26
04/17

10 dicas sobre como não fazer marketing de conteúdo.

Elaborar campanhas de Marketing de Conteúdo é um desafio cuja complexidade está acima das aparências, detalhe que induz muitas empresas a agirem equivocadamente e prejudicarem a si próprias. Caso você esteja preocupado com o rumo que seu negócio toma, não se preocupe! Listei 10 dos principais erros a serem evitados o quanto antes. Aprenda agora o que não fazer na sua estratégia:

1. Criar apenas conteúdo sobre a empresa

O Marketing de Conteúdo não deve ser feito com a pretensão de fortalecer a imagem do produto, serviço, marca ou empresa. Aliás, esse papel é desempenhado pela assessoria de imprensa, cuja metodologia consiste na criação de pautas com o intuito de destacar a empresa na mídia.

A essência do Marketing de Conteúdo é a persona. Portanto, os conteúdos devem ser direcionados às suas necessidades — sanando dúvidas e problemas — e à sua educação sobre o nicho de mercado. Qual o objetivo disso tudo? Fazer com que a relação estabelecida com seu público gere credibilidade e confiança a ponto de influenciar a decisão do cliente no momento da compra.

2. Focar no uso de ferramentas e não em metas

As metas da empresa devem estar à frente de tudo no planejamento. O Marketing de Conteúdo não deve ser confundido com marcar presença no Google ou nas redes sociais — para isso, existem estratégias mais específicas nas quais o conteúdo é complementar. Em vez de simplesmente estar na internet, como a maioria das concorrentes, o ideal é pensar, por exemplo, em quantos Leads devem ser gerados para cada publicação nas mídias sociais ou pela busca orgânica. O mesmo vale para o número de vendas que o conteúdo precisa atingir.

3. Não usar Calls-to-Action

Um dos maiores benefícios do Marketing de Conteúdo é a interação entre público-alvo e empresa que a metodologia proporciona. É como, de fato, criar uma oportunidade de conversar (passivamente) com pessoas interessadas no que você tem a dizer. Como em qualquer tipo de conversa em que existe o objetivo de educar, de modo que o público fique pronto para avançar etapas, é fundamental a criação de chamadas dentro do conteúdo por meio de Calls-to-Action (CTAs).

Se os leitores não puderem localizar uma chamada para ação, dificilmente vão progredir seguindo o caminho mais interessante aos negócios: a conversão. Caso você ainda tenha dúvidas, vale a pena seguir um passo a passo, como o Guia Prático do CTA.

4. Focar apenas em um canal

Conforme o que dissemos, no Marketing de Conteúdo a empresa não deve focar nas suas próprias necessidades e sim nas necessidades da sua persona. Isso significa que a empresa deve estar presente onde o cliente estiver, não onde ela simplesmente considera ser “o melhor terreno”. Esse é um verdadeiro requisito para conseguir bater as metas.

Hoje em dia, as pessoas estão nos mais diversos lugares, seja nas mídias sociais ou no email, o que nos leva à conclusão de que, quanto o conteúdo for diversificado para adaptar-se a diferentes canais — em termos de formato —, mais efetiva será a sua estratégia.

5. Não ter uma pessoa responsável pelo conteúdo

Manter um blog corporativo é uma tremenda responsabilidade, afinal é preciso que a página seja atrativa para o leitor não somente em uma ou outra ocasião, mas que seja uma referência em um determinado assunto — relacionado aos seus serviços, logicamente.

Algo que ajuda (e muito) a conseguir êxito nessa missão é ter uma pessoa responsável pelo conteúdo. Alguém que seja capaz de fornecer consistência ao blog; padronizar a linguagem; analisar cada conteúdo para reduzir os erros e elaborar um calendário editorial. Todas essas responsabilidades devem passar por uma só figura, que é a do editor do blog.

6. Esquecer da jornada de compra

Antes de chegar a fazer uma compra, o cliente passa por um processo formado por algumas etapas, conhecido como jornada de compra. Basicamente, cada etapa da jornada representa um diferente estágio, um diferente nível de conhecimento sobre seus conflitos e as soluções existentes para cada um deles. Portanto, é fundamental que todos os conteúdos estejam alinhados à jornada de compra, definindo, inclusive, a qual etapa do funil de vendas o conteúdo corresponde. Sem um planejamento como esse, será difícil atrair novos prospects e dar o andamento no ciclo dos seus Leads.

7. Não pensar como uma ferramenta de busca

Quando a empresa tem no papel as características mais relevantes da sua persona, não basta somente criar conteúdos tomando as informações como base. É preciso se colocar no lugar da persona diante de um site de busca. Para isso, sempre dedique um tempo a pesquisas e estudos de palavras-chave com vista em identificar quais são os termos mais possíveis de serem utilizados pelo seu público-alvo e crie estratégias eficientes de SEO.

8. Ser inconsistente nas publicações e campanhas

Já frisei a necessidade que o blog de sucesso tem de ser consistente. Mas você sabe o que significa consistência no Marketing de Conteúdo? Vamos supor que o cliente esteja interessado no assunto X. Sendo assim, o seu blog deverá adotar como tema esse assunto para que o consumidor em potencial continue acompanhando as futuras publicações.

Se, diferentemente disso, o blog começar a dividir as publicações por diferentes temas, mesmo que consista em postar conteúdos sobre os assuntos X e Y, haverá uma inconsistência capaz de resultar no abandono por parte de uma parcela dos Leads. A questão é: os Leads gerados pelas publicações do tema Y compensarão a perda dos demais? Quando há consistência, é certo que as chances de conversão se ampliam.

9. Pensar que o resultado é imediato

É possível que você já tenha ouvido falar de casos em que o Marketing de Conteúdo proporcionou resultados incríveis e praticamente imediatos. No entanto, é preciso ter paciência para que a estratégia comece a render frutos, pois ela é muito mais eficiente no longo prazo. Pense no Marketing de Conteúdo como uma enorme engrenagem dentro de uma máquina: ela pode ser pesada e demandar uma boa quantidade de esforço para funcionar, mas, quando engrena, não deixará o seu negócio a ver navios.

10. Analisar métricas de vaidade

O alto índice de métricas irrelevantes do Marketing Digital é um fato consumado, sendo essas métricas — chamadas “métricas de vaidade” — o desejo de consumo da maior parte dos “aventureiros” ou encarregados que não compreendem o papel da objetividade no Marketing de Conteúdo. Exemplos disso não faltam: número de curtidas em uma publicação no Facebook, quantidade de visitantes que o site teve no mês, quantos seguidores a empresa tem nas mídias sociais etc.

Toda e qualquer empresa que investe em Marketing de Conteúdo deve se atentar aos Leads e conversões gerados pelo conteúdo. Em um post no Facebook, por exemplo, o que importa é quantas pessoas foram redirecionadas ao blog e realizaram alguma conversão dentro do site.

André Siqueira, diretor de marketing da Resultados Digitais

No Adnews