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07/15

Começam a se desenhar as condições para o impeachment de Dilma.

A luz vermelha de alerta foi acesa no Planalto. Pela primeira vez, desde o início da crise política, o governo admite que a situação da presidente Dilma Rousseff beira o insustentável. Ninguém mais esconde a gravidade do momento. Isolada, registrando o pior índice de popularidade da redemocratização – míseros 9% -, com sua base política e social em frangalhos, e sob o risco de ser abandonada pelo próprio vice-presidente e por ministros estratégicos do governo, Dilma se depara com o caos à sua volta. Percebe-se fragilizada em quase todas as frentes políticas. Nunca, como agora, as condições para um possível impeachment da presidente da República estiveram tão nitidamente postas. No TCU, encerra-se na próxima semana o prazo para a presidente se explicar no episódio conhecido como pedaladas fiscais, artifício usado pelo governo para maquiar as contas públicas e simular um resultado fiscal diferente da realidade. O entendimento no tribunal é que dificilmente as contas de 2014 de Dilma serão aprovadas dado o grau de devastação da contabilidade do governo. Fatalmente a presidente será responsabilizada num processo que pode, se avalizado pelo Congresso, culminar com o seu afastamento por 180 dias para responder por crime de responsabilidade.

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No TSE, o cenário é ainda mais sombrio para Dilma, o PT e o Planalto. O tribunal investiga a existência de irregularidades na campanha cujo desfecho pode ser a cassação do diploma de Dilma por abuso de poder político e econômico. Na última semana, os ministros do TSE impuseram uma derrota ao governo por unanimidade numa ação em que o PT tentava barrar a convocação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, pedida pelo PSDB. Graças a esse infortúnio que expõe a fraqueza do governo num foro decisivo para o destino da presidente da República, no dia 14 de julho, Pessoa irá repetir no TSE o explosivo depoimento dado à Justiça em regime de delação premiada. Aos procuradores da Lava Jato, Pessoa revelou ter doado à campanha de Dilma à reeleição R$ 7,5 milhões em dinheiro desviado de contratos da Petrobras, depois de pressionado pelo então tesoureiro Edinho Silva, hoje ministro da Comunicação Social. O empreiteiro ainda entregou aos procuradores uma planilha com título autoexplicativo: “Pagamentos ao PT por caixa dois”, numa referência ao repasse ilegal de R$ 15 milhões ao então tesoureiro petista, João Vaccari Neto, e de R$ 750 mil a José Filippi, responsável pelas contas de campanha da presidente em 2010. Em reuniões internas do PMDB, José Sarney, experiente cacique político e interlocutor de Lula durante seus dois mandatos, avaliou, sem meias palavras: “A possibilidade da queda de Dilma é cada vez mais real”. Para Sarney, a escalada de más notícias para o governo não cessa e o cerco se fecha no momento em que a base de sustentação de Dilma no Congresso desaba como um castelo de cartas. O temor no Planalto é reforçado pelo fato de o doleiro Alberto Yousseff ter feito uma revelação tão grave quanto a de Ricardo Pessoa no mesmo processo no TSE, onde o governo demonstra não dispor de apoios sólidos. Yousseff disse ter sido procurado por um emissário da campanha da presidente Dilma no ano passado para repatriar cerca de R$ 20 milhões depositados no exterior. Ele só não executou a operação porque foi preso em março com a eclosão da Operação Lava Jato. “Uma pessoa de nome Felipe me procurou para trazer um dinheiro de fora e depois não me procurou mais. Aí aconteceu a questão de prisão e eu nunca mais o vi. Se não me engano, o pai dele tinha uma empreiteira”, disse o doleiro. Questionado se o dinheiro teria como destino a campanha de Dilma, Yousseff foi taxativo: “Sim, mas não aconteceu”. A conversa teria ocorrido 60 dias antes de sua prisão.

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Além de Yousseff, foi ouvido pelo ministro-relator João Otávio Noronha do TSE o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e um personagem pouco conhecido do grande público, mas com potencial para levar ainda mais complicações a presidente. Segundo apurou ISTOÉ, em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral, o ex-diretor de estudos e políticas sociais do IPEA Herton Ellery Araújo contou que foi pressionado pelo governo para não divulgar, durante a campanha, dados que pudessem prejudicar a reeleição da petista. Um desses dados dizia que o número de miseráveis no Brasil havia aumentado entre 2012 e 2013, contrastando com o discurso entoado por Dilma em peças publicitárias na TV e no rádio, e em comícios País afora. Araújo não suportou a interferência e pediu exoneração do cargo. “Nós não pudemos divulgar os dados da extrema pobreza da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios”, confirmou o ex-diretor em entrevista à ISTOÉ. Para ele, o “governo errou a mão, fez besteira”. “A pessoa não pode fazer o que quer para ganhar eleição”, disse. Além de abuso de poder político, ao impedir a divulgação de dados oficiais negativos, Dilma pode responder por falsidade ideológica. O depoimento de Araújo levou o TSE a convocar Marcelo Neri, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, a prestar esclarecimentos. O ex-ministro terá de dizer de quem partiu a ordem no Palácio do Planalto para impedir a divulgação da pesquisa.

De acordo com assessores palacianos, Dilma reage mal ao isolamento imposto por antigos parceiros e aliados e às pressões as quais está submetida. Em vez de ampliar a interlocução, fecha-se em copas. Isso explica a escalada de declarações estapafúrdias dos últimos dias.

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Na semana passada, somou-se à trapalhada das citações de termos como “mulher sapiens” e à “saudação da mandioca”, a inacreditável tentativa de desqualificar o depoimento de Ricardo Pessoa, comparando o papel do colaborador da Justiça ao de delatores torturados pelo regime militar e ao do traidor da Inconfidência, Silvério dos Reis. “Eu não respeito delator”, disse Dilma (leia mais em box à pág. 33). Em conversas reservadas, a presidente chegou ao despautério de dizer que poderia anular os benefícios concedidos ao empreiteiro. A atitude desastrosa da presidente gerou reações inflamadas no meio jurídico. O ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa acusou Dilma de incorrer em crime de responsabilidade. “A Constituição não autoriza o presidente a investir politicamente contra as leis vigentes, minando-lhes as bases. Atentar contra o bom funcionamento do Poder Judiciário é crime de responsabilidade. Colaboração ou delação premiada é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil”, criticou Barbosa. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tentou defender a chefe, atribuindo sua fala a um arroubo de “honestidade intrínseca”. A emenda ficou pior que o soneto. Os elementos trazidos por Ricardo Pessoa também motivaram uma nova representação da oposição, liderada pelo senador Aécio Neves (PSDB), na Procuradoria- Geral da República (PGR), pedindo a abertura de investigação contra Dilma por crime de extorsão. Para juristas, a delação reforçou a tese do impeachment. O o episódio relatado pelo dono da UTC ajudaria a explicar a omissão de Dilma diante do Petrolão. Para o advogado Eduardo Nobre, especialista em direito eleitoral, as novas denúncias reforçam os indícios contra Dilma e o PT. “É preciso levantar o quanto o valor arrecadado ilicitamente para a campanha interferiu no resultado das eleições. Se as investigações puderem mostrar isso, reforça o pedido de afastamento”

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Em 2005, auge do escândalo do mensalão, o governo petista contava com a liderança e o carisma de Lula, sua capacidade de mobilização e, principalmente, com a sustentação do Congresso. É tudo o que o atual governo não dispõe hoje. O retrato do esfacelamento da base governista no Congresso foi a aprovação, na semana passada, do aumento de 78% para os servidores do Judiciário – medida inviável economicamente para País às voltas com um necessário ajuste fiscal para disciplinar as contas públicas. Se no Congresso, uma das principais arenas de batalha de um presidente ameaçado de afastamento, o governo demonstra estar anêmico, no próprio Palácio do Planalto a situação não é muito diferente. A interlocutores, o vice-presidente Michel Temer ameaçou abandonar o barco da articulação política com o Legislativo. A atribuição coube a Temer no início do ano, quando a presidente percebeu que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, havia perdido as rédeas da negociação com os partidos aliados. A saída de Temer da articulação, neste momento, representaria o abandono da presidente pelo seu próprio vice-presidente. Além dos significado político do gesto, Dilma perderia o principal elo entre o PMDB, maior partido da base, e o Planalto. Assim sendo, a fagulha detonadora do processo de afastamento da presidente ficaria muito próxima de ser acesa. Na semana passada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tornou público o desejo de ver Temer fora da negociação com o Congresso, jogando mais combustível na crise.

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Em 1992, quando o ex-presidente Fernando Collor foi apeado do poder, o estopim foram as revelações do motorista da Presidência, Eriberto França, publicadas por ISTOÉ. Em reportagem exclusiva, depois reafirmada na CPI, Eriberto revelou que PC bancava as despesas da família do presidente, como a compra de um Fiat Elba e a famosa reforma na Casa da Dinda, um imóvel particular transformado em residência oficial. Hoje setores do PT classificam a movimentação pelo impeachment da presidente de golpe. Em 1992, Collor repetia a mesma ladainha: “Uma minoria quer realizar o terceiro turno das eleições. Vou defender a Constituição, doa a quem doer. Os que conspiram contra mim são golpistas e formam o sindicato do golpe”. Então na oposição, os petistas, os mesmos que hoje bradam contra o que chamam de forças golpistas, atestavam a constitucionalidade do processo. “Não há mais condições éticas e políticas para governar. O impeachment é uma solução constitucional”, disse José Dirceu, deputado do PT, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em junho daquele ano.

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Remontar àquela época ajuda a desnudar a maleável ética do petismo, com a sua retórica que oscila ao sabor de sua conveniência. Mas expõe, principalmente, a surpreendente similaridade entre os dois momentos decisivos para a história do Brasil. Como há 23 anos, com Collor, o índice de rejeição do governo Dilma beira os 70%. A presidente da República não consegue mais ir à rua sem se defrontar com um cartaz pedindo a sua saída. Seus ministros não têm paz sequer para comer fora de casa. Dona Leda Collor, mãe do ex-presidente, também enfrentou a ira dos manifestantes no auge do processo de impeachment contra o filho, quando foi internada num hospital em Botafogo, no Rio. A mais importante das correspondências entre os dois episódios, porém, é que, também a exemplo de julho de 1992, neste julho de 2015 começam a se desenhar as condições para o afastamento da presidente da República.

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O impeachment à brasileira pode ter vícios de origem. É mais político do que jurídico. Desde sempre. Afastado pelo Congresso, Collor foi absolvido no STF. Mas o impeachment é constitucional. Está disciplinado em lei. No artigo 85 e na Lei 1.079, de abril de 1950. Não se pode reduzir a discussão, como fazem cabeças coroadas do PT, ao questionamento da índole e dos reais propósitos de alguns dos defensores da saída da presidente. Até porque os petistas, hoje associados a toda sorte de desvios e práticas de corrupção, não reúnem mais condições de fazê-lo. Dizer que os adversários cometem exatamente os mesmos malfeitos que lhe estão sendo atribuídos não anula a questão central: quem está no poder é Dilma, o esquema em investigação ocorreu no seio da maior estatal brasileira, a Petrobras, durante a gestão petista e é isso que está em julgamento agora. Ademais, todos sabiam que, entre os que defensores do impeachment de Collor, havia políticos oportunistas. O que não se sabia, na ocasião, é que os maiores oportunistas eram os que estavam na linha de frente daquele processo e seriam os que mais se beneficiariam dele anos depois – os petistas.

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Fonte: IstoÉ

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07/15

As provas que Ricardo Pessoa entregou à Justiça.

O novo ministro da Comunicação Social do Brasil, Edinho Silva, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília - 31/03/2015
O petista Edinho Silva: achaque muito educado, segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa. (Ueslei Marcelino/Reuters)

O engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, é famoso por sua grande capacidade de organização – característica imprescindível para alguém que exercia uma função vital no chamado “clube do bilhão”. Ele foi apontado pelos investigadores como o chefe do grupo que durante a última década operou o maior esquema de desvio de dinheiro público da história do país. O empreiteiro entregou à Justiça dezenas de planilhas com movimentações financeiras, manuscritos de reuniões e agendas que fazem do seu acordo de delação um dos mais contundentes e importantes da Operação Lava-Jato. O material constitui um verdadeiro inventário da corrupção. Em uma série de depoimentos aos investigadores do Ministério Público, Pessoa detalhou o que fez, viu e ouviu como personagem central do escândalo da Petrobras. Na sequência, apresentou os documentos que, segundo ele, provam tudo o que disse.

Manoel de Araujo, 200 px
Manoel de Araújo: um “funcionário da Presidência” em busca de “doações.(VEJA/VEJA)

​​VEJA teve acesso ao arquivo do empreiteiro. Um dos alvos é a campanha de Dilma de 2014 e seu tesoureiro, Edinho Silva, o atual ministro da Comunicação Social. Segundo o delator, ele doou 7,5 milhões de reais à campanha depois de ser convencido por Edinho Silva. “O senhor tem obras no governo e na Petrobras, então o senhor tem que contribuir. O senhor quer continuar tendo?”, disse o tesoureiro em uma reunião. O empreiteiro contou que não interpretou como ameaça, mas como uma “persuasão bastante elegante”. Na dúvida, “para evitar entraves” nos seus negócios com a Petrobras, decidiu colaborar para que o “sistema vigente” continuasse funcionando – um achaque educado. Mas há outro complicador para Edinho: quem apareceu em nome dele para fechar os detalhes da “doação”, segundo Pessoa, foi Manoel de Araujo Sobrinho, o atual chefe de gabinete do ministro. Em plena atividade eleitoral, Manoel se apresentava aos empresários como funcionário da Presidência da República. Era outro recado elegante para que o alvo da “persuasão” soubesse com quem realmente estava falando.

Arquivo do delator
O documento em que Ricardo Pessoa registrou a ‘doação legal’ à campanha de Dilma e os nomes do tesoureiro Edinho Silva e seu braço-direito Manoel de Araujo. (VEJA.com/VEJA)

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07/15

Investigações se aproximam do gabinete presidencial e levam o governo a confrontar o Judiciário. Dilma e Lula assumem a linha de frente da batalha.

Acuado pelas denúncias do esquema do Petrolão, que chegam cada vez mais perto do gabinete presidencial, o governo resolveu entrar numa perigosa zona de batalha. Nos últimos dias, numa ação articulada com o PT e o ex-presidente Lula, o Planalto passou a investir contra o Poder Judiciário, num jogo que pode virar contra o próprio governo. Os alvos são as investigações da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e o Ministério Público Federal. Em encontros reservados, Dilma, que no ano passado defendeu publicamente o instituto da delação premiada, cogitou anular o que não está em suas atribuições constitucionais: os benefícios de redução de pena e liberdade recebidos pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. Após decidir colaborar com as investigações, Pessoa revelou à Justiça ter sido achacado para contribuir para a campanha à reeleição da presidente no ano passado. “Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses políticos”, disse a presidente em viagem aos EUA, sem atentar para a gravidade de suas declarações e ações que podem, segundo o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, enquadrá-la por crime de responsabilidade (leia reportagem na pág. 30). Enquanto Dilma criticava fora do País o dispositivo legal da delação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizava a tropa petista no Congresso. Em reunião com integrantes da bancada do PT, em Brasília, definiu a estratégia de ataque às instituições da República que apontam malfeitos do governo e do PT. “É preciso fazer o enfrentamento político da Lava Jato”, admitiu sem meias palavras.

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O PT QUER A CABEÇA DELE
Dilma diz que a PF tem autonomia, mas o PT pressiona pela demissão
do ministro da Justiça, que, segundo o partido, não protegeria seus pares.

Sob forte pressão do PT, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo dirigiu-se ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República cobrar explicações sobre o vazamento do depoimento de Pessoa. Na manhã de segunda-feira 29, o ministro da Justiça esteve com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, e transmitiu a irritação do governo com a divulgação da delação do presidente da UTC. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também foi procurado. Ao contrário de Lewandowski e Janot, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, não esteve com Cardozo, mas emissários do governo conversaram com servidores de sua confiança. A eles, segundo apurou ISTOÉ, enviados do Planalto manifestaram sua indignação com a maneira como foi homologada a delação de Pessoa. O Planalto reclama do que chama de “tratamento especial” dado ao presidente da UTC, que acertou sua delação premiada com a PGR e não com a 13ª Vara Federal de Curitiba, como fizeram outros empreiteiros e quadros da Petrobras.

Cardozo foi para o front do embate contra o Judiciário depois de ser fortemente cobrado por Lula e pelo presidente do PT, Rui Falcão. Enquanto publicamente Dilma Rousseff não cansa de repetir que, em seu governo, a Polícia Federal possui autonomia de atuação, o ministro da Justiça é acusado pelos petistas nos bastidores de perder as rédeas da PF, instituição vinculada à pasta que comanda. Os petistas cobram de Cardozo um maior controle das ações da polícia, para evitar constrangimento a cabeças coroadas do PT, como tem ocorrido desde o ano passado. Os colegas de partido do ministro atribuem a ampla divulgação dos resultados da Operação Lava Jato a falhas no trabalho de Cardozo. O sigilo dos documentos, alegam, resguardaria o governo e o PT. “Todo vazamento é contra o PT. O que eles querem é ver Dilma e o PT sangrarem até lá”, criticou Lula, que depois de fazer críticas públicas ao PT e a Dilma, há duas semanas, resolveu baixar o tom aconselhado por interlocutores que acharam que as declarações jogaram contra ele e deram munição à oposição.

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O ALVO
O juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, está na alça de mira do PT. Para os
petistas, Moro não teria propósitos republicanos ao implicar integrantes do partido.

Apesar de Cardozo ter feito um périplo pelo Judiciário, na última semana, as cobranças não foram bem digeridas pelo titular da Justiça. “Não tenho que prestar informações só ao PT, mas a qualquer força política que desejar. Se acharem que não contribuo mais para o projeto, sairei”, disse Cardozo na quinta-feira 2. A interlocutores, o ministro tem manifestado a intenção de realmente deixar o governo. Contribuiu para ampliar seu desgaste a reunião da Executiva do partido no dia 28 de junho, quando os próprios petistas o chamaram de “egoísta”, “omisso” e “inoperante.” Cardozo assumiu o Ministério da Justiça no primeiro mandato de Dilma. Ainda no gabinete de transição, ele foi um dos primeiros escolhidos para a Esplanada dos Ministérios. Na sexta-feira 3, depois de uma reunião com Dilma, o ministro continuaria no governo.

Mas as relações de Cardozo com a cúpula do PT nunca foram boas e com a operação Lava Jato a situação ficou ainda mais desconfortável. Um dos que mais pressionam para que ele seja substituído é o ex-presidente Lula, que sempre foi um crítico mordaz de sua atuação nos bastidores.

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Ao mesmo tempo em que tenta minar Cardozo, Lula trabalha para evitar com que uma eventual rejeição a Janot, que trabalha para ser reconduzido ao cargo, seja debitada na conta do Planalto. A estratégia foi acertada em conversa com o marqueteiro do PT, João Santana, na segunda-feira 29. No dia seguinte, Lula promoveu um encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na conversa, Lula e Renan trataram da nova indicação do procurador-geral da República. O cargo ficará em aberto a partir de setembro. Lula ponderou a Renan que, se a presidente escolher outro nome que não o de Janot para encaminhar ao Senado, o governo será acusado de usar mecanismo institucional para ir à desforra. “Politicamente será um desastre”, disse Lula. Para o ex-presidente, só o Senado poderia rejeitar um novo mandato de Janot. Na PGR, a ação do petista foi considerada dúbia. “Ninguém entendeu se ele defendeu ou não um novo mandato para Janot”. Para subprocuradores ligados ao procurador-geral, o petista pode ter acertado com Renan o veto a Janot, quando sua recondução tiver que ser aprovada pelo Congresso. Assim, Dilma não assumiria o desgaste pelo veto.

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CORO AFINADO
O presidente do PT, Rui Falcão, que segue defendendo o tesoureiro do PT,
João Vaccari Neto, preso na Lava Jato, alinha-se a Lula na tentativa de acuar o Judiciário

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No Congresso, o maior opositor a uma nova indicação de Janot é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha é alvo de inquérito da Lava Jato e passou pelo constrangimento de ter integrantes do Ministério Público dentro de seu gabinete na Câmara recolhendo provas para a investigação. Assim como Cunha, Renan está no rol de investigados em inquéritos da Lava Jato. Até o final deste mês, o procurador-geral da República deve se pronunciar sobre o resultado das oitivas e diligências que a Polícia Federal realizou e decidir se manda arquivar ou oferece denúncia contra os parlamentares envolvidos, incluindo os presidentes da Câmara e do Senado. 

Fonte: IstoÉ

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07/15

Infiltrado na comitiva, brasileiro xinga Dilma, em Stanford.

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Uma falha de segurança permitiu que o brasileiro Igor Gilly se infiltrasse nesta quinta-feira na comitiva da presidente Dilma Rousseff, nos corredores da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA). Dilma estava ao lado de Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos EUA, quando foi abordada de forma grosseira por Gilly. O brasileiro ofendeu a petista com gritos de “assassina”, “ladra” e “terrorista”. Ele disparou palavrões e chegou ao extremo de dizer que a presidente merecia morrer. “Terrorista que rouba a população tem mais que ser morto”, gritou. Gilly publicou o vídeo em sua página no Facebook, que contém fotos dele com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e outras nas quais exibe cartazes em a favor da intervenção militar no Brasil. Durante a manifestação agressiva, ele foi interpelado pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT), que provocou: “Está com muito dinheiro do papai no bolso?”. O brasileiro foi retirado do local pela segurança. Outra brasileira também publicou um vídeo no qual bate panela contra Dilma na porta do Hotel Fairmont, em São Francisco, informa Veja online.

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07/15

Dilma trocou a diplomacia bolivariana pela diplomacia mascate – e finalmente foi aos EUA. A economia do Brasil precisa dos dólares americanos. Boa escolha.

Relações entre Estados, ao contrário de namoros, costumam aguentar muito desaforo e longas temporadas de afastamento. Num mundo com perigos e inimizades reais, países democráticos e com interesses comuns tendem a se aproximar. Um desses reencontros de aliados naturais ocorreu na semana passada, na visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos. Para o cidadão brasileiro, acossado por inflação alta e desemprego crescente, seria ótimo que o Brasil pudesse aproveitar um pouco do embalo da economia americana, em aceleração. O mesmo vale para o governo brasileiro, diante da crise econômica. “Há forças empurrando Brasil e Estados Unidos para a reaproximação”, diz Marcos Troyjo, professor de grandes economias emergentes na Universidade Columbia e ex-diplomata. “Do lado do Brasil, outras apostas na política externa, como o Mercosul, mostram-se infrutíferas. Já os Estados Unidos vêm tomando um ‘baile’ da China na defesa de interesses na Ásia. A adesão de aliados tradicionais dos Estados Unidos, como o Brasil, ao novo banco de infraestrutura liderado por Pequim convida Washington a olhar novamente para a América Latina.”

DE BEM Obama e Dilma durante o discurso na Casa Branca.  A visita oficial enterrou o episódio da espionagem (Foto: Jacquelyn Martin/AP)

Há um ano e nove meses, Dilma cancelou uma viagem aos Estados Unidos, após o vazamento da informação de que aAgência Nacional de Segurança (NSA) americana havia espionado seu telefone e e-mail. O tempo passou, Obama diz que não espiona aliados (no presente) e Dilma  aproveitou o momento, num lance feliz de muito pragmatismo e pouca ideologia. “Politicamente, a visita é positiva. Descongela a relação estremecida entre ambos”, afirma o cientista político Leonardo Paz, coordenador de Estudos e Debates do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. A viagem poderia ter sido um mero passeio protocolar. Não foi.

Dilma levou aos Estados Unidos uma comitiva peso pesado, que incluiu os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, e da Agricultura e Pecuária, Kátia Abreu. O roteiro incluiu muita conversa com empresários  americanos e brasileiros. “Esse diálogo do setor privado é o que realmente move a agenda do comércio e dos investimentos”, afirmou Monteiro Neto. “Os governos podem estabelecer os marcos dessa agenda, estimular, mas o que dá a dimensão da relação é a integração entre os setores privados dos dois países.” O mais concreto dos resultados é fruto de uma negociação que durava quase 15 anos: os Estados Unidos reconheceram que a carne produzida no Brasil atende aos padrões sanitários adequados para entrar no país. Isso abre caminho para o comércio nos dois sentidos. No ano passado, o Brasil exportou US$ 6 bilhões em carne não processada, e apenas 1,5% disso foi para os Estados Unidos, maior economia do mundo.

A presidente fez também um bom discurso para empresários e investidores e lembrou-os que o Brasil espera capital para obras de infraestrutura. “O Brasil tem uma experiência de sucesso na infraestrutura operada pelo setor privado.Queremos conquistar novas fronteiras com base nas experiências bem-sucedidas”, disse. Foi uma descrição para lá de edulcorada da realidade. Convencer os americanos não será fácil. “O Brasil é considerado caro e ainda corre o risco de ser rebaixado pelas agências de classificação de risco”, diz a economista e consultora Vitória Saddi, ex-gestora de investimentos e analista de risco nos Estados Unidos. “Temos de tratar melhor os investidores americanos e não esperar resultados antes de um ano.”

A imagem do Brasil nos Estados Unidos não passa por um bom momento. O país enfrenta uma crise, desajuste nas contas públicas e um escândalo de corrupção em sua maior empresa, aPetrobras. Diante de Dilma, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, até fez gracejos, mostrou apoio e classificou o Brasil como “potência global”. Mas o que sobra a Obama em charme falta a ele em apoio no Congresso e em tempo de mandato – apenas mais 18 meses. Por isso, será preciso esforço do governo brasileiro para extrair mais  resultados da viagem nos meses e anos à frente. “Por algum tempo, o Brasil pagará o preço de ter negligenciado suas relações com os Estados Unidos”, diz Troyjo.

Para além da economia, Dilma incluiu três tópicos importantes na viagem: educaçãomeio ambiente e vistos. Em educação, a agenda poderia ter sido mais ambiciosa. Para quem diz que gostaria de presidir uma “pátria educadora” e foi ao país mais inovador do mundo, base das melhores universidades do mundo, Dilma ficou devendo. Os presidentes assinaram uma vaguíssima promessa de maior cooperação em educação técnica e profissionalizante. Na Califórnia, Dilma passeou no carro autônomo do Google, visitou um centro de pesquisas da Nasa e conversou com empresários de tecnologia. No tópico meio ambiente, Dilma apresentou duas boas metas: recuperar a vegetação nativa de 12 milhões de hectares até 2030 e expandir de 7% para 20% a fatia das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira. A presidente prometeu agir contra as mudanças climáticas, mas não se comprometeu com um corte específico em emissões de gases causadores de efeito estufa. Os Estados Unidos já avançaram mais ao mensurar os esforços que farão nessa frente. A presidente prometeu zerar o desmatamento ilegal. Não impressionou. “Ela não precisava atravessar o continente para falar que cumprirá a lei”, afirma Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace.

A viagem de Dilma foi vantajosa não só para o viajante ou o produtor de carne. Ao retomar o diálogo com os Estados Unidos, Dilma recupera uma agenda inteligente e crucial: tornar mais profícuas as relações comerciais e diplomáticas do Brasil com uma grande democracia e a maior potência do mundo. O governoLuiz Inácio Lula da Silva acertou ao aprofundar o comércio brasileiro com outros países subdesenvolvidos. Foi tolice, nos últimos anos, imaginar que essa estratégia dispensaria o aprofundamento das  relações com os Estados Unidos. Agora, é preciso persistir na reaproximação, para que surjam os resultados.

Fonte: Época

04
07/15

Justiça nega habeas corpus preventivo a José Dirceu. O medo é terrível.

José Dirceu
José Dirceu: tentativa de evitar nova prisão.(Rocha Lobo/Futura Press)

O juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, negou nesta sexta-feira pedido de habeas corpus preventivo apresentado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Na decisão, o magistrado disse que não está comprovado que o petista, que cumpre prisão domiciliar por ter sido condenado no julgamento do mensalão, esteja em situação de ameaça concreta, critério que, na avaliação de Brunoni, seria necessário para a concessão do recurso.

Nesta quinta a defesa de Dirceu havia apresentado o pedido de habeas corpus para evitar que o ex-ministro pudesse ser preso por conta das investigações da Operação Lava Jato. Embora não haja nenhum pedido de prisão contra Dirceu, a situação do petista ficou mais delicada, segundo a avaliação de procuradores da Lava Jato, após o acordo de delação premiada assinado pelo lobista Milton Pascowitch. Além de dar informações sobre o envolvimento do político com o esquema, as revelações do lobista devem abrir novas linhas de investigação, principalmente sobre o bilionário mercado de exploração do pré-sal.

“Por ter seu nome envolvido no curso da Operação Lava Jato e, recentemente, divulgado pelo delator Milton Pascowitch, o paciente tem inúmeros motivos para acreditar que se encontra na iminência de ser preso”, afirmou a defesa. Para o juiz, porém, “o mero receio da defesa não comporta a intervenção judicial preventiva”.

Para ele, ainda que o lobista Milton Pascowitch possa ter detalhado, em acordo de delação premiada, a participação de José Dirceu no esquema investigado pela Operação Lava Jato, os depoimentos não são suficientes “para demonstrar que o paciente possa ser segregado cautelarmente e que tal ato judicial representaria coação ilegal”. “O fato de o paciente ser investigado e apontado no depoimento de Milton Pascowitch não resultará necessariamente na prisão processual”, disse Brunoni, que afirmou ainda que conceder o habeas corpus preventivo neste momento “equivaleria a antecipar-se” a possíveis decisões do juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba.

Fonte: Veja

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07/15

Human Rights Foundation.

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Agência: Grey Brasil

04
07/15

Seis mitos sobre CRM e CRM Social.

Ter um bom relacionamento com os clientes é fundamental para o sucesso de uma marca. Com o “boom” das redes sociais que vivemos hoje, os consumidores estão cada vez mais propensos a expressar suas opiniões sobre uma determinada marca ou produto, que irão viralizar esta mensagem a potenciais clientes. Se essas pessoas não forem bem atendidas, vão se transformar em detratores da marca (conhecidos como “haters”), criando testemunhos negativos e causando grandes prejuízos.

Ao analisarmos o mercado e o comportamento dos consumidores, observamos por meio de pesquisas que a maioria dos consumidores consideram as redes sociais como sendo o meio mais eficiente de atendimento. 64% deles reclamam em plataformas sociais após serem mal atendidos pelo SAC tradicional e elegem o Facebook como a plataforma de propagação de sua mensagem.

Para se adaptar a esta nova forma de relacionamento, as empresas estão adotando a estratégia de CRM Social, que é a evolução do tradicional CRM (Customer Relationship Management) ou estratégia de gestão de relacionamento com os clientes, com foco nas redes sociais e web. O CRM Social tem um grande potencial, mas percebo que alguns vícios do mercado reduzem sua eficiência durante a implantação. São na verdade mitos, criados durante a evolução do CRM e muitas vezes usados para explicar questões difíceis de compreender na época, onde havia uma mínima noção de Big Data e sobre o real poder da opinião de um único consumidor social.

 

1 – CRM Social é uma ferramenta

CRM é o acrônimo para Customer Relationship Management ou Gerenciamento das relações com consumidores e é uma estratégia e não uma ferramenta, como muitas pessoas dizem. As ferramentas ou softwares são utilizadas na automatização dos processos e na análise e medição dos resultados da estratégia, prática fundamental em uma estratégia focada nos canais digitais.

2 – CRM é uma ferramenta de vendas

Sem vendas não existem clientes. Porém apenas com vendas também não existirão clientes a médio e longo prazo, caso não se crie um relacionamento duradouro.

A manutenção, fidelização do cliente e consequente geração de novas vendas com as indicações deste mesmos em redes sociais, por exemplo, depende do relacionamento.

Parece básico, mas muitas empresas esquecem que cliente mal atendido no pós-vendas e durante o relacionamento comercial irá difamar a marca nas redes sociais e não voltará a fazer negócios. Por este motivo, normalmente o ciclo do CRM é pautado por uma tríade: vendas, promoção e atendimento. Se a estratégia de CRM das empresas se baseiam apenas em um destes pilares é melhor repensar o que se perdeu no caminho.

3 – E-mail, gerenciador de projetos, agenda de vendas: tudo é CRM

Como em qualquer estratégia, utilizam-se diversas ferramentas para sua execução. Por sua característica multidisciplinar e multicanal, o CRM se espalha por todos os departamentos de uma empresa e por diversos canais de contato com o cliente. Para se gerenciar uma estratégia de CRM completa são necessárias diversas ferramentas. O ponto é, ao adquirir um software de CRM para gerenciar sua estratégia, faça a pergunta básica: Como a sua empresa irá vender, promover e atender os clientes com este software? Se a resposta for: Me atenderá parcialmente, lembre-se que necessitará investir em outros softwares complementares para fechar o ciclo. Realize então uma análise dos custos e dos benefícios desta aquisição e do impacto em todas as áreas da sua empresa.

4 – A mesma estratégia de atendimento é utilizada em todos os canais

O cliente que utiliza um canal nem sempre é o mesmo que utiliza outro. Portanto, apenas repetir o script pode não funcionar. Já se sabe que as gerações mais novas preferem os canais digitais como web e redes sociais para serem atendidas. Muitas empresas falham ao subestimar o poder da venda e da fidelização destes canais. Por exemplo: O site da sua empresa e suas redes sociais, juntos podem gerar milhões em vendas ou no mínimo impedir que sejam perdidos milhões por falta de gerenciamento e atendimento adequado.

5 – Não preciso de CRM para gerenciar o relacionamento com meu cliente

Então, boa sorte pois neste exato momento diversos clientes podem falar sobre sua marca ou produto nas redes sociais. Ou pior, pesquisar opções de seu concorrente por não ter encontrado a sua marca. Mas, o pior mesmo será não receber qualquer “feedback” seu, o que será encarado pelo consumidor social como uma falha bem grave. Estes clientes não voltarão a fazer negócios com sua empresa, segundo pesquisas, nem a procurar sua empresa ou ao menos lhe indicar.  O mesmo pode acontecer com o site da sua empresa e outros canais digitais que não estão sendo monitorados e nem estão interagindo com seu consumidor de forma adequada. Na maioria dos casos, não é necessário um acompanhamento em tempo real, mas ao menos uma visão macro do comportamento de seus canais digitais é o mínimo para iniciar uma tomada de decisão consistente e passar uma boa imagem ao cliente.

6 – Uma “Euquipe” dá conta do recado

Ao analisar os dados gerados pelos consumidores, muitos gestores não percebem dois fatores: um deles é a riqueza das informações compartilhadas pelos clientes espalhadas sem organização por diversos canais; e o outro é o volume de trabalho necessário para extrair e cruzar esses dados dentro da empresa com o objetivo de criar um diferencial nas estratégias de comunicação e relacionamento.

Porém muitas empresas subestimam esses fatores e delegam todo o trabalho a um único profissional ou a uma “euquipe”, que em muitas vezes não está dedicada e focada a esta atividade específica, mas sim a dezenas de outros projetos paralelos. Obviamente não atingem o resultado esperado e culpam as ferramentas.

Por isso, muitas vezes vale a pena terceirizar parte do projeto para empresas especializadas a fim de reduzir custos, melhorando o desempenho, satisfação do consumidor e o gerenciamento do processo, criando indicadores reais e eficientes sobre seus consumidores e sob o ciclo de consumo para tomada de decisão.

 

 José Jarbas, CEO e fundador da eCRM123, no Adnews

04
07/15

Campanha apresenta Ritz Crisp & Thin aos consumidores britânicos

https://youtu.be/JyVq3zJjLsE

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A Mondelez International, divisão de snacks e doces da norte-americana Kraft Foods, apresentou a campanha para o lançamento de seu novo produto: o Ritz Crisp & Thin. Criada pela agência britânica Mother London, o novo snack da companhia chega ao mercado ao ritmo de jazz da música “Puttin on the Ritz”, remake do vencedor do Grammy Gregory Porter.

Dirigido por Fredrik Bond, o filme animado foi veiculado ontem no Reino Unido. Com um investimento de marketing calculado em R$ 48,7 milhões para o lançamento do produto, a campanha conta com a assinatura dos brasileiros Ana e Hermeti Balarin, diretores executivos de ciração da Mother London, e é voltada principalmente para o público entre 24 e 45 anos.

De acordo com a Mondelez International, o salgadinho Ritz Crisp & Thin vai competir em um segmento que movimenta aproximadamente R$ 10 bilhões por ano somente no Reino Unido, país europeu com maior consumo de snacks salgados – 100 pacotes por pessoa a cada ano.

O filme com a música de Gregory Porter, que será disponibilizado para download no ITunes, informa o propmarak.

04
07/15

Huffington Post cria plataforma colaborativa.

Semana passada, o Huffington Post criou uma plataforma de vídeo

O agregador de blogs Huffington Post anunciou a criação do Donatello, plataforma colaborativa que reúne o conteúdo produzido via smartphone. O objetivo é aumentar o número de colaboradores do site em várias partes do mundo e chegar a um milhão de produtores de conteúdo até o final do ano.

A curadoria do conteúdo será baseada em confiança, cada usuário terá seu primeiro conteúdo analisado em um processo que deve durar de um dia a uma semana. Se aprovado, o usuário é autorizado a publicar sem necessidade de análise prévia. A edição posterior será feita apenas por algoritmos que vai corrigir eventuais erros ortográficos. “A relação com os colaboradores têm sido parte essencial da nossa essência”, disse Ariana Huffington.

Na semana passada, o site anunciou a criação do HuffPost24, plataforma de vídeos on demand previsto para o terceiro trimestre. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Ariana Huffington, que renovou contrato para comandar a empresa por mais quatro anos, disse que a estratégia é ter metade do conteúdo do portal em vídeo no longo prazo. “O mundo do conteúdo caminha cada vez mais para o vídeo e essa será também nossa prioridade”, disse Ariana.

Fonte: Meio e Mensagem

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