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04/17

J. Walter Thompson Brasil cria chatbot contra o alcoolismo.

chat

Quem desdenha da tecnologia, muitas vezes deixa de enxergar a sua incrível capacidade de ajudar as pessoas e até salvar vidas em muitos casos. Quer um exemplo? Em sua comemoração aos 70 anos de Brasil, o Alcoólicos Anônimos (AA) lança o “Amigo Anônimo”. Criado pela J. Walter Thompson Brasil, em parceria com o time de Creative Shop do Facebook, o serviço é um bot (robô) do Messenger que abre mais um canal de ajuda para recuperação de dependentes do álcool.

Por meio da nova tecnologia que funciona como um sistema automatizado para interagir com as pessoas e que pode ser acessada por celular ou pelo computador, a entidade espera atender de forma mais abrangente e mantendo o anonimato um público que já atinge milhões de pessoas no país.

De acordo com a agência, o serviço já surpreende pelos resultados imediatos: em apenas 48 horas após o lançamento, a página do AA teve 20 mil curtidas e o bot passou dos 70 mil acessos. A procura por ajuda via email atingiu os 1300%, saindo de 3 a 4 contatos diários para 40 em um único dia. O Amigo Anônimo está disponível para todos os membros da comunidade do Facebook na página.

Vale lembrar que todo o sistema do bot teve a sua personalidade construída a partir de depoimentos dos próprios membros do AA. Ele funciona identificando se a pessoa tem algum problema com a bebida e lhe dando as primeiras orientações sobre como lidar com a doença. Ele também presta suporte em um momento de recaída, informa sobre grupos de atendimento de emergência e também orienta amigos e familiares de dependentes.

Toda a interação procura sempre motivar as pessoas a irem pessoalmente a uma unidade do AA para o atendimento completo. O próprio sistema fornece horários de atendimento e endereços mais próximos. O bot começará a ser anunciado no próprio Facebook em posts e banners e será uma ferramenta à disposição do AA para que a instituição possa aumentar a sua capilaridade no Brasil.

Todo o desenvolvimento do serviço só foi possível graças a uma parceria entre a J. Walter Thompson, agência responsável pelas ações de comunicação da entidade, o time de Creative Shop do Facebook e a Movile. “A ideia surgiu a partir da percepção das inúmeras dificuldades que a pessoa enfrenta com a doença, desde ter certeza se realmente é um dependente alcoólico até o medo ou vergonha de ir a um grupo presencial”, comenta Rodrigo Grau, CCO da J. Walter Thompson.

Fonte: Adnews

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04/17

Inteligência Artificial (IA): Uma realidade ou utopia?

Férias chegando, você abre uma janela de chat no Facebook e conta para a sua assistente virtual que desejaria viajar sozinho nesse verão. A preferência é por um local novo e não muito badalado. Ela instantaneamente vasculha seus check-ins, posts, histórico de viagens e identifica uma praia que está em ascensão no índice de reviews no TripAdvisor que você ainda não conhece. Já conecta na sua conta bancária para verificar o seu saldo, projeção de despesas e identifica seus costumes. Quais locais costuma se hospedar, transporte que utiliza, passeios, alimentação e retorna com a confirmação do voo que você vai pegar, roteiro, reservas de hotel e possíveis atrações de seu interesse.

Sonho? Pesadelo? Ficção Científica? O fato é que este cenário descrito já acontece na atualidade e está sendo testado em pequenos grupos de usuários.

Bem-vindos a nova geração de Buzzwords e conceitos mitológicos da era digital: Inteligência Artificial, muito fala-se dos avanços nesta área e dos possíveis impactos que a implantação desta tecnologia pode ter em nosso dia a dia. Resolvi separar duas grandes aplicações de ciências cognitivas que têm impacto direto no nosso querido mundo do marketing digital.

Os famigerados ChatBots com o perdão da piada, chegaram para ficar, algumas empresas como Banco Original, TacoBell e outros cases famosos já estão trocando grande parte do esforço operacional e relacional por tecnologias de conversação natural como atendimento assistido ou compra, degustação de catálogo, entre outros. Em outras palavras estão substituindo o famoso atendimento genérico por uma capacidade incrível de personalização que visa solidificar a experiência de relacionamento com os serviços prestados.

Esta vertente de computação cognitiva é muito mais passiva do que a que descrevemos no nosso cenário pseudo-utópico, porém diversas ações no mercado visam iniciativas e decisórios por parte da Inteligência Artificial (IA). Vão desde iniciativas de inovação em saúde para controle de medicamentos até iniciativas dentro do mercado automobilístico. Quero chamar a atenção neste momento para o universo digital/publicidade: Vamos partir de inteligências artificiais muito mais orgânicas, como por exemplo, a Amy (assistente pessoal digital que auxilia na criação de reuniões) e o protótipo da M do Facebook que visa realizar exatamente as atribuições que falamos no exemplo anterior e desencadeando na Alexa, AI que realiza compras dentro da Amazon dependendo da sua necessidade.

Quando pensamos em uma IA focada em resolver problemas cotidianos, não podemos deixar de mencionar a pioneira em transformar intenções em resultados precisos, Google. Lembram quando fazíamos site e conteúdos somente para as pessoas e não para “robôs? Pois é, estamos atingindo o mesmo ápice. Retornando ao nosso cenário anterior, vamos imaginar quais parâmetros o nosso suposto assistente pessoal utilizaria para escolher a companhia aérea que devo voar, qual o hotel devo fazer a reserva ou, simplesmente qual restaurante deveria jantar.

Abstraindo e trazendo para um cenário de vida atual vamos imaginar que, por exemplo, quando falamos de hotel, o nosso algoritmo passe a buscar referências e citações de possíveis clientes, notas em sites de reviews de estabelecimentos, experiências no AirBNB e depois passe a vasculhar índices de transações. Depois de todo o processo chegue a uma conclusão de que além desse hotel atender aos meus anseios como hóspede também tem referências suficiente para ser indicado para qualquer pessoa. Até aí, tudo bem você vai me falar, qualquer decisão de consumo que temos hoje é muito multidimensional, exatamente igual, certo? #sqn

Imaginem todo o temeroso potencial de comparativo e decisivo comunitário ao infinito, hoje uma pessoa tem algumas fontes confiáveis (AirBNB, Booking, vizinho, etc) para tomar a possível decisão de compra. Sendo assim, se você como dono de hotel foi xingado em um fórum específico de pessoas que amam cães dificilmente esse possível cliente seria impactado por isso certo? Com o algoritmo esse deslize fatalmente não seria esquecido.

Em resumo vamos entrar na era do cliente e não era da informação. Na era que vale como tratar cada cliente com uma experiência única e personalizada, caso contrário, você não terá mais clientes. Quando todo nosso decisório de compra estará delegado ao “algoritmo”. Este será um novo momento. Dessa forma, teremos a revolução real na proposta de compra e relacionamento com o cliente.

E se o mercado que pode ser impactado por reviews negativos está em um cenário tenebroso imagine os mercados onde não temos reviews, como por exemplo, produtores de papel higiênico ou outro produto que as pessoas não querem opinar publicamente. Como esses nichos farão? Bom, só saberemos no momento em que a M e os assistentes digitais chegarem até lá e trate cada cliente como único, especial e importante.

Ricardo Martins é Diretor de Inovação na ABlab ( Startup de ideias e digital)

No Propmark

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04/17

Empregos do futuro e o segredo para não ficar obsoleto.

mundo está em rápida transformação e, com ele, as carreiras, os empregos e as pessoas acompanham esse movimento. 65% das crianças que ingressam hoje na escola fundamental irão exercer um trabalho que ainda não existe, de acordo com o World Economic Forum. Muitos comentam e reclamam da velocidade dessa transformação, mas não somos a primeira geração a passar por isso, somos a terceira ou quarta geração e já estamos “descolados”.

No futuro, caberá aos humanos as atividades mais humanas e menos exatas. O ser humano não precisará fazer nada que um computador e/ou uma máquina consiga fazer. Dr. Carl Frey e Dr. Michael Osborne, da Universidade de Oxford, previram que 40% das funções serão automatizadas no futuro. Hoje, em 2017, inteligência artificial é uma realidade e está em brinquedos, no Facebook e coisas mais sérias: máquinas operam máquinas, computadores escrevem livros, e diagnósticos médicos são automatizados. No futuro, o mundo será ainda mais automatizado.

Ainda não temos clareza sobre as novas tecnologias, novas funções e as carreiras do futuro. Estamos ainda descobrindo os limites (ou ausência de) das novas tecnologias como inteligência artificial, big data, IoT (internet of things), impressoras 3D, realidade virtual e realidade aumentada. Que sirva de inspiração a fundadora da loja Shoes of Prey, onde você produz o seu sapato personalizado a partir de centenas de variações e detalhes. A Shoes of Prey imagina um mundo, não muito distante, em que as pessoas terão a possibilidade de imprimir o seu sapato em casa, e precisarão do know-how que ela oferece nesta manufatura. Na NRF 2017, vimos blusas e malhas sendo “impressas” ao vivo. Em até 4 horas a blusa estava pronta para ser vestida sem interação ou interferência humana alguma.

Há tempos que o mundo é dinâmico e já estamos acostumados com isso. As evoluções tecnológicas e as mudanças nos planos de carreiras futuras não são uma novidade na história da humanidade, basta olhar para como era o mundo 50 ou 100 anos atrás. Computadoras, por exemplo, eram as mulheres que entravam com os dados nos processadores na época da segunda guerra mundial, originando o termo “computador” que conhecemos hoje. Aquele emprego não existe mais, mas muitos outros foram criados, derivados dessa invenção. Salvo se o seu avô ou avó for professor, médico, advogado, ou afins, é muito provável que ele tenha se encontrado obsoleto umas duas ou três vezes na sua carreira profissional, e tenha se reinventado totalmente. Temos que aprender com eles, com aqueles que nasceram na era do telégrafo e que hoje se comunicam através do Facetime no celular.

Mas ainda estamos aprendendo a lidar com a velocidade das mudanças, que é muito maior no nosso tempo. Estima-se que a vida média de uma empresa da S&P 500 tenha caído de 65 anos para 15 anos. Quem não se reinventar, vai perecer, e isso é valido para corporações e indivíduos. Para um indivíduo se manter relevante, ele deverá investir em: educação continuada, relacionamento, senso de propósito e ética, e não ter medo de se reinventar (não ter medo de ser feliz).

Algumas “novas” carreiras promissoras incluem: engenheiro(a)/cientista de robótica; engenheiro(a)/programador(a) de inteligência artificial; engenheiro(a)/cientista de “big data”; especialista em energia alternativa; especialista em mineração de asteroides; especialista em genética; jogador profissional; e astronauta.

Eu gostaria de saber o que meus filhos farão no futuro, mas mal sei prever o que eu mesmo farei em 15 anos. Pare para pensar todas as transformações que alguém nascido na década de 1920 o u 1930 passou até hoje (telégrafo para celular, Ford T para o Tesla, luz do dia para energia solar, pólvora para bomba atômica, etc). Você provavelmente irá experimentar transformações ainda mais profundas e perturbadoras. Novas empresas e novas carreiras substituirão empresas e carreiras ora tidas como tradicionais, o que provavelmente será uma coisa boa e desejável, embora as vezes assuste um pouco. O grande desafio para cada um de nós é não se encontrar obsoleto e, para isso, o melhor antídoto é buscar ser feliz.

José Roberto Securato Junior

Conselheiro da Saint Paul Escola de Negócios e Vice-Presidente do IBEVAR

Em Meio e Mensagem

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04/17

Brasil está entre os mercados de maior crescimento no Facebook.

Mais de cinco milhões de empresas anunciam no Facebook por mês, segundo a Reuters. Mais de 75% dos anunciantes estão fora dos Estados Unidos. Entre os mercados de maior crescimento estão Índia, Tailândia, Brasil, México e Argentina. Todos esses, com exceção da Argentina, estão entre os dez melhores países do Facebook por base de usuários.

Ao lado do Google, a rede social vai gerar um pouco menos da metade dos anúncios online em 2018, segundo o eMarketer. O Facebook chegou perto dos US$ 27 bilhões e o Google dos US$ 80 bilhões em receita publicitária no ano passado. AOL (Yahoo), Amazon e Snapchat estão na próxima camada de players de anúncios digitais, mas seus negócios permanecem uma fração do tamanho do Google e do Facebook.

Pequenas e médias empresas estão reunidas para anunciar no Facebook. As marcas podem impulsionar a maior parte da receita nos mercados de publicidade, mas ainda existe uma ampla oportunidade de crescimento com os anunciantes de marcas menores. O grande volume de anunciantes no Facebook reflete o sucesso da empresa em atrair pequenas marcas para a plataforma. No entanto, os 5 milhões de anunciantes do Facebook são apenas 8% das 65 milhões de empresas que estão ativas na rede.

Algumas indústrias estão gerando a maior parte dos investimentos com publicidade no Facebook. Ecommerce, varejo, entretenimento e mídia são as grandes indústrias representadas na base de anunciantes do Facebook. A rede social pode direcionar as pessoas com previsão, link para o site de ecommerce e tem suas próprias funcionalidades de compras nativas e, também, provoca o compartilhamento de virais.

Um dos maiores focos do Facebook está na usabilidade móvel. A empresa está adicionando mais ferramentas para facilitar a publicidade nos dispositivos móveis, incluindo uma atualização para o aplicativo do gerenciamento de anúncios. Quase 50% dos anunciantes criam anúncios em dispositivos móveis e mais de 90% dos usuários do Facebook acessam a rede via celular. E a publicidade móvel representa 84% das receitas publicitárias, sendo essas experiências importantes para os mercados emergentes.

 Com informações do Business Insider

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04/17

Nova marca da RBS SC será escolhida em voto popular.

Oprocesso de escolha da nova marca da RBS em Santa Catarina foi comunicado na manhã desta quarta-feira, 19, aos funcionários da empresa. Em teleconferência, Mário Neves, presidente das operações da RBS SC, comprada pelo Grupo NC em março do ano passado, informou que a escolha da marca que batizará a holding e a RBSTV será via voto popular.

Credito_Emerson_Souza

Da esquerda para a direita: Mário Neves, Carlos Sanchez, Eduardo Sirotsky Melzer, Lírio Parisotto (que não está mais no negócio), Nelson Sirotsky, Marcus Sanchez e Pedro Sirotsky.

Os três nomes que serão colocados para votação foram escolhidos em um trabalho em conjunto com a consultoria Interbrand iniciado em julho do ano passado. O primeiro é Lig, que remete à ligação. O segundo é a sigla NSC, de Nossa Santa Catarina e o terceiro DNC, que remete à DNA catarinense. A campanha de escolha do nome começa em dez dias e deve durar 15 dias. Ela será protagonizada pelos principais comunicadores dos oito veículos do grupo: RBSTV, Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, A Notícia, Hora de Santa Catarina, Rádio CBN Diário, Rádio Itapema e Rádio Atlântida.

Conforme Meio & Mensagem apurou, após a escolha dos nomes será iniciada um novo processo de construção de identidade visual que deve durar até dois meses e também será conduzido pela Interbrand. Só depois será iniciada uma campanha definitiva de comunicação da nova marca. As operações da RBS SC foram compradas pelo Grupo NC em março de 2016 e aprovadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em junho daquele ano.

O valor da negociação não foi divulgado, no entanto, estimativas do mercado avaliam que a venda supere R$ 1 bilhão. A concretização da venda foi em agosto. Dentre vários trabalhos desenvolvidos pela Interbrand, o mais recente foi o projeto de escolha de nova marca da empresa resultante da associação entre Tam e Lan que deu origem à Latam. O empresário Carlos Sanchez e outros investidores assumirão as operações de televisão, rádio e jornal que atuam sob a marca RBS em SC.

Fonte: Meio e Mensagem

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04/17

Coca-Cola coloca sobrenomes nas embalagens.

Campanha do verão de 2017 da Coca-Cola (crédito: reprodução)

Campanha do verão de 2017 da Coca-Cola, nos EUA.

Desde o lançamento de sua ação “Share a Coke” nos Estados Unidos em 2014, a Coca-Cola vem tentando realizar uma aproximação com seus consumidores. A prova disto está neste verão, quando a marca ficará ainda mais pessoal ao adicionar sobrenomes à mistura. Sem aparecer em garrafas que já contenham nomes, os rótulos incluirão sobrenomes como Johnson, Smith ou Lopez, enquanto outros irão levar identificações como Chris, Sarah ou Matt. “Sobrenomes nos darão a oportunidade de convidar mais pessoas para a campanha”, disse Evan Holod, diretor de marca da Coca-Cola. “É apenas uma ótima maneira de atingir nosso objetivo”.

A marca também está estabelecendo a conexão com os consumidores, em eventos como reuniões familiares e casamentos, ele acrescentou. Enquanto os nomes aparecerão aleatoriamente no varejo, as pessoas podem fazer encomendas personalizadas no ShareaCoke.com — que será executado de maio a julho de 2017.

O marketing, que trabalhou com uma empresa de análise de informações, identificou 200 sobrenomes populares que representam cerca de um quarto da população de pessoas, entre as idades de 13 a 34, nos Estados Unidos. Agora, a lista de nomes da marca inclui mais de 800 opções.

A Coca-Cola lançou “Share a Coke” na Austrália, em 2011. A ação chegou aos Estados Unidos em 2014 e provou ser um sucesso, ajudando a marca a crescer seu volume de vendas naquele ano, pela primeira vez desde 2000. A Coca-Cola começou, em 2014, com os 250 nomes mais populares, entre adolescentes e millennials. Este ano, o maior número de nomes vai cobrir mais de 77% da população geral nos Estados Unidos, pessoas com idades entre 13 e 34, de acordo com a marca.

A popularidade da tática prova que ideias simples de marketing são, muitas vezes, as melhores ideias. Ao carimbar nomes nos pacotes, a Coca-Cola está alimentando uma sede de personalização e customização. Existindo, desta maneira, um claro apelo pela vaidade, uma vez que aparentemente os consumidores gostam de ver seu próprio nome em qualquer lugar, mesmo que seja em uma garrafa de refrigerante. Mas as pessoas não apenas procuram seus próprios nomes. Elas também procuram nomes de amigos e familiares, diz Holod.

Como qualquer coisa, o truque é manter o programa fresco, o que a Coca-Cola tem feito ao experimentar conceitos diferentes ao longo dos anos. No verão passado, por exemplo, a marca colocou letras de canções em suas latas — como “We are the champions”, da banda Queen —, comercializando-a como “Share a Coke and a Song”.

Este ano, a Coca-Cola está alterando a campanha para “Share an Ice Cold Coke”, na tentativa de estimular a demanda por refrigerante em dias quentes de verão. Os anúncios em vídeo, incluindo TV, serão alimentados neste tema. A principal agência criativa da campanha é a Fitzgerald & Co., da McCann Worldgroup. Holod afirma que a ação receberá 13 semanas de “apoio intenso dos meios de comunicação”, incluindo três novos filmes na televisão.

Embora alguns sobrenomes possam ser mais populares em algumas regiões do país do que outros, a Coca-Cola não tem planos de segmentar regionalmente certos nomes. Holod diz estar confiante que a marca terá a combinação certa de nomes para atender a demanda em todas as regiões. A Coca-Cola forneceu a seguinte lista de sobrenomes como alguns dos mais populares em toda a sua população alvo: Smith, Johnson, Williams, Miller, Garcia, Davis, Rodriguez, Martinez, Hernandez e Lopez. Quanto aos nomes, Michael é o número 1.

Fonte: Advertising Age

20
04/17

Requião mentiu. Moro afirma que não foi consultado por ele, na formulação da lei de abuso de autoridade e que não concorda com o texto apresentado pelo senador.

O relator da proposta que atualiza a lei do abuso de autoridade, senador Roberto Requião (PMDB-PR), anunciou nesta quarta-feira, 19, que vai retirar menção ao juiz federal Sérgio Moro do seu novo parecer. No texto apresentado esta semana, Requião afirmava que Moro foi consultado e teria aprovado o substitutivo, mas acabou sendo desmentido pelo magistrado. O parlamentar faz a leitura do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Após atualizar o artigo que trata do chamado crime de hermenêutica, principal divergência entre o senador e os procuradores, o relator escreveu que: “é relevante destacar que, consultado por este Relator, o Juiz Sérgio Moro aquiesceu com a redação ora proposta”. Requião justificou que iria retirar o trecho, pois “não conversou mais” com o juiz da Operação Lava Jato. Moro foi um dos convidados nas audiências públicas do Senado para debater o tema, no final do ano passado.

O juiz publicou uma nota em que nega ter avalizado o texto: “Consta, no parecer do senador Requião sobre o projeto da lei de abuso de autoridade, afirmação de que eu, juiz Sérgio Moro, teria sido consultado e concordado com a redação por ele proposta para o parágrafo segundo do artigo 1 do substitutivo. Isso, porém, não é verdadeiro, estando o Senador absolutamente equivocado pois não fui consultado e não concordo com a redação proposta”, informou Moro.

Para o juiz, “a redação proposta no substitutivo do senador não contém salvaguardas suficientes para prevenir a criminalização da interpretação da lei e intimidara a atuação independente dos juízes”.

Fonte: Estadão

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04/17

Odebrecht tinha R$ 700 mil em cofre para reformar ‘sítio de Lula’.

O diretor de Engenharia da Odebrecht Emyr Diniz Costa Junior trouxe novos detalhes de como a empreiteira atuou na reforma do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo, cujo real proprietário seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato — o que é veementemente negado pelo petista. As obras teriam sido executadas entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, quando Lula deixou a Presidência no fim do segundo mandato.

Um dos 78 delatores da Odebrecht, Costa relatou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que até comprou um cofre para guardar os 700.000 reais em espécie usados para bancar a reforma. “Nunca tinha manejado uma obra com somas dessa natureza. Então, eu comprei um cofre desses que você compra nesses caminhões. Coloquei dentro do armário da minha sala”. Ele contou que as cifras vieram do setor de Operações Estruturadas, o célebre departamento de propinas da Odebrecht. Um malote com o dinheiro foi entregue em seu escritório após ele dar ao emissário uma senha, da qual disse não se recordar mais.

Costa afirmou que, semanalmente, separava 100.000 reais em envelopes para entregar ao engenheiro da Odebrecht Frederico Marcos de Almeida, responsável pelas obras do sítio, que, por sua vez, repassava os valores a uma pessoa identificada como Aurélio. Posteriormente, ele descobriu se tratar de Rogério Aurelio Pimentel, ex-assessor especial de Lula.

Os recursos, segundo ele, foram utilizados para custear a construção de um alojamento para os seguranças de Lula, uma edícula de quatro suítes, uma sauna, uma adega e o conserto de um vazamento na piscina. “O senhor Aurélio até pediu para fazer mais coisas, como um pomar,  quadra de tênis, mas não foi possível pelo prazo e pelo período chuvoso”, explicou o delator.

Contrato falso

Em maio de 2011, após as obras serem concluídas, o diretor foi chamado a uma reunião presencial com o advogado de Lula Roberto Teixeira em seu escritório em São Paulo. Na ocasião, segundo contou, disse ter sido orientado a produzir um contrato falso para, conforme suas palavras, “regularizar a construção de forma que não parecesse que ela tinha sido feita para benefício de Lula nem tampouco pela Odebrecht”.

Segundo o delator, ele providenciou o documento, que foi redigido em nome de Fernando Bittar, o dono legal do sítio, com uma empreiteira local ao custo de 150.000 reais — “o valor mais baixo para ser com compatível com a renda de Bittar”, disse. A nota fiscal emitida e o contrato falso foram entregues em mãos a Teixeira em um segundo encontro. Ele disse à PGR que nas duas ocasiões se registrou na portaria do prédio do escritório.

No depoimento, o delator afirmou ter sido informado por seus superiores de que as obras eram destinadas ao ex-presidente Lula, mas ressaltou que não teve nenhum contato com o petista nem com algum de seus familiares. “Às vezes, o Frederico [o engenheiro] ia perguntar algum detalhe técnico da obra e o Aurélio [o assessor da presidência] dizia que iria perguntar para dona Marisa [Letícia, esposa do ex-presidente Lula, falecida em fevereiro deste ano]”, contou ele.

Além de Costa, outros executivos da Odebrecht, como Marcelo, Emílio, Alexandrino Alencar e Carlos Armando Paschoal, relataram à PGR como a empresa se organizou para realizar as obras no sítio de modo discreto e como um presente a Lula, assim que ele deixasse o Palácio da Alvorada, em Brasília.

Em nota, o advogado Roberto Teixeira afirmou que Fernando Bittar era seu cliente e que atuou para formalizar o “pagamento do valor devido pelos serviços”. Ele também ressaltou que “jamais propôs, orientou ou executou qualquer ato ilegal” em seus 47 anos de carreira como advogado. A defesa de Lula sempre frisou que o ex-presidente não é dono do sítio e que, portanto, não pode ser acusado de nenhuma irregularidade.

Confira abaixo a nota na íntegra do advogado Roberto Teixeira.

“Jamais propus, orientei ou executei qualquer ato ilegal na minha trajetória de 47 anos ininterruptos de exercício da advocacia. A delação premiada de Alexandrino Alencar tem sido utilizada por alguns veículos de imprensa para atribuir a mim participação em afirmada emissão de documentos falsos relativos a obras realizadas em um sítio em Atibaia, de propriedade do meu cliente Fernando Bittar. A verdade é que o próprio Alexandrino Alencar afirmou em sua delação o que eu mesmo sempre deixei claro: “que o sítio é do Fernando Bittar” e que minha atuação, enquanto seu advogado, era a de formalizar as obras realizadas como condição para que Fernando Bittar, meu cliente, fizesse o pagamento do valor devido pelos serviços. Reafirmo que minha atuação na advocacia sempre foi pautada pela ética e pela observância às leis”.

Fonte: Veja

20
04/17

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04/17

Lula era ‘cartão de visita’ da Odebrecht no exterior, afirma delator.

O executivo da Odebrecht Alexandrino de Alencar afirmou, em delação premiada, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um “popstar” em países da África e da América Latina. Segundo ele, o petista era um “cartão de visitas” da construtora. Alexandrino destacou a importância de que chefes de Estado soubessem que Lula tinha uma relação diferenciada com o grupo. De acordo com o depoimento, a empreiteira promovia palestras do ex-presidente para “vender o Brasil” e que convidava jornalistas e formadores de opinião para “mostrar a relação” da empresa com Lula.

Alexandrino alega ter sido apresentado ao ex-presidente por Emílio Odebrecht, em 1994. O patriarca do grupo havia conhecido Lula por meio do ex-governador de São Paulo Mário Covas (PSDB/1995/2001). “Na época o grupo estava iniciando uma investida extremamente agressiva na área de petroquímico. E, como essa área antes era estatal, precisávamos conversar com lideranças sindicais mais à esquerda de modo a tentar influenciá-los e mostrar que não era uma ruptura que estava acontecendo e sim uma continuidade de uma maneira mais competitiva e mais aberta”.

A relação teria continuado, segundo o diretor da Odebrecht, após o período em que Lula se elegeu à presidência da República. O interlocutor do grupo com o petista teria sido o homem forte do chefe do executivo Gilberto Carvalho, que recebeu o apelido de “seminarista” em trocas de e-mails de executivos da construtora. “Emílio tinha algumas reuniões com lula, se ficava alguma pendência de agenda depois eu cobrava o Gilberto. Ficou aquela pendência, como está andando? Ele fazia um follow up do que estava andando”.

Quando Lula viajava a países do exterior, ainda à época em que estava na presidência da república, a Odebrecht enviava documentos sobre a situação das obras da construtora no país para que o petista levasse durante as visitas. Usualmente, a “ajuda de memória” era elaborada por diretores da empreiteira nos países e passava pelo crivo de Marcelo Odebrecht, segundo relata o delator.

“Ele ia para o Peru, para o Panamá, onde tínhamos obras, então mandávamos uma ajuda de memória de uma página, não mais do que isso, para contextualizar o presidente nos assuntos do Panamá”, relatou.

Já à época em que havia saído da presidência, de acordo com os depoimentos da Odebrecht, a empreiteira teria financiado palestras do petista por meio do Instituto Lula. A primeira delas teria sido no Panamá, onde a Odebrecht tinha contratos para obras públicas. “Ele foi fazer uma palestra com empresários e a presença do presidente Martinelli. Depois, tivemos um jantar no qual estava o presidente Martinelli e voltamos para o Brasil. Formadores de opinião, a imprensa, as obras, isso tudo cria um ‘goodview’ interessante do país”.

Alexandrino de Alencar lembrou que os valores eram acertados com Paulo Okamotto, que usou, como preço a se cobrar, o “parâmetro Bill Clinton” e de outros “presidentes internacionais”, que cobravam na faixa de US$ 100 mil. “Subiu a régua e precificou US$ 200 mil. Que me conste, as quarenta e tantas palestras que ele fez foram todas US$ 200 mil dólares”.

“O Lula é uma figura nos países na África e América Latina, quase um ‘popstar’. Com respeito, então ele levava uma imagem positiva. Nós combinávamos, e que é muito público, que todo lugar que ele ia, ele fazia uma palestra. Uma palestra de vender o Brasil. Logicamente, que nosso pessoal lá estava por trás convidando formadores de opinião e jornalistas para mostrar essa relação nossa com ele”.

Segundo o delator, as palestras não “abriam portas”, mas eram um “cartão de visita muito importante o presidente do país saber que ele tinha uma relação diferenciada com o grupo”.

Fonte: Istoé

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