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07/16

Das 10 celebridades campeãs de comerciais, sete são mulheres.

Marina-Ruy-Barbosa

As mulheres dominaram os intervalos comerciais da televisão brasileira no primeiro semestre de 2016. Levantamento realizado pelo Controle da Concorrência aponta que, entre as dez celebridades que mais apareceram em campanhas publicitárias televisivas de janeiro a junho deste ano, sete são mulheres.

A atriz Marina Ruy Barbosa lidera o ranking das celebridades preferidas das marcas. Considerando todos os tipos de formatos publicitários na TV (comerciais, vinhetas, etc), a ruiva apareceu na telinha em 4449 inserções. Marina foi a protagonista de campanhas do Laboratório Genomma, da P&G e da própria Rede Globo.

Em segundo lugar no ranking do Controle da Concorrência ficou a cantora Claudia Leitte, que apareceu em 2712 inserções durante os seis primeiros meses do ano. A cantora emprestou sua imagem para campanhas do Amigos do Bem, Jequiti Cosméticos, P&G e Sky. O pódium é completado por outra mulher. A atriz e modelo Aline Riscado, que ficou conhecida pela personagem “Verão” nos comerciais da Itaipava, apareceu na telinha em um total de 2367 inserções para a marca de cerveja.

As apresentadoras e jornalistas Marília Gabriela e Fátima Bernardes, a cantora Ivete Sangalo e a modelo Gisele Bündchen completam a lista de mulheres que mais apareceram em campanhas publicitárias televisivas no primeiro semestre do ano. A ala masculina do ranking foi representada pelo jogador Neymar (que aparece na sétima posição, mas lidera em quantidade de marcas para a qual emprestou sua imagem: sete), a dupla Zezé di Camargo e Luciano e o humorista Marcos Veras.

No ano passado, a campeã do ranking das celebridades em comerciais foi a übermodel Gisele Bündchen. De janeiro a novembro, a bela exibiu seu rosto em mais de oito mil inserções na TV.

Veja o ranking do Controle da Concorrência relativo ao primeiro semestre de 2016.

Controle-da-Concorrencia-Semestre

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07/16

Ministério Público ameaça banir WhatsApp e Facebook do Brasil.

O WhatsApp e o Facebook estão na mira do Ministério Público Brasileiro e do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, que divulgaram nota técnica nesta quinta-feira (28) alertando para a importância de provedores de internet e aplicativos cooperarem com as autoridades responsáveis no combate à prática de crimes como tráfico de drogas, pedofilia e mesmo terrorismo no país.

As empresas estrangeiras estariam operando em descumprimento à legislação brasileira, inviabilizando investigações. Os bloqueios judiciais temporários são uma espécie de último recurso na tentativa de se chegar a um acordo com as companhias. Se elas não se adequarem, arriscam não poder operar no Brasil.

“Diferentemente do que alegam, as empresas de aplicativos de Internet, como Facebook e WhatsApp, não colaboram de forma plena e efetiva, conforme exigem as leis brasileiras, nem manifestaram real disposição para negociar caminhos efetivos para o fornecimento imediato de dados determinados por ordem judicial. Uma vez que essas empresas se negam a cumprir as normas brasileiras, fica configurada a inadequação do serviço por elas prestado no país”, diz a nota.

“Se uma empresa estrangeira não respeita a legislação brasileira, exauridas todas as etapas de negociação, poderá não mais operar no país. É preciso atender aos requisitos legais já pré-estabelecidos pelo Marco Civil da Internet. É importante preservar a privacidade dos usuários de serviços de internet no país, a legislação garante isso”, explicou o promotor Fabrício Patury, promotor do MP estadual da Bahia.

De acordo com a procuradora regional do MPF Neide Carvalho, WhatsApp e Facebook, ao contrário do que afirmam, não colaboram com as autoridades e descumprem uma série de exigências da legislação.

Queda de braço

O Facebook, dono do WhatsApp, tem enfrentado várias ações judiciais no Brasil. Nesta semana, a Justiça Federal do Amazonas determinou o bloqueio de R$ 38 milhões das contas da rede social no Brasil em razão de a companhia não ter cumprido decisão anterior – a Justiça mandou a companhia repassar informações sobre cadastros de usuários da rede e também mensagens trocadas no WhatsApp para investigações, porém não foi atendida. O Facebook já afirmou que vai recorrer.

Semana passada, o WhatsApp chegou a ficar bloqueado em todo o país por conta de um pedido semelhante, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, que solicitava que usuários do aplicativo fossem “grampeados” e tivessem as mensagens trocadas pelo app repassadas em tempo real para a polícia.

O bloqueio acabou suspenso por uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Em sua decisão, o ministro afirmou que não existem dados e estudos concretos que assegurem a possibilidade de execução da medida determinada pela Justiça carioca.

A polêmica em torno da interrupção do WhatsApp começou em fevereiro de 2015 por causa de uma decisão da Justiça do Piauí, que tentou bloquear o serviço.

Juízes de São Bernardo do Campo (SP) e de Sergipe chegaram a tirar o aplicativo do ar, em dezembro de 2015 e maio deste ano, respectivamente. Nos dois casos, o bloqueio foi revogado depois de decisões de instâncias superiores.

Fonte: Gazeta do Povo

COMENTÁRIO

Comentar o quê? 

O Brasil quer controlar as redes sociais…ao mesmo tempo que os políticos querem controlar a Justiça.

É um samba do crioulo doido…

JJ

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07/16

Reação? Vendas nos supermercados cresceram em junho.

No mês passado, as vendas do setor supermercadista em valores reais – deflacionadas pelo IPCA/IBGE – apresentaram leve alta de 1,67% em relação ao mesmo mês do ano de 2015. Na comparação com o mês anterior, maio, houve queda de 1,03%. No acumulado do ano, as vendas apresentaram alta de 0,07%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Abras (Associação Brasileira de Supermercados)

Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram queda de -0,68% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a juho do ano anterior, alta de 10,66%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 9,74%.

Fonte: Supermercado Modernov

29
07/16

Plágio do bom!

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07/16

Anvisa proíbe venda de extratos e molho de tomates com pelos de roedores: Pomarola, Elefante, Aro, Amorita e Predilect. Na semana passada havia proibido do Heinz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e a distribuição de quatro lotes de extrato de tomate das marcas Amorita, Predilecta, Aro e Elefante, além de um lote de molho de tomate tradicional da marca Pomarola. A punição às cinco marcas se deu com base em laudos que detectaram matéria estranha indicativa de risco à saúde humana – pelo de roedor – acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente. As empresas terão de recolher os estoques dos produtos existentes no mercado.

As decisões da Anvisa estão publicadas em resoluções no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 28. A primeira refere-se ao lote L 076 M2P e validade de 01/04/2017 do extrato de tomate Amorita, fabricado por Stella D’Oro. A segunda, ao extrato de tomate Predilecta lote 213 23IE e validade 03/2017. A terceira trata do molho de tomate tradicional Pomarola lote 030903 e validade 31/08/2017 e também do extrato de tomate Elefante lote 032502 e validade 18/08/2017, informa a Istoé.

COMENTÁRIO

Na semana passada, a Anvisa havia proibido a venda do extrato de tomate Heinz (conforme noticiado neste blog), pelos mesmos motivos.

Além de providências sanitárias, estas marcas deverão adotar ações de relações públicas, para reconquistar a confiança dos seus públicos  (trade e consumidores).

Ou, então, ficar caladas – porque no Brasil não existe memória.

JJ

29
07/16

Audiência de rádio em Curitiba.

Audiência das 54 Rádios FMe AM da Grande Curitiba.

 IA%
CTA – ABR/2016 A JUN/2016
SEGUNDA A SEXTA
GRANDE CURITIBA
CTA – IDADE 25+
Emissora 06-19

01 – AM-BANDA B

02 – FM-CAIOBA FM 

03 – FM-MASSA FM 

04 – FM-98

05 – FM-EASY OURO VERDE FM

06 – FM-CLUBE 

07 – FM-BAND NEWS NOTICIAS 

08 – FM-GOSPEL FM 

09 – FM-JOVEM PAN

10 – FM-CBN 

 

11 – AM-EVANGELIZAR 

12 – AM-DIFUSORA

13 – FM-MUNDO LIVRE 

14 – FM-TRANSAMERICA 

15 – AM-001 – AM

16 – FM-RADIO T FM 

17 – FM-202 – FM

18 – AM-RADIO GLOBO 

19 – AM-007 – AM

20 – AM-RADIO MAIS 

 

CTA – FM-201 – FM  
CTA – FM-LUMEN FM 
CTA – FM-203 – FM 
CTA – AM-008 – AM 
CTA – FM-210 – FM 
CTA – FM-206 – FM 
CTA – AM-017 – AM 
CTA – FM-204 – FM 
CTA – FM-211 – FM 
CTA – FM-212 – FM 
CTA – AM-006 – AM 
CTA – AM-003 – AM 
CTA – FM-205 – FM 
CTA – AM-004 – AM 
CTA – AM-005 – AM 
CTA – AM-014 – AM 
CTA – AM-013 – AM
CTA – AM-002 – AM 
CTA – FM-UNI FM 
CTA – AM-009 – AM
CTA – AM-016 – AM 
CTA – FM-208 – FM 
CTA – AM-015 – AM 

29
07/16

Piada do ano: Lula apela à ONU, para fugir de Moro!

Depois de recorrer sem sucesso ao Supremo Tribunal Federal para fugir das mãos do juiz federal Sergio Moro, o ex-presidente Lula encaminhou ao Comitê de Direitos Humanos da ONU um recurso para tentar barrar ações que classifica como “abuso de poder” do magistrado e dos procuradores da Operação Lava Jato.

Na petição, os advogados de Lula dizem haver “clara falta de imparcialidade” nas investigações e classificam como “atos ilegais” a gravação e divulgação de conversas privadas com a presidente afastada Dilma Rousseff, além de sua condução coercitiva para um depoimento.

A conversa entre Lula e Dilma é um dos mais claros exemplos, na avaliação do Ministério Público Federal, de que a nomeação do petista como ministro da Casa Civil do governo tinha o propósito claro de blindá-lo das investigações da Lava Jato, transferindo seu caso para o STF, tribunal que o petista chamou nos grampos de “acovardado”.

Lula também cita posicionamentos da Comissão de Direitos Humanos da ONU e outras cortes internacionais a respeito das ações “enviesadas” de Moro e, portanto, na avaliação da defesa do petista, o juiz não teria condições de julgá-lo ou prendê-lo. “Se isso acontecer, que seja decidido por um juiz imparcial”, diz o recurso. Além dos advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, a defesa de Lula contou nesta ação com auxílio de advogados do exterior.

Fonte: Veja (Com Estadão Conteúdo)

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The Telegraph

Brazil’s scandal-hit former president turns to UN

for help as he faces arrest on eve of Olympics

Brazil's former President Luiz Inacio Lula da Silva
Brazil’s former President Luiz Inacio Lula da Silva CREDIT: AP


The former president of Brazil has filed a petition to the United Nations claiming human rights abuses by his own country as he faces arrest over a corruption scandal threatening to overshadow the Olympics, the Telegraph can disclose.

Luiz Inácio Lula da Silva, credited with orchestrating the nation’s successful bid for the games which begin next week, is a key suspect in Operation Car Wash, an investigation into a multi-billion-dollar kickback scheme at state-oil company Petrobras.

Lula, who could be arrested in days despite protesting his innocence, has turned to the help of Geoffrey Roberston QC, the high-profile British human rights barrister who defended Salman Rushdie, Mike Tyson and Julian Assange.

On Thursday morning, Mr Robertson filed a petition in Geneva detailing alleged violations of the International Covenant on Civil and Political Rights and abuses of power by Judge Sergio Moro, who is leading the investigation.

“Lula is bringing his case to the UN because he cannot get justice under the inquisitorial system in Brazil,” Mr Robertson told the Telegraph.

“His telephones are being tapped, as are those of his family and his lawyers and the intercept transcripts, even the audio transcripts, are being released for publication by a politically hostile media.

“The judge who has been invading his privacy is having him arrested at any moment and then will become his trial judge deciding his case without a jury.”

Moro has painted himself as an “attack judge” willing to court publicity – particularly in the United States – for himself and to use techniques such as public disclosure of telephone taps and indefinite detention to pressuring suspects into “plea bargains”.

Mr Robertson added: “No judge in England could act in this way, in effect both as his prosecutor and his trial judge.

“The judge even has power to detain suspects indefinitely in prison until they confess and plea bargain. This is system that breaches fundamental human rights and has been condemned by UN bodies because several thousand Brazilians are unconvicted but still languish in prison.

“This case will expose the problem of pre-trial detention in Brazil and the problem of wrongful convictions based on confessions by suspects who just want to get out of prison.

“It is very important to fight corruption but only if it is fought fairly.”

Earlier this year, Brazil’s Attorney-General, Rodrigo Janot, asked the Supreme Court to open an investigation into Lula’s alleged involvement in the multi-billion-dollar scandal that has already seen dozens of lawmakers arrested.

Brazil's former President Luiz Inacio Lula da Silva, centre, speaks during a rally of Social Movements for Democracy
Brazil’s former President Luiz Inacio Lula da Silva, centre, speaks during a rally of Social Movements for Democracy CREDIT: AP

Mr Lula, president from 2003 to 2010, was swept up in the investigation in March as 200 federal police and 30 auditors carry out raids across three states, serving 33 warrants for search and seizure, and 11 for detention for questioning.

As the ex-president was led out of his home, red-shirted supporters outside jostled with opponents, shouting and scuffling in a sign of how strong a hold the beloved 70-year-old ex-leader retains on the country.

Prosecutors allege that the Workers’ Party, of which both Lula and his successor as president, Dilma Rousseff, are members, partly financed its campaigns and expenses through these kickbacks.

Both Lula and Rousseff – suspended from office for allegedly flouting budget regulations – have decided to stay from the games’ opening ceremony as they contest the allegations.

Rousseff, who faces an impeachment trial shortly after the Olympics end, has condemned the campaign against her as a political coup by Vice President Michel Temer, who is currently the country’s acting leader and will remain in power until 2018 if she is impeached.

Sao Paulo newspaper Folha quoted Attorney-General Janot as saying that the kickback scheme “could never have functioned for so many years and in such a broad and aggressive form under the federal government without the participation of ex-president Luiz Inacio Lula da Silva”.

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COMENTÁRIO

Jogada de marketing político, para colocar a opinião pública internacional contra o Brasil e a Justiça brasileira e a favor dele, o coitadinho perseguido.

Está mais do que na hora do Governo do Brasil contratar uma bela empresa internacional de Relações Públicas e outra de Direito, para contra-atacar.

Ou vamos deixar que este desqualificado desqualifique o nosso país.

JJ

29
07/16

Moro diz que “Lei do Abuso de Autoridade” vai colocar investigações em risco

Sergio Moro discursa durante o protesto de juízes contra o projeto de lei de abuso de autoridade, que tramita no Senado | Daniel Castellano/Gazeta do Povo

O juiz federal Sérgio Moro, responsável por julgar processo da Operação Lava Jato, criticou duramente a chamada Lei do Abuso de Autoridade (PL 280/2016), cujo projeto tramita no Senado. Na avaliação do magistrado, se aprovada, a propositura colocaria em risco investigações – principalmente às relacionadas a crimes de corrupção – e acabaria com a independência da magistratura. As críticas de Moro ocorreram em um breve pronunciamento, durante manifestação realizada na tarde desta quinta-feira (28), em frente à sede da Justiça Federal em Curitiba.

“Se esse projeto for aprovado, haverá risco às investigações, não só à Lava Jato, porque isso transcende em muito à Operação Lava Jato. Isso diz respeito à independência da magistratura e é válido para toda e qualquer investigação”, avaliou Moro.

Na avaliação de Moro, da maneira como o projeto de lei está redigido, há precedentes para o que se chama de “crime de hermenêutica” – ou seja, que magistrados venham a ser punidos em relação à interpretação da legislação. Isso porque a Lei do Abuso de Autoridade prevê punição para o juiz de primeiro que tenha pedido a prisão de um acusado e que, posteriormente, o tribunal considerar que não tenham se configurado elementos para esta prisão.

“Para que os juízes possam atuar com independência – e isso é especialmente importante em relação a processos envolvendo pessoas poderosas –, é importante que ao juiz seja garantido que suas interpretações não leis do direito não sejam criminalizadas”, apontou Moro. “A independência do juiz não é um privilégio, não é uma proteção ao juiz, mas é uma proteção às pessoas que esperam que, através dos processos, seja realizada a justiça na forma da lei”, completou.

Moro também clamou aos parlamentares para quem não aprovem o texto integral, que é de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB). “Os juízes esperam que o Senado Federal vai ter a sensibilidade de não aprovar este projeto ou, pelo menos, se aprovado, [que seja] com salvaguardas que venham a prevenir o crime de hermenêutica”, disse.

Assédio

Embora tenha permanecido discretamente entre as autoridades, Moro provocou frisson entre as pouco mais de 20 pessoas – devidamente vestidas com camisetas em verde e amarelo e com bandeiras do Brasil -, que vibraram com o breve pronunciamento do juiz federal. Muitos dos que foram acompanhar o ato filmaram o pronunciamento em seus celulares ou tentavam fazer selfies com Moro ao fundo. Assim que o magistrado concluiu seu discurso, explodiram gritos de “viva a Lava Jato”.

Moro também arrancou elogio rasgados de colegas. O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Frederico Mendes Júnior, disse, em seu pronunciamento, que “Moro deu cara ao combate à corrupção e aos desmandos no país”. Outro que falou com deferência sobre o juiz federal foi o procurador Carlos Fernando do Santos Lima, procurador-regional da República e que também atua na Lava Jato.

Entidade que conclamou o ato, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) escolheu Sérgio Moro como a autoridade que vai entregar ao Congresso uma proposta de projeto de lei, que tem por objetivo fornecer garantias de não retaliação ao cidadão que denunciar casos de corrupção. A proposta é endossada por instituições como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU), a extinta Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal.

Fonte: Gazeta do Povo

29
07/16

Zelotes: presidente do Bradesco e mais 9 viram réus.

A Justiça Federal aceitou nesta quinta-feira denúncia contra o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e outras nove pessoas em mais um desdobramento da Operação Zelotes, que investiga a compra de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Entre elas, estão ex-servidores da Receita, dirigentes do banco e advogados. Eles foram denunciados por corrupção ativa e passiva.

As apurações mostraram que o grupo suspeito de corromper integrantes do Carf conversou com executivos do banco sobre um “contrato” para anular um débito de 3 bilhões de reais com a Receita Federal. Em relatório, a PF já havia apontado que Trabuco e outros dois executivos da instituição se encontraram com emissários da organização criminosa para discutir a atuação no órgão. Os indiciamentos são pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

“Está demonstrada até agora a plausibilidade das alegações contidas na denúncia em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por criminosos e as descrições das condutas”, escreveu o juiz Vallisney de Souza Oliveira. Ao receber a denúncia, o magistrado fixou o prazo de 20 dias para a defesa dos réus se manifestar no processo.

Em nota, o banco voltou a negar as irregularidades. “O Bradesco reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes e, em respeito ao rito processual, apresentará oportunamente seus argumentos ao poder Judiciário”, disse a instituição.

Confira a lista de réus: 

Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco

Luiz Carlos Angelotti, diretor de Relação com Investidores do Bradesco

Domingos Figueiredo de Abreu, diretor vice-presidente do Bradesco

Mário da Silveira Teixeira Júnior, ligado ao Conselho de Administração do Bradesco

Eduardo Cerqueira Leite, servidor da Receita

Mário Pagnozzi Júnior, consultor e advogado

José Teruji Tamazato, consultor e advogado

Jorge Victor Rodrigues, ex-conselheiro do Carf

Lutero Fernandes do Nascimento, servidor da Receita

Jefferson Ribeiro Salazar, ex-servidor da Receita

Fonte: Veja

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07/16

Lula orientou reforma no sítio de Atibaia, informa a PF.

Um laudo produzido pela Polícia Federal aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva supervisionou a reforma da cozinha gourmet no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo. A informação se baseia em mensagens e fotos encontradas no celular do arquiteto da OAS, Paulo Gordilho, que teria viajado ao sítio “exclusivamente para dirimir dúvidas do casal Lula da Silva”, conforme perícia da PF. As obras em questão teriam custado 252.000 reais.

Ao todo, as reformas no sítio custaram 1,2 milhão de reais e começaram em novembro de 2010, quando Lula estava no fim do segundo mandado na Presidência da República, prosseguindo até outubro de 2014.

“Os peritos apontam para evidências substanciais que a cozinha gourmet foi reformada e instalada entre o período aproximado de março junho de 2014, tendo sido acompanhada por arquiteto da OAS, sob comando de Léo Pinheiro e, segundo consta nas comunicações do arquiteto da construtora, com orientação do ex-presidente Lula e sua esposa”, escreveram os peritos da PF
João José de Castro Vallim e Ior Canesso Juraszek no laudo.

Em uma mensagem de WhatsApp, Paulo Gordilho afirma que vai a um churrasco em Atibaia com o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, na “fazenda de lula”. Lá, ele diz que vai “passar o dia” com o petista e sua mulher, Marisa Letícia. O arquiteto inicia a mensagem pedindo “sigilo absoluto”.

O sítio Santa Bárbara entrou na mira da Operação Lava Jato após a descoberta de que empreiteiras do petrolão (OAS e Odebrecht) realizaram reformas no local. Os investigadores suspeitam que o ex-presidente, que sempre negou ser o dono da propriedade, recebeu gratificação das construtoras em troca de contratos obtidos da Petrobras. A propriedade está registrada oficialmente no nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho. Bittar é filho de Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo pessoal de Lula. E Suassuna é sócio de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, na empresa BR4 Participações.

A PF também identificou um e-mail enviado por Paulo Gordilho a Fernando Bittar, que, por sua vez, encaminhou-o sete minutos depois para Sandro Luiz Lula da Silva, outro filho de Lula. O e-mail continha a maquete digital da cozinha.

No final da análise, os peritos concluem que o sítio foi vendido aos empresários Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho para o uso da família de Lula. Isso porque, segundo a PF, logo após a assinatura do contrato foram elaboradas as primeiras plantas para “acomodarem as necessidades da família Lula”.

A PF também apontou como “discordante” o patrimônio de Fernando Bittar e o valor pago pelo sítio, de cerca de 1,7 milhão reais. “O montante de aproximadamente 1,7 milhão de reais, dispendidos entre 2010 e 2011, apresenta-se discordante frente aos rendimentos, bens e direitos declarados no seu imposto de renda”, diz o laudo. O engenheiro que fez as primeiras reformas no sítio, em 2011, era Frederico Horta, da Odebrecht.

Fonte: Veja

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