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China in Box destaca a quantidade de comida de uma ‘caixinha’;

A nova campanha de China in Box assinada pela Havas tem três filmes que reforçam a quantidade de comida que cabe nas icônicas caixinhas da marca. A campanha compara o cardápio da rede com esfihas, hambúrgueres e pizzas.

A ideia surgiu depois de uma pesquisa que Havas realizou com os seus consumidores, relevando que muitos pensam que a caixinha comporta menos comida do que a realidade, que chega a 800 gramas.

“Nossa intenção foi reforçar o custo-benefício do produto, brincando com outros tipos de comida que as pessoas costumam pedir delivery, sempre de forma leve e reforçando que China in Box é uma refeição completa, não um simples lanche”, conta Marcelo Siqueira, VP de Criação da agência.

De acordo com Mary Kaidei, diretora de Marketing da marca, “o desafio era a criação de uma campanha que pudesse traduzir os principais diferenciais que reforçam nossa liderança no mercado – a qualidade e o sabor dos nossos produtos; a agilidade, excelência e praticidade do atendimento e serviço que oferecemos; o melhor custo-benefício e as melhores promoções – em uma linguagem moderna que falasse com o público mais jovem. A nova comunicação ficou incrível e muito arrojada”.

Fonte: Propmark

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Salonpas

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04/17

Proibida.

Pega bem o Neymar Jr. fazer publicidade de cerveja?

Até pode fazer, mas para a sua imagem de atleta a associação com bebida alcoólica não pega bem.

JJ

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04/17

Pense nisso e antecipe-se.

1) O Mp3 faliu as gravadoras.
2) O Netflix faliu as locadoras.
3) O Booking complicou as agências de turismo.
4) O Google faliu a Listel – páginas amarelas e as enciclopédias.
5) O Airbnb está complicando os hotéis.
6) O Whatsapp está complicando as operadoras de telefonia.
7) As mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação.
8) O Uber está complicando os taxistas.
9) A OLX acabou com os classificados de jornal.
10) O celular acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras.
11) O Zip Car está complicando as locadoras de veículos.
12) A Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis.
13) O email e a má gestão complicou os Correios.
14) A corrupção quebrou o Brasil.
15) O Waze acabou com o Gps.
16) O 5 andar está acabando com as imobiliárias que intermediam aluguéis.
17) O Original e o Nubank ameaçam o sistema bancário tradicional.
18) A “nuvem” complicou a vida dos “pen drive”.
19) O youtube complica a vida das tvs. Adolescentes não assistem mais canais abertos.
20) O Marketing de Rede mudou a forma de comércio. (Tenho Vagas chama no whatsap 11999704755 para ser atendido de primeira)

O mundo evoluiu, e com ele também a maneira de se viver e ganhar dinheiro. Quanto mais atrasada a nossa visão, mais caro pagaremos por isso.
ANTECIPE-SE!

 

Texto de Luciana Silva

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“Agências atentas se adaptam, mudam, se reinventam e continuam ativas no mercado”.

Antônio Lino Pinto, sócio da Viramundo Consultoria em Gestão e ex-sócio da Talent Propaganda, vem se aprofundando, ao longo dos últimos 30 anos, na gestão de agências de publicidade e já escreveu os livros “Pequenas Agências, Grandes Resultados” e “Abri minha agência. E agora?”. Foi o primeiro a escrever sobre o tema e se tornou um expert, uma espécie de guru no assunto.

Agora, parte para o seu terceiro livro, no qual traça um panorama completo de temas fundamentais para que uma agência de propaganda se alinhe às melhores práticas de gestão. O publicitário fará noite de autógrafos da obra ‘Gestão em Agências de Propaganda’  amanhã, a partir das 19h, no Restaurante Josephine,  na Vila Nova Conceição, em São Paulo. Entre os temas abordados, atualizados ou ampliados estão governança, rentabilidade, empreendedorismo, planejamento tributário, formas de crescimento e relação entre sócios, considerando, claro, as muitas mudanças no mercado, na economia e no comportamento das pessoas.  Confira abaixo os principais trechos da entrevista que o publicitário concedeu ao PROPMARK.

O negócio da publicidade vem se transformando profundamente. Como o mundo digital e os novos modelos de negócio vêm transformando a gestão das agências?

Lino – Estamos quase que de cabeça para baixo, se olharmos para 15/20 anos atrás. As transformações estão acontecendo, mas é como a calvície nos homens, só ficamos carecas depois de um longo tempo, já que é um processo lento e permite se pensar em alternativas, ou aceitar o fato. Nas empresas acontece de forma semelhante, porém em um ritmo mais acelerado.

Empresas atentas se adaptam, mudam, se reinventam e continuam ativas no mercado. As que não percebem ou não conseguem se adaptar ficam para trás e perdem relevância. Não é um processo fácil, mas está dando certo.

 Que aspectos precisam ser transformados para que a agência de hoje sobreviva a tantas mudanças e se adapte, possa mudar, para atender novas demandas?

Lino – Reinvenção. O Julio Ribeiro sempre pregava que a cada 5 anos a empresa deveria “trocar de casca”, ou seja, começar tudo de novo. Com a velocidade das mudanças hoje, ele com certeza diria que a “troca de casca” deveria ser constante ou pelo menos a cada um ou dois anos. Isso exige investimento. De tempo e de dinheiro. Não há alternativa, ou o investimento ou a irrelevância.

Gestão deve estar sempre se transformando? Em que medida?

Lino – Sim. Sempre se transformando. A medida é ditada pela velocidade das mudanças e das reais necessidades de cada empresa.

O que não muda nunca em gestão?

Lino – A necessidade de atenção constante. Tanto em períodos críticos, normais ou de bonanza, que convenhamos estão raros ultimamente.

O que de mais importante você aprendeu como consultor ao longo dos últimos anos, sobre gestão de agências?

Lino – Como estive e ainda estou muito próximo do mercado, participando de entidades como Abap/Cenp/Sindicato/Fenapro e com palestras por todo o Brasil, não me surpreendi muito com o que vi. Claro que com a Viramundo tive oportunidade de ter o tal olho no olho. Isso me ajudou muito a reforçar o que já sabia; que vivemos em dois mundos publicitários. Os das “grandes” agora praticamente todas multinacionais e o restante que são por volta de 8 a 10 mil, que têm demandas muito diferentes das multis.

O que encanta você nessa área, e o que mais desafia?

Lino – Sempre fui ligado à área financeira e administrativa. O encanto foi conviver com pessoas diferenciadas, abertas em um mercado onde os parceiros são todos muito próximos. Além de ter tido a sorte de descer de paraquedas em uma agência que se tornou referência para o mercado, a Talent. Os desafios foram poucos, mas ainda continuo com um, que é fazer com que os donos de agências entendam a importância da gestão no seu negócio. Isso vem melhorando mais ainda é muito pouco. Estamos lutando. A Fenapro preparou um “road show” para tratar só desse assunto. Um dia inteiro imerso com profissionais falando sobre o tema. Já agendamos 4: Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

O que aborda seu novo livro – em que difere dos anteriores, o que procura ensinar?

Lino – Meu primeiro livro surgiu por insistência da minha amiga, renomada Psicóloga e Terapeuta, Dra Sonia Daud. Nunca tinham me passado pela cabeça duas coisas: ser escritor e palestrante. Criei coragem e escrevi. Subestimei o fato. O livro foi um sucesso e descobri que era o primeiro sobre gestão no mercado publicitário. O Segundo veio por uma necessidade de complementação, já que tinha deixado de abordar muitos assuntos.

Os dois livros estão esgotados. Muitos assuntos deles foram importantes, mas ficaram datados. Outros necessitavam de atualização. Eu tinha duas alternativas: atualizá-los ou fazer tudo de novo. Optei por fazer um novo livro. Claro que boa parte dos assuntos são os mesmos, nem poderia ser diferente. Acrescentei algumas coisas e mudei a abordagem. Meu filho Antônio Lino Jr e sua esposa Paula Dib, que são feras em design, ficaram com a responsabilidade de montar um livro que, além do conteúdo, fosse algo visualmente bonito e moderno. Até porque como são assuntos que nem tudo publicitário gosta, imaginei que algo visualmente bonito pudesse atrair a atenção deles. O livro ficou leve e com abordagem sobre praticamente tudo: gestão de pessoas, relacionamento entre sócios, sócios, compliance, governança, como melhorar a rentabilidade. Enfim, são quase 100 tópicos que julgo fundamentais para a sobrevivência de uma agência.

O que faz um bom gestor, na sua opinião?

Lino – Meu livro nem está voltado para o gestor. Entendo que gestão é de responsabilidade dos sócios e do time principal da agência. Todos têm que atuar. Todos têm que ter essa responsabilidade com a perpetuidade da empresa e principalmente com uma agência ética, transparente de forma que todos se beneficiem do sucesso.

Que formação, idealmente, faz um bom gestor de agência?

Lino – Não vejo o gestor como uma figura, mas sim um colegiado pensando sempre nas melhores práticas e principalmente na perpetuação da agência, tanto na percepção do anunciante quanto do mercado. Esse colegiado são os sócios e sua equipe principal. Olhando apenas pelo lado da administração financeira, entendo que são necessários profissionais com muito conhecimento e principalmente modernos, até para quebrar essa dificuldade que o publicitário, dono, tem em se envolver com a área.

Como você enxerga o futuro da propaganda no Brasil, hoje?

Lino – Com muito otimismo. O nosso mercado está consolidado, não se discute mais se propaganda é ou não importante. Ela é fundamental para o desenvolvimento do país. É através dela que o consumidor tem condições de avaliar que produto deseja comprar. Me preocupam apenas duas coisas: a liberdade de expressão, pois há uma constante tentativa dos congressistas e de algumas entidades, em quererem controlar, limitar, ou decidir o que é bom para o setor, sem consultar o interessado que é o consumidor.  Dispomos de mecanismos de autorregulação que funcionam maravilhosamente. Por exemplo, o Conar.

A outra é o problema da remuneração. As agências precisam de talentos para atender as demandas do anunciante que vivem sob fogo cruzado com seus concorrentes. Talento custa caro. Cliente querendo fazer leilão de preços tem suas consequências. Uma é a qualidade discutível das campanhas,  o que a princípio pode fortalecer o seu concorrente.

Fonte: Propmark

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04/17

Jerry Adriani morreu.

O cantor Jerry Adriani, de 70 anos, morreu na tarde de hoje no hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Adriani, cujo nome verdadeiro era Jair Alves de Souza, estava se tratando de um câncer. Ele tinha 70 anos.

Nascido no bairro paulistano do Brás, Jair Alves de Souza começou a carreira como vocalista do grupo Os Rebeldes. Ele se tornou Jerry Adriani porque tinha a ideia de que para cantar rock era necessário ter um nome americano (Jerry) e era fã do ídolo italiano Adriano Celentano. Adriani apresentou programas dedicados ao rock na antiga TV Tupi, em São Paulo, e comandou – ao lado de Betty Faria e Neyde aparecida, entre outros – A Grande Parada, dedicada aos grandes nomes da música brasileira.

A princípio, Adriani cantava em italiano. Lançou dois discos na língua de Dante Aligheri até se render definitivamente ao rock nacional. Um Grande Amor, de 1965, foi seu primeiro álbum cantado em português. No auge da fama, em viagem à Bahia, ele foi acompanhado por uma banda de rock local chamada Raulzito e seus Panteras. Ficou tão impressionado com a sonoridade dos roqueiros soteropolitanos que os indicou para as gravadoras do Sudeste. O líder da banda, o Raulzito, era nada menos que o cantor e compositor Raul Seixas. Ele, aliás, foi responsável por um dos maiores grandes sucessos de Jerry Adriani, a balada Doce Doce Amor.

Embora fosse identificado com o movimento da jovem guarda, Adriani sempre foi um cantor eclético. A sua discografia é composta por álbuns ecléticos, no qual interpretou autores de soul music (Gioconda, do baiano Hyldon, de seu disco de 1970; e muitas canções de Robson Jorge, que fizeram parte do álbum de 1977), clássicos do repertório de Elvis Presley e Renato Russo. O mais recente disco de Adriani, o CD e DVD Outro, era composto por composições de Arnaldo Antunes, tango e até standards de jazz. Adriani, inclusive, participou do programa VEJA Música para falar sobre seu álbum e os momentos mais importantes de sua carreira.

 

No início de março, Adriani cancelou apresentações que faria na cidade de Salvador, na Bahia, por causa de uma trombose na perna. Após uma série de exames, foi detectado um câncer. Na ocasião, ele chegou a publicar um vídeo na internet para acalmar os fãs, desesperados com a notícia. Até o momento a família não deu maiores detalhes sobre o velório e o enterro do cantor. Até o momento não foram divulgados os detalhes do velório e do enterro de Adriani.

Fonte: Veja

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Unicef.

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04/17

A corrupção sem controle (e sem remorso).

Para muitos historiadores, a corrução brasileira é um legado do período colonial. Tem origem nos precursores da colonização, entre os quais portugueses deportados após cometerem crimes em Portugal. As capitanias hereditárias, concebidas em um modelo feudal, atraíram aventureiros que só pretendiam enriquecer rapidamente, pois os donatários com plenos poderes exploravam a terra, os habitantes, faziam e aplicavam as leis. Ainda nas primeiras décadas após o descobrimento, começaram a chegar os escravos, trazidos compulsoriamente da África em navios negreiros. O Brasil, diga-se de passagem, foi um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão.

Há pouco mais de um século, Rui Barbosa já se preocupava com as nulidades, a desonra, a injustiça e o poder crescente nas mãos dos maus. Em frase célebre, preconizou que o homem chegaria a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. A tanto não chegamos, felizmente. A enorme maioria dos brasileiros está chocada e enojada com tudo o que viu e ouviu nos últimos dias. Por outro lado, parodiando Rui Barbosa, chegamos ao momento em que o homem não tem vergonha de ser corrupto. Os delatores falam sobre seus crimes com extrema naturalidade, com arrogância e até com orgulho, sem qualquer constrangimento ou arrependimento. Se estão regenerados, não demonstram.

A podridão é tal que estamos surpresos com o que, na essência, já sabíamos. No meio do lamaçal estão citados 415 políticos de 26 partidos, incluindo cinco ex-presidentes (Sarney, Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma) e o próprio Temer, que só não será investigado em decorrência dos fatos serem anteriores à sua posse. Os valores são estarrecedores. Apenas com os R$ 10,3 bilhões que a Odebrecht movimentou no seu Departamento de Propinas, poderíamos, por exemplo, construir 5,4 mil creches para atender 800 mil crianças, ou mais de cinco mil Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), na área da Saúde.

A safadeza não tem ideologia, vai da extrema-direita à extrema-esquerda e envolve os governos federal, estaduais e municipais. A impressão que temos é que onde há “governo”, há corrupção. Os políticos e autoridades foram subornados para a celebração de contratos, para a realização de obras, para a edição de Medidas Provisórias e para a aprovação de Leis. O crime organizado se apropriou do Estado.

Na Constituição Federal há diversos artigos sobre os controles internos e externos da administração pública. Daí derivam quilos de leis, inclusive sobre transparência e responsabilidade fiscal, vários órgãos e inúmeras secretarias para fiscalização e controle, uma legião de burocratas, comissões, conselhos fiscais e de administração. Ainda assim, fomos roubados por uma dúzia de empresários desonestos e centenas de políticos corruptos, com a omissão e a cumplicidade de muitos.

A pergunta que não quer calar é por que as instituições não funcionaram? Os sistemas de controle interno e externo precisam ser reestruturados? Afinal, por que esta robusta estrutura não foi capaz de deter o italiano, o primo, a amante, o drácula, o comprido, o boca mole, o nervosinho, o próximus, o caranguejo, o amigo e tantos outros?

Sem dúvida, dentre as instituições que não cumpriram o seu dever estão os Tribunais de Contas. A preponderância de critérios políticos sobre os técnicos na indicação de ministros e conselheiros é uma das razões. Muitas dessas Cortes, a começar pela do Rio de Janeiro, foram capturadas por grupos políticos e se tornaram omissas e lenientes, desrespeitando criminosamente pareceres fundamentados dos auditores. Assim sendo, urge a aprovação da PEC 329/2013, que altera a forma de composição dos tribunais, e da PEC 40/2016 que aprimora o funcionamento dessas Casas. É agora ou nunca.

O momento seguinte à perplexidade diante de fatos tão graves será o da cobrança por agilidade nas investigações, nas denúncias e nos julgamentos. A percepção de que nas primeiras instâncias a celeridade é muito maior do que no Supremo Tribunal Federal tende a crescer. O STF não tem, no momento, estrutura para enfrentar essa avalanche de processos e precisa se organizar para não sair desmoralizado.

É conhecida a frase: “Tanto rouba o que vai à horta como o que fica à porta”. Nesse cenário pútrido, as instituições precisam funcionar na sua plenitude. As respostas precisam estar à altura da indignação da sociedade. Precisamos resolver os nossos problemas. As raízes da corrupção brasileira remontam ao período colonial, mas já se vão cinco séculos e não parece justo continuar a culpar os patrícios.

Gil Castello Branco é economista e fundador da Associação Contas Abertas.

 

Fonte: O Globo

 

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O ano vai começar!

A instabilidade é tão grande que sequer sabemos como poderá estar o País na semana que vêm ou após uma nova série de delações premiadas.

É muito difícil estabelecer um cenário de desenlace da crise política mais grave – e longa – da história republicana. Nada indica uma solução a curto prazo. Por outro lado, o seu prolongamento impede a recuperação econômica, isso depois do terrível triênio (2014-2016). Paradoxalmente, o governo obteve importantes vitórias no Congresso Nacional, aprovando medidas consideradas impopulares com relativa facilidade.
O momento de “nem paz, nem guerra” mantém o País em compasso permanente de espera. A cada semana somos apresentados a mais uma faceta do projeto criminoso petista de poder. Os vídeos dos depoimentos são estarrecedores. Tanto delatores como delatados, em momento algum, pediram desculpas pelos crimes cometidos. Tentam buscar alguma justificativa histórica – como se fosse possível – para o maior desvio de recursos públicos da história da humanidade.
O Brasil corre o risco de entrar em 2018 – um ano eleitoral – com o espetáculo das delações apresentando novos fatos e personagens, como em um interminável filme. A aceleração dos julgamentos da Lava Jato, especialmente, poderá ser o ponto de inflexão. E o marco poderá ser a condenação de Lula, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no primeiro processo (há mais quatro, até o momento).
A relativa paralisia política do primeiro quadrimestre deverá ser interrompida já no início de maio, no dia 3, quando do depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro. A temperatura política vai subir. Manifestações vão ocorrer na área próxima ao tribunal e não devem ser descartados possíveis confrontos entre os manifestantes e entre esses e as forças de segurança. A tática petista será a de, internamente, na audiência, desqualificar os procedimentos adotados pelo juiz Moro, e, externamente, buscar um embate, sempre à procura de um cadáver. A aproximação do PT com partidos mais à sua esquerda, como
a Causa Operária, é um claro sinal de que pretende enfrentar o Estado democrático de Direito. O ano político de 2017, finalmente, começou.

Marco Antonio Villa, historiador.

Istoé foto MAV

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