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02/17

55% dos brasileiros estão otimistas.

Para 55% dos brasileiros, o país está entre o meio e o fim da crise, aponta uma nova pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência. Apesar da percepção positiva da maioria da população, ainda há 41% que acreditam que esse é só o começo da crise.

O estudo mostra também que o brasileiro está otimista com 2017: quase metade da população (45%) considera que este ano será melhor do que 2016. Já 31% dos brasileiros consideram que 2017 será igual ao ano passado, enquanto 21% acham que será pior.

Apesar do otimismo, a população está insatisfeita com a economia do país. Em janeiro, 60% dos brasileiros estavam insatisfeitos com o funcionamento da economia no país, percentual levemente acima dos 56% verificados em julho de 2015. 32% estão pouco satisfeitos, enquanto apenas 16% estão satisfeitos.

“A pesquisa mostra que em um ano no qual as pessoas estão muito indignadas e desconfortáveis com tantas notícias sobre corrupção, parece haver uma necessidade de resgatar valores primários como honestidade e sinceridade. Em ano de falência das instituições, a solidariedade também se tornou necessária e valorizada”, diz Marcia Akinaga, diretora de quali+inovação do Ibope Inteligência.

Natal das lembrancinhas

O Ibope também quis saber como foram as compras do Natal dos brasileiros em 2016: apenas 33% da população comprou presentes nesta data, a mais importante para o varejo brasileiro. Entre os consumidores das classes A e B, só metade comprou algum presente.

“Para aqueles que presentearam alguém, foi um momento de mudanças. Novamente, foi o Natal da lembrancinha”, destacaMárcia Sola, diretora da unidade de shopping, varejo e imobiliário do Ibope Inteligência. “Os presentes foram mais funcionais e utilitários, como toalhas de mesa e banho, sapatos, sandálias, e houve bastante pesquisa de preço”, conclui.

A pesquisa também indica que as marcas não se diferenciaram no Natal, perdendo oportunidades. “As marcas perderam a chance de se associarem aos shoppings para fazerem ações promocionais. Era uma boa oportunidade de parceria em um local onde ainda é possível resgatar o clima natalino, tão ausente nos espaços públicos, ou então de oferecerem experiências natalinas em um momento no qual o consumidor estava com dificuldade de se conectar ao Natal”, ressalta Márcia Sola.

Fonte: Propmark

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02/17

Google renova parceria com MRC para auditar métricas do YouTube.

O Google acaba de anunciar novidades na sua relação com os anunciantes por meio de desdobramentos de sua parceria com o MRC (Media Rating Council), que desde 2006 faz verificação e auditoria dos dados da plataforma em parceria com a Ernst and Young. Agora, nesse recente esforço da empresa para garantir transparência e confiança, o MRC passa a auditar também todas as métricas do YouTube em todas as plataformas, incluindo o Google AdWords e o DoubleClick.

Além disso, a MRC contratou a Ernst & Young para auditar e verificar que cada uma das integrações de visibilidade de terceiros no YouTube seja devidamente coletada, processada e relatada de acordo com as diretrizes do órgão. Esta é a primeira vez que a integração com terceiros foi auditada pelo MRC.

Assim, a auditoria validará que a coleta, agregação e relatório de dados para impressões de vídeo veiculadas, impressões visíveis, estatísticas de visibilidade relacionadas e General Invalid Traffic (GIVT) entre desktop e móvel para cada integração cumprem os padrões MRC e IAB. Em suma, a mudança visa garantir que os anunciantes tenham mais confiança nas métricas retornadas por esses parceiros terceiros sobre suas campanhas no YouTube.

O anúncio global foi feito pelo Google por meio de sua assessoria de imprensa e por meio de um post assinado por Babak Pahlavan, diretor sênior de gerenciamento de produtos, soluções de análise e mensuração do Google, que será aberto ao público. Confira o anúncio da novidade na íntegra:

Construindo confiança e aumentando a transparência com métricas verificadas pelo Media Rating Council

Mensuração tem sido um assunto recorrente em nossas conversas recentes com os anunciantes e por uma boa razão. Como dissemos muitas vezes: “Se você não pode medir algo, como sabe que funcionou?” Comprometer-se com mensuração é fundamental, mas é apenas o primeiro passo. Acreditamos que a indústria precisa de métricas que sejam confiáveis, transparentes e facilmente verificadas. Hoje, estamos satisfeitos por compartilhar diversas atualizações sobre o trabalho que estamos fazendo com parceiros de auditoria e auditores terceirizados para garantir que as métricas disponíveis no Google sejam objetivas e precisas.

Transparência e confiança são os princípios fundamentais da nossa estratégia de mensuração. Acreditamos verdadeiramente na necessidade da verificação de terceiros por meio do Media Rating Council (MRC). Recebemos nossas primeiras acreditações em 2006 e, durante mais de 10 anos, formamos uma parceria com o MRC, defendendo padrões em toda a indústria e contribuindo para discussões que estabelecem diretrizes para medir a eficácia dos anúncios. Atualmente, temos mais de 30 acreditações do MRC, que contemplam exibição e vídeo, desktop, web e aplicativos para dispositivos móveis, cliques, reproduções, impressões e visibilidade.

Credenciamento do MRC para relatórios de visibilidade de terceiros no YouTube

Em 2016, concluímos integrações com o Moat, Integral Ad Science e DoubleVerify para permitir relatórios de visibilidade de terceiros no YouTube. Essas integrações oferecem aos anunciantes uma opção adicional para medir viewability no YouTube, complementando o Active View.

Hoje, estamos anunciando que cada uma dessas integrações será submetida a uma auditoria rigorosa e independente para a acreditação do MRC. A auditoria validará que a coleta, agregação e relatório de dados para impressões de vídeo veiculadas, impressões visíveis, estatísticas de visibilidade relacionadas e General Invalid Traffic (GIVT) entre desktop e móvel para cada integração cumprem os padrões MRC e IAB. Em suma, os anunciantes terão ainda mais confiança nas métricas retornadas por esses parceiros terceiros sobre suas campanhas no YouTube.

“A divulgação por parte do Google de que estão realizando uma auditoria independente de suas integrações de relatórios de visibilidade de terceiros é um passo positivo para os profissionais de marketing. Na ANA, nosso objetivo é criar transparência para a cadeia de fornecimento de publicidade. Essa ação do Google demonstra o compromisso da empresa conosco para atingirmos esse objetivo”, afirma Bob Liodice, Presidente e CEO da Association for National Advertisers.

Novas validações do MRC para DoubleClick e AdWords

O compromisso com a acreditação MRC vai além do nosso interesse em incluir nossas soluções nas mídias. O Google já possui várias credenciais para o DoubleClick, e hoje estamos anunciando que agora estamos totalmente credenciados para impressões de vídeo e estatísticas de visibilidade para web de desktop, web para celular e aplicativos para celular no DoubleClick Campaign Manager.

Também estamos buscando acreditação do MRC para impressões de vídeo e estatísticas de visibilidade e detecção GIVT para exibição e vídeo no AdWords e no DoubleClick Bid Manager. Essas auditorias do MRC incluirão todos os vídeos disponíveis por meio dessas plataformas de compra – incluindo o inventário do YouTube e dos parceiros.

“O compromisso do Google com as iniciativas da MRC tem sido inabalável ao longo do tempo e sua participação em projetos de padrões da indústria tem sido muito útil. Estamos ansiosos para trabalhar nessas novas auditorias e expandir a confiança do setor em relação às integrações de terceiros do YouTube e ao DoubleClick Bid Manager”, completa George Ivie, CEO e Diretor Executivo do Media Rating Council

Reforço que transparência e confiança são de extrema importância para a mensuração e são fundamentais para a nossa estratégia de oferecer aos profissionais de marketing e editores as métricas e insights  para tomar as melhores decisões. Uma fundação sólida foi criada, mas há muito mais trabalho a fazer. Em 2017, vamos continuar a procurar maneiras de elevar o nível de transparência e confiabilidade de mensuração, e contamos com sua parceria ao longo do caminho.

 Babak Pahlavan, Diretor Sênior de Gerenciamento de Produtos, Soluções de Análise e Mensuração do Google.

No Propmak

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02/17

Dos 6 mil idiomas existentes no mundo, quase a metade vai desaparecer.

Professora diante da lousa e alunos em aula de sórbio com Cottbus, no leste da AlemanhaAula de sórbio em Cottbus, no leste da Alemanha.

Por todo o mundo há idiomas ameaçados de extinção. Seja na Alemanha, onde o baixo-sórbio só é falado por 7 mil pessoas; ou na América do Norte, onde só 250 nativos ainda utilizam o cayuga, sua língua materna. Na Austrália, o dalabon é preservado por apenas 11 pessoas – ou talvez menos, já que o último censo data de mais de dez anos.

Com o Dia Internacional da Língua Materna, a ONU procura ressaltar todos os anos a importância da diversidade linguística. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) calcula que existam cerca de 6 mil idiomas no mundo, dos quais 2.500 têm sua existência ameaçada.

“Um sinal bem óbvio de perigo é quando os pais não falam mais a própria língua com os filhos”, explica Katharina Haude, pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Paris, e vice-presidente honorária da Sociedade Alemã de Idiomas Ameaçados.

Haude observou esse fenômeno na América Latina. Ao longo de dez anos, ela viajou regularmente para Santa Ana del Yacuma, no norte da Bolívia. Na cidade de 12 mil habitantes vivem os últimos 1.500 falantes da língua indígena movima, a maioria deles acima dos 70 anos de idade.

Idiomas nativos como esse, não documentados por escrito, estão especialmente ameaçados. Segundo Haude, o desaparecimento das línguas faladas por pequenos grupos na Bolívia, como o movima, está também relacionado à ampliação do sistema escolar.

“Nos anos 50 anos, foram construídas escolas na Bolívia em que só se ensinava espanhol”, o que levou os genitores a deixarem de praticar a própria língua com os filhos. Só com a reforma do ensino, as 30 línguas indígenas do país retornaram às escolas, em 1994, recuperando em parte seu prestígio.

Internet como esperança

Os linguistas têm diferentes explicações para o declínio de certos idiomas. “Um fator é, seguramente, a globalização”, afirma Paul Trilsbeek, diretor do Arquivo Multimídia de Idiomas Ameaçados do Instituto Max Planck de Psicolinguística, em Nimwegen, Holanda.

“As pessoas pensam que terão melhores chances na vida se falarem línguas mais difundidas”, aponta. Outro fator é a migração continuada das zonas rurais para as grandes cidades.

Segundo a Unesco, mais de 200 idiomas foram extintos desde os anos 1950. E, de acordo com Trilsbeek, “nas últimas décadas o número das línguas desaparecidas parece ter aumentado”.

Para reunir os registros em áudio e vídeo que compõem o arquivo digital dirigido por ele, pesquisadores viajaram durante dez anos aos locais mais distantes do mundo, a fim de contatar os habitantes cuja língua materna estava sob risco de extinção.

“A meta do projeto era documentar para pesquisa os idiomas ameaçados, mas o arquivo também pode ser importante para as comunidades linguísticas”, explica Trilsbeek. Contudo, isso não basta para reavivar um idioma em extinção.

“Em primeiro lugar, é preciso criar uma nova motivação para que se transmita a língua às gerações subsequentes”, diz o diretor do arquivo.

O fato de cada vez mais pessoas terem smartphones e acesso à internet se tornou um aliado nessa luta, aponta. “Desse modo, há também cada vez mais línguas indígenas online, por exemplo no YouTube. Isso também poderá ajudar a preservar as diferentes línguas.”

Fonte: DW/Deutsche Welle

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02/17

Bote a mão no vinil.

Aperto a tecla de rewind. Não existe onomatopeia para esse som. A cortina do box segurava as gotas de água do banho. Não importava o quão forte o chuveiro fosse, a cortina tremulava, mas impedia o banheiro de ficar molhado. Eu não lembro que idade eu tinha, talvez quatro anos. É uma memória de quando o meu HD ainda estava vazio e, mesmo hoje, ainda consigo acessar essa imagem. Eu ficava olhando aquilo encantado. Até que veio o rompante: se ela segura a água em gotas, como se comportaria com um baldinho de praia cheio.

Acumulei a água e já me sentindo o descobridor dos sete mares, tirei a prova real. Óbvio que a cortina não segurou, o chão ficou encharcado e eu apaguei um possível castigo da lembrança. Na infância, fui soterrado por um armário em meio a uma escalada, coloquei fogo na banheira, parei em uma emergência oftalmológica por escavar embaixo de um sofá, fiz guerra de água-viva e caroço de pitomba empanado na areia. Por sorte, encontrei os livros, a música, as ondas e as redações na escola para extravasar de forma menos inconsequente, essa curiosidade.

Continuo no rewind até me ver inserido na série Hip-Hop Evolution da Netflix. Ao meu lado, o mito Grandmaster Flash. Ao redor, centenas de bolachas de vinis. Entre nós, uma história sobre quando os tabus são quebrados sem que você precise ficar de castigo.

Houve um tempo em que tocar no meio do disco era proibido. O mito era que ao fazer isso, o disco estragaria, a agulha padeceria com a proximidade daqueles dedos. Não encostarás jamais no centro de um vinil girando na vitrola, era o que estava gravado na pedra fundamental ou escrito com caneta para retroprojetor na contracapa primordial. E assim todos seguiam sem questionar.

No primeiro episódio da série, descobrimos que a mixagem naquela época era feita de duas maneiras bem distintas. Nas rádios, o volume de uma canção diminuía para que a outra começasse. Era uma troca simples, ainda que mágica para o ouvinte. E aí surge o DJ Kool Herc e quebra tudo. Seu estilo de mixar muda o foco da música como um todo para a parte mais suingada, o break, onde o baixo e a bateria ditavam o ritmo. Com duas cópias de um mesmo disco, ou com vinis diferentes, Kool Herc era capaz de estender a música infinitamente com uma batida nunca antes ouvida. Assim, ele inicia a cultura hip-hop.

Grandmaster Flash, um inquieto por natureza, resolve ir adiante. As questões que ele lança parecem óbvias quando olhamos hoje, mas soam como sacrilégio se localizadas na época. Se as chances de colocar a agulha no lugar certo eram pequenas, por que focar na agulha? Como deixar de ser um adivinho? E no momento mais emocionante da série, ele explica: “Depois de tentar muitas coisas diferentes, eu coloquei os dedos no vinil. Soltei, parei, soltei, parei. Eu sabia que tinha controle absoluto do disco.” Munido de um giz de cera, Flash caminha para queimar no inferno dos paradigmas e faz um risco circular no disco para marcar o início do beat escolhido. E faz uma linha que ajude a contar as voltas dadas até o fim da seleção. O vinil gira, ele faz a contagem, freia com a mão e gira ao contrário. Com esse advento, o trecho passa a ter início e fim certeiros. E a música nunca mais foi a mesma.

Ao não seguir o estatuto do condomínio musical, Grandmaster Flash muda a equação e Nelson George sintetiza a conquista: “A ideia de que a tecnologia não era só para tocar o disco. Eu posso tocar a tecnologia.” E esse é o ponto central para discos ou marcas. Quem mixa ainda são as pessoas.

Criatividade é hackear o sistema. Se é proibido, questione. Se parece uma tábua com mandamentos, rasure. O ponto de virada acontece quando tabus são ignorados. O cofundador da Netflix, Mitch Lowe, revelou que no início da companhia todo mundo dizia que era uma ideia estúpida. Ou seja, uma das empresas que melhor utiliza o cruzamento de big data com criatividade começou desacreditada.

Eu fracassei jogando água na cortina do box. Alguns lampejos são apenas imbecis mesmo. Porém com a invenção do scratch, tive a alegria de girar Stairway to Heaven ao contrário na tentativa de escutar uma mensagem diabólica. A lição de Grandmaster Flash é que inovação nasce quando você bota a mão no vinil sem pedir licença, nem bênção. Ainda que muita gente estranhe o silêncio da pausa, o tempo há de se encarregar de celebrar o momento da quebra. Tenha sempre na cabeça que histórias de pessoas que fizeram o apenas trivial não costumam render uma série. A evolução pertence aos inconformados, aos inquietos.

Bote a mão no vinil

André Kassu

Sócio da Crispin Porter + Bogusky Brasil

Em Meio e Mensagem

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02/17

Compras em sites internacionais prejudicam desempenho do varejo nacional.

Em 2016, 21,2 milhões de brasileiros compraram em sites internacionais. É o que aponta a 35ª edição do relatório bianual WebShoppers desenvolvido pela Ebit. Entre os destaques deste ano estão os dados da pesquisa Cross-Border, que avaliou o comportamento de compras em sites internacionais.

Se em 2015, 54% dos consumidores afirmaram ter comprado em sites internacionais, em 2016, mesmo com um cenário cambial não muito favorável, onde a cotação do dólar ultrapassou a casa dos R$ 4 nos primeiros meses do ano, o quadro se manteve estável e esse número alcançou 53%.

Foram gastos em torno de R$ US$ 2,4 bilhões em sites fora do País, um crescimento de 17% frente ao ano de 2015.

Segundo dados da Ebit, o fator determinante para o crescimento do faturamento das compras em sites internacionais, em 2016, foi o aumento do número de consumidores. Em compensação, caiu a frequência da média de compras por consumidor, passando de 3,8 para 3,7. Por outro lado, o gasto individual dos compradores (tíquete médio) permaneceu estável, registrando US$ 35,69.

Para Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, o aumento das compras em sites internacionais pode ser prejudicial para alguns varejistas nacionais: “Existe uma concorrência desleal em favor das empresas estrangeiras pelo fato de grande parcela dos produtos atravessarem as fronteiras sem recolhimento de impostos de importação, o que os torna muito mais baratos se comparados com os nacionais”, afirma.

De acordo com o relatório, os sites chineses, como o Aliexpress.com, ainda dominam a preferência dos compradores on-line (45%). Já a Amazon.com, que deteve 40% das preferências, ficou em segundo lugar e ultrapassou o Ebay, (26%). O único site que apresentou aumento em relação ao ano anterior na preferência do consumidor foi a Apple (Internacional) que alcançou 10%.

Entre as categorias mais compradas em sites internacionais, podemos destacar Eletrônico (34%), Informática (25%), Moda e Acessórios (24%) e Telefonia e Celulares ( 18%). De acordo com o relatório, outra categoria que apre­sentou crescimento expressivo foi a de acessórios automotivos, que ganhou três pontos porcen­tuais em 2016. Traçando um pa­ralelo com as compras em sites nacionais, o aumento no fatura­mento em 2016 foi impulsiona­do pela retração nas vendas de veículos novos e a consequente necessidade de realizar manu­tenção na frota de automóveis usados (crescimento nominal de 58% em relação a 2015).

Segundo Guasti, o que leva os brasileiros às compras internacionais virtuais é o preço mais baixo dos produtos. Em alguns casos essa diferença chega a superar os 80%, o que faz o consumidor muitas vezes preferir comprar e esperar a entrega em um período muito superior se comprasse em sites nacionais. O segundo fator mais importante são novos lançamentos ou produtos que ainda não estão disponíveis no Brasil.

De acordo com o WebShoppers, em 2016, 79% dos consumidores afirmaram ter recebido o produto no prazo prometido, sendo que a média para entrega chegou a 36 dias.

Fiscalização

Pedro Guasti acredita que para o e-commerce brasileiro concorrer de forma justa com o mercado internacional, a Receita Federal deveria implementar um sistema de fiscalização mais rigoroso obrigando a todos que compram fora pagar imposto de importação. Além disso, as empresas estrangeiras que vendem no Brasil deveriam oferecer os mesmos direitos de empresas locais como garantia, troca, devolução e direito de arrependimento.

Mesmo com a alta do dólar, 67% dos brasileiros entrevistados continuam comprando em sites internacionais, mesmo porcentual apresentado em 2015 e alegam que o preço mais baixo é a principal razão para realizar as compras.

Além disso, outros fatores que contribuíram para as compras em sites internacionais foram frete e impostos. Mais da metade dos entrevistados não pagaram frete (52%), enquanto 53% afirmaram que não pagaram impostos em sua última compra internacional em 2016.

Fonte: Varejista

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02/17

Compartilhar informações pessoais…por um preço.

A confiança parece ser uma moeda em baixa nos EUA. Um estudo da LoyaltyOne apontou que apenas 43% dos norteamericanos confiam às empresas suas informações pessoais e em torno de 50% deles têm dúvidas sobre se as empresas estão protegendo bem aquelas informações. Some-se a isso o constante noticiário sobre ataques de hackers – Yahoo, LinkedIn, Ashley Madison, Panama Papers, Partido Democrata, entre outros – e realmente não há motivos para se sentir confiante.

Mas nem tudo são más noticias. O mesmo estudo mostrou que os consumidores entre 25 e 50 anos estão cada vez mais confortáveis com a ideia de compartilhar suas informações – por um preço. Que pode ser um serviço melhor, ou incentivos, incluindo descontos, eventos e ofertas exclusivas, ou uma melhor experiência de compra, ou comunicações relevantes. “Relevante”, na verdade, é a chave. Um exemplo que está no estudo da LoyaltyOne é o de um homem solteiro de meia idade reclamou que comprava todo mês de um determinado varejistas e mesmo assim continuava a receber emails com produtos femininos. É o tipo de coisa que vai azedando a relação e levanta questões sobre como um negócio está usando e protegendo a informação privada que reúne.

Fonte: LoyaltyOne

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02/17

Como criar vídeos de marcas mais eficazes no Twitter.

Twitter

O que faz as pessoas assistirem a vídeos no Twitter? Segundo estudo da empresa em parceria com o Omnicom Media Group (OMG) com consumidores de 18 a 49 anos, utilizando técnicas de neurociência, o conteúdo do vídeo adaptado ao ambiente habitual da plataforma gera melhores resultados. A pesquisa, conduzida pela agência de pesquisa Neuro-Insight, testou a performance de vídeos de 20 marcas de sete verticais através da medição da atividade cerebral dos participantes enquanto navegavam em suas timelines do Twitter.

Segundo o estudo, os vídeos de marcas geram respostas semelhantes às verificadas nas interações habituais dos consumidores no Twitter. Isso indica um estado neurológico alinhado na visualização de anúncios e do conteúdo geral da plataforma, mostrando que as pessoas são receptivas às informações das marcas.

A pesquisa revela ainda que, no Twitter, os consumidores se identificam com o que veem, entendem os detalhes dos vídeos com rapidez e conseguem processar a mensagem de forma eficaz. Os vídeos de exibição automática nas timelines geram respostas de memória ligeiramente melhores que os vídeos assistidos em tela cheia.

Duração e som

O estudo traz ainda insights sobre a duração do anúncio e do impacto do áudio.

Vídeos mais curtos, por exemplo, de 15 segundos ou menos, tendem a ser mais lembrados. Para a TV, a tendência é oposta: vídeos com 30 segundos são mais eficazes que os formatos mais curtos. A natureza de navegação no Twitter indica que é necessário menos tempo para capturar a atenção do consumidor e impactá-lo na plataforma.

Os três primeiros segundos de vídeo não precisam de áudio para capturar a atenção e gerar resposta – a relevância pessoal e a codificação de memória apresentaram o mesmo nível se o som estava ligado ou desligado. Mas, quando alguém assiste ao vídeo inteiro, a presença de som é capaz de elevar todas as métricas principais – e o diálogo tem mais impacto do que a música.

Segundo o estudo, a receptividade dos vídeos é maior no início de uma navegação no Twitter. O primeiro vídeo visto na timeline gera, em média, um aumento de 22% em todas as métricas, como memorização, intenção de compra e relevância pessoal, em relação aos vídeos vistos depois. Isso reforça a eficácia do “First View”, recurso do Twitter para parceiros que coloca o vídeo no topo da timeline dos consumidores por 24 horas.

Período do dia

Outra constatação é que as respostas cerebrais dos consumidores sofrem variações ao longo do dia. Na parte da manhã, os vídeos tendem a gerar um sentimento de relevância pessoal e estimular memória em detalhes. Mais tarde, é percebida uma resposta mais emocional, com maior memória visual. Isso significa que há uma oportunidade para que as marcas alinhem os conteúdos aos momentos do dia. Por exemplo, é melhor compartilhar dicas e informações úteis pela manhã.

Narrativas, tópicos, pessoas e legendas

Atributos criativos no vídeo também fazem com que as pessoas estejam mais propensas a assisti-lo. Vídeos com uma narrativa no início, por exemplo, têm 58% mais chance de serem vistos após três segundos do que outros vídeos testados. Eles também provocam uma maior resposta cerebral segundo todas as métricas. Já os vídeos com conteúdo em tópicos têm 32% mais chance de serem assistidos após três segundos e apresentam uma taxa de conclusão 11% maior que a de que outros vídeos testados. Além disso, alinhar o vídeo a algo culturalmente relevante ou atual faz com que cérebro responda ainda melhor.

Outro aspecto apontado é que a presença de pessoas nos três primeiros segundos de um vídeo tem um grande impacto na relação emocional que os espectadores têm com o conteúdo: 133% maior do que em vídeos sem pessoas. E vídeos com texto são 11% mais propensos a visualização e têm 28% mais chance de serem assistidos até o final. Pensando na estratégia de utilizar vídeos sem som, o uso de texto em vídeo se mostra uma abordagem eficaz.

O estudo foi realizado em setembro de 2016 com 127 consumidores do Reino Unido. Os participantes tiveram sua atividade cerebral monitorada segundo a segundo enquanto navegavam em suas timelines do Twitter e assistiam a vídeos em seus dispositivos móveis pessoais. A pesquisa foi estruturada em três fases: navegação natural no Twitter, navegação natural do Twitter com vídeos específicos inseridos na timeline e visualização induzida de conteúdo específico de vídeo. Ao todo, foram registradas 130 horas de uso do Twitter.

Insights sobre vídeos mais eficazes na timeline

  • Os três primeiros segundos não precisam de áudio para capturar atenção.
  • Vídeos assistidos pela manhã tendem a gerar mais sentimento de relevância pessoal.
  • Vídeos com uma narrativa no início têm 58% mais chance de serem vistos.
  • Vídeos com conteúdo em tópicos têm 32% mais chance de serem assistidos após 3 segundos e apresentam uma taxa de conclusão 11% maior.
  • A presença de pessoas nos 3 primeiros segundos gera uma relação emocional do consumidor com o conteúdo 133% maior.
  • Textos (ou legendas) são 11% mais propensos a visualização e têm 28% mais chance de serem assistidos até o final.
  • Diálogos são mais efetivos que música para gerar relevância pessoal, emoção e ativar memória.

Fonte: Adnews

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02/17

A suruba do senador.

“Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”, afirmou ontem o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), quando líderes da base e da oposição no Congresso ameaçam aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para retirar o foro privilegiado de magistrados e integrantes do Ministério Público caso o Supremo Tribunal Federal (STF) leve adiante a proposta de restringir o foro de políticos somente para crimes cometidos no exercício do mandato eletivo.

Este é o nível do Senado da República e do líder do governo na Casa. Esta é a qualidade da política no Brasil.

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02/17

Manifesto de Zuckerberg.

Mark Zuckerberg

O presidente executivo (CEO) e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, escreveu longo texto em seu perfil direcionado aos usuários da rede social para mostrar sua visão de mundo e defender a globalização e a ideia de uma “comunidade global” sustentada pelo Facebook. As informações são da agência de notícias italiana Ansa.

O texto foi publicado em momento em que tanto Zuckerberg quanto o Facebook têm sido alvo de críticas e acusações de censura, discurso de ódio e de alegadas inconsistências na aplicação de políticas de conteúdo. Além disso, a rede é acusada de influenciar nos resultados das eleições norte-americanas, vencidas por Donald Trump, por conta da propagação de notícias falsas (fake news).

“Nossas maiores oportunidades são globais – como espalhar a prosperidade e a liberdade, promover a paz e a compreensão, tirar as pessoas da pobreza e acelerar a ciência. Nossos grandes desafios também exigem respostas globais – como acabar com o terrorismo, lutar contra as mudanças climáticas e prevenir pandemias. O progresso agora exige que a humanidade se una, não como cidades ou nações, mas como uma comunidade global”, escreveu Zuckerberg.

No texto, ele propõe série de medidas para construção dessa “comunidade global”, tidas como os “cinco mandamentos” que consistem em comunidades solidárias, comunidades seguras, comunidades informadas, comunidades civicamente engajadas e comunidades inclusivas.

“A precisão de informação é muito importante. Nós sabemos que existe desinformação, e até conteúdos descaradamente falsos, no Facebook, e levamos isso muito a sério. Fizemos progresso ao combater farsas da forma que combatemos spam [e-mails não solicitados], mas temos mais trabalho”, afirmou.

Fonte: Comunique-se

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02/17

No poste.

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