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05/16

Canon comprou a Nikon.

bolsa de valores

Quando a  bolsa de valores de Tóquio abriu de manhã (madrugada para nós brasileiros) uma bomba caiu sobre todos que acompanham o mercado de tecnologia. Uma mega operação de compra surgiu causando surpresa e tornando em bagunça uma segunda feira que seria tranquila. Duas megacorporações do mundo da fotografia estavam envolvidas e os blogs e sites japoneses se apressaram em noticiar que a Canon, líder do mercado nipônico em vendas de câmeras fotográficas digitais, acabara de adquirir 60% das ações da concorrente Nikon, que ocupa o segundo lugar em vendas do país, adquirindo assim o controle da empresa.

Quem primeiro deu a notícia no Japão foi o jornalista Dan Moroboshi que trouxe uma matéria completa sobre a aquisição e o que acabou rolando nos bastidores. Ao que tudo indica, esse é mais um estágio dentro da estratégia da Canon de se tornar o maior fabricante e distribuidor de câmeras e lentes fotográficas no mercado mundial. Segundo Naoto TamuraDiretor de Aquisição da Canon, esse é mais um degrau a ser escalado para colocar a companhia em primeiro lugar na fabricação de câmeras, pois serão absorvidos as redes de fabricação de peças, distribuição de equipamentos e o setor de propaganda da Nikon. Creio que essa é uma boa oportunidade para que a Canon aprenda a fazer uma boa propaganda com ótima trilha sonora e imagens envolventes.

Mas, e como ficam os proprietários de câmeras Nikon? Segundo Shin Hayata, executivo responsável pelo período de transição, a marca Nikon vai continuar existindo, mas algumas coisas vão mudar a longo prazo. A primeira mudança é que agora todas as câmeras Nikon vão utilizar sensores produzidos pela Canon, trazendo aquela puxada para o magenta que todos nós adoramos. A segunda mudança é que agora a assistência técnica da Nikon vai ficar mais ágil nos mercados fora do Japão e as câmeras serão reparadas em menos de 180 dias.Hayata também destacou a necessidade de equipar os próximos lançamentos da Nikon com tecnologias que já estão caindo de velhas em outras câmeras, como a conexão Wi-Fi e o GPS integrado (falando das câmerasDSLR).

O analista de mercado Issamu Minami aponta que existem pontos positivos e negativos nesse tipo de operação. A concorrência diminui no mercado fotográfico, já que agora temos apenas uma potência entre as fábricas de equipamentos com tradição. Por outro lado, os concorrentes agora devem se preparar para morder uma fatia de mercado que pode ser deixado de lado pela finada (será politicamente correto falar isso?) fábrica da Nikon, já que muitos de seus seguidores vão perder a fé na marca e migrar para um concorrente. Porém, o futuro ainda é incerto, pois ninguém pode dizer ao certo o que vai acontecer nas fileiras da Nikon e como a Canon vai lidar com esse ganho de massa gigantesco em sua estrutura.

Já prevejo muita gente (revolucionários de pijama) quebrando o pau no Twitter e fazendo correntes noFacebook contra o fato.

canon-vs-nikon-image

 

Fonte: Chicago Sun-Times

04
05/16

“O comercial de 30 segundos continuará a ser protagonista”.

Divulgação

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Willy Haas, vice-presidente da Rede Globo de Televisão e diretor-geral de negócios, conta que o relacionamento da emissora envolve contatos com mais de 30 mil anunciantes e seis mil agências, responsáveis pela exibição de 17 milhões de comerciais por ano. A rede é composta por 124 emissoras, das quais cinco próprias nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Brasília. “O mercado aposta nos nossos intervalos comerciais, nas oportunidades de patrocínio que oferecemos. Não podia ser diferente! No Fantástico, por exemplo, a média de audiência deste ano no PNT cresceu 5% em relação a 2015 e 11% em relação a 2014”, destacou Haas. Confira os principais pontos da sua entrevista.

Cobertura
A TV linear continuará extremamente relevante nos próximos anos. Ela contribui como termômetro da população, coloca todo mundo na mesma sintonia. As novelas, os reality shows, o jornalismo e os eventos esportivos têm essa característica em comum: a conversa simultânea, que ocorre ao vivo, prescinde do ineditismo e da possibilidade de agregar todo mundo em uma mesma frequência. E neste contexto, nenhum outro veículo tem a cobertura, a abrangência e a capilaridade da Globo: somos 124 emissoras em todo o país, com os mais diversos sotaques, refletindo a diversidade das culturas regionais. É por isso que reafirmamos: em momentos como o que estamos atravessando, a Globo continua a ser o ambiente mais seguro para a construção e a consolidação de marcas.

Audiência
O que muda é a contextualização do ponto de audiência. Há cerca de 20 anos, havia 1 milhão de domicílios com TV paga. Hoje são quase 20 milhões. A população brasileira cresceu; o número de aparelhos de TV, o número de lares com aparelhos de TV, as horas assistidas e a nossa cobertura também cresceram. Com isso, as emissoras de TV aberta hoje têm mais audiência do que tinham há 20 anos, pois conseguem atingir um número muito maior de pessoas com potencial de consumo. Numa conta rápida, 30 pontos de audiência da Globo em 1997 (ano em que teve início a medição PNT) equivaliam a 10.106.038 domicílios com TV. Em 2016, os mesmos 30 pontos correspondem a 19.345.915 domicílios com TV, um aumento de 91%.

Testemunhal
Por si só não é a solução. Antes de tudo ele precisa ser uma verdade também para a pessoa, depois será também para o consumidor. Quando faz sentido, quando é verdadeiro, ele cria uma conexão.

Modelos
O fato de a Globo ter uma atuação cada vez mais diversificada, produzindo e disponibilizando seu conteúdo em todas as plataformas, tem exigido de todas as áreas da empresa novos modelos de operação e de gestão. No caso da área de negócios, o desafio é trabalhar o portfólio de forma cada vez mais integrada. Dos 30 programas de maior audiência, todos são produzidos pela emissora. Cem por cento das novelas, reality shows, filmes, programas esportivos e de auditório são líderes absolutos de audiência. E o que temos visto é que as marcas têm aproveitado essa sinergia entre nossos canais para ampliar a sua conexão com os consumidores, se desenvolvendo cada vez mais no engajamento com o conteúdo, complementando a sua estratégia de frequência. Esta sinergia tem sido altamente eficiente tanto para nós quanto para os anunciantes, que obtêm resultados expressivos para suas estratégias de comunicação.

Inovação
Este é um atributo do qual nos orgulhamos profundamente, que perseguimos constantemente. É o que nos mantém na preferência do público. Quando fizemos o lançamento da atual marca, já dizíamos: “o mundo está em movimento, a vida está em movimento, a Globo está em movimento. Para acompanhar o mundo, a vida, e você”. Esta é a tônica de uma empresa atenta às evoluções da sociedade, aos movimentos do mercado, às oportunidades do presente – e, principalmente, que está preparada para os desafios do futuro. É fato que, nesses últimos anos, o Brasil, os meios de comunicação e o nosso mercado experimentaram profundas transformações. Mas a essência do nosso negócio continua sendo a mesma: contar histórias relevantes para as pessoas. Falamos com 97 milhões de pessoas todos os dias. É nossa obrigação fazer isso com qualidade, criatividade e inovação. E é por isso que nossas histórias estão ao alcance do público onde ele quiser, seja na TV aberta, no Globo Play ou nos nossos portais de conteúdo na internet.

Interatividade
Pautamos conversas do dia a dia das pessoas. Se o público estiver engajado, participando por múltiplos canais de interatividade dessa troca conosco e com os conteúdos, a repercussão será uma consequência natural. Se pensar que a nossa primeira ferramenta de escuta foi a criação da Central de Atendimento ao Telespectador, há mais de 30 anos, vemos o quanto sempre estivemos atentos a isso. Atualmente temos duas fan pages no Facebook, com mais de 10 milhões de fãs: a da Rede Globo e a de Malhação. No Twitter, só o perfil da Globo fala com mais de 10 milhões de seguidores. Temos uma grande atuação no Instagram, também com ótimos resultados. Estamos ainda no YouTube e no Google +. E também estamos fazendo experiências no Snapchat e no Pinterest. Do lado dos apps de comunicação, nosso jornalismo tem usado WhatsApp e Viber regularmente para receber material colaborativo.

GRP
Há uma programação de qualidade que encanta e envolve toda a população, de todas as regiões do país, de todas as idades e classes sociais. Há o intervalo comercial bem cuidado, planejado para ser o melhor ambiente para a comunicação dos anunciantes. Há a excelência no atendimento comercial, que inclui o desenvolvimento dos projetos, o uso intenso de pesquisas, a qualidade técnica e a entrega. No final das contas, existem muitos outros atributos que são considerados na avaliação dos investimentos de mídia.

Informalidade
A informalidade só faz sentido se ela contribuir para a conexão com as pessoas. E entendo que, na medida em que a sociedade está evoluindo, é natural que nossos telejornais estejam mais próximos do público. Isso se dá não só na tela da TV, como também nas redes sociais. Temos mais de sete milhões de seguidores nos perfis sociais do Jornal Nacional. Pessoas que interagem com o nosso conteúdo todos os dias, compartilhando e comentando as nossas matérias. Com as mudanças que fizemos recentemente, nossos apresentadores ganharam mais mobilidade, mais recursos para interagir com a notícia e com o público. Como falamos anteriormente, tudo isso é reflexo dos movimentos dessa marca.

Linguagem
O mercado aposta nos nossos intervalos comerciais, nas oportunidades de patrocínio que oferecemos. Não podia ser diferente! No Fantástico, por exemplo, a média de audiência deste ano no PNT (Painel Nacional de Televisão) cresceu 5% em relação a 2015 e 11% em relação a 2014.

Programação
Em um mercado sofisticado e competitivo como o brasileiro, a construção e a manutenção de marcas fortes continuará a ser fundamental, e a TV aberta seguirá sendo o porto seguro em que os anunciantes encontrarão eficiência e rentabilidade. O intervalo comercial e o comercial de 30 segundos continuarão a ser protagonistas nas estratégias de comunicação dos clientes. Temos uma história de pioneirismo na criação de produtos e formatos comerciais, buscando sempre a excelência e a melhor forma de atender às necessidades de comunicação.

Mídia programática
A comercialização automatizada de inventário Globo é exclusiva para publicidade digital e realizada somente via ProG, plataforma de mídia programática da empresa. Por meio da plataforma, agências e anunciantes têm a oportunidade de participar de leilões fechados para compra de diferentes espaços de mídia nos pilares Globo na Globo.com (G1, GShow e GloboEsporte.com). Inicialmente, a plataforma tinha como oferta somente o formato de mídia de alto impacto nas homes dos portais, mas no decorrer do tempo passou a comercializar também mídia no feed de notícias. Além disso, atualmente, o ProG faz parte do portfólio de produtos que compõem os planos de grandes patrocínios, como futebol, Fórmula 1, Verão Espetacular e Big Brother, em ações integradas com a TV. É importante reforçar que o lançamento do ProG foi embasado em um longo processo de pesquisa, que teve como preocupação desenvolver um produto que adicionasse valor à relação entre Globo, agências e anunciantes, respeitando as normas do mercado brasileiro. Assim, a plataforma já nasceu com a força de um dos nossos principais diferenciais: a transparência nas transações e o relacionamento ético e legal nas relações comerciais.

Fonte: propmark

04
05/16

Brasileirão 2016 só na Globo. Na crise, Band desiste.

O Campeonato Brasileirão não será mais transmitido pela Band. A emissora paulista anunciou nesta quarta-feira que encerrou o acordo de transmissão conjunta em TV aberta que manteve com a Rede Globo nos últimos dez anos. A Band culpou o “agravamento da crise econômica” pela mudança.

 

Antes de anunciar a sua decisão, a Band chegou a exibir chamadas do Brasileirão 2016, que começa no próximo dia 14. A emissora ainda divide com a Globo os direitos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa, que se encerra dia 28, e dos Estaduais, que terminam neste final de semana. A empresa não informou se transmitirá a Copa do Brasil ou se ficará sem futebol na grade durante todo o segundo semestre.

O comunicado divulgado pela Band:

Durante as últimas dez temporadas, Band e Globo caminharam lado a lado na exibição do Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A, com mútuos benefícios e em perfeita sintonia.

Contudo, em que pese o enorme esforço de ambas as empresas para viabilizarem a continuidade da exposição conjunta dessa competição, o agravamento da crise econômica impediu a Band de prosseguir com esse licenciamento, a partir da temporada 2016.

Globo e Band reiteram que essa decisão foi tomada em comum acordo e dentro do mais elevado espírito de cooperação que caracteriza seu relacionamento de muitas décadas e que prossegue em outros eventos esportivos e institucionais.

Assessoria de Comunicação Band

04
05/16

A sinuca do Twitter.

Twitter

As ações do Twitter negociadas na Bolsa de Nova York fecharam nesta terça-feira em queda de 2,78%, negociadas por 14 dólares, seu menor valor de fechamento desde que a companhia abriu seu capital, em novembro de 2013. Ao longo do dia, os papéis da empresa chegaram a descer a 13,90 dólares, também o menor valor pré-fechamento já registrado.

Com o declínio desta terça, o valor de mercado da empresa desceu a 9,7 bilhões de dólares. Na semana passada, antes da divulgação de seu balanço trimestral, o valor de mercado da companhia era de 14 bilhões de dólares.

Os números contrastam com o cenário de apenas um ano atrás, quando as ações do Twitter valiam 52 dólares; nos últimos doze meses, seus papéis perderam dois terços de seu valor. Essa desvalorização reflete a impaciência do mercado com uma série de mudanças promovidas pela companhia para tentar atrair novos usuários, o que ainda não surtiu os efeitos esperados.

Em meio a esforços para aumentar sua base de usuários e, em paralelo, elevar os gastos dos anunciantes, o Twitter está em uma encruzilhada. “A empresa tem que provar que pode resolver os problemas de produto antes que os usuários deixem o serviço para sempre”, disse o analista Ben Schachter, da Macquarie, em relatório. As mudanças na companhia incluíram a saída de quatro de seus nove executivos, anunciada em janeiro.

Liderada pelo co-fundador Jack Dorsey, a empresa informou na semana passada que tinha em março 310 milhões de usuários ativos mensais, em média, ou 5 milhões a mais que no quarto trimestre de 2015. A companhia também reportou uma queda no gasto de anunciantes e receita de 594,5 milhões de dólares, número perto das menores expectativas do mercado.

As perspectivas para o Twitter nos próximos meses não são muito positivas. A previsão da companhia para a receita do segundo trimestre ficou bem abaixo do esperado por Wall Street. Dos dezoito analistas que acompanham seus papéis, pelo menos dezesseis reduziram expectativa de preços para a as ações da empresa.

 

Fonte: Veja

04
05/16

TV aberta é o meio com maior número de anunciantes exclusivos.

O estudo Retrospectiva & Perspectivas, realizado pela Kantar Ibope Media, apontou que os anunciantes se mostraram leias às mídias com as quais mais tem afinidade. De acordo com a pesquisa, 46.730 empresas comparam espaço publicitário nos meios e veículos monitorados pelo instituto em 2015.

Na categoria “Search”, do total de 10.390 anunciantes, 68% usaram somente esta mídia em sua estratégia. Na TV aberta, 66% de 21.203 marcas compraram espaço com exclusividade. No caso do jornal, o patamar de anunciantes exclusivos também foi expressivo: 62% de 22.188.

Os 30 maiores anunciantes do Brasil são responsáveis por 30% do volume de compra de espaço publicitário do país. A Genomma, que passou da terceira para a primeira posição no ranking em 2015, registrou crescimento de 15% na comparação com o ano anterior, somando o equivalente a R$ 3,9 bilhões. A Via Varejo vem em segundo lugar, com aquisições na ordem de R$ 3,8 bilhões e queda de 10% em relação a 2014. A empresa inverteu de posição no ranking com a Unilever Brasil, que passou a ocupar a terceira posição em 2015, com R$ 3,1 bilhões em volume de compra de espaço publicitário – uma retração de 18% em comparação ao ano anterior.

Entre os anunciantes que estrearam no ranking neste ano estão Divcom Pharma Nordeste (13º), Seara (15º), BRF (21º), Supermercado Guanabara (26º), Trivago (27º) e Ricardo Eletro (30º).

 

O estudo completo pode ser conferido no site da Kantar Ibope Media (cliqueaqui para acessar).

 

Fonte: Adnews

04
05/16

Para brasileiros, marcas são desonestas.

Nada menos que 81% dos consumidores brasileiros ouvidos na 4ª edição do estudo global Authentic Brands e Authentic 100, realizado pela Cohn & Wolfe, avaliaram que as marcas não são “abertas e honestas”. Os 19% que acreditam na abertura e honestidade das marcas representam um índice abaixo da média global, que é de 22%.

Por outro lado, 92% dos participantes brasileiros da mostra afirmam que recompensariam uma marca autêntica – o que o consumidor detecta a partir de sua experiência e não de discursos das marcas – sendo fiéis ou mesmo recomendando-a a outros consumidores.

No estudo, realizado em 14 mercados, reunindo 1.600 marcas e 12 mil consumidores, também foram feitos rankings das 100 marcas consideradas mais autênticas em cada mercado e globalmente. Os elementos mais importantes considerados pelos coordenadores da pesquisa foram se a marca era: 1) “Confiável”: Consumidores reconhecem como autênticas marcas que “entregam o que prometem” e têm “alta qualidade”; 2) “Respeitosa”: Marcas que “tratam bem” e “protegem os dados e a privacidade” dos consumidores – uma preocupação em todos os mercados, e 3) “Real”: alta percepção de ser “honesta” e “age com integridade”.

Os setores de bens de consumo, tecnologia e automotivo são os que mais têm marcas autênticas. Na lista brasileira, estão entre as dez mais autênticas O Boticário, Bombril, Johnson & Johnson, Nestlé, Apple, Microsoft, Google, Brastemp, Adidas e Natura (veja abaixo as listas completas das 100 mais autênticas no extrato brasileiro e no âmbito global).

Entre as principais conclusões do estudo estão o fato de que existe certo ceticismo mundial em relação às marcas; privacidade é importante, o que ficou evidente com a briga entre Apple e FBI; há oportunidade para ampliar negócios, com os consumidores que tendem a recompensar marcas autênticas; e autenticidade é uma experiência pessoal, significando que os consumidores buscam provas de que podem confiar em uma marca.

AuthenticBrands_RankingBrasil

AuthenticBrands_RankingGlobal

Fonte: Meio e Mensagem

04
05/16

A resiliência e a plasticidade.

Recentemente participei de um evento em que aprendi a diferença entre resiliência e plasticidade que, para mim, foi uma revelação de grande utilidade. Nos últimos tempos, nunca escutei com tanta frequência a palavra resiliência nas explanações e justificativas de como precisamos saber nos adaptar a um contexto desafiador.

Assim como a água corrente, que sempre acaba por encontrar um caminho para continuar seguindo seu curso, estamos sendo todos estimulados a buscar alternativas que nos permitam superar obstáculos de toda ordem e magnitude. Saber ser resiliente é, sem dúvida, uma competência necessária para se sobreviver a uma situação que impõe condições de adversidade, desde que essa situação seja temporária, ou seja, os fatores que a determinaram deixem de existir e o ambiente volte ao seu normal.

Em sua definição nos dicionários, resiliência é a propriedade que alguns corpos apresentam de retomar à forma original, após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Importante notar que a resiliência não é um estado constante, definitivo, mas sim uma condição que se assume momentaneamente, para então retomar a sua forma original.

Em tempos passados, era bastante comum termos de enfrentar um período em que as coisas fugiam do seu normal, quando então, ser resiliente nos permitia, da mesma maneira que a água, continuar a fluir. Quantas vezes, nessas ocasiões, ouvi afirmações tranquilizadoras como: “não se preocupe, é só uma turbulência” ou “essa é apenas mais uma crise, mais à frente a gente volta ao normal” – e assim exercitávamos nossa resiliência para, em seguida, retomar a vida, tal como sempre tinha sido.

Hoje as condições de temperatura e pressão não estão apenas provocando uma alteração temporária no contexto, mas determinando uma mudança profunda na ecologia dos negócios, nas relações, na sociedade latu senso. A expressão “o novo normal” já é corriqueira nas análises do ambiente macroeconômico, é certo que nunca mais voltaremos ao antes. Podemos nos preparar para voar em constante turbulência, e crise é a sensação permanente de precisar encarar, a cada dia, uma realidade em que nunca se pode relaxar.

Por conta de tudo isso, para mim, o aprendizado sobre a plasticidade tem sido de enorme utilidade, uma revelação encantadora. Plasticidade é a propriedade de, uma vez exposto a uma determinada situação nova e desafiadora, mudar, se moldar e assumir um novo formato, que vai proporcionar ao corpo a capacidade de prevalecer frente às condições a que será exposto.

Não se trata de uma variação momentânea, esperando que o ambiente volte ao seu normal para também retomar sua forma original. Plasticidade é ser novo, é se reinventar, adquirir outras competências, saber ler o que está acontecendo a sua volta e aprender as respostas certas: plasticidade é transformação.

Para muitos, o conceito da época que estamos vivendo é o da resiliência. Da minha parte, incorporei fervorosamente a plasticidade como minha meta, definitivamente esses não são tempos para adaptação, a minha crença está na evolução.

José Eustachio é chairman da Talent Marcel

04
05/16

WhatsApp explica por que não entrega os dados que a polícia brasileira pede.

O WhatsApp entrou em rota de colisão com a Justiça brasileira nos últimos tempos. Primeiro, o aplicativo foi ameaçado de suspensão; depois, no fim do ano passado, foi banido por algumas horas no país. Na semana passada, o vice-presidente do Facebook (empresa dona do WhatsApp), Diego Dzodan, foi preso pela Polícia Federal por causa, justamente, da falta de colaboração em investigações policiais. Podem ser casos distintos, envolvendo crimes diferentes, mas o problema entre Justiça e WhatsApp é o mesmo.

O aplicativo não fornece as informações solicitadas pelas autoridades, e isso tem causado atritos, levando a estas atitudes extremas de juízes pelo país. Mas, afinal de contas, por que o WhatsApp não colabora? Para entender o caso, o Olhar Digitalconversou com Matt Steinfeld, diretor de comunicação do aplicativo, que esclareceu a situação.

A alegação da empresa é simples: NENHUMA mensagem é guardada em seus servidores. Não importa quantas vezes a Justiça brasileira (ou de qualquer outro lugar do mundo) pedir, o WhatsApp não pode oferecer o que ele não tem.

O mais interessante de toda esta situação é que, mesmo que armazenasse as mensagens, pouco poderia ser feito para ajudar a Justiça, porque o aplicativo aposta em criptografia end-to-end, que, basicamente, significa que as mensagens saem do celular já criptografadas, fazem todo o trajeto celular-servidor-outro celular e só são desencriptadas quando chegam ao recipiente final, para que ele possa ler o que foi escrito. Ou seja: mesmo que guardasse estas mensagens e fotos, o WhatsApp não teria a chave para poder vê-las, ou para permitir que as autoridades as vejam.

Isso é importante por vários motivos. Para o WhatsApp, é a garantia que pode oferecer aos usuários de que suas mensagens não serão interceptadas, por qualquer motivo, seja para o caso do cibercrime, seja para o caso de ciberespionagem governamental (de qualquer governo que seja).

Confira abaixo como foi o bate-papo com Matt Steinfeld.

Olhar Digital: Por que o WhatsApp não entrega as mensagens que as autoridades brasileiras estão pedindo?

Reprodução

Matt Steinfeld: No caso recente, nós cooperamos totalmente dentro de nossas capacidades. Há alguns recursos do WhatsApp que limitam a nossa capacidade de fornecer informações nestas investigações.

É importante observar que o WhatsApp não armazena o conteúdo das mensagens. A partir do momento em que entregue entre duas pessoas, ela é apagada dos nossos servidores. Nós só temos nossos servidores com o propósito de entregar as mensagens. Não mantemos registros sobre o que as pessoas conversam nos nossos servidores.

Outra coisa importante é que nos últimos dois anos, nós implantamos um recurso chamado criptografia ‘end-to-end’. Ela basicamente ‘bagunça’ a mensagem enviada, o que inclui texto, fotos, vídeos, clipes de voz para que ela não possa ser acessada por cibercriminosos ou outros agentes maliciosos. Nós fazemos isso porque as pessoas que se comunicam usando o WhatsApp compartilham informações muito pessoais e íntimas com seus amigos e familiares. As pessoas usam o WhatsApp para falar com seus psiquiatras, com seus médicos, seus parceiros de negócios, e eles querem que estas comunicações sejam mantidas em segurança.

O que isso significa é que o próprio WhatsApp não pode acessar o conteúdo das mensagens das pessoas. Se nós vamos proteger as mensagens de cibercriminosos, isso também significa que nós não podemos lê-las. Por causa disso, somos muito limitados nas informações que nós somos capazes de oferecer.

Se você observar o caso desta semana, nós afirmamos muito claramente: não podemos oferecer informações que nós simplesmente não temos.

OD: Então, mesmo se vocês armazenassem estas mensagens, vocês não seriam capazes de lê-las?

MS: Exatamente.

OD: Como funciona a criptografia no WhatsApp?

MS: Nós usamos um tipo de criptografia end-to-end de código aberto, uma ferramenta chamada TextSecure criada pelos engenheiros de uma empresa chamada Open Whisper Systems [NOTA DA REDAÇÃO: o protocolo TextSecure é aprovado por Edward Snowden, ex-analista da CIA, para a troca de mensagens seguras].

Vamos supor que eu tente mandar uma mensagem para você pelo WhatsApp. Eu abro meu celular, abro o aplicativo para mandar uma mensagem… quando eu abro uma janela de chat, o que acontece por trás das cortinas é que uma chave de encriptação é trocada entre nós. Isso cria um canal seguro para comunicação; só eu e você temos a chave para desbloquear esta comunicação.

Quando eu mando uma mensagem, aquela chave que nós compartilhamos desencriptará a mensagem. Ela é enviada pelos nossos servidores até o seu aparelho em uma forma criptografada, chegará ao seu aparelho, e porque você tem esta chave, ela irá desencriptar a mensagem, para que você possa lê-la.

Esta mensagem é uma nova chave. Então, se você quiser responder à minha mensagem, o sistema lhe dá uma nova chave, para que a sua resposta seja encriptada com uma chave completamente diferente. Este tipo de criptografia se chama “Forward Secrecy”. O motivo pelo qual isso é importante, é que, se, por um acaso, alguém tem acesso à nossa chave da nossa primeira mensagem, ele só será capaz de ler uma das nossas mensagens, porque todas as outras usam uma chave de encriptação diferente.

Então, em caso de um ataque, para ter acesso às suas mensagens, a pessoa teria que quebrar a criptografia em cada uma das mensagens, o que é uma tarefa gigantesca.

OD: O caso do WhatsApp no Brasil parece muito similar ao da Apple nos Estados Unidos. Lá, o WhatsApp apoia a Apple no caso contra o FBI. Você acha que o WhatsApp poderia receber um apoio parecido de gigantes de tecnologia no Brasil?

MS: Essa é uma questão a ser feita para as outras empresas. O que é único no caso da Apple é que a empresa está recebendo um pedido para, essencialmente, enfraquecer sua própria segurança. Há um esforço do governo para exigir que a Apple degrade seus sistemas. É algo que nós também não gostaríamos de fazer, seja nos EUA, seja no Brasil. Então há similaridade entre os dois casos.

OD: Vocês chegaram a receber alguma solicitação para enfraquecer a segurança do WhatsApp?

MS: A solicitação que nós recebemos neste caso, em que cooperamos o máximo possível devido à arquitetura do nosso serviço, era por informações adicionais que nós não temos. Como resultado, as autoridades prenderam um executivo do Facebook que não tem nenhuma autoridade sobre o WhatsApp.

Se nós tivéssemos a informação que eles pediam neste caso, nós teríamos que degradar nossos sistemas, e não é algo que estamos dispostos a fazer, porque milhões de brasileiros confiam no WhatsApp todos os dias para que suas comunicações sejam mantidas em segurança. Não há como degradar o sistema por um instante específico sem degradá-lo para todo mundo.

OD: Há alguma chance de o WhatsApp deixar de oferecer seus serviços para os brasileiros?

MS: Nós certamente não queremos este resultado. O que estamos tentando fazer é educar as pessoas para que entendam como nossos servidores funcionam, para que fique claro que nós não armazenamos as mensagens, e que elas são encriptadas, para que as pessoas entendam os motivos pelos quais fazemos isso, para manter as conversas privadas a salvo de criminosos e hackers.

Estamos focados em fazer as pessoas entenderem isso e como isso as beneficia, porque o Brasil é um país muito importante para o WhatsApp, com mais de 100 milhões de usuários, então queremos continuar no país por um longo tempo.

OD: Vocês enfrentam problemas em outros países, ou isso é uma exclusividade do Brasil?

MS: Há investigações policiais em várias partes do mundo, e o que tentamos fazer é estabelecer canais para que as autoridades tragam suas requisições para nós. Uma das coisas que oferecemos em todos os países é um canal dedicado para pedidos de emergência para quem procura informações para ajudar em uma situação urgente. Nós facilitamos estes pedidos.

Nós também participamos de tratados internacionais que permitem pedidos governamentais por dados do WhatsApp, dos quais também participam a maioria das grandes empresas de tecnologia no mundo.

Então há vários caminhos para que as autoridades em todos os países, não só no Brasil, possam pedir informações ao WhatsApp. Nós cooperamos o quanto nós podemos, e queremos deixar claro para as pessoas que estes canais existem.

ATUALIZAÇÃO: Entramos em contato com o WhatsApp para esclarecer se, ao não coletar nenhum dado de seus usuários, não estaria ferindo o Marco Civil, que diz que os serviços de internet precisam guardar informações por seis meses. Eis a resposta:

  • Temos cerca de 125 funcionários, todos em nossa sede na Califórnia. Não temos escritórios fora os EUA, inclusive no Brasil.
  • O Brasil é um país importante para nós. Respeitamos as pessoas e as leis do Brasil e de outros países em que nossos usuários estão localizados. Respeitamos o papel da aplicação da lei e temos canais dedicados para responder aos pedidos de justiça brasileira, bem como às autoridades de todo o mundo.
  • Nós nos esforçamos para satisfazer as normas legais brasileiras sempre que possível.
  • Mas não podemos implementar algo que não é tecnicamente viável com a forma como o nosso serviço opera.
  • Operamos um serviço de mensagens global. As pessoas costumam usar nosso aplicativo para comunicação com pessoas de outros países. Como resultado, nós oferecemos o mesmo aplicativo em todos os lugares que operamos.
  • Coletamos pouca informação sobre nossos usuários, e não armazenamos mensagens. Isso nos permite oferecer às pessoas uma experiência rápida, segura e confiável para todos os nossos usuários, independentemente de onde eles estão localizados.

Fonte: Olhar Digital

 

04
05/16

Impactos da Crise sobre Investimentos de Comunicação e Marketing.

Já foi amplamente comentado que a economia em 2015 encolheu 3,8%. E que esta má notícia veio acompanhada de colegas de peso: inflação medida pelo IPCA atingiu 10,67%, a maior em 13 anos, e a PNAD contínua apontou 8,5% de desemprego, mais que o dobro do índice de 2013.

A economia é cíclica, e quando as coisas pioram muito, a tendência é que em algum ponto o movimento se inverta. Mas infelizmente ainda não estamos colhendo tais boas notícias:

  • Em janeiro de 2016, a atividade industrial registrou queda de 13,8% com relação a janeiro de 2015;
  • O desemprego continua avançando, atingindo 10,9% no trimestre encerrado em março de 2016, contabilizando 11,1 milhões de desempregados;
  • A inflação medida pelo IPCA desacelerou, fechando em março em 9,38% no acumulado de 12 meses, mas este patamar ainda não foi suficiente para que o Banco Central iniciasse um movimento de queda da taxa básica de juros;
  • O volume de vendas do varejo ampliado (que inclui veículos e material de construção) diminuiu 13,3% em janeiro, comparado com mesmo período do ano anterior;
  • Projeções do Boletim Focus do Banco Central preveem nova queda do PIB no mesmo patamar que ocorreu em 2015;

Como se vê, os principais índices mostram que os níveis de atividade e o ambiente econômico não melhoram, mesmo depois de um sofrido ano de 2015.

Com isto, é oportuno perguntar: como os investimentos de comunicação e marketing das empresas estão sendo afetados por tal cenário? Investimentos em mídia estão sendo revistos? Projetos, lançamentos, inovações, estão sendo colocados em stand by?

Para responder a estas perguntas, a Diferencial realizou uma enquete com 131 empresas de médio e grande porte do Paraná e Santa Catarina. Como resultado verificou-se que:

  • 48% das empresas ouvidas afirmaram que sofreram redução de seu budget de comunicação e marketing para 2016, e entre elas a retração média é de 29%;
  • Considerando o conjunto de todas as empresas entrevistadas, a queda nominal média da verba de comunicação e marketing foi de 12%;
  • 23% das empresas de marketing descontinuaram ou atrasaram algum novo projeto de marketing, como lançamentos, abertura de lojas, novos canais de venda etc.;
  • Por outro lado, 18% delas tiveram até sua verba incrementada, em média em 13%;

Portanto, existem sim impactos significativos na propensão destas empresas a investir em comunicação e marketing. Ainda assim, diante de um quadro econômico tão negativamente inédito, não parece que a coisa poderia ser pior? Se olharmos o lado do copo meio cheio, pode-se dizer que mais da metade das empresas mantiveram ou incrementaram seus gastos de comunicação e marketing, mesmo na crise.

Este quadro vem do senso comum dos profissionais de marketing e vendas que na crise as empresas precisam se mostrar, manter seus esforços. Sair da mídia, reduzir as ações de comunicação e marketing pode provocar uma perda de market share que será difícil de recuperar quando o pior passar. Os concorrentes mais agressivos tenderão a ocupar o espaço deixado.

Neste sentido, parece que o mercado tenta resistir à crise, mantendo em alguma medida seus esforços de vendas, comunicação e marketing. E um dos principais aliados destas empresas é a mudança do composto de comunicação. Custos elevados, tempo para se obter resultados e dificuldade de mensuração do retorno, têm feito com que cada vez mais empresas transfiram seus investimentos das mídias tradicionais para anúncios na internet e em redes sociais. Para 52% das empresas, os investimentos mais prejudicados foram aqueles em TV, Jornal e Rádio. Por outro lado, para 42% e 37%, os anúncios na internet e em mídias sociais, respectivamente, ganharam espaço.

Por fim, o que as empresas querem é que a vida volte ao normal. O reaquecimento da economia, o retorno da demanda por seus produtos e a estabilidade política são as condições para que as verbas de comunicação e marketing voltem a crescer ou retornem a seus patamares anteriores.

No segmento de comunicação e marketing, os profissionais tentam passar por este período de crise fazendo adequações e mantendo como podem suas atividades de marketing, buscando dar maior economicidade e racionalidade aos gastos, privilegiando neste momento o que possa dar retorno rápido, tenha um custo menor, seja mais dirigido e cujos benefícios possam ser mensurados de forma mais efetiva. Cabe aos fornecedores desta cadeia a adaptação neste mesmo sentido.

Gustavo Bizellieconomista, especialista em Marketing e Global Business pela Universidade da Califórnia, sócio diretor da Diferencial Pesquisa de Mercado.

 

 

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