos entregues pelo empresário mostram que foram feitos dois depósitos de 2,5 milhões de reais cada um, em 5 e 30 de agosto de 2014. Depois dos pagamentos, Sobrinho acertou com o empreiteiro o repasse de outros 5 milhões para o caixa eleitoral de Dilma. Pessoa entregou metade do valor pedido e se comprometeu a pagar a parcela restante depois das eleições. Só não cumpriu o prometido porque foi preso antes.

 

Fonte: Veja

A lista dos favorecidos pela UTC
Valores
Campanha de Dilma em 2014 7,5 milhões de reais
Campanha de Lula em 2006 2,4 milhões de reais
Ministro Edinho Silva (PT) *
Ministro Aloizio Mercadante (PT) 250.000 reais
Senador Fernando Collor (PTB) 20 milhões de reais
Senador Edison Lobão (PMDB) 1 milhão de reais
Senador Gim Argello (PTB) 5 milhões de reais
Senador Ciro Nogueira (PP) 2 milhões de reais
Senador Aloysio Nunes (PSDB) 200.000 reais
Senador Benedito de Lira (PP) 400.000 reais
Deputado José de Fillipi (PT) 750.000 reais
Deputado Arthur Lira (PP) 1 milhão de reais
Deputado Júlio Delgado (PSB) 150.000 reais
Deputado Dudu da Fonte (PP) 300.000 reais
Prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) 2,6 milhões de reais
O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto 15 milhões de reais
O ex-ministro José Dirceu 3,2 milhões de reais
O ex-presidente da Transpetro Sergio Machado 1 milhão de reais

* Como tesoureiro, arrecadou dinheiro para a campanha de Dilma de 2014

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