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O escândalo no marketing da Vivo.

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	Gad&#39;Brivia conquista conta de monitoramento em m&iacute;dias sociais da Telef&ocirc;nica/Vivo <em>(Reprodu&ccedil;&atilde;o)</em><

O Antagonista obteve detalhes do escândalo da Vivo, envolvendo a sua ex-diretora de marketing Cris Duclos, suspeita de ter desviado 27 milhões de reais, por meio de contratos superfaturados com as agências de publicidade que cuidavam da conta da empresa.

O alarme do presidente da Vivo, Amos Genish, soou quando ele foi consultado como referência para a compra de um terreno, no valor de 4 milhões de reais, em espécie, no condomínio Quinta da Baroneza, entre Itatiba e Bragança Paulista. A compradora era a sua diretora de marketing, que se encontrava em férias.

Desconfiado, Amos Genish contratou um analista de riscos e detetive. Todos os contratos geridos por Cris Duclos, com as agências DPZ, Africa, DM9DDB e Young & Rubicam, foram auditados.

Diante dos resultados obtidos pela devassa, na volta das férias, ela teve o acesso à empresa bloqueado e se viu obrigada a devolver o notebook e o celular da empresa imediatamente. A demissão foi sumária, sem chance de defesa.

Cris Duclos, sumariamente demitida.

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Caso Vivo incomoda agências e produtoras.

Vivo-logo

A auditoria em contratos do departamento de marketing da Telefônica Vivo e o estabelecimento pelo anunciante de novas práticas de relacionamento com fornecedores da área, como agências e produtoras, movimenta os bastidores e incomoda diversas empresas do mercado.

Fontes ouvidas por Meio & Mensagem informam que Africa, DPZ&T e Y&R, as três agências de publicidade que dividem a conta da Vivo, não podem se posicionar oficialmente sobre o tema sem aval do anunciante, que, até o momento, preferiu não se manifestar publicamente. O silêncio da empresa acaba dando margem para especulações e boatos, e coloca sob suspeita os seus fornecedores da área de marketing.

A reportagem teve acesso a um comunicado interno distribuído nesta segunda-feira pela Africa a seus funcionários. O texto começa dizendo que as agências que trabalham com a Vivo são “vítimas de ataques por suposto beneficiamento na gestão de contratos” e que tais ataques, “feitos pela internet, não têm nenhum fundamento”. A Africa afirma que é rígida com sua “política de compliance”, trabalha há mais de 12 anos com a Vivo e diz estar tomando as “medidas cabíveis contra esses boatos absurdos e falsas acusações”.

Meio & Mensagem entrou em contato com a Telefônica e as três agências de publicidade que dividem a conta do anunciante, mas nenhum deles quis se pronunciar oficialmente sobre o caso.

A única manifestação pública até o momento acabou vindo da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro). O texto diz o seguinte: “Não temos conhecimento a respeito das apurações da Telefonica Vivo. Igualmente, não temos informações suficientes sobre a investigação em curso e as formas praticadas na contratação de serviços de marketing. A APRO lançou recentemente seu Código de Conduta, que tem como propósito aperfeiçoar as ‘melhores práticas’, que pressupõe condutas e operações comerciais legítimas e transparentes. A APRO se coloca à disposição para colaborar no desenvolvimento do ‘manual de boas condutas’ que, segundo notícias, está em criação pela Telefônica Vivo. Qualquer prática comercial que não siga as boas práticas de mercado merece ser apurada”.

Em abril, a Apro tomou medidas mais drásticas em relação ao pagamento de BV de produção. Um novo Código de Conduta da associação tornou obrigatório o fim da prática por parte das produtoras que até então devolviam às agências parte do pagamento que recebiam do anunciante para as filmagens das campanhas publicitárias. Na ocasião, a entidade recebeu assinaturas de 81 produtores aceitando as novas determinações. As que não seguirem a regra correm o risco de serem excluídas da associação, diz a Apro. As medidas foram tomadas após o envolvimento de algumas produtoras nas investigações da Operação Lava Jato, no ano passado, que apontou que desvios eram feitos com o endereçamento do BV de produção não às agências, mas sim outros beneficiados, como o ex-deputado André Vargas.

Entenda o caso Vivo

Em reportagem publicada em sua edição desta segunda-feira, 25, o Valor Econômico informa que a Telefônica Vivo promove uma auditoria em seus contratos no departamento de marketing, que “deve levar ao descredenciamento de prestadores de serviços”. Segundo o jornal, o objetivo da auditoria é “verificar a existência de irregularidades em relação às normas adotadas em contratos e discordâncias em relação aos preços negociados”. Um resumo da reportagem foi distribuído internacionalmente pela agência de notícias Reuters.

Também na segunda-feira, 25, reportagem publicada no site de Meio & Mensagem revela que a Telefônica Vivo já encaminhou nos últimos dias aos seus fornecedores de comunicação e marketing, incluindo agências, um documento que impõe novas práticas de relacionamento com o anunciante, contendo instruções e normas de conduta estabelecidas neste mês e que já estão valendo para o setor de publicidade.

Segundo o ranking Agências & Anunciantes, a Telefônica foi a sexta maior compradora de mídia do País em 2015, com investimento de R$ 530 milhões, o que faz da marca Vivo a maior anunciante da área de telecom.

A diretoria de imagem e comunicação da Vivo, área da companhia responsável pelo relacionamento com as agências de publicidade, está vago desde junho, quando Cris Duclos deixou a empresa, na qual trabalhava desde 2008. Cris era subordinada ao chief revenue officer, Christian Gebara, que comanda as áreas de marketing, vendas e estratégia digital e inovação.

No final do ano passado, a Vivo realizou concorrência pela sua conta publicitária off-line, manteve Africa, DPZ&T e Y&R, que já a atendiam, e dispensou a DM9DDB. Na ocasião, também estava em curso outra disputa, não finalizada, pela verba online do anunciante, disputada por DM9DDB, Havas, Wunderman e um inédito consórcio formado por empresas da Publicis: AG2 Nurun, Espalhe MSLGroup e SapientNitro, informa Meio e Mensagem.

Telefónica nega auditoria…

Diante de uma série de especulações sobre contratos na área de marketing da marca Vivo, a Telefônica Brasil divulgou hoje comunicado a informando não existir auditoria na referida área. O comunicado foi emitido após questionamento feito pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) diante de reportagem do jornal Valor Econômico publicado nesta última segunda-feira (25).
As especulações no mercado publicitário sobre a área de marketing da Vivo envolvem o desligamento da executiva Cristina Duclos, que deixou a empresa em junho. O comunicado da Vivo afirma que a empresa não comenta “questões dessa natureza”, no caso a saída da executiva.

Leia abaixo a íntegra do comunicado:

São Paulo, 26 de julho de 2016 

À
Comissão de Valores Mobiliários – CVM
Rua Sete de Setembro, n.o 111 – 33.o andar Rio de Janeiro – RJ
At.: Superintendência de Relações com Empresas – SEP Sr. Guilherme Rocha Lopes
Ref.: Ofício no 262/2016-CVM/SEP/GEA-2 Prezados Senhores,
TELEFÔNICA BRASIL S.A., companhia aberta com sede na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, n.o 1376, Cidade Monções, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda (“CNPJ/MF”) sob n.o 02.558.157/0001-62 (“Companhia” ou “Telefônica Brasil”), vem, pela presente, em resposta ao Ofício no 262/2016-CVM/SEP/GEA-2, o qual requer a manifestação da Companhia sobre a veracidade das afirmações veiculadas no sítio eletrônico do jornal “Valor Econômico”, em 25 de julho de 2016, intitulada “Telefônica audita área de marketing no Brasil” (“Notícia”), e, em caso afirmativo, solicita que sejam prestados maiores esclarecimentos sobre o assunto e manifestação sobre as providências que estão sendo tomadas pela Companhia a respeito, bem como os motivos pelos quais entendeu não se tratar o assunto de Fato Relevante, nos termos da Instrução CVM no 358, de 03 de janeiro de 2002, conforme alterada (“Instrução CVM no 358/02”), esclarecer o quanto segue.
Inicialmente, a Telefônica Brasil informa que adota princípios de atuação ética e que fomenta e incentiva a observância de normas e regras internas relacionadas à compliance. Sendo assim, adota procedimentos de controles internos aplicáveis às suas operações e atividades, os quais estão em constante atualização e aprimoramento, com vistas a manter os mais altos padrões de excelência.
São Paulo, 26 de julho de 2016

Para tanto, trabalhos internos relacionados com auditorias e revisões, sejam eles de processos, procedimentos e contratos são atividades rotineiras e correspondem a ferramentas usuais na consecução de tais objetivos, compatíveis com as melhores práticas de mercado.
A partir dos esclarecimentos anteriores, que registram o interesse contínuo da Companhia com a manutenção de sólidos procedimentos de compliance e de controles internos aplicáveis às suas atividades, cumpre comentar que a Notícia apresenta afirmações acerca de suposta preocupação específica da Companhia quanto à área de marketing, trazendo referência a uma possível auditoria geral em relação a essa área, com a adoção de códigos e manuais de boa conduta específicos, assim como a revisão de todos os contratos e acordos dos prestadores de serviços da referida área, com vistas a possíveis descredenciamentos.
Nada obstante manter uma prática cotidiana de integridade e controles internos, a Companhia esclarece que não há procedimento em curso com as características referidas no parágrafo anterior.
E, quanto ao desligamento da executiva que ocupava o cargo de Diretora de Imagem e Comunicação, a Companhia reitera sua prática de não comentar questões dessa natureza.
Considerando as informações prestadas, a Telefônica Brasil entende que não havia motivos para tratar o referido assunto como Fato Relevante, nos termos da Instrução CVM no 358/02, por não se enquadrar nas hipóteses legais e regulamentares, razão pela qual não foram assim considerados.
Com a certeza de ter prestado os esclarecimentos requisitados, colocamo-nos à disposição para os eventuais esclarecimentos adicionais que V.Sas. entenderem necessários.
Atenciosamente,
David Melcon Sanchez-Friera
Diretor de Relações com Investidores Telefônica Brasil – Relações com Investidores Tel: +55 11 3430-3687

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Simples anúncio criativo.

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A Quarta Revolução Industrial.

Que tal uma cerveja que muda a fórmula ao gosto do freguês? O.k., várias cervejarias tentam. Se uma bebida não agrada, é substituída por outra. Só que o jeito tradicional de fazer isso pode ser frustrante para quem fabrica e demorado para quem bebe. A novidade é que agora o processo ocorre com velocidade e eficiência impensáveis há alguns anos. Os fundadores da cervejaria IntelligentX, de Londres, usam software para melhorar a fórmula de suas cervejas. A página da fábrica no Facebook tem um robô virtual preparado para fazer perguntas pelo Messenger aos consumidores. As respostas são analisadas por um sistema de aprendizagem automática (em inglês, machine learning), um fundamento da inteligência artificial. Ele determina as alterações na fórmula e a envia ao mestre cervejeiro. A base de conhecimento do computador cresce à medida que seus acertos são recompensados com respostas positivas. Como um funcionário em treinamento, passa a entender as preferências dos clientes. Com essa estratégia, as fórmulas das cervejas da IntelligentX passaram por 11 alterações ao longo do último ano. O objetivo dos fundadores – um Ph.D. em inteligência artificial pela Universidade de Oxford e um ex-executivo de marketing – é fazer a fórmula criada pelo “robô” desbancar mestres cervejeiros humanos em concursos. E, claro, aproveitar o barulho gerado pela novidade. “A inteligência artificial tem grande potencial no desenvolvimento de produtos”, diz Hew Leith, fundador da IntelligentX. “Imagine perfumes, cafés ou chocolates melhorados gradativamente a partir do gosto dos consumidores.”

Fábrica da cerveja Intelligentx,em Londres (Foto: Divulgação)
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A IntelligentX é um pequeno exemplo de como tecnologias que se desenvolveram na última década transformam, mais uma vez, a indústria global. Percebe-se que o fenômeno já tem desdobramentos bem diferentes da simples chegada dos computadores às fábricas, que foi a terceira revolução industrial. Por isso, vem sendo chamado de quarta revolução industrial, ou Indústria 4.0.

O termo foi criado na Alemanha, em 2011, numa tentativa dos alemães de deixar clara a investida para retomar o protagonismo industrial perdido para a China nas últimas décadas. Além da inteligência artificial e da aprendizagem automática, encabeçam a transformação nomes que aparecerão cada vez mais em seu cotidiano profissional e em suas futuras entrevistas de emprego, como big data, internet das coisas, manufatura aditiva e realidade aumentada (leia mais no quadro). Em conjunto ou isoladas, essas novidades tornam mais inteligente e eficiente a fabricação de qualquer coisa, assim como as inovações que propiciaram as três primeiras revoluções.

No fim do século XVIII, a invenção dos motores a vapor e dos teares na Inglaterra transformou a indústria e o mercado de trabalho na Europa. Novo salto ocorreu no fim do século XIX, com o surgimento de máquinas mais poderosas e linhas de produção em massa. A terceira revolução veio nos anos 1970, com a introdução de computadores e software na produção. “Essas inovações tiveram um grande impacto na sociedade, pois representaram um ganho de produtividade enorme”, diz Richard K. Lester, fundador do Centro de Desempenho Industrial do Massachusetts Institute of Technology, o MIT. A mudança contribuiu com a disparada do PIB per capita global e diversos índices de desenvolvimento, como expectativa de vida e taxas de saneamento. “Esse ganho contínuo de produtividade se manteve até o fim dos anos 1970, até se estabilizar de novo”, diz Lester.

A expectativa é que a Indústria 4.0 tenha, em nosso jeito de fabricar e de trabalhar na fabricação das coisas, o mesmo impacto que a internet e as redes sociais tiveram no comportamento. Alguns já se referem à “era da internet industrial”. Por trás de termos marqueteiros, usados por consultorias e empresas de tecnologia para vender seus serviços, começa-se a enxergar mudanças reais. Segundo a consultoria americana Gartner, o número de objetos conectados sem fio, excluindo smartphones e computadores, passará dos 5 bilhões atuais para 21 bilhões até 2020. São sensores e máquinas que se comunicam entre si e com humanos. Recentemente, o gigante industrial GE passou a instalar sensores nas turbinas de aviões que fabrica. Os aparelhos enviam informações sobre seu desempenho. A massa de dados vinda de aeronaves ao redor do mundo é analisada por vários softwares que propõem melhorias nas turbinas. Na Alemanha, as máquinas de uma fábrica da Siemens têm sensores em cada peça e avisam os técnicos, por celular, sobre quando apresentarão algum defeito. A fabricante de roupas esportivas Under Armour lançou a linha de tênis Architech, com sola fabricada por impressoras 3-D, desenhada a partir das necessidades individuais do atleta. Outras mudanças tornam homem e máquina ainda mais próximos.

Desde o ano passado, técnicos de inspeção na linha de montagem de tratores da Caterpillar usam óculos de realidade aumentada. A tecnologia insere elementos virtuais no campo de visão de quem a usa. Os óculos acessam um banco de dados com as peças e a lista de itens a verificar. A localização dos itens é indicada a partir do holograma da peça projetado em frente ao trator. O aparelho permite fotografar cada passo da inspeção para garantir que ela foi feita corretamente. O técnico enxerga as instruções a sua frente e mantém as mãos livres. Os tratores saem mais rapidamente da fábrica e o índice de problemas de manutenção por inspeções malfeitas caiu 40%.

A relevância do tema fez da Indústria 4.0 o centro das atenções do Fórum Econômico Mundial que ocorreu em Davos, no início do ano. Lá, discutiu-se como o desenvolvimento dessas tecnologias pode ajudar a indústria a voltar a melhorar seus índices de produtividade. Para uma sociedade que já celebrou o motor a combustão e o motor elétrico, imaginar uma fábrica com sistemas ciberfísicos conectados e máquinas autônomas tomando decisões baseadas em algoritmos pode parecer papo de futurista lunático. Mas, ao longo da próxima década, deveremos ter um avanço importante na inteligência artificial das máquinas. Empilhadeiras poderão agir de forma autônoma, sem a necessidade de um operador humano. Máquinas vão conversar entre si e aprender entre si. No departamento de ciência da computação da Universidade Brown, nos Estados Unidos, um experimento com robôs dotados de sistemas de aprendizagem automática já permite com que eles identifiquem objetivos pela forma, cor e utilidade. No futuro, robôs mais experientes poderão treinar máquinas novas.

A polêmica recorrente em momentos de ruptura tecnológica são seus efeitos colaterais. Na primeira revolução industrial, a simples invenção de um tear substituiu o trabalho de 200 tecelões. O mesmo sucedeu com a robótica analógica nas montadoras de veículos. A quarta revolução em curso não será diferente. Em um cenário otimista, novos cargos serão criados, como coordenadores de robôs inteligentes e programadores para um mundo totalmente dependente de softwares. “Contrariando a crença popular, não acho que a inteligência artificial vai tirar empregos de todo mundo”, diz Leith, da IntelligentX. “Tecnologias assim aumentam a capacidade humana e nos permitirão desenvolver novas habilidades.” A dúvida é quais são as novas habilidades e indústrias que surgirão na esteira de tecnologias ainda pouco conhecidas. O engenheiro e economista alemão Klaus Schwab, presidente do Fórum Econômico Mundial, faz todos os alertas que acha necessários. Ele lembra que a transformação faz com que a mão de obra barata passe a contar menos na disputa global por empregos. Isso dá mais liberdade às empresas para fechar e abrir fábricas onde quiserem – sempre levando em conta, claro, outros fatores, como um bom ambiente de negócios. Profissionais, empresas e governos terão de pensar em como lidar com a mudança. Mais: “A quarta revolução industrial parece estar criando menos empregos em novos setores do que as revoluções anteriores”, afirma Schwab, no livroA quarta revolução industrial. Ele pondera que estamos apenas no começo desse salto tecnológico. É o momento de nos adaptarmos.

A quarta revolução industrial  (Foto: Época )

Fonte: Época

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À espera do Tsunami Digital.

Em meados dos anos 1990, a empresa sueca Electrolux escolheu como base para sua expansão no Brasil a fabricante de eletrodomésticos paranaense Prosdócimo, fundada em 1949. A marca brasileira foi extinta em 1997, mas a estrutura se manteve em Curitiba, incluindo um centro de desenvolvimento de produtos. Foi nele que, a partir de 2011, a marca começou a mudar a forma de fabricar eletrodomésticos. No formato anterior, um profissional lidava com os projetos na tela do computador. O arquivo era compartilhado entre diferentes setores, como engenharia e design. Depois, eram criados os protótipos, etapa demorada e custosa. A mudança ocorreu com a chegada datecnologia 3-D e da realidade virtual. A prototipagem digital permite que, numa mesma sala, profissionais de diversas áreas, com óculos 3-D, analisem uma geladeira “virtual”, numa tela de 4 metros de largura por 2 metros de altura e sensação de profundidade. Os profissionais da Electrolux passaram a gastar a metade do tempo de que precisavam. Adaptações que consumiam R$ 100 mil cada, ao longo do projeto, foram riscadas da conta. “Para concluir um refrigerador, criávamos de três a quatro modelos físicos. Hoje, apenas um. É mais barato, rápido e seguro”, diz Julio Bertola, diretor de design da Electrolux para América Latina. A empresa não revela o custo do centro, mas assegura que o investimento se pagou em três anos.

Cargueiro Militar KC-390,da KC-390 (Foto: Ricardo Correa/ÉPOCA)
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O caso é um dos bons e raros exemplos no Brasil de empresas que abraçam a quarta revolução industrial (ou, como preferem alguns, a Indústria 4.0). O termo, criado em 2011 na Alemanha, refere-se a um conjunto de tecnologias, como robótica avançada,internet das coisas, big data e realidade aumentada, que melhoram a produtividade de quem trabalha fabricando qualquer coisa. Apesar de casos como o da Electrolux, o Brasil engatinha nessa área.

No setor privado, a falta de conhecimento preocupa. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de abril deste ano, mostra que 43% dos empresários não sabem nem identificar as novas tecnologias digitais fundamentais para impulsionar a competitividade. A maioria acredita que a digitalização tem um único objetivo: cortar custos.  “É uma visão ultrapassada”, diz João Emílio Gonçalves, gerente executivo de Política Industrial na CNI. “É preciso prestar atenção a outros ganhos, como inovação, eficiência e redução do prazo de lançamento de produtos.”

Os casos de Estados Unidos e Alemanha mostram que o Poder Público pode auxiliar na difusão de novos jeitos de produzir. Entre outros papéis, o Estado pode instruir profissionais e empresários sobre quais são as tecnologias cruciais à sobrevivência industrial e abrir mais seu mercado ao comércio global, a fim de oxigená-lo com as melhores práticas e técnicas.  A economia brasileira é fechada. Desde os tempos do milagre econômico, na década de 1970, o país optou por um modelo de substituição de importações. No lugar de criar um ambiente aberto a indústrias transnacionais, que favorece o desenvolvimento tecnológico, deu prioridade ao fortalecimento de empresas concentradas no grande mercado interno (ou ao uso de dinheiro público para escolher algumas poucas campeãs nacionais a tentar conquistar o mundo). Diante de companhias globais cada vez mais conectadas, o país ficou para trás. Rankings que avaliam o ambiente de negócios e a abertura econômica colocam o Brasil nas últimas posições. O país peca, já se sabe, pelo  baixo investimento em inovação. O Brasil aporta pouco mais de 1% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, em comparação com 3% na Alemanha e 4% na Coreia do Sul, segundo o Banco Mundial. Como resolver isso? “Temos carga tributária de 37%. Se baixássemos para 25%, a média dos países emergentes, com o incentivo correto às empresas, sobraria muito para investir em inovação”, diz Marcos Troyjo, professor de relações internacionais e políticas públicas da Universidade Columbia, nos Estados Unidos.

Centro de desenvolvimento da Eletrolux em Curitiba (Foto:  Alberto dy - A Photo  Photography & Design)
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Esse tipo de evolução não está próximo. No primeiro trimestre, a produção dos setores de alta tecnologia na indústria brasileira encolheu 26%, o pior resultado desde 2003, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Foi a faixa mais atingida pela crise. A adoção das novidades tecnológicas a usar na produção não é exclusividade desses setores, mas eles costumam ser os pioneiros, os mais abertos à mudança. A importação de máquinas e equipamentos, como robôs, também vem encolhendo.

O Brasil, entretanto, não é um caso perdido. A fabricante de aeronaves Embraer mostra que é possível ser exportador competitivo e que não há contradição entre fabricar algo novo, sofisticado e de um jeito mais barato que o tradicional. A companhia precisa disso para disputar o mercado global com concorrentes maiores, apoiadas por governos mais ricos que o brasileiro. Tem de fazer apostas certeiras – ao identificar um nicho de mercado e um bom momento para avançar sobre a concorrência, passa velozmente pelas etapas de sondar clientes, atrair parceiros, fazer o projeto e construir o avião, explica Paulo Gastão Silva, coordenador do Programa KC-390, o primeiro cargueiro militar da Embraer. Os projetos avançam sem consumir muito dinheiro porque a Embraer investe em modelagem digital, assim como a Electrolux. Antes de existir como modelos físicos, as partes da aeronave são criadas e testadas virtualmente. Quando é construído, o avião já foi exaustivamente testado. O jato comercial E190-E2 voou pela primeira vez no fim de maio e, apenas 45 dias depois, fez seu primeiro voo transoceânico, para estrear numa feira no Reino Unido. Até a manhã de sexta-feira, dia 15, a Embraer recebeu encomendas de nove unidades, de companhias aéreas da Dinamarca e da Indonésia.

A busca por inovação não é tarefa só de empresa grande. A pequena Bratac, com fábricas no Paraná e em São Paulo, é a única fiadora de seda brasileira. Para aumentar a produtividade de um nicho em que atua sozinha, desenvolve, em parceria com o Senai, o protótipo de um dispositivo de sensoriamento óptico capaz de controlar a qualidade da fibra em tempo real. Se conseguir aplicar a tecnologia, será possível antecipar problemas de espessura e de nós nos fios. Assim, ficará mais bem posicionada na briga contra a seda da China, barata e de qualidade inferior.

É mais difícil pensar em inovação em meio a uma crise severa como a atual – a produção industrial recuou 8% no Rio de Janeiro e 6% em São Paulo em maio, na comparação com 2015, segundo o IBGE. Mas há sinais de que a recessão perde fôlego. A perspectiva de crescimento do PIB em 2017 estimada pelo mercado financeiro passou de 0,3% no início de abril para 1% no início de julho. Crises econômicas chegam ao fim. Sabemos também que, após cada revolução industrial, formas de produção anteriores tornam-se obsoletas. O avanço é irreversível. Quando a crise chegar ao fim no Brasil, a indústria terá condições de crescer e competir? “Mesmo diante da crise, não podemos perder o momento de transformação”, diz Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral. Cabe ao governo abrir caminho para o avanço dos negócios, e ao setor privado se preparar, já, para a mudança em andamento.

Fonte: Época

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Olimpíadas na Globo: transmissão e interação e digital

Divulgação

Uma pesquisa recém-publicada pela Kantar Ibope Media mostra que 11% dos filmes veiculados em 2015 pelos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos Rio 2016 fizeram uso de hashtag, ampliando assim a conversa com o consumidor. Outro estudo, este desenvolvido pelo Google, revelou que o interesse por essas Olimpíadas já é recorde, considerando os mecanismos de busca da empresa, que revelaram aumento na procura pelo tema. O levantamento mostra ainda que 43% daqueles que não assistiram às Olimpíadas em 2012 afirmam que querem assistir ou ficar por dentro do assunto em 2016.

Associando os dois pontos, o que parecia óbvio é confirmado: essa será a Olimpíada do digital e da tecnologia. Por parte do público, dados do Google mostram que o principal meio para consumo de informações será o mobile. Por parte da mídia, a corrida para atender a essa demanda cada vez mais engajada e social, já é uma realidade.

No Grupo Globo, que ao lado da NBC são os únicos media sponsors da competição, a estratégia para a cobertura é ampla e culminou no projeto Somos Todos Olímpicos, que leva o tema Olimpíada para toda a programação da emissora.

“Por sermos um grupo de mídia com multicanalidade, fomos convidados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) para sermos media sponsor dos Jogos Olímpicos. A gente tem liderança em todos esses canais. Uma coisa é pagar pelo direito de transmissão. Outra coisa é você ser media sponsor. Nós temos os dois”, destaca Sergio Valente, diretor de comunicação da Globo.

Segundo o executivo, o plano é sustentado por quatro pilares: infraestrutura, tecnologia, Time de Ouro e social room.

O primeiro, a infraestrutura, destaca a montagem de um estúdio no Parque Olímpico. O segundo pilar, a tecnologia, tem como um dos destaques a qualidade na transmissão das competições, que inclui a primeira transmissão em 8K ao vivo no Brasil, e conecta-se ao terceiro pilar, o Time de Ouro, que reúne 12 ex-atletas como comentaristas da emissora – todos estão em treinamento há dois anos. Por fim, o quarto pilar do projeto é a montagem de um social room na Globo, justamente para ampliar a conversa com o espectador.

“Nós montamos um social room na Globo, onde a gente monitora, com análise estatística e algoritmo, tudo que está rolando nas redes sociais e a gente cruza tudo o que está ocorrendo com os canais de conversa. Estamos nos preparando para isso há um ano e meio. Então, todas essas sofisticações de transmissão e de conexão têm um único objetivo: ampliar a relevância do tema Olimpíada para a audiência e para os anunciantes”, acrescenta o executivo.

Com isso, a Globo trará um total de dez horas diárias de conteúdo olímpico, além de um segundo canal exclusivo e complementar na plataforma do Globo Play, aberto e gratuito aos usuários em todo o Brasil, o Play nos Jogos.

No quesito conversa entre meios, o Twitter é a rede social que mais aposta na tendência, com expectativa de uso da hashtag #Rio2016 para conectar marcas, anunciantes, torcedores, turistas e atletas ao evento. Segundo a rede social, no Brasil 80% dos usuários da plataforma se interessam por esportes e um terço deste grupo é obcecado pelo tema.

Um exemplo disso foi a Olimpíada de Londres, quando 150 milhões de tweets foram compartilhados no mundo inteiro. Na Copa do Mundo de 2014, esse número saltou para 672 milhões de tweets. Para o Rio 2016, a expectativa é quebrar esse recorde.

“Durante a Rio 2016, vamos conectar ao evento torcedores, atletas, enfim, todo o público. Qualquer evento da Olimpíada vai gerar conversa entre as pessoas que estão acompanhando aquele conteúdo na TV e as marcas podem se aproveitar disso. O Twitter, por ser público e em tempo real, é a melhor plataforma para falar sobre o que ocorre na TV ao vivo”, afirma Guilherme Ribenboim, vice-presidente do Twitter para a América Latina.

Vídeo online

Tanto Google quanto Facebook, incluindo na conta os produtos das empresas YouTube e Instagram, respectivamente, acreditam que o vídeo online será a grande estrela desses Jogos Olímpicos e já percebem movimento dos anunciantes nesse caminho. “Vimos aumento de audiência em canais relacionados a esporte no Google e YouTube. O YouTube hoje é a segunda plataforma de busca global, as pessoas procuram muito lá e isso é ainda maior em relação ao esporte, já que as pessoas querem ver as imagens. O YouTube tem tudo para ser a grande estrela dessas Olimpíadas”, afirma José Melchert, gerente de negócios do Google Brasil. “Outro ponto de destaque é o celular. Percebemos que a busca mobile já é maior em algumas categorias”, complementa.

Divulgação

O executivo lembra que foi criado um time interno no Google focado em Olimpíadas, tanto para desenvolver soluções para ajudar o público que estará no Rio de Janeiro a acessar informações quanto para auxiliar os anunciantes que buscam plataformas da empresa.

No Facebook também foi criado um projeto para as Olimpíadas, o FB Sports, desenvolvido para preparar as marcas para o momento numa visão de longo prazo.

“As marcas já sabem que é essencial participarem dessa conversa no Facebook e no Instagram, plataformas favoritas no Brasil com 105 milhões e 35 milhões de pessoas, respectivamente. A Skol, por exemplo, lançou recentemente a campanha chamada How to Torcer, com uma série de vídeos que misturam danças e movimentos que lembram esportes dos Jogos de Verão, como natação e tiro ao alvo. A campanha é mobile first e com foco em vídeos, duas apostas do Facebook”, comenta Maria Luísa Askar Lopes, diretora de negócios do Facebook para o Brasil.

Segundo a executiva, atualmente mais de 100 milhões de horas de vídeo são assistidas todos os dias no Facebook, que já conta com um recurso de transmissão real time, o Facebook Live. “O vídeo é hoje a linguagem favorita das pessoas na plataforma, e o Facebook Live está se tornando cada vez mais popular. Nós acreditamos que, quando você oferece para qualquer pessoa no mundo o poder de transmitir ao vivo, coisas incríveis podem ocorrer. Temos visto diversos atletas compartilhando momentos únicos pelo Live, mostrando os bastidores de treinos e da alimentação, além de interagir com os fãs ao vivo para contar as novidades e responder perguntas”, ressalta Maria Luísa.

Como resultado desse imediatismo, a executiva afirma que as pessoas comentam dez vezes mais em vídeos ao vivo do que em vídeos tradicionais.

“Por isso, acreditamos que o Facebook Live vai ter um papel importante no modo como as pessoas vão vivenciar esses jogos”, aposta a executiva.

Fonte: propmark

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Perfeita!

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Samsung SUHD TV

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Muitos dados, pouca informação confiável.

Como adiantei na primeira coluna desta série, um dos problemas centrais da mídia digital são as pesquisas de audiência e de hábitos de consumo, que oferecem uma grande quantidade de dados dos mais variados tipos, mas aos quais faltam critérios sólidos de mensuração e auditoria independente.

Consequentemente não se traduzem em um volume adequado de informações confiáveis sobre esse meio, seus “canais” (portais, websites e outros formatos) e “programas” (seções, blogs, canais e tantos outros tipos).

Se comparado com o que se faz sobre a televisão, por exemplo, temos de enquanto o sistema de mensuração e conhecimento da audiência da TV vem sendo desenvolvido há décadas – pelas agências, clientes, a própria televisão e muitas empresas especializadas, incluindo auditores independentes –, o que se emprega para o digital está longe de ser um consenso entre os players do mercado, é feito de forma não-independente na maioria dos casos e oferece dados via de regra baseados em heavy users do meio e não sobre o conjunto da população e dos consumidores.

Nos Estados Unidos, o Media Rating Council (MRC) lista uma boa quantidade de serviços “acreditados” (credenciados) para mensurar o digital, em três diferentes bases: ad centric (contagem realizada a partir dos servidores de publicidade), site centric (mensurado a partir de um sistema dos operadores de sites) e usercentric (que faz a contagem a partir dos computadores de usuários).

Mas essas métricas, que são sofisticadas e precisas em menor ou maior dose, são parciais e não conseguem dar uma visão consolidada e ao mesmo tempo efetivamente precisa sobre o digital – da forma pela qual se consegue mensurar os demais meios, em especial a TV.

Em outros poucos países, foi feito esforço semelhante para se ter mensurações mais confiáveis e úteis que aquelas que pululam da enxurrada de métricas sobre o digital, geralmente feitas pelos próprios players do setor, sem a isenção proporcionada pelas metodologias e processos condensados pelo conjunto do mercado.
O panorama das métricas sobre o digital, além de confuso, em muitos casos, é claramente mal-intencionado, pois se percebe que elas são evidentemente anabolizadas para inflar os números e hábitos de audiência e superdimensionar o seu impacto sobre os consumidores.

A existência de tantos formatos de métricas torna difícil não apenas entender o que de fato ocorre com o digital, mas impede uma comparação mais precisa entre os próprios “canais” (portais, websites etc.) e “programas” (seções, blogs, subportais etc.) e os horários.

Pior ainda, torna impossível ou, ainda pior, distorce sua comparação com a TV e outras mídias.

Para mencionar um exemplo de outro mercado e não alimentar uma polêmica desnecessária refiro-me a uma comparação entre a audiência média por minuto da última Copa do Mundo na ESPN (TV) dos Estados Unidos, que chegou à marca de 4,6 milhões de pessoas e recebeu 115,5 milhões de pageviews no website do canal.

Só que fazendo a devida correspondência entre a métrica da TV e a da internet, a audiência média por minuto da ESPN.com foi de 307 mil pessoas – ou seja, 7% do que era atingido pelo próprio canal na TV.

O desafio, para o futuro do digital, é tanto o de desenvolver métricas sólidas e aceitáveis pelo conjunto do mercado publicitário (e não apenas por uma parte dele ou um grupo de empresas) como o de estabelecer um mecanismo de equivalência consistente com os números que utilizamos para estabelecer audiência e hábitos da TV e outras mídias.

Contar alhos e bugalhos de forma deficiente e, ainda por cima, compará-los não é uma boa política para orientar o uso e aferir o resultado de nenhuma mídia.

No caso do digital, a jornada está em seus primeiros passos, mas terá de ser empreendida, para fortalecer o próprio futuro deste meio.

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Rafael Sampaio é consultor em publicidade

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07/16

Meta: 2 bilhões de internautas na AOL.

Acompra do Yahoo pela Verizon, anunciada nesta segunda-feira, 25, coloca em protagonismo a Aol, que foi adquirida pela mesma telecom em maio do ano passado. Ao pagar US$ 4,8 bilhões pelo Yahoo, a Verizon reforça a estratégia de ampliar seus negócios em publicidade digital. “O foco é ter dois bilhões de usuários até 2020”, disse Tim Armstrong, CEO da Aol, ao Advertising Age. Na entrevista dada ao repórter George Slefo, o executivo também fala sobre o futuro da parceria. Confira alguns trechos.

timaol

Publicidade Digital
A força motriz por trás desse negócio é a escala de consumidores que vamos obter, mais de um bilhão de usuários. Nossa meta é chegar a dois bilhões até 2020. Nossa visão sobre publicidade digital é que ela só se faz um negócio interessante quando possui uma conexão com o consumidor. Por isso, precisamos de conteúdo e audiência, se não for assim, torna-se commodity. Acreditamos que ter um grande negócio de consumo de conteúdo leva a ter um grande negócio de publicidade.

Conteúdo
Está muito claro que precisamos ampliar o desenvolvimento de conteúdo. Conteúdo de anunciantes e o conteúdo produzido pelas nossas próprias marcas. Essa será a base de nossa estratégia na construção de um portfólio digital. Isso vai nos ajudar a oferecer aos nossos parceiros um conteúdo original que não será apenas de uma plataforma, mas de um ecossistema.

Anunciantes
Os anunciantes querem conteúdo e querem audiência. Eles precisam de formatos de anúncios, mas também precisam de plataformas. Mas o que vemos hoje é um processo de transformar essas áreas em commodity e nossa estratégia é contrária a isso.

Consolidação
A consolidação tecnológica das operações e plataformas vai acontecer em um espaço de três a seis meses. A primeira coisa que precisamos fazer é cuidadosamente sentar e entender o que cada uma das plataformas faz. O que diferencia cada uma e o que elas podem contribuir para o resultado final. Teoricamente, queremos ter menos, porém, com mais qualidade.

Estratégia
A área de pesquisa é muito importante para ambas as empresas. O Yahoo tem um investimento orgânico maior em busca do que nós e eu acho que eles estão focados principalmente no mobile, que é uma parte importante da pesquisa no futuro. Eles têm mais experiência em busca do que nós e vamos contar com eles para essa área.

Fonte: Meio e Mensagem

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