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04/17

Marketing B2B impõe desafios para agências.

Se conseguir resultados concretos com o marketing direcionado ao consumidor final é difícil, comunicar um serviço ou produto para outras empresas (mercado business to business) é um desafio ainda maior. Isto porque o processo de compra no ambiente corporativo é muito mais arriscado e envolve gastos muito maiores. Um evento da agência F.biz na quarta-feira, 19, reuniu profissionais para discutir os desafios do marketing B2B.
“Os compradores B2B são muito mais apavorados e a compra não é tão emocional: se errar uma compra, é muito mais problemático pois pode ser um emprego que está em jogo. Uma empresa pensa muitas vezes antes de comprar um software ou fazer uma transação, não é como o marketing B2C, onde você vai lá e compra uma Coca-Cola e pronto”, avaliou.Diferentemente do marketing B2C (business to consumer), a comunicação voltada para empresas não acaba no ato da venda. Pelo contrário, a venda é só o início de um processo de fidelização que exige uma estratégia contínua de marketing.  Lais Orrico, head de agências do LinkedIn para América Latina, destacou o processo colaborativo de tomada de decisão de compras em um ambiente B2B, que envolve diferentes departamentos.

No evento, foi apresentado um estudo da Scopen realizado com 34 empresas B2B em 2016. A pesquisa foi feita com 405 líderes de marketing e mostrou que, a cada R$ 100 vendidos por empresas B2B, apenas 95 centavos são investidos em comunicação. Já no B2C, são investidos R$ 3,45 para o mesmo valor vendido.

Também estiveram presentes representantes do Google, que mostraram cases de marcas que utilizaram o digital para divulgar campanhas voltadas para o mercado B2B.  Gleydys Salvanha, diretora do Google, disse que “o digital deve fazer parte do core do negócio, e não só na comunicação”. Para a empresa, a comunicação B2B, da mesma forma que aquela voltada ao consumidor final, deve trazer elementos de entretenimento, utilidade e informação.

A pesquisa da Scopen apresentou também uma diferença entre os investimentos de mídia:  o marketing B2C concentra investimentos em televisão, enquanto o B2B usa sobretudo o digital e os eventos. Embora 41% dos profissionais de B2B acreditem que o digital é fundamental (65% das empresas têm uma área separada), apenas 25% dizem não ter barreiras para trabalhar sua comunicação no ambiente online: 18% acreditam que têm pouco conhecimento sobre o digital, e ainda apontam que não há verba e acham que o digital não é prioridade.

A cada R$ 100 vendidos por empresas B2B, apenas 95 centavos são investidos em comunicação. Já no B2C, são investidos R$ 3,45  para o mesmo valor vendido.

O encontro reuniu anunciantes do mercado B2B, como a General Electric e a fabricante de softwares Totvs. Pedro Alves, líder de marketing digital da General Electric, afirmou que as verbas para a comunicação B2B muitas vezes são mais limitadas. “Nossa realidade de B2B não é de verbas publicitárias maravilhosas, é preciso entender a verba e trabalhar em conjunto com as áreas de negócios e de comunicação.  A estratégia da marca deve estar no centro, e as agências e veículos precisam entender a lógica do B2B: não adianta ter o mesmo tipo de atendimento do B2C, é preciso ter expertise para entender como se dão os relacionamentos, processo de venda e qual é o core de cada negócio”, avaliou o executivo.

Quando questionados sobre a agência integrada ideal, 41% dos profissionais esperam que a agência tenha conhecimento do mercado e negócio de sua empresa. Quando se trata da agência de publicidade ideal, a expectativa em relação a esse conhecimento sobe para 83%. O planejamento estratégico também é um atributo determinante para pelo menos 33% dos respondentes. Na hora de escolher sua agência, empresas valorizam a capacidade de inovação da agência, relações anteriores e os profissionais da agência.

Gabriela Viana, diretora de marketing da Adobe, acredita que há uma cultura de comunicação muito focada no consumidor final.  “As marcas têm dinheiro, é menos sobre a grana e mais sobre o ROI. Não é possível olhar para essa comunicação B2B da mesma maneira que a B2C, pois o ciclo é muito diferente. As agências no Brasil são muito voltadas para o B2C, onde o dinheiro está alocado ainda na TV. Existe muita oportunidade no B2B, e o ROI tende a ser maior pois envolve um volume transacional”, disse.

“O nosso comprador não é uma pessoa jurídica, é uma pessoa física que tem seus medos e inseguranças. O desafio é fazer uma comunicação que passe segurança para ele”, complementou Flávio Balestrin, vice-presidente da Totvs. As empresas B2B têm menos profissionais dedicados à comunicação: são em média 18 pessoas, em comparação a 29 pessoas no mercado B2C.

 

Fonte: Meio e Mensagem

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04/17

Fiat, Ford e GM são acusadas de fazer publicidade enganosa

A Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) obteve sucesso nas ações movidas contra Fiat, General Motors e Ford no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Segundo a entidade, as três empresas praticam o ‘greenwashing’ em suas publicidade.

A expressão, conhecida no universo publicitário, significa fazer marketing fundamentado em informações enganosas com o propósito de valorizar o produto a partir de uma característica relacionada ao meio ambiente, com o foco na preocupação ambiental do consumidor.

No caso da Fiat, por exemplo, o anúncio denunciado refere-se ao pneu ‘superverde’. No comercial, ‘vende-se’ a presença de uma tecnologia sustentável que garante o baixo consumo de combustível e alta durabilidade, contribuindo assim para a conservação do meio ambiente.

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No entanto, a Proteste rebate a afirmação, dizendo que não é possível definir um pneu como sendo ‘verde’, uma vez que os fatores relacionados à produção, uso e descarte seguem o mesmo processo dos demais pneus.

Portanto, ainda que ofereçam os benefícios citados, não seria correto empregar o termo‘verde’, muito menos o prefixo ‘super’, para classificá-los como tal.

 Pela decisão do Conar, o anúncio não atendeu os princípios constantes no artigo 36 do conselho, que diz que as informações ambientais devem ser exatas, precisas e ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos.

Além disso, é necessário que o benefício ambiental salientado seja significativo em termos de impacto total do produto e do serviço sobre o meio ambiente, em todo o seu ciclo de vida, ou seja, na sua produção, uso e descarte.

Diante desta avaliação, o Conar recomendou que o anúncio seja alterado até que sejam atendidas as exigências do código de forma a refletir nos anúncios a responsabilidade do anunciante com o meio ambiente.

A GM, por sua vez, foi denunciada pelo anúncio do ‘Chevrolet Eco’. Na publicidade, a ideia transmitida é de que o sistema oferece melhoria nas emissões de poluentes.

A Chevrolet se defende dizendo que não há nenhuma irregularidade, pois a palavra ‘Eco’ refere-se à economia, e não à ecologia. Contudo, para o Proteste, ao associar a tecnologia ‘Eco’ a uma melhoria como essa, a GM pode levar o consumidor ao entendimento de que o automóvel tem um apelo de sustentabilidade.

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O conselho de autorregulamentação recomendou que fossem retiradas do anúncio todas as referências à melhoria das emissões de poluentes decorrentes do sistema ‘Eco’.

Já na Ford, o motivo da ação diz respeito à publicidade do ‘Ford Ecoboost’, pois insinua que o veículo, além de ter baixa emissão de CO2, possui máximo equilíbrio entre potência e economia.

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Segundo a Proteste, a informação não condiz com a realidade. E o usa o exemplo do Fusion, que utiliza o motor Ecoboost e apresenta a classificação D no Programa Brasileiro de Etiquetagem – este mede a eficiência energética e consumo dos automóveis vendidos no Brasil, no qual a avaliação ‘A’ representa o mais eficiente e a ‘E’ a menos eficiente.

Soma-se ainda ao fato de o sedã não possuir o selo do Conpet, que destaca os produtos que atingem os graus máximos de eficiência energética. Sendo assim, a associação justifica que a baixa performance neste quesito torna-se impossível caracterizar o veículo como o descrito no anúncio.

O Conar orientou que as expressões ‘máximo’ e ‘baixa’, presentes no anúncio, fossem alteradas.

 

Fonte: Gazeta do Povo

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04/17

SBT, Record e RedeTV! lançarão serviço de streaming à la Netflix.

Embora a situação de Record, SBT e RedeTV! ainda não seja das mais confortáveis – uma vez que as negociações com as operadoras de TV paga ainda engatinham -, um dos planos da empresa Simba, que representa as três emissoras, é criar um serviço de streaming. É chamada internamente de “Netflix brasileira”. Além de fornecer conteúdos já produzidos pelas três emissoras, a plataforma agrupará séries e filmes de terceiros e conteúdo exclusivo.

O produto, além de concorrer com outros serviços de streaming, como Netflix e Amazon Prime, também deve fazer frente às operadoras de TV por assinatura. Os três canais não são mais exibidos pela maioria das operadoras de TV paga no Brasil desde 29 de março, quando o sinal analógico foi cortado na Grande São Paulo. Isso porque a Simba está exigindo pagamento pela retransmissão dos sinais digitais das três emissoras nas operadoras. Somente a Vivo segue com a transmissão porque as negociações entre a empresa e a Simba avançaram de maneira positiva.

Fonte: Veja (Com Estadão Conteúdo)

COMENTÁRIO

Se nem de graça as três conseguem superar a audiência da Globo, quem vai comprar este serviço de assinatura?

JJ

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04/17

Marketing de emboscada do desodorante.

A final do brasileiro de volei, na Globo, com o time do Rexona/Rio c0ntra o Nestlé/Osasco na quadra, pode ser patrocinado pelo desodorante Nivea? 

Pois foi

Técnicamente pode? Pode…

E éticamente? Na Europa e EUA a prática do marketing de emboscada é condenado (aproveitar-se de evento do concorrente para se promover).

JJ

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04/17

Novos estádios da Europa vão ter até… futebol!

A Fiorentina anunciou no começo de março o projeto de seu novo estádio, com capacidade para 40.000 lugares, que vai substituir o Artemio Franchi, inaugurado em 1931 e que pode receber 47.000 pessoas. Não se trata, portanto, de aumentar a quantidade de gente nas partidas, mas de elevar a quantidade de dinheiro arrecadado com o equipamento. E o clube de Florença não está sozinho nessa.

Nos próximos anos, a Europa contará com sete estádios novos, ou remodelados, e eles terão em comum o fato de não dependerem dos dias de jogos para faturar. Nos anos 90, surgiu no continente o conceito de estádio de futebol multiuso, com restaurantes e lojas para atrair a atenção (e os euros) dos torcedores antes e depois das partidas, mas agora a ideia é receber o público sete dias por semana.

Para isso, os estádios terão atrações que serão independentes do calendário de jogos dos clubes, e capazes de atrair tanto os fanáticos por futebol (com museus das equipes) quanto quem não tem muito interesse pela modalidade, com centros comerciais e hotéis de luxo, tal qual o que será construído no novo Santiago Bernabéu, do Real Madrid.

Conheça os sete estádios que serão inaugurados na Europa a partir de setembro, quando o Atlético de Madri começará a usar sua nova casa:

Fiorentina

O novo estádio da equipe italiana, com 40.000 lugares, poderá receber mais de 10% da população da cidade de Florença, de cerca de 377.000 habitantes.

Roma

Com o novo estádio, a Roma deixará de dividir a casa com seu maior rival, a Lazio. Os dois clubes usam atualmente o Estádio Olímpico, palco principal dos Jogos Olímpicos de 1960.

Chelsea

Durante a construção de sua nova arena, no mesmo lugar da atual, o Chelsea vai utilizar Wembley, maior estádio da Inglaterra (90.000 lugares) e casa da seleção nacional.

Tottenham

A capacidade do estádio (61.000 lugares) é motivo de satisfação para a torcida do clube de Londres. São cerca de mil lugares a mais do que o Estádio Emirates,  do Arsenal, maior rival da equipe.

Barcelona

O novo Camp Nou será o segundo maior estádio de futebol do mundo, perdendo apenas para o Rungrado Primeiro de Maio, de Pyongyang, Coreia do Norte (cuja capacidade varia entre 114.000 e 150.000 lugares, de acordo com a fonte consultada).

Real Madrid

O novo Santiago Bernabéu seguirá à risca o “estilo Real Madrid”, clube que gosta de ostentar seu grande poder financeiro. Entre as atrações do estádio, estará um hotel de luxo, coisa para endinheirados como Cristiano Ronaldo.

Atlético de Madri

Primeiro da nova leva de estádios a ser inaugurado, o Wanda Metropolitano é resultado de uma reconstrução do La Peineta, que seria o principal palco dos Jogos Olímpicos caso Madri tivesse ganho uma das três disputas em que entrou (para 2012, 2016 e 2020).

Dinheiro de sobraA nova onda de estádios da Europa vai custar caro para os clubes de Itália, Espanha e Inglaterra. No total, as sete arenas terão custo de 3,375 bilhões de euros, o que equivale a aproximadamente 11,3 bilhões de reais.

O mais caro de todos será o sucessor do White Hart Lane, do Tottenham, que tem o orçamento de 860 milhões de euros (cerca de 2,9 bilhões de reais). São 300 milhões de reais a mais do que o Estádio Mané Garrincha, de Brasília, a mais custosa das 12 arenas da Copa do Mundo de 2014.

Ao contrário dos estádios construídos no Brasil, no entanto, os sete novos equipamentos europeus serão todos erguidos ou reformulados com dinheiro privado, obtido pelos próprios clubes. Nesse aspecto, a Fiorentina é quem tem mais dificuldades, pois seus dirigentes admitem que ainda não conseguiram captar os 420 milhões de euros (1,4 bilhão de reais) estimados para a construção de sua nova casa.

Mau exemplo brasileiroSe os novos estádios da Europa surgirão com a preocupação de serem utilizáveis nos sete dias da semana, muitos dos equipamentos erguidos para a Copa do Mundo do Brasil não são usados sequer para sua finalidade básica, o futebol.

A Arena Amazônia, em Manaus, a Arena Pantanal, em Cuiabá, e o Mané Garrincha, em Brasília, dependem da boa vontade de clubes dos principais centros futebolísticos do país para receber eventos de grande público, ainda assim muito esporadicamente.

O caso da Arena Pantanal é emblemático. O governo do Mato Grosso não tem dinheiro para fazer obras de manutenção no local e, por isso, o estádio no momento tem capacidade para apenas 10.000l pessoas (31.000 lugares a menos do que a capacidade original). Os mato-grossenses tinham a intenção de receber na arena um jogo da seleção brasileira nas Eliminatórias para a Copa de 2018, mas desistiram porque, sem as obras, não seria possível liberá-la para receber um público de 41.000 torcedores.

Fonte: Placar

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04/17

China in Box destaca a quantidade de comida de uma ‘caixinha’;

A nova campanha de China in Box assinada pela Havas tem três filmes que reforçam a quantidade de comida que cabe nas icônicas caixinhas da marca. A campanha compara o cardápio da rede com esfihas, hambúrgueres e pizzas.

A ideia surgiu depois de uma pesquisa que Havas realizou com os seus consumidores, relevando que muitos pensam que a caixinha comporta menos comida do que a realidade, que chega a 800 gramas.

“Nossa intenção foi reforçar o custo-benefício do produto, brincando com outros tipos de comida que as pessoas costumam pedir delivery, sempre de forma leve e reforçando que China in Box é uma refeição completa, não um simples lanche”, conta Marcelo Siqueira, VP de Criação da agência.

De acordo com Mary Kaidei, diretora de Marketing da marca, “o desafio era a criação de uma campanha que pudesse traduzir os principais diferenciais que reforçam nossa liderança no mercado – a qualidade e o sabor dos nossos produtos; a agilidade, excelência e praticidade do atendimento e serviço que oferecemos; o melhor custo-benefício e as melhores promoções – em uma linguagem moderna que falasse com o público mais jovem. A nova comunicação ficou incrível e muito arrojada”.

Fonte: Propmark

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04/17

Salonpas

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04/17

Proibida.

Pega bem o Neymar Jr. fazer publicidade de cerveja?

Até pode fazer, mas para a sua imagem de atleta a associação com bebida alcoólica não pega bem.

JJ

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04/17

Pense nisso e antecipe-se.

1) O Mp3 faliu as gravadoras.
2) O Netflix faliu as locadoras.
3) O Booking complicou as agências de turismo.
4) O Google faliu a Listel – páginas amarelas e as enciclopédias.
5) O Airbnb está complicando os hotéis.
6) O Whatsapp está complicando as operadoras de telefonia.
7) As mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação.
8) O Uber está complicando os taxistas.
9) A OLX acabou com os classificados de jornal.
10) O celular acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras.
11) O Zip Car está complicando as locadoras de veículos.
12) A Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis.
13) O email e a má gestão complicou os Correios.
14) A corrupção quebrou o Brasil.
15) O Waze acabou com o Gps.
16) O 5 andar está acabando com as imobiliárias que intermediam aluguéis.
17) O Original e o Nubank ameaçam o sistema bancário tradicional.
18) A “nuvem” complicou a vida dos “pen drive”.
19) O youtube complica a vida das tvs. Adolescentes não assistem mais canais abertos.
20) O Marketing de Rede mudou a forma de comércio. (Tenho Vagas chama no whatsap 11999704755 para ser atendido de primeira)

O mundo evoluiu, e com ele também a maneira de se viver e ganhar dinheiro. Quanto mais atrasada a nossa visão, mais caro pagaremos por isso.
ANTECIPE-SE!

 

Texto de Luciana Silva

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