26
01/15
8
visualizações

Correção: mercado publicitário brasileiro cresceu só 7,85% até outubro. E investimentos em TV somaram 74,98% do total.

O projeto Inter-Meios verificou os números referentes ao mês de outubro, que haviam sido divulgados anteriormente pelo Meio & Mensagem, (e reproduzidor neste blog) e identificou algumas distorções. Por conta de problemas no sistema, o relatório anterior continha algumas informações incorretas, que já foram corrigidas no site oficial do Projeto Inter-Meios.

mercado publicitário brasileiro faturou 7,85% mais entre janeiro e outubro de 2014 do que no mesmo período do ano anterior. Dados do Projeto Inter-Meios mostram que, no acumulado do ano, os veículos brasileiros faturaram um total de R$ 27,777 bilhões. Na comparação isolada entre outubro de 2014 e o mesmo mês do ano anterior, no entanto, houve uma queda de 6,53% no total do faturamento.

TV por assinatura e Mídia Exterior continuam sendo os dois meios com maior crescimento de faturamento em 2014. O primeiro chegou ao mês de outubro com aumento de 34,2% no faturamento na comparação com os dez primeiros meses de 2013. Já Mídia Exterior conseguiu ampliar seu faturamento publicitário em 25,3%.

Rádio, TV Aberta e Cinema continuaram em ritmo de crescimento no acumulado do ano, com aumento de 3,9%, 11,9% e 6,9% em seu faturamento, respectivamente.

Registraram queda entre janeiro e outubro de 2014 os meios Guias e Listas (-32,1%), Jornal (-10,4%) e Revista (-15,3%).

Internet
O meio Internet registrou uma queda de 13,5% no acumulado do ano, na comparação com o período de janeiro a outubro de 2013. Comparando o faturamento do mês de outubro de 2014 com o mesmo mês do ano anterior observa-se uma retração ainda maior: de 62,8% no faturamento publicitário da internet.

É importante ressaltar que, desde julho de 2014, seis grandes portais interromperam o repasse mensal de informações de suas receitas publicitária à PriceWaterHouseCoopers (PwC), empresa responsável pela auditoria do Projeto Inter-Meios. São eles: Globo.com, iG, MSN, Terra, UOL e Yahoo. Veja no gráfico a participação (share) de cada meio no bolo publicitário brasileiro:

Somente Imagem

+Crédito:Projeto Inter-Meios

Fonte: Meio e Mensagem

-

COMENTÁRIO

Feita a correção, verificamos que a TV (aberta mais a por assinatura) somou 74,98% do total dos investimentos publicitários  nos primeiros 10 meses do ano passado.

Que o jornal continua sendo a segunda principal mídia do Brasil, com 10,46% do total investido, que vem perdendo mercado, mas que perdeu menos volume de dinheiro do que a internet no período.

E que a TV por assinatura é a terceira principal mídia do país.

A primeira é a TV gratuita, é claro.


JJ

26
01/15
10
visualizações

Genial. Anúncio de aniversário para o Estadão, criado pela WMcCann.

 

Para os mais jovens, o Estadão enfrentou a ditadura e a censura publicando receitas de bolos, no lugar das notícias censuradas. Por isso, a ideia da WMcCann é genial e tem tudo a ver com a história deste grande e honrado jornal brasileiro.

JJ

26
01/15
9
visualizações

Primeiro prédio do mundo feito numa impressora 3D

Desperdício de material, perda de tempo e gastos excessivos foram drasticamente reduzidos na China com a construção do primeiro prédio a partir de uma impressora 3D. O sucesso do edifício foi tanto que a mesma empresa que o fez, a Winsun, já construiu também uma casa de 1.100 metros quadrados. O método implica a impressão de camadas e estruturas, uma a uma, com concreto reciclado e reforçadas com aço. Os profissionais encarregados do desenho recorreram ao software CAD no cálculo de espaços para a rede elétrica e demais detalhes técnicos. O prédio e a casa 3D estão localizados na cidade de Sunzhou, no leste do país.

Fonte: Istoé

26
01/15
8
visualizações

Para entender compra programática de mídia digital.

Comprar mídia em tempo real no inventário de Ad Exchanges, a partir de uma DSP, com uma estratégia programática, usando dados primários e de terceiros, agregados e gerenciados a partir de uma DMP. Entendeu?

Se você entendeu, muito bem, você compreende o universo da compra programática e pode parar de ler por aqui. Se você não entendeu, não se preocupe. Continue lendo e confira o que quer dizer cada uma das sete expressões mencionadas neste artigo e comece a compreender esse universo.

1 – Comprar Mídia em Tempo Real -Consiste em um anunciante participar de leilões por cada impressão de anúncio na web que lhe interessar. O leilão acontece em milissegundos, cada vez que uma página de um site é carregada e, por isso, a denominação Real Time Bidding (RTB) ou compra em tempo real.

Para explicar melhor esse conceito e porque o RTB é tão relevante hoje, vale a pena voltar um pouco no tempo. No início da internet, a única forma de comprar mídia era por meio de negociação com cada site ou portal em que queríamos veicular nossos anúncios. Com o crescimento da web, e sua cada vez maior fragmentação, esse processo se tornava mais penoso e ineficiente. Assim, começaram a surgir as ad networks, empresas que tinham como proposta de valor agrupar sites, então tornando a compra de mídia mais eficiente para o anunciante, e que cobravam uma margem no CPM (custo por mil impressões) por este serviço. As ad networks facilitaram e facilitam até hoje o processo de compra de mídia, mas ainda assim o alcance delas é limitado e precisamos trabalhar com diversas redes, se por ventura queremos ter uma abrangência próxima à totalidade da web.

Assim, anos mais tarde, surgiram as ad exchanges, sistemas que funcionam como uma espécie de bolsa de anúncios. Quase todas as impressões de anúncios da web, hoje, fazem parte de alguma ad exchange. A compra em tempo real ocorre justamente nessas impressões plugadas nas exchanges. Você nem imagina, mas cada banner que vemos impresso numa página da web pode ter passado por um complexo processo de leilão em tempo real. Por isso, o RTB ganhou tanta notoriedade, ao permitir que a partir de uma única plataforma gerenciemos todo nosso esforço de compra de mídia display, e ainda pagando um valor justo, uma vez que o preço é determinado em leilão.

2 – Ad exchanges - Conforme explicado acima, ad exchanges são como bolsas deanúncios. Na verdade, o termo em inglês ad exchange é inspirado na expressão stock exchange, que significa justamente bolsa de valores. No caso das ad exchanges, a compra de ações é substituída pela compra de impressões.

Pode-se dizer que uma ad exchange é um marketplace onde publishers (ou donos de sites) decidem oferecer seus inventários de publicidade para a compra em tempo real. Assim como uma empresa brasileira decide ser cotada na Bolsa de Valores de São Paulo, um site pode optar por disponibilizar suas impressões numa ad exchange, como a DoubleClick Ad Exchange, por exemplo. Uma vez que um site está plugado em uma ad exchange, suas impressões estão aptas a serem negociadas através de leilões em tempo real. Osanunciantes, por sua vez, acessam as impressões das ad exchanges por meio de uma plataforma chamada de DSP.

3 – DSP - Quer dizer Demand Side Platform ou plataforma do lado do comprador. É o sistema pelo qual acessamos as impressões contidas em qualquer ad exchange. Uma DSP é uma plataforma por onde opera-se a compra em tempo real. Para ficar mais claro e tangível, uma DSP costuma possuir uma interface de gerenciamento, pela qual operadores dão os comandos de compra no leilão. Esses comandos podem ser dados de forma manual ou a partir de algoritmos matemáticos, que nos ajudam a otimizar a compra. A DSP pode estar plugada a todas as exchanges do mercado, e através dela operamos uma única estratégia de compra programática para todos nossos esforços de mídia display na web.

4 – Compra Programática - O termo programático é um adjetivo  que está ligado a programa. É a elaboração escrita de um plano de atividades para a realização de alguma coisa, segundo o Dicionário Online da Língua Portuguesa. A expressão compra programática é, muitas vezes, usada como sinônimo de compra em tempo real ou RTB. É a forma como muita gente se refere ao universo todo descrito neste texto. Na verdade, a compra programática é apenas uma parte dele. Ela se refere à aplicação de um conjunto de regras que passa a ser a estratégia para a compra de mídia em tempo real.

Explicando melhor: a partir do RTB podemos acessar virtualmente qualquer impressão de anúncio na web e tomar para nós esta impressão, ao ganhar o leilão. Aí vem a pergunta: quais impressões eu desejo e quais eu não desejo comprar? Para determinar isso, aplicamos no DSP um conjunto de regras que determinam a programação da nossa compra de mídia e em que leilões participaremos.

Para criar esse conjunto de regras, é preciso fazer uma reflexão do ponto de vista demarketing. Assim, devemos entender quem é a nossa audiência target, e quais fatores determinam a progressão de cada pessoa dessa audiência ao longo do funil de vendas, para então criar uma régua de relacionamento com elas, sempre tendo em mente os objetivos de campanha. Essa régua de relacionamento é a estratégia de compra programática.

5 – Dados Primários - São a base para as estratégias de retargeting. A partir dos dados primários, identificamos usuários que já visitaram e interagiram com nosso próprio site. Depois disso, podemos agrupar esses usuários com base em comportamentos similares, e então “bidar” pelas impressões para esses usuários. Dependendo do histórico de conversão de cada agrupamento, altera-se o valor dos lances, para ganhar mais leilões ou abrir mão deles, a fim de se atingir um custo por conversão dentro da meta desejada.

Importante ressaltar que, por falta de entendimento no mercado, às vezes, o trabalho de plataformas de retargeting é confundido com ter uma estratégia de compra programática. De fato, uma plataforma de retargeting está inserida no universo da compra em tempo real e programática. No entanto, trabalhar com uma plataforma de retargeting não significa que você tem uma estratégia de compra programática no ar.

6 – Dados de Terceiros (Third Party Data Provider)

Fazer retargeting a partir de dados primários, coletados por meio de interações com nosso próprio site já não é mais nenhuma novidade. Por outro lado, o que nem todos sabem, é que hoje é possível “comprar” conjuntos de dados de empresas que chamamos de third party data providers. Essas empresas agrupam audiências com base em dados que eles capturam de suas propriedades e os oferecem através das DSPs.

A mecânica é simples. Digamos que eu seja dono de um blog de moda. Além de vender mídia no próprio blog, posso mapear o comportamento dos usuários do meu site, agrupar audiências com base em similaridades de comportamento e em seguida disponibilizar essas audiências para venda em uma DSP. Assim, uma marca de roupas que queira gerar interesse a novos usuários, pode recorrer às listas de audiências do meu blog via sua DSP, e anunciar para essas pessoas, que sabemos que tem interesse em moda.

Cabe salientar que no Brasil a qualidade dos dados agregados por terceiros ainda tem um longo caminho de evolução. 2015 deve ser um ano importante na consolidação no mercado de dados por aqui.

7 – DMP - Quer dizer Data Management Platform ou plataforma de gerenciamento de dados. Trata-se de um sistema de coleta, organização e gerenciamento dos dados primários capturados a partir de nossas propriedades. A diferença entre uma DMP e uma DSP, é que a DMP serve para organizar dados, enquanto a DSP é a interface de compra de mídia, em que usamos os dados coletados na DMP para enriquecer a qualidade da compra. Ou seja, as duas plataformas possuem papéis distintos e complementares.

Implementar uma DMP é importante para aprofundar a estratégia de compra programática. Isso porque, além de agregar cookies, também podemos cruzar informações adicionais, como por exemplo a base de CRM da empresa. Como o e-mail serve como uma chave de identificação para o histórico de compras do usuário, logo a informação que temos sobre um visitante do site deixa de ser somente as páginas que ele visitou, mas também passamos a saber o histórico de compras dele.

Voltamos para o exemplo da loja de roupas. Numa estratégia de retargeting simples, mapearíamos todo nosso site com uma tag de remarketing para poder criar agrupamentos de visitantes do site com base no comportamento de navegação. Assim, se um usuário coloca uma jaqueta no carrinho e não compra, podemos insistir, mostrando anúncios dessa jaqueta por uma semana, até que ele decida comprar algo ou eventualmente paramos de anunciar.

Já na estratégia apoiada por uma DMP, a diferença está na capacidade de aprofundar a qualificação do visitante com base nas informações do CRM. Isso porque o cookie capturado pela visita é cruzado com o e-mail, que por sua vez é cruzado com o histórico de compras desse usuário no site. Assim, além de saber que o usuário colocou uma jaqueta no carrinho e não concluiu a compra, saberíamos também, por exemplo, que ele já fez dez compras no site no último ano, estando entre cinco maiores compradores do site. Com essa informação adicional, certamente nossa decisão pode ser drasticamente influenciada.

Agora, voltamos ao início: comprar mídia em tempo real no inventário de ad exchanges, a partir de uma DSP, com uma estratégia programática, usando dados primários e de terceiros, agregados e gerenciados a partir de uma DMP. Ficou mais claro agora? Se não ficou, é hora de continuar estudando. É assim que a mídia já é comprada e gerenciada pelos anunciantes nos mercados mais maduros. E no Brasil esse processo de compra começa a se tornar cada vez mais popular.

HENRIQUE RUSSOWSKY ,  Sócio e diretor de mídia da Jüssi

26
01/15
11
visualizações

Uma boa análise do mercado da Coreia do Sul.

Quando as celebridades da Coréia do Sul, ansiosas para provar o seu patriotismo, trocaram seus carros BMW alemães para os caseiros Hyundais na televisão, durante a crise financeira asiática de 1998, eles se reuniram toda a nação por trás de produtos nacionais. Para afastar os sul-coreanos fora de sua Coca-Cola e Pepsi, uma empresa local lançou o “815 cola”, que comemora a libertação da Coreia do Japão em 15 de agosto de 1945. Os instrutores americanos estavam fora, e marcas locais até então estavam em baica. O braço financeiro da Hyundai criou então um “Buy Coréia “fundo, para obter os sul-coreanos para investir em empresas locais; e em seus primeiros três meses atraiu mais de 12.000.000.000.000 ₩ (então US$ 10 bilhões).

No entanto, tais apelos ao patriotismo parecem ter o seu curso, e os sul-coreanos têm agora redescoberto o seu fascínio por todas as coisas estrangeiras. O que levou-os a repensar uma crescente consciência de quanto mais eles pagam por coisas do que estrangeiros fazem – e não apenas por causa de altas tarifas – e como fácil se tornou para importar material barato.

Tome carros, por exemplo: em setembro MotorGraph , uma revista de comércio local, realizou uma pesquisa de 1.800 sul-coreanos, pedindo-lhes por que eles odiavam Hyundai e sua empresa irmã, a Kia. Quase metade disseram que se sentiam discriminados no seu mercado doméstico. A Comissão de Comércio Justo, um cão de guarda, está investigando uma denúncia de um parlamentar que a Hyundai está a vender o seu novo luxuoso Genesis em um preço maior em casa em comparação com alguns mercados de exportação.

Em 2013 consumidores da Coréia, um grupo de lobby, pesquisou o quanto custou 60 produtos em cada um dos 15 países ricos. Para obter mais de metade dos quais a Coreia do Sul foi nos cinco primeiros lugares mais caros. Foi a terceira mais cara para cerveja Heineken, e o quinto para Chanel perfume. Mas o mais revelador, os três produtos sul-coreanos na amostra eram mais caros no país de origem do que em qualquer outro lugar.

Os sul-coreanos têm oagi mais especialmente para produtos locais, ao longo de décadas. Na década de 1960 Parque Chung-hee, um homem-forte militar que supervisionou um boom industrial, incentivou o superfaturamento de produtos locais para subsidiar as exportações, em parte, selando o país para as marcas estrangeiras. Mesmo na década de 1990, a compra de Tha i- feita de cozinha ou papel de carta do Japão (cujo cultural produtos foram proibidos na Coreia do Sul até 1998) – ainda era considerado uma traição nacional.

Entre os primeiros sinais de que a propaganda patriótica foi perdendo a sua eficácia veio em 2009, quando a Apple lançou o iPhone na Coreia do Sul. Samsung contra-atacou, promovendo o seu Omnia 2 móvel como “o orgulho da Coreia do Sul” e meios de comunicação locais, com comentários negativos de sua rival americana. No entanto, a Apple conquistou um quarto das vendas de smartphones no país em um ano. Mais recentemente, uma petição por mercearias locais em março passado, pedindo um boicote de produtos japoneses da marca populares, tais como cerveja e cigarros, fracassou.

Nos últimos três anos, a Coreia do Sul tem implementado uma série de acordos de liberalização do comércio, com 50 e tantos outros países (incluindo os países da União Europeia). Como resultado destes, os coreanos têm agora mais opções do que nunca. Em 2014, pela primeira vez em muitos anos, o valor dos carros importados da Europa é pensado para ter excedido as receitas de exportação combinadas das montadoras sul-coreanas. Um em cada dez coreanos agora é dono de um carro estrangeiro, acima dos cerca de um em 100 uma década atrás. Notavelmente para uma nação onde o sentimento anti-Japão corre alto, Toyota ‘s Camry ganhou em 2013 o Car of the Year Award, na Coreia do Sul.

Os sul-coreanos descobriram que eles podem economizar uma fortuna por compras em sites estrangeiros. Eles estão clicando alegremente na Amazon e um homólogo chinês, Taobao, para comprar roupas, brinquedos e aparelhos eletrônicos, incluindo “Made in Korea” queridos. O valor da compra direta do exterior dobrou para ₩ 1.100.000.000.000 entre 2011 e 2013. Em 2014 o governo dobrou o valor máximo de mercadorias que pode ser enviado livre de impostos para o país da América, para US $ 200, ampliando a compra de produtos estrangeiros.

O governo reconheceu que acordos de distribuição exclusiva, em que um pequeno número de varejistas controlam todas as vendas de um produto de marca dentro do país, também estão inflacionando os preços de alguns bens de fabricação estrangeira em lojas locais. Para tentar reduzir o custo de vida, ele simplificou pagamentos online e introduziu um sistema em que os serviços aduaneiros autenticam cópias desses produtos importados por outros distribuidores, o que prejudica os acordos de exclusividade. Que novamente está a aumentar a pressão sobre os produtos fabricados localmente e varejistas locais.

Com mais em oferta, os sul-coreanos preferem, agora, principalmente para fazer compras de valor: eles são esquisitos, exigentes e se ressentem sendo enganados, diz Han Sanglin, professor de negócios da Universidade de Hanyang, em Seul. E eles não têm vergonha de expressar seus pontos de vista. Um grupo de estudantes montou recentemente uma balsa improvisada somente com pacotes de batatas fritas da marca coreana, em protesto contra os seus conteúdos escassos. Eles ridicularizado o inchado, pacotes de quase vazias como “lanches nitrogênio”.

Empresas sul-coreanos afirmam que os produtos que vendem para os moradores locais são frequentemente versões mais sofisticadas daqueles que exportam; e que os seus preços incluem entrega, instalação e garantias longas. Mas eles estão tendo que trabalhar mais para evitar que os clientes os abandonandem. Lotte, uma grande varejista local, inovou com a abertura de um novo tipo de loja que vende roupas de marcas estrangeiras a preços comparáveis ​​com lojas online ‘.

Tendo tido uma vida fácil em seu mercado doméstico por tanto tempo, muitas empresas sul-coreanas devem agora aprender a ser competitivas. Jun Shin do escritório de Seul da McKinsey, uma empresa de consultoria, diz que os bem-sucedidos cosméticos sul-coreanos são bons modelos: eles há muito tempo oferecem produtos de alta qualidade a preços modestos, e como resultado, eles conseguiram manter seus rivais estrangeiros fora do seu país .

Fonte: The Economist

26
01/15
7
visualizações

Pão com Ivo Gourmet…24 reais!

 

Um pão com ovo está saindo a R$ 24,oo no Bazzar da Livraria da Travessa, em Ipanema. Gourmetizado, virou “pão de campanha com ovo mexido” — ou seja, pão com ovo mesmom informa o jornal O Globo.

Vai ver é ovo de Galinha de Angola importado, ou das andorinhas da China…

Vão dizer que o ovo é orgânico e o pão de de trigo importado da Mongólia.

Pão de campanha? Só se foi da campanha milionária da Dilma!

E estão cobrando o segundo Z do Bazar.

Ladrões!

JJ

26
01/15
6
visualizações
26
01/15
8
visualizações

Dúvidas traidoras.

“Nossas dúvidas são traidoras

e nos fazem perder o que, com

frequência, poderíamos ganhar,

por simples medo de arriscar.”

William Shakespeare

26
01/15
7
visualizações
26
01/15
3
visualizações

Brasil dá calote na ONU e perde direito de votar no Tribunal Penal Internacional de Haia. Vergonha.

 O Brasil perdeu seus direitos no Tribunal Penal Internacional (TPI), após acumular mais de US$ 6 milhões em dívidas com a entidade sediada em Haia. A diplomacia brasileira vive uma saia-justa, com a segunda maior dívida de um país nas Nações Unidas. Mas, no caso da Corte, a suspensão é a primeira sofrida pelo Itamaraty desde que os cortes orçamentários começaram no órgão que comanda a política externa do País.

“O Artigo 112(8) do Estatuto de Roma dispõe que o Estado em atraso no pagamento de sua contribuição financeira não poderá votar, se o total de suas contribuições em atraso igualar ou exceder a soma das contribuições correspondentes aos dois anos anteriores completos por ele devidos”, explicou o Ministério das Relações Exteriores, em nota.

“Em razão do dispositivo acima, desde 1.º/1/2015, o Brasil perdeu temporariamente o direito de voto na Assembleia dos Estados Partes do Tribunal Penal Internacional (TPI)”, confirmou.

Hoje, apesar da mudança na chefia do ministério e a nomeação de um novo chanceler para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, nada mudou no que se refere aos atrasos do Brasil com a ONU. Conforme revelado com exclusividade pelo Estado, a dívida do Planalto com o orçamento regular da ONU superava em 2014 pela primeira vez a marca de US$ 100 milhões e apenas os EUA mantinham um buraco superior.

Constrangimento após constrangimento, o governo decidiu enviar um cheque para demonstrar uma boa vontade e o Palácio do Planalto liberou US$ 36 milhões, uma semana antes do discurso de Dilma na Assembléia Geral da ONU, em Nova Iorque.

A ONU agradeceu, mas avisou: mesmo com o pagamento, o Brasil ainda deve quase meio bilhão de reais à ONU.

Documentos da ONU que indicam que, até 3 de dezembro, o Brasil devia US$ 170 milhões à entidade. Isso sem contar com outra dívida de US$ 14 milhões (R$ 36,7 milhões) para a Unesco, que deu o título ao Brasil de segundo maior devedor da entidade cultural da ONU, além de outros US$ 87,3 milhões para as operações de paz dos capacetes azuis.

No caso do TPI, o Brasil é um dos membros fundadores da entidade que representou o maior avanço no direito internacional desde o fim da Guerra Fria.

Na prática, a suspensão impede o Brasil a votar, por exemplo, na escolha de novos juízes. Uma reunião da entidade está sendo planejada para o fimdo semestre e outra em novembro.

Mas é o constrangimento político que mais afeta o País que, em diversas ocasiões, usa o discurso do multilateralismo para insistir que apenas dentro do quadro da lei e da ONU é que conflitos podem ser superados.

Fonte: Estadão

26
01/15
5
visualizações

O desastroso recomeço de Dilma.

A presidente Dilma Rousseff discursa durante cerimônia de posse de seu segundo mandato, em Brasília - 01/01/2015

Eram 0h31 do último domingo (15h31 de sábado em Brasília) em Jacarta quando o brasileiro Marco Archer foi executado com um tiro no peito. Criado em uma família de classe média alta, ele se tornou um traficante profissional e rodou o mundo até ser preso no país asiático com 13 quilos de cocaína, em 2004. Archer dizia se arrepender apenas de ter sido flagrado por um agente de segurança indonésio. O governo brasileiro tentou evitar a execução até a última hora por meio de cartas, ameaças de rompimento diplomático e um telefonema feito pela presidente Dilma Rousseff ao colega indonésio Joko Widodo na véspera da execução. Nada adiantou.

Um dia antes da morte de Archer, o policial militar Manoel Messias dos Santos havia sido assassinado friamente por traficantes em Penedo (AL) enquanto caminhava pela rua. Poucas horas depois de Marco Archer ter sido executado, a garota Larissa de Carvalho, de 4 anos, perdeu a vida após ser atingida por um tiro quando saía de um restaurante com a mãe, em Bangu (RJ). No dia seguinte, outra criança morreu em circunstâncias semelhantes: Asafe Willian Costa Ibrahim, de 9 anos, vítima de uma bala perdida enquanto brincava na piscina de um clube em Honório Gurgel, na capital fluminense – ele morreu três dias depois.

Na segunda-feira, o surfista profissional Ricardo dos Santos foi baleado em frente à casa de sua família, em Palhoça (SC), após uma discussão corriqueira com um policial fora de serviço.Morreu no dia seguinte. Se a média de 2013 tiver sido mantida, outras 153 pessoas foram assassinadas no Brasil no mesmo dia. Uma a cada dez minutos. Desde que o traficante foi executado na Indonésia, mais de mil vidas foram tiradas prematuramente no país presidido por Dilma. A chefe da nação não se pronunciou sobre nenhuma delas. Tampouco o fizeram seus ministros.

Embora o pedido de clemência em favor do traficante esteja alinhado à tradição da diplomacia brasileira, as expressões usadas por Dilma, que se disse “consternada” e “indignada” com a sentença de morte, fogem do padrão. Ela não afirmou “consternada” ou “indignada” por causa dos bilhões de reais da Petrobras desviados para abastecer partidos que apoiam seu governo, inclusive o PT. Nem demonstra preocupação ao financiar regimes em que o fuzilamento é política oficial – o caso de Cuba, que construiu o Porto de Mariel com recursos brasileiros, é o mais evidente. Dilma, que pediu “diálogo” com os decapitadores do Estado Islâmico, tampouco se pronunciou quando morreram Manoel, Larissa, Asafe e Ricardo. Para um país que registrou 56.153 assassinatos em 2013, é difícil compreender.

O dicionário Aurélio define a expressão “consternado” com o sentido de “prostrado, desalentado, de ânimo abatido”. É uma boa expressão para definir o comportamento de Dilma Rousseff até aqui. A presidente consternada não deu uma entrevista sequer em 2015. Fora o discurso de posse, em 1º de janeiro, Dilma nem mesmo falou em público. A presidente encastelada deixa ainda mais explícita a falta de rumo do governo: janeiro nem mesmo se encerrou e as limitações e contradições de Dilma se tornaram evidentes.

Nas últimas promessas irreais de campanha deram espaço a decisões opostas, especialmente na economia: nomeação de um liberal para o Ministério da Fazenda, alta na conta de luz, aumento no preço da gasolina, elevação de impostos, redução em benefícios trabalhistas, subida na taxa de juros, corte profundo no Orçamento. Toda a cartilha econômica que ela atribuiu aos adversário Aécio Neves e Marina Silva foi cumprida imediatamente.

O silêncio de Dilma também não foi interrompido no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A presidente, que se especializou em passar sermões nos países desenvolvidos sempre que discursou diante de líderes globais, agora tem pouco o que apresentar ao planeta. Preferiu comparecer à posse do presidente Evo Morales em seu terceiro mandato à frente do governo boliviano, o que também é emblemático sobre as prioridades do governo.

Parte das escolhas que Dilma fez no início do segundo mandato eram necessárias para a economia, como o corte no Orçamento e a correção no preço dos combustíveis. Mas as medidas consistem exatamente no contrário do que ela afirmou que faria. A guinada veio sem uma explicação ou um pedido de desculpas ou pronunciamento à nação.

A ex-ministra de Minas e Energia de Lula, que desfruta da fama de especialista no setor elétrico, também deve se preocupar com a situação energética do país: o apagão da última segunda-feira devolveu às manchetes a situação de risco na geração de energia. Mesmo com o crescimento pequeno da economia nos últimos anos, a rede está perto do limite e o governo precisou importar energia da Argentina.

Nas escolhas políticas que fez, a presidente conseguiu desagradar a aliados e oposicionistas. Nomeou ministros criticados até mesmo pelo PT, escolheu leigos para áreas-chave e não se constrangeu de apontar figuras envolvidas em casos de corrupção, como George Hilton (Esporte) e Eliseu Padilha (Aviação Civil)

No horizonte próximo, há poucas esperanças para Dilma. A restrição orçamentária e as consequências da operação Lava Jato sobre as empreiteiras devem prejudicar o início de novos empreendimentos e programas durante o ano. Ao mesmo tempo, a sombra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a acompanha cada vez mais de perto. As críticas feitas pela ex-ministra Marta Suplicy, que atacou frontalmente o governo Dilma em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, são um recado claro do ex-presidente, que pretende voltar nas eleições de 2018 – e já notou que precisa desatrelar sua imagem da de Dilma para evitar danos à sua popularidade. A divisão entre dilmistas e lulistas é outra fonte de problemas para o governo.

As investigações sobre os desvios da Petrobras devem se aproximar do Palácio do Planalto após a confissão, vinda da empreiteira Engevix, de que os recursos desviados serviam para a compra de apoio político no Congresso. Mais uma razão para Dilma ter medo nos próximos 1.436 dias até o fim do mandato.

-

Fonte: Veja

26
01/15
4
visualizações

Google deve lançar telefonia móvel nos Estados Unidos.

O Google está a poucos passos de começar a vender pacotes de telefonia móvel nos Estados Unidos. Segundo reportagem do diário Wall Street Journal, o gigante das buscas está alugando a rede de dados das operadoras Sprint e T-Mobile, que têm capacidade ociosa, para oferecer o serviço de internet móvel sob sua marca.

Chamado de Nova, o projeto está sendo testado nos corredores da companhia em Mountain View e, de acordo com o site The Information, deve ser lançado até o fim de 2015. O Google não informa qual é a estratégia, mas analistas acreditam que o interesse da companhia é ampliar o alcance de sua marca e garantir uma rede segura para seus produtos.

O tipo de operação entre Google e operadoras é bastante comum nos Estados Unidos. Empresas como Cricket Wireless, Pure Talk e Republic Wireless são algumas que adotam a estratégia.

No caso do Google, porém, o processo deve ser mais complicado. Autoridades americanas estão preocupadas que a companhia, ao ganhar acesso também aos dados de telefonia, tenha muito controle sobre informações dos usuários. Segundo os jornais do país, o Nova será analisado com cautela pelos órgãos reguladores.

26
01/15
3
visualizações

Das 22 térmicas controladas pela Petrobras, 16 têm problemas.

termeletrica-235679.jpg

O governo da presidente Dilma Rousseff poderia ter sido bem mais ousado no pedido que fez à Petrobras para a ampliação da geração de suas usinas térmicas não fosse o grande volume de paralisações que afeta as plantas da companhia. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que das 22 usinas térmicas que a Petrobras tem, seja como controladora ou acionista, 16 sofrem hoje algum tipo de restrição operacional ou estão em fase de manutenção.

Essas 16 usinas teriam capacidade de entregar até 5.574 megawatts (MW) ao sistema elétrico do País. Mas, efetivamente, só podem oferecer cerca de 3.700 MW disponíveis – aproximadamente 1.870 MW da capacidade está fora do ar. Trata-se de um volume considerável de energia, equivalente a um terço de todo o parque térmico do País que está paralisado em razão de falhas técnicas e processos de manutenção.
Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, informou que, até odia 18 de fevereiro, a Petrobras vai adicionar 867 megawatts (MW) ao parque nacional de geração, trazendo para o sistema máquinas que estão paralisadas.
Entre os projetos mencionado por Braga está a térmica Sepé Tiaraju (RJ), usina de 170 MW que, até ontem, estava completamente paralisada.
A relação inclui ainda a usina Governador Leonel Brizola (RJ), que pode gerar até 1.058 MW, mas tem entregado apenas 800 MW. Em São Paulo, a usina Fernando Gasparian tem capacidade total de 576 MW, mas está com déficit de 301 MW.
Gás
Duas semanas atrás, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, a térmica Suape II, maior usina a óleo do Brasil, com 381 MW, teve de ser paralisada por causa de panes graves ocorridas em algumas de suas máquinas. A usina, que tem a Petrobras como acionista, vem retomando gradativamente suas operações, mas só deve estar em pleno funcionamento a partir de abril.
Dona de boa parte da geração térmica do País, a Petrobras tem registrado resultados bilionários com a oferta de energia dessas usinas, em razão do preço alto que o setor elétrico tem de pagar por sua geração.
Em 2011, a estatal faturou US$ 2,4 bilhões com suas térmicas, resultado que saltou para US$ 3,7 bilhões em 2012 e chegou a US$ 5,2 bilhões em 2013. A Petrobras ainda não informou quais foram os resultados financeiros obtidos com as térmicas no ano passado. A capacidade total de geração térmica do Brasil chega a 22 mil MW. No entanto, diariamente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem de se virar com cerca de 16 mil MW, pois os demais 6 mil MW sempre estão indisponíveis.
Reclamações
Empresários do setor de energia têm reclamado de utilização excessiva das máquinas, o que pode estar por trás do grande volume de paralisações. Planejadas para funcionar com menor carga horária, essas usinas passaram todo o ano de 2014 ligadas e também devem seguir da mesma forma neste ano, para tentar garantir o abastecimento do País e reduzir a crise sobre os reservatórios das hidrelétricas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e Istoé.

26
01/15
3
visualizações

Explicando melhor…

26
01/15
5
visualizações

A polêmica da pena de morte.

abre.jpg

Um campo aberto e uma cruz de madeira na ilha de Nusakambangan. Essa foi a última paisagem contemplada por Marco Archer Cardoso Moreira, que morreu aos 53 anos, fuzilado na Indonésia por tráfico de drogas no sábado 10. Assim como os outros quatro condenados à morte, Marco vestia uma camisa branca com uma marca preta na altura do coração, para facilitar a mira dos atiradores. O brasileiro decidiu morrer vendado e em pé – poderia ter ficado sentado ou de joelhos. E em pé ouviu o comandante do pelotão soprar o apito que anunciava a execução. A espada erguida sinalizava para os atiradores mirarem o peito dos condenados. Segundos depois, o disparo. Marco foi executado com um único tiro, a uma distância entre cinco e dez metros. Confirmada a morte, foi vestido em um terno preto, providenciado pelo governo local, e levado por uma ambulância. A cremação ocorreu em uma cidade vizinha, sobre uma folha de bananeira. Antes mesmo de o corpo ser calcinado, um homem quebrou manualmente os ossos, que foram entregues à tia do brasileiro, Maria de Lourdes Archer Pinto, único parente presente no país, em uma urna. Ainda sob o torpor da medieval execução do carioca, o País agora assiste à via-crúcis de outro brasileiro, Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42 anos, também condenado por tráfico de entorpecentes e um dos 130 prisioneiros que podem ser executados nos próximos meses. Enquanto a polêmica da pena capital voltava ao debate, motivada pelas execuções na Indonésia, na terça-feira 20 mais um caso chocou a nação. O surfista Ricardo dos Santos morreu aos 24 anos após ser baleado por um policial à paisana na porta de sua casa, em Santa Catarina (leia mais na pág. 61) e a agonia do jovem esportista, causada por um profissional que deveria zelar por sua segurança, inflamou ainda mais a parcela da população que defende a morte como método punitivo.

4.jpg
FIM
Terreno descampado em Nusakambangan, Indonésia,
local onde cinco prisioneiros foram executados. Marco Archer
(no detalhe) morreu na segunda cruz da esquerda para a direita

Após fracassar nas sucessivas tentativas de salvar Marco Archer – a presidente Dilma chegou a emitir um apelo humanitário pessoal ao atual presidente, Joko Widodo, para que concedesse clemência ao condenado –, o governo brasileiro batalha pela vida do paranaense Gularte, preso no Aeroporto Internacional de Jacarta em 2004 ao tentar entrar no país com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe. O Itamaraty não entrou em detalhes sobre a estratégia a ser adotada junto ao governo da Indonésia, mas parentes de Gularte buscaram a ajuda do papa Francisco para interceder no caso. A postura de negociação tem sido, desde o início, optar por um trabalho discreto, sem constrangimento por parte do governo indonésio. Segundo especialistas em relações internacionais, esse tipo de ação é adotada para não provocar um efeito contrário ao desejado – o de esquentar ainda mais os ânimos e piorar o quadro dos condenados. Fontes próximas à família confirmam a existência de um laudo médico atestando que Rodrigo desenvolveu sintomas de esquizofrenia na prisão e apresenta sinais de perda da consciência.

2.jpg

A Justiça indonésia permite que, em casos de demência, o condenado seja transferido para um hospital. “Reconheço que o Rodrigo cometeu um erro, mas não se justifica apena de morte. Não foi um crime tão grave. Ele está preso há mais de dez anos e acredito que já pagou o suficiente”, disse a mãe, Clarisse Gularte. Na terça-feira 20, o Ministério das Relações Exteriores informou que o pedido de clemência foi rejeitado. Na quarta-feira 21, o embaixador brasileiro na Indonésia, Paulo Alberto Soares, chamado ao País pela presidente após a execução de Archer, se reuniu em Brasília com Dilma e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

3.jpg

Resposta à insegurança

Enquanto governo e família se unem em defesa da vida de Gularte, a população do País se divide. Parte dos brasileiros se chocou com a execução de Archer, mas outra parcela não escondeu manifestações de apoio ao governo indonésio. E mesmo em países como o Brasil, em que o direito à vida é garantido pela Constituição, a pena capital tem simpatizantes. Uma pesquisa realizada em setembro do ano passado pelo Datafolha mostrou que 43% dos brasileiros apoiam a pena de morte. O coordenador do Programa de Justiça da ONG Conectas, Rafael Custódio, diz que a pena capital carrega em si a ideia de castigo que encontra aceitação popular. “Há um conceito vulgarizado de que, quanto mais dura for a resposta da Justiça, mais segura será a sociedade e com isso a população passa a enxergar na execução uma medida necessária.” Assim, a pena de morte se torna uma resposta imediata ao medo em regiões assoladas pela violência, que não conseguiram desenvolver políticas de segurança bem estruturadas. Caso do Brasil.

graf1.jpg

Atualmente, a Anistia Internacional estima que 23 mil pessoas esperam no corredor da morte em todo o mundo. Os últimos números divulgados por esse órgão mostram que houve um aumento global no número de execuções. Em 2013, pelo menos 778 pessoas foram executadas em 22 países; em 2012, foram 682 mortes em 21 países. O aumento se deu principalmente por conta das execuções ocorridas na China, no Irã e no Iraque. “As condenações na China são consideradas segredos de Estado e no Irã houve uma forte tentativa de repressão de ativistas políticos”, diz Maurício, diretor-executivo da Anistia Internacional. Levantamentos de organismos internacionais dão conta de que países que adotam a pena de morte não têm necessariamente índices menores de criminalidade. “Uma maior população carcerária não implica mais segurança”, afirma Nivio Nascimento, coordenador da unidade de Estado de Direito do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime da Organização das Nações Unidas (ONU). Países europeus como Suécia, Dinamarca, França e Inglaterra possuem baixas taxas de homicídio e não adotam a pena capital.

graf2.jpg

PENA-06-IE-2356.jpg
REVOLTA
Autor de um crime que horrorizou o País em 2003, Champinha
incendiou à época a parcela da população favorável à pena capital 

Dramas familiares

Nos últimos dias, a ONU apelou ao governo da Indonésia para que restabeleça uma moratória suspendendo a execução dos condenados à pena de morte e faça uma revisão de todos os pedidos de clemência. É muito comum na sociedade a ideia de que familiares de pessoas que já foram vítimas de violência serem favoráveis à pena capital. “É natural e legítimo à condição das vítimas a vontade de querer extravasar o sentimento”, diz Janaína Paschoal, advogada e professora de direito penal da Universidade de São Paulo (USP). “Não podemos exigir dos parentes esse desprendimento: alguns têm um comportamento punitivo, outros não desejam a morte do agressor.” Entretanto, nos Estados Unidos, por exemplo, há organizações como o grupo “Famílias das Vítimas de Assassinatos para os Direitos Humanos” liderando movimentos para abolir a pena de morte. No Brasil, o mesmo ocorre com familiares de vítimas de crimes brutais. Como o de Liana Friedembach, mantida em cárcere privado, sequencialmente estuprada e depois assassinada com golpes de facão aos 16 anos, em 2003, pelo menor Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, e seus comparsas. “Sou completamente contrário à pena de morte. Primeiro por uma questão religiosa, segundo porque não confio 100% no nosso Judiciário”, afirma o vereador por São Paulo Ari Friedembach (PROS), pai de Liana. “Acredito que precisamos de penas mais duras, longas e efetivamente cumpridas”, diz. Para ele, crimes como estupro, latrocínio e assassinato deveriam compreender um tempo de detenção de modo que a pessoa não voltasse ao convívio social. Champinha está internado há sete anos em uma Unidade Experimental de Saúde (UES), da Secretaria Estadual de Saúde, destinada à recuperação de jovens infratores com distúrbios mentais graves, em São Paulo.

graf4.jpg

Cada país possui soberania para adotar ou não a pena de morte. O Brasil não pratica o método de execução porque entende punição como privação de liberdade, que funcionaria como um mecanismo de ressocialização. As execuções interrompem esse processo. “É um modelo cômodo, porque a sociedade descarta o criminoso sem a contrapartida de recuperá-lo”, disse à ISTOÉ o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto. “A pena de morte é um resquício da barbárie que se mostrou conhecida com a lei do olho por olho, dente por dente.” O direito de não ser condenado à morte é considerado uma cláusula pétrea da Constituição, que não pode ser modificada nem mesmo por meio de uma emenda à Carta Magna. Apesar disso, o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) acredita que a pena capital é a melhor saída para crimes que envolvam mortes ou abusos sexuais de crianças. “Se fosse com um filho meu, só teria um pouco de tranquilidade depois que esse homem fosse morto.” Bolsonaro declarou apoio à pena adotada na Indonésia. “O ser humano só respeita o que ele teme”, diz.

No país do Sudeste Asiático, as condenações não conseguiram diminuir o tráfico de drogas. Em Bali, um dos arquipélagos mais famosos do mundo, há uma grande demanda pelas substâncias ilícitas. “O tráfico está ligado ao circuito internacional de drogas e as pessoas chegam à ilha acostumadas com uma política mais liberal”, diz Santoro, da Anistia Internacional. O perfil social dos traficantes de Bali é diferente do encontrado em outros países. Na ilha, quem vive do tráfico são, em geral, surfistas de classe média e com escolaridade. Ao longo dos anos, a Indonésia se tornou um centro de distribuição de drogas para os países asiáticos e para a Austrália. “A pena de morte não vai trazer qualquer impacto positivo”, disse à ISTOÉ Haris Azhar, diretor da ONG Kontras, que atua na Indonésia na defesa dos direitos humanos. “Até o momento o governo mostrou incapacidade de lidar com a guerra contra as drogas e com a rede de traficantes que circulam livremente dentro e fora do país.” Outro fato recente que expôs a incoerência da Justiça indonésia foi o pedido de clemência à Arábia Saudita para evitar a morte de Satinah Binti Jumadi Ahmad, uma cidadã daquele país condenada por assassinar e roubar sua empregadora. O governo indonésio fez um apelo formal pedindo a suspensão da execução. “Esse é o problema de adotar dois pesos e duas medidas”, diz Azhar.

graf3.jpg

A adoção da execução implica diversos riscos à sociedade. Em países com grande desigualdade, ela costuma recair sobre pessoas de classes sociais mais baixas. E como se trata de uma pena irreversível, há o temor de se condenar inocentes. Um estudo da Universidade de Michigan indica que um em cada 25 condenados nos Estados Unidos é inocente. É o caso do operário Manuel Vélez que, depois de passar nove anos detido, foi libertado em outubro do ano passado. Preso no Estado do Texas, em 2005, pela morte de um bebê, Vélez foi condenado à morte em 2008. Advogados contratados pelo Estado comprovaram que havia sinais de ferimento no bebê muito antes de ele ter tido contato com o operário. À época, o diretor do Death Penalty Information Center, Richard Dieter, afirmou que a libertação do operário demonstrava os diversos problemas da pena capital. “Muitos outros homens presos na câmara da execução nunca tiveram um bom advogado trabalhando em seus casos. A execução de Marcos Archer e o possível fuzilamento de Rodrigo Gularte, que colocaram o Brasil na rota das execuções, convidam à reflexão: o Estado tem direito de tirar a vida de um cidadão? Para a diretora da Human Rights Watch Brazil, Maria Laura Canineu, trata-se de um método cruel e degradante. “O individuo é torturado psicologicamente enquanto aguarda a decisão final”, diz ela. “Todos têm o direito de reinserção em um sistema que deveria ser restaurativo e não punitivo.”

O último condenado à morte no Brasil

PENA-07-IE-2356.jpg

A última sentença de morte oficial do Brasil foi dada ao fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, em 1855. Ele foi enforcado em Macaé, no Rio de Janeiro, acusado de assassinar uma família de oito colonos que trabalhava em sua propriedade, em Macabu (RJ) – por isso ficou conhecido como “a fera de Macabu”. Assim como na Indonésia atual, pelas leis do Brasil imperial só era possível escapar da execução pela clemência do governante. Entretanto, dom Pedro II não concedeu a graça e Manoel se tornou o primeiro homem rico e de alto escalão social a ser enforcado no País. Anos depois, com a comprovação da inocência do fazendeiro, o imperador parou de aplicar a penalidade máxima. Com a Constituição da República, em 1891, execuções foram legalizadas apenas em situações de guerra, mas voltaram à legislação com a instituição do AI-5, em 1969. As vidas ceifadas durante a ditadura, no entanto, não foram registradas como execuções oficiais. A Constituição de 1988 retorna a considerar a pena capital apenas em casos de guerra.

 

Fonte: Istoé

26
01/15
2
visualizações

Herança maldita

- Presidente, economia em queda, impostos em alta, corrupção grassando… O que se passa, presidente?
- Pois então. Peguei o governo assim. Herança maldita.
- Mas o governo anterior era da senhora mesmo.
- Pois então, do anterior ao anterior.
- Era do Lula.
- Pois então. Como eu disse. Do anterior ao anterior ao anterior.
- Também era do Lula.
- …
- Presidente?
- Olha, meu filho. Você tem que entender que, quando a pasta de dente sai do dentifrício… a culpa é do FHC. E também é da imprensa. E eu queria dizer também que eu vou acabar com a corrupção… e com o meio ambiente… com esse negócio de índio e tal. Já estamos muito bem nesse campo. E agora você me dá uma licença que eu vou ali puxar a orelha do Zé, que andou falando umas verdades. Isso não pode. A cartilha é clara…

 

Do Ricardo, no Facebook

26
01/15
4
visualizações

Das redes sociais.

26
01/15
2
visualizações
Página 1 de 1.3791234...1015...Última