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05/16

Bom domingo, na Provença.

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04/16

Primeiro ‘café drone’ do mundo abre em universidade da Holanda.

O drone Blue Jay serve clientes em primeiro 'café drone' do mundo (Foto: Bart van Overbeeke / AFP )O drone Blue Jay serve clientes em primeiro café drone do mundo (Foto: Bart van Overbeeke/AFP)

Vários drones domésticos, pires voadores brancos de olhos luminosos, são os garçons do primeiro ‘café drone’ do mundo aberto neste final de semana, na Universidade Tecnológica de Eindhoven, na Holanda, anunciou Tessie Hartjes, estudante e responsável pelo projeto.

Neste estabelecimento, os garçons passam voando entre as mesas. O robô chamado “Blue Jay”, o primeiro drone doméstico de interior autônomo, se aproxima e tira o pedido dos clientes, que apontam sua escolha na carta de coquetéis.

“Seus olhos vão enchendo pouco a pouco, como uma barra de download. Uma vez que tenham se iluminado completamente quer dizer que o pedido está pronto. E outro drone leva a garrafa à mesa, fixada por meio de uma pinça”, explica Hartjes à AFP.

Este café efêmero de aspecto futurista abre na ocasião do “Dream & Dare Festival”, celebrado pelo 60º aniversário da universidade, e propõe quatro coquetéis, com e sem álcool, todos verdes e azuis, como os olhos de meia-lua de Blue Jay.

Dotado com uma pinça similar a uma mão humana, “a ferramenta mais funcional para as tarefas cotidianas”, este robô é capaz de voar nos interiores, graças a alguns captores, pequenas hélices e uma bateria, contrariamente aos drones exteriores, que funcionam com GPS.

Com um custo de produção de 2 mil euros por peça financiados pela universidade, investimentos privados e um sistema de financiamento participativo, estes mini-helicópteros (seis, até o momento) são o fruto de nove meses de trabalho de 20 estudantes voluntários de distintas faculdades, dos quais a maioria interrompeu seus estudos durante um ano para se dedicar exclusivamente ao projeto.

“Este novo tipo de drone poderá nos acompanhar na vida diária e ser uma ferramenta muito útil para a espécie humana. Nós o vemos como o próximo celular, que cada um pode programar como desejar”, declara o responsável pelo projeto.

 

Fonte: G1

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04/16

O apartamento preferido dos curitibanos.

Apartamento de três dormitórios, dois banheiros e duas vagas de garagem com preço de até R$ 400 mil e localizado na região do Água Verde. O imóvel dos sonhos dos curitibanos mantém as mesmas características desde 2012 e demostra que – à parte as possibilidades financeiras – o comprador deseja resolver as necessidades de moradia da família já na compra do primeiro bem.

O que mudou, de acordo com a pesquisa Perfil Imobiliário 2015, realizada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) em parceria com a Brain Bureau de Inteligência Corporativa, é a forma como a maioria deles pretende adquirir o imóvel, dando preferência aos pagamentos à vista ou à entrada de R$ 100 mil. Em 2014, a entrada média era de R$ 15 mil.

Este movimento, na opinião dos especialistas, refere-se à mudança no perfil da compra, mais focada na moradia do que no investimento, como ocorria nos anos anteriores, e ao fato de as pessoas quererem se endividar menos, em decorrência do aumento da taxa de juros e do cenário econômico de forma geral.

“Uma segunda leitura diz respeito às pessoas que pensavam em comprar, mas que tinham menos capacidade de compra, o que fez com que deixassem de procurar por um imóvel. Assim, aumentou a proporção dos compradores que dispõem de maiores reservas para a entrada”, acrescenta Fábio Tadeu Araújo, diretor de pesquisa de mercado da Ademi-PR.

O fantasma do endividamento também parece influenciar o prazo para a concretização da compra, uma vez que 37% dos entrevistados não têm data prevista para a aquisição do bem. Outros 33%, por sua vez, planejam realizá-la já nos próximos seis meses.

“O primeiro grupo refere-se ao comprador que tem o sonho do imóvel ideal, mas que já mora, não tendo uma necessidade imediata em adquirir o bem. Ao contrário dos outros 33%, que podem estar para casar, desejam sair do aluguel ou tem uma poupança formada. Este segundo grupo é o do comprador que está mais atualizado em relação ao mercado”, avalia Leonardo Pissetti, diretor de empreendimentos da Swell Construções e Incorporações.

Áreas comuns

Em relação aos espaços de uso comum, a oferta de salão de festas, churrasqueira e espaço gourmet segue entre as preferências dos futuros compradores que, além do uso efetivo dos espaços, levam em consideração o custo para manter todos eles funcionando no momento da compra. “As pessoas preferem ter um condomínio seguro, com portaria 24h e sistemas de segurança, do que pagar por um ‘clube’”, avalia Pissetti.

Outro item que cresce em importância é o paisagismo, considerado importante ou muito importante por 47% dos entrevistados na pesquisa. “Isso faz parte do processo de maturação do público, que sabe valorizar aquilo que é essencial e esteticamente agradável e bonito”, diz Luiz Francisco Viana Júnior, presidente da VistaCorp Empreendimentos.

Ainda de acordo com os especialistas, a pesquisa serve como um balizador, auxiliando os incorporadores a desenvolverem produtos mais assertivos a partir das necessidades e anseios dos clientes, e não do que as empresas acreditam que eles possam absorver.

Imóveis comerciais e de lazer somam 20% das intenções de compra

Entre os entrevistados pela pesquisa de intenção de compra realizada pela Ademi-PR, 3% disseram ter interesse em adquirir um imóvel comercial.

Para isso, 67% deles planejam investir entre R$ 150 mil e R$ 250 mil na aquisição do bem, em especial de salas comerciais, localizadas na região central da cidade.

“Quem vai comprar não sai muito fora disso, uma vez que o mercado comercial é mais restrito e homogêneo do que o residencial”, avalia Fábio Tadeu Araújo, diretor de pesquisa de mercado da entidade.

Ainda segundo ele, o público deste tipo de imóvel é formado, basicamente, por profissionais liberais e pequenas e médias empresas.

Intenção de compra

37% dos entrevistados na pesquisa não têm data específica para comprar um imóvel. Preferência por unidades prontas é de 49%.

Tipo de imóvel procurado (%)

Quanto está disposto a pagar (%)

Estágio em que se encontra o imóvel (%)

Fatores que mais influenciam a decisão de compra (%)

Fonte: Ademi-PR. Metodologia: foram ouvidos 1 mil entrevistados entre os dias 26 e 30 de agosto de 2015. A margem de erro é de 3,1% para mais ou para menos. Infografia: Gazeta do Povo.

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04/16

Ladrões!

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04/16

Google lança Fiber. Serviço de Banda Larga mil vezes mais rápido do que o usado hoje no Brasil.

Google Fiber é o serviço de banda larga criado peloGoogle para expandir a oferta de Internet nos Estados Unidos, oferecendo até 1000 Mbps (1 Gb/s) de velocidade. Para se ter uma ideia, a média de velocidade das operadoras do Brasil – Oi, TIM, NET, GVT, Vivo e outras – é de 2 Mbps. Em algumas localidades, com infraestrutura mais precária, esse número não chega sequer a 1 Mbps. Ou seja, a multinacional está oferecendo um acesso à Internet praticamente mil vezes mais rápido.

 

Aparelho do Google Fiber, que oferece conexão banda larga (Foto: Wikimedia Commons) Aparelho do Google Fiber, que oferece conexão banda larga (Foto: Wikimedia Commons)

Onde está o Fiber?

Em março de 2013, o serviço foi implantado pela primeira vez em Kansas City, no coração dos Estados Unidos. Agora, chegou até as cidades americanas de Austin, no Texas, e Provo, em Utah, de acordo com a empresa.

Cidades que possuem o Google Fiber, em verde, e as que vão ter o sistema, em vermelho (Foto: Divulgação)Cidades que possuem o Google Fiber, em verde, e as que vão ter o sistema, em vermelho (Foto: Divulgação)

Em fevereiro de 2014, o Google lançou uma enquete para que mais cidades tenham o serviço de banda larga. Foram selecionadas 34 cidades nos EUA, entre elas, Portland, San Jose, Salt Lake City, Phoenix, San Antonio, Nashville, Atlanta, Charlotte e Raleigh Durham.

Dentro de Kansas, o Fiber também funciona nas cidades de Lenexa, Fairway, Mission Hills, Roeland Park, Merriam, Leawood, Prairie Village, Lee’s Summit, Raytown, Gladstone, Grandview, Shawnee, Olathe, Westwood Hills, Westwood, Mission, Mission Woods.

A empresa pretende que as 34 cidades americanas tenham a conexão de banda larga até o final deste ano.

Como o Google implanta seu sistema de banda larga?

Logotipo do Google Fiber (Foto: Divulgação)Logotipo do Google Fiber (Foto: Divulgação)

O Google primeiramente pede para que os governos locais das cidades escolhidas mandem um relatório detalhado sobre o funcionamento da fibra óptica, incluindo um mapa de fiação elétrica, gás e água encanada. Com esse material em mãos, a empresa faz um orçamento da construção que será necessária para implantar o serviço de Internet.

 

Quando o companhia solicita esses documentos, ela também faz, simultaneamente, uma pesquisa topográfica, registrando os locais que podem ter enchentes e outros problemas climáticos. Todos os problemas físicos para instalação de fibra óptica são registrados e soluções são projetadas pela empresa. O Google também envia técnicos no dia da instalação para tirar dúvidas de moradores e notifica regiões onde já há conexão via Fiber.

Quais cidades possuem conexão Fiber no metrô?

Algumas cidades americanas já possuem internet banda larga de ponta em seu metrô. São elas: Atlanta, Charlotte, Nashville, Phoenix, Portland, Raleigh-Durham, Salt Lake City, San Antonio e San Jose.

Do ponto de vista de políticas públicas, o Fiber está contribuindo para a construção de cidades inteligentes, conectadas e com alta transmissão de dados. Antes dele, somente centros de pesquisa na Finlândia fizeram testes com velocidade semelhante, em cidades como Oulu, por exemplo. São locais em que você é encorajado a conectar seu computador ou smartphone em uma praça, porque o tráfego de informação suporta diversos dispositivos online.

Nova forma de ver televisão, smartphone, tablet e Internet

Fiber quer mudar a forma como você utiliza a internet e a televisão (Foto: Divulgação)Fiber quer mudar a forma como você utiliza a internet e a televisão (Foto: Divulgação)

Além de fornecer banda larga, o Google Fiber pretende mudar a maneira como você interage com a Internet através de um aplicativo. A iniciativa começa com o espaço de armazenamento na nuvem: 1 Terabyte.

Tecnologia da conexão Fiber conecta televisão e tablet (Foto: Divulgação)Tecnologia da conexão Fiber conecta televisão e tablet (Foto: Divulgação)

Através da tecnologia DVR, você pode gravar até oito programas de televisão ao mesmo tempo, para assistir tudo depois. O Fiber também permite que você conecte a TV com o tablet Nexus 7. Outros dispositivos, com sistemas operacionais iOS ou Android, também funcionam com o roteador desenvolvido especialmente pelo Google.

Quanto custa o Google Fiber?

Assim como as operadoras regulares, o Google também vende planos de Internet. O plano básico do Fiber é de US$ 70 (cerca de R$ 156) por mês. O pacote com TV e Internet sai por US$ 120 (cerca de R$ 268). Há um plano de Internet público, gratuito, mas que sai por um investimento inicial de US$ 300 (cerca de R$ 670) na instalação dos equipamentos.

Estes, obviamente, são os custos em Kansas City, a primeira cidade a receber a iniciativa. Os valores podem variar em outras localidades, de acordo com as despesas do Google.

Como encontrar a barra de favoritos na nova versão do Google Chrome? Descubra no Fórum do TechTudo.

O Fiber tem alguma previsão para chegar ao Brasil?

Para quem está em uma das cidade americanas, o Google pode te cadastrar em uma lista para receber atualizações sobre o progresso da iniciativa. Você poderá eventualmente contribuir para o sucesso do projeto, de acordo com eles.

O trabalho mais próximo do Google, no entanto, é com prefeitos e governadores dessas localidades, para trazer o serviço com eficiência.

E algum dia o Fiber chegará ao Brasil? Por enquanto, o Google pretende colocar o serviço nessas 34 cidades americanas, sem previsão de chegada ao Brasil ou qualquer outro país do mundo. Assim que o sistema estiver em funcionamento, eles pretendem selecionar novas localidades, com ajuda dos usuários.

 

 

Fonte:  Google

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04/16

Volks reformula a Amarok.

Depois de seis anos de mercado mundial e com mudanças apenas mecânicas e de equipamentos, a Amarok, enfim, terá uma nova cara. E será muito parecida com ofacelift realizado na Saveiro. Os esboços (sketch) divulgados pela marca alemã revelam uma inspiração na picape pequena vendida no Brasil.

A apresentação da nova Amarok acontecerá ainda neste semestre, como resposta da montadora alemã às atualizações feitas na Toyota HiluxFord RangerChevrolet S10Nissan Frontier Mitsubishi L200.

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As imagens mostram que a picape média manterá a linha da carroceria muita próxima da atual, porém com o capô mais alto e mais vincos, tal qual a Saveiro. A irmã menor também serviu de inspiração para o formato dos faróis e para os elementos internos, que ficarão mais retangular e afilados, acompanhados de luzes diurnas em led.

Já a grade frontal é diferente, com duas barras cromadas cromadas para realçar a robustez, solução aplicadas por outras marcas, como a Ford na Ranger. O novo para-choque volta a ‘copiar’ o estilo da Saveiro, porém com um farol auxiliar menor e detalhes cromados mais salientes na parte inferior. A traseira exibe novo desenho dos faróis, de efeito tridimensional.

A caçamba ganhou um santantônio integrado, a exemplo das concorrentes Ford Ranger e Chevrolet S10, nas versões topo de linha.

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As alterações mais significativas estão no interior. O estilo será o mesmo já implementado no Brasil pela marca em modelos como Golf e Gol, com acabamento mais refinado, combinado materiais de diferentes texturas. O painel também é novo e nas versões mais caras se aproxima do que é visto em SUV.

A tela da central multimídia ficará mais elevada, ladeada pelas saídas de ar com contornos cromados. Logo abaixo permanecem os comandos do ar-condicionado e de outras funcionalidades, como do pisca-alerta. O sistema de entretenimento passa a ser compatível com Apple CarPlay e Android Auto, assim como já acontece por aqui com a Saveiro, Gol, Voyage e Fox.

A Volkswagen não antecipou, mas é provável que o conjunto mecânico não seja substituído. Assim, a picape continuará impulsionada pelo motor 2.0 a diesel, com 140 cv e 34,7 kgfm quando sobrealimentado por um compressor, e 180 cv e 42,8 kgfm, na versão biturbo. A transmissão será manual de seis marchas ou automática de oito.

Depois de estrear na Europa, as mudanças chegarão ao modelo produzido na Argentina, que abastece o mercado brasileiro, mas sem previsão de data.

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Fonte: Fazeta do Povo

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04/16

Tloca Letla passou nesta loja


kkkk cebolinha?

Atualização do blog não saiu hoje! snifff

Está tudo bem JJ ?

Abraço.


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04/16

Renan, o Cunha do Senado.

Começa o segundo ato do mais espetacular embate político das últimas décadas. Muda-se o cenário e o mestre de cerimônias. Um deixa os holofotes – a contragosto, é verdade – e abre espaço para o outro brilhar. Um espectador desavisado – que perdeu a cena em que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou ao seu par do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o comando do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na segunda-feira 18 – pode, no entanto, achar que continua preso na mesma novela de dias atrás, mas que parte da plateia começou a achar que o vilão virou mocinho. É uma confusão compreensível, justificada pela incrível semelhança entre os dois protagonistas do Congresso. Pelo apego ao poder, a disposição de manipular o Legislativo e a capacidade de acumular acusações de corrupção e outras ilegalidades sem serem punidos, pode-se dizer que Renan é o Cunha do Senado. Ou, sob outra ótica, que Cunha é o Renan da Câmara.

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IGUAIS
Como Cunha, Renan (foto) é hábil manipulador do Legislativo

Seja pelos estilos políticos, seja pelos currículos manchados, tanto o homem que sai de cena como aquele que entra no foco principal do julgamento de Dilma são, da mesma forma, nocivos ao País. Deveriam ser apeados dos cargos que ocupam e já teriam sido não fossem as infindáveis manobras que comandam nas casas que dirigem e a lentidão com que o Judiciário analisa os processos que correm contra ambos. Os interesses políticos que os cercam, porém, é os que os distingue. Até domingo 17, data da votação que aprovou na Câmara o encaminhamento do impeachment para o Senado, o governo e seus aliados apontavam que, em função das acusações que sofria na esfera da Operação Lava Jato, Cunha não tinha legitimidade para conduzir o processo. Agora que o caso está nas mãos de Renan, também alvo dos investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República, não fazem ressalvas e até lhe servem de claque.
O show de Renan tem andamento diferente do de Cunha. Na terça-feira 19, o presidente do Senado anunciou em plenário o rito do processo de impeachment na Casa. Enquanto o fluminense adotou o modelo de decisão autocrática, a fala do alagoano foi precedida por reuniões com os líderes partidários, com Dilma e até com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. Respaldado pelo Regimento Interno da Casa, o senador optou por um roteiro mais demorado. A instalação da comissão especial que analisará a admissibilidade do pedido está prevista somente para a segunda-feira 25. A oposição protestou, usando o mesmo regimento para reivindicar um rito mais abreviado – é o que a sociedade brasileira espera em momento tão delicado do país. Além de não ceder aos apelos dos adversários, Renan comunicou ainda sua decisão de transferir ao ministro Lewandowski toda a condução do processo caso ele seja admitido, e não só o julgamento do mérito. “O Senado não está fazendo noticiário do dia-a-dia, está fazendo a história do Brasil. Então, nós temos de agir com toda a responsabilidade”, disse Renan. “Meu compromisso com a história não permitirá que eu seja chamado de canalha, por ter atropelado o prazo da defesa ou por ter dado mais um dia para o prazo da denúncia. Eu não vou escrever esse papel na história do Brasil”. Os governistas aplaudiram.

A tese da falta de legitimidade de Cunha foi reproduzida à exaustão pelos aliados de Dilma durante a votação na Câmara. O deputado fluminense é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e alvo de um pedido de afastamento do cargo de autoria do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No segundo ato, porém, a Lava Jato que servia ao governo como argumento para contestar Cunha já não vale, pelo menos para o elenco da situação, em relação a Renan. A decência legitimamente exigida por governistas de Cunha simplesmente se torna desimportante quando o condutor do processo de impeachment é notadamente um “contemplador” de interesses do governo. Isso porque a esperança de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de barrar o inevitável andamento do processo de impeachment está depositada no presidente do Senado. O alagoano é hoje o integrante do PMDB que melhor conversa com o Palácio do Planalto, além de ter uma relação atritada com o vice-presidente, Michel Temer. Mas, a exemplo, de Cunha tem sérios problemas com a Justiça. O senador é alvo de nada menos que nove inquéritos no STF, suspeito de ser um dos beneficiários do Petrolão. Assim, a indignação que vale para Cunha deveria valer para Renan.

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HOLOFOTES
O ardiloso Cunha deve ser afastado do palco político

Mas não é apenas o protagonismo no processo de impeachment que coloca o presidente do Senado sob os holofotes. Na segunda-feira 18, enquanto Renan recebia das mãos de Cunha a decisão da Câmara pela admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma, o ex-diretor internacional da Petrobras Néstor Cerveró prestava depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato no Paraná. Cerveró acrescentou mais suspeitas contra o presidente do Senado no escândalo. Delator da Lava-Jato, o ex-diretor disse que Jorge Luz, um lobista ligado ao PMDB acusado de ser um operador de propina que agia na Petrobras, repassou dinheiro desviado da estatal para Renan. “(O Jorge Luz)Eu conheci o Jorge Luz, (…), também faz parte de uma propina que eu recebi, que faz parte da minha colaboração na Argentina. E foi o operador que pagou os US$ 6 milhões da comissão. Da propina da sonda Petrobras 10.000, foi o Jorge Luz encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros…”, disse Cerveró, interrompido logo em seguida pelo juiz Moro, por não ser o assunto objeto da audiência naquela tarde e por envolver autoridade com direito a foro especial. Nesse caso, também as atuações de Renan e Cunha se confundem. Essa mesma sonda também teria rendido propina ao presidente da Câmara, situação que já está sendo tratada pelo Supremo. Segundo Cerveró, Renan e Cunha teriam participado de operações que renderam cerca de US$ 35 milhões em propinas.

Cunha pode estar agora fora da cena principal, mas é importante que não seja esquecido. Ou melhor, que seja afastado definitivamente do palco político. A procuradoria já apresentou duas denúncias contra ele, uma delas já julgada e transformada em ação penal. Renan deveria segui-lo para fora do palco. Em mais de uma oportunidade Cunha acusou Janot de ser seletivo nas investigações da Lava-Jato. Sem citar nomes, o deputado chamou a atenção de não haver até o momento denúncias contra políticos próximos do Planalto. Entre outros, o presidente da Câmara inclui nesse pacote o colega de partido que preside o Senado. Cunha e Renan começaram a ser investigados em março do ano passado, na leva de inquéritos abertos contra dezenas de políticos. Um exemplo citado sobre o ritmo das investigações contra Renan no Supremo foi o caso dos bois de Alagoas. Em janeiro de 2013, às vésperas de ser escolhido para presidir o Senado, Renan foi acusado de apresentar à Casa notas frias e documentos falsificados para justificar a origem do dinheiro em espécie que um lobista ligado à Mendes Júnior, empresa investigada no Petrolão, entregava à mãe de sua filha, a título de pensão. O escândalo ocorreu em 2007. A procuradoria imputou ao presidente do Senado crimes de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso. Decorridos três anos, o Supremo ainda decidirá se processa Calheiros pela acusação de ter tido despesas pessoais bancadas por uma empreiteira – e parte desta denúncia acabou prescrevendo.

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No caso da Lava-Jato, Renan é investigado no inquérito conhecido como “quadrilhão”, aberto para apurar a participação de políticos em desvios na Petrobras. São dezenas de deputados e senadores relacionadas nessa apuração. Existem mais oito frentes de apuração. Há suspeitas contra ele de receber propina relacionada a um acordo entre a Petrobras e o Sindicato dos Práticos, profissionais que atuam na orientação naval. Os pagamentos estariam relacionados a reajuste na tabela da categoria. O presidente do Senado foi também relacionado a suspeitas de desvios envolvendo a Transpetro, braço de logística da Petrobras. Apadrinhado político de Renan, Sérgio Machado comandou a subsidiária de 2003 a 2015. Machado é investigado por suspeitas de receber propina. Delator da Lava-Jato, Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará e entregador de valores de Alberto Youssef, afirmou que ouviu o doleiro dizer que daria R$ 2 milhões a Renan para evitar a instalação de uma CPI no Congresso para investigar corrupção na Petrobras. Segundo Ceará, Youssef pediu a ele para entregar R$ 1 milhão a Renan em Maceió, o que teria sido feito. Renan foi acusado ainda pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa de tráfico de influência em prol da empresa Serveng-Civilsan, interessada em prestar serviços à estatal. As tratativas foram intermediadas pelo deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), aliado do presidente do Senado. Questionado sobre essas acusações, Renan negou seu envolvimento em irregularidades. Para o Planalto, as negativas são convincentes.

Fonte: Istoé

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04/16

Troca de baralho.

Uma das perguntas preferidas, entre tantas que são feitas em momentos de desastre, é: “Por que, no fim de todas as contas, deu nisso?”. Há pelo menos umas boas 25 opções de resposta para explicar a liquidação da presidente Dilma Rousseff e seu governo, colocados agora na reta final com a decisão da Câmara dos Deputados. De todas as respostas possíveis, uma das mais acertadas está provavelmente entre as mais simples: ao longo de toda a sua agonia, Dilma jamais conseguiu se defender com coerência das acusações que recebeu. Em vez de buscar ajuda nos fatos para fazer sua defesa, foi procurar salvação numa frase de palanque: “Impeachment é golpe”. O resultado concreto desse esforço foi a derrota que acaba de sofrer no plenário da Câmara. Seu grito de combate convenceu os que não precisavam ser convencidos de nada, e que são os mesmos de sempre ─ intelectuais etc., mais os “movimentos sociais” que vivem de dinheiro público e movimentam basicamente a si próprios. Mas não convenceu a única plateia que interessava, por ser a única capaz de resolver o seu problema: os deputados federais brasileiros. Fim da conversa.

Parece claro, em todo caso, que nunca existiu dentro dos limites da força humana nenhuma possibilidade de fornecer a Dilma uma defesa minimamente razoável. A presidente está sendo deposta, do ponto de vista técnico, por fraude nas contas públicas, e por nada mais. É rigorosamente fora de propósito, ao mesmo tempo, esperar que na hora do julgamento alguém consiga esquecer o monumento histórico à corrupção, à incompetência e à insensatez que foram os seus cinco anos e tanto de governo. Dilma não praticou todos os erros, é claro ─ aliás, ninguém tem tempo para errar tanto, e além do mais a desgraceira geral começou nos governo do seu antecessor. Mas ela é a responsável, sim, pelos erros cometidos. Quem esteve no comando do barco durante todo esse tempo? Foi ela, e mais ninguém. Não dá para dizer, agora, “eu não sabia”, ou “não era isso que eu queria”, ou “não fui eu” quem roubou, quem arruinou a Petrobras, quem criou 10 milhões de desempregados, quem levou a indústria brasileira a seu estágio de setenta anos atrás, quem transformou os fundos de pensão das estatais em atividade criminosa, e por aí afora. Defender-se como, desse jeito?

O que lhe ocorreu, a ela e sua tropa, foi ficar dizendo “não vai ter golpe”. Fora isso, o governo limitou-se a praticar truques. Mandou ministros se licenciarem para votar contra o impeachment na Câmara. Tentou-se colocar Lula na Casa Civil. A um certo momento pensaram em baixar o preço da gasolina. Cargos públicos foram postos em venda aberta em troca de votos. Quiseram jogar a culpa de tudo em Michel Temer e Eduardo Cunha, esquecidos de que o vice, ainda faz pouco tempo, era o grande “coordenador político” do governo ─ chegou-se a garantir que ele ia “liquidar a fatura” em favor de Dilma. E Cunha? Jamais se menciona que foi nos governo do PT, e não durante o reinado de dom Pedro II, que o deputado praticou todos os delitos de que é acusado. A cada dois ou três desses espasmos, anunciavam que a situação estava “virando”. Virava, virava ─ e voltava ao ponto de partida. Também não funcionou, pelo jeito, a genialidade política que se atribui a Lula, e que iria “mudar tudo” no fim do jogo. O ex-presidente bem que tentou. Deu, e deu, e deu na chave de partida ─ só que o motor não pegou. Lula já foi capaz de eleger postes como Dilma Rousseff, mas não é curandeiro de pacientes desenganados. Dizem que consegue dar nó em pingo de água ─ poder ser, mas precisa de água. Além disso está ocupado, acima de tudo, em salvar a si próprio.

Hora de trocar o baralho.

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