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Boicote ao Google reforça discussão sobre transparência nas plataformas digitais.

boicote que o Google vem sofrendo por grandes anunciantes, iniciado por clientes da Havas no Reino Unido e que chegou aos Estados Unidos, repercute também no Brasil. Na tarde desta quinta-feira, 23, a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) emitiu um comunicado com a expectativa de que os acontecimentos contribuam para que as empresas reconsiderem suas atitudes e práticas de transparência. “O momento é uma excelente oportunidade para o digital demonstrar o compromisso de sua operação não apenas com a sua audiência em geral, mas também com anunciantes e as agências de publicidade”, diz a nota da Abap.

Matt Brittin

“Lamentamos que algo assim tenha ocorrido”, diz Matt Brittin, diretor do Google para a Europa.

As pressões sobre o Google aumentaram no início da semana após decisão da agência Havas de retirar toda a publicidade de seus clientes no Reino Unido do YouTube. A plataforma é penalizada, segundo a agência, por não barrar anúncios em sites extremistas e de cunho violento. A repercussão fez com que o Google viesse a público anunciar novas diretrizes relacionadas à mídia programática. Grandes marcas do Reino Unido, como a varejista Marks & Spencer, Argos, BBC, Domino’s Pizza, The Guardian, Hyundai, Royal Mail e Sainsburys, aderiram ao “boicote”. WPP e Interpublic também expressaram preocupação sobre o tema. Na tarde da quarta-feira, 23, AT&T, Verizon, Johnson & Johnson e outras grandes empresas americanas anunciaram a retirada de anúncios do Google e YouTube.

“O que houve no Reino Unido serviu para reforçar a urgência de sair da esfera da discussão para a real implementação de novas ferramentas de segurança para que as marcas não tenham sua imagem vinculada a conteúdo impróprio”, diz Adriana Favaro, diretora geral de mídia da SalveTribal Worldwide. De acordo com Adriana, é um tema que tem sido amplamente discutido pelo mercado. “De um lado, as empresas de tecnologia trouxeram um universo de informações e muita inovação a respeito de métricas e avaliações de resultados e um processo automatizado e de constante aprendizado. Porém, de outro lado, as empresas de tecnologia devem assumir as mesmas responsabilidades das outras empresas de comunicação no cuidado ao intermediar a relação entre a audiência e as marcas”, diz Adriana.

Na visão de Moa Netto, VP de criação da W3haus, o que ocorre no Reino Unido é básico em termos de relação entre marcas e anunciantes. “A essência da propaganda é associar marcas a valores positivos que se conectam com os desejos emocionais dos consumidores. Quando a marca aparece em um contexto ofensivo, o conteúdo desse contexto é associado à essência da marca. Isso pra mim é grave pois as marcas investem por muitos anos para construir sua reputação, que pode ser arranhada por episódios como esse”, diz Moa Netto. Para ele, é positivo que as marcas cobrem as plataformas. “Isso pode atrasar um pouco o crescimento do mercado digital, mas uma vez que essas questões estiverem bem endereçadas, podemos ter um crescimento exponencial de investimentos, que serão considerados mais seguros e mensuráveis”, diz Moa Netto.

youtube

Anúncios veiculados em vídeos extremistas

Alberto Pardo, CEO e fundador da Adsmovil, empresa de publicidade digital em mobile, afirma que o desafio das métricas em mídia digital não é apenas do Google, mas de toda a indústria. “Existem tecnologias de fraude que reconhecem o tráfego não-humano, seja de boots ou sites fantasmas, e você pode usar essas tecnologias para evitar o tráfego da fraude para garantir que está recebendo o tráfego correto”, diz Pardo. Ele alerta que marcas e agências também podem contar com ferramentas para minimizar tais riscos. “Eu recomendo fortemente o uso dessas tecnologias e o engajamento de soluções de publicidade que tenham um ambiente seguro para as marcas, e quando falo em ambiente seguro não é apenas a qualidade do tráfego, mas também o uso deste tipo de tecnologia para prevenir a fraude e promover mais transparência a todo ecossistema digital”, diz Pardo.

A resposta do Google

Desde que a Havas começou a cobrar o Google, a empresa já se manifestou por meio de vários executivos. Matt Brittin, diretor do Google para a Europa, pediu desculpas aos anunciantes. “Lamentamos que algo assim tenha ocorrido. Não queremos deixar passar e assumimos a responsabilidade”, disse Brittin enquanto participava de um evento voltado ao mercado publicitário em Londres.

“As novas políticas serão aplicadas ao serviço de vídeo online do YouTube e a rede de display do Google que exibe anúncios em sites parceiros por meio do Google AdSense. Recentemente, tivemos vários casos em que os anúncios das marcas apareceram em conteúdo que não estava alinhado com nossos valores e das empresas. Por isso, pedimos desculpas profundamente. Sabemos que isso é inaceitável para os anunciantes e agências que depositam sua confiança em nós”, escreveu Philipp Schindler, diretor de negócios da Google, no blog da empresa.

Em visita ao Brasil para participar do Google for Brasil, evento que ocorreu na manhã da quarta-feira, 22, em São Paulo, e serviu como plataforma de vários lançamentos da empresa, Allan C Thygesen, presidente do Google para as Américas, falou com exclusividade ao Meio & Mensagem sobre o assunto. “Desapontamos grandes anunciantes no Reino Unido. Todas as medidas anteriores não estavam boas o suficiente e estamos anunciando novas ferramentas para aprimorar nosso sistema de segurança e permitir que os anunciantes estejam mais seguros ao veicular anúncios em nossas plataformas”, diz Allan.

O desafio das métricas

A discussão sobre transparência de métricas no ambiente digital está presente no mercado e vem motivando reações de várias empresas. Nos Estados Unidos, a Procter & Gamble vem cobrando das agências digitais mais transparência. No início de fevereiro, Marc Pritchard, diretor de marcas da companhia, anunciou uma série de regras a serem cumpridas pelas agências e outros fornecedores digitais. Pritchard reforçou que a P&G está endossando os padrões de visibilidade do Media Rating Council (MRC), frequentemente controversos, para mídia digital — que definem impressões de anúncios de exibição como visíveis.

O Facebook, desde o início do ano passado, vem anunciando uma série de medidas de transparência em métricas após ser pressionado pelo mercado. Em setembro, a empresa anunciou erros em métricas e, desde então, passou a tomar medidas para lidar com o assunto, entre elas, abrir seus dados para auditoria de terceiros.

Fonte: Meio e Mensagem

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Credibilidade x pós-verdade.

A importância do conteúdo de credibilidade, o consumo da informação, a democracia e outros temas relativos à chamada era da pós-verdade serão pauta do fórum que a Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) realizará no dia 4 de abril, em São Paulo.

“O fórum reunirá várias vozes que analisarão a era da pós-verdade, suas consequências e o papel da mídia diante desse fenômeno, sob diferentes aspectos. São jornalistas, filósofos, acadêmicos… Para quem lida com comunicação – e para quem tem interesse em nosso momento histórico – será um momento de reflexão importante”, diz Fábio Gallo, presidente da entidade.

Ele mesmo abrirá o evento com apresentação sobre a importância do conteúdo de credibilidade e o protagonismo da Aner nessa discussão. Segundo Gallo, a era da pós-verdade marca o período sombrio em que vivemos, no qual os fatos objetivos são menos influentes do que apelos à emoção e às crenças pessoais.

“É crucial desmascarar essa fraude na comunicação em prol do apreço pela legitimidade, credibilidade e ética rigorosa premente do jornalismo. É preciso incentivar o apoio ao bom jornalismo. Mostrar o valor que a informação com credibilidade e qualidade tem para a vida das pessoas”, afirma o executivo, que é COO da Editora Abril.

Segundo Gallo, é fundamental que a Aner discuta o assunto, já que a matéria-prima dos editores de revista se trata de conteúdo de qualidade, com credibilidade. “As redes são uma força do nosso tempo. Mas é inegável que são ambientes quase caóticos, com pouquíssimo controle. Editores são curadores e não há isso nas redes sociais. Por isso, a imprensa continuará a ter o fundamental papel de separar o joio do trigo e de, muitas vezes, desafiar o comportamento de manada com a verdade”, destaca Gallo.

No fórum do dia 4, o acadêmico e jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva falará sobre como convencer a sociedade de que é preciso traçar uma linha entre fatos e boatos (ou mentiras), depois será sabatinado pelo diretor de redação da revista Época, João Gabriel de Lima. Marcelo Caetano, secretário Nacional da Previdência Social, foi convidado a falar sobre reformas estruturais e desinformação. Sua palestra será seguida da do polêmico filósofo Luiz Felipe Pondé, que abordará o tema O consumo da informação em tempos de pós-verdade.

Gallo afirma que ter um filósofo na discussão junto com jornalistas e acadêmicos será muito enriquecedor.
O jornalista e acadêmico Eugenio Bucci abordará a pós-verdade e a democracia. Outra atração do encontro será a entrevista, liderada pela jornalista Mônica Waldvoguel, com presença de Marcelo Rech, presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais); Paulo Tonet, presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e o próprio Fábio Gallo. O diretor-geral da Editora Globo e Infoglobo, Frederic Zoghaib Kachar, encerrará o encontro.

Fonte: Propmark

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Elo.

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Mulher ao volante.

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Youtuber Luisa Clasen em prol do projeto #MulherAoVolante.

Em meio a um cenário onde marcas de cerveja como Skol, de roupas como C&A e de cosméticos como O Boticário incorporaram o combate ao machismo em suas campanhas, o projeto independente #MulherAoVolante chega para incentivar o uso da mesma mensagem no universo automotivo. Criada pela diretora de arte Amanda Silveira e pelo redator Felipe Araújo, ambos da Isobar, a novidade tem o objetivo de iniciar um diálogo entre mulheres, marcas de veículos e agências de publicidade.

Para Amanda Silveira, algo deveria ser feito para quebrar o preconceito. “Nós dois somos publicitários, já trabalhamos com marcas diferentes de carro e sempre tivemos a vontade de criar uma campanha de carro que focasse na mulher como motorista, como potencial tomadora de decisão e não só no homem ou arquétipos masculinos”, explica. “Bastou uma pesquisa no Google por ‘mulher ao volante’ para percebemos que o problema era bem maior do que imaginávamos e que boa parte dos resultados são piadas machistas e estereótipos negativos”, acrescenta.

O projeto é dividido em duas fases. Na primeira delas, que ocorre desde 8 deste março – Dia da Mulher –, os criativos pedem às mulheres, por meio de site e redes sociais do #MulherAoVolante”, que publiquem fotos ou vídeos delas ao voltante. Já na segunda, ambos entrarão em contato com as agências e marcas automotivas com o intuito de mostrar os resultados da iniciativa e conversar mais profundamente sobre onde é possível melhorar a representatividade feminina nas campanhas da categoria.

Primeira fase do projeto #MulherAoVoltante baseia-se em incentivar as mulheres a postar fotos e vídeos delas como motoristas (crédito: divulgação)

Primeira fase do projeto #MulherAoVoltante baseia-se em incentivar as mulheres a postarem fotos e vídeos delas como motoristas.

“O projeto precisa das marcas e das agências que cuidam de suas contas. Sem o apoio real delas a comunicação vai continuar reforçando preconceitos mais do que ultrapassados. Precisamos de comprometimento. Queremos ouvir das marcas que elas irão rever suas comunicações. Sem medo. Sem fazer pela metade. O respeito com as mulheres não pode ser algo apenas para falar em um post solto no Facebook”, diz Amanda Silveira.

Com apoio dos coletivos Não Me Kahlo e Mais Magenta, da consultoria MeiaCincoDez – focada no papel da mulher na publicidade –, da youtuber Lully De Verdade, das pilotos Bia Figueiredo e Regina Calderoni – primeira Mulher a correr na Stock Car –, o projeto reúne mais de 75 mil pessoas impactadas nas redes sociais, 6.300 video views e centenas de fotos e vídeos postados.

Fonte: Meio e Mensagem

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Varejo otimista.

A quinta edição do Fórum Nacional do Varejo, Consumo e Shopping Centers, que acontece neste fim de semana, no Hotel Sofitel Jequitimar, no Guarujá (SP), tem como premissa debater a contribuição do varejo no desenvolvimento econômico e social do país, setor que representa quase 10% do PIB brasileiro e tem sofrido nos últimos dois anos com a crise econômica. Centenas de líderes empresariais discutem temas pertinentes à área e a outros setores relacionados à cadeia de consumo, como marketing, concessão de crédito, tecnologia e comportamento de consumidores.

O primeiro painel  abordou o crescimento: “a contribuição do varejo e do consumo no desenvolvimento econômico e social do Brasil”. Vander Giordano, vice-presidente da Multiplan, uma das maiores empresas de shoppings do país, com 18 unidades, 5,4 mil lojas, disse que o país ainda engatinha no segmento de shopping centers em relação a outros países. Mas, está otimista em relação ao processo de desenvolvimento do negócio e a retomada do crescimento, baseada as reformas anunciadas pelo Governo Federal.

Ainda de acordo com Giordano, o futuro do varejo tem como desafios a tecnologia, ele destacou o big data. “Quem estiver mais à frente e saber estratificar os dados terá mais sucesso”. A impressora 3D; a internet das coisas: de que forma o varejo vai integrar tudo isso; e a inteligência artificial, quando a atividade humana vem sendo substituída por processadores.

A companhia investiu mais de R$ 1 bilhão no ano passado. E tem previsão de dois lançamentos para os próximos meses. “No Rio Grande do Sul a Multiplan vai inaugurar um shopping, apostando num estado que está sofrendo. Outro exemplo é o Rio de Janeiro, também em dificuldades”, diz, ressaltando que a empresa crê na retomada do crescimento. “Precisamos mudar a mentalidade do estado interventor, se isso não acontecer vai tonar essa retomada ainda mais difícil”. Em 2015, o Brasil contava com 520 shoppings centers, com faturamento de R$ 160 bilhões.

Roberto Mussnich, presidente do Atacadão, que em 2015 faturou quase 30 bilhões, operação que mais apresenta crescimento do Grupo Carrefour, também acredita que o setor tem passado por mudanças impactadas pela tecnologia. “No meio do caminho entre a indústria e o varejo”, a rede tem investido para renovar ativos, sortimentos e mão de obra.

Fonte: Propmark

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Antigamente…

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Grey conquista XP Investimentos.

A Grey Brasil é a nova agência da XP Investimentos. O processo de concorrência acaba de ser finalizado e aponta a empresa do Grupo Newcomm como vencedora e responsável, a partir de agora, por cuidar da comunicação integrada XP, liderando todas as estratégias e projetos on e off-line.

A meta da Grey com o novo cliente é fortalecer a percepção da marca junto aos clientes e torná-la ainda mais conhecida em todo o território nacional, valorizando seus atributos e diferenciais.

 Para Marcia Esteves, Copresidente & COO da Grey, trabalhar para a XP Investimentos é motivo de grande orgulho. “Estamos muito felizes por nos tornarmos parceiros de negócios desta empresa que tanto admiramos”.

Fonte: Propmark

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Promoção!

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Basta aplicar a lei.

Com a Lava Jato cada vez mais no encalço dos políticos, especialmente depois das 77 delações de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, o tema do caixa 2 voltou à tona, com uma incrível variedade de teses e argumentos. Há quem queira, por exemplo, fazer coro com o PT, que, desde os tempos do mensalão, tenta relativizar a prática, tratando-a como se fosse mero pecadilho contábil, sem maiores consequências para o País e para a democracia. Corrupção e caixa 2 seriam mundos completamente distintos.

Noutro espectro ideológico, há quem considere que os indícios encontrados pela Lava Jato demonstram cabalmente, sem necessidade de outras provas, que toda a política nacional está corrompida e que é preciso derrubá-la de alto a baixo. Aos que labutam nessa trincheira, caixa 2, propina e corrupção seriam fenômenos equivalentes, todos eles demonstrando como o poder privado subverte a política nacional. Nessa visão das coisas, qualquer tentativa de distinguir as variadas condutas envolvidas é pura e simplesmente manobra para a impunidade.

Se na posição petista a separação entre corrupção e caixa 2 é absoluta – fazendo crer que essa última poderia ser legítima, dependendo dos fins ideológicos para os quais é destinada –, na posição oposta, não há qualquer linha limítrofe. A tudo é atribuído o genérico conceito de propina. Sob essa lógica, toda e qualquer doação empresarial tem contornos de propina. Basta que o político atue conforme o interesse do doador para se comprovar, aos olhos desse pessoal, a existência de uma perversão da democracia.

Há ainda quem fale em “caixa 2 do bem”, que seria tão somente caixa 2, e o “caixa 2 do mal”, que comportaria corrupção. Não se sabe bem qual critério deva ser utilizado para levar a cabo essa diferenciação. Para tanto, há diversas teorias, umas mais tendentes a conceder algum tipo de anistia, outras com um claro viés condenatório, como se a salvação nacional exigisse devastar o que aí está, para então fazer brotar um mundo novo.

Num cenário assim, é natural que a população, escaldada como está por tantos escândalos, fique ressabiada e tenha receio das tramoias do mundo político. Na dúvida, parece que seria preferível condenar todo mundo, já que no meio político, assim diz a fama, não há inocentes.

Na verdade, o debate sobre o caixa 2 é um falso problema. Todas essas posições, que parecem tão díspares entre si, têm um denominador comum. Seu fundamento não é a lei, e sim as variadas opções políticas de seus defensores. Em último termo, são criações arbitrárias, já que o seu critério para distinguir o certo do errado não é a lei, mas a vontade – o arbítrio – de cada um.

Não é segredo que há muita corrupção na política brasileira. A Operação Lava Jato vem ajudando a desvelar um pouco da dimensão de toda essa sujeira. Além de conseguir que parte do dinheiro desviado seja devolvida aos cofres públicos – coisa inusual no Brasil –, a operação tem obtido provas concretas para condenar os corruptos, sejam políticos, empreiteiros ou funcionários de estatais.

Não é preciso mudar a lei nem criar, a partir da posição política de cada um, novas leis. Basta aplicar a lei existente, em seus respectivos âmbitos. Os casos da Lava Jato, por exemplo, têm muitas vezes consequências administrativas, eleitorais, penais e concorrenciais. Estão eles submetidos, portanto, a uma legislação que já fornece critérios precisos sobre o que é legal e o que é ilegal.

As revelações da Lava Jato não exigem repensar toda a legislação, como querem alguns políticos e alguns procuradores, cada um com seu intuito. A Lava Jato requer tão somente uma aplicação exemplar da lei, sem inventar anistias e sem inventar condenações. Não é preciso complicar nada com novas elucubrações. Que se investigue e se apure. Quando houver prova conclusiva, que os réus sejam condenados. Quando não houver prova, que sejam absolvidos. Simples assim, exatamente como manda o Estado Democrático de Direito, cujo único critério legítimo é a lei. O que foge disso cai no terreno da arbitrariedade.

Estadão/Editorial.

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