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04/17

Futebol brasileiro parou no tempo.

O futebol brasileiro vive uma profunda crise, tanto financeira como mercadológica e não é de hoje. Os motivos não são novos, mas vem se intensificando de forma rápida.

Basta uma comparação com a realidade da Europa para perceber que estamos cavando um abismo, resultado de décadas de ostracismo e falta de inovação na gestão dos clubes.

Enquanto os times europeus aproveitaram as mudanças no ambiente político e legal na década de 1990, com efeitos extremamente positivos para seus negócios, nosso mercado parou no tempo.

Os clubes brasileiros, deitados em berço esplêndido, como diz a letra do nosso hino, simplesmente não fizeram nada para mudar esse cenário. A gestão dos clubes permanece similar ao que faziam na década de 1970.

Dirigentes amadores, modelo de negócio antiquado, administrações arcaicas, marketing de terceira categoria e falta de modernização de suas estruturas administrativas são alguns fatores.

No Brasil, gestão de futebol é sinônimo de investimento em salários, contratações e em centros de treinamento.

Traçando um paralelo com o mundo das empresas, é como se as indústrias se preocupassem apenas em investimento em plantas industriais, sem uma visão moderna de gestão de marcas, plataformas eficientes de comercialização de produtos e dedicação constante na busca da lealdade do consumidor.

O mundo empresarial evoluiu, pois sabia que sem investimentos maciços na gestão do seu negócio, de nada adiantaria produzir produtos.

Essa mudança foi vital para crescerem.

No futebol brasileiro quanto mais os clubes investem na área técnica, menos desenvolvem seu negócio. É um paradoxo, mas é nossa realidade.

Os maiores clubes brasileiros em 2007, por exemplo, gastaram R$ 934 milhões com seus departamentos de futebol. Em 2015, os valores atingiram R$ 2,7 bilhões. E quanto mais gastaram, menos qualidade apresentaram.

Custos com futebol

Os investimentos no futebol, bem diferente da Europa não impulsionaram novas receitas. Não há uma visão de retorno sobre investimento.

Isso gerou em aumento substancial dos déficits e crescimento das dívidas, muitas delas resultado dessa irresponsabilidade no aumento dos gastos. Para financiar suas atividades, sem grandes receitas, sempre contraem empréstimos, sonegam impostos e empurram com a barriga suas dívidas para futuras gestões.

Temos vários exemplos de clubes que gastam mais em juros bancários do que em investimento na categoria de base, por exemplo. E essas despesas financeiras estrangularam sua gestão, criando um ciclo vicioso sem fim.

Que resulta no baixo desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do futebol nacional.

Os clubes não investem fora do âmbito das quatro linhas, pois consideram ser esse seu principal foco. E esse é o maior erro. Enquanto acharem que isso está correto, não sairemos desse buraco que nos encontramos.

Somado a isso, temos uma deterioração do produto futebol no Brasil, mesmo depois de uma Copa do Mundo e quase R$ 9 bilhões de investimentos em novas arenas.

Isso demonstra que embora tenhamos um mercado gigantesco, somente mudanças radicais nesses conceitos desgastados e antiquados é que sairemos dessa crise, que parece sem fim.

Gestão corporativa, a saída para a crise

Se o mercado brasileiro de futebol quiser evoluir terá que mudar muita coisa e o mais rápido possível.

Atualmente, o modelo político empregado por praticamente 100% dos clubes é o maior obstáculo ao nosso crescimento.

A gestão dos clubes precisa estar alinhada com modernas práticas de governança e gestão corporativa.

E para que as receitas cresçam, teremos que mudar muita coisa no departamento de marketing dos clubes, com a implantação de um marketing esportivo muito mais eficiente, criativo e comercialmente atrativo.

Amir Somoggi, especialista em marketing esportivo, na Placar.

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04/17

Folha antecipa em 4 dias resultado da licitação de publicidade do Banco do Brasil – antes da abertura dos envelopes.

O jornal Folha de S.Paulo ficou sabendo do resultado da licitação de publicidade do Banco do Brasil quatro dias antes da abertura dos envelopes, que ocorreu ontem.

A licitação foi vencida pela empresa Multi Solution, superando as concorrentes Nova/sb e a Z+, segundo o jornal. O contrato, de até R$ 500 milhões, será dividido entre as três ao longo dos próximos 12 meses, que são prorrogáveis por até 60 meses. O total ficaria em R$ 2,5 bilhões, sem considerar reajustes.

A Folha registrou o resultado em cartório na quinta-feira passada e o publicou em um anúncio cifrado na seção de classificados na edição do último domingo.

O jornal também foi informado de que houve direcionamento dentro do BB para que a Multi Solution vencesse a licitação, que, de acordo com a Folha, foi a de maior valor realizada no governo Temer até agora.

Em resposta ao jornal, o BB disse que obedeceu rigorosamente a legislação, afirmando que a definição das vencedoras foi norteada por critérios técnicos.

Ainda na reportagem da Folha de S. Paulo, o banco disse que vai publicar amanhã todas as propostas técnicas que foram apresentadas na licitação, junto com as respectivas notas atribuídas pela comissão responsável pela avaliação, o que possibilitará a verificação de todo o processo por qualquer interessado.

Também em resposta ao jornal, a Multi Solution negou qualquer favorecimento.

Fonte: Exame

BANCO DO BRASIL CANCELA CONCORRÊNCIA

O Banco do Brasil suspendeu o resultado da concorrência da sua conta publicitária, segundo a Folha de S. Paulo. Depois que o jornal denunciou que sabia o nome da primeira colocada quatro dias antes da abertura oficial dos envelopes com o resultado, o banco iniciou uma auditoria interna. O primeiro lugar na licitação, divulgado na última terça-feira (25), ficou para a Multi Solution.

Devido à gravidade que o vazamento da informação do resultado de uma concorrência de órgãos públicos tem, a licitação foi cancelada. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que vai apurar o caso e que o processo para a escolha das novas agências de publicidade não está finalizado e obedece rigorosamente a legislação.

Fonte: Propmark

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04/17

NBS, Y&R e DPZ&T conquistam conta da Secom.

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou nesta terça-feira, 24, o resultado da concorrência promovida para definir as agências que cuidarão da sua conta publicitária ao longo do ano de 2017. NBS, Y&R e DPZ&T ganharam o processo que foi iniciado no começo deste ano e prevê o investimento de uma verba de R$ 208 milhões este ano em iniciativas de comunicação. O contrato com as agências terá duração de 12 meses, com possibilidade de renovação por parte do governo. A conta da Secom estava sendo dividida pela agências Leo Burnett Tailor Made, NovaS/B e Propeg.

Fonte: Meio e Mensagem

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04/17

Jornal impresso vale a pena.

A Folha de Londrina de sexta-feira passada circulou com 105 páginas, sendo 76 páginas de anúncios.

Quase igual à Gazeta do Povo, né?

Impresso não dá dinheiro?

Bem feito e bem trabalhado dá, sim!

JJ

26
04/17

Concorrência da BR Distribuidora atrai 13 agências.

A BR Distribuidora recebeu nesta terça-feira, 25, as propostas das agências interessadas em sua conta publicitária. No total, 13 empresas irão participar da disputa, são elas: Calia, DPZ&T, Fields, Heads, Lew’Lara\TBWA, Link/Bagg, Master, NBS, NovaS/B, Ogilvy, Propeg, Y&R e Z+. Atualmente a conta do anunciante está na carteira da NBS. A verba em disputa é de R$ 485 milhões para um contrato de 30 meses.

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04/17

10 dicas sobre como não fazer marketing de conteúdo.

Elaborar campanhas de Marketing de Conteúdo é um desafio cuja complexidade está acima das aparências, detalhe que induz muitas empresas a agirem equivocadamente e prejudicarem a si próprias. Caso você esteja preocupado com o rumo que seu negócio toma, não se preocupe! Listei 10 dos principais erros a serem evitados o quanto antes. Aprenda agora o que não fazer na sua estratégia:

1. Criar apenas conteúdo sobre a empresa

O Marketing de Conteúdo não deve ser feito com a pretensão de fortalecer a imagem do produto, serviço, marca ou empresa. Aliás, esse papel é desempenhado pela assessoria de imprensa, cuja metodologia consiste na criação de pautas com o intuito de destacar a empresa na mídia.

A essência do Marketing de Conteúdo é a persona. Portanto, os conteúdos devem ser direcionados às suas necessidades — sanando dúvidas e problemas — e à sua educação sobre o nicho de mercado. Qual o objetivo disso tudo? Fazer com que a relação estabelecida com seu público gere credibilidade e confiança a ponto de influenciar a decisão do cliente no momento da compra.

2. Focar no uso de ferramentas e não em metas

As metas da empresa devem estar à frente de tudo no planejamento. O Marketing de Conteúdo não deve ser confundido com marcar presença no Google ou nas redes sociais — para isso, existem estratégias mais específicas nas quais o conteúdo é complementar. Em vez de simplesmente estar na internet, como a maioria das concorrentes, o ideal é pensar, por exemplo, em quantos Leads devem ser gerados para cada publicação nas mídias sociais ou pela busca orgânica. O mesmo vale para o número de vendas que o conteúdo precisa atingir.

3. Não usar Calls-to-Action

Um dos maiores benefícios do Marketing de Conteúdo é a interação entre público-alvo e empresa que a metodologia proporciona. É como, de fato, criar uma oportunidade de conversar (passivamente) com pessoas interessadas no que você tem a dizer. Como em qualquer tipo de conversa em que existe o objetivo de educar, de modo que o público fique pronto para avançar etapas, é fundamental a criação de chamadas dentro do conteúdo por meio de Calls-to-Action (CTAs).

Se os leitores não puderem localizar uma chamada para ação, dificilmente vão progredir seguindo o caminho mais interessante aos negócios: a conversão. Caso você ainda tenha dúvidas, vale a pena seguir um passo a passo, como o Guia Prático do CTA.

4. Focar apenas em um canal

Conforme o que dissemos, no Marketing de Conteúdo a empresa não deve focar nas suas próprias necessidades e sim nas necessidades da sua persona. Isso significa que a empresa deve estar presente onde o cliente estiver, não onde ela simplesmente considera ser “o melhor terreno”. Esse é um verdadeiro requisito para conseguir bater as metas.

Hoje em dia, as pessoas estão nos mais diversos lugares, seja nas mídias sociais ou no email, o que nos leva à conclusão de que, quanto o conteúdo for diversificado para adaptar-se a diferentes canais — em termos de formato —, mais efetiva será a sua estratégia.

5. Não ter uma pessoa responsável pelo conteúdo

Manter um blog corporativo é uma tremenda responsabilidade, afinal é preciso que a página seja atrativa para o leitor não somente em uma ou outra ocasião, mas que seja uma referência em um determinado assunto — relacionado aos seus serviços, logicamente.

Algo que ajuda (e muito) a conseguir êxito nessa missão é ter uma pessoa responsável pelo conteúdo. Alguém que seja capaz de fornecer consistência ao blog; padronizar a linguagem; analisar cada conteúdo para reduzir os erros e elaborar um calendário editorial. Todas essas responsabilidades devem passar por uma só figura, que é a do editor do blog.

6. Esquecer da jornada de compra

Antes de chegar a fazer uma compra, o cliente passa por um processo formado por algumas etapas, conhecido como jornada de compra. Basicamente, cada etapa da jornada representa um diferente estágio, um diferente nível de conhecimento sobre seus conflitos e as soluções existentes para cada um deles. Portanto, é fundamental que todos os conteúdos estejam alinhados à jornada de compra, definindo, inclusive, a qual etapa do funil de vendas o conteúdo corresponde. Sem um planejamento como esse, será difícil atrair novos prospects e dar o andamento no ciclo dos seus Leads.

7. Não pensar como uma ferramenta de busca

Quando a empresa tem no papel as características mais relevantes da sua persona, não basta somente criar conteúdos tomando as informações como base. É preciso se colocar no lugar da persona diante de um site de busca. Para isso, sempre dedique um tempo a pesquisas e estudos de palavras-chave com vista em identificar quais são os termos mais possíveis de serem utilizados pelo seu público-alvo e crie estratégias eficientes de SEO.

8. Ser inconsistente nas publicações e campanhas

Já frisei a necessidade que o blog de sucesso tem de ser consistente. Mas você sabe o que significa consistência no Marketing de Conteúdo? Vamos supor que o cliente esteja interessado no assunto X. Sendo assim, o seu blog deverá adotar como tema esse assunto para que o consumidor em potencial continue acompanhando as futuras publicações.

Se, diferentemente disso, o blog começar a dividir as publicações por diferentes temas, mesmo que consista em postar conteúdos sobre os assuntos X e Y, haverá uma inconsistência capaz de resultar no abandono por parte de uma parcela dos Leads. A questão é: os Leads gerados pelas publicações do tema Y compensarão a perda dos demais? Quando há consistência, é certo que as chances de conversão se ampliam.

9. Pensar que o resultado é imediato

É possível que você já tenha ouvido falar de casos em que o Marketing de Conteúdo proporcionou resultados incríveis e praticamente imediatos. No entanto, é preciso ter paciência para que a estratégia comece a render frutos, pois ela é muito mais eficiente no longo prazo. Pense no Marketing de Conteúdo como uma enorme engrenagem dentro de uma máquina: ela pode ser pesada e demandar uma boa quantidade de esforço para funcionar, mas, quando engrena, não deixará o seu negócio a ver navios.

10. Analisar métricas de vaidade

O alto índice de métricas irrelevantes do Marketing Digital é um fato consumado, sendo essas métricas — chamadas “métricas de vaidade” — o desejo de consumo da maior parte dos “aventureiros” ou encarregados que não compreendem o papel da objetividade no Marketing de Conteúdo. Exemplos disso não faltam: número de curtidas em uma publicação no Facebook, quantidade de visitantes que o site teve no mês, quantos seguidores a empresa tem nas mídias sociais etc.

Toda e qualquer empresa que investe em Marketing de Conteúdo deve se atentar aos Leads e conversões gerados pelo conteúdo. Em um post no Facebook, por exemplo, o que importa é quantas pessoas foram redirecionadas ao blog e realizaram alguma conversão dentro do site.

André Siqueira, diretor de marketing da Resultados Digitais

No Adnews

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04/17

Atletibas só no YouTube e Facebook.

Atlético e Coritiba chegaram a acordo para transmitir a final do Paranaense pelo Youtube e Facebook. Os jogos estão marcados para os dois próximos domingos, 30/4 e 7/5.

Devem repetir a empresa Esporte Interativo que fez a primeira transmissão com ótimo resultado, informa o jornalista Fábio Campana.

A bronca com a RPC/Globo é tamanha que os dois clubes não quiseram nem negociar uma cota da TV aberta para as finais…

Preferem perder dinheiro.

Deve estar sobrando.

JJ

26
04/17

Facebook discute tendências até 2020.

Facebook IQ, time de análises e estudos do Facebook, apresenta a primeira parte da série 20 shifts for 2020, com cinco tendências que nortearão os próximos três anos do mercado de comunicação e marketing. Ao todo, a rede social irá mapear 20 tendências com base em um cenário que irá se consolidar em 2020: até lá, o número de pessoas com celulares será superior ao de indivíduos com água corrente ou eletricidade em casa, afirma a empresa.

E, pela primeira vez na história, a população conectada à internet irá ultrapassar a parcela sem acesso à rede. O mobile será responsável por metade das vendas de e-commerce nos EUA e os millennials representarão metade da força de trabalho global, mas não no atendimento ao consumidor, pois 85% desse tipo de serviço será realizado sem a presença de humanos.

A partir dessas constatações, a equipe do Facebook IQ preparou um material com o intuito de ajudar agências e anunciantes a acelerarem as mudanças iminentes pelas quais a indústria e a sociedade irão passar ao longo dos próximos 30 meses. “O 20 shifts for 2020″ veio de várias conversas que temos com nossos parceiros. Com frequência, eles nos perguntam sobre futuro, atitudes, mundo conectado e como resultado compilamos, por meio de uma análise interna de dados, as mudanças que vão continuar sendo centrais nos próximos anos”, afirma Ann Mack, diretora de marketing insights do Facebook. As cinco primeiras tendências listadas abaixo concentram-se no embaralhamento das tradicionais e históricas barreiras causadas por fatores que vão da mudança da percepção dos gêneros à dualidade entre global e local.

igualdade de gênero
1. Identidades omniculturais: a tecnologia expõe as pessoas a perspectivas mais variadas e, com isso, as permite que explorem identidades multifacetadas. Cada vez mais, as pessoas irão rejeitar limites tradicionais e aderir a formas de autoidentificação mais personalizadas, complexas e fluidas. Mudanças em áreas como gênero, maternidade e paternidade e pertencimento linguísticos sairão do nicho. Segundo Ann, as marcas podem pensar mais em outras tipos para expandir a relevância perante o público. “Como repensar os pronomes com que chamam os consumidores, por exemplo”, diz.

negociacao-executivos-maos.jpg

2. Novas negociações: vamos entrar em uma nova era de negociação contínua, uma vez que a tecnologia oferece novas possibilidades, controles e vantagens tanto para pessoas como para negócios. Por outro lado, o público passa a exigir mais das marcas, tanto do serviço quanto do produto. Para Ann, as marcas precisam fechar o gap entre expectativa e entrega. “Pense no Uber: para conseguir transporte agora, a esta disposta a aceitar a tarifa dinâmica. Muitas vezes os consumidores pagarão mais ou fazer parte pelo free shipping ou para receber serviços gratuitos no futuro”, comenta.

Multiethnic Group of People Social Networking at Cafe

3. Próxima geração trabalhadora: millenials crescem em tamanho e influência e vão definir o futuro do trabalho. Na visão de Ann, essa “next generation workforce será responsável por trazer mais flexibilidade e empreendedorismo para as organizações, algo que já está começando a se delinear no mercado hoje. “Definitivamente, estamos quebrando barreiras, estamos fazendo mais colaborações em tempo real. E isso é muito poderoso. Boas ideias podem vir de qualquer lugar. Os millennials estão mais empoderados”, avalia. O estudo afirma ainda que, embora muitos estudos sobre essa geração sejam confusos e contraditórios, esse público parece ter uma visão estratégica bastante clara.

Foto: Reprodução

4. Além da idade: as pessoas expandem as perspectivas de envelhecimento nos mercados ocidentais. “Os 60 são os novos 50 e os 50 são os novos 40. As pessoas estão começando novos capítulos quando se aposentam e usando suas conexões sociais para começar um novo desafio nessa fase da vida”, afirma Ann.

Concept of businessman that plans a global business

5. Comprando perto e longe: por um lado, as pessoas irão valorizar cada vez mais a cultura e comércio local. Por outro, os consumidores irão adquirir produtos de outras partes do mundo. “No Brasil, quase 60% das pessoas estão conectadas a empresas em outro país. De maneira geral, os consumidores descobrindo novos negócios todos os dias. É isso que é fascinante, quebrar barreiras que existiam antes. A tecnologia está permitindo que esse produtores locais entrem em novos mercados nunca imaginados”, observa Ann.

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Fonte: Meio e Mensagem

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04/17

Google volta a oferecer programática em TV.

O Google vai incorporar uma ferramenta de venda de inventário de comerciais de TV através de sua tecnologia, o que marca a volta dos investimentos da companhia neste meio. O Google anunciou nesta segunda-feira, 24, que tem planos para oferecer anúncios de TV via mídia programática, por meio da qual anunciantes poderão alcançar o público de TV da mesma forma com que compram espaço digital na plataforma da empresa.

Controle-TV

Pela primeira vez, marcas poderão comprar espaço publicitário na televisão pelo Google, mas ainda não está claro quais canais e inventários estarão disponíveis e quantos domicílios devem ser alcançados. Em 2012, o Google descontinuou um produto parecido, o Google TV Ads, que se propunha vender comerciais de televisão e funcionava como o AdWords, leiloando espaço publicitário através de decodificadores. Na época,  o produto não decolou.

Agora, o Google está fechando parcerias com as empresas de tecnologia para TV Wideorbit e Clypd, além do Google Fiber, o provedor de internet da companhia. Anunciantes serão capazes de utilizar o DoubleClick, adtech do Google, para encontrar audiências no inventário disponível na TV.

“Ao nos integrarmos com provedores de inventário televisivo, incluindo provedores locais, somos capazes de oferecer às agências e anunciantes a possibilidade de comprar seu espaço publicitário para TV de forma programática, através do DoubleClick”, disse a empresa em seu anúncio. “Isto significa que os anúncios para TV podem ser comprados, direcionados e mensurados na mesma plataforma que seus anúncios de vídeo digitais e anúncios para TVs conectadas”.

O Google afirmou que a ferramenta está disponível apenas em versões de teste até agora. A empresa tem investido agressivamente em publicidade tradicional para TV, e também está lançando a YouTube TV, uma assinatura de televisão com vários canais baseada em internet, a um custo mensal de U$35.

É provável que o Google venha a sofrer resistência à medida em que se move em direção a publicidade televisiva, uma vez que players tradicionais estão preocupados em relação à sua dominância em negócios digitais.  O mercado de TV programática está crescendo, embora seja ainda pequeno, e deve contabilizar U$4.4 bilhões ou 6% de todos os gastos em TV em 2018, de acordo com o eMarketer.

Companhias como a Adobe (que comprou a TubeMogul), Simulmedia, Videology e outras já tem trabalhado com a venda de anúncios através da tecnologia programática. O Google, neste contexto, é visto como um competidor em potencial para redes de televisão, já que é responsável por abocanhar investimentos através do YouTube.

“Há alguns anos atrás, o Google tentou uma iniciativa similar e as redes de televisão evitaram esse método, então o Google acabou com o projeto”, analisou Jim Nail, um analista da Forrester Research. “Os tempos são um pouco diferentes, mas é improvável que o DoubleClick alcançará algo além do inventário remanescente. No ponto em que estamos, o melhor que se pode dizer é que talvez as redes de televisão queiram ‘colocar os pés na água”, disse ele.

Fonte: Meio e Mensagem

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04/17

A Terceira Guerra Mundial já está rolando. E ela é digital.

cyber warfare

“O papel dos meios não-militares para alcançar os objetivos políticos e estratégicos tem crescido e, em muitos casos, têm até excedido o poder da força das armas em sua eficácia”.

Valery Gerasimov, general russo, em artigo “The Value of Science in Prediction” sobre o crescimento do digital nas guerras contemporâneas.

“Há dois tipos de instituições, as que sabem que foram hackeadas e as que não sabem, mas já foram hackeadas de qualquer forma”.

Dmitri Alperovitch, co-fundador e CTO da CrowdStrike, empresa norte-americana especializada em segurança tecnológica.

Quando falo da Terceira Guerra Mundial não estou me referindo exatamente a que Donald Trump iniciou com seu ataque a Síria. Estou me referindo a guerra digital que invadiu a internet profunda, a deep web, fazendo a alegria dos hackers da Macedônia nas eleições norte-americanas, como hoje sabemos, mas que também ocupa os campos minados da preparação e estimulo a conflitos armados em várias regiões do Planeta. E que já está alimentando a guerra de Trump e Putin não é de hoje.

Todos os grandes governos e grupos militarizados do mundo mantém hoje tanto um permanente monitoramento dos atos de guerra, como também grupos de ação ativos na internet profunda. Fazem isso seja para arregimentar seguidores, como é o caso do Estado Islâmico, seja para fomentar contra-informação e ódio, aquecendo a ira por justiçamentos via conflitos bélicos. Fora a organização estratégica de combates e ações militares de campo propriamente ditas, apesar de estarem no aparentemente distante mundo virtual.

Na deep web você compra armas e bombas. E aprende a usá-las. Na deep web o Governo norte-americano fomentou informações sobre a existência de armamento nuclear no Iraque, o que ajudou a estimular a Guerra do Iraque. Na deep web Putin escancaradamente hackeou as eleições dos EUA (todos os órgãos de segurança do País sabiam disso, mas Obama teve receio de trazer o assunto à tona para não ser acusado de estimular a campanha de Hilary. Bom, deu Trump). Na deep web um grupo de hackers especializado em guerras chamado Duke invadiu, em 2014, o sistema digital de controle do Departamento de Estados dos EUA e, segundo as próprias autoridades norte-americanas, ficaram “donos” do sistema.

Segundo analistas do Pentágono, Departamento de Defesa e CIA, relata a revista New Yorker em excelente reportagem sobre o tema, Putin usa a deep web há alguns anos e seu objetivo não é simplesmente influenciar nos resultados das eleições dos EUA, como fez com êxito, mas desestabilizar todo o elo de alianças do Ocidente, minando-o com desinformação e fake news, estimulando revoltas armadas pontuais, enfraquecendo a imagem das suas lideranças. (Putin entendia Trump, pelo menos até os recentes ataques a Síria, como um boneco, um agente da desestabilização do maior País do mundo no comando da própria Casa Branca. Oba!). Num ataque militar a Georgia, enquanto aviões e tanques russos invadiam o território físico do País, hackekrs contratados pela Rússia na deep web derrubavam todos os seus sistemas de defesa no mundo digital.

Tá dando pra entender como as duas citações que usei aqui para iniciar este artigo têm razão?

Ainda como relata a New Yorker, também no lado russo há medo de tudo isso. Como declara Sergey Rogov, acadêmico chefe do instituto de estudos US/Canada em Moscou, um especialista em análises de guerra, “eu vivi boa parte da minha vida sob a égide da Guerra Fria e agora estamos de volta aqueles anos, num estado de instabilidade e risco potencial de conflito como eu nunca havia visto desde então”.

No SXSW deste ano, dois painéis, pelo menos, tocaram nesse tema (e como ando mais do que preocupado com ele e a deep web, eu assisti aos dois). O do especialista e consultor do Governo dos USA, Christopher White, em que vimos ao vivo a atividade da deep web em multicoloridos dashboards em tempo real. Ali, guerras estavam sendo arquitetadas. E o painel The Future of Warfare, de Will Rogers, diretor de Atividades Especiais do Pentágono, outro especialista do Governo norte-americano, em que ele nos mostrou, não sem certo orgulho, o grau de excelência de tecnologia digital do sistema de vigilância e segurança dos EUA. Nele, vimos que guerras reais podem parecer vídeo games, já que tudo é digitalizado e cada ação vira uma missão, uma fase do jogo.

Também os EUA têm seus grandes feitos na digitalização da guerra. São inúmeros, mas para ficar em apenas dois exemplos, em 2008, o país lançou um cyber-ataque contra o Irã que retardou toda e qualquer resposta militar de seu arsenal nuclear. Mantém hoje ativo, desde 2011, um sistema de contra-ataque cyber contra a China, outro inimigo que hackeia os EUA sempre que pode, permanentemente.

Estamos em um ponto de temperatura e pressão em que o mundo da internet profunda e o cyberwarfare instalado hoje no Planeta podem conduzir a conflitos armados num estalar de dedos. Ou num simples e hoje relativamente dominado ataque hacker.

Para finalizar aqui, fiquemos com algo assustador na cabeça: a ligação da tecnologia digital virtual com o campo de batalhas real é hoje de cem por cento. E na deep web, a Terceira Guerra Mundial já começou faz tempo.

Pyr Marcondes

No Proxxima.

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