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Humor da sexta.

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Essa é boa!!!

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Via Medida Provisória, Câmara altera regras para concessão de rádio e TV,

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 747/16, que altera as regras dos processos de renovação de outorga dos serviços de rádio e televisão previstas na Lei 5.785/72.

Entre outras medidas, a MP permite a regularização das concessões que estão vencidas.

A matéria, aprovada na forma do projeto de lei de conversão do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), será enviada ao Senado. Ela perde validade no dia 12 de março.

O texto possibilita a essas emissoras regularizarem a situação junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no prazo de 90 dias contados da data de sanção da MP. A regularização, no entanto, só será possível se o Congresso Nacional ainda não tiver deliberado sobre a extinção da outorga.

Segundo o governo, a edição da Medida Provisória foi necessária devido ao acúmulo de pedidos de extinção da concessão que o Executivo deveria enviar ao Congresso pela falta de apresentação da renovação pelas emissoras.

Perda de outorga
Pelas regras constitucionais, a perda de outorga pelo descumprimento do prazo para sua renovação a pedido precisa do voto de 2/5 dos parlamentares, o que “causaria um acúmulo considerável de matérias, impedindo e atrasando debates de grande relevância à população”.

Os 90 dias também poderão ser usados pelas emissoras que apresentaram a renovação fora do prazo legal (os chamados “pedidos intempestivos”), mesmo que as concessões tenham sido declaradas extintas pelo Executivo, mas ainda não tenham sido analisadas pelo Congresso.

No caso das emissoras com a concessão em dia, o pedido de renovação poderá ser feito durante os 12 meses anteriores ao vencimento da outorga. Vencida a outorga sem o pedido, o ministério vai notificar a emissora e abrir prazo de 90 dias para que ela se manifeste.

Antes da Medida Provisória, o prazo para apresentar o pedido de renovação ocorria entre seis e três meses anteriores ao término da outorga.

Licença provisória
Pelo texto, as emissoras de rádio e TV poderão funcionar em “caráter precário” caso a concessão tenha vencido antes da decisão sobre o pedido de renovação.

Ou seja, a emissora terá licença provisória de funcionamento até a definição da renovação da outorga pelo Ministério das Comunicações e pelo Congresso Nacional.

Processo
Atualmente, as concessões de radiodifusão têm a duração de 10 anos, no caso das rádios, e 15 anos, no caso das TVs.

De acordo com a Constituição, compete ao governo outorgar e renovar as concessões. Cabe ao Congresso apreciar a decisão do Executivo. O ato de outorga ou renovação somente produz efeito legal após deliberação da Câmara e do Senado.

O relatório de Leitão atribui o mesmo prazo da outorga para as permissões de radiodifusão e retira do texto do Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62) a necessidade de as emissoras cumprirem todas as obrigações legais e contratuais e manterem “idoneidade técnica, financeira e moral, atendido o interesse público” para a renovação.

Ele também estende às autorizações a determinação de que pelo menos 70% do capital total e do capital votante pertença, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, que deverão exercer obrigatoriamente a gestão das atividades e estabelecer o conteúdo da programação.

Redação semelhante já constava do código, mas se direciona às concessionárias e permissionárias.

Rádios comunitárias
Nas votações, o Plenário rejeitou seis destaques da oposição que pretendiam alterar o texto, principalmente em relação à possibilidade de renovação de concessões cujo prazo para pedi-la já expirou e sobre as rádios comunitárias.

Emenda do deputado André Figueiredo (PDT-CE) que pretendia incluir as rádios comunitárias nessa regularização no mesmo artigo que trata das concessões foi rejeitada por 184 votos a 160. Ele e outros partidos temem o veto ao artigo específico sobre essas rádios.

Nesse artigo, o texto do relator concede a essas rádios 30 dias para se manifestarem sobre o interesse em renovar, contados a partir de notificação feita pelo Poder Concedente da autorização. Essa notificação é realizada caso a entidade autorizada a funcionar como rádio comunitária não se manifeste no prazo legal, que é entre um ano e até dois meses antes do término da vigência da outorga.

Caso ela não responda à notificação, deverá correr o processo de perda da outorga. Se ela responder no prazo solicitando a renovação, será multada segundo regras do Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62).

Em todas as situações também estará autorizada a funcionar em caráter precário até a resolução da pendência.

Aplicam-se a elas também as regras de renovação cujo pedido tenha sido entregue fora do prazo legal, inclusive aquelas com parecer pela extinção, desde que não votado ainda pelo Congresso Nacional.

Transferência
A Medida Provisória 747 possibilita ainda que pedidos de transferência direta de outorga (que ocorre quando a emissora muda de controle e de razão social) possam ser analisados e aprovados mesmo nos casos em que o pedido de renovação ainda esteja tramitando. Nesse caso, a transferência só será deferida após concluída a instrução do processo de renovação no ministério – antes, portanto, da decisão do Congresso.

Atualizações
O texto de Leitão modifica ainda o Código para atualizá-lo quanto a restrições vinculadas a questões de segurança nacional. Ele tira do Código a necessidade de cumprimento de condições contratuais como prova de idoneidade moral, demonstração dos recursos técnicos e financeiros e indicação dos responsáveis pela orientação intelectual e administrativa da entidade.

Saem da lei as restrições ao emprego de técnicos estrangeiros e a e necessidade de registrar em junta comercial a composição do capital social.

Nilson Leitão incluiu, porém, a obrigação de as empresas pleiteantes de concessão ou permissão de radiodifusão apresentarem declaração de que nenhum dos dirigentes e sócios é condenado em decisão transitada em julgado por crimes que impliquem o enquadramento na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 64/90).

Por outro lado, as alterações contratuais ou estatutárias poderão ser encaminhadas ao Executivo dentro de 60 dias, com toda a documentação que comprovar o atendimento à legislação em vigor, isentando-as de sanções previstas no Código.

Radialistas
Na profissão de radialista, o relator prevê que a descrição das funções nas quais ele pode atuar deve considerar as ocupações relacionadas à digitalização das emissoras, a novas tecnologias, aos equipamentos e aos meios de informação e comunicação.

Íntegra da proposta
MPV = 747/2016

Fonte: Comunique-se

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02/17

Propeg e a DPZ&T conquistam a Petrobras.

A Petrobras escolheu a Propeg e a DPZ&T como as agências que cuidarão de sua conta publicitária; Heads e Ogilvy ficaram em terceiro e quarto lugar na disputa. A estatal, que irá investir R$ 550 milhões nos próximos dois anos e meio (o que resulta em verba anual de R$ 22o milhões), revelou as vencedoras da concorrência para a escolha das agências que cuidarão de sua comunicação nesta quarta-feira, 22, no Rio de Janeiro. Ainda cabe recurso da decisão da Petrobras.

Com este resultado,  Heads e a NBS deixam de atender o cliente.  A primeira inaugurou uma unidade na capital fluminense por conta da conquista da Petrobras. Além das agências vencedoras, outras quatorze participaram da disputa: Calia,  Artplan, nova/sb, Ogilvy, Fields, Fischer, Link, Lua, Multisolution, Publicis Brasil,  Z+Comunicação, Café, NBS e Heads.

Uma novidade da relação da Petrobras com suas agências de publicidade neste novo contrato é que a estatal fará disputas internas entre as duas selecionadas sempre que a previsão da verba da campanha em questão for maior que R$ 16 milhões. A expectativa é de que o anunciante invista em média R$ 220 milhões ao ano nas ações da área. Conforme exigido no edital, as agências vencedoras devem ter um escritório no Rio de Janeiro. Diante disso, a DPZ&T voltará a ter uma operação no Rio. A Propeg já atua na cidade mas provavelmente ampliará sua atividade para atender a Petrobras.

Em sua última concorrência, a Petrobras havia escolhido Heads, FCB e NBS para atenderem sua conta publicitária. No começo do ano passado, o anunciante optou por dispensar a FCB concentrando sua conta na Heads e NBS, adotando o formato de duas agências que também será utilizado nos próximos anos.

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Fonte: Meio e Mensagem

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02/17

Publicis e Leo Burnett Taylor Made vencem concorrência do Bradesco.

bradesco

O Bradesco definiu a Publicis e a Leo Burnett Tailor Made como as agências vencedoras da concorrência aberta no final de novembro do ano passado. Ambas responderão pelas contas institucional e de negócios do Bradesco. A Publicis ficará responsável também pela gestão e o posicionamento da marca.

Publicis e Leo Burnett Tailor Made disputaram a fase decisiva da concorrência com a Y&R, que detinha parte da conta junto a WMcCann. O cliente optou por uma concorrência com o fim do ciclo olímpico e do mote “BRA”.

Já a conta da Bradesco Seguros segue com a AlmapBBDO. A fase decisiva da concorrência da seguradora contou também com a WMcCann.

A consultoria Scopen coordenou o processo de seleção, do qual também participaram a F/Nazca S&S, a J. Walter Thompson, a Ogilvy, a Publicis e a Wieden + Kennedy.

R/GA, One Digital e F&Q Brasil, que não participaram da concorrência, continuarão a atender o banco em projetos específicos.

Procurado pelo Meio & Mensagem, o Bradesco informou que não fará comentários sobre o processo.

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Fonte: Meio e Mensagem

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02/17

Emissoras de TV norte-americanas buscam maneiras de reinventar o break comercial.

É raro que uma startup comprada por um grande veículo de mídia continue sendo conhecida, muito menos mude as estratégias de seu novo dono. Mas, dois anos depois de ser adquirida pela 21st Century Fox, a ad tech TrueX está mais relevante do que nunca agora, já que diversas emissoras buscam maneiras de reinventar o break comercial.

A Fox comprou a TrueX por US$ 200 milhões em fevereiro de 2015, quando o serviço de streamming da Netflix estava crescendo rápido, as classificações da TV tradicional estavam caindo, vídeos online estavam sofrendo com fraude de anúncios e bloqueio e os DVRs — aparelhos que gravam TV linear e nos quais é possível pular publicidade — já eram conhecidos. Os formatos de publicidade da TrueX, que permitiam ao público interagir com um comercial como forma de evitar outros, não eram necessariamente revolucionários, mas trouxe à Fox um grupo de pessoas e uma cultura que se esforça em pular anúncios para consertar a publicidade em TV (veja no gráfico a curva da quantidade de comerciais na televisão americana nos últimos anos).

Minutos de comerciais por horário nobre na TV têm mudado lentamente tanto em emissoras a cabo quanto por assinatura

Minutos de comerciais por horário nobre na TV têm mudado tanto em emissoras a cabo – em azul – quanto por assinatura – em laranja (Fonte: GrupoM. Reflete o quarto trimestre de cada ano e exclui esportes.)

A Fox, então, contratou uma série de executivos da TrueX para ajudá-los a inovar em anúncios, incluindo o co-fundador da empresa Joe Marchese, que rapidamente foi nomeado ao novo cargo de presidente de produtos publicitários avançados.

“Este é um momento único na indústria dos anúncios”, diz Joe Marchese. “Se não trabalharmos juntos, modelos livres de anúncios vão continuar a proliferar.” Para Randy Freer, presidente e chefe de operações da Fox Network Group, a TrueX “trouxe um jeito de pensar totalmente novo para a Fox e nos ajudou a mudar como nós olhamos a experiência publicitária”.

Experiências semelhantes estão se desdobrando pela TV em intensidades variáveis. “Talvez tenha muita interrupção de comerciais na televisão, de modo geral”, disse o CEO da Disney, Bob Iger, num conference call sobre relatórios trimestrais, no começo do mês, prometendo um novo olhar sobre o tema. Roger Goodell, que comanda o produto mais popular da TV como responsável pelos direitos da NFL, disse antes do Super Bowl que a liga está “fortemente inclinada” a repensar os breaks de comercial para a próxima temporada.

Além disso, grupos como NBC Universal, Turner e Viacom já estão testando menos anúncios, preenchendo o espaço com conteúdos mais similares aos programas que estão televisionando no momento.

Nós sabemos que há uma necessidade de diminuir a quantidade de anúncios porque nós inundamos consumidores e agora eles estão desligando ou bloqueando.

Ideias de anúncios interativos como os da TrueX têm rondado o mercado há décadas, porém sem muito sucesso. O que faz os esforços da TrueX diferente das demais tentativas é a proposta de valor para quem visualiza: a troca de um minuto ou um pouco mais da atenção do usuário por menos interrupções subsequentes. Hoje, quando cada vez mais conteúdo televisivo é entregue via IP em vez de set-top boxes, as realizações da TrueX para computadores e dispositivos móveis poderia ter também consequências importantes para as telas maiores.

Em dezembro, a TrueX trouxe seu modelo de engajamento para a sala-de-estar por meio de seu aplicativo do canal FX, dentro do dispositivo Roku — tecnologia de streaming em TV como Chromecast e Apple TV, muito popular nos Estados Unidos.

“Nosso objetivo é ir de um modelo linear de anúncio televisivo de 18 a 20 minutos de comercial por hora para 60 segundos no digital e on-demand”, relata David Levy, um dos co-fundadores da TrueX, que em setembro tornou-se vice-presidente executivo de receitas não-lineares na Fox Networks. “Nós estamos tentando entender como criar novos modelos que transfiram atenção mais eficientemente.”

Para anunciantes, um dos maiores obstáculos para reduzir a quantidade de anúncios é o custo: menos inventário significa maiores preços para o tempo de anúncios que restam.

Mas mais pessoas têm notado a importância dessa abordagem nos últimos anos. Mondelez, dona de grandes marcas como Nabisco e Oreo, fechou um acordo com o grupo Fox em julho para ajudar a estabelecer um comercial mais amigável ao consumidor, e se tornou a primeira cliente para anúncios engajadores no Roku.

Agências compartilham o interesse. “Nós sabemos que há uma necessidade de diminuir a quantidade de anúncios porque nós inundamos consumidores e agora eles estão desligando ou bloqueando”, afirma Helen Lin, presidente de investimento e parcerias digitais da Publicis Media U.S. “Quando você aumenta o número de anúncios, o seu potencial de crescimento se reduz. Nós sabemos que temos que fazer algo antes de os consumidores nos ignorarem completamente.”

Helen diz que expandir o alcance da TrueX para a televisão “tradicional” foi especialmente estimulante. “A aquisição da TrueX pela Fox e Joe passando a falar pela organização nos mostrou um grande compromisso de trazer o modelo para a TV.” A primeira mudança vai acontecer nos serviços de vídeo on-demand, onde as redes não estão vendendo anúncios muito bem e a experiência do consumidor tem sido mais sofrível, com a repetição excessiva das mesmas propagandas ou muitos comerciais de atrações dos próprios canais.

A Fox está testando um anúncio para VOD que alerta os consumidores que o episódio será transmitido com pequenos comerciais de uma marca. Então, 60 segundos de anúncio sobre a marca é televisionado antes do conteúdo. O resto do episódio vai ao ar com apenas dois segundos de tela para a marca em vez dos tradicionais breaks. Isso leva a Fox reduzir os anúncios e a repetição no VOD.

Como a Fox deixa a operação da TrueX funcionando independentemente , ela pode trabalhar com outras marcas grandes de TV a cabo e TV por assinatura. Além disso, a TrueX passará 2017 investindo em dados e análises para ajudar profissionais de marketing sobre as melhores de se comunicarem com a audiência, atingindo melhores resultados e brand lift, relata David. “Não é só sobre ganhar atenção, mas como usar a atenção para passar a mensagem certa, na plataforma certa, no momento certo para gerar reações”, ele explica.

A Fox está procurando um líder de ad sales para ocupar o lugar de Toby Byrne, que saiu em setembro. Está para definir se será nomeado alguém com recordes de vendas ou com uma experiência mais diversificada, que pode servir como um evangelista em inovação. Para agora, Joe Marchese surgiu como um representante para a Fox, indicando a disposição da companhia de mudar o modelo estagnado de anúncio em televisão.

O que a TrueX está fazendo é apenas uma solução possível para um desafio bem complicado da indústria da TV. Mas saber que a empresa não se perdeu dentro da estrutura da Fox, indica que o mercado tem pensado seriamente sobre uma solução.

Fonte: Advertising Age

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02/17

No Brasil, publicidade tem bom potencial de retorno.

A publicidade no Brasil tem o maior potencial de retorno entre as principais economias do mundo ocidental, devido à menor competição pela atenção e interesse dos consumidores.

Ou seja, o anúncio ou comercial aqui em nosso país tende a gerar mais resultados porque o conjunto da competição pela atenção e interesses dos consumidores é bem menor que nas economias mais maduras.

Uma boa medida para se analisar essa diferença está no investimento per capita em publicidade, que é bem baixo no Brasil, na faixa de 88 dólares anuais (dados de 2015, da StrategyAnalytics, com base na taxa de câmbio média em relação ao dólar). Para se ter uma ideia da diferença, na Suíça esse valor anual é de 750 dólares, pois se trata de um mercado pequeno, muito competitivo e com uma população pouco afeita a rompantes de consumo, onde fazer uma venda é um enorme desafio para qualquer empresa.

Em um mercado grande e igualmente muito competitivo, caso dos Estados Unidos, o valor de investimento per capita ao ano é de 567 dólares, ou seja, mais de seis vezes o nosso.

Mesmo em economias menores, mas igualmente bastante disputadas, os valores per capita oscilam entre 4,3 e 5,5 vezes o número brasileiro, caso da Austrália (486 dólares ao ano), Noruega (472) e Reino Unido (379).

Em outros países, a relação do tamanho dos investimentos em publicidade com o brasileiro é menor, mas ainda bem maior, como a Alemanha, com 311 dólares anuais per capita, ou a França, com 224. E até a Argentina, que enfrenta os problemas que todos conhecemos, investe mais do que nós: 96 dólares ao ano por pessoa.

Não é sem lógica, portanto, que as campanhas publicitárias brasileiras alcançam, principalmente quando são feitas com alta qualidade, resultados excepcionais em termos de aumento de volume de vendas, valor superior de preço e aumento do recall e força das marcas anunciantes.

Além disso, graças à altíssima presença da TV e do rádio na vida das pessoas e ao seu grande consumo entre a população, a velocidade de retorno dos investimentos em publicidade também é bem grande por aqui – inclusive em momentos de dificuldade econômica. Jornais e revistas, por sua vez, mesmo contando com uma cobertura não tão ampla no conjunto da população, são muito efetivos sobre as classes com maior poder de consumo.

Vale destacar que esse valor de 88 dólares anuais é a média nacional, pois, se pensarmos em termos regionais, essa média é cerca da metade desse valor. E como o Brasil conta com grupos de comunicação de qualidade em seus principais mercados, existe uma oferta de TV, jornais, rádio e de internet com características regionais e locais, mas com padrões nacionais de execução, o que oferece espaço publicitário de primeira classe em todo o Brasil.

E não podemos esquecer, também, as dimensões dos principais mercados nacionais, que rivalizam em volume de consumidores com grandes cidades da Europa. Salvador, por exemplo, com quase três milhões de pessoas, é maior que Roma, a maior cidade da Itália. Fortaleza, com mais de 2,6 milhões, supera Paris, a principal cidade francesa. Curitiba, que chega próximo a dois milhões, tem mais gente que Hamburgo, a segunda cidade alemã. E Porto Alegre, com cerca de 1,5 milhão de pessoas, equivale-se a Barcelona, o segundo mercado espanhol.

Além disso, o brasileiro é propenso ao consumo e gosta de publicidade.

Pesquisa da WFA com a Nielsen em 50 países, feita em 2009, indicou que a publicidade no Brasil é, na média, a mais bem vista e valorizada do mundo pelos consumidores. Parafraseando Pero Vaz de Caminha, pode-se afirmar que no Brasil, em se anunciando, os resultados acontecem.

Rafael Sampaio é consultor em publicidade.

No Adnews

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02/17

Campanha que divulga ‘pílula do câncer’ é proibida.

Peças publicitárias que divulgam suplementos de fosfoetanolamina, conhecidos como “pílula do câncer“, foram proibidas de ser veiculadas, segundo resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Os produtos “Phospho 2-AEP imune system” (da New Life) e “Phospho Ethanolamine” (da Quality Medical Line) eram anunciados como “suplementos alimentares” no Facebook. A agência explica que as peças foram suspensas porque alegam “propriedades terapêuticas e funcionais não comprovadas”.

De acordo com a Anvisa, o “fabricante não pode alegar que cura uma determinada doença no seu rótulo, na sua caixa ou na sua propaganda“. Além disso, propaganda nas redes sociais “que induzam o consumidor a crer que a fosfoetanolamina, como suplemento, combata o câncer – ou qualquer outra doença– e atribuam propriedades funcionais e/ou de saúde são irregulares“.

O uso de fosfoetanolamina, que nunca foi testada em seres humanos (assista ao alerta feito pelo dr. Drauzio Varella no Fantástico aqui) foi liberado como medicamento, por uma lei, no ano passado. Mas, pouco depois, foi a lei suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Pesquisadores que participaram dos estudos sobre a pílula anunciaram que irão fabricar a fosfoetanolamina como suplemento alimentar  nos EUA e que, em breve, venderão o produto pela internet.

Fonte: CCSP

 

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02/17

Brastemp se reposiciona, com a FCB.

O popular ‘Não é assim uma Brastemp’, da Talent, deu lugar à assinatura ‘Sem dúvida, Brastemp’, da agência FCB, nas campanhas da marca de eletrodomésticos, desde outubro.

A mudança tem objetivo de reforçar o novo posicionamento, que, além de trazer os atributos de performance, foca na genuína experiência de ter um produto da marca.

No lançamento da casa conceito Brastemp Experience, em São Paulo, Renato Firmiano, diretor de marketing da Whirlpool Latin America, dona da marca, falou com o PROPMARK. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Vocês apresentaram recentemente o novo slogan Sem dúvida, Brastemp. Como o público tem recebido a mudança?
Quando a gente fala Sem dúvida, Brastemp, o consumidor entende muito bem a qualidade envolvida, o conceito está bastante enraizado. O que a gente quer mostrar agora é o que esse produto traz como experiência. O cliente quer vivenciar como é ter uma experiência Brastemp na sua casa. O novo slogan foi superbem recebido pelo público, foi testado, obviamente, validado antes de ir para o ar, mas os feedbacks foram positivos. É claro que o trabalho começou praticamente agora. Na nossa indústria de bens duráveis, para isso ser absorvido, demora um tempo razoável. O consumidor, às vezes, fica cinco anos sem ir ao ponto de venda porque ele não troca de eletrodomésticos o tempo todo.

O slogan Não é assim uma Brastemp, dos anos 1990, continua muito forte. Quais atributos vocês quiseram ressaltar com a nova comunicação?
A nova assinatura desenvolvida pela FCB trabalhou o atributo de visionária da marca. Queríamos olhar para frente, mas sem perder todo o respaldo e legado da empresa. Somos uma marca consagrada, referência no mercado, e o Sem dúvida, Brastemp traz tudo isso muito forte. Resgata essa força que temos historicamente. O momento que vivemos agora, com o lançamento da Brastemp Experience, chancela isso. O slogan traz a possibilidade de darmos um passo além de trabalhar produto. O próximo passo é a experiência do consumidor.

Aproximar-se cada vez mais do consumidor é uma das apostas da marca? Como funcionará o novo espaço?
A Brastemp Experience chega para mostrar a experiência por trás de uma Brastemp. O projeto foi pensado desde 2015 e todo concebido pela Bferraz, que idealizou a arquitetura, a decoração e os recursos audiovisuais das salas temáticas. Queríamos transcender o universo do produto, trazer, de forma proprietária, um espaço em que o consumidor pudesse entrar e viver a marca por completo. A ideia é que seja um espaço de relacionamento com o consumidor, parceiros, arquitetos e profissionais de gastronomia. Também é um espaço para apresentação das linhas especiais de produtos, como a Retrô, a Vitrus e a Gourmand, de performance. Temos ainda duas cozinhas funcionais, onde haverá uma programação de cursos e workshops de gastronomia. A agenda estará disponível no site brastempexperience.com.br  .

Quais outras atividades serão disponibilizadas na casa conceito?
Será uma experiência Brastemp por completo. Além de o consumidor ter contato com os produtos, de poder cozinhar, interagir, ver o preparo do alimento, a gente preparou uma sala museu que conta a história de uma marca que tem quase 60 anos. O espaço quer trazer a visão de futuro da marca, que é muito pautado em tecnologia, que nos faz olhar para frente, mas a gente não pode deixar de falar do seu legado. Temos um espaço de B.blend, que é a máquina de bebidas da marca, onde o consumidor tem diversas cápsulas de sucos, chás e refrigerantes para experimentar, e ainda a sala temática da linha Vitreous. Nela projetamos uma apresentação que mistura mapping, trilha sonora e efeitos visuais, em uma brincadeira com espelhos e produtos que remetem aos elementos, como gelo, fogo, água.

Há intenção de lucro com a nova casa?
Retorno financeiro não é nosso objetivo com a Brastemp Experience. Ela funcionará de segunda a sábado, das 9 às 21 horas, mas não haverá produtos à venda. É realmente um espaço para encantar o consumidor e fidelizá-lo. Não esperamos que isso traga retorno imediato, mas esperamos que o conteúdo produzido no espaço, o relacionamento criado com o consumidor, em médio prazo, faça com que ele esteja cada vez mais conectado com a marca. Nem mesmo com os workshops pagos terão algum tipo lucro para a marca. O valor cobrado será para apenas cobrir os custos de produção e para a contratação dos profissionais.

Com investimentos em design, personalização de produtos e linha profissional, a Brastemp mudou de posicionamento em busca de um novo perfil de consumidor?
A marca já tem um legado de estar à frente. Nós fomos pioneiros em várias frente no Brasil, com a primeira geladeira frost free, o primeiro refrigerador invertido, a primeira lava-louça produzida por aqui, então, é um desafio porque colocamos uma régua muito alta. Brastemp é uma marca que não pode ficar parada, tanto do ponto de vista de produto quanto de inovacão, então, a ideia é que a gente continue ditando tendências no mercado. A renovação das cores da linha Retrô, o investimento em uma linha inspirada no vidro e a linha Gourmand, para chefs profissionais, são lançamentos que transcendem uma marca puramente de eletrodomésticos. Esse é o patamar que queremos manter.

Qual é o perfil de consumidor que vocês desejam atingir? O varejo, com fator preço, ainda é uma área de interesse?
O consumidor vem evoluindo e a Brastemp tem acompanhado esse movimento. Do ponto de vista de poder aquisitivo, nos interessa o perfil AB, mas o que buscamos muito mais é um perfil comportamental, de um consumidor antenado, que quer coisas novas e busca o melhor na casa dele. Mas a gente tem buscado equacionar, temos um portfólio amplo, com linhas mais acessíveis também, mas o grande foco da marca está na linha superpremium.

Quais serão as principais estratégias de marketing para este ano?
Queremos nos apropriar cada vez mais do universo de gastronomia. Para isso, a Brastemp Experience vai ser o nosso hub de conteúdo nesse sentido. Esperamos que a casa não seja só um universo físico, mas tudo que a gente esteja produzindo de conteúdo nós consigamos levar para o consumidor de todo o Brasil. Vamos dar mais visibilidade ao novo slogan, sendo assim estão previstas também algumas campanhas ao longo do ano, sobretudo no digital. E começar esse trabalho da Brastemp Experience com um pé em experiência, que é onde vamos construir os próximos passos da marca.

A produção de conteúdo tem sido estratégia de grandes marcas para engajar o consumidor. Essa também é a proposta da Brastemp?
Quando a gente fala em acompanhar o consumidor, o conteúdo faz parte, afinal, além de produto, ele consome informação. Um dos principais desafios do marketing é conseguir relevância dentro de conteúdo, porque o consumidor tem uma série de facilidades de acesso, mas se como marca não ofereço algo relevante, ele simplesmente descarta. Conteúdo faz parte da estratégia da marca este ano e esperamos que a Brastemp Experience seja um centralizador proprietário de tudo isso. Com os eventos de gastronomia e os encontros com arquitetos, tudo o que está sendo realizado aqui vai trazer um conteúdo verídico, proprietário, que o consumidor vai ver que é de verdade. A pior coisa é quando a marca empresta um conteúdo externo e vende isso como se fosse próprio.

As redes sociais também são estratégicas para a marca? Os canais são enxergados pelo consumidor como SAC. Como trabalham o posicionamento de marca?
As redes sociais viraram o meio mais eficaz para o consumidor falar com as marcas. Nosso objetivo nesse ambiente é sempre responder o mais rápido possível, mas o papel que a gente quer cultivar mesmo é o de relacionamento. Quando trazemos algo relevante, diferenciado, que foge do que ele espera, a gente consegue gerar muito mais engajamento e comentários positivos. Quando a gente surpreende, percebemos o aumento natural de comentários positivos, pessoas que se encantam com o conteúdo. Buscamos então sempre essa surpresa. É muito mais difícil um elogio do que uma reclamação, mas o nosso desafio é justamente entender como fomentar isso de forma genuína.

Quais são os desafios para se manter em constante inovação?
Estar 100% conectado com o consumidor para conseguir entender como vou lançar algo que nem ele está esperando. Não é um mercado fácil, porque temos um potencial de consumo muito alto, isso é atrativo para muitas marcas, mas poucas empresas têm uma marca tão forte quanto a nossa. Um espaço como a Brastemp Experience só agrega, trazendo o consumidor para perto da marca, até mesmo para entender o que ele quer.

Fonte: Propmark

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02/17

Música é para virar chiclete na cabeça.

Falar de inspiração para um produtor musical invariavelmente acaba caindo em certos clichês. Nossa matéria-prima é emoção, memória, sensações. A música é uma arte não palpável e talvez more aí sua principal potência: entrar pela pele, grudar no ouvido, virar chiclete na cabeça. É normal que a inspiração venha então justo daquilo que é mais comum a todos nós, da vida normal, que acontece todo dia, do tipo de experiência que todo mundo vive.

Uma cena na rua, uma conversa que vaza da mesa ao lado, uma viagem com os filhos e até um bom engarrafamento – essas coisas, justo as mais banais, às vezes, sabe-se lá por qual conjuntura cósmica, passam por nós de um jeito diferente, pegam o músico num momento de antena mais afiada e tá feito: a inspiração nos visita.

Quando chega assim, acidentalmente, é o melhor dos mundos, mas normalmente vem com urgência. É preciso amarrar a inspiração em notas, em rascunho, aprisionar em ideia antes que ela escape. Inspiração expira a validade com a maior facilidade do mundo.

Essa vivência de inspiração espontânea, recebida quase como um presente divino, infeliz e normalmente nos acomete quando não estamos precisando dela. Ou quando, literalmente por inconveniência do tempo ou do espaço, é impossível cercá-la, dar contorno. Quem nunca viveu a mágica e trágica sensação de ter uma ideia brilhante no banho, bem na hora do shampoo? E aí é que entra a saga de um músico: evocar a inspiração quando já existe um deadline, quando há compromisso. Quando a inspiração, essa coisa ensaboada e meio tinhosa, precisa te atender com hora marcada e, de preferência, chegar já meio pronta, exigindo o menor estresse e transpiração possível.

É meio por aí que tento ficar mais esperto: descobrir como abrir minhas janelas criativas. Que são pessoais, mas altamente transferíveis – inclusive trocar com os outros e consigo mesmo é parte fundamental da história.

Ultimamente, com acumulados 14 anos de Sonido, tenho exercitado a procura pelo jeito particular que alguns músicos trabalham, os ingredientes que fazem com que aquela obra se relacione com a ideia de “inédito”. O timbre, o jeito de usar um delay, a mixagem que ajuda na história contada. Veja bem: não é o que nunca foi feito – até porque já foi feito coisa pra caramba nesse mundo. Mas sim o jeito que foi feito. É esse processo que tem me empurrado, me instigado a querer ir além.

Estamos na produtora nessa fase do “ir além”. De flertar com as várias maneiras de entregar música, de produzir canções, discos. E de como fazer isso do jeito mais bacana, mais sustentável para todas as pontas do processo. Hoje, não consigo pensar em produzir um disco, finalizá-lo, e foi. Beijo e tchau. Até porque acho que disco não é mais disco. Hoje o disco é de ver e ouvir, de interagir. É imagem, é como ele foi pensado, prensado, distribuído. Com os novos modelos de gravação, de comercialização e de acesso, é preciso muito mais que uma bolacha com 10 músicas boas para colocar um artista no radar ou num circuito, para abrir as portas.

E passar horas nesse quadro negro tentando desvendar o que, onde e como se dá essa soma, tentando achar qual é a equação que vai levar a música que eu estou produzindo aos ouvidos dos outros e, com sorte, ao coração ou memórias deles, é o que me inspira. Pensar que pode existir um jeito que vai conduzir aquilo que estamos trabalhando há dias ou meses nos poucos metros de um estúdio pra tocar e ser visto na playlist ou na tela de alguém é, ao mesmo tempo, uma agonia e um fascínio. Eu tenho arrepios com essa reflexão. De pavor e de amor na mesma medida.

Num mundo de infinitos micromundos que só agora conseguimos descobrir, é possível. Imagine o que acontece musicalmente em Bangladesh, em Foz do Iguaçu, na Islândia! Pois lá, justo na distante e glacial Islândia, existe um cara que ultimamente aquece meus olhos e ouvidos nesse meu pseudoinverno da Flórida: Ólafur Arnalds é minha atual inspiração de estimação. Ele resolveu gravar suas novas composições em sete lugares diferentes do seu país, com a colaboração de artistas locais. Olha, isso é de uma verdade tão incrível, tão legítima, que dá vontade de entrar na vida dele e das suas músicas tão delicadas. E por quê? Porque ele foi além. Ele nos convidou a ver sua música cinematográfica.

Lucas Duque é sócio e diretor musical criativo da produtora Sonido

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