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Arte.

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Bom domingo.

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O blog retorna dia 24.

Continuo em recuperação da pneumonia, ainda fraco, por isso preciso de repouso e volto a atualizar este blog só na segunda, dia 24.

Conto com a compreensão de vocês, meus leitores e leitoras. Obrigado.

JJ

 

 

Eu havia escrito 17, perdoem-me.


Estimo melhoras. Cuide-se!
Abraço.


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A capa.

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04/17

Léo Pinheiro escancara benesses feitas a Lula.

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, condenado pelo juiz Sergio Moro na Operação Lava-Jato, escancarou pela primeira vez  a troca de favores, o pagamento de benesses e os detalhes da conta clandestina que abastecia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O depoimento desta quinta-feira complica ainda mais a vida do petista e faz crescer as apostas sobre a possibilidade de prisão de Lula, atualmente réu em cinco processos da Operação Lava-Jato.

Confira abaixo os principais pontos do interrogatório do empreiteiro, conduzido pelo juiz Sergio Moro:

“O apartamento era do Lula”
Léo Pinheiro confirmou aquilo que o ex-presidente sempre tentou negar: o petista é, sim, dono do tríplex no Guarujá (SP). “O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop [cooperativa habitacional dos bancários]. Já foi me dito que era do presidente Lula e de sua família. Que eu não comercializasse”

Reforma do tríplex foi abatida de conta da propina do PT
O executivo revelou a existência de uma conta mantida entre o partido e a empreiteira: “O Vaccari me retornou, dizendo que estava tudo ok, que poderíamos adotar o sistema de encontro de contas entre créditos e débitos que nós tínhamos com ele (…) no tríplex, no sítio e nos outros empreendimentos. A soma total disso me parece que era em torno de 15 milhões de reais”, disse Léo Pinheiro.

Dinheiro saiu de desvios na Petrobras
Léo Pinheiro afirmou que os gastos da OAS com o tríplex do Guarujá saíram de uma “contabilidade informal” da empreiteira – e que as despesas eram abatidas dos saldos de propina da Petrobras que o PT mantinha junto à OAS. “(Havia) uma contabilidade informal no que diz respeito a despesas efetuadas no tríplex que eram lançadas no empreendimento Solaris (o condomínio onde está o apartamento reservado para Lula) e, na verdade, essas despesas eram parte do encontro de contas de pagamento de propina na Petrobras”, disse Pinheiro.

Lula pediu para destruir provas que pudessem incriminá-lo
Ao juiz Sergio Moro, o empreiteiro relatou um diálogo que manteve com o ex-presidente Lula já no curso das investigações da Lava-Jato. Preocupado, o petista quis saber se havia registros de algum “encontro de contas” entre ele e João Vaccari, ex-tesoureiro do PT. E foi enfático: “ Se tiver, destrua”.

DOIS ANOS –  VEJA revelou em abril de 2015 os favores de Léo Pinheiro para Lula.

Lula e Dona Marisa comandaram reforma do tríplex
Segundo o empreiteiro, mudanças no projeto original do tríplex foram feitas por ordem do ex-presidente Lula e da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Léo Pinheiro descreveu encontros com o casal – o último foi no apartamento de Lula, no ABC Paulista. “O presidente e a dona Marisa estiveram no tríplex em fevereiro de 2014, pouco tempo depois eu fui ao sítio [de Atibaia, também alvo da Lava-Jato por ter sido reformado pelas empreiteiras]. Me encontrei com ele e ele já estava no sítio. A aprovação [do projeto] foi posterior. Eu me encontrei com ele e me parece que foi no apartamento do presidente em São Bernardo do Campo”, disse Léo Pinheiro. “Todas as modificações ocorreram. A solicitação (se deu) no dia que eu fui com o presidente e a ex-primeira-dama no tríplex. Isso foi fruto da nossa visita.” Ele conta que, feitas as alterações no projeto, dona Marisa ainda pediu uma outra modificação: que a sauna fosse convertida em um depósito.

O “Brahma”
“A explicação que me foi dada na época é que já estava acordado entre o João Vaccari e o presidente que ele (Lula) ficaria com o tríplex’, disse Léo Pinheiro. Ele disse mais: “A orientação que foi dada nesse caso do tríplex, as despesas eram lançadas no empreendimento Solaris. Mas tinha que ter um centro de custo, por isso o nome Zeca Pagodinho, que se refere ao apelido que se tinha do presidente que a gente tem nas mensagens, de Brahma. Então, o Zeca Pagodinho fazia a propaganda da Brahma. Sítio é o sítio de Atibaia. Praia é o apartamento do Guarujá”.

OAS foi instada a assumir obras de prédio no Guarujá
“Quando ele [João Vaccari] me mostrou os dois prédios do Guarujá, eu fiz uma ressalva a ele que a empresa só atuaria em grandes capitais. Os nossos alvos eram Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Porto Alegre. Falei que não tinha interesse. Ele me disse: ‘Aqui temos uma coisa diferente. Existe um empreendimento que pertence à família do presidente Lula. Diante do seu relacionamento com o presidente, o relacionamento da empresa, nós estamos lhe convidando para participar disso e por causa do grau de confiança que nós depositamos na sua empresa e na sua pessoa.”

 Braço-direito de Lula pediu favor milionário
Foi Paulo Okamotto, segundo Léo Pinheiro, quem pediu que fosse contratada a empresa Granero para guardar o acervo presidencial que Lula levou de Brasília para São Paulo quando deixou o Palácio do Planalto. Okamotto, braço-direito de Lula há décadas, é hoje o presidente do instituto mantido pelo ex-presidente. Só com esse favor a Lula, Léo Pinheiro gastou 1,2 milhão de reais – valor que o empreiteiro disse ter tirado do próprio bolso.

A tentativa da defesa de Lula de desqualificar o ex-amigo empreiteiro
Se até pouco tempo Lula e Pinheiro eram diletos amigos, agora a relação azedou de vez. No interrogatório do empreiteiro, os advogados do ex-presidente partiram para o ataque contra o ex-amigo do petista. Um dos defensores de Lula, Cristiano Zanin Martins quis saber de Pinheiro por que ele está contando só agora o que nunca falou em outros depoimentos prestados à Lava-Jato. A estratégia era clara: insinuar que o empreiteiro só resolveu acusar Lula agora porque recebeu a promessa do Ministério Público de ter a pena reduzida – Pinheiro admitiu que está negociando um acordo de delação premiada com os investigadores. O ex-presidente da OAS reagiu: disse que não está mudando versão e que, nos depoimentos anteriores, apenas optou por ficar em silêncio. “Eu não respondi, eu fiquei em silêncio.”

Mais um embate com Moro
Ante a insistência dos advogados de Lula para que Léo Pinheiro admitisse que resolveu falar em troca da redução de pena, Moro interferiu. Disse que, em um interrogatório anterior, Léo Pinheiro foi indagado sobre outros temas – e que nunca havia sido perguntado sobre o tríplex. “Ele está fazendo agora uma afirmação que não fez (antes)”, queixou-se Cristiano Zanin. “Acho que o senhor não leu então o interrogatório (anterior) dele”, rebateu o juiz. Cristiano Zanin reagiu: “A afirmação de vossa excelência não me parece compatível com a educação que deve zelar, ou que deve ser mantida, entre aqueles que estão participando de uma audiência”. Qual é a contradição desse depoimento (anterior) com o que ele está prestando agora?”, insistiu o magistrado. O advogado, mais uma vez, estrilou. “O senhor vai me interrogar agora?”, perguntou. “Acho que o doutor está equivocado”, afirmou Moro, encerrando o embate.

Fonte: Veja

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04/17

Triplex era de Lula!

O ex-presidente da OAS José Aldemario Pinheiro, o Léo Pinheiro, afirmou nesta quinta-feira ao juiz Sergio Moro que o tríplex 164 do edifício Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo, pertencia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop [cooperativa habitacional dos bancários]. Já foi me dito que era do presidente Lula e de sua família. Que eu não comercializasse”, afirmou o empreiteiro após ser perguntado pelo advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, se ele “entendia” que a OAS havia repassado a propriedade ao ex-presidente.

No depoimento, que foi dividido em seis vídeos, o empreiteiro ainda afirmou que o dinheiro gasto para bancar as reformas no tríplex provinha de propinas de contratos da Petrobras.”A OAS não teve prejuízo na reforma porque foi paga através da Rnest (refinaria Abreu e Lima, da Petrobras), do encontro de contas dela e de outras obras. Isso é muito claro”, afirmou. Mais adiante, ele confirmou que usou “valor de pagamento de propina” nas obras. Desde que a informação veio à tona, a defesa de Lula nega que ele seja proprietário do apartamento.

Durante o mesmo interrogatório, Pinheiro revelou ao juiz que foi orientado pessoalmente por Lula a destruir provas que pudessem incrimina-lo. Segundo ele, a destruição de evidências foi discutida com o petista em um encontro em junho. “O presidente (Lula) me fez a seguinte pergunta: ‘Léo — notei que ele estava até um pouco irritado —, você fez algum pagamento a João Vaccari (ex-tesoureiro do PT) no exterior’. Não, presidente. Eu nunca fiz pagamento a essas contas no exterior. ‘Como é que o senhor está procedendo os pagamentos para o PT?’ Através de João Vaccari, de orientação de caixa dois, doações diversas a diretórios, e tal.’ Você tem algum registro de encontro de contas, de alguma coisa que tenha feita com João Vacari. Se tiver, destrua’, relatou o empreiteiro, reproduzindo a conversa que supostamente teve com o petista. Após a fala, os advogados de Lula ficaram por alguns minutos em silêncio.

Léo Pinheiro é réu por corrupção e lavagem de dinheiro junto com o ex-presidente na ação penal que tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba e está na fase de oitiva dos acusados. O interrogatório de Lula está marcado para o dia 3 de maio.

As declarações do empreiteiro foram dadas num momento em que ele negocia um acordo de colaboração premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada pelo próprio Ministério Público no início da audiência.

Em nota, a assessoria de Lula afirmou que a afirmação de Pinheiro é “desprovida de provas e faz ilações sobre supostos acontecimentos de três anos atrás que jamais ocorreram”. “Ela foi feita por alguém que busca benefícios penais”, diz o texto.

Fonte: Veja

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04/17

Lula mandou destruir provas!

Em depoimento ao juiz Sergio Moro na tarde desta quinta-feira, José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, revelou que foi orientado pessoalmente pelo ex-presidente Lula a destruir provas que pudessem incriminá-lo na Operação Lava-Jato.

Assista ao momento em que Léo Pinheiro revela diálogo que incrimina o ex-presidente petista:

Lula – Léo, você fez algum pagamento a João Vaccari no exterior?

Léo Pinheiro – Não, presidente, eu nunca fiz pagamento a essas contas que nós temos com Vaccari no exterior.

Lula – Como é que você está procedendo aos pagamentos para o PT?

Léo Pinheiro – Através de João Vaccari, estou fazendo os pagamentos através de orientação do Vaccari, de caixa dois, de doações diversas que fizemos a diretórios e tal.

Lula – Você tem algum registro de algum encontro de contas, de alguma coisa feita com João Vaccari com vocês? Se tiver, destrua.

Léo Pinheiro afirmou que possui anotações dos encontros com Lula registrados na agenda. Num deles, em junho, Lula fez as essas perguntas textualmente a ele e estava visivelmente irritado, segundo a versão do ex-presidente da OAS. O empreiteiro afirmou que a orientação de Lula para destruir provas foi clara: “Acho que quanto a isso não tem dúvida”.

Fonte: Veja

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04/17

‘Eu me prontifico a falar sobre tudo’, diz Palocci a Moro.

Ao encerrar o seu depoimento, de cerca de duas horas, perante o juiz Sergio Moro, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Antonio Palocci “pediu licença” para dizer que está à disposição da Justiça para “falar sobre tudo”. Mais especificamente, afirmou que pode entregar fatos, “com nomes, endereços e operações de interesse da Lava Jato”.

“Fico à sua disposição. Todos os nomes que optei por não falar aqui por sensibilidade da informação estão à sua disposição para o dia que o senhor quiser. E se o senhor estiver com agenda muito ocupada e determinar uma pessoa, eu imediatamente apresento todos esses fatos, com nome, endereço, operações realizadas e coisas que certamente vão ser do interesse da Lava Jato, que realiza uma investigação de importância”, afirmou o petista, acrescentando que as informações podem abrir um “caminho” que pode render mais um ano de trabalho a Moro. “Mas um trabalho que faz bem ao Brasil”, completou.

A declaração do homem forte dos governos petistas acontece num momento em que crescem os rumores de que ele esteja negociando um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Durante o interrogatório, ele deu sinais do que pretende contar aos investigadores. Citou, por exemplo, uma “grande personalidade do meio financeiro” que lhe procurou para falar sobre recursos de campanha em nome de “uma autoridade do primeiro escalão do governo”. Ele ressalvou, no entanto, que não poderia revelar os nomes por estar em uma audiência pública. “Mas, em sigilo, eu lhe falo a hora que o senhor quiser”, disse a Moro.

Também deu a entender que tem conhecimento de irregularidades praticadas em outros setores da economia que não o petroquímico, como o de comunicação, frigoríficos e da construção civil. Ele ainda ironizou a percepção geral de que “todos os governos, [inclusive o do qual ele integrou], trabalharam só em função da Odebrecht”.

Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Omertà. Ele é acusado formalmente de corrupção e lavagem de dinheiro por ter, segundo a procuradoria, atuado em favor da Odebrecht nas tratativas da Medida Provisoria 460, na operação de navios-sondas da Petrobras e na liberação de financiamento do BNDES em obras em Angola em troca de propinas pagas ao PT.

Apesar de se mostrar disposto a revelar novos casos, Palocci foi enfático em negar todos os atos ilícitos pelos quais é acusado. Explicou que era comum os empresários o procurarem para fazer doações ao partido, mas que os orientava a entrar em contato com os tesoureiros. Ele apenas “reforçava” alguns pedidos junto ao empresariado se houvesse emergência de pagamentos, conforme o depoimento. “Nunca pedi recursos para empresas enquanto ministro. Nunca pedi recursos para sondas. Nunca pedi recursos fora do Brasil. E nunca pedi ou operei caixa dois”, afirmou.

Palocci enfatizou a Moro que não seria hipócrita de dizer que não houve pagamento de caixa dois nas campanhas petistas, mesmo que as contas tivessem sido aprovadas pelos tribunais eleitorais — justificativa dada pela maioria dos políticos suspeitos do delito. “É preciso dizer a verdade. O senhor sabe que nas campanhas do Brasil existia o pagamento não contabilizado de forma generalizada. Não vou ser hipócrita de dizer que nunca vi, que não sabia”, disse. Moro, então, lhe perguntou se isso incluía o PT. “Eu digo de todos o partidos. Essa é uma situação mais do que óbvia e conhecida por todos”, respondeu ele.

No depoimento, o ex-ministro também tentou convencer o juiz de que não é o “Italiano” nem o “Itália”, codinomes que aparecem nas planilhas de contabilidade da Odebrecht associados a valores. “Ninguém me chamava assim. Italiano pode ser eu como 40 milhões de brasileiros”, ironizou.

Sobre o seu relacionamento com a Odebrecht, ele confirmou que manteve contato estreito com a empreiteira desde o fim da década de 90, quando foi prefeito de Ribeirão Preto. “Eles tinham muito interesse em conhecer o PT”, disse. Segundo ele, os seus principais interlocutores na empresa eram Emílio e Marcelo Odebrecht (pai e filho), pontuando o estilo diferente de cada um no comando da holding. “Enquanto, com Emílio, tínhamos uma empresa que discutia cenários amplos, de Brasil e mundo a longo prazo, o Marcelo era um guerrilheiro das causas da empresa, olhava projeto por projeto. Se em três reuniões com o seu Emílio, não se tratava de um assunto sequer da empresa; com o Marcelo, em dez minutos se tratava de cinco ou seis temas de interesse da companhia”, relatou.

Palocci foi ministro-chefe da Casa Civil  do governo Dilma Rousseff (2011), ministro da Fazenda da gestão Lula (2003 a 2006), e deputado federal por dois mandatos.

Fonte: Veja.

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04/17

Manchete irresposável.

MANCHETE IRRESPONSÁVEL

DA GAZETA DE ONTEM:

“QUEBRA-QUEBRA FUNCIONA…”

JORNALISMO É ISSO?

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04/17

Me respeita que sou da época da internet discada.

Se você é operacional, corra para se tornar estratégico. No Mindset, no skillset. Existem mais de 4000 softwares que substituem tarefas operacionais que antes demandavam seu tempo. Os algoritmos vão tomar o seu lugar rapidamente.

Se você é estratégico, derreta. Liquidifique-se. Entenda que sua estratégia não está escrita na pedra fundamental do powerpoint. E sim que ela é diariamente moldada pelas reações das pessoas e visualizadas pelos dados.

A transformação digital é um tsunami para quem não está preparado.

Não há mais uma clara separação entre o que é digital ou não. Atitudes e hábitos introduzidos numa geração que “digitalizou-se “ há um pouco mais de 20 anos são recorrentes e imperceptíveis. Além disto, não há mais argumentos para falar de nicho ou de baixa penetração – “meu cliente é da classe C no interior e não está na internet”. A mobilidade deixou de ser um meio para tornar-se comportamento. Hoje vivemos em um ambiente onde estar “online” deixa de ser um processo para virar uma premissa.

Neste mundo onde não há mais um único canal de interação, a ubiquidade do digital transformou a jornada em uma rede de pontos de contato que começam com determinada combinação e tem probabilidades diferentes de terminar em outra completamente distinta (nunca antes fomos tão erráticos no nosso jeito de lidar com informação, consumo e interação).

E isso vai muito além do que vemos hoje, onde “digitalizar” a marca é tornar-se uma youtuber, fazer uma campanha com influenciadores, ter posts para divulgar os vídeos, metrificar os acessos à plataforma e montar um lindo relatório.

Isso é digitalizar a comunicação.

Para o marketing, isso significa lidar com um novo paradigma onde pessoas, processos e agências têm que estar alinhados com um consumidor empoderado em informação e que tem naturalidade para transitar em diferentes canais.

Ou, de nada adianta a linda campanha de posicionamento 360 se o presidente da companhia declara que vai mudar o modelo de negócios penalizando o consumidor ao cobrar pela franquia de dados.

Isso é digitalizar a gestão de crise.

Para as pessoas, isso significa uma expectativa elevada no relacionamento com as empresas, onde não só estar disponível onde estou disponível é importante, mas com processos voltados a garantir velocidade de ação, transparência na informação e comprometimento genuíno com a satisfação do meu “eu cliente”.

Ou, de nada adianta oferecer o produto que preciso no canal digital que estou disposto a comprar, se depois da transação realizada e durante a entrega contar que os itens não chegarão porque houve uma indisponibilidade critica no Centro de Distribuição.

Isso é digitalizar a ineficiência operacional.

Transformação digital é outra coisa.

Essa outra coisa é alinhar visão à ação. Segundo pesquisa realizada pelo eMarkeeter, 47% dos CMOs não conseguem extrair o melhor do digital por falta de alinhamento interno da própria companhia.

Existe um vazio a ser preenchido. E é nesse vazio entre o CEO e o CMO e suas agências que chegaram as consultorias. Elas avançam no vazio que ser consultivo sem ser aplicável não gera valor na dinâmica veloz do mercado.

É preciso ir para o lado consultivo e “conectar” também com o negócio, com o “C level”. Traga soluções que vão além do escopo persuasivo publicitário, entenda de pessoas, mas também entenda de negócios. Conheça o B2C, mas também o B2B das marcas. Entregue resultados mensuráveis aos indicadores do CFO.  É assim que se acelera a transformação digital.

E se você nunca deu bola para isso, já passou da hora que ela caiu no seu campo, jovem.

Vinícius Picollo é diretor de Audiência e Estratégia da iProspect 

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