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02/17

O blog só volta depois do Carnaval.

A imagem pode conter: céu, nuvem, montanha, atividades ao ar livre, natureza e água

Queridos amigos,

Vou aproveitar o Carnaval para um descanso, embaixo das estrelas, como na foto. Estou precisando regarregar as baterias. Volto depois das folias de Momo, ok?

Abraços a todos.

JJ


Bom descanso, JJ.

Até a volta.

Abraço


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02/17

Raio X da publicidade no Reino Unido, onde a TV lidera o mercado.

Marcas digitais são agora os maiores anunciantes de TV no Reino Unido, aponta um novo estudo da Thinkbox, que também revela que foram investidos 5,27 bilhões de libras em televisão em 2016. De acordo com a pesquisa, a publicidade em TV no Reino Unido cresceu 0,2%, o sétimo aumento consecutivo anual.

As informações estão em linha com os dados do relatório AA/WARC Expenditure Report, que estima que o total do investimento em publicidade no Reino Unido chegou a 21,1 bilhões de libras no ano passado, um crescimento de 4,4%, sendo que a TV fica com 25,3% da verba. A previsão é que o mercado publicitário no Reino Unido alcance 21,8 bilhões de libras em 2017, com crescimento de 3,2% e a TV com 1,6% de aumento.

Baseada em dados da Nielsen, a Thinkbox destaca que grandes marcas digitais como Amazon, Just Eat e Netflix investiram um total de 639 milhões de libras em TV no ano passado, o que representa um avanço de 8% na comparação com 2015. Dessas marcas, a Amazon foi a que mais investiu em TV – 34,3 milhões de libras, um crescimento de 39% sobre 2015.

Depois dos negócios online, as categorias que lideram os investimentos publicitários em TV são: empresas de alimentos (627 milhões de libras, com queda de 10%), cosméticos e cuidados pessoais (439 milhões, recuo de 3%), entretenimento (419 milhões, que permaneceu estável) e motores (314 milhões, com aumento de 2%).

A Thinkbox acrescenta que a gigante P&G teve a publicidade mais vista na TV no Reino Unido em 2016, de acordo com dados da Broadcasters’ Audience Research Board (BARB), alcançando 34,8 bilhões de views e um crescimento de 14%. Completam o top 5 das marcas com anúncios mais vistos na TV Sky (24,6 bilhões de views, aumento de 17%), Reckitt Benckiser (21,2 bilhões, avanço de 4%), BT (15,7 bilhões, crescimento de 15%) e Unilever (14,6 bilhões, com queda de 28%).

“Os anunciantes investem em TV porque funciona. A televisão é um ambiente confiável para a marcas”, disse Lindsey Clay, Chief Executive da Thinkbox. “É uma mídia onde eles querem ser vistos. A credibilidade e a qualidade são as principais razões de a TV ser a forma mais efetiva de publicidade”,  acrescentou ela.

Fonte: Propmark

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02/17
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02/17

Excesso de trabalha mata publicitário na Ogilvy/Filipinas.

Um jovem estrategista de marca da  Ogilvy & Mather/Filipinas morreu no último fim de semana depois de supostamente trabalhar muitas horas extras enquanto sofria de pneumonia.

Mark David Dehesa passou menos de um ano com a divisão PR do escritório de Ogilvy em Manila. Ele já havia trabalhado em contas com Publicis, JWT e BBDO. Sua morte no domingo já animou o debate sobre o equilíbrio entre trabalho e vida privada nas agências e o excesso de trabalho, um tema particularmente controverso na Ásia.

“É com grande tristeza que confirmamos o repentino desaparecimento de nosso colega Mark Dehesa de complicações que levaram à pneumonia no domingo, 19 de fevereiro de 2017”, disse o presidente da Ogilvy/Filipinas, Elly Puyat, em um comunicado. “Mark era um membro muito amado e importante de nossa família nas Filipinas, e nossos pensamentos e orações estão com ele, sua família e amigos neste momento muito difícil.”

A agência se recusou a elaborar mais, chamando os detalhes da morte de Dehesa de “um assunto privado”.

Segundo um ex-colega, Dehesa trabalhou durante as primeiras horas da manhã de sexta-feira passada para se preparar para uma reunião, depois ficou no escritório até tarde naquela noite antes de pedir para ser levado para o hospital, onde ele morreu mais tarde.

“Os clientes sempre pedem algo de bom”, escreveu Jeff Stelton, redator do Ogilvy, em um post no Facebook depois de saber da morte do funcionário . “Nós o fazemos quase ao ponto do martírio; Sacrificando nosso tempo com nossas famílias, datas com nossos entes queridos, mas mais importante, nossa saúde. ”

Stelton, que havia trabalhado com a Dehesa no passado, continuou: “Mas com a passagem prematura de mais um jovem colega, sinto que é hora de dizermos” não “a esse martírio desnecessário. É hora de dizer não para se levantar para uma apresentação às nove horas quando terminar o trabalho às 4 da manhã. ”

Ele então convidou os clientes e as agências a “ser razoáveis” e “cuidar do seu povo”. Mais tarde, ele editou o post para esclarecer que ele não pretendia sugerir que “a passagem intempestiva [da Dehesa] era apenas devido ao excesso de trabalho por Qualquer agência. “Stelton se recusou a comentar mais quando contactado pela Adweek.

Outros na indústria expressaram sentimentos semelhantes no Facebook, com um ex-colega escrevendo , “Goodbye Mark. As pessoas que conhecem você e trabalharam com você vão sentir sua falta. Felizmente, a sua morte deve levar as indústrias de criação, produção e comercialização para refletir sobre como as demandas de impacto do trabalho em nossa saúde mental e psicológica, que sempre leva um banco traseiro ao cumprir prazos punir “.

O fenômeno excesso de trabalho, conhecido como “karoshi” no Japão, foi notícia em todo o mundo em dezembro, quando Tadashi Ishii renunciou abruptamente como CEO da Dentsu, quinta maior holding agência do mundo. O anúncio veio apenas dias depois que as autoridades federais recomendaram o arquivamento de acusações sobre o suicídio de 2015 de um jovem gerente de conta que escreveu posts sobre mídias sociais sobre chefes abusivos e alegou ter registrado mais de 100 horas extras em um único mês.

Não foi a primeira morte repentina na indústria de publicidade a fazer manchetes. Em dezembro de 2013, um copywriter de 24 anos da Y & R  da Indonesia entrou em colapso, caiu em coma e depois morreu  depois de tuitar  “30 horas de trabalho e ainda vai longe!”.

Fonte: Adweek.

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02/17

PRESENTE FUTURISTA: COMUNICAÇÃO DIGITAL E O MARKETING 4.0.

Você certamente já ouviu que o futuro é digital, que a tecnologia irá revolucionar nossa rotina e, consequentemente, modificar o comportamento dos consumidores, transformando o mundo em algo similar aos episódios dos Jetsons e Black Mirror. Porém, se você concorda com essa ideia de “futuro digital”, ouso supor que você tenha passado os últimos 20 anos recluso. A revolução já aconteceu! O digital não é novidade, tampouco futuro, é presente há bons anos e aumenta sua força em velocidade exponencial.

Acompanhando os movimentos da revolução em maturação, a revolução digital na comunicação também já aconteceu. Porém, a transição do tradicional para o digital, tema do último livro do Kotler sobre marketing 4.0, ainda é vista como algo futurista por algumas empresas e mercados, que sinto dizer, por terem essa visão deturpada de que o digital é futuro, estão atuando no passado. Talvez as expectativas de ruptura abrupta e cabeças guilhotinadas que giram ao redor do conceito revolução tornem sua percepção mais difícil, principalmente para quem é contemporâneo aos fatos. Mas observe, você é rodeado de tecnologia, praticamente todas as tarefas, das mais complexas às mais corriqueiras, têm interferência digital. Isso acontece há anos e aumenta a cada segundo com avanços e inovações nos mais distintos setores.

De um meio às mil abas

Há algumas décadas na história da comunicação, tudo acontecia no PDV ou na televisão. Um pouco também no rádio, nos jornais e nas revistas, mas aqueles dois dominavam soberanos. Obviamente, ainda são muito fortes e concentram boa parcela dos esforços de marca. Mas a tal da grande rede, a internet, pulverizou as concentrações em nichos e deu na mão do consumidor um arsenal de pesquisas, comentários e ferramentas que mudaram a dinâmica do ‘marcas falam e consumidor escuta’ para uma conversa baseada em muitas informações e opiniões.

Se antes as pessoas ficavam ao redor do meio de comunicação, fosse ouvindo radionovelas ou assistindo novelas, agora são os meios que ficam ao seu redor. A transição de um único meio para às mil abas do computador, simultâneas ao uso do smartphone e até da televisão, impactam consideravelmente na atenção do consumidor e também no seu ritual de compra.

  • passo a passo de compras do passado: consumidor via anúncios do produto em alguma mídia de massa, ia à loja e comprava o produto, se desejasse.
  • passo a passo de compras do presente: consumidor vê anúncios do produto em alguma mídia de massa ou mídia segmentada ou nas redes sociais ou em um blog ou no Google…, pesquisa comentários, preços, reviews, reclame aqui…, vai à loja ou escolhe o e-commerce com melhor preço ou escolhe o e-commerce com menor prazo de entrega…, adquire o produto, se desejar e estiver seguro de que é a melhor compra.

O novo horário nobre

Apesar das inúmeras possibilidades de comunicação e segmentação do universo digital, o excesso de informação torna a disputa pela atenção pelo consumidor uma batalha feroz. Por mais que isso machuque o ego das marcas, enxergar que as pessoas têm pouco tempo para elas é essencial para evitar ações míopes. O fato é que todos temos cada vez menos tempo, pois acumulamos atividades, enfrentamos trânsito, filas e vivemos na correria nossa de cada dia. Por isso, encontrar oportunidades para criar proximidade entre marca e consumidor, em qualquer horário e no meio mais conveniente à situação, é o novo horário nobre.
Outro entendimento importante no contexto da revolução digital é: falar menos e ouvir mais. Aliás, encontrar o horário nobre depende disso. Ao invés de falar para muita gente, escute e converse com as minorias que são pertinentes ao seu cenário.  Desta forma, um dos principais problemas do ambiente digital, a propaganda reversa, tende a ser melhor resolvido. Ao ouvir, entender e responder o público, a empresa absorve aprendizados valiosos para gerenciar crises, expandir interações e obter o tão visado engajamento.

Digital não é assassino

É sempre a mesma coisa, alguém ganha notoriedade e começam as profecias de que o antigo maioral irá morrer. Foi assim do rádio para a televisão, da televisão aberta para o streaming e de todos juntos para a internet. Digital não assassina o offline, até porque não há fronteiras, pois ambos coexistem e se esbarram o tempo todo. O inteligente é perceber as dinâmicas em cada contexto e as dinâmicas nas intersecções para tirar melhor proveito das situações.
Uma experiência excelente no digital, mas desastrosa no offline e vice-versa demonstram despreparo da marca e corroboram para danificar, e muito, a imagem da empresa. Outro preparo importante é abrir os olhos para oportunidades no horizonte e saber aproveitá-las. Como o digital é rápido, permite mensuração e velocidade na obtenção das respostas do público, agilidade é lei.

Autenticidade x modinha

Sua empresa tem que estar nas redes sociais. Sua empresa tem que fazer inbound marketing. Sua empresa tem que ser digital. São tantos imperativos que a cada mês impera a modinha da vez. A autoajuda ensina: ser é mais importante do que ter. Logo, as estratégias de comunicação de uma empresa não devem seguir modinhas, mas sim um planejamento. O que vale para uma marca, pode não valer para outra, por isso estudo e adequação são tão necessários aos projetos.
Outra necessidade fundamental é substância. Marcas precisam de recheio. Ser flexível e adaptável é recomendado, mas estes atributos não devem sobrepor a autenticidade da marca. Em um mundo de zilhões de dados, trabalhar o detalhe é o caminho para promover identificação, pertencimento e, acima de tudo, diálogo próximo.
Presente futurista e futuro promissor.

Se você tinha dúvidas ou discordava da afirmação inicial de que a revolução já aconteceu e de que a comunicação digital é coisa do presente, ouso supor, mais uma vez, que as análises acima deixaram claro que estamos imersos em tecnologia e que não ser digital é pertencer ao passado. Aliás, a digitalização promete um futuro tão high tech que as próximas gerações irão estranhar profundamente as formas de consumo e comunicação de poucas décadas atrás e, quem sabe, até do que julgamos mais avançado nos dias de hoje. Logo, estar no presente é entender que o futuro já começou.

THIAGO BORGES

Thiago é um dos maiores estrategistas digitais da atualidade, com 20 anos de experiência em comunicação digital. Além de toda a experiência com tecnologia, dá palestras sobre Inovação na Comunicação digital e é diretor da ABRADI SP e APP Brasil, que são as maiores associações de propaganda e mídia digital do país. Não bastasse todas essas coisas, ainda é o baterista oficial da Agência Pulso, aeromodelista e pai do Chico.

 

 

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02/17

Record, SBT e RedeTV unidas pela TV digital.

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Rodrigo Faro, da Record, Luciana Gimenez, da RedeTV e Ratinho, do SBT, estrelam a primeira fase da campanha pela TV digital (Crédito: Divulgação/Antonio Chahestian/RecordTV).

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A partir deste fim de semana, os espectadores de Record, SBT e RedeTV começarão a assistir vinhetas com os apresentadores Rodrigo Faro, Luciana Gimenez e Ratinho, juntos, alertando sobre o desligamento do sinal analógico na cidade de São Paulo.

A iniciativa foi tomada pelas três emissoras em conjunto, que escalaram alguns dos principais nomes de seu elenco para informar ao público sobre a transição de sinal televisivo. De acordo com cronograma da Anatel, o switch-off da TV analógica acontece no dia 29 de março na capital paulista e região metropolitana da cidade.

Criada pelos departamentos de chamadas das três emissoras, a campanha foi gravada na noite dessa quarta-feira, 22, nos estúdios da Record, no bairro da Barra Funda, em São Paulo. De acordo com a comunicação da emissora, a campanha deverá ter desdobramentos com outros artistas, apresentadores e atores de SBT, RedeTV e Record.

Isoladamente, cada uma das emissoras de TV aberta do País vem fazendo campanhas e exibindo chamadas sobre o desligamento do sinal analógico, algo determinado por Lei pela Anatel. De acordo com a Comunicação da Record, a iniciativa de unir os três players em uma campanha integrada tem como objetivo ampliar a promoção da TV digital no País.

As três emissoras já estão unidas no projeto Simba, nova companhia criada por SBT, Record e RedeTV para, em conjunto, negociar seus sinais às operadoras de TV por assinatura.

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Fonte: Meio e Mensagem

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02/17

Apple provoca, ao promover o novo iPad Pro.

Apple lançou, em seu canal do YouTube, quatro novos anúncios para promover o iPad Pro. A marca se utiliza de comentários reais e dúvidas de clientes na internet. Carlos Pitchu, CEO da SalveTribal Worldwide, explica que a nova campanha possui a estética do “I’m a Mac, I’m a PC”, de 2006. “Eles botavam luz em uma polêmica representando e personificando sensos comuns através do humor. No caso do iPad Pro não é diferente, uma vez que a Apple usa a fala de personagens reais, com conteúdo colhido nas redes sociais para responder aos seus consumidores de forma bem humorada”, diz Pitchu.

Pitchu explica que, neste momento, o desafio da marca é quebrar barreiras culturais e gerar novas demandas. “Eles estão assumindo que as pessoas não precisam mais de laptop. É a quebra de uma barreira cultural que modifica algo que já está instituído”, observa. Segundo ele, a Apple está reforçando sua vocação de construir novos mercados. “Mais do que conquistar share, ela desperta nas pessoas a necessidade de determinadas coisas que elas nem sabiam que precisavam. Assim foi com o Iphone, com o iPod, com o iTunes Music Store e com a primeira versão do iPad”, diz Pitchu.

Na visão de Henrique Rojas, CCO da Peppery, o aspecto das redes sociais e da transparência pesa para a decisão da empresa de levar os comentários para a campanha principal. “Esqueça o tempo em que a publicidade era uma via de mão única. Já faz mais de uma década que a opinião sincera do consumidor vale muito mais que qualquer relatório do Ibope. E quem têm de entender este empoderamento são as agências de publicidade”, diz Rojas.

Veja os quatro vídeos:

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02/17

Timberland terá operação própria no Brasil.

A Timberland acaba de anunciar operação própria no Brasil. A marca da tradicional yellow boot para aventureiros era distribuída pelo grupo Alpargatas, mas após ser adquirida pela VF Corporation, agora segue novo posicionamento no país, focado no mercado de lifestyle.

A marca detém atualmente 13 lojas em cidades como São Paulo, Campinas, Florianópolis, Belo Horizonte e Fortaleza, e com a nova operação, tem objetivo de estar mais conectada com consumidores que curtem o ambiente urbano, mas também valorizam atividades ao ar livre.

O novo momento traz ainda a ampliação no portfólio de produtos (calçados, roupas e acessórios), além de investimentos em marketing, eventos e ações com formadores de opinião em 2017.

Fonte: Propmark

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02/17

CCAA na Ogilvy.

A escola de idiomas CCAA  escolheu a Ogilvy Brasil como sua nova agência de publicidade. A Ogilvy será a responsável por todo o trabalho publicitário da marca, incluindo a comunicação online. A conta será atendida do escritório do Rio.

“A Ogilvy Brasil tem uma história de respeito na publicidade  e entrega um excelente trabalho para grandes marcas, e foi o que nos atraiu. Temos certeza que esta será uma parceria de sucesso”, diz Adolfo Souza, diretor de marketing e franchising.

“Trata-se de uma empresa referência na sua área, com mais de 56 anos de experiência no mercado. Já estamos trabalhando juntos e em breve teremos campanha nova nas ruas”, destaca Luis Carlos Franco, diretor-geral da Ogilvy Rio.

A NBS era a agência anterior e atendeu a marca por oito anos. Segundo informações de mercado, agência e anunciante não chegaram a um acordo comercial em relação à demanda digital. A conta é estimada entre R$ 15 e R$ 20 milhões anuais.  A última campanha criada pela NBS para a escola leva o conceito “Quando você vê, you are speaking”.

Fonte: Propmark

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02/17

Kiko Milano chega ao Brasil.

Kiko-Milano-Brasil

A inauguração da primeira loja da grife italiana de maquiagem Kiko Milano no Brasil, que aconteceu no último dia 17, no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, estava previamente marcada para dois anos atrás. Ainda antes de 2015, a marca já havia detectado o Brasil como um mercado fértil para semear seus negócios e planejou, com todos os detalhes, a vinda ao País.

Os primeiros ventos da crise financeira, que já mostravam sua força no Brasil naquele período, fizeram com que a marca adiasse seus planos. “Já havíamos, anteriormente, tentado entrar duas vezes no Brasil. No passado, no entanto, a marca ainda não tinha a estratégia necessária para moldar o negócio por aqui. Quando finalmente planejamos e estruturamos tudo, a crise nos fez parar”, relembra Isabel de Almeida, country manager da Kiko Milano.

O susto, no entanto, não fez com que a grife italiana – fundada em 1997 por Stefano Percassi – desistisse de aportar em terras brasileiras. “Avaliamos bem a oportunidade e constatamos que essa crise financeira poderia ser transformada em uma oportunidade. O Brasil já atravessou outras crises, assim como outros mercados, mas tem um potencial enorme para o segmento de beleza. Então, conversamos internamente e decidimos avançar”, conta a porta-voz, revelando que foram investidos € 5 milhões para trazer a companhia ao País.

Kiko-Loja

Loja da marca no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo.

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Com duas lojas já funcionando na cidade de São Paulo (além do Shopping Pátio Paulista, a Kiko Milano também já abriu uma operação no Shopping Pátio Higienópolis) a marca adotou uma estratégia calculada e cautelosa para avançar no País. Em vez de inaugurar operações em diferentes localidades, a Kiko Milani irá tratar cada Estado brasileiro como se fosse um País independente, estabelecendo bases concretas e criando um público fiel em cada território.

“Por questões logísticas e estruturais, cada abertura de operação demanda um trabalho muito grande. Por isso, preferimos nos estruturar do ponto de vista financeiro e de distribuição primeiramente em São Paulo para, posteriormente, pensar em levar a marca a outras localidades do País. Queremos sim expandir, mas de forma bem organizada e estruturada”, defende Isabel. A porta-voz descarta ter mais do que sete lojas na capital paulista até o final deste ano.

Preços e adaptações
Famosa no mundo por oferecer linhas de maquiagens e cuidados para a pele a preços acessíveis, a marca também espera ter esse reconhecimento entre o público brasileiro. De acordo com Isabel, as particularidade e diversidade dos gostos e estilo das mulheres brasileiras foram considerados na elaboração da lista de produtos, tons e cores que chegariam ao País. “Teremos uma linha de entrada de produtos a preços bem acessíveis, para que as pessoas possam experimentar a marca. Também pretendemos desenvolver novas linhas e cores especialmente para o País. Continuaremos, claro, sendo uma marca global mas também queremos construir uma forte identidade nacional”, conta a country manager. Na loja, os produtos de maquiagem da marca são vendidos a partir de R$ 15 e podem chegar até a R$ 200.

Marketing na loja

Kiko-Inauguracao

Blogueiras de moda e equipe da loja participam da inauguração da operação em São Paulo.

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Questionada sobre as estratégias de marketing que a Kiko Milano usará para se apresentar ao mercado brasileiro, Isabel conta que o ponto de venda será o principal meio para se aproximar dos consumidores. “Investimos muito no design e estilo de nossas lojas. São sempre pontos de venda muito bonitos, que traduzem o conceito da marca e que já criam um diferencial. Além disso, também investiremos bastante em ações na mídia digital no Brasil, sobretudo com blogueiras de beleza e moda”, conta.

Por enquanto, as vendas da Kiko Milano no País acontecem somente nas duas lojas físicas da marca. A necessidade de atender a uma fatia maior de público, no entanto, faz com que a marca já planeje a abertura de uma operação de e-commerce no Brasil. “Já estamos estruturando a plataforma e, até o final do ano, queremos ter nossa estrutura de comércio eletrônico montada”, finaliza a porta-voz.

Fonte: Meio e Mensagem

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