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04/17

Criar para quê?

No ano passado, a Tesla produziu 84 mil automóveis e registrou em seu caixa algo em torno de US$ 7 bilhões. A General Motors fabricou dez milhões de carros, e sua receita superou a da Tesla em aproximadamente US$ 160 bilhões. A Tesla tem, atualmente, 0,2% do mercado americano; a GM tem 17,3%. Em 10 de abril, o valor de mercado da Tesla chegou a US$ 51,5 bilhões.

Sim, máquinas, como as da GM, podem reproduzir de maneira única, irretocável, e colocar à venda milhões de cópias sob o ritmo da demanda.

Mas o valor agregado de um produto segue atrelado ao grau de criatividade — uma expertise em ascensão no manual de sobrevivência em ambientes corporativos.

De acordo com a versão mais recente da pesquisa O Futuro do Trabalho, feita pelo Fórum Econômico Mundial, a criatividade será a terceira habilidade mais valorizada em funcionários e colaboradores por presidentes e CEOs de empresas no ano de 2020.

Na edição anterior da pesquisa, a criatividade ocupava a décima posição dessa lista.No mesmo momento, a GM era avaliada em US$ 50,2 bilhões. A disparidade entre o preço e o faturamento da Tesla, em comparação com a General Motors, é gerada pela capacidade de criação da companhia de Elon Musk: tem a ver com a expectativa do mercado de capitais quanto ao potencial da companhia para transformar o setor, do qual, projeta-se, se tornará líder e referência quando, no longo prazo, os motores elétricos substituírem os de combustão como impulsionadores de automóveis.

Nada mais contraditório, portanto, que a criatividade, tão celebrada atualmente nas grandes indústrias globais, esteja em xeque justo na publicidade. Nossos jornalistas decidiram investigar por que isso vem acontecendo e quais as saídas dessa armadilha. O resultado é uma reportagem com 30 páginas editoriais sobre o futuro da criatividade, que você, caro leitor, confere nesta edição que tem agora em mãos, especialmente produzida para celebrar os 39 anos de Meio & Mensagem.

“Houve um momento em que a publicidade acabou se distanciando demais do negócio. Há empresas que têm um compromisso histórico com a criatividade porque acreditam que esta, em última análise, é fundamental para gerar resultados de negócios. O compromisso com a criatividade nunca foi consequência exclusivamente de um desejo das marcas serem criativas”, afirmou Marcelo Pascoa, diretor criativo global da Coca-Cola, à repórter Roseani Rocha.

Certamente, há várias respostas para o que determinou esse afastamento entre publicidade e negócios. Mas a consequência é uma só: quando criação deixa de ser sinônimo para inovação, perde originalidade e valor. Vira commodity e pode ser facilmente substituída por ferramentas de precisão, como bem apontaram Fabio Fernandes e Luiz Sanches ao repórter Luiz Gustavo Pacete.

Nessa toada, não apenas as agências de publicidade enfrentam uma crise de identidade. Na outra ponta, o profissional de marketing também busca se reposicionar.

Acuado pelo chefe de tecnologia e o financeiro, precisa comprovar relevância para não se tornar obsoleto. A própria Coca-Cola acaba de instituir um novo cargo, de chief growth officer, para impulsionar o crescimento — o que, nos dias de hoje, requer capacidade de integração e alinhamento entre as diversas áreas da companhia, tarefa muito além de pensar em novas categorias, novos mercados, novos canais de distribuição.

Simultaneamente, a Coca-Cola criou também o cargo de chefe de inovação e determinou que a área de TI passe a se reportar diretamente ao novo CEO da companhia, James Quincey, que assumirá o cargo em maio.

O objetivo da reformulação no organograma é, de acordo com comunicado da empresa, torná-la ainda mais “orientada ao crescimento e centrada no consumidor”.

De uma vez só, o marketing da companhia, cujo principal drive de desenvolvimento sempre foi sua marca icônica, perdeu a responsabilidade de gerar crescimento e de fomentar a inovação, assim como a primazia na compreensão do consumidor e o acesso direto ao presidente.

Para virar esse jogo, publicitários e CMOs precisarão de muita criatividade. Mas, afinal de contas: não é disso que a gente vive?

Criar para quê?

Jonas Furtado

Editor-chefe do Meio & Mensagem

Em Meio e Mensagem

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04/17

Mário D’Andrea será o novo presidente da Abap.

No próximo dia 28, a Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) vai aclamar o publicitário Mário D’Andrea, CEO da Dentsu, como seu novo presidente. Ele vai substituir Armando Strozenberg, da Z+. Entre os nomes que vão compor a diretoria estão Marcio Santoro (Africa), Marcos Quintela (Grupo Newcomm de Comunicação), Rodolfo Medina (Artplan) e Marcio Oliveira (Lew’Lara\TBWA), informa o Propmark.

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04/17

Notícia boa: Cármen Lúcia e Fachin decidem reforçar equipe no STF para acelerar Lava Jato.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e o relator da Operação Lava Jato na Corte, Edson Fachin, acertaram nesta segunda-feira (17) criar um “grupo de assessoria especializada” para reforçar a equipe de funcionários que analisa as investigações do caso.

O objetivo é dar prioridade e celeridade às dezenas de inquéritos e ações penais ligadas ao escândalo da Petrobras e agora avolumadas com as novas investigações abertas a partir da delação da Odebrecht.

Ainda não estão definidos quantos e quais novos servidores serão alocados no gabinete de Fachin, que hoje conta com apenas três juízes auxiliares para cuidar de todo o estoque de processos do gabinete.

O volume de processos na Lava Jato, concentrada no gabinete de Fachin, triplicou com a delação da Odebrecht. Antes, eram cinco ações penais e 37 inquéritos em andamento na Corte.

Com as 76 novas investigações abertas com base nos depoimentos de ex-executivos do grupo, o STF passou a ter 113 inquéritos e mais cinco ações penais ligadas ao caso. No total, 195 pessoas são alvo dos processos.

Cármen Lúcia e Edson Fachin se reuniram por cerca de duas horas no final da manhã desta segunda na sala-cofre do STF onde estavam guardados, em sigilo, os inquéritos, provas e vídeos ligados à delação da Odebrecht.

Todo o material foi enviado, também nesta segunda, de volta à Procuradoria Geral da República (PGR), a quem cabe tocar as investigações junto com a Polícia Federal.

Ao abrir os inquéritos, Fachin também autorizou os investigadores a realizarem centenas de diligências, que incluem coleta de novos depoimentos, dados de acesso a edifícios e outras providências para coleta de prova.

O ministro também intimou a defesa de dois deputados – Beto Mansur (PRB-SP) e João Paulo Papa (PSDB-SP) – da abertura de inquéritos sobre eles. Como eles tramitam sob sigilo, as informações contidas nos pedidos de investigação ainda não vieram a público.

Fonte: G1

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04/17

Lula arrola 87 testemunhas, Moro dá o troco.

Sérgio Moro

Lula arrolou 87 testemunhas na ação penal sobre a compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. O imóvel foi comprado pela Odebrecht a pedido de Paulo Okamotto, segundo Marcelo Odebrecht.

Moro decidiu ouvir as 87 testemunhas, mesmo considerando o número “exagerado”, mas exigiu a presença de Lula em todas.

“Será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria Defesa, a fim de prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas.”

O Antagonista.

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04/17

Pós-verdade.

O que é pós-verdade?

O termo foi selecionado pelo dicionário Oxford como representante do ano de 2016. 20 milhões de citações ano passado, em língua inglesa, e 9 milhões em português.

A pós- verdade transforma fatos em mentiras, quando bem manuseados.

Trump conseguiu convencer os americanos que os EUA, em pleno emprego, estavam decadentes.

No Brasil os maiores representantes da pós-verdade estão no PT. Ou a serviço dos caciques petistas, que vivem transformando fatos em mentiras – e as repetem sem parar, o tempo todo…para que acreditem.

JJ

 

(Com Sérgio Garschagen).

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04/17

Venina afirma que toda a cúpula da Petrobras sabia dos desvios.

A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca prestou depoimento durante cinco horas ao Ministério Público Federal em Curitiba, contou que está sendo ameaçada e entregou milhares de documentos, principalmente cópias de emails e relatórios internos de auditoria, à força tarefa de procuradores que investiga o cartel de empresas e o desvio de dinheiro de obras da estatal.

Segundo o advogado Ubiratan Mattos, que representa Venina, ela reafirmou que toda a diretoria da Petrobras sabia das irregularidades, incluindo Graça Foster, e os documentos devem ajudar a força tarefa nas investigações.

Mattos explicou que Venina manteve cópias dos emails porque sabia que estavam sendo cometidas irregularidades e decidiu ajudar nas investigações depois de ver seu nome incluído entre os responsáveis pelas irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, ao lado de Pedro Barusco Filho, da diretoria de Engenharia e Serviços, que mantinha contas no exterior a serviço do esquema. Barusco, que assinou acordo de delação premiada e se prontificou a devolver cerca de R$ 100 milhões mantidos fora do país, era subordinado de Renato Duque.

– A vilã não é Venina. Ela está do lado da ética e sempre denunciou internamente. A diretoria toda sempre soube, incluindo a Graça (Foster) – disse Mattos.

O advogado afirmou que Venina passou a ser intimidada por telefone após a primeira denúncia, com recados como “você está mexendo com gente grande”.

– Havia um processo de desconstrução da imagem da Venina. Colocar o nome dela ao lado de Pedro Barusco é um absurdo – afirmou Mattos.

O Ministério Público Federal apresentou à Venina a possibilidade de ela ser ouvida como “colabora”, em acordo de delação premiada, mas o advogado Ubiratan Mattos afirmou que ela não considerou necessário.

– Em nenhum momento ela cogitou depor como colaboradora. Ela será ouvida como testemunha de acusação – explicou.

Venina deverá prestar novos depoimentos ao Ministério Público Federal e tem pelo menos três depoimentos marcados para fevereiro, a serem prestados ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná, responsável pelos inquéritos da Operação Lava-Jato que não envolvem autoridades com foro privilegiado.

– Essa foi apenas a primeira conversa com o Ministério Público Federal. Mantivemos o sigilo por segurança. Ela tem sofrido ameaças por telefone – explicou o advogado, acrescentando que Venina é divorciada, tem duas filhas e teme pela segurança delas.

Para Mattos, a atitude de Venina da ex-gerente da Petrobras é essencial para mudar a forma como são feitos negócios no Brasil, que causa indignação a todos os cidadãos, inclusive a ele próprio.

O procurador Deltan Dallagnol, que lidera a força-tarefa do MPF na Operação Lava-Jato, também ressaltou que Venina depôs na condição de testemunha e não negou que ela possa ser ouvida novamente na sequência das investigações.

– Todos os elementos formais, como documentos e emails, foram entregues. Mas o teor deles e do depoimento vão continuar em sigilo – afirmou o procurador.

Comissão responsabilizou Venina ao lado de Duque, Costa e Barusco

Venina foi gerente executiva do Abastecimento-Corporativo entre 2005 e outubro de 2009 e integrou o Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima ao lado de Paulo Roberto Costa e José Carlos Cosenza.

O relator da Comissão Interna de Apuração que investigou irregularidades nas obras da refinaria afirmou ela assinou em 2007, atendendo a pedido de Costa, o documento de antecipação de obras da refinaria, que teria causado problemas nas obras e a necessidade de vários aditivos contratuais com as fornecedoras,a maioria deles aumentando preços. Em 2008, ela e Pedro Barusco assinaram o documento que pedia a Duque e Costa a instauração de 12 licitações para a Refinaria. Segundo a Comissão, a diretoria executiva não foi comunicada sobre a mudança na estratégia para estas contratações. No mesmo ano ela assinou com Barusco Filho um pedido de inclusão de empresas na licitação (a vitoriosa foi a Engevix e a EIT) e não houve parecer jurídico para a finalização do processo licitatório.

O relator da Comissão foi Gerson Luiz Gonçalves, chefe da auditoria interna da estatal e gerente executivo mais antigo na empresa. Depois de finalizado o relatório, Venina foi demitida. Gonçalves também chamado a depor como testemunha de acusação pelo Ministério Público Federal.

Fonte: O Globo

 

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04/17

Que tal cobrar, Temer?

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04/17

Os idiotas protestam.

O PT no governo não resolveu o problema dos sem-terra, que agora acampam em Curitiba, na frente do Incra, para protestar com apoio petista.

Onte está a lógica e a inteligência deste p0vo? Não as tem, mesmo, só querem aparecer e perturbar a vida dos demais. Com o apoio do PT que foi incompetente em solucionar o problema dos sem-terra – entre outras questões nacionais.

Só foram competentes em roubar o país, como mostram a Lava Jato e as delações da Odebrecht.

E os idiotas ainda fazem protesto nas ruas das cidades brasileiras, com idiotas que os seguem.

JJ

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04/17

Sem noção.

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Maduro mostra quadro com Chaves, Simon Bolivar ao centro (que deve estar se revirando no caixão) e Jesus Cristo abençoando a trinca ao fundo. Perdeu totalmente o respeito e noção.

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04/17

Se ele não parar de delatar…

Se Marcelo Odebrecht continuar falando, já já vamos saber onde estão os corpos de Ulysses Guimarães e Eliza Samudio, quem mandou matar PC Farias, Celso Daniel, Edmundo Pinto e Odete Roitman,como o Fluminense chegou na série A sem passar pela série B, como o Curintia tem dois mundiais com uma libertadores, onde está o mundial do Palmeiras, o que aconteceu realmente no último episódio do desenho animado Caverna Do Dragão…e vai  chegar na construção das Pirâmides do Egito e nos Jardins Suspensos da Babilônia.

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