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Governo Dilma torrou 6,6 bilhões de reais em 2013, com publicidade, propaganda, patrocínio, produção e sem contar eventos. Imaginem em 2014…

Engana-se quem imagina que os gastos de R$ 2.313 bilhões com publicidade declarados em 2013 representem o valor total que o governo federal torrou para lustrar a sua imagem –essa cifra parcial está no site da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Eis o que mostra a Secom (clique na imagem para ampliar):

Publicidade-2013-total-administracao-direta-todos-os-orgaos-indirera-todas-as-empresasEsses R$ 2,313 bilhões não incluem despesas com “publicidade legal, produção e patrocínio”, como se pode observar nas letras miúdas da imagem reproduzida acima.

Não existe estimativa precisa sobre gastos com “publicidade legal” (publicação de balanços, por exemplo) e “produção” (os custos para fazer um filme de TV, entre outros). Publicitários consultados pelo Blog acreditam que o valor possa estar entre 10% e 30% do total consumido. Considerando-se um percentual médio de 20%, o montante de 2013 terá ficado em R$ 462,6 milhões.

Confrontado com esse valor (R$ 462,6 milhões), o governo sempre o questiona, dizendo haver exagero. Mas ao mesmo tempo chama a atenção o fato de a administração pública federal nunca se propor a dizer qual é a cifra exata. Essas despesas são opacas e nunca expostas ao público.

Há ainda os gastos com patrocínio. Times de futebol, equipes de Fórmula 1 ou bandas de música no interior consumiram R$ 2,363 bilhões de dinheiro federal em 2013 –segundo dados oficiais da Secom. Eis as informações (clique na imagem para ampliar):

patrocinio_2013_area
Em resumo, a administração pública federal gastou de publicidade, publicidade legal, produção de comerciais e patrocínio algo em torno de R$ 5,139 bilhões:

Publicidade: R$ 2,313 bilhões
Publicidade legal, produção de comerciais: R$ 462,6 milhões.
Patrocínios: R$ 2,363 bilhões
Total: R$ 5,139 bilhões

Na iniciativa privada, a empresa que mais investiu em publicidade no Brasil em 2013 foi a Unilever, com R$ 4,583 bilhões, segundo dados do Ibope Monitor.

Ocorre que os números coletados pelo Ibope são muito maiores do que a realidade. Trata-se de uma pesquisa que busca suas informações nas empresas de mídia do país, levando em conta o que foi publicado e o preço de tabela dos anúncios. No mercado publicitário, entretanto, um grande anunciante como a Unilever costuma negociar enormes descontos. O gasto total da empresa em 2013 com publicidade foi certamente bem inferior a R$ 4,583 bilhões –talvez não tenha chegado à metade dessa cifra.

Já no caso do governo, os números publicados são todos os que foram efetivamente pagos. São reais.

Tudo considerado, os R$ 5,139 bilhões gastos em 2013 fazem do governo federal, de longe, o maior anunciante do Brasil. E um dos maiores do planeta.

Com a decisão do STJ que permitiu revelar para onde vai todo esse dinheiro, fica agora mais transparente entender como a administração pública federal usa os recursos públicos para melhorar sua imagem –e também para influir no mercado brasileiro de mídia jornalística.

Fonte: UOL/ Blog do Fernando Rodrigues

COMENTÁRIO

Se somarmos estes valores aos gastos pelas estatais, chegamos cer4ca de R$6,6 bilhões de reais, meus amigos, só em 2013…é muito, muito dinheiro ( e sem somar eventos, que é uma caixa preta nas estatais – e não é mais realizado por agências de publicidade, como pudemos bem ver nas denúncias sobre as contas de campanha da Dilma).

Imaginem em 2014, que foi ano eleitoral.

JJ

 

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Gastos do governo Dilma com propaganda e publicidade.

As empresas da administração federal indireta aumentaram seus gastos com publicidade em 25,2% durante o governo da presidente Dilma Rousseff. A média anual dessas despesas foi de R$ 1,387 bilhão durante 2011, 2012 e 2013. O avanço dessas despesas se deu num período em que a administração dilmista lutava para controlar suas contas e fazer economia.

Nos 8 anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), a média anual de gastos com publicidade em estatais federais foi de R$ 1,107 bilhão.

A estatística começou a ser feita em 2000. Nos 3 últimos anos da administração tucana de Fernando Henrique Cardoso (2000, 2001 e 2002), o gasto médio anual das estatais foi de R$ 879 milhões.

De 2000 a 2013, o aumento percentual dos gastos da administração federal indireta com propaganda foi de 65% –de R$ 897 milhões para R$ 1,477 bilhão. Esses números mais antigos, agrupando todos os gastos de estatais, já eram conhecidos.

A grande novidade agora é saber em detalhes o que se passou em anos recentes (durante o governo Dilma) e também conhecer as informações individuais, estatal por estatal. Antes, só eram públicos os valores somados de toda a administração federal direta e indireta, sem discriminar as empresas nem muito menos quais veículos receberam as verbas publicitárias.

Todos esses valores são oficiais. Foram corrigidos pelo IGPM, da FGV, o indicador usado pelo governo para atualizar gastos publicitários. Ou seja, o aumento de 25% durante o governo Dilma sobre o governo Lula foi real, acima da inflação.

Em 2013, o dinheiro de empresas estatais federais comprou espaço publicitário em 5.123 veículos de comunicação. No primeiro ano do governo Lula, em 2003, o dinheiro era distribuído para 2.688 meios de comunicação. Esses números foram extraídos das planilhas usadas pelo Palácio do Planalto. É curioso que no site da Presidência da República há dados discrepantes sobre quantos veículos estão cadastrados para receber esse tipo de verba.

Essa divulgação inédita de informações sobre gastos publicitários de estatais está ocorrendo apenas porque a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República foi derrotada numa ação judicial que já durava mais de 3 anos e era movida pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

O processo teve início em março de 2011, quando um requerimento de acesso a informações foi negado pela Secom. A tramitação demorou por causa de vários recursos apresentados pelo Palácio do Planalto. Todas as argumentações do governo foram sucessivamente recusadas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) neste ano (leia o post “Governo protelou ao máximo”, abaixo, para conhecer mais detalhes).

Agora, todos os dados estão disponíveis para consulta, permitindo que qualquer interessado possa saber quanto cada órgão público federal –das administrações direta e indireta– gastou com publicidade. Também estão abertas as informações a respeito de quanto dinheiro cada veículo recebeu individualmente para publicar propaganda estatal.

Para ter acesso completo ao que foi divulgado, clique nos links listados ao final deste post.

Com o detalhamento, empresa por empresa, sabe-se que 3 estatais são as campeãs disparadas dos gastos com publicidade. Pela ordem, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras. Em seguida vêm Correios e BR Distribuidora.

A Caixa Econômica Federal assumiu a liderança absoluta a partir de 2008 em gastos publicitários. Sob Dilma Rousseff, a despesa média anual da CEF é de R$ 463 milhões –esse valor é só para propaganda e não inclui patrocínios (como os que a estatal oferece a times de futebol).

A média anual de gastos publicitários da Caixa durante o governo Lula foi de R$ 320 milhões. Sob FHC, o valor era de R$ 187 milhões.

O atual presidente da CEF, Jorge Hereda, tem fortes ligações com o PT. Está se esforçando para ser mantido no cargo durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Outros dois campeões de gastos publicitários, Banco do Brasil e a Petrobras, têm despesas anuais médias de propaganda de R$ 332 milhões e R$ 322 milhões, respectivamente –e é sempre necessário ressaltar que essas cifras não incluem patrocínios.

A seguir, as tabelas principais com os gastos das estatais e outros órgãos da administração indireta federal (clique nas imagens para ampliar):

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b-Lula-1-mandato-empresas-estatais-post-1

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f-FHC-Lula-Dilma-medias-estatais-post-1-vale-esta

A seguir, os links com todos os dados fornecidos pelo Palácio do Planalto a respeito de publicidade estatal federal e que permitem fazer as comparações acima:

Valores totais de publicidade
(administrações direta e indireta; inclui estatais)
(em valores correntes, sem atualização):
Quanto cada veículo recebeu em 2000
Quanto cada veículo recebeu em 2001
Quanto cada veículo recebeu em 2002
Quanto cada veículo recebeu em 2003
Quanto cada veículo recebeu em 2004
Quanto cada veículo recebeu em 2005
Quanto cada veículo recebeu em 2006
Quanto cada veículo recebeu em 2007
Quanto cada veículo recebeu em 2008
Quanto cada veículo recebeu em 2009
Quanto cada veículo recebeu em 2010
Quanto cada veículo recebeu em 2011
Quanto cada veículo recebeu em 2012
Quanto cada veículo recebeu em 2013

Valores de publicidade gastos só por empresas estatais
(em valores correntes, sem atualização):
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2000
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2001
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2002
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2003
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2004
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2005
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2006
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2007
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2008
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2009
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2010
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2011
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2012
Quanto cada estatal pagou a cada veículo em 2013

Tabela com os fatores de atualização monetária:
A Secom usa o IGP-M, praxe no mercado publicitário

OUTRO LADO
O que dizem as estatais a respeito de seus gastos.

Fonte: UOL/Blog do Fernando Rodrigues.

COMENTÁRIO

Vale lembrar que a Secretaria de Comunicação da Presidência da República revelou  em que em 2013 gastou R$ 2,26 bilhões, com a presidência e os ministérios, que somados ao dinheiro das estatais (R$1,47 bilhão) chega a um total de R$3,73 bilhões – bem próximo dos R$4 bilhões que estimei  (mas ainda faltam aí as contas de patrocínios, de mídia digital e de eventos…). Somando patrocínios e mídia digital torraram quase R$7bilhões. Pode?

JJ

 

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Gastos do governo Dilma com mídias de alcance limitado, como blogs aliados, por exemplo.

As 3 empresas estatais do governo federal que lideram os gastos publicitários da administração indireta também são responsáveis por um volume respeitável de publicidade digital em veículos de audiência limitada na internet.

Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal gastaram, de 2010 a 2013, a soma de R$ 17 milhões publicando anúncios em meios de comunicação como “Opera Mundi , “Dinheiro Vivo”, “Conversa Afiada” e “Carta Maior”.

Em abril de 2013, o governo publicou um artigo no site “Observatório da Imprensa” no qual a Secom argumentava que praticava o que chama de “mídia técnica”: cada veículo receberia verbas de publicidade de acordo com a proporção de sua audiência.

Agora, com as informações fornecidas por força da Justiça, fica claro que os critérios não são lineares e a chamada “mídia técnica” não é uma praxe em todos os setores da administração pública federal.

Empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal usam critérios obscuros para comprar espaços publicitários.

Tome-se o caso do site “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Sua audiência foi de 236 mil visitantes únicos em dezembro de 2013, ano em que recebeu R$ 618,2 mil em verbas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Para ter a audiência de 1 leitor por mês no site de Paulo Henrique Amorim, os dois bancos estatais juntos gastam R$ 2,60 por ano (valor de 2013).

Como comparação, tome-se o portal Terra, cuja audiência foi de 24,9 milhões de visitantes únicos em 2013, ano em que recebeu R$ 5,5 milhões de verbas publicitárias federais. Para ter 1 leitor por mês, em média, as estatais federais tiveram de pagar apenas R$ 0,22 por ano. No caso do UOL, que é o portal líder na internet brasileira, o custo para ter 1 leitor por mês cai para R$ 0,21 por ano.

Dito de outra forma, as estatais gastam cerca de 1.100% a mais para atingir um leitor no site Conversa Afiada do que em portais como o UOL ou Terra –de acordo com dados de dezembro de 2013.

Com algumas variações, essa relação se repete em outros veículos digitais de audiência limitada.

Os sites do jornalista Luis Nassif (Agência Dinheiro Vivo e Jornal GGN, entre outros endereços) recebem verbas federais de publicidade desde o ano 2000. Foram R$ 3,952 milhões até 2013, segundo dados fornecidos pela Secom.

Em dezembro de 2013, os sites Advivo e Dinheiro Vivo não tiveram audiência representativa e não aparecem na ferramenta de monitoramento da Nielsen, empresa que faz esse tipo de acompanhamento. O Jornal GGN, que também hospeda Luis Nassif, registrou 279 mil visitantes únicos no último mês de 2013. Os sites onde atua o jornalista tiveram verbas publicitárias federais naquele ano de R$ 806,3 mil. Isso significa que as estatais juntas gastaram R$ 2,9 por ano para cada leitor mensal que visitou os sites de Nassif em 2013.

No caso do Opera Mundi, dirigido pelo jornalista Breno Altman, a relação custo-benefício indica que o valor médio de um leitor por mês é de R$ 2,11 ao ano.

O Carta Maior, “publicação eletrônica multimídia” que defende uma “mídia democrática no Brasil”, teve uma audiência de 100 mil visitantes únicos em dezembro de 2013. Como recebeu R$ 512 mil de empresas estatais federais naquele ano, entrega um leitor mensal ao custo de R$ 5,13 ao ano.

Eis, a seguir, alguns anúncios captados em 8.dez.2014 em sites alternativos e de pouca audiência relativa. Todos têm em comum o forte apoio de empresas estatais federais, que competem no mercado para ter clientes e serem rentáveis. Neste mês de dezembro de 2014, muitos publicaram propaganda dos personagens “poupançudos da Caixa” (clique na imagem para ampliar):

Propaganda-sites-8dez2014-vale-mesmo
VALORES PARA CADA MEIO
Vale a pena observar os valores que as empresas estatais federais gastam com veículos de comunicação da mídia tradicional.

A seguir, uma compilação preparada pelo repórter do UOL Bruno Lupion para o Blog. Os dados estão separados por: veículos alternativos de baixa audiência, TV aberta, revistas, jornais impressos e portais de internet de audiência de massa(clique nas imagens para ampliar):

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DE ONDE VIERAM ESSES NÚMEROS?
É importante explicar qual é a fonte usada pelo governo para compilar seus gastos publicitários. Todas as informações são obtidas por meio do Instituto para Acompanhamento da Publicidade, o IAP.

Fonte: UOL/ Blog do Fernando Rodrigues

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O governo não precisa gastar tanto com propaganda.

Há uma falsa disjuntiva no debate sobre gastos publicitários do governo federal e também de outros níveis pelo país.

Em geral, o governante (presidente, governadores ou prefeitos) diz que faz uma distribuição de verbas de propaganda oficial de maneira técnica, respeitando o tamanho, a abrangência e a relevância de cada veículo.

Esse argumento do uso da chamada “mídia técnica” foi desmontado com a divulgação sobre como estatais federais gastam suas verbas de publicidade.

Mas ainda que as verbas fossem realmente distribuídas de acordo com a abrangência de cada veículo, essa não seria a solução do problema da farra de verbas publicitárias que tomou conta de governos no Brasil –e é bom que fique registrado que o cenário da administração pública federal se repete por vários Estados e prefeituras de grandes cidades.

Para ser bem direto, o ponto principal está em responder à seguinte pergunta: por que o governo tem de fazer tanta propaganda?

A resposta é simples: não tem.

O governo não tem de fazer propaganda sobre cada aniversário do Plano Real (como Fernando Henrique Cardoso fazia) ou sobre as moradias entregues no programa Minha Casa, Minha Vida (como Luiz Inácio Lula da Silva fez e Dilma Rousseff ainda faz).

É bom que se diga que essas propagandas não são ilegais.

Não há limites legais no Brasil para gastos com publicidade estatal –aliás, não há tampouco bom senso.

O costume vem de longe. Acentuou-se durante a ditadura militar (1964-1985). Os generais presidentes usaram recursos públicos para alavancar algumas agências publicitárias amigas do regime, bem como para privilegiar os meios de comunicação de massa eleitos para vocalizar o que pensava o governo.

Essa também é uma prática recorrente em governos estaduais e em muitasprefeituras e câmaras municipais. Para piorar o quadro, quanto menor o Estado no Brasil, mais parece aumentar a compulsão por gastos com propaganda.

Trata-se de uma tendência também em muitos países pobres como o Brasil, como mostra este artigo de Mark Thompson e Marius Dragomir para a Fundação Open Society. Um estudo da OEA (Organização dos Estados Americanos) aponta a alocação de publicidade estatal como um “mecanismo de censura indireta”.

Quem já visitou países desenvolvidos sabe que propaganda estatal é, quase sempre, apenas para assuntos de real utilidade pública –uma catástrofe, uma campanha de vacinação.

Esse é o desafio no Brasil: limitar as propagandas estatais a temas de interesse público.

Mas há um complicador: como conter o ímpeto das empresas estatais que competem no mercado e se sentem livres para usar verbas publicitárias como bem entendem? Difícil encontrar uma resposta. Na dúvida, sucessivos presidentes da República deixam as coisas correrem soltas, exatamente como Dilma Rousseff tem feito.

FERNANDO RODRIGUES, no UOL.

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Governo protelou ao máximo fornecer dados sobre seus gastos com comunicação.

O governo federal lutou o quanto foi possível para não fornecer os dados requeridos sobre seus gastos publicitários. Várias manobras foram tentadas até que veio a sentença definitiva do Superior Tribunal de Justiça neste ano –cujo cumprimento se deu no final de novembro de 2014.

Ainda assim, os dados fornecidos foram deliberadamente apresentados de maneira a dificultar a sua compreensão. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República se recusou a compilar as informações agrupando os valores para veículos de um mesmo grupo empresarial. A alegação para não fazer o levantamento foi falta de pessoal.

O Blog apurou, entretanto, que a razão real foi a pressão de empresas estatais que não desejavam ter suas contas publicitárias apresentadas de maneira transparente.

Por essa razão, continua difícil saber exatamente quanto foi o valor total recebido por redes de TV ou de rádio e por suas coligadas, pois muitas vezes essas empresas têm CNPJs diferentes nas várias cidades e Estados em que estão presentes.

O que mais atrasou a divulgação das informações, entretanto, foi a insistência da Secom em dizer que não havia entendido corretamente a primeira decisão judicial, proferida há cerca de dois anos. Todos os argumentos do Palácio do Planalto foram rebatidos com sucesso pela advogada Taís Gasparian, que representou o jornal “Folha de S.Paulo” no processo.

O governo praticou duas chicanas jurídicas principais que foram derrotadas no STJ.

Primeiro, como o pedido inicial de informações era de 2011, a Secom queria fornecer dados apenas até esse ano. O espírito do requerimento, entretanto, era claro: solicitava-se dados até o momento mais recente.

Foi necessário derrotar vários recursos até que a Secom fosse forçada a oferecer os dados até 2013 –embora agora já existam informações de 2014 disponíveis, mas ainda não divulgadas.

O segundo ardil protagonizado pela Secom foi cumprir a decisão do STJ sem informar exatamente quanto cada órgão do governo gastou de publicidade com cada veículo de comunicação individualmente.

Os dados foram fornecidos apenas com o valor total que cada veículo havia recebido, mas sem a informação a respeito de quem dentro do governo (qual órgão ou entidade) havia feito os pagamentos. E mais importante: a Secom não queria fornecer esses dados relativos às empresas estatais que competiam no mercado (Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e outras), sob a alegação de que isso poderia prejudicá-las perante suas concorrentes.

O STJ derrubou todas essas argumentações. O caso “tramitou em julgado” e foi firmada uma jurisprudência de grande relevância. A decisão do STJ poderá ser usada agora em todos os cerca de 5.600 municípios brasileiros e nos 26 Estados e no Distrito Federal quando alguém desejar obter dados detalhados sobre gastos estatais com publicidade.

Para ter acesso à sentença do STJ, basta entrar no site do Tribunal e clicar emProcesso/Consulta processual. O número do mandado de segurança a ser pesquisado é 16.903, de 2011. O Blog tem à disposição a ementa do processo para download.

Vale registrar o que escreveu o ministro relator do caso, Humberto Martins, ao rejeitar os recursos da Secom. O magistrado recusa os “embargos de declaração” do governo dizendo claramente que o Palácio do Planalto estava obrigado a entregar todos valores “de gastos de publicidade e propaganda com entidades e órgãos da administração federal direta e indireta”.

O governo havia argumentado ser impossível detalhar “gastos das empresas públicas e sociedades de economia mista”, por causa do teor do parágrafo 1º do artigo 5º do Decreto n. 7.724/2012, o instrumento que regulamentou, no âmbito do Poder Executivo federal a Lei de Acesso a Informações Públicas. Escreveu o ministro Humberto Martins: “Não há o vício alegado”.

O magistrado disse que o “teor do art. 5o, § 1o do Decreto 7.724/2012, em conjunto com outros argumentos, foi apreciado na ocasião do julgamento de mérito da impetração, que fixou a obrigação de fazer que agora se executa. Assim, foi determinado que os gastos com publicidade e propaganda das empresas públicas e sociedades de economia mista deveriam ser fornecidos”.

O tal parágrafo 1º do artigo 5º do decreto 7.724/2012 diz o seguinte: “A divulgação de informações de empresas públicas, sociedade de economia mista e demais entidades controladas pela União que atuem em regime de concorrência, sujeitas ao disposto no art. 173 da Constituição, estará submetida às normas pertinentes da Comissão de Valores Mobiliários, a fim de assegurar sua competitividade, governança corporativa e, quando houver, os interesses de acionistas minoritários”.

Para o STJ, esse trecho do decreto 7.724/2012 “visualiza a possibilidade de fornecimento dos dados requeridos, ao invés de estar estipulada a alegada vedação”.

Trata-se de potente jurisprudência que pode ser colocada a serviço da transparência nas contas de vários governos sobre gastos publicitários.

O cumprimento dessa norma, entretanto, não é automática.

No caso da Secom, por exemplo, não há movimentação para colocar todos esses dados à disposição dos interessados em seu site na internet. O Palácio do Planalto também deixou de divulgar há alguns anos informações parciais sobre publicidade para todos os órgãos entidades públicas –embora o IAP forneça dados atualizados mensalmente para a Presidência da República.

As informações de 2014, que já existem em grande parte, só serão colocadas na página da Secom em meados de 2015. Até a publicação deste post, só estavam disponíveis os dados gerais de 2013, apontando para um gasto de R$ 2.313 bilhões com publicidade.

Fonte: UOL/Fernando Rodrigues

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A comunicação deve governo é um dever, mas deve ser técnica e de interesse público. Governantes não podem comprar a Imprensa. É o fim da democracia.

A comunicação de governo é uma necessidade e um dever dos governantes, para bem informar a população sobre como se beneficiar das obras, como se previnir de doenças, como se vacinar, como fazer documentos, como respeitar as leis do trânsito e tantas outras necessidades e tantos interesses que os cidadãos têm.

A comunicação de governo não deve, por outro lado, valorizar os governantes que, se foram bons, terão reconhecidos seus desempenhos como administradores públicos.

O que a comunicação de governo não pode é torrar quase 7 bilhões de reais num ano, porque isso é moralmente injustificável num país com tantas necessidades e com tamanhas limitações de investimentos em infra-estrutura como o Brasil tem.

O que a comunicação de governo não pode é fazaer a chamada mídia política, distribuindo dinheiro público – dos pagadores de impostos – a rádios e jornais do país todo, por exemplo, sem comprovação de eficiências da mídia comprada. Só em 2013, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República gastou centenas de milhões de reais com 3.063 rádios e 2.779 jornais – quando sabemos que a mídia técnica de TV, revista, jornal e rádio compreenderia muito menos veículos. Jornais? No máximo uns 50. Rádios? Umas 500 com muira boa vontade. Revistas? Umas 30 a 40. E TV? Bastas as 4 maiores redes, com investimentos proporcionais às suas audiências (o que é regra geral, para todas as mídias). Quem tem mais audiência recebe mais verba, simplesmente porque gera mais resultados.

O que não pode é o governante querer comprar a opinião e o notíciário com propaganda, em veículos menores e famintos por verbas, porque ou não tem mercado anunciante forte ou não tem competência para viver com seus anunciantes da iniciativa privada – como uma Rede Globo, uma Editora Abril, uma Folha de S.Paulo, um Estadão, só como exemplos, fazem.

A mídia não pode depender do governo, porque os políticos e governantes são perversos, interesseiros e corrompedores dos fracos. Veículos honestos e competentes vivem da iniciativa privada e tem as contas de governo como um lucro adicional. Assim deveria ser, creio. Mas a voracidade de alguns donos de veículos não os deixa pensar assim e buscam mostrar poder aos governantes, para ganhar dinheiro – até com extorsões. Foi assim que surgiu o termo “imprensa marrom”.

É lamentável que o mercado brasileiro ainda tenha o governo federal (e dos estaduais mais os municipais) como seu mai0r anunciante, porque isso demonstra a fraqueza do nosso negócio, como agências, assim como demonstra a fraqueza da imensa maioria dos veículos e dos próprios anunciantes –  muito deles ainda tímidos e amadores em seu marketing.

Não é admissível que governos comprem opinião da mídia. Aliás, é isso que quer o Controle Social da Mídia, pelo qual o PT tanto insiste. Quer enfraquecer e desmenbrar os grandes grupos de comunicação do Brasil, para reinar com todos os veículos dependendo das verbas e da boa-vontade dos governantes.

Quem criticar o governo ficará sem verba, fadado a perecer. É uma vergonha de estratégia bolivariana que dizimou grandes grupos de comunicação independentes na Venezuela e na Argentina.

Sem críticas ao que está errado, através da Imprensa, teremos a mais nociva das ditaduras. O fim da democracia, com o fim da liberdade de expressão.

JJ

 

 

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em 13 anos, estatais do governo petista gastaram 15,7 bilhões só em midia…

Estatais do governo federal investiram mais de R$ 15,7 bilhões em propaganda entre 2000 e 2013.

Entre as principais anunciantes está a Petrobras, que comprou R$ 4,6 bilhões em mídia no período analisado, em valores corrigidos pelo IGP-M, índice de preços da Fundação Getúlio Vargas. Hoje, a empresa é investigada por envolvimento em superfaturamento de obras, lavagem de dinheiro e esquemas de propinas para facilitar licitações.

A Caixa também estaria na lista dos maiores investidores, com uma verba total de R$ 4,5 bilhões. Na sequência aparecem o Banco do Brasil, com R$ 4,2 bilhões; Correios, com R$ 1,3 bilhões; BNDES, com R$ 517 milhões e outras empresas menores, com R$ 468 milhões.

Os números também indicam quais veículos foram os mais favorecidos (veja detalhes na tabela abaixo) pelas verbas da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Esses números são os primeiros dados divulgados pelo governo com detalhes desse tipo de investimento e foram adquiridos pela Folha de S.Paulo graças a uma ação movida pelo diário e pelo jornalista do UOL, Fernando Rodrigues.

Segundo o jornal, a Secom justificava o sigilo dos dados alegando que a divulgação de valores prejudicaria as estatais na negociação com os veículos. O Meio & Mensagem já havia revelado, em maio, o montante investido pela Secom em 2013: R$ 2,3 bilhões, um aumento de 7,3% em relação ao ano anterior. O valor divulgado por Meio & Mensagem contemplam os dados gerais de investimentos da Secom, que incluem as ações de comunicação do próprio governo e a publicidade das estatais, enquanto a matéria da Folha contabiliza somente os investimentos das empresas estatais.

Veja os veículos de comunicação que mais receberam verbas do governo entre 2000 e 2013:

Grupo Globo (Rádio Globo, Globosat, Editora Globo, Globo Comunicação e Participações e TV Globo) – R$ 5,22 bilhões
Record – R$ 1,3 bilhão
SBT – R$ 1,2 bilhão
Grupo Bandeirantes – R$ 1 bilhão
Grupo Abril (Editora Abril e Abril Comunicações) – R$ 523 milhões
RedeTV – R$ 303 milhões
Folha da Manhã (Folha de S.Paulo e Agora São Paulo)– R$ 206 milhões
Grupo Estado – R$ 188 milhões
Três Editorial – R$ 179 milhões
Valor Econômico – R$ 129 milhões
Fonte: Meio e Mensagem

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COMENTÁRIO

Como comentei antes, estes gastos não incluem patrocínio, eventos, produção e mídia digital, o que deve mais do que triplicar estes R$15,7 bilhões, se só em 2013 os gastos chegaram perto dos R$7 bilhões (estimando toda a conta de comunicação do governo Dilma, naquele ano).

É muito dinheiro.

Só como curiorisade e evidenciando a independência da Globo das verbas de governo, o Grupo Globo (TV, jornais, rádios, evistas e editora) faturou em 2013 mais de R$14,6 bilhões de reais.

JJ

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Gisele é a celebridade do ano.

Em ano de Copa do Mundo, as feras da bola foram desbancadas por uma bela das passarelas. Gisele Bündchen, a modelo mais famosa do planeta, foi a celebridade brasileira que mais apareceu em campanhas publicitárias veiculadas na TV aberta.

De 1º de janeiro a 30 de novembro de 2014, os espectadores brasileiros viram o rosto de Gisele na televisão em um total de 6.013 inserções. O cálculo foi realizado pelo Controle da Concorrência, que anualmente mapeia as dez personalidades nacionais mais queridas pelo mercado publicitário, analisando a exibição de comerciais na Globo, no SBT, na Record, Band e RedeTV.

Em 2014, a beleza de Gisele foi colocada a favor de cinco diferentes marcas na televisão. Há anos como garota propaganda da P&G (Pantene) e Sky, ela continuou protagonizando diversos filmes para as duas marcas e, além desses anunciantes, apareceu em campanhas da Editora Globo, Carta Editorial e Carolina Herrera.

Já Neymar, um dos nomes mais falados deste ano, ficou na segunda colocação. Ele apareceu em 5.625 inserções publicitárias na TV. Na edição anterior do ranking, tinham sido 6.045 as inserções com o atleta.

O pódio das celebridades preferidas das agências e anunciantes foi completado com mais um ícone do futebol. Ronaldo Fenômeno foi o escolhido de seis marcas para protagonizar comerciais de TV. Durante o período analisado pelo Controle da Concorrência, o ex-jogador, que foi comentarista da TV Globo durante a Copa, apareceu na telinha em 4.115 inserções.

Apesar de aparecer em quarto lugar no ranking geral das inserções (foram 3.696 de janeiro a novembro de 2014), Rodrigo Faro foi a celebridade que emprestou sua imagem para a maior quantidade de anunciantes. O apresentador da Record apareceu em campanhas de nove marcas: Centauro, Chevrolet, Colombo, General Motors, Jequiti Cosméticos, Khan Academy, P&G, Record e Sabesp. No ano anterior, Faro havia ficado na décima posição do ranking.

No restante do ranking das celebridades estão o lutador Vitor Belfort e a apresentadora Fátima Bernardes. É a primeira vez que ela aparece nesse ranking do Controle da Concorrência. Fátima foi a estrela dos comerciais da Seara ao longo de todo ano. A cantora Ivete Sangalo aparece na sétima posição, seguida pelo apresentador e ator Bruno de Luca.

Destaque na TV paga com seu programa de culinária, Rodrigo Hilbert também conseguiu transferir o sucesso para o âmbito dos negócios. O apresentador ocupa na nona posição do ranking, com 2.601 aparições em comerciais. A dupla Zezé di Camargo e Luciano fecha a lista, com 2.596 inserções.

Somente Imagem
+Crédito:Arte/M&M

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Fonte: Meio e Mensagem

 

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General Mills aposta em cereais mais saudáveis, com Cherios Ancient Grains.

A General Mills, com Cheerios,está lançando nos Estados Unidos uma nova variedade de cereais chamada como Ancient Grains (grãos antigos, ou anciãos) como quinoa e aveia, o que pode selar a entrada da quinoa na lista dos alimentos pop  e saudáveis do mercado norte-americano.

O produto, que inclui uma nova linha na crescente família de produtos da marca Cherrios, deve ser um dos 50 lançamentos que a General Mills começará a apresentar ao público a partir de janeiro, nos EUA, e que tem como objetivo atender o aumento da demanda dos consumidores por itens mais saudáveis, com ingredientes simples, com proteína, sem glúten e com sabor.

Outra novidade é o Yoplait Greek 100 Whips, que a multinacional descreve como o iogurte grego com mousse de proteína e textura de chantilly.

Como já foi anunciado, a General Mills trará de volta o cereal French Toast Crunch, descontinuado em 2006. O anunciante também planeja manter o foco na tendência de produtos sem glúten com a marca Chex, que ganhará a versão Chex Gluten Free Granola Mix.

Os novos produtos são uma reação da General Mills que, como outras empresas de bens de consumo, tem enfrentado a concorrência de pequenas marcas de alimentos orgânicos e naturais que estão ganhando mais e mais espaço nas gôndolas dos supermercados e mercearias.

No período de quatro semanas encerrado em 22 de novembro, a General Mills teve queda de 1% nas vendas, resultado pior do que a média da indústria, segundo relatório recente da Sanford C. Berinstein com base em dados da Nielsen de 10 companhias do setor.

A General Mills, que anunciará os resultados do trimestre nesta semana, afirmou que Cheerios é a primeira marca “a levar grãos antigos para o segmento mainstream nas gôndolas de supermercado”. Pode ser verdade, mas a quinoa já está avançando no mercado há algum tempo. A Kellogg Co, por exemplo, começou a vender em 2013 o Special K Nourish Hot Cereal, descrito como uma mistura de grãos formada por quinoa, aveia, trigo e cevada coberta por furtas secas e nozes.

Mas, afinal de contas, o que são grãos antigos? Eis aqui a definição do Conselho de Grãos Integrais: “tradicionalmente vindos da América do Sul e Central, Ásia e África, os grãos antigos referem-se aos grãos ou sementes que são apenas isso: antigos. Essas sementes não foram modificadas ao longo do tempo pela ciência. A maioria dos grãos modernos tem sido modificada para aumentar a produtividade, enquanto grãos antigos permanecem mais perto de sua forma original”.

Fonte: Advertising Age

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Kantar(WPP) comprou o Ibope Media.

Depois de muita especulação no mercado, o Kantar Media, do grupo WPP, finalmente anunciou a aquisição do Ibope Media. O grupo, que é um dos maiores em pesquisa, insight e consultoria do mundo, busca fortalecer e ampliar a presença global da Kantar Media e seu conhecimento em medição e avaliação de media.

A marca Ibope Media, que é líder em medição de mídia e investimento publicitário da América Latina, será mantida, assim como sua atual diretoria. Com o acordo entre as duas empresas, Orlando Lopes, atual CEO, continuará à frente da empresa e passará a fazer parte do conselho da Kantar Media, reportando-se ao presidente e CEO, Andy Brown.

“Estamos bastante entusiasmados com esta nova fase de evolução do IBOPE Media. Ao nos juntarmos à Kantar Media, teremos a oportunidade de acessar um vasto leque de conhecimento e experiência global, a partir dos quais seremos capazes de impulsionar constantes inovações para os nossos clientes”, comenta Lopes.

O acordo faz parte da expansão acelerada da Kantar Media, que nos últimos 18 meses também adquiriu a Data Republic, a Precise e Rentrak.

“A Kantar Media e o IBOPE Media já vêm trabalhando em parceria há mais de 17 anos. Dadas as oportunidades que vemos na região, era o momento certo para aumentarmos a nossa participação e acelerarmos o compartilhamento de tecnologias e ofertas da Kantar Media para os clientes do IBOPE Media”, comenta Andy Brown.

Fonte: propmark

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O Globo cria seção de publicidade histórica.

O jornal O Globo convidou Armando Strozenberg para fazer a curadoria da nova seção de seu acervo, dedicada somente à publicidade e à propaganda, com uma ampla seleção de anúncios que estamparam as páginas do jornal ao longo de 89 anos do jornal.

Strozenberg, que é presidente da Havas no Brasil, vice-presidente da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) e integrante do conselho do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação), trabalhou no projeto com a historiadora Maria Alice Rezende de Carvalho e os publicitários Marcos e Carlos Pedrosa – este último recentemente falecido. Contou também com a coordenação executiva da antropóloga Ilana Strozenberg, pesquisa de Diego Rainho e Paulo Luiz Carneiro e consultoria de Silvia Fiuza, da Memória Globo.

O acervo foi subdividido em “Lazer e Cultura”, “Veículos”, “Alimentos e bebidas”, “Moda”, “Espaço Urbano”, “Vida doméstica” e “Institucional” e não se limita a exibir as peças, mas procura mostrar o contexto em que foram criadas e como eram elaborados os processos de “convencimento” de cada época, segundo explica Strozenberg, que define o projeto como uma leitura da história contemporânea através da publicidade e da propaganda. Cada peça vem acompanhada de um texto explicativo, explicando a situação do mercado na época e do anunciante em questão, informa o site de propmark.

COMENTÁRIO

Ótima iniciativa que, penso eu, poderia ser transformada em livros, para o estudo nas universidades brasileiras de publicidade e de marketing.

JJ

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A nova bola da NIke

Bola começará a ser vendida em 12 de fevereiro no nike.com e em lojas selecionadas

A Nike, patrocinadora da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 1996, apresentou nesta semana a bola oficial que será usada nos campeonatos da entidade na temporada 2015. Chamado de Nike Ordem 2 CBF, o modelo entra em campo pela primeira vez em março e será utilizado no Brasileirão e na Copa Sadia do Brasil.

Desenvolvida com o objetivo de oferecer alta sensibilidade no momento do chute, a bola possui 12 painéis soldados por fusão num sistema de revestimento com três camadas, uma mistura de poliéster e uma câmara de látex de carbono que flutua livremente. O modelo tem ainda as ranhuras Nike AEROWTRAC que ao oferecerem maior aderência e canalização do ar dão precisão ao chute.

A bola começará a ser vendida a partir de 12 de fevereiro no nike.com e em lojas selecionadas.

Fonte: Meio e Mensagem

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Arte urbana, em New York.

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Abert vai recorrer ao Supremo contra a proibição da publicidade de cervejas e vinhos.

Na última quinta-feira (11), a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal do Rio Grande edo Sul determinou a restrição da veiculação de publicidade de bebidas alcoólicas (com teor igual ou superior a 0,5 graus Gay Lussac, como é o caso de cervejas e vinhos) na TV ou no rádio entre 21 e 6 horas. Além disso, os comerciais não poderão ter imagens que façam algum tipo de associação a esportes, direção de veículos e desempenho sexual.

Mas a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) informou que irá recorrer da decisão e está analisando uma medida que poderá adotar junto ao Supremo Tribula Federal.

O maior impasse dessa decisão é que as grandes marcas de cervejas são as maiores anunciantes de campeonatos esportivos, como por exemplo, o futebol.

De acordo com um levantamento da Controle da Concorrência, empresa que monitora inserções comerciais para o mercado, entre o período da Copa do Mundo, os canais Globo, SBT, Band, Record, RedeTV! Chegaram a exibir 3.675 inserções comerciais de cerveja apenas em São Paulo. O valor bruto desses anúncios somam R$ 82 milhões.

Com informações da Folha de São Paulo

Fonte:  Adnews

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Perdigão é da AlmapDDB.

A BRF decidiu que a DM9DDB será a responsável pela verba publicitária off-line de Perdigão, que estava na Talent. Dessa forma, a agência do grupo ABC amplia sua participação no cliente, pois já detinha a conta de Qualy. 

Já a Talent, que tem relacionamento com Perdigão desde 2012, ficará, segundo o anunciante, “como parceira da companhia em 2015, para outros projetos”.

Esta foi a última etapa do processo de revisão de parceiros de publicidade da BRF, noticiado em agosto, e que culminou na escolha da F/Nazca S&S para o atendimento da verba off-line de Sadia e na entrega das contas digitais das marcas Sadia, Perdigão e Qualy para a AG2 Nurun

Assim, F/Nazca S&S, com Sadia, e DM9DDB, com Qualy e Perdigão, são as principais agências off-line da BRF. Na esfera digital, a AG2 Nurun concentra o atendimento que, antes, era feito pela Isobar Brasil e Pereira & O’Dell.

Antes da atual concorrência, a última grande mudança de relacionamento com agências da BRF ocorreu em 2012, com a divisão da verba off-line entre F/Nazca, DM9 e DPZ (Sadia); Talent (Perdigão); e NBS (Batavo e Elegê). Na ocasião, encerrou-se o relacionamento com a Y&R, informa Meio e Mensagem

 

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Sakespeare em 60 doses

69 doses de Shakespeare

Publicado no Brasil pela editora Sextante, “Shakespeare Para Apaixonados” é um pequeno guia que reúne aforismos e citações do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare. No livro, cada capítulo é iniciado por uma citação de Shakespeare refletindo sobre ciúme, paixão, romance, insegurança, desejo e amizade, seguido de uma interpretação atual feita por Allan Percy, autor da compilação.

Considerado maior escritor de língua inglesa e o mais influente dramaturgo da história, William Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Terceiro filho de um rico comerciante, pouco se sabe de sua infância e juventude, mas especula-se que tenha frequentado a escola primária Rei Edward VI, na qual teria aprendido literatura e latim.

Em 1582, aos 18 anos, casou-se com Anne Hathaway. O casal teve uma filha, Susanna, e dois anos depois, os gêmeos Hamnet e Judith. Não se sabe ao certo quando Shakespeare começou a escrever, mas alusões contemporâneas e registros de performances mostram que várias de suas peças foram representadas em Londres a partir de 1952.

Suas obras conhecidas totalizam 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e uma centena de poemas curtos, embora biógrafos sugiram que o número exato ainda é desconhecido. É o autor mais traduzido da história e suas obras são encenadas mais do que as de qualquer outro dramaturgo. “Destacam-se pela grandeza poética da linguagem, pela profundidade filosófica e pela complexa caracterização dos personagens.” Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permanecem vivos mais de quatro séculos depois, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Entre suas obras mais conhecidas estão “Romeu e Julieta”, “Júlio César”, “Macbeth”, “Rei Lear”, “Otelo, o Mouro de Veneza”, “Sonho de uma Noite de Verão”, “A Megera Domada” e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that’s the question (Ser ou não ser, eis a questão). Shakespeare morreu em Stratford em 23 de abril de 1616.

Neste post, reunimos os 69 aforismos, dos 72 compilados por Allan Percy.

1 — Se você não se lembra do menor sinal de loucura que cometeu por amor, você não amou.

2 — É melhor ser rei de seu silêncio do que escravo de suas palavras.

3 — Guardar algo que me ajude a lembrar de você seria admitir que posso esquecê-lo.

4 — Qualquer um pode dominar o sofrimento, exceto aquele que o sente.

5 — Nós somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos; nossa curta vida está cercada pelo sono.

6 — Minha bondade é tão ilimitada quanto o mar, e tão profundo como este é o meu amor. Quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos.

7 — Na amizade e no amor se é mais feliz com a ignorância do que com o saber.

8 — Tão impossível é avivar o lume com neve quanto apagar o fogo do amor com palavras.

9 — Duvides de que as estrelas sejam fogo, duvides de que o Sol se mova, duvides de que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo.

10 — O amor alivia, assim como o brilho do sol após a chuva.

11 — Não tenha medo da grandeza. Alguns nascem grandes, alguns obtêm grandeza, a alguns a grandeza é imposta e em outros a grandeza fica exagerada.

12 — O amor, cego que é, impede os amantes de ver as agradáveis loucuras que cometem.

13 — Não jure pela Lua, que é inconstante e muda todos os meses em sua órbita circular, a menos que o seu amor seja igualmente instável.

14 — Quanto mais te odeio, mais me persegues.

15 — Oh, amor poderoso, que às vezes faz da besta um homem, e outras, de um homem, uma besta!

16 — Tenho medo é do seu medo.

17 — O amor é uma fumaça formada pelo vapor dos suspiros. Alentado, é um fogo a brilhar nos olhos dos apaixonados. Revolto, é um mar nutrido pelas lágrimas dos amantes. Que mais será? O amor é uma loucura sensata, um fel que adoça, uma doçura que amarga.

18 — Um homem que não se alimenta de seus sonhos envelhece cedo.

19 — Nossas dúvidas são traidoras que muitas vezes nos fazem perder o bem que poderíamos ganhar.

20 — Quem muito se aproxima do Sol com asas de ouro as derrete.

21 — Com alegria e risadas, deixem as típicas rugas da velhice aparecer.

22 — Seja o que for que você pense, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras.

23 — Minha coroa está no coração, não na minha cabeça.

24 — Não existe nada bom nem mau; é o pensamento humano que faz com que pareça de uma forma ou de outra.

25 — Em nossas loucas tentativas, renunciamos ao que somos pelo que esperamos ser.

26 — É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que com a ponta de uma espada.

27 — Não suje a fonte em que matou sua sede.

28 — O amor que nos entregam se o pedimos é bom, mas o amor que nos dão sem precisarmos pedir é ainda melhor.

29 — Aos infelizes resta apenas um remédio: a esperança.

30 — Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões.

31 — Os improvisos são melhores quando são preparados.

32 — A juventude, ainda que ninguém a combata, encontra em si mesma seu próprio inimigo.

33 — O aspecto exterior manifesta muitas vezes a condição interior do homem.

34 — Minhas palavras sobem voando, meus pensamentos ficam aqui embaixo; palavras sem pensamentos nunca chegam ao céu.

35 — Se dois montam num cavalo, um deve ir atrás.

36 — É um amor bem pobre aquele que se pode medir.

37 — Em um minuto há muitos dias.

38 — A fortuna chega em alguns barcos que não são guiados.

39 — Ninguém admira a pressa, a não ser o negligente.

40 — O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui.

41 — Para celebrar os ritos amorosos, aos amantes basta a luz de sua própria beleza, e, como o amor é cego, o que lhes cai melhor é a noite.

42 — Nosso destino não está nas estrelas, mas em nós mesmos.

43 — Assuma uma virtude se não a tiver.

44 — O curso do amor verdadeiro nunca fluiu suavemente.

45 — Se a música é o alimento do amor, não parem de tocar.

46 — Inquieta é a cabeça que carrega uma coroa.

47 — Sabemos o que somos, mas não sabemos o que podemos ser.

48 — O lunático, o amante e o poeta são compostos tão somente de imaginação.

49 — Por você abandonei meus estudos, perdi tempo, desafiei a razão, desprezei o mundo; com fantasias minha inteligência ficou debilitada, com pensamentos se adoentou meu coração.

50 — Quando não houver nada a perder, arrisque tudo.

51 — Um sentimento moderado revela amor profundo; um excessivo indica insensatez.

52 — O amor é muito jovem para saber o que é consciência.

53 — Embora eu não seja piloto, se estivesses tão distante de mim como as praias do mais longínquo mar, te encontraria, navegando até achar esse precioso tesouro.

54 — Fale baixo ao falar de amor.

55 — Deixe-me confessar que somos dois, embora o nosso amor seja indivisível.

56 — A ti vigio, enquanto ao longe despertas, tão distante de mim e de outros, tão perto.

57 — Preciso saber de você a cada dia e a cada hora!

58 — Dispomos da razão para conter nossos loucos impulsos, nossas ferroadas carnais, nossa luxúria desenfreada, o que creio ser surto e fruto do que chamamos de amor.

59 — Não me atrevo a oferecer o que desejo dar, tampouco a tomar o que me fará morrer, mas quanto mais procuro encobrir meu sentir, maior meu amor se mostra.

60 — Tenha cuidado com o ciúme: é um monstro de olhos verdes que debocha do alimento do qual se nutre.

61 — A ternura é o prelúdio das lágrimas. Que melhor prova de lealdade do que essa que traz o pranto aos olhos?

62 — Como um calor substitui outro calor, ou um prego pode tirar outro prego, assim a lembrança do meu antigo amor foi esquecida graças a outro amor.

63 — Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.

64 — Entonarei minha voz grave para poder niná-los com a doçura de uma terna pomba. Rugirei como se fosse um rouxinol.

65 — Se não fosse por meu amor, o dia seria noite.

66 — Não tenho nem a melancolia do sábio, que é emulada, nem a do músico, que é fantástica, nem a do cortesão, que é orgulhosa, nem a do soldado, que é ambiciosa, nem a do jurista, que é política, nem a da dama, que é bela, nem a do amante, que é a soma de todas elas.

67 — Pobres são aqueles que carecem de paciência!

68 — Falar não é fazer, por mais que haja uma boa intenção. As palavras não são fatos.

69 — A Idade de Ouro está diante de nós, não atrás.

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