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04/17

United expulsa casal que iria se casar no destino da viagem, de avião seu.

Michael Hohl e Amber Maxwell viajariam de Houston, no Texas, para a Costa Rica, onde o evento aconteceria. Eles disseram à emissora norte-americana Khou, da CBS, que subiram no avião e encontraram em seus assentos um passageiro cochilando no lugar.

Em vez de acordarem o rapaz, acomodaram-se em lugares à frente, já que o voo estava relativamente vazio – inclusive, parte dos passageiros do mesmo eram convidados do casamento que viajariam com eles, segundo o relato.

Questionado por uma aeromoça, o casal voltou aos lugares corretos, mas acabou sendo escoltado e expulso momentos depois com a alegação de que estavam causando desordem e perigo para o restante do voo e que a ação era uma medida de segurança.

Para a Reuters, a companhia desmentiu o fato e disse que o casal tentou repetidamente se sentar em assentos melhores que os que haviam sido comprados, além de não seguir as instruções da tripulação para retornar aos assentos designados.

“Não achamos que era uma grande coisa, não é como se estivéssemos tentando ficar em um assento de primeira classe”, afirmou Michael.

Depois do incidente, a companhia disse ter oferecido ao casal uma tarifa de hotel com desconto para a noite, bem como uma reserva gratuita para um voo na manhã seguinte.

Escorpião a bordo

A vida não está nada fácil para a United nos últimos tempos. No mesmo dia em que o passageiro David Dao foi retirado à força de um de seus voos, outro passageiro levou uma picada de escorpião a bordo de uma outra aeronave.

O passageiro era Richard Bell, que viajava com a esposa Linda Bell de Houston, nos Estados Unidos, para Calgary, no Canadá. “Enquanto eu estava comendo, alguma coisa caiu no meu cabelo do compartimento de bagagens acima de mim”, disse à rede canadense CBC.

Segundo Bell, a equipe de comissários imediatamente prestou auxílio ao casal, retirando-os de seus assentos originais. Eles também fizeram ligações para descobrir se o escorpião era venenoso ou não.

Ao pousarem em Calgary, uma equipe médica já estava esperando Bell para levá-lo ao hospital. Ele foi liberado logo em seguida e não pretende processar a companhia.

Nariz quebrado

As estarrecedoras cenas da expulsão à força de um passageiro do voo da United foram transmitidas exaustivamente nos jornais e redes sociais de todo mundo na última semana.

Desde então, a companhia aéreaperdeu centenas de milhões de dólares em valor de mercado, pediu desculpas três vezes e anunciou que o bônus do CEO neste ano será atrelado às reclamações dos clientes. A United também já afirmou que está disposta a pagar indenização para outros passageiros que estavam no voo e se sentiram ofendidos.

Também, pudera: o médico David Dao de 69 anos, que já iniciou uma ação legal contra a empresa, foi agredido e humilhado publicamente com o mundo como testemunha – ele quebrou o nariz e perdeu um dente, apontou um diagnóstico divulgado agora de tarde.

E ainda foi chamado de beligerante pelo CEO da United em um e-mail interno enviado aos funcionários, que ele afirmou terem sido corretos na atitude, em um primeiro momento.

No dia seguinte, a companhia divulgou um terceiro comunicado, assinado pelo CEO, Oscar Munoz, com um pedido de desculpas pelo fato. “Ninguém deve ser tratado desta forma”, afirmou por meio dele.

“Nós assumimos total responsabilidade (pelo fato) e vamos trabalhar direito para resolver isto”, diz outro trecho da carta, que anuncia que a empresa fará uma revisão de processos que vão desde a parte de movimentação de tripulação a procedimento em caso de overbook, como no caso do voo 3411.

Fonte: Exame.

COMENTÁRIO

O presidente da United deve ser um Nicolás Maduro, ou um Hugo Cháves, ou um Hitler qualquer.

Se continuarem expulsando passageiros embarcados, ninguém mais se sentirá seguro num avião da United.

JJ

18
04/17

Samsung deseja manter a liderança com a marca no coração dos consumidores.

No ano em que completa 30 anos de atuação no Brasil, a Samsung tem uma grande missão pela frente: manter a liderança com relevância e fazer com que a marca esteja no coração dos consumidores. Nesta entrevista, concedida ao PROPMARK no lançamento global do Galaxy S8, em Nova York, dia 29 de março, a diretora de marketing da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, Loredana Sarcinella, explica detalhes da estratégia e revela que o incidente com o Galaxy Note 7 – que nem chegou a ser comercializado no Brasil – não afetou as vendas no país.

A penetração de smartphones no Brasil cresce ano a ano, como a companhia encara a competição de mercado?
O mercado de smartphones no Brasil em 2017 deve crescer cerca de 3% ou 4% em volume e 7% ou 8% em valor. O segmento vem se sofisticando e a marca tem acompanhado essa evolução muito de perto. Hoje, a companhia já não trabalha mais com uma faixa de preço abaixo de R$ 500 e vem trabalhando seus produtos com preços médios e categorias premium e superpremium. Nossos lançamentos sempre possuem um maior número de funções, benefícios e telas de melhor resolução e qualidade.

A Samsung é líder global do segmento mobile, qual a importância do mercado brasileiro?
O Brasil é o terceiro maior mercado no mundo para a Samsung, atrás de China e Estados Unidos. No país, onde a marca comemora 30 anos em 2017, a companhia é líder de mercado e possui mais de 50% de participação. Temos objetivos muito agressivos e potencial enorme nas categorias de preços médios e altos. Os brasileiros são muito envolvidos com a categoria de smartphones, pois sempre trocam seus aparelhos por um melhor. É um segmento que cresce.

A companhia registrou um lucro 50% maior no quarto trimestre de 2016, a crise econômica do país não afetou os negócios?
Se existe uma sazonalidade no mercado de celulares, o quarto trimestre é bem forte. Nele temos duas grandes datas comemorativas, a Black Friday e o Natal. Elas puxam o mercado para cima. Outro efeito é o 13° salário, então é uma composição de fatos que ajudam no crescimento. Estávamos sentindo a crise econômica, mas a categoria acaba sendo beneficiada já que o smartphone é um dos itens de eletroeletrônicos mais consumidos pelos brasileiros que têm essa cultura de querer ter a última tecnologia.

A companhia começou 2017 com lançamentos na família Galaxy A (Modelos A5 e A7). Smartphones intermediários serão uma aposta da Samsung?
É um segmento importante. A família Galaxy A possui produtos de entrada no segmento premium e são comercializados na faixa de R$ 2 mil. O consumidor da linha A quer ter a última novidade, mas não quer pagar mais caro por isto. Então, a companhia tem se preparado para atender a essa demanda. Quanto mais a gente trabalha a penetração neste mercado, mais as pessoas vão se envolvendo com a categoria e quando vão substituir o aparelho, querem um melhor.

E qual a estratégia de comunicação para essa linha?
Aumentamos em 50% o investimento em comunicação na família A. Isto é importante. Para este público que é early adopter, mas consciente, bolamos uma série de ações. Estaremos em todas as plataformas, vamos trabalhar com o programa Le Tour Du Monde, do canal TLC, onde o casal Lucas Mayer e Iris Fuzaro vai falar dos benefícios do aparelho, e trabalhar com influenciadores como a cantora Anitta e o DJ e produtor musical Alok. Estamos trabalhando com o slogan Mesmo DNA Galaxy, nova atitude, trazendo nossos benefícios e valores para a linha A. O mercado de celulares é elástico a comunicação, oferta e novidade. Com o dobro de investimentos na família A, temos resultados impressionantes.

Acompanhamos o lançamento global do Galaxy S8 aqui em Nova York, quais são os diferenciais do aparelho?
É um novo patamar na indústria. Com basicamente o mesmo tamanho de celular, trazemos a maior tela do mercado. Queremos que o consumidor tenha uma experiência imersiva com o que ele está usando. Além disso, o S8 traz a Bixby, a mais nova assistente virtual da marca, Dual SIM, um pedido dos consumidores em ter dois chips, IP68, que garante resistência a água, tela que se divide, segurança com reconhecimento da digital, rosto e íris e diversas outras funções inteligentes.

E o investimento em comunicação?
O investimento em TV aberta e fechada vão ser mantidos. Aumenta em algumas ocasiões por causa de certos lançamentos. O que realmente aumentou foi o investimento no digital. Antes era investido 10% do nosso orçamento; hoje, são 30% do total investido. Cerca de 70% das pessoas que vão comprar um celular passam pelo digital. Muitos compram online, mas a grande maioria ainda compra na loja física e já chega com a cabeça feita. Por isto, trazer conteúdo para o digital é muito importante. O consumidor quer saber a informação dos jornalistas e influenciadores.

A campanha no Brasil contará com a atriz Camila Queiroz?
Começamos com a campanha do avestruz, criada pela agência Leo Burnett, que faz todo o alinhamento global da marca, exceto para algumas, que são realizadas pela agência Cheil para Samsung Pay. Mas a atriz Camila Queiroz será a garota-propaganda do Galaxy S8. Ela estará na campanha 360°, focada no digital e na parte de conteúdo, levando informações para o consumidor. Escolhemos a Camila pois ela possui uma base de fãs muito grande e representa alguns dos valores que temos para a marca. Apesar de muitas vezes associarmos o lançamento de um aparelho super-premium com pessoas mais velhas, alta sofisticação etc., ela traz um componente de jovialidade e inovação tecnológica muito importantes.

Os novos lançamentos apostam em telas maiores, este é o caminho? O usuário já está acostumado?
Sim. O smartphone hoje é um dos grandes substitutos dos computadores pessoais. Segundo dados do IDC, em 2015 tínhamos apenas 5% de aparelhos comercializados com telas grandes, para 2017 serão cerca de 22% de unidades vendidas em todo o mundo. O celular virou uma grande central de mídia e todos nós somos fotógrafos e editores de vídeo.

Após o patrocínio nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o maior já realizado pela marca no país, o investimento em comunicação e marketing aumentou, diminuiu ou se mantém?
Não posso revelar valores, mas vai continuar o mesmo. Posso dizer que é um investimento que está em linha com o que as grandes empresas de bens de consumo fazem no Brasil. Nosso objetivo é se aproximar cada vez mais do consumidor, não somente para mostrar a última tecnologia e inovação, queremos através dela mostrar um significado nas coisas que estamos fazendo. Queremos ser a marca preferida e dar um passo além. Isto é muito importante para nós.

Mesmo não sendo lançado no Brasil, o Galaxy Note 7 trouxe algum tipo de dano à imagem da companhia no país?
Nós estamos completando 30 anos no Brasil e somos uma marca forte. Obviamente o assunto repercutiu no mundo inteiro e o Brasil também foi um dos mercados impactados pela notícia. Trabalhamos diariamente com muitas reuniões toda a repercussão que este caso teve. Houve um alinhamento grande para que tivéssemos as informações corretas para dar aos consumidores, imprensa e parceiros. Por outro lado, as vendas continuaram crescendo. A Samsung reforçou a marca no Brasil, e acredito que mundialmente, pois o nosso líder global, DJ Koh, teve uma postura muito humilde e transparente ao pedir três vezes desculpas publicamente aos parceiros, consumidores, imprensa e órgãos governamentais. O risco só existe quando você realmente toma uma atitude, e a marca bancou o desafio de realizar o celular mais fino, com a bateria mais fina do mercado. Inovação e tecnologia fazem parte do nosso DNA. Foi um aprendizado para a marca e para a indústria.

A marca vem apostando no mercado de acessórios para incrementar seus smartphones. Por quê?
Acreditamos que o smartphone é o centro de todas as possibilidades que o consumidor pode ter com um ecossistema bem formado. Hoje, a gente pode tirar uma foto com o celular, mas, com uma câmera 360°, você terá outro tipo de experiência. Com o Gear VR, o consumidor poderá ver imagens, filmes e games em um outro plano, como se estivesse vivendo aquela experiência real. Em todas as campanhas que temos feito no Brasil estamos colocando os acessórios e wearables juntos e conectados aos smartphone.

A popularização e o conteúdo de realidade virtual devem crescer em 2017?
Sim. Estamos trazendo, junto com o lançamento do Galaxy S8, o Gear VR com controle remoto, para que o consumidor tenha uma experiência mais imersiva dentro da realidade virtual. Além disto, o grande trabalho de 2017, no mundo inteiro, vai ser a geração de conteúdo para realidade virtual. Estamos com muitas parcerias e vamos desenvolver muitos conteúdos. Ainda não posso dar detalhes, mas logo iremos anunciar uma campanha com um grande parceiro no Brasil. Além disto, este ano vamos trabalhar muito com os meios publicitários. Será uma nova maneira do publicitário contar uma história e levar conteúdo.

Quais os planos para o futuro?
Um trabalho que a marca tem feito mundialmente é a geração de conteúdo. Nós vamos trabalhar muito na linha do storytelling. Queremos ser uma empresa relevante para o mercado, que ajude o consumidor nas soluções, que ajude a comunidade e o entorno onde está instalada e tenhamos funcionários trabalhando felizes. Queremos nos diferenciar pela tecnologia e inovação. Este é o nosso DNA.

Fonte: Propmark

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04/17

Victor, Zé Mayer, BBB: como a Globo analisa suas crises.

SergioValente-Globo

Sergio Valente: “Emissora tem responsabilidade indireta” .

Em menos de dois meses, três situações ocorridas com profissionais e pessoas de seu casting colocaram a Globo em uma situação delicada. Em fevereiro, o cantor sertanejo Victor Chaves (que, ao lado do irmão, Léo, era um dos técnicos do reality show The Voice Kids), foi acusado de agressão pela esposa. No início de abril, a figurinista Susllen Tonani, que trabalhou na equipe da novela A Lei do Amor, acusou publicamente de assédio o ator José Mayer, um dos nomes mais antigos da emissora. E, em sua reta final, Big Brother Brasil acabou gerando assunto para as editoriais policiais: o participante Marcos foi expulso da atração após uma delegada ter constatado que ele agrediu Emilly, outra participante do confinamento.

Embora estejam vinculados a diferentes áreas da empresa, os três episódios têm em comum a agressão e desrespeito às mulheres, um dos temas que mais mobiliza a sociedade atual, dentro e fora do País. Consciente da importância e do buzz em torno do assunto, a Globo procurou tomar providências. O cantor Victor foi afastado do The Voice Kids, ficando representado pelo seu irmão. No episódio envolvendo José Mayer, a emissora foi ainda mais firme: afastou o ator da próxima novela da qual ele participaria, divulgou publicamente que repudia qualquer forma de assédio e deu espaço, em sua própria programação, à campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas, iniciada pelas funcionárias e atrizes da casa. E, no Big Brother, a Globo decidiu expulsar o participante na semana da final (não, sem antes, receber diversas críticas por ter, segundo o público, demorado a tomar uma atitude punitiva).

Na opinião de Sérgio Valente, diretor de Comunicação da Globo, embora a emissora não tenha responsabilidade sobre as opiniões e atitudes que seus colaboradores tenham fora do ambiente de trabalho, é preciso ter cuidado para “ajustar” cada manifestação pessoal que não esteja de acordo com as filosofias e crenças da casa.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, Valente comenta como a emissora lidou com os episódios e como os aproveitou para reforçar as bandeiras de responsabilidade social que já vinha defendendo com a plataforma “Tudo Começa Pelo Respeito”. Ele também explica o porquê de a emissora ter demorado a tomar uma atitude em relação ao participante Marcos e fala dos cuidados e atenção nessários para que que as campanhas sociais não sejam classificadas como oportunistas. Veja:

Meio & Mensagem: A Globo teve de lidar com diversos problemas envolvendo seus contratados e sua programação nos últimos meses (com o cantor Victor, o ator José Mayer e mais recentemente, com o BBB). Que tipo de responsabilidade a emissora tem em acontecimentos como esses?

Sérgio Valente: É uma responsabilidade indireta. As empresas, obviamente, são responsáveis pelo que seus colaboradores fazem em relação ao trabalho, mas elas não podem ser responsáveis por atitudes e opiniões pessoais que seus colaboradores tenham. Devem sim cuidar para alertar e ajustar cada manifestação pessoal que não esteja alinhada com os princípios e valores da empresa. Na Globo, não são atitudes isoladas. Aliás, é uma postura que já temos há muito tempo, pelo entendimento de sermos uma empresa que fala com milhões de pessoas diariamente. É preciso acompanhar e prestar atenção constantemente a essas manifestações para que elas nos conduzam para onde estão os nossos princípios e valores. E uma das formas mais efetivas de fazer isso é estar o tempo inteiro comunicando ao seu time, ao seu quadro de colaboradores, quais são esses princípios e valores, que, temos certeza, são compartilhados por quase todas as pessoas que aqui trabalham. Entendemos que são princípios e valores que a sociedade também segue. Assim, na realidade, a gente tem uma responsabilidade de difundir o assunto, interna e externamente, e também de fiscalizar. E tanto entendemos que é nossa responsabilidade que, como Grupo, temos uma estrutura de compliance, de ouvidoria, extremamente efetiva e atuante.

Atrizes-GShow

Atrizes da emissora foram ao Vídeo Show para falar sobre a campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas.

M&M: A campanha contra o assédio feita pelas funcionárias da emissora foi endossada pela Globo e ganhou visibilidade na programação e também nas redes sociais. Por que razão a emissora optou por apoiar essa campanha após o episódio envolvendo o ator? 

Valente: Primeiro, uma pequena correção: essa campanha não é originária das atrizes da Globo. É uma campanha que existe há algum tempo e que preconiza valores de comportamento coletivo e de defesa coletiva de direitos. Na verdade, nós apoiamos qualquer iniciativa que esteja alinhada com nossos princípios e valores. Não à toa, tantas ONGs, tantas instituições veiculam nos intervalos da Globo, em um espaço que é aberto pela empresa de maneira pro-bono (gratuita) exatamente para a divulgação de mensagens que estão alinhadas ao que acreditamos, porque representam uma melhora na sociedade. Apoiamos sempre que percebemos que há essa identificação. No caso, o ‘Mexeu com uma, mexeu com todas’ tem total aderência ao que a gente acredita, seja no objeto principal da luta contra o assédio, que deve sim ser incentivada, seja no que tange o comportamento inclusivo, do respeito à diversidade e às pessoas, algo extremamente necessário na sociedade. Tanto é que nós mesmos, na Globo, iniciamos uma campanha de valorização do Respeito, em agosto do ano passado, e que já foi para o futebol, para direito da mulher, para a F1, e que vai nos acompanhar sempre porque efetivamente acreditamos que a sociedade merece uma mobilização em torno de uma frase que é ‘Tudo Começa pelo Respeito’, que batiza a campanha. Afinal, quando você tem respeito não há espaço para vários dos males sociais que sofremos hoje em dia.

M&M: Houve algum receio, por parte da Comunicação, de a emissora ser considerada oportunista ao levantar essa bandeira após os acontecimentos?

Valente: O cuidado tem que ser eterno. Você nunca pode deixar uma oportunidade virar oportunismo. E oportunismo, pra mim, é muito bem representado em uma expressão em inglês, a ‘Green Wash’, que é quando você faz um projeto da boca pra fora, tem um comportamento green somente para dar uma ‘limpada’ na marca. Quando a ação é verdadeira, séria, consistente, histórica, não há oportunismo algum. O que acontece é que sempre precisamos acompanhar os movimentos do mundo para identificar oportunidades que sejam pertinentes para divulgar princípios e valores que colaboram com a melhoria da sociedade, desde que sejam princípios e valores em que você efetivamente acredita. E acreditar não é simplesmente dizer. É sentir. É colocar isso em todas as suas atitudes ao longo do tempo. Por isso, fico muito tranquilo de apoiar qualquer iniciativa de respeito porque nós falamos sobre isso há muito tempo. Não estou falando só da campanha, mas sim de tudo que já fizemos nesses 50 anos, mostrando muitas vezes que temos atitudes de respeito quando divulgamos iniciativas de ONGs, quando inserimos em nosso conteúdo comportamentos que são socialmente importantes, como incentivo à educação, doação de órgãos ou repúdio à violência contra a mulher, que já foram tema de novela, entre outros. Esse incentivo à melhoria da sociedade é uma realidade na Globo e por isso temos muita tranquilidade em lidar com isso e saber que nosso comportamento não é oportunista, mas sim oportuno.

M&M: No caso do BBB, a emissora foi, inicialmente, muito criticada por ter demorado a tomar uma atitude em relação ao participante. Essa intensa mobilização das redes sociais exige iniciativas e providencias mais rápidas? Como que o buzz da internet pauta as ações de comunicação em situações de crise?

Valente: A Globo sempre ouve o público, mas precisa atuar com responsabilidade. Decisões corretas nem sempre são populares. Basta recordar que, na noite anterior à expulsão, quanso as redes já estavam se manifestando, Marcos estava no paredão com Marinalva e o público teve a oportunidade de eliminá-lo. No entanto, a eliminada foi Marinalva, com 77% dos votos. Precisamos reforçar que, desde o primeiro momento, desde a discussão do casal na madrugada de domingo, a Globo agiu firmemente, incansavelmente. Envolvemos e ouvimos advogados, especialistas, psicólogos, conversamos muito para tomar uma decisão correta, uma decisão justa. Quando ficaram comprovados indícios de agressão física, a decisão foi tomada e Marcos foi expulso do BBB17 na segunda-feira. Pois, de acordo com as regras do programa, agressão gera expulsão. Agressões não são aceitáveis nem no programa nem fora dele. Tem um princípio que eu considero muito, e adoro ver que a Globo respeita muito, que é a isenção. No jornalismo, é ouvir os dois lados. Isenção corporativa é pesar os dois lados para tomar uma decisão correta. Há ainda outro princípio do jornalismo da Globo que vale como exemplo de comportamento corporativamente positivo, que é a transparência. Você não tem que ter medo de mostrar que vai usar o tempo que for necessário para tomar a atitude correta. Precipitação pode levar a erros que devemos evitar em uma emissora de televisão tão abrangente quando a Globo, que chega a 99% dos lugares desse país, que fala com 100 milhões de pessoas diariamente. É claro que todos cometemos erros e que sim, estamos suscetíveis a eles também na Globo, mas precisamos estar atentos. E estamos. Foi isso que fizemos nesse caso e em tantos outros casos pelos quais já passamos.

Marcos-BBB-Globo

Marcos foi expulso do Big Brother por ter agredido Emilly.

M&M: É natural que, após esses episódios, qualquer tipo de conteúdo que a Globo exibir em relação a casos de assédio ou a representatividade da figura da mulher seja alvo de críticas e de comentários. Como a emissora pretende lidar com isso?

Valente: Devemos agir de acordo com o que acreditamos, com base nos nossos princípios e valores. Esta é a crença que nos norteia, seja em projetos de Comunicação, de Jornalismo, de Entretenimento ou Esporte. Nós temos essa responsabilidade, temos consciência da penetração que temos e, por isso, temos um enorme cuidado com tudo que fazemos e não somente com o que diz respeito a esses casos.

M&M: Os assuntos de violência contra a mulher, assédios e abusos ganharão mais espaço nas campanhas e na comunicação da emissora? 

Valente: A gente já trabalha com esse tema há muito tempo. Lembro de uma campanha sobre violência contra a mulher que fizemos há três anos com a Lilia Cabral e que teve uma repercussão muito grande. Esse ano, já havíamos veiculado um filme, escrito por uma redatora da Globo, que traz um jeito brilhante de olhar para os direitos das mulheres. Enfim, nós já fazemos e vamos sim continuar fazendo porque identificamos que vivemos em uma sociedade que precisa ainda ser alertada para esse assunto. E essa não é uma atitude somente de Comunicação. O discurso do Tiago Leifert na expulsão do participante do BBB, inserido no conteúdo do programa, trouxe esse alerta, o quanto essas situações podem acontecer na vida real e o quanto as pessoas precisam refletir sobre isso e ficar atentas até para ajudar mulheres que também passam por situações difíceis e que, infelizmente, não conseguem enxergar características de agressão, o que é extremamente danoso para a sociedade. Assim, enquanto houver necessidade de campanhas para a conscientização dos direitos da mulher, nós as faremos.

Fonte: Meio e Mensagem

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04/17

Petrobras.

 

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04/17

Criar para quê?

No ano passado, a Tesla produziu 84 mil automóveis e registrou em seu caixa algo em torno de US$ 7 bilhões. A General Motors fabricou dez milhões de carros, e sua receita superou a da Tesla em aproximadamente US$ 160 bilhões. A Tesla tem, atualmente, 0,2% do mercado americano; a GM tem 17,3%. Em 10 de abril, o valor de mercado da Tesla chegou a US$ 51,5 bilhões.

Sim, máquinas, como as da GM, podem reproduzir de maneira única, irretocável, e colocar à venda milhões de cópias sob o ritmo da demanda.

Mas o valor agregado de um produto segue atrelado ao grau de criatividade — uma expertise em ascensão no manual de sobrevivência em ambientes corporativos.

De acordo com a versão mais recente da pesquisa O Futuro do Trabalho, feita pelo Fórum Econômico Mundial, a criatividade será a terceira habilidade mais valorizada em funcionários e colaboradores por presidentes e CEOs de empresas no ano de 2020.

Na edição anterior da pesquisa, a criatividade ocupava a décima posição dessa lista.No mesmo momento, a GM era avaliada em US$ 50,2 bilhões. A disparidade entre o preço e o faturamento da Tesla, em comparação com a General Motors, é gerada pela capacidade de criação da companhia de Elon Musk: tem a ver com a expectativa do mercado de capitais quanto ao potencial da companhia para transformar o setor, do qual, projeta-se, se tornará líder e referência quando, no longo prazo, os motores elétricos substituírem os de combustão como impulsionadores de automóveis.

Nada mais contraditório, portanto, que a criatividade, tão celebrada atualmente nas grandes indústrias globais, esteja em xeque justo na publicidade. Nossos jornalistas decidiram investigar por que isso vem acontecendo e quais as saídas dessa armadilha. O resultado é uma reportagem com 30 páginas editoriais sobre o futuro da criatividade, que você, caro leitor, confere nesta edição que tem agora em mãos, especialmente produzida para celebrar os 39 anos de Meio & Mensagem.

“Houve um momento em que a publicidade acabou se distanciando demais do negócio. Há empresas que têm um compromisso histórico com a criatividade porque acreditam que esta, em última análise, é fundamental para gerar resultados de negócios. O compromisso com a criatividade nunca foi consequência exclusivamente de um desejo das marcas serem criativas”, afirmou Marcelo Pascoa, diretor criativo global da Coca-Cola, à repórter Roseani Rocha.

Certamente, há várias respostas para o que determinou esse afastamento entre publicidade e negócios. Mas a consequência é uma só: quando criação deixa de ser sinônimo para inovação, perde originalidade e valor. Vira commodity e pode ser facilmente substituída por ferramentas de precisão, como bem apontaram Fabio Fernandes e Luiz Sanches ao repórter Luiz Gustavo Pacete.

Nessa toada, não apenas as agências de publicidade enfrentam uma crise de identidade. Na outra ponta, o profissional de marketing também busca se reposicionar.

Acuado pelo chefe de tecnologia e o financeiro, precisa comprovar relevância para não se tornar obsoleto. A própria Coca-Cola acaba de instituir um novo cargo, de chief growth officer, para impulsionar o crescimento — o que, nos dias de hoje, requer capacidade de integração e alinhamento entre as diversas áreas da companhia, tarefa muito além de pensar em novas categorias, novos mercados, novos canais de distribuição.

Simultaneamente, a Coca-Cola criou também o cargo de chefe de inovação e determinou que a área de TI passe a se reportar diretamente ao novo CEO da companhia, James Quincey, que assumirá o cargo em maio.

O objetivo da reformulação no organograma é, de acordo com comunicado da empresa, torná-la ainda mais “orientada ao crescimento e centrada no consumidor”.

De uma vez só, o marketing da companhia, cujo principal drive de desenvolvimento sempre foi sua marca icônica, perdeu a responsabilidade de gerar crescimento e de fomentar a inovação, assim como a primazia na compreensão do consumidor e o acesso direto ao presidente.

Para virar esse jogo, publicitários e CMOs precisarão de muita criatividade. Mas, afinal de contas: não é disso que a gente vive?

Criar para quê?

Jonas Furtado

Editor-chefe do Meio & Mensagem

Em Meio e Mensagem

18
04/17

Mário D’Andrea será o novo presidente da Abap.

No próximo dia 28, a Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) vai aclamar o publicitário Mário D’Andrea, CEO da Dentsu, como seu novo presidente. Ele vai substituir Armando Strozenberg, da Z+. Entre os nomes que vão compor a diretoria estão Marcio Santoro (Africa), Marcos Quintela (Grupo Newcomm de Comunicação), Rodolfo Medina (Artplan) e Marcio Oliveira (Lew’Lara\TBWA), informa o Propmark.

18
04/17

Notícia boa: Cármen Lúcia e Fachin decidem reforçar equipe no STF para acelerar Lava Jato.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e o relator da Operação Lava Jato na Corte, Edson Fachin, acertaram nesta segunda-feira (17) criar um “grupo de assessoria especializada” para reforçar a equipe de funcionários que analisa as investigações do caso.

O objetivo é dar prioridade e celeridade às dezenas de inquéritos e ações penais ligadas ao escândalo da Petrobras e agora avolumadas com as novas investigações abertas a partir da delação da Odebrecht.

Ainda não estão definidos quantos e quais novos servidores serão alocados no gabinete de Fachin, que hoje conta com apenas três juízes auxiliares para cuidar de todo o estoque de processos do gabinete.

O volume de processos na Lava Jato, concentrada no gabinete de Fachin, triplicou com a delação da Odebrecht. Antes, eram cinco ações penais e 37 inquéritos em andamento na Corte.

Com as 76 novas investigações abertas com base nos depoimentos de ex-executivos do grupo, o STF passou a ter 113 inquéritos e mais cinco ações penais ligadas ao caso. No total, 195 pessoas são alvo dos processos.

Cármen Lúcia e Edson Fachin se reuniram por cerca de duas horas no final da manhã desta segunda na sala-cofre do STF onde estavam guardados, em sigilo, os inquéritos, provas e vídeos ligados à delação da Odebrecht.

Todo o material foi enviado, também nesta segunda, de volta à Procuradoria Geral da República (PGR), a quem cabe tocar as investigações junto com a Polícia Federal.

Ao abrir os inquéritos, Fachin também autorizou os investigadores a realizarem centenas de diligências, que incluem coleta de novos depoimentos, dados de acesso a edifícios e outras providências para coleta de prova.

O ministro também intimou a defesa de dois deputados – Beto Mansur (PRB-SP) e João Paulo Papa (PSDB-SP) – da abertura de inquéritos sobre eles. Como eles tramitam sob sigilo, as informações contidas nos pedidos de investigação ainda não vieram a público.

Fonte: G1

18
04/17

Lula arrola 87 testemunhas, Moro dá o troco.

Sérgio Moro

Lula arrolou 87 testemunhas na ação penal sobre a compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. O imóvel foi comprado pela Odebrecht a pedido de Paulo Okamotto, segundo Marcelo Odebrecht.

Moro decidiu ouvir as 87 testemunhas, mesmo considerando o número “exagerado”, mas exigiu a presença de Lula em todas.

“Será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria Defesa, a fim de prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas.”

O Antagonista.

18
04/17

Pós-verdade.

O que é pós-verdade?

O termo foi selecionado pelo dicionário Oxford como representante do ano de 2016. 20 milhões de citações ano passado, em língua inglesa, e 9 milhões em português.

A pós- verdade transforma fatos em mentiras, quando bem manuseados.

Trump conseguiu convencer os americanos que os EUA, em pleno emprego, estavam decadentes.

No Brasil os maiores representantes da pós-verdade estão no PT. Ou a serviço dos caciques petistas, que vivem transformando fatos em mentiras – e as repetem sem parar, o tempo todo…para que acreditem.

JJ

 

(Com Sérgio Garschagen).

18
04/17

Venina afirma que toda a cúpula da Petrobras sabia dos desvios.

A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca prestou depoimento durante cinco horas ao Ministério Público Federal em Curitiba, contou que está sendo ameaçada e entregou milhares de documentos, principalmente cópias de emails e relatórios internos de auditoria, à força tarefa de procuradores que investiga o cartel de empresas e o desvio de dinheiro de obras da estatal.

Segundo o advogado Ubiratan Mattos, que representa Venina, ela reafirmou que toda a diretoria da Petrobras sabia das irregularidades, incluindo Graça Foster, e os documentos devem ajudar a força tarefa nas investigações.

Mattos explicou que Venina manteve cópias dos emails porque sabia que estavam sendo cometidas irregularidades e decidiu ajudar nas investigações depois de ver seu nome incluído entre os responsáveis pelas irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, ao lado de Pedro Barusco Filho, da diretoria de Engenharia e Serviços, que mantinha contas no exterior a serviço do esquema. Barusco, que assinou acordo de delação premiada e se prontificou a devolver cerca de R$ 100 milhões mantidos fora do país, era subordinado de Renato Duque.

– A vilã não é Venina. Ela está do lado da ética e sempre denunciou internamente. A diretoria toda sempre soube, incluindo a Graça (Foster) – disse Mattos.

O advogado afirmou que Venina passou a ser intimidada por telefone após a primeira denúncia, com recados como “você está mexendo com gente grande”.

– Havia um processo de desconstrução da imagem da Venina. Colocar o nome dela ao lado de Pedro Barusco é um absurdo – afirmou Mattos.

O Ministério Público Federal apresentou à Venina a possibilidade de ela ser ouvida como “colabora”, em acordo de delação premiada, mas o advogado Ubiratan Mattos afirmou que ela não considerou necessário.

– Em nenhum momento ela cogitou depor como colaboradora. Ela será ouvida como testemunha de acusação – explicou.

Venina deverá prestar novos depoimentos ao Ministério Público Federal e tem pelo menos três depoimentos marcados para fevereiro, a serem prestados ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná, responsável pelos inquéritos da Operação Lava-Jato que não envolvem autoridades com foro privilegiado.

– Essa foi apenas a primeira conversa com o Ministério Público Federal. Mantivemos o sigilo por segurança. Ela tem sofrido ameaças por telefone – explicou o advogado, acrescentando que Venina é divorciada, tem duas filhas e teme pela segurança delas.

Para Mattos, a atitude de Venina da ex-gerente da Petrobras é essencial para mudar a forma como são feitos negócios no Brasil, que causa indignação a todos os cidadãos, inclusive a ele próprio.

O procurador Deltan Dallagnol, que lidera a força-tarefa do MPF na Operação Lava-Jato, também ressaltou que Venina depôs na condição de testemunha e não negou que ela possa ser ouvida novamente na sequência das investigações.

– Todos os elementos formais, como documentos e emails, foram entregues. Mas o teor deles e do depoimento vão continuar em sigilo – afirmou o procurador.

Comissão responsabilizou Venina ao lado de Duque, Costa e Barusco

Venina foi gerente executiva do Abastecimento-Corporativo entre 2005 e outubro de 2009 e integrou o Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima ao lado de Paulo Roberto Costa e José Carlos Cosenza.

O relator da Comissão Interna de Apuração que investigou irregularidades nas obras da refinaria afirmou ela assinou em 2007, atendendo a pedido de Costa, o documento de antecipação de obras da refinaria, que teria causado problemas nas obras e a necessidade de vários aditivos contratuais com as fornecedoras,a maioria deles aumentando preços. Em 2008, ela e Pedro Barusco assinaram o documento que pedia a Duque e Costa a instauração de 12 licitações para a Refinaria. Segundo a Comissão, a diretoria executiva não foi comunicada sobre a mudança na estratégia para estas contratações. No mesmo ano ela assinou com Barusco Filho um pedido de inclusão de empresas na licitação (a vitoriosa foi a Engevix e a EIT) e não houve parecer jurídico para a finalização do processo licitatório.

O relator da Comissão foi Gerson Luiz Gonçalves, chefe da auditoria interna da estatal e gerente executivo mais antigo na empresa. Depois de finalizado o relatório, Venina foi demitida. Gonçalves também chamado a depor como testemunha de acusação pelo Ministério Público Federal.

Fonte: O Globo

 

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