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“Fotografia é uma língua estrangeira que todo mundo acha que sabe falar”.

 

Meister, curadora de Fotografia do MoMA. / 99YS.COM / REPRODUÇÃO

fotografia conquistou seu lugar definitivo no mapa das artes, e o Brasil, seu espaço no mapa mundial da fotografia. É o que defende a 9a edição da SP Arte Foto (17 a 23 de agosto), a maior feira de foto da América Latina, voltada à difusão da produção brasileira e internacional junto ao público. Com uma seleção de 31 expositores de cinco estados do país, incluindo galerias, editoras e livrarias, o evento trouxe a São Paulo uma das maiores especialistas no assunto: a curadora Sarah Meister, da equipe de fotografia do MoMA de Nova York – que tantos parâmetros dita no mundo sobre arte moderna

Há 18 anos integrando o time curatorial do MoMA, Sarah vem se aproximando do Brasil e do resto da América Latina com a missão de captar os maiores talentos regionais da fotografia. Já esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro algumas vezes para visitar as Bienais de Arte e, a partir de viagens cada vez mais frequentes, está “construindo relações e um mapa mental próprio das artes locais”. Assim, entre uma viagem e outra, cresce a lista de artistas brasileiros do museu, que já conta um time de primeira: Thomaz Farkas, Gaspar Gasparian, Rosângela Rennó, Vik Muniz, Claudia Andujar, Mário Cravo Neto, Sebastião Salgado e Alair Gomes, entre outros.

A curadora, mesmo rodeada de grandes nomes da fotografia artística, não torce o nariz para oboom fotográfico que nos rodeia nos dias atuais e inclusive se declara entusiasta das selfies – “desde que eram feitas com câmera analógica”. Defensora das mulheres, “que na fotografia se expressam como em nenhum outro meio artístico”, sabe bem que seu trabalho é diferenciar o que merece ir para a parede e o que não: “Faz total diferença estar diante de uma fotografia emoldurada do que só vê-la através de uma tela. Por isso, é essencial que os museus existam e as colecionem, para que as pessoas sejam transformadas por elas – ainda que isso soe ingênuo”.

Pergunta. Como é ser curadora de fotografia em um dos museus mais cobiçados do mundo por tanto tempo?

Resposta. Nem em um milhão de anos achei que eu ainda estaria no MoMA, 18 anos depois de entrar lá. Mas meu trabalho continua mudando e me desafiando. Qualquer lugar em que você tem a oportunidade de aprender tanto e expandir o que acha que sabe sobre a história da fotografia ou qualquer outra coisa é um emprego de sorte. À medida que você se desenvolve como curador, vai ganhando certa independência, o que é maravilhoso. Tive a chance de organizar alguns projetos sozinha e outros em parceria com meus colegas, e todos foram enriquecedores. Uma característica forte da equipe do MoMA é não fazer as coisas pela metade. Você dá tudo de si, faz a lição de casa e determina um patamar a ser alcançado com cada ideia, que seja compreensível e ao mesmo tempo inspirador para o público.

P. A fotografia mudou nesses anos incrivelmente. Há uma marca em especial que o museu deseja imprimir nessa área?

O negócio da arte

C.M.

SP Arte Foto no JK Iguatemi. / CAMILA MORAES

Braço da SP Arte, a maior feira de arte da América Latina, idealizada pela ex-advogada carioca Fernanda Feitosa, a SP Arte Foto se tornou o principal palco artístico da fotografiabrasileira. Com a presença de 31 expositores de cinco estados do país em sua recém-finalizada nona edição, o evento quer reconhecer a fotografia como base da produção artística contemporânea e, com isso, vem evidenciando grandes fotógrafos nacionais, do passado e do presente.

A missão é reunir, em um único espaço, fotógrafos, galeristas e público final, num jogo que trata de equilibrar negócios, formação enetworking. Segundo Fernanda Feitosa, ainda que tenha um mercado de arte jovem, que existe na prática dos anos 50 para cá, o Brasil está no mapa mundial do setor, fotografia incluída. Além de colocar seu grãozinho de areia, Fernanda acredita que “o próprio tempo tem contribuído para isso, ao lado de uma maior comunicabilidade graças à internet”.

Vivendo um “período em que o Brasil está saindo da moda”, depois de anos em que a situação era exatamente oposta, ela, que também responde pela curadoria da feira, diz que usa sensibilidade para captar os trabalhos que julga mais relevantes. Representados por suas respectivas galerias, foram exibidos na última edição os brasileiros Christian Cravo, Cristiano Mascaro, Alair Gomes, Leonora de Barros, Sofia Borges, Héctor Zamorra, Germán Lorca e vários outros expoentes nacionais.

Fernanda não teme a crise econômica já instalada no país e acredita no potencial de São Paulo como a capital latino-americana do mercado de arte. “Queremos transformar a cidade pela arte, assim como aconteceu como outras capitais, como Miami e Instambul”, afirma. Para alcançar seu objetivo, diz, ela prefere contar com medidas favoráveis ao negócio, “como a queda de barreiras alfandegárias”, mais do que com um novo frenesi internacional sobre o Brasil. Até porque ele não se deixa antever, ao menos não em um futuro próximo.

R. Acho que não existe uma só coisa que o MoMA queria fazer. Mas eu diria que, na grande exposição de fotografia que produzimos para retratar novas conquistas na arte fotográfica, incluindo nomes novos e antigos, domésticos ou internacionais, um dos objetivos do curador-chefe do museu, Quentin Bajac, tem sido dar mais espaço aos artistas. Tanto que essa exposição, que era anual, agora acontece a cada dois anos. Com isso, queremos estar à altura dessas em mudanças na fotografia. Não é possível captar em pouco tempo as novidades, essas novas fronteiras. Há tanta prática contemporânea que precisa de calma para ser compreendida… Por isso, Bajac reconhece que temos que dar a artistas que trabalham com fotografia, reconhecendo-se como fotógrafos ou não, esse espaço.

P. Você esteve na SP Arte Foto deste ano para falar sobre Brasil e América Latina no panorama da fotografia mundial. Que retrato você faz da região nesse contexto?

R. Uma das coisas que conversamos na feira é o que o MoMA tem feito com artistas brasileiros e latino-americanos – ainda que, por mais orgulhosa que esteja do que já fizemos, eu tenha total ciência de que há muito por fazer. Como museu, algo que nos diferencia é querer realmente ampliar o diálogo que já existe e apoiar continuamente essa produção, coisa que fazemos com um investimento que nossos apoiadores reconhecem como essencial para ser uma instituição global. Dessa maneira, não caímos no erro de olhar para uma obra de arte latino-americana e dizer algo como “ah, isso parece algo feito em Nova York há 20 anos”. Queremos entender as motivações e os fatores particulares que fazem com que cada trabalho seja do jeito que é. Julgá-lo em seus próprios termos.

P. Em termos de estilo, é possível falar em fotografia latino-americana?

R. Quanto mais estudo a região, mais concluo que esse termo não faz nenhum sentido. Inclusive no presente, em que os voos entre as capitais da América Latina são abundantes e mais baratos do que eram no passado e a informação circula. Estou chocada como a modernidade se constrói discretamente, em cada país, à sua maneira, respondendo às suas próprias circunstâncias geográficas, políticas, históricas e artísticas – mesmo em tempos de forte globalização. Temos nos esforçado para viajar para descobrir o que faz da arte de cada lugar tão específica. Como no caso do Chile, por exemplo, em que as diferentes manifestações artísticas são tão ligadas à literatura, como poucos lugares no mundo. Para entender isso, conversamos não só com os artistas, mas com escritores, curadores etc. Da mesma maneira, não gosto de falar de fotografia nova-iorquina. Prefiro falar em fotografia feita em Nova York, porque é uma maneira de celebrar a diversidade do assunto.

P. Mas é possível falar em uma qualidade patente, a seu ver, já que o número de fotógrafos latino-americanos que fazem parte dos acervos do MoMA está crescendo?

R. Sem dúvida. E espero que continue crescendo. Temos uma iniciativa de pesquisa no museu chamada CMIP, que tornou possível para nós criar um fluxo talentos internacionais em todas as áreas, não somente fotografia. Temos uma tradição maior em artes plásticas latino-americanas, mas queremos que tudo converse e represente a região de uma maneira mais ampla, além de construir uma rede. O MoMA é uma das raras instituições que apoia a ideia pura de pesquisa, não pensando somente em pesquisar material para a próxima exposição. Graças a isso, hoje posso dizer que tenho amigos de fato aqui em São Paulo, com quem converso sempre e troco ideias.

P. O que você opina sobre o fato de que hoje todo mundo é fotógrafo?

R. [Risos] Faço minha a frase de um fotógrafo norte-americano chamado Philip-Lorca diCorcia, que disse: “Fotografia é uma língua estrangeira que todo mundo acha que sabe falar”.

P. Isso não soa muito tolerante.

R. Acho que você tem razão [risos]. Em certo nível, todo mundo é fotógrafo e, ainda assim, se você realmente acredita no potencial do meio, não há uma relação de um para um entre o que uma foto retrata e o que ela significa. Esse entendimento da diferença entre o tema de uma foto e a intenção artística por trás dela – que pode ter a ver com o tema ou não – muda um pouco as coisas. Uma foto do meu cachorro no meu celular opera em um nível diferente do que fazem fotógrafos com intenções artísticas sérias, expressando-se através da fotografia. Dito isso, vivemos um ótimo momento na fotografia, porque todos tiram fotos, e o tema está em voga. O bom é que as pessoas também andam interessadas na materialidade da imagem, em sua apresentação, em suas características físicas. Isso, a meu ver, está relacionado com a enxurrada de imagens que vem às nossas telas nos dias de hoje e que são materiais. Outra coisa que noto é um interesse dos jovens na história da fotografia, em sua espinha teórica. Tudo isso me dá uma grande esperança para o futuro, porque acredito na relevância da fotografia também como objeto estético. Faz total diferença estar diante de uma fotografia emoldurada do que só vê-la através de uma tela. Por isso, é essencial que os museus existam e as colecionem, para que as pessoas sejam transformadas por elas – ainda que isso soe ingênuo.

P. E as selfies? Incomodam você?

R. Há pessoas que fazem ótimasselfies! Não vou negar, ainda que não seja uma delas. Fico feliz com qualquer coisa que ajude as pessoas a se interessar pelo mundo ao seu redor. O que me desanima é quando alguém nem olha para o lugar onde está e, em lugar disso, caminha com um celular voltado para si para fazer uma foto. Vivi isso no México no ano passado: duas meninas caminhando pelas ruínas astecas fazendo foto de si mesmas e nem aí para as ruínas! É uma pena. É substituir o real interesse nas coisas. Mas não tem que ser assim. Não acho que as selfies sejam um mal em si. Meu marido brinca comigo dizendo que tiro selfies desde que ele me conhece, desde a velha câmera analógica. Na minha vida pessoal, a fotografia é uma maneira de recordar.

P. Voltando à fotografia profissional, você adquiriu recentemente fotos do Alair Gomes, um dos destaques desta SP Arte Foto, para o MoMA. O que atrai você no trabalho desse fotógrafo fluminense cujo trabalho, nos anos 70 e 80, continha grande carga erótica?

R. A primeira vez que eu lembro de ter sido tocada por um entusiasmo generalizado com as fotos dele foi na Bienal de São Paulo, em 2012. Lembro de ter conversado com um colega meu sobre ele, e a ambos seu trabalho pareceu incrível. As impressões antigas dele são bem difíceis de encontrar. Localizamos um colecionador de suas fotos no Rio de Janeiro, e fui lá conversar com ele. Escolhemos uma, que era a que mais queríamos adquirir para o museu, e ele gentilmente nos ofereceu uma segunda. O Alair é um exemplo entre os brasileiros no MoMA, e esperamos ter muito mais.

Sonatina, década de 70. Gelatina e prata sobre papel. / ALAIR GOMES (GALERIA BERGAMIN & GOMIDE)

P. O fotojornalismo brasileiro tem fama de ser inovador. Você teve a oportunidade de conhecer trabalhos nessa área?

R. Não. Conheço pessoas como Germán Lorca, que era fotojornalista e também tinha um trabalho autoral. Estou começando a entender como as duas coisas se relacionam, e sei que essas separações entre o que é arte e o que não nem sempre se justificam. Estou mais familiarizada com o que se convencionou chamar de fotografia artística – pensada desde o começo com a intenção de ser arte –, mas as intenções do MoMA vão muito além disso. Vejo as fotos do Marc Ferrez e penso para mim mesma: “Esse é o Eugène Atget do Brasil”. E ele fazia fotos comerciais, muito boas por sinal, porém com essa ambição profissional. Acho que você pode ser um fotojornalista e fazer boas fotos que encaixam em um museu.

P. Por causa da presença da câmera, a fotografia é uma arte que pode trazer surpresas, não?

R. Qualquer um pode chegar a fazer ao menos uma boa foto. No MoMA, tendemos a não colecionar o trabalho de artistas no início de carreira, tratando de observar primeiro aonde eles vão, se o que fazem é parte de uma visão ou ambição mais ampla ou o que torna a contribuição deles única. É um desafio. Acabo de ver o livro de fotos de um pintor, cujos cliques no Instagram são maravilhosos. Vejo como uma exploração pessoal, privada. É preciso estar num museu? Não sei. Mas isso não significa, nem de longe, que não tenha valor.

P. O que você opina sobre a presença de mulheres na fotografia, em relação a outras formas de arte, como a literatura – em que há mais autores publicados do que autoras?

R. Na minha opinião, a fotografia é o meio artístico feminino por excelência. Fizemos uma mostra em 2010 no MoMA chamada Pictures by Women – A history of modern photography [Fotografias feitas por mulheres – Uma história da fotografia moderna]. Nela, percebi que não há outra arte capaz contar sua própria história exclusivamente pelo trabalho de artistas mulheres. Você não conta uma história da literatura só com obras de autoras, infelizmente. Isso não significa que não haja ótimos fotógrafos homens. Mas você não precisa deles para compor um viés histórico. Acho que isso se deve a que as mulheres puderam ser fotógrafas, porque isso não era visto como algo que ia contra a função feminina na sociedade. Até certo nível, você quer ser cego em relação ao gênero de quem faz arte, porque você quer se ater à obra. Por outro lado, fico animada quando vejo uma bela fotografia e descubro que o autor é uma mulher que ainda por cima tem um trabalho incrível. Como curadora, toda chance que eu tenho de valorizar o trabalho de uma fotógrafa, eu abraço.

P. Você é fotógrafa, além de curadora?

R. Eu era fotógrafa, até aprender o suficiente sobre fotografia para deixar de ser. Entendi a diferença entre o que fazia e o que artistas de verdade fazem. Trabalhar num lugar como o MoMA é uma experiência de humildade. Você vive rodeado de obras de arte que inspiram as pessoas. Faço meu trabalho, que é prestar atenção nisso.

 

Fonte: El País

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BBDO conquista conta mundial da Subway.

A Subway escolheu a BBDO para ser a nova agência criativa da rede de sanduíches depois de uma mudança provocada pelo escândalo com o ex-garoto propaganda Jared Fogle, que ficou conhecido nos Estados Unidos como “o garoto Subway”, depois de perder peso comendo os lanches da marca. Fogle, que apareceu em mais de 300 comerciais da empresa nos últimos 15 anos, é acusado de se envolver com menores de idade e pornografia infantil.

Com o acontecimento, o chefe de marketing da empresa Tony Pace foi substituído por Chris Carroll, que volta após ter liderado o marketing global da companhia de 1999 a 2015, e a agência MMB perde a conta para a BBDO, que irá coordenar o trabalho a partir do seu escritório de Nova York.

Em comunicado, Carroll agradeceu os 12 anos de parceria com a MMB e diz que a escolha pela nova agência se deve a qualidade da equipe da BBDO e sua capacidade criativa e entendimento do negócio.

Segundo o site Adweek, as outras finalistas do processo de concorrência teriam sido a The Martin Agency e a McCann Erickson.

No Brasil, a conta é atendida pela Mullen Lowe e, segundo o gerente nacional de marketing da marca, Leandro Florio,  “nada muda no Brasil com a decisão da agência atual. Essa foi uma escolha exclusivamente para a Subway EUA”.

A Mullen Lowe Brasil também foi informada de que a mudança nos Estados Unidos não impactará na comunicação da Subway no país.

Com informações do Adweek.com

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Brasil tem hoje mais de 204 milhões de habitantes.

O Brasil possui 204.450.649 habitantes, segundo o mais recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicado nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União. Em relação a 2014, quando o instituto estimava a população em 202 milhões de pessoas, houve crescimento de 0,87%

Segundo o instituto, o município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 12 milhões de habitantes, seguido por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões) e Brasília (2,9 milhões). A pesquisa também mostra que dezessete municípios brasileiros possuem mais de um milhão de habitantes, somando 44,9 milhões de habitantes ou 22% da população brasileira.

No ranking dos estados, os três mais populosos localizam-se na região Sudeste, enquanto os três menos populosos localizam-se na região Norte. O estado de São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, concentra 21,7% da população total do país. O estado de Roraima é o menos populoso, com 505,7 mil habitantes (0,2% da população total), seguido do Amapá, com 766,7 mil habitantes (0,4% da população total) e do Acre, com 803,5 mil habitantes (0,4% da população total).

Concentração - Ainda segundo o IBGE, a distribuição da população brasileira em seus 5.570 municípios mostra uma alta concentração em grandes centros urbanos. Os 41 municípios com mais de 500 mil habitantes concentram 29,9% da população do Brasil (61,2 milhões de habitantes).

Além disso, mais da metade da população brasileira (56,0% ou 114,6 milhões de habitantes) vive em apenas 5,5% dos municípios (304 municípios), que são aqueles com mais de 100 mil habitantes. Por outro lado, apenas 6,3% da população (1,4 milhão) residem em 2.451 municípios brasileiros (44,0% dos municípios) com até 10.000 habitantes.

 

Fonte: Veja

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Facebook na Abap.

Na avaliação de Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para a América Latina, a reunião promovida pela Abap na manhã desta sexta-feira, 28, foi um primeiro passo para estreitar o relacionamento entre a rede social e a entidade. “Foi uma reunião muito positiva. Gostei do espaço que foi criado para aproximar as agências e o Facebook no País”, disse o executivo.

Segundo Dzodan, a discussão ocorreu em torno de três áreas necessárias para a aproximação entre as duas partes. “A primeira delas é entender as necessidades de comunicação das empresas, algo que sabemos conduzir muito bem. A segunda tem a ver com a criação de modelos de trabalho que se sustentam com o tempo e, em terceiro lugar, devemos dar uma cadência a esses encontros. É a primeira de muitas reuniões”, afirmou.

Questionado pela reportagem sobre a declaração de Orlando Marques, presidente da Abap, de que Facebook e Google seriam culpados pelo fim do Projeto Inter-Meios, Dzodan preferiu não comentar. “Posso dizer que a parceria com a Abap tem potencial para criar valor para todos os envolvidos”.

Fonte: Meio e Mensagem

 

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DM9Sul demitiu 28, em Porto Alegre.

A DM9Sul demitiu 28 pessoas nesta sexta-feira (28). A unidade de Porto Alegre tinha cerca de 65 profissionais até julho, quando o Grupo ABC anunciou a incorporação da agência pela Pereira & O´Dell. A partir de então, as duas operações formaram uma única agência sob marca da Pereira & O´Dell São Francisco com sede em São Paulo.  Entre os 65 funcionários, 28 foram demitidos, 17 profissionais foram transferidos para São Paulo e outros 20 profissionais, permanecem no Sul no novo escritório da Pereira & O’Dell para produzir conteúdo.

O nome DM9Sul deixou de existir. Márcio Callage, que foi o fundador e presidente da DM9Sul, e diversos outros profisisonais já estão em São Paulo. Callage é o diretor-geral da nova operação. Claudia Schneider, que era diretora de Atendimento da DM9Sul, e Silvio Calissi, que era diretor de mídia da DM9Sul, também já estão em  São Paulo. Marco Bezerra, VP de criação, está na DM9DDB, em São Paulo.

Divulgação

Fundada em 2008 por PJ Pereira e Andrew O’Dell, em São Francisco, nos Estados Unidos, a Pereira & O’Dell está no Brasil há cerca de cinco anos. O perfil da agência é ter grande influência da cultura digital e de inovação, bem como era  o perfil da DM9sul. Foi pela aproximação de perfil de inovação que houve a aproximação das duas agências.

Nos cerca de quatro anos de atividades em Porto Alegre, a DM9Sul conquistou contas significativas e teve o trabalho criativo reconhecido em festivais como o Cannes Lions, onde arrecadou quatro Leões, e no Webby Awards. Com a fusão, os clientes Vulcabrás (Olympikus, Azaleia e Dijean), Sênior, Marisol e Netshoes, da DM9Sul, passam a compor a carteira da Pereira & O´Dell.

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Superlua

Superlua poderá ser vista na noite deste sábado. Prepare-se

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Bom Dia São Paulo censura Pixuleco

Boneco de Lula vestido de presidiário é erguido na Ponte Estaiada, Zona Sul da cidade de São Paulo

Prestem atenção nas fotos. A Globo/SP fechou as persianas para esconder o boneco gigante do Lula Pixuleco, que esteve ontem na capital paulista. O boneco nos céus paulistanos era um fato jornalístico que foi propositadamente censurado e ignorado pelos jornalistas da Globo. JJ

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Propaganda: O Beijo da Morte.

Berlim não esta mais separada por um muro desde 9 de Novembro de 1989. O comunismo perdeu seu poder muito mais rápido do que o mundo imaginava.

O muro permaneceu durante 28 anos entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental, e a intenção era justamente separar a população da cidade. No início, o muro era simplesmente uma barreira improvisada de arame farpado, mas com o decorrer do tempo, foi tomando sua forma, com torre de vigilância, trincheiras e soldados, em uma extensão de 155Km. Os desenhos do muro, que ficaram bastante famosos, era do lado da Berlim Ocidental. Era uma forma de protesto que ficou conhecida no mundo inteiro. O passeio pela cidade incluso no pacote, me levou até um pedaço que sobrou do Muro de Berlim.

Somente depois da queda do muro, foi possível que os artistas da cidade, pudessem pintar o lado Oriental, transformando assim, a maior galeria de arte ao ar livre, do mundo. Seu maior destaque é a obra “O Beijo da Morte”, pintura que mostra o beijo da saudação dos líderes comunistas, Breshnev da União Soviética, e Honecker da RDA.

Essa pintura foi umas das mais conhecidas em Berlin criado em 1990, pintado por Dmitri Vrubel e retrata uma foto de Regis bossu quando  Leonid Brezhnev Secretário Geral do Partido Comunista Soviético e Erich Honecker Presidente da Alemanha Oriental, em um abraço fraterno com um beijo, a fotografia capturou o momento em 1979 durante a celebração do 30 º aniversário da fundação da República Democrática Alemã.

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Gilmar Mendes tira o sono de Dilma.

Desde o ano passado, são fartas as denúncias sobre o abuso de poder econômico e político na campanha à reeleição de Dilma Rousseff. Adversários da então candidata apresentaram dezenas de representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a utilização da máquina pública e a origem da dinheirama que irrigou a campanha oficial. Em vão. Num primeiro momento, os documentos foram tratados com a frieza das letras jurídicas e as apurações pouco avançaram. Ao longo deste ano, depoimentos de delatores da Operação Lava Jato levaram à Justiça Comum detalhes das fraudes nas doações à campanha de Dilma. Desde o pagamento de propina em forma de contribuição eleitoral via caixa 1, em troca de vultosos contratos na Petrobras, até o uso de empresas fantasmas para lavagem de dinheiro sujo. Estas informações se enquadrariam perfeitamente nos processos em curso no foro eleitoral. A correlação das investigações da área criminal com a eleitoral até foi detectada pelo TSE. Mas para reativar as representações que lançavam dúvida sobre a origem dos recursos que financiaram a campanha de Dilma seria preciso que um magistrado tivesse a disposição e o desassombro para encampar a cruzada da investigação. Nos últimos dias, o vice-presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, se apresentou para a missão.

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Em sua primeira intervenção, Mendes entoou um voto contundente dizendo que “ladrões de sindicato transformaram o País em um sindicato de ladrões”. Impulsionada por essa manifestação, a maioria dos ministros do TSE votou na terça-feira 25 pela reabertura de uma das quatro ações que pedem a cassação da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer. A ação havia sido arquivada em março por decisão da relatora, Maria Thereza de Assis Moura. Diante da análise de um recurso do PSDB, o processo será desarquivado, se os ministros mantiverem seus pareceres.

O julgamento foi suspenso pelo pedido de vista da ministra Luciana Lóssio, ex-advogada do PT e de Lula, mas, no que depender de Gilmar Mendes, será retomado em breve. O PSDB, autor da ação, argumentou que houve abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2014, devido ao uso indevido da cadeia nacional de rádio e televisão, manipulação de pesquisas e uso de dinheiro desviado da Petrobras para abastecer o caixa da campanha. Se a ação for reaberta, Dilma e o vice Michel Temer serão intimados a apresentar defesa e haverá a fase de produção de provas. Tomadas essas providências, o TSE julgará se houve ou não fraude na campanha petista à reeleição. Para ministros do STF, a fragilidade política de Dilma nos tribunais não encontra paralelo na história recente do País. “É algo sem precedentes”, dizem. Integrantes do governo reconheceram terem sido pegos de surpresa com a formação da maioria pela investigação. Na madrugada de terça-feira 25 para quarta-feira 26, o clima ficou tenso no Palácio do Planalto. Relatos de auxiliares da presidente dão conta que xingamentos impublicáveis foram ouvidos do gabinete presidencial.

Na sexta-feira 21, Mendes já havia tirado o sono do Palácio do Planalto ao pedir que a Procuradoria-Geral da República apurasse crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica nas movimentações de entrada e saída de recursos das contas que o PT e o comitê de Dilma movimentaram nas eleições de 2014. No pedido de investigação, o ministro afirma com todas as letras que há indícios fortíssimos de que campanha à reeleição foi abastecida com dinheiro desviado da Petrobras. O ministro está bem apoiado em dados para elevar o tom. De acordo com relatório técnico do TSE, o PT recebeu de 2010 a 2014 R$ 172 milhões de empresas envolvidas no esquema do Petrolão. Além dos repasses do partido, a campanha de Dilma conseguiu R$ 47,5 milhões das empreiteiras investigadas.

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Graças a Gilmar Mendes, o governo – que até então só se preocupava com o desenlace do processo das pedaladas fiscais no TCU – passou a temer o julgamento de ações no TSE. Para os próprios governistas, os delitos eleitorais têm definição legal mais palpável do que os crimes comuns e infrações administrativas. A Lava Jato é um bom exemplo disso. A força tarefa pode até não ter provas, até agora, de que o dinheiro do esquema de corrupção favoreceu diretamente a presidente Dilma Rousseff, do ponto de vista pessoal. Mas o benefício eleitoral por abuso de poder econômico está caracterizado nos relatórios de contabilidade e nas declarações de empreiteiros delatores.

As fraudes nas contas eleitorais da presidente não se encerram nas ligações com o Petrolão. A frente de investigação aberta por Gilmar Mendes inclui, ainda, a apuração de um “laranjal” de empresas de fachada abertas para, ao que tudo leva a crer, lavar dinheiro de campanha. Na terça-feira 25, o ministro pediu que o Ministério Público de São Paulo investigasse a empresa inscrita na Junta Comercial de São Paulo como “Ângela Maria do Nascimento Sorocaba – ME”. O CNPJ foi criado dois meses antes da eleição, com a única finalidade de atender a campanha do PT e emitiu R$ 1,6 milhão em notas para o comitê de Dilma. A empresa nunca prestou serviço, não tem sede e a suposta proprietária é uma empregada doméstica que trabalhou como cabo eleitoral na campanha grampeando cartazes em cavalete.

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A Focal Confecção e Comunicação Visual é outra que se encontra na alça de mira de Gilmar Mendes. A empresa foi apontada como a segunda maior fonte de despesas ao receber R$ 24 milhões da campanha de Dilma. Ainda em 2014, a análise preliminar das contas feita pelo TSE indicou que a Focal tinha como sócio um motorista com renda mensal de apenas R$ 2 mil. As diligências que Gilmar Mendes solicitou envolvendo a Focal só não foram totalmente concluídas ainda “devido ao grande volume de documentos”, segundo o ministro, mas a expectativa é de que elas tragam novidades capazes de complicar ainda mais situação de Dilma no tribunal.

Numa outra ação contra a campanha da petista, levada a frente na quinta-feira 26, Mendes votou pela aplicação de multa à presidente por propaganda eleitoral antecipada durante um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em junho de 2014. À época, o PSB denunciou a irregularidade ao TSE e pediu multa de R$ 25 mil, mas a representação ficou esquecida nas gavetas do tribunal.

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DEFESA
O advogado da União, Luís Adams, argumenta no TCU que as
pedaladas de Dilma foram corriqueiras em outros governos

O PT tenta reagir à sanha investigatória de Gilmar Mendes tentando imprimir cores ideológicas às suas iniciativas. “O Brasil inteiro sabe do ódio nutrido pelo ministro Gilmar Mendes ao PT. Ele não pode extrapolar sua função”, atacou a senadora Fátima Bezerra (PT-RN). O ministro foi Advogado-Geral da União do governo FHC entre 2000 a 2002 e deixou o cargo para assumir uma cadeira no Supremo por indicação do então presidente tucano. Porém, se este currículo fosse impeditivo ou até mesmo questionável, o TSE não poderia ter como presidente, por exemplo, o ministro Dias Toffoli, devido à sua reconhecida ligação com o petismo, nem como integrante a ministra Luciana Lóssio, ex-advogada do partido. A resposta do plenário do tribunal, que por maioria apoiou a reabertura da investigação das contas da campanha de Dilma, na terça-feira 25, derruba o argumento de retaliação política que o governo pretende alardear. Além de Gilmar Mendes, os ministros Luiz Fux, Henrique Neves e João Otávio de Noronha apoiaram a continuidade das apurações contra Dilma no tribunal eleitoral. Neves, inclusive, sempre foi considerado pelo próprio Palácio do Planalto como um aliado de Dilma no TSE. E votou contra o interesse petista.

O governo que hoje desconfia do vice-presidente do TSE também considerava que o tema examinado pelo tribunal fosse um fato superado até mesmo para Gilmar Mendes, uma vez que na noite do dia 10 de dezembro de 2014 ele se manifestou pela aprovação com ressalvas da prestação de contas da campanha. Servidores que atuaram na análise das contas garantem, no entanto, que a aprovação parcial no apagar das luzes de 2014 se deu porque a data da diplomação de Dilma ocorreria na semana seguinte e o TSE não quis assumir o ônus de impedir a posse presidencial embasado apenas em relatórios contábeis.

O que o Planalto não imaginava, na ocasião, é que Gilmar Mendes retomaria a apuração do caso. De acordo com assessores do ministro, muitos dos indícios encontrados pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) em apenas 10 dias de trabalho exigiam novas diligências para comprovar a existência ou não de irregularidades.

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Mendes foi ajudado pelo trabalho do corregedor do TSE, ministro João Otávio de Noronha, em uma das quatro ações propostas pelo PSDB contra a chapa de Dilma. Noronha foi o primeiro a relacionar diretamente os depoimentos prestados à força tarefa da Operação Lava Jato aos questionamentos de crime eleitoral. O corregedor convocou o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o empreiteiro da UTC Ricardo Pessoa para prestar esclarecimentos à Justiça Eleitoral sobre a ligação do esquema de corrupção na Petrobras com o financiamento de campanha do PT. Pessoa é o autor do depoimento mais explosivo, do ponto de vista da produção de provas de crime eleitoral. Ele afirmou que foi coagido a doar R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma para que sua empresa não sofresse represália em contratos com a Petrobras. Para Gilmar Mendes, revelações tão graves como a do empreiteiro não podem passar incólumes pela corte que zela pela lisura dos processos eleitorais.

Fonte: IstoÉ

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08/15

Joaquim Barbosa: TCU não tem porte para desencadear processo de impeachment.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa disse, neste sábado, não acreditar que o Tribunal de Contas da União (TCU) seja um órgão capaz de desencadear um processo grave como o de impeachment de um presidente da República. “Não acredito no Tribunal de Contas da União como um órgão sério desencadeador de um processo de tal gravidade, o Tribunal de Contas é um playground de políticos fracassados”, disse. Segundo Barbosa, o TCU é um lugar onde políticos sem expectativa de se eleger buscam uma “boquinha”. “(O TCU) não tem estatura institucional”, afirmou no 7º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, organizado pela BM&FBovespa.

A questão para Barbosa, portanto, residiria na capacidade de o TCU lidar com a questão das pedaladas, e não com a gravidade das manobras fiscais do governo Dilma. “Uma das características da prática jurídica brasileira é a dualidade entre o que está escrito nas normas, nas leis, e a sua execução prática. Uma coisa é eu dizer que sim, é viável juridicamente uma pedalada fiscal conduzir ao impeachment de um presidente da República regularmente eleito. Outra coisa é eu saber como realmente funcionam as instituições e acreditar nisso”, disse o ex-ministro do Supremo.

Barbosa afirmou que, para prosseguir com um processo de impeachment, é preciso que as provas sejam “incontestáveis” e que envolvam diretamente o presidente da República. Ele lembrou que esse movimento é algo que precisa ser muito bem pensado, já que ele representa um “abalo sísmico” para as instituições do país.

Candidatura – O ex-presidente do STF voltou a negar que pretenda se candidtar à Presidência da República. Ele classificou como “impossível” uma candidatura. “Olhe para mim, para esse meu jeitão, essa minha franqueza, meu modo de dizer as coisas, a minha transparência… Eu seria massacrado se resolvesse entrar na briga pela Presidência da República, a começar pelos políticos, eles não gostam de outsiders, e eu sou um”, disse.

Barbosa disse que ele segue na vida pública “dialogando com as pessoas”. “Estou conhecendo um Brasil que não conhecia. Tem sido muito gratificante”, disse o ex-presidente do STF, que foi aplaudido de pé pelos presentes.

 

 

Fonte: Veja

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