02
08/15

A vida financeira dos 16 maiores clubes do Brasil.

No balanço financeiro de 2014 publicado pelos 16 principais clubes do Brasil, as receitas apresentaram queda de 3% e chegaram ao valor de R$ 2,9 bilhões. O maior responsável: a transferência de jogadores. Antes responsável por 21% do faturamento em 2013, agora representa 14%. O efeito da derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha e consequente eliminação da Copa pode ser um dos responsáveis. Mas diante de um ano de dificuldades, há quem possa comemorar: o Flamengo lidera o ranking de receitas (R$ 347 milhões) e é o único a diminuir sua dívida. Em 2013, ocupava o topo da tabela, com R$ 757,4 milhões. Em 2014, é de R$ 697,9 milhões.

Info 5 MAIORES RECEITAS 2014 c (Foto: infoesporte)Info 5 MAIORES RECEITAS 2014 c (Foto: infoesporte)

Clube com maior faturamento em 2013, o São Paulo, agora ocupa a terceira posição no ranking, com R$ 255,3 milhões. Quando liderava, era de R$ 364,7 milhões. O Corinthians mantém o segundo posto, apesar da diminuição de R$ 316 milhões para R$ 258,2 milhões. Palmeiras e Cruzeiro ocupam quarto e quinto lugares, com R$ 247,6 milhões e R$ 223,2 milhões. Os números são de levantamento realizado pelo consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi e têm como base o balanço financeiro publicado pelos clubes.

Info RECEITAS 2014 b (Foto: infoesporte)Info RECEITAS 2014 (Foto: infoesporte)

- Enquanto o mercado está parado, o Flamengo fecha com o maior superávit de sua história. Hoje a gestão do Flamengo é única no Brasil. É o modelo, é a exceção. Está usando o tripé fundamental para o equilíbrio: maximizar receita, controlar gastos e pagar dívidas. Durante sete, oito anos, a gente sempre ouvia que o clube era um gigante adormecido. Todo mundo via o Corinthians e o São Paulo crescendo, e o Flamengo, parado. A partir do momento que esta gestão assumiu o pior clube do Brasil naquela ocasião, tudo mudou – afirmou Amir Somoggi.

O consultor de marketing e gestão esportiva cita como comparação a administração Patrícia Amorim, anterior à atual. Na época, o clube faturava R$ 32 milhões em marketing. Hoje, chega a R$ 80 milhões. Segundo Amir, a diretoria fez a lição de casa. Não tem o time mais competitivo, mas não abusou nos custos do futebol e está pagando dívidas de décadas. Ao passo que clubes como Corinthians, São Paulo e Atlético-MG, entre outros, aumentam seus déficits.

Info 5 MAIORES DIVIDAS 2014 b (Foto: infoesporte)Info 5 MAIORES DÍVIDAS 2014 (Foto: infoesporte)

O líder das dívidas agora é o Botafogo, que passou de R$ 698,8 milhões para R$ 845,5 milhões, ultrapassando o Flamengo, em segundo. Aliás, os quatro grandes clubes do Rio continuam encabeçando a lista dos cinco maiores devedores, na companhia do Atlético-MG, quarto colocado, com R$ 486,6 milhões. O Vasco é o terceiro, com R$ 596,4 milhões, e o Flu ocupa a quinta posição, com R$ 439,6 milhões.

- O Botafogo tem a situação mais trágica. Vai ter que fazer o mesmo trabalho do Flamengo. O passivo trabalhista e fiscal é muito grave. Precisa fazer um plano a longo prazo – alertou o consultor, lembrando que, se os cariocas ainda se mantêm entre os primeiros em dívidas, hoje já têm companhia próxima de clubes como Grêmio, Santos e São Paulo, que estão se aproximando.

Info DIVIDAS 2014 b (Foto: infoesporte)

O dado mais assustador dos balanços foi no que se refere aos déficits. Os 16 clubes somados apresentaram perdas de R$ 595 milhões no ano passado. Em 2013, foram de R$ 375 milhões. Em dois anos somaram perdas de quase R$ 1 bilhão. Nos últimos quatro anos os déficits somados atingiram R$ 1,3 bilhão. Para piorar, as dívidas desses 16 clubes cresceram 18%, atingindo R$ 6 bilhões em 2014. Esse endividamento dos clubes, ainda segundo Amir Somoggi, está subindo muito em função de operarem de forma alavancada. A participação das dívidas fiscais sobre a dívida total vem caindo, passando de 41% em 2011 para 34% em 2014. Isso significa que os pesados empréstimos, os altos custos com os acordos trabalhistas, os débitos com os jogadores e dívidas com fornecedores estão crescendo em um ritmo muito acelerado.

- Temos nesse balanço o pior resultado em termos de déficit do futebol brasileiro. É o pior dos cenários. Chegamos a três conclusões: a receita está estagnada há dois anos. Os déficits são monstruosos. Com os prejuízos, há aumento do endividamento – disse Amir.

A queda na transferência de jogadores foi o fator que mais influenciou na diminuição das receitas dos clubes. O mau desempenho do Brasil na Copa do Mundo certamente teve influência.

- O 7 a 1 da Alemanha, sem dúvida, causou impacto negativo. Os jogadores brasileiros passaram a ser mais questionados no exterior. Com isso, os clubes acabaram inseridos no contexto da crise.

Info SUPERAVIT 2014 b (Foto: infoesporte)

Para não dizer que tudo foi ruim,  Amir destaca ainda: os clubes que impactaram positivamente os números com superávits foram o Flamengo, com R$ 64,3 milhões, Atlético-PR, com R$ 43,2 milhões, e Vitória, com R$ 268 mil. Todos os demais apresentaram perdas em 2014. 

Outro dado interessante: as receitas que mais cresceram em 2014 foram com a TV (R$ 1,04 bilhão), o clube social e sócio-torcedor, com um total de R$ 428 milhões gerados. Os patrocínios e a bilheteria tiveram uma queda nas receitas de R$ 5 milhões cada uma. A bilheteria dos clubes atingiu R$ 295 milhões, e os patrocínios, R$ 443 milhões.

- O contrato com a TV Globo é a garantia para os clubes correrem atrás de empréstimos. Em 2016 haverá renegociação, que pode segurar um pouco a crise. no primeiro ano haverá equilíbrio, mas já no segundo as despesas continuarão crescendo. O contrato com a TV acaba sendo o combustível para os déficits futuros. Os clubes precisarão ser mais criativos para sair dessa situação – alertou Amir Somoggi.

Fonte: Globo Esporte

02
08/15

O mercado brasileiro de marketing promocional.

O mercado de marketing promocional realizou nesta semana o II Congresso Brasileiro de Live Marketing onde foram apresentados, pela primeira vez, dados que indicam o tamanho do setor e as possibilidades de crescimento.

Feito pela Lafis entre junho e julho, o estudo indicou que o Brasil tem em torno de três mil agências de marketing promocional que, via de regra, são remuneradas por projetos com ticket médio de R$ 500 mil, considerado baixo pelo setor.

O mercado é bastante pulverizado entre grandes players e empresas menores — 72% das agências têm até 30 colaboradores fixos e 50% faturam até R$ 5 milhões por ano. A amostra foi feita com 200 agências.

O estudo apontou ainda uma defasagem em projetos digitais, já que apenas 54% das agências atuam com essa especialidade. O cenário é diferente quando se analisam iniciativas tradicionais: 93% das pesquisadas fazem ações de ativação, 92% trabalham com eventos, 88% com promoções, 83% com incentivo e 77% com trade marketing.

Os eventos correspondem pela maior fatia do faturamento do setor, com 25% do total. Ativações, com 15%, e marketing de incentivo, com 10%, estão na sequência. Dentro da especialidade eventos, os corporativos são realizados por 85% das empresas. Convenções (72%), feiras (71%), congressos (56%), shows (34%), eventos esportivos (32%) e rurais (17%) também estão no escopo da área.

Os números demonstram que o digital oferece possibilidades para o setor encarar seu maior desafio: ampliar o ticket médio. A principal barreira é a divisão invisível entre o bellow e o above the line — expressões em desuso que limitam as possibilidades do setor e que colocam de um lado as agências de publicidade, com maiores verbas e projetos mais estratégicos, e, do outro, as agências promocionais e de outros serviços de marketing, com ações mais táticas. “Temos o desafio de fazer com que essa linha deixe de existir. Já deixamos de ser empresas táticas e as boas ideias podem vir de qualquer lugar”, frisa Kito Mansano, presidente da Associação de Marketing Promocional (Ampro), que estima que o setor movimentou R$ 45 bilhões em 2014, com perspectiva de crescer 6% em 2015.

Confira abaixo infográfico com dados do setor de marketing promocional:

Somente Imagem
Fonte: Meio e Mensagem 

 

 

02
08/15

Ócio criativo.

02
08/15

Pão de Açúcar

02
08/15

Homenagem a Cecil.

02
08/15

Flávio Waiteman na Escala.

Flavio Waiteman

Escala, sediada em Porto Alegre, anuncia a contratação de Flávio Waiteman para comandar a área de criação dos escritórios de São Paulo e Brasília da agência. O profissional irá trabalhar com Getúlio Albrecht, atual diretor de criação; Fernando Amino, diretor de operações; e Ricardo Pilla, diretor de mídia.

Quero somar ao bom trabalho que a equipe da Escala já vem desenvolvendo e trazer cada vez mais o modelo de negócios consistente dos gaúchos para o mercado de São Paulo”, declara Waiteman.

Em fevereiro, o criativo deixou o cargo de sócio e vice-presidente de criação da Master Roma Waiteman, que voltou a se chamar Master Comunicação. Antes disso, atuou por seis anos na Africa. Criou para marcas como Itaú, Mitsubishi, Vale e Vivo.

O trabalho reconhecido do Waiteman nos deixa seguros de que ele é o nome certo para posicionar a Escala entre as 20 maiores do País nos próximos dois anos, avançando dentro dos atuais clientes e conquistando novas contas no mercado”, defende Nizan Guanaes, sócio fundador do Grupo ABC.

Criada em 1973, a Escala tem como sócios Alfredo Fedrizzi, Reinaldo Lopes, Paulo Melo, Fernando Picoral e Miguel de Luca. Em setembro de 2014, o Grupo ABC adquiriu o controle da empresa.

Entre os clientes da agência estão Grendene, Lojas Colombo, Sonae e Ministério da Educação. Recentemente, a Escala conquistou as contas de Umbro e Tryon, do Grupo Dass, além da marca de sapatos Louloux.

 

Fonte: CCSP

02
08/15

Renato Duque vai denunciara o PT.

Renato Duque vai falar. Agora é oficial.

Leia a reportagem de O Globo:

“A família de Renato Duque contratou oficialmente nesta sexta-feira o escritório do advogado Marlus Arns, de Curitiba, para que ele negocie com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) os termos de um acordo de delação premiada.

Segundo o próprio advogado, as reuniões de Duque com o MPF ainda não ocorreram, mas as conversas devem ser iniciadas na próxima semana. Os atuais advogados de Duque devem deixar o caso”.

Renato Duque, com Marlus Arns, está em excelentes mãos. A Lava Jato também.

Queremos Lula, Renato Duque. E Dilma Rousseff.

O ANTAGONISTA

02
08/15

A tempestade econômica do Brasil.

A conta é dela, mas nós é que estamos pagando: os erros da política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o país à tormenta
A conta é dela, mas nós é que estamos pagando: os erros da política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o país à tormenta(Alan Marques/Folhapress)

As análises econômicas mais realistas e desapaixonadas indicavam, fazia algum tempo, que a crise na economia brasileira era um acidente prestes a acontecer. Por seis anos seguidos, o governo pisou fundo demais no acelerador dos gastos públicos e aliviou o pé no freio do controle da inflação. Em pouco tempo, arruinou a confiança construída em duas décadas de ajustes e reformas – sem falar nas manobras na contabilidade federal. Ao assumir o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy apresentou um plano para evitar o desastre, como o personagem do filme Juventude Transviada que escapa da morte ao saltar do carro momentos antes da queda no desfiladeiro.

Por alguns meses, parecia que Levy seria bem-sucedido. O ministro procurou extinguir os trambiques do antecessor e propôs uma série de medidas para reforçar o caixa do governo e impedir um rombo ainda maior nas finanças públicas. A iniciativa seria um primeiro passo para arrumar a casa e retomar os projetos de longo prazo para incentivar o crescimento econômico. O clima político hostil, entretanto, atrapalhou os planos do ministro. Quanto mais frágil a situação da presidente Dilma Rous­seff e maior o envolvimento de políticos da base aliada nas revelações da Lava-Jato, menor a disposição do Congresso para aprovar ajustes impopulares. O tempo sobre a economia brasileira já estava fechado. Agora, o país está sob a ameaça de lidar com uma verdadeira tempestade perfeita.

O Brasil não é tão vulnerável como no passado, mas entrou avariado na trovoada. O povo brasileiro já percebeu, em seu dia a dia, o aumento no custo de vida, a dificuldade para quitar dívidas, o desemprego de pessoas conhecidas. O pior, entretanto, está por vir. Principalmente se as medidas de austeridade nas contas do governo não forem aprovadas. Na semana passada, a agência americana de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu para negativa a avaliação do país. Existe agora uma probabilidade elevada de rebaixamento da nota do Brasil, possivelmente no próximo ano. Se assim for, o país perderá, na avaliação da S&P, o status de grau de investimento. E o que isso significa? A economia deixará de ter acesso ao crédito farto e barato dos mercados internacionais. Os maiores fundos de pensão estrangeiros restringem a aplicação em países sem o grau de investimento. Em vez de ficar mais próximo de países como os Estados Unidos, a Alemanha ou o Chile, o Brasil seria rebaixado para o grupo de caloteiros contumazes, que inclui a Grécia, a Argentina e a Venezuela.

Não é apenas o governo que é afetado. As empresas brasileiras também serão vistas como investimentos especulativos. Ao pôr a nota do país em perspectiva negativa, a agência fez o mesmo para 41 empresas locais. Entre elas figuram companhias que, a despeito do cenário econômico adverso, estão entregando bons resultados e não têm dependência direta do Estado, como Ambev e NET. Isso acontece porque a nota de crédito do país é o teto de classificação das empresas. Raramente uma empresa pode ter nota melhor do que o país no qual ela opera, porque sempre existe o risco de ser afetada por alguma restrição na transferência de pagamentos.

Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no tablet, noiPhone ou nas bancas.

02
08/15

A turma de Dilma no Eletrolão.

Em julho de 2007, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniu alguns ministros num comitê que tinha como missão fixar novas metas para o programa nuclear brasileiro. Aficionada às questões do setor elétrico, Dilma puxou para si o papel de coordenadora do grupo. O trabalho resultou num plano que previa, dentre tantas metas ambiciosas, a conclusão das obras da usina nuclear de Angra 3, paralisadas nos anos 80. No comando operacional da empreitada estava o presidente da Eletronuclear, almirante Othon Pinheiro da Silva, que se tornou na semana passada o principal alvo da 16ª fase da Operação Lava Jato. Othon, que estava licenciado do cargo desde abril, quando surgiram os primeiros indícios de irregularidades, foi preso pela Polícia Federal sob acusação de receber R$ 4,5 milhões em propinas pagas por empreiteiras integrantes do consórcio responsável pela obra. Embora o militar tenha surgido como a face mais visível do esquema, a PF tem elementos que podem fazer com que as investigações atinja outras personagens muito próximos da presidente Dilma. “É possível que a gente chegue aos políticos”, disse o delegado Igor Romario de Paula.

Abre_Eletrolao.jpg
NA ANTE-SALA DO PLANALTO
Aloizio Mercadante, Erenice Guerra e Valter Cardeal (da esq. para dir.)
deverão estar entre os investigados no Eletrolão

Chegar aos políticos é quase um eufemismo. Ao mergulhar no setor elétrico, a PF vai bater na porta do Palácio do Planalto. Não há um só projeto no setor elétrico que Dilma não tenha acompanhado de perto. Se como presidente do Conselho da Petrobras a presidente alega que não tinha informações completas sobre o que acontecia na estatal, dificilmente poderá dizer que desconhecia os rolos em Angra 3 ou na usina de Belo Monte, os dois maiores investimentos do governo em geração de energia. Em ambos os casos, os investigadores já têm indícios de envolvimento de gente de confiança da petista. Há informações, por exemplo, de que boa parte dos contratos de equipamentos da mega hidrelétrica que está sendo construída na bacia do rio Xingu era antes negociada num escritório de advocacia – ou lobby – abrigado num imponente edifício de linhas modernistas e fachada de concreto na quadra 8 do Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

O imóvel está situado a apenas uma quadra do escritório de advocacia de Erenice Guerra. E não é mero acaso. Além da ex-ministra de Dilma, segundo investigadores, também frequenta o local o advogado Joaquim Guilherme Pessoa e o empresário Marco Antonio Puig, ligado à empresa LWS envolvida numa investigação de fraudes em contratos de informática nos Correios. Puig teria relação com o diretor da Eletrobras Valter Cardeal, outro apadrinhado de Dilma.

IE2383pag40e43Eletrolão-3.jpg

O consórcio construtor de Belo Monte é liderado pela Andrade Gutierrez em parceria com Odebrecht, Camargo Correa, Queiroz Galvão e OAS, as mesmas do clube do bilhão, além de outras cinco menores. A PF sabe que no mesmo local também eram negociados projetos para captação de investimento de fundos de pensão e acertos para a anulação de multas fiscais no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), que já é alvo de outra operação. Erenice, dizem os investigadores, também atuou na comercialização de energia. Ela chegou a se associar informalmente ao ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e ao lobista Alexandre Paes dos Santos no Instituto de Desenvolvimento de Estudos e Projetos Econômicos.

O caso da usina de Belo Monte, orçada em R$ 30 bilhões, segundo um procurador da Lava Jato, se relaciona diretamente com o de Angra 3. A força-tarefa obteve os primeiros indícios de que o esquema do Petrolão se alastrara para o setor elétrico quando apreendeu com o doleiro Alberto Youssef a planilha de 750 obras federais. Mais recentemente, em delação premiada, o ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini revelou detalhes sobre o superfaturamento das obras e pagamento de R$ 20 milhões em propinas a políticos, por meio de empresas de fachada. Avancini citou como um dos beneficiários do esquema o diretor da Eletronorte Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro Antonio Palocci, que já é investigado em outro procedimento da Lava Lato e foi um dos coordenadores da campanha de Dilma em 2010 – além de sministro da Casa Civil. Adhemar era considerado intocável. Seu nome surgiu em 2009 na Operação Castelo de Areia.

Avancini também envolveu o nome de Flávio David Barra, presidente global da Andrade Gutierrez Energia, que era seu interlocutor nas obras de Belo Monte. Barra foi preso com Othon na semana passada. A PF cumpriu ainda 30 mandados de busca e apreensão na sede da Eletronuclear e outros imóveis residenciais e comerciais em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. As prisões se basearam em movimentações bancárias de empresas envolvidas no esquema e no depoimento de Avancini, que revelou a existência de um acerto para pagamento de propinas ao PMDB e a funcionários da Eletronuclear em relação às obras de Angra 3. Ele contou detalhes de uma reunião feita em agosto de 2014 e apontou Flávio Barra como “o representante da Andrade Gutierrez que discutia valores a respeito da propina de Angra 3”, segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa.

IE2383pag40e43Eletrolão-4.jpg

As obras civis de Angra 3 começaram em 1984, mas ficaram paralisadas por 25 anos. Foram retomadas em 2009 com previsão de aportes de R$ 7 bilhões. Nessa época, o presidente da Eletronuclear – que segundo a Lava Jato já recebia propinas – defendia a retomada do contrato com a Andrade Gutierrez, mas o projeto antigo não considerava uma série de parâmetros de segurança adotados mundialmente após o acidente nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), em 1979. As falhas de projeto foram denunciadas por ISTOÉ e levaram os órgãos de controle a pressionarem o governo por uma reformulação do projeto.

Em última análise, foi necessário o lançamento de uma nova licitação. A concorrência foi vista pelas empreiteiras do clube do bilhão como uma oportunidade para acertarem um novo negócio, elevando o custo da obra de R$ 7 bilhões para R$ 15 bilhões. Segundo o MPF, a propina alcançaria o valor de 1% dos contratos. No despacho que determinou as prisões, o juiz Sérgio Moro ressaltou que Othon Pinheiro da Silva era ao mesmo tempo presidente da Eletronuclear e proprietário da Aratec Consultoria e Representações, configurando um conflito de interesses.

Outro provável foco de irregularidades na área sob controle de Othon é o projeto do submarino nuclear, o Prosub. Coube ao presidente da Eletronuclear a elaboração do projeto de aquisição de submarinos franceses. O pacote orçado em R$ 28 bilhões inclui a compra de quatro Scorpéne de propulsão a diesel e o desenvolvimento conjunto com a estatal DCNS de um modelo de propulsão nuclear, que será montado num estaleiro em Itaguaí, no Rio. A Odebrecht foi escolhida pela Marinha para construir o estaleiro, mas não houve licitação. Esse negócio foi conduzido por outro militar, o coronel Oswaldo Oliva Neto, irmão do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

A investigação do MPF reúne indícios de que Oliva Neto possa ter atuado como operador de Mercadante, que ao assumir a pasta de Ciência e Tecnologia pressionou para a realização de uma nova licitação para Angra 3. Coronel reformado, Oliva Neto ocupou até 2007 o cargo de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência. Desde então, ele reativou a Penta Prospectiva Estratégica e passou a prestar consultoria em todos os grandes projetos do governo do PT na área de defesa, não só na compra dos submarinos, mas dos helicópteros franceses EC-725 e em projetos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Em 2010, Penta se uniu à Odebrecht Defesa e Tecnologia, criando a Copa Gestão em Defesa. Depois foi adquirida a Mectron, que igualmente firmou sem concorrência contrato com a Amazul Tecnologias de Defesa, estatal de projetos criada por Dilma para atuar no Prosub. A Lava Jato puxará agora o fio desse novelo que pode levar a identificar possível tráfico de influência de Mercadante e eventual uso da empresa de consultoria de seu irmão para recebimento de propina.

Fonte: IstoÉ

02
08/15

Não existe dinheiro público.

NÃO EXISTE DINHEIRO PÚBLICO.

EXISTE APENAS O DINHEIRO DOS

PAGADORES DE IMPOSTOS.

.

MARGARETH TATCHER

Foi Primeira-Ministra do Reino Unido

e ficou conhecida como “A Dama de Ferro”.

+

Seria muito bem-vinda do Brasil, agora!

JJ

Página 1 de 3.2091234...1015...Última