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BBC demite mil funcionários.

Para compensar um possível prejuízo, estimado em aproximadamente R$ 730 milhões, a BBC anunciou a demissão de mil funcionários nesta quinta-feira, 02.

Em comunicado, a emissora afirmou que o corte em massa é resultado da mudança de hábito dos telespectadores, que trocaram a televisão pela internet – cada domicílio britânico com um aparelho de televisão paga à emissora pública cerca de 150 libras por ano. “A receita com taxa de licença em 2016/17 prevê arrecadar 150 milhões de libras a menos do que o esperado em 2011″, disse a BBC.

O corte abrange os departamentos de marketing, comunicação, finanças, RH, TI e jurídico.

De acordo com informações da Reuters, 69% dos adultos britânicos assistem à TV ao vivo. Em relação aos jovens, metade já prefere usar dispositivos móveis com acesso online.

Tony Hall, diretor-geral do grupo britânico, enviou um email aos funcionários informando a decisão. Segundo o The Guardian, o executivo ressaltou que “em tempos de escolhas muito difíceis, a prioridade é concentrar no fornecimento de conteúdo para todos os públicos. Eles são a razão da nossa existência. Não devemos decepcioná-los”, disse.

Fonte: Meio e Mensagem

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07/15

Para promover a mudança no mundo é preciso comunicar a mensagem de maneira eficaz.

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Al Gore, que já foi vice-presidente dos Estados Unidos, se tornou uma das figuras mais representativas dos últimos anos na questão da consciência de alterações climáticas. Ele foi o convidado do ano para o já tradicional debate do Cannes Lions com o CEO da WPP, Martin Sorrell. Mas o que de fato isso tem a ver com comunicação e publicidade? Muita coisa.

Em primeiro lugar, as empresas não estão fora do radar da responsabilidade social-ambiental. Pelo contrário. As companhias são peças fundamentais para a transformação do planeta. Além disso, o caminho da sustentabilidade é a pauta mais sólida do momento para empresas que queiram realmente sair do discurso e fazer parte da vida das pessoas de uma forma representativa.

O próprio Al Gore fez questão de elencar pontos de comum interesse entre as partes. Para ele, embora a motivação seja diferente, para promover a mudança no mundo é preciso comunicar a mensagem de maneira eficaz. Neste caso, vender a pauta da sustentabilidade é como fazer a publicidade de um produto.

Por outro lado, o líder da causa fez um contraponto crítico com relação à visão de curto prazo que as empresas têm em nome apenas de seus ganhos. “É preciso ter outros valores de ação que não estão na tela da Blomberg, como a maneira como lidam com o meio-ambiente, impactam a sociedade, e até a forma como tratam os parceiros e próprios funcionários”, afirmou Al Gore.

Endossando o discurso, Sorrell comparou o impulso para a energia sustentável com o clima de uma agência atual, onde a ideia de miopia é prejudicial para todos. “Para nós, o marketing é um investimento, não um custo”.

De acordo com o homem que foi vice-presidente da nação mais poderosa do mundo, quando a energia renovável aumentar a sua penetração e baratear o processo, haverá uma onda como a da adoção do telefone celular, entre as décadas de 1980 e 1990.

Acima a íntegra, em vídeo, do debate – sem legendas…falar, compreender, pensar, escrever e sonhar em inglês é fundamental para quem trabalha com publicidade e marketing e ambiciona crescer como profissional.

JJ

Fonte: Adnews

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07/15

Facebook muda logotipo e tem novo formato de anúncio em vídeo.

Pela primeira vez desde 2005 o Facebook mudou seu logotipo. A sutil alteração é uma atualização da marca da companhia, que permanece apenas com texto e nas mesmas cores, mas em outra fonte. O diretor criativo da empresa, Josh Higgins, disse que a mudança foi feita para deixar o logo mais moderno e amigável.

A empresa anunciou ainda que começará a testar uma nova forma de comercializar anúncios em vídeos, com a qual permitirá aos anunciantes lances de custo por visualização (CPV). A novidade estará disponível nas ferramentas de compra de anúncios do Facebook em breve.

Atualmente, a rede social trabalha apenas com a modalidade CPM (custo por mil impressões), na qual os anúncios são cobrados a partir do instante em que um vídeo é visto. Com a opção CPV, a cobrança se dá a partir de dez segundos de visualização do vídeo.

Fonte: propmark

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07/15

União na representação de rádios e TVs, com a exceeção da Record.

slaviero

Uma dissidência de dez anos entre as empresas de rádio e TV chegou ao fim. A tradicional Abert, que representa a Globo, SBT e centenas de rádios, e a Abra, que tem a Band e RedeTV! à frente, vão se unir. O presidente será Daniel Slaviero, atual presidente da Abert.

A Abra foi fundada em 2005 pela Band, RedeTV!, SBT e Record. Há alguns anos, o SBT já deixara associação dissidente. E a Record, que criou a dissidência da dissidência, ao criar a Abratel e deixar a Abra, continuará separada das outras redes.

Por Lauro Jardim

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07/15

W+K conquista Bud Light nos EUA e internacional da Corona

Duas semanas após perder a conta global da Heineken, a Wieden+Kennedy ganhou a conta da Bud Light nos Estados Unidos. A agência também conquistou a conta da Corona nos países onde a cerveja está presente. Essa é a quarta vez em menos de quatro anos que a Bud Light muda de agência, em função da queda nas vendas da cerveja.

A Anheuser-Busch InBev, dona da cerveja, estava com a BBDO, de Nova York, desde 2013, e antes a conta também passou pela McGarryBowen e DDB.  A Bud Light investiu US$ 308 milhões em mídia em 2014, de acordo com o Kantar Media. Segundo o Beer Marketer’s, as vendas da marca caíram 1,7% no último ano, informa o propmark.

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07/15

MPF acusa Marcelo Odebrecht de pagar propina no exterior.

Marcelo Odebrecht da construtora Odebrecht é encaminhado para o IML de Curitiba (PR), na manhã deste sábado (20)
Marcelo Odebrecht acusado de pagar propina no exterior (Rodolfo Burher/Reuters)

A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou à Justiça Federal nesta quinta-feira documentos que, segundo os procuradores da República que investigam o esquema de corrupção na Petrobras, reforçam a necessidade de manutenção da prisão preventiva do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira do país, e de Alexandrino Alencar, ex-vice-presidente institucional da Braskem – petroquímica controlada pela Odebrecht em sociedade com a estatal.

Segundo os procuradores, esses documentos indicam a existência de três empresas offshores que teriam sido usadas fora do Brasil para pagamentos de propina: Intercorp Logistic Ltda, Trident Intertrading LTD e Klienfeld Serviçes Ltda.

“[As offshores] eram empregadas por Alexandrino, este seguindo as determinações de Marcelo Odebrecht, para efetuar pagamentos nas contas indicadas por [Alberto] Youssef”, registra a petição subscrita pelos procuradores da Lava Jato. “É inafastável a conclusão de que Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Marcelo Bahia Odebrecht devem permanecer com a liberdade cerceada, seja porque possuem plenas condições de interferir na prova, seja pelo fato de se constituírem executores direto e mediato destas medidas, portanto possuem pleno conhecimento de todas as circunstâncias que as envolvem, bem como pelo fato de que possuem amplas condições materiais e financeiras para tanto.”

Na petição ao juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, os procuradores citam, ainda, outros dois executivos da Odebrecht, Márcio Faria e Rogério Araújo. “Para alcançar seus objetivos criminosos, especialmente para realizar os pagamentos indevidos a agentes públicos corrompidos e, possivelmente, também para acobertar seus lucros, advindos ou não desses contratos obtidos de forma ilícita, resta claro, até o presente momento, que Marcelo Bahia Odebrecht, Alexandrino Alencar, Rogério Araújo e Márcio Faria valeram-se de empresas sediadas fora do território nacional, conhecidas como offshores, algumas delas em paraísos fiscais”, sustenta o Ministério Público Federal.

Delator - Os dirigentes da Odebrecht foram presos na Erga Omnes – 14ª fase da Lava Jato -, deflagrada no dia 19 de junho. Uma delação premiada, de Rafael Ângulo Lopes, carregador de malas de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, levou os investigadores a essas novas empresas supostamente usadas para pagamentos de propinas. O delator informou como o Youssef entregava dados de contas e recebia os comprovantes de depósitos no exterior feitos pela Odebrecht e pela Braskem, por meio de Alencar. “Em relação a estas transferências de valores no exterior, Youssef levava número de contas situadas no exterior para Alexandrino e este último providenciava o depósito dos valores nas contas indicadas. Com certeza, era um acerto de contrato de propina e de transferências de dinheiro no exterior”, afirmou Lopes. Ele entregou documentos que seriam prova desses repasses.

Foi através desses documentos que a força-tarefa passou a trilhar um dos supostos caminhos do dinheiro. “[O delator] entregou pessoalmente tais números de contas para Alexandrino, na própria Braskem. Após a transferência dos valores no exterior também ia buscar os comprovantes das transferências internacionais (swifts).”

No pedido desta quinta-feira, o Ministério Público Federal informou: “Assim, os valores eram transferidos de contas mantidas em nome de empresas offshores para as contas mantidas pelos servidores da Petrobras, entre eles Renato Duque e os colaboradores Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco [ex-dirigentes]“.

Segundo o delator, “era Alexandrino quem entregava pessoalmente estes swifts“. “Em geral era a própria Braskem que fazia tais transferências internacionais, pois isto consta de alguns dos swifts“, detalhou Lopes. O delator diz ter levado “pessoalmente” número de contas “no exterior para Alexandrino, que era conhecido entre eles como ‘Barba’”.

“Alexandrino enquanto diretor da Odebrecht, sob as ordens de seu presidente, Marcelo Odebrecht, reunia-se com Alberto Youssef e José Janene [ex-deputado mentor do esquema Lava Jato, morto em 2010] para negociar o pagamento de propina dirigida ao grupo político que se beneficiava dos contratos firmados com a Petrobras, sendo que efetuava depósitos nas contas indicadas por Youssef e informadas por Rafael Ângulo.”

US$ 160 mil - Para a força-tarefa da Lava Jato, há elementos de que “as três offshores se constituem de um dos instrumentos utilizados pela Odebrecht, por meio de seus dirigentes, para fazer chegar a propina aos servidores corrompidos da Petrobras”. Um dos exemplos citados no documento é o recebimento pelo ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, de transferência da offshoreKlienfeld no valor de 160.000 dólares.

Para o MPF, diante dos fatos “verifica-se que há prova robusta de que os investigados Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar, Rogério Araújo e Márcio Faria, sobretudo os dois primeiros, efetivamente se utilizaram de contas bancárias sediadas no exterior para realizar pagamentos a ex-empregados na Petrobras, possivelmente em várias transações comerciais que realizaram com aquela estatal, o que não só reforça a conclusão a respeito de sua participação nos fatos, como justifica ainda mais a necessidade de que permaneçam segregados.”

A Construtora Norberto Odebrecht nega as acusações. A Braskem disse que não tem conhecimento de reuniões em seu escritório para pagamentos desta natureza.

Fonte: Veja (Com Estadão Conteúdo)

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07/15

PF estima que rombo na Petrobras chega a 19 bilhões de reais.

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador do MPF, e o delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Igor Romário de Paula durante coletiva na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR)
Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador do MPF, e o delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Igor Romário de Paula durante coletiva na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) (Vagner Rosario/Folhapress)

A Polícia Federal (PF) reuniu elementos para apontar que o prejuízo gerado para a Petrobras pelo esquema de cartel, fraudes em licitações, desvios e corrupção alvos da Operação Lava Jato pode chegar a 20% do valor dos contratos. O porcentual é muito superior aos 3% referentes às propinas confessadas por delatores. Segundo a PF, o rombo no caixa da estatal petrolífera já chega a 19 bilhões de reais.

O delegado da Lava Jato afirmou que essa coleta de elementos “pode levar um prejuízo à Petrobras em seus contratos da ordem de 15% a 20%”.

“Laudos de nossos peritos da área contábil e de engenharia que devem ser divulgados em breve derrubam a tese de que a corrupção nesses contratos era em torno de 2% a 3%. Provavelmente vamos chegar em patamares de 15% a 20% do valor dos contratos”, afirmou o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, nesta quinta-feira.

A Lava Jato aponta até o momento um prejuízo de pelo menos 6,2 bilhões de reais para a Petrobras, valor reconhecido pela estatal em seu balanço.

“Aquele número do balanço da Petrobras é válido, mas conservador. Não temos dúvida de que os prejuízos são maiores que os 6 bilhões de reais lançados no balanço. Mas é quase impossível fazer essa mensuração porque há uma série de efeitos em toda a cadeia de licitação”, afirmou o procurador da República Carlos Fernando Lima, da força-tarefa da Lava Jato.

Os procuradores da força-tarefa esperam recuperar espontaneamente 1 bilhão de reais até o fim deste ano, segundo avaliação de Lima. Até o momento já retornaram aos cofres públicos 700 milhões de reais – incluindo valores devolvidos pelos réus confessos.

O delegado Igor Romário explicou que peritos federais incluíram nos cálculos em fase final “não apenas porcentuais destinados a pagamentos de agentes públicos e políticos”. “Mas também prejuízos causados em favor das empresas contratadas através do sobrepreço dos contratos, seja por jogo de planilha, seja por inserção de despesas desnecessárias.”

Ele explicou que os porcentuais de até 3% comunicados até aqui nas operações da Lava Jato tinham por base a informação dos delatores. “Só que esses laudos que estão sendo concluídos estão considerando não só a corrupção destinada aos agentes públicos. Estão embutidos aí superfaturamento, jogo de planilhas, montagem de projetos destinados a favorecer as empresas.”

O levantamento em análise concentra alguns contratos investigados. O delegado da Lava Jato afirmou que assim que o laudo for concluído poderá ser melhor detalhado como as empresas recebiam pagamento superior ao que era justificado para o contrato.

As denúncias envolvendo sobrepreço e fraudes em licitações ainda não integram o rol de acusações dos primeiros processos da Lava Jato. O Ministério Público Federal tem priorizado a divisão dos crimes em denúncias distintas e concentrou as primeiras etapas nos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

“Temos a impressão que nunca chegaremos a um número fechado. E, infelizmente, nunca vamos recuperar um número próximo a esse valor”, afirmou Igor Romário.

(Com Estadão Conteúdo)

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07/15

Os ganhos pornográficos da família Brahma.

Família Lula

Em outubro de 2005, VEJA revelou que o irmão mais velho do ex-presidente Lula, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, atuava como lobista em órgãos do governo federal. Dois anos depois, Vavá teve a casa vasculhada por agentes da Polícia Federal durante a Operação Xeque-Mate – e foi indiciado por “tráfico de influência no Executivo” e “exploração de prestígio no Judiciário”.

Agora, a IstoÉ informa:

“Investigações em curso indicam que um empresário português ligado a Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão de Lula, foi beneficiado com dinheiro da Fundação Postalis, a previdência dos funcionários dos Correios. Mais de R$ 200 milhões foram usados para a compra de cédulas de crédito imobiliário. Uma dessas CCIs foi emitida pela Riviera Empreendimentos, de Emidio Mendes. Vavá atuou como lobista de Mendes no primeiro mandato de Lula, inclusive na busca de negócios com a Petrobras”.

Eu já havia mostrado aqui a fome de dinheiro de Lulinha e de um sobrinho de Lula, Taiguara; e aqui, a do outro filho do “Brahma”, Marcos Lula. Todos eles, de uma forma ou de outra, faturaram após a chegada do patriarca ao poder.

Pare de acreditar no governo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No livro obrigatório Pare de acreditar no governo, Bruno Garschagen conta que “lapidou-se no Brasil um sistema desenvolvido em Portugal cuja prova é o exemplo pessoal de Pero Vaz Caminha”, nomeado mestre de balança na cidade do Porto, “e o conteúdo da sua carta”, na qual “a narrativa sobre o descobrimento foi um mero pretexto” para pedir mais uma boquinha ao rei, além do favor de que permitisse o retorno a Portugal de seu genro, condenado por roubar uma igreja e ferir um clérigo.

“A economia das mercês, um modelo no qual o Estado distribuía privilégios e concessões a partir de acordos pactuados entre o rei, o poder local e os seus súditos, é a versão medieval do capitalismo de compadrio, capitalismo de Estado ou capitalismo de laços, que teve aqui uma terra fértil e gentil, pátria amada, Brasil.

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi histórias pouco edificantes sobre a necessidade de prestar submissão voluntária a pessoas investidas em determinado cargo ou função no governo para obter algum ganho, um contrato, uma licitação, uma promoção, uma transferência.

E se o detentor do poder político for um familiar, tanto melhor. É possível construir uma carreira meteórica com ganhos volumosos, diria até mesmo pornográficos.”

Com o Brahma no poder, de fato, a pornografia público-privada atingiu o ápice no Brasil.

Perto de pelo menos quatro de seus parentes, Caminha era apenas um amador.

Felipe Moura Brasil 

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José Dirceu entra com habeas corpus para não ser preso, de novo. Reconhecimento de culpa?

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu apresentou nesta quinta-feira ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, pedido de habeas corpus preventivo para não ser preso no curso das investigações da Operação Lava Jato. O recurso foi impetrado por volta das 10h30 pelo advogado Roberto Podval, que integra a banca da defesa. No pedido encaminhado à Justiça, a defesa do ex-ministro afirma que o escândalo do petrolão, com prisões sucessivas e até agora quinze fases distintas de investigação, gerou um “surto de medo coletivo”.

Condenado no julgamento do mensalão pelo crime de corrupção ativa, José Dirceu é alvo de inquérito na Lava Jato por suspeitas de utilizar sua empresa de consultoria para lavar dinheiro de propina. A situação do petista ficou mais delicada, segundo a avaliação de procuradores da Lava Jato, após o acordo de delação premiada assinado pelo lobista Milton Pascowitch. Além de dar informações sobre o envolvimento de Dirceu com o esquema, as revelações do lobista devem abrir novas linhas de investigação, principalmente sobre o bilionário mercado de exploração do pré-sal. “Por ter seu nome envolvido no curso da Operação Lava Jato e, recentemente, divulgado pelo delator Milton Pascowitch, o paciente tem inúmeros motivos para acreditar que se encontra na iminência de ser preso”, afirma a defesa. “Não param de surgir reportagens especulando o teor da delação premiada prestada por Milton Pascowitch mencionando o paciente, o que tornam fundados os receios de que seja José Dirceu o próximo alvo da Operação Lava Jato, com uma possível e provável prisão, já que a cada delação surge uma prisão”, completa.

Pascowitch foi preso no final de maio pela Polícia Federal. Com a delação, ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar com o uso de uma tornozeleira eletrônica. O empresário pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu, apontada pelos investigadores do petrolão como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras. A empresa Jamp Engenheiros Associados, de propriedade do empresário, desembolsou 400.000 reais dos 1,6 milhão de reais utilizados na aquisição do imóvel que sediava a JD, em São Paulo. Mais: uma empresa de Milton Pascowitch também comprou um imóvel em nome de Camila, filha de Dirceu, no bairro da Saúde, na capital paulista.

No pedido de habeas corpus preventivo em favor de Dirceu, os advogados de defesa alegam que o ex-ministro não deve ser preso por não representar risco à ordem pública, à instrução do processo ou mesmo risco à produção de provas na Lava Jato, já que, condenado no julgamento do mensalão, ele cumpre prisão domiciliar em Brasília. “O paciente não possui qualquer influência ou ingerência política nos rumos do país, muito menos recursos financeiros, até mesmo porque se encontra preso, cumprindo pena em regime aberto. Por fim, não há um único indício de que o paciente (já preso, ressalte-se) esteja influindo, de alguma forma, na colheita das provas, seja criando entraves na investigação, seja ameaçando ou cooptando testemunhas”.

Os defensores ainda atacam a atuação do Ministério Público Federal e criticam o pedido dos procuradores para a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe da Casa Civil e da empresa dele, a JD Consutoria. “A mal disfarçada ânsia do parquet [Ministério Público] em envolver o paciente numa suposta prática criminosa fica clara, quando se observa que, no pedido de quebra, o MPF afirma haver indícios de utilização da JD Assessoria na prática de crimes, não por se dispor de qualquer indício nesse sentido, mas apenas em razão de José Dirceu figurar como seu sócio”, alegam.

Conforme levantamento da Receita Federal, o ex-ministro José Dirceu faturou 29,2 milhões de reais com a prestação de serviços de consultoria de 2006, depois de deixar o governo Lula, a 2013. Só em 2013, a empresa de Dirceu faturou 4,2 milhões de reais. Dirceu iniciou o cumprimento de pena pela condenação no mensalão em dezembro e ganhou o direito de responder em regime aberto a partir de novembro do ano passado.

Fonte: Veja

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COMENTÁRIO

Porque é que se entra com um pedido de habeas corpus preventivo? Quando se dá como certo que a prisão, também preventiva, deverá ser pedida. Ou que o risco dela acontecer é grande e eminente, o que pode corresponder a uma admissão prévia de culpa. Ou não, afinal todos os presos da Lava Jato se disseram inocentes, até a casa cair.

A situação de José Dirceu no Petrolão pode se complicar bastante com a delação premiada de Milton Pascowitch, afinal a consultoria do possível novo réu da Lava Jato não tinha funcionários, nem – ao que tudo indica – projetos desenvolvidos que justificassem os pagamentos recebidos.

José Dirceu está nervoso e preocupado, no mínimo, porque sabe que pode acabar na prisão, de novo – e ele não é mais réu primário.

JJ

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