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02/17

Por que investir em novos formatos de publicidade digital?

A cada ano, a tecnologia traz para as pessoas uma nova forma de olhar para o mundo e a internet é a principal janela para essa vasta exploração. Hoje, cada vez mais pessoas estão conectadas, o que corroborou para a transformação de diferentes mercados, e um dos que mais evoluiu foi o publicitário.

Antigamente, as marcas buscavam jornais, revistas, rádios e principalmente, televisão para chegar ao seu público alvo. Porém, as coisas mudaram e observamos que uma boa parte da população deixa seus televisores desligados e procura entretenimento em dispositivos conectados à internet. Um exemplo disso foi o número divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, no final de janeiro, que mostrou que em 2016 houve um crescimento de 4,3% na contratação de banda larga fixa no Brasil. Já na contratação de outros serviços houve queda, como na TV por assinatura, que perdeu mais de 300 mil assinantes, encolhendo 1,6% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, muitas empresas ainda se perguntam: Por que investir em publicidade na internet, já que sempre são aqueles formatos padrões e não tão atrativos?

Primeiramente, vale lembrar que os formatos de publicidade digital mudaram. Hoje, não estamos mais dependendo apenas dos banners com tamanhos pré-determinados, que pouco impactam o público. O mercado oferece diversas opções para que as marcas cheguem de fato em seu target, como nos anúncios em formato display. Eles possibilitam que as marcas estejam mais próximas de seus clientes da maneira certa, com 100% de visibilidade e alta escala de definição, incluindo vídeos. Esse é só um exemplo e ressalto que temos inúmeras outras formas de se criar uma publicidade efetiva e em diversas mídias, como o mobile e também no conteúdo sob demanda.

Além disso, esses novos formatos possibilitam um monitoramento em tempo real de uma campanha e com serviços que aumentam a efetividade do engajamento com o público. Todas essas funcionalidades podem estar reunidas com programação personalizada, oferecendo a possibilidade de integrações com serviços terceiros e ainda mais flexibilidade de conteúdo, alcançando um maior número de pessoas por meio de sites, blogs e páginas espalhados nas redes de publishers. Tudo isso vai muito além do padrão para impactar o usuário e criar uma nova experiência de anúncios online. Claro que dentro de um orçamento baixo, comparado com um valor de mercado de uma campanha feita especialmente para televisão.

Por isso, sempre que buscar uma maneira efetiva de chegar ao seu público e gerar engajamento, a publicidade digital é uma excelente opção, já que além da interação que ela proporciona, dando às marcas diversas possibilidades de se mostrar ao consumidor por meio dos diferentes tipos de anúncios, ela estará sempre acompanhando as pessoas, que hoje em dia, estão cada vez mais conectadas. Esse é apenas o primeiro passo, pois nos próximos anos uma revolução ainda maior irá acontecer com a Internet das Coisas, onde qualquer tipo de aparelho estará conectado com a rede mundial de computadores.

Victor Canô, CEO da Cazamba

No Adnews


COMENTÁRIO

Os dados de mercado, divulgados no Brasil nesta semana, pelo Kantar Ibope Media, demonstram claramente que o autor do artigo exagera, ao menosprezar mídia tradicionais, como a TV e o jornal, que tem muito mais audiência do que os meios digitais, em nosso país.

A TV, somando os investimentos feitos pelos anunciantes em 2016 em TV aberta, paga e merchandising na televisão, chega a impressionantes 73,8% do total investido de 129,9 bilhões de reais. Ou seja: 95,9 bilhões de reais foram investidos em televisão (e anunciantes, sabemos, não rasgam dinheiro…e só investem no que dá resultado mesmo).

A internet somou só 4,4% do total dos investimentos, enquanto que o jornal impresso (mesmo em crise) conquistou 11% dos investimentos em mídia do ano que passou. Rádio obteve 3,8%, as revistas 3,6%, o out-of-home 2,2$ e o cinema só 04%.

Isto é realidade.

Como é real, também, que pouco mais de 50% dos brasileiros têm acess0 à internet, ao mesmo tempo em que a TV e o rádio chegam a quase 100% dos brasileiros.

Não vou dizer que publicidade digital não funciona. Funciona, sim, mas muito menos – creiam – do que a TV (e os brasileiros assistiram, em média, a 6 horas e 17 minutos de televisão por dia!…sem contar os vídeos e a TV por streaming, como a Netflix). A TV tem a vantagem do menor custo por mil e do controle absoluto da mensagem, o que não ocorre, por exemplo, nas redes sociais.

JJ