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A primeira Copa do Mundo real time da Coca-Cola.

Marta Fontcuberta, diretora regional de IMC Coca-Cola, subiu ao palco de conferência do El Ojo para explicar os desafios e detalhes do trabalho de comunicação da Coca-Cola durante a Copa do Mundo de 2014. A publicitária ressaltou o papel de protagonismo que a América do Sul assumiu durante o mundial que foi realizado no Brasil e falou sobre um momento único para a marca, tão excitante como desafiador. “Foi o nosso primeiro mundial trabalhando com o conceito de real time nas redes sociais”

O trabalho da gigante da indústria de refrigerantes, explica Marta, injetou muita força e energia no real time, mas não deixou de lado a questão do planejamento e as campanhas globais e regionais, que seguiam uma linha mestra. A marca trabalhou com o conceito de integração em todo o trabalho. “Brasil é o país de todos, futebol é o esporte de todos e a Coca-Cola é a bebida de todos”, explicou. Depois de falar de campanhas e ações de ativação offline, como o Tour da Taça, música para a Copa, aviões adesivados, as milhares de peças e a bandeira da marca na abertura do evento, entre outras iniciativas, a apresentação focou o trabalho de social media.

Se por mais uma vez a Coca-Cola foi a marca mais associada à Copa do Mundo, como afirmou Marta, o acaso parece não ter feito parto dos resultados. De acordo com a diretora, mais de 250 pessoas divididas em seis centros de interação pelo mundo trabalham o tempo todo produzindo conversas diárias com os consumidores. Mas, com uma estrutura tão grande como tem a Coca-Cola, como aprovar rapidamente as peças e posts criados na velocidade do “real time”? A publicitária confidenciou que o Whatsapp virou uma ótima ferramenta para fazer isso.

No que se refere a produção de conteúdo, desde a linha de condução até a linguagem, outro desafio foi lidar com a montanha russa de sentimentos provocada por um evento de grandes proporções, recheado de imprevisibilidade e com vitória e derrotas, como é um mundial de futebol. “É preciso ler e escutar o sentimento a cada segundo”, entende Marta.

Foi o que a Coca-Cola argentina fez com o comercial abaixo:

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A diretora da Coca-Cola também falou sobre a importância de criar alternativa para qualquer cenário, mas que isso, por si, não garante a eficácia de toda e qualquer ação. Nesse aspecto, até um acerto pode se transformar num erro, no caótico ambiente das redes sociais. O exemplo é um comercial de motivação, criado pela Coca-Cola para a seleção do Chile e postado minutos depois da eliminação do time na Copa do Mundo. Alguns internautas não perdoaram o material que estava na gaveta, pronto para entrar em ação. Um deles reclamou: “Insulta a minha alma saber que a Coca-Cola já tinha criado o comercial da derrota”.

Outra situação adversa é trabalhar com uma derrota de proporções inimagináveis, como o fatídico placar de 7 a 1 que eliminou o Brasil contra a Alemanha. A maioria das marcas ficou em silêncio, mas a Coca-Cola resolveu arriscar. “O silêncio mata o amor”, relembrou a publicitária. O resultado? Mesmo contrariando o conceito de “felicidade”, tão atrelado a marca, o post abaixo foi o mais compartilhado do mundial no Brasil.

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Para finalizar, Marta deixou uma metáfora. “Assim como no Futebol, tudo é erro e aprendizado. Mas o que a gente gosta é de ir a campo e jogar”.

Fonte: Adnews

 

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Morreu Samuel Klein, o empreendedor das Casas Bahia.

 

Samuel Klein, fundador da rede de lojas Casas Bahia

Samuel Klein, fundador da rede de lojas Casas Bahia - Rogério Montenegro/Dedoc

O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, morreu na manhã desta quinta-feira, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, de insuficiência respiratória. Ele estava internado há duas semanas. Polonês naturalizado brasileiro, Klein havia completado 91 anos no último dia 15 de novembro. O velório ocorreu no cemitério israelita do Butantã, em cerimônia reservada para família e amigos. Mais tarde, o corpo do empresário foi cremado, também em cerimônia reservada.

No começo da carreira, o empresário chegou ao Brasil, vindo da Bolívia, com 6 mil dólares, acompanhado de sua mulher, Ana, e o filho, Michael. Com a ajuda de um conhecido que transitava pelo comércio do Bom Retiro, na capital paulista, adquiriu uma carteira de 200 clientes e mercadorias – roupas de cama, mesa e banho.

Cinco anos depois, em 1957, comprou sua primeira loja, no centro de São Caetano do Sul, que chamou de “Casa Bahia” em homenagem aos imigrantes nordestinos que haviam se deslocado para a região.

Ao completar 80 anos, Samuel Klein escreveu sua biografia: “Samuel Klein e a Casas Bahia, uma trajetória de sucesso”.

Leia o comunicado divulgado pela Via Varejo:

É com pesar que a Via Varejo comunica o falecimento de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia. Com seu espírito empreendedor, criou os alicerces sólidos de uma companhia e foi um dos principais colaboradores para o desenvolvimento do varejo brasileiro. Foi a visão e o pioneirismo de Samuel Klein na oferta de crédito às camadas populares da população que possibilitou a realização dos sonhos de milhões de famílias brasileiras. A melhor forma de honrarmos seu legado empreendedor é continuar crescendo e realizando os sonhos de nossos clientes e colaboradores. A Via Varejo e todos os seus funcionários expressam neste momento seu sentimento de pesar e agradecem ao Sr. Samuel Klein pela sua importante contribuição.

Fonte: Veja(Com Estadão Conteúdo) 

A primeira loja de Samuel Klein.

Samuel Klein, fundador da rede de lojas Casas Bahia

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5 passos para planejar a comunicação digital da sua marca em 2015.

5 passos para planejar a comunicação digital da sua marca em 2015 (Reprodução)

Talvez o termo “2015″, “no próximo ano” e “ano que vem” estejam no topo (ou entrando) da lista das palavras mais citadas nos departamentos de marketing. O último trimestre do ano se apresenta e com ele você deve estar preparando o seu plano para o próximo ano. É provável que já tenha um pipeline organizado para o seu produto, também amadureceu bastante as questões de distribuição e, apesar dos desafios que a nossa economia apresenta, já tenha também um caminho traçado para o seu preço.

Mas, outra questão que com certeza deve estar nesta mesma lista é “qual será a estratégia que você vai adotar no digital para trazer os resultados que a sua empresa precisa?” O tema comunicação dentro do meio digital tem tirado o sono de muito marketeiro por aí. Porém, ao mesmo tempo que ela rouba o sono, a internet é uma ótima companheira para os momentos de insônia. Vamos ao roteiro, onde trago cinco passos que podem ajudar a reduzir um pouco este problema.

APROXIME A COMUNICAÇÃO DIGITAL DO SEU NEGÓCIO

Para começar a pensar no digital, não pense em likes, views, shares, comments, CTR, impressões e tantas outras métricas. Pense em como o digital pode ser relevante para atender aos seus objetivos de negócio. Fuja dos lugares comuns que estão baseados nos milhões de seguidores, curtidas ou visualizações. Veja o digital dentro de um contexto maior e como ele poderá te dar suporte na comunicação com o seu consumidor. Como ele vai te ajudar a construir o seu posicionamento de marca ou então a vender mais. Faça com que o digital dialogue mais com o seu objetivo e estratégia de negócio, este é o grande ponto.

DEFINA A AGÊNCIA QUE IRÁ TE ACOMPANHAR NESTA JORNADA

Apesar das constantes mudanças no meio digital, e que serão frequentes, pois isso é inerente ao meio, tenha um parceiro em que você possa confiar, e mais, que seja capaz de fazer a tradução dos seus objetivos de negócio em estratégias dentro do digital. Hoje o digital não permite mais aventuras. Portanto, selecione e desenvolva um relacionamento com uma agência que tenha a competência de traduzir os seus objetivos de negócio em uma boa estratégia, apresentação tática da sua campanha e principalmente capacidade de execução.

PENSE EM 2015, MAS JÁ PREPARE 2016, 2017, 2018, 2019 E 2020

É muito comum em nossa indústria que todo mundo saia correndo absurdamente atrás da última novidade. Mas, será que aquela inovação te ajuda a resolver o seu objetivo de negócio? Se sim, vá fundo. Por outro lado, devo dizer que a construção do conhecimento, da relação que a marca pode ter com a sua audiência pode mudar de plataforma para plataforma. Neste caso, se o seu orçamento permitir, é recomendado que você separe uma verba, ou então escolha uma marca, que tenha este papel mais exploratório dentro do universo digital.

ENTENDA QUE INTEGRAÇÃO É DIFERENTE DE EXECUÇÃO

Sabe aquele filme que você pensou ser sensacional para a TV? Talvez ele não seja tão legal assim para fazer com que o usuário não o pule depois de assistir a 5 segundos no YouTube ou então habilite o som quando no feed de notícias do Facebook. A integração deve acontecer, não pela tática, nem pela execução, mas sim na estratégia. Envolva o pessoal do digital desde o início e busque parceiros capazes de ter este envolvimento. A agência digital pode agregar e muito no processo de construção de uma campanha, seleção de formatos e na concepção do conceito.

TENHA UM MODELO DE GESTÃO CLARO

O meio digital é passível de constantes mudanças, portanto, desde o início tenha um modelo de gestão. Quais serão os indicadores monitorados, com que frequência, de que maneira estes indicadores tem relação com o seu objetivo de negócio. Isto é imprescindível, pois, tão importante quanto a ideia, é o acompanhamento de sua execução e as tomadas de decisão no durante a jornada devem fazer parte para que cada vez mais o time e a organização aprendam sobre como melhorar os seus resultados, em termos de negócio, no meio do digital.

Vitor Elman, sócio e diretor de engajamento da Cappuccino Digital – veiculado no Adnews.

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IPI de veículos vai subir em janeiro.

Após conversa com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, declarou, nesta quinta-feira (20), que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os automóveis terá aumento em janeiro de 2015.

“A questão do IPI já era para nos um fato consumado. Eu não tenho dúvidas [que em janeiro sobe]. Obviamente que eu toquei no assunto [do IPI com o ministro da Fazenda], mas a posição, como sempre, desde as reuniões anteriores, é de que há uma decisão do governo pela implementação da alíquota cheia do IPI em janeiro. Eu não pedi explicação. Essa é a posição do Ministério da Fazenda. Se vai ser repassado [para os preços], é uma decisão individual de cada empresa”, disse Moan a jornalistas.

Montadoras preveem vendas maiores em 2015
Mesmo com o aumento esperado no IPI de automóveis a partir de janeiro de 2015, o presidente da Anfavea disse que o setor espera vender mais carros no próximo ano e acrescentou que, até o momento, também não estão previstas demissões. Ele não deu estimativa, porém, sobre a alta de vendas esperada para o ano que vem.

“Eu acho que, como sempre, a indústria automobilística tem seus trabalhadores em um nível muito qualificado, o que significa investimento em treinamento muito forte. E a indústria sempre evitou fazer uma redução do pessoal em função desse investimento que foi feito. Vamos lutar o máximo possível para continuar produzindo e, principalmente, vendendo”, declarou Moan.

Ajuste nas contas públicas
A expectativa de aumento do IPI de carros em janeiro do próximo ano acontece em um momento que o governo tem de implementar um ajuste nas contas públicas, que registraram forte deterioração neste ano, para tentar retomar a confiança do empresariado e evitar pressões inflacionárias adicionais. Além do aumento de tributos, o governo também pode cortar benefícios – segundo economistas ouvidos pelo G1.

Alíquotas do IPI
Em junho deste ano, o governo anunciou que as alíquotas reduzidas do IPI para carros seriam mantidas até o fim do ano. Para os carros populares (com motor 1.0), o IPI, que está em 3%, deverá avançar, se a decisão do Ministério da Fazenda for confirmada, para 7% em janeiro – um aumento de quatro pontos percentuais.

Para carros com motor entre 1.0 e 2.0 flex, a alíquota do IPI segue em 9% até o fim deste ano, mas deverá subir para 11% (alíquota cheia) a partir de janeiro do ano que vem. Para os veículos com a mesma faixa de motorização, mas movidos apenas a gasolina, a alíquota é de 10% até o fim de 2014, mas deve avançar para 13% em 2015.

Para carros com motor maior do que 2.0 litros, já era válida a alíquota normal (não houve desconto), de 18% para os flex e 25% para os movidos a gasolina. O IPI para os utilitários é mantido em 3%, quando a alíquota normal é de 4% a 8%.

Crédito para veículos retorna
O presidente da Anfavea, Luiz Moan, avaliou também que o crédito bancário para compra de veículos está retornando. “Já tivemos em setembro uma melhoria de quase 8% no número de veículos financiandos. Em outubro, subiu em torno de 10%. Na última sexta-feira, houve aprovação da nova lei de retomada do veículo, que premia o consumidor adimplente. Que possibilita a redução do custo de financiamento, dá segurança jurídica para o sistema financeiro e uma vontade do sistema financeiro de voltar ao mercado financiando veículos”, declarou ele.

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Silenciar a Imprensa.

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Crescimento da receita e da despesa no Brasil. Absurdo – e não terminam as obras.

Congresso em Foco: “Não há nada novo sob o sol no lado das receitas: ela cresceu nos nove primeiros meses de 2014 o mesmo que têm crescido desde 2011. Este ano fora o único em que as receitas cresceram a ritmo superior ao crescimento das despesas. No ano de 2014, as receitas cresceram algo muito próximo do que cresceram nos anos anteriores (na verdade, cresceu ainda mais do que se observou em 2011 e em 2012). Observa-se que, desde 2012, nos nove primeiros meses a despesa cresceu muito acima das despesas.”

Que tal?

 

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Youssef não extorquiu empreiteiros, afirma advogado dele.

Um dos advogados que defende Alberto Youssef Tracy Reinaldet negou nesta quinta-feira (20) que o doleiro tenha extorquido dinheiro ou ameaçado executivos e funcionários de grandes empreiteiras para o pagamento de propina para a realização de contratos com a Petrobras. As nove empresas investigadas na sétima fase da Lava Jato têm contratos com a estatal que somam R$ 59 bilhões. De acordo com o advogado, esses crimes não “não condizem com a personalidade de Alberto Youssef”.

As declarações foram dadas após uma visita de Reinaldet ao doleiro que durou quase quatro horas na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Pela manhã, a Polícia Federal e a defesa haviam confirmado depoimento de Youssef, porém, de acordo com Tracy, o doleiro não foi ouvido. Segundo o jurista, o encontro desta quarta-feira foi uma reunião técnica para a elaboração da alegação final dos demais processos originados a partir da Lava Jato que têm Youssef como réu.

Na mais recente fase da operação, empreiteiras são investigadas diante da suspeita de organizarem cartel para licitações e desvio de dinheiro para corrupção de agente públicos. Ao todo, 24 pessoas foram presas. Destas, 11 já foram liberadas, seis tiveram a prisão temporária (com prazo de cinco dias) convertida para prisão preventiva (sem prazo pré-determinado), além de outros seis suspeitos já estavam presos preventivamente. Na terça-feira (11), Fernando Soares, conhecido “Fernando Baiano”, que seria um dos operadores do esquema de desvio de dinheiro, se entregou. Desta forma, são 13 investigados detidos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

 A informação de que Youseff tivesse extorquido dinheiro de executivos apareceu durante os depoimentos dos presos da sétima fase da Lava Jato à Polícia Federal. De acordo com o advogado Marcelo Leonardo,  responsável pela defesa do vice-presidente executivo da Mendes Junior, Sérgio Cunha Mendes, o executivo pagou R$ 8 milhões às empresas do doleiro no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

De acordo com Leonardo, que acompanhou o depoimento do cliente, o valor foi pago após Sérgio Cunha Mendes ter sofrido “extorsão” de Youssef e do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele afirmou ainda que a “extorsão” de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff ocorreu em contratos relativos à Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária (PR), segundo o advogado.

Tracy rebateu a acusação. “Essa acusação não existe formalmente contra Alberto Youssef. Eu posso lhe dizer [que] o Alberto Youssef nunca fez extorsão de quem quer que seja. Se o Alberto Youssef tinha qualquer participação nisso, era posterior a esta suposta extorsão. Quem conhece o Alberto Youssef sabe, inclusive, que este tipo de infração não condiz com a personalidade de Alberto Youssef. Então, Alberto Youssef não realizou extorsão alguma em relação a qualquer pessoa”, afirmou o advogado do doleiro. Reinaldet destacou que em todas as ações que Youssef é réu ele responde por lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, não existindo nenhuma imputação de extorsão contra Youssef.

O advogado preferiu não se manifestar quanto à suposta cobrança de propina. “Essa é uma questão que está sendo apurada, até no bojo da delação premiada do Alberto Youssef (…) É um tema sigiloso”.

Lava Jato

A Operação Lava Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A nova fase da operação policial teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões.

Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, 24 pessoas foram presas pela PF durante esta etapa da operação. Porém, ao expirar o prazo da prisão temporária (de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco), na última terça (18), 11 suspeitos foram liberados. Outras 13 pessoas, entre as quais Renato Duque, continuam na cadeia.

Veja a lista dos valores bloqueados pela Justiça de cada um dos investigados:

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da OAS: R$ 46.885,10

Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa: R$ 852.375,70

Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente da Camargo Correa: R$ 463.316,45

Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia: saldo zerado

Fernando Soares, conhecido como “Fernando Baiano”, lobista apontado como operador da cota do PMDB no esquema de corrupção: R$ 8.873,79

Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix: R$ 22.615.150,27

Ildefonso Colares Filho, ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão: R$ 7.511,80

João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa: R$ 101.604,14

José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS: R$ 52.357,15

José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da OAS: R$ 691.177,12

Othon Zanoide de Moraes, diretor-executivo da Queiroz Galvão: R$ 166.592,14

Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras: R$ 3.247.190,63

Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC: R$ 10.221.860,68

Sérgio Cunha Mendes, diretor-vice-presidente-executivo da Mendes Junior: R$ 700.407,06

Valdir Lima Carreiro, diretor-presidente da IESA: saldo zerado

Walmir Pinheiro Santana, responsável pela UTC Participações: R$ 9.302,59

Empresas:
Hawk Eyes Administração de Bens: R$ 6.561.074,74

Technis Planejamento e Gestão em Negócios: R$ 2.001.344,84

D3TM Consultoria e Participações: R$ 140.140,69

Fonte: G1

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Renato Duque diz que desconhece corrupção na Petrobras e afirma que era consultor de empreiteira.

Foto de arquivo do ex- diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, durante entrevista na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro, em junho de 2005 (Foto: Marcos de Paula/Estadão Conteúdo)

O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, preso na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, negou ter participado de qualquer esquema de propina na Petrobras. Duque prestou depoimento aos policiais que cuidam do caso na Superintendência da PF, em Curitiba, onde ele está detido, com a prisão preventiva decretada pela Justiça. Na conversa, o ex-diretor confirmou ter recebido R$ 1,6 milhão da construtora UTC, para a qual ele diz ter prestado serviços de consultoria.

Duque negou ter conhecimento de qualquer caso de corrupção dentro da estatal. No depoimento, ele reconhece que abriu uma empresa de consultoria pouco antes de se aposentar na Petrobras. Ele, inclusive, garantiu que foi por causa da aposentadoria no INSS que resolveu deixar a empresa.

O ex-diretor também foi questionado sobre a existência de um cartel de empresas para realizarem obras para a Petrobras. Duque negou ter conhecimento e disse que todas as licitações passavam por uma Gerência de Orçamentos, que verificava os valores a serem gastos para cada obra da estatal e que os valores só eram divulgados no momento da abertura das propostas das empresas que participavam das concorrências.

Ao ser confrontado com o depoimento do também ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre um superfaturamento que existiria para desvios e abastecimento financeiro de partidos políticos, Duque disse duvidar que o antigo colega tivesse feito tal afirmação. Para Duque, é pouco provável que a Petrobras tenha sido alvo de desvios de dinheiro.

Relacionamento com Baiano

Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como operador do PMDB pela investigação, foi citado no depoimento. Duque afirmou que conheceu o lobista em um restaurante, tendo sido apresentado por outra pessoa. O ex-diretor não soube precisar quando e em quais circunstâncias teve contato com Baiano. Também disse que essa foi a única vez em que teve contato com ele.

O ex-diretor também negou ter conhecimento de que um subordinado dele na estatal, Pedro Barusco, tivesse recebido propina ou mesmo que mantivesse contas bancárias no exterior. Barusco assinou um acordo de delação premiada no qual se compromete a devolver mais de US$ 100 milhões.

Em relação aos contatos com outras pessoas citadas, Duque reconheceu que mantinha encontros com Júlio Camargo, mas que as conversas tratavam apenas de assuntos pessoais. Sobre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ele disse que o conhece e que esteve com ele algumas vezes. Afirmou ainda que tem uma empatia pelo tesoureiro, mas negou que o tivesse visto na sede da Petrobras.

Júlio Camargo, executivo da empresa Toyo Setal, assinou um acordo de delação premiada. No depoimento, ele afirmou ter pago propina para que a companhia pudesse obter contratos com a Petrobras, no valor de R$ 4 bilhões. Já o tesoureiro do PT foi apontado como o receptador dos recursos que deveriam abastecer o caixa do partido.

Fonte: G1

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PSDB pede afastamento de Graça Foster.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, durante audiência conjunta no Senado em Brasília, para prestar esclarecimentos sobre denúncias envolvendo a estatal

O PSDB pediu ontem à Procuradoria da República no Distrito Federal e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) que a presidente da Petrobras, Graça Foster, seja afastada do cargo imediatamente. O motivo: ela escondeu dos parlamentares que já sabia do pagamento de propina a funcionários da Petrobras por parte da holandesa SBM Offshore. Quando esteve na CPI da Petrobras, em junho, Graça Foster fingiu desconhecer o caso: disse apenas que a sindicância da empresa não havia constatado irregularidades. Mas, na última segunda-feira, acossada pela nova fase da Operação Lava Jato, a presidente acabou admitindo que sabia da propina desde maio, quando a própria SBM admitiu os pagamentos. Na representação, assinada pelo líder tucano na Câmara, Antônio Imbassahy, o PSDB cita o falso testemunho de Graça Foster e também o crime de prevaricação (omissão do dever funcional). Além do depoimento à CPI, ele cita o fato de a presidente da Petrobras ter transferido imóveis para parentes quando as investigações sobre a compra da refinaria de Pasadena avançaram, informa a revista Veja.

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Perto do Petrolão, o Mensalão era para Pequenas Causas…

Ministro Gilmar Mendes na sessão

Ministro Gilmar Mendes na sessão (STF/VEJA)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira que o grande volume de recursos movimentados no esquema de desvios e fraudes em contratos da Petrobras coloca o escândalo político “em outra galáxia” e leva o julgamento do mensalão, o maior escândalo já analisado pela Suprema Corte, a um “juizado de pequenas causas”. A Polícia Federal estima que o petrolão tenha lavado cerca de 10 bilhões de reais nos últimos anos. O mensalão, por sua vez, sangrou os cofres de instituições públicas e privadas em cerca de 173 milhões de reais.

“No caso do mensalão, falávamos que estávamos julgando o maior caso de corrupção investigado e identificado. Agora, a Ação Penal 470 teria que ser julgada em juizado de pequenas causas pelo volume que está sendo revelado nesta questão”, afirmou o magistrado. Mendes fez coro à avaliação de investigadores de que os valores desviados no petrolão podem ser muito maiores do que os previstos inicialmente. Um dos indicativos são os recursos que delatores, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, aceitaram devolver aos cofres públicos.

“Quando a gente vê o caso, uma figura secundária, que se propõe a devolver 100 milhões de dólares, já estamos em um outro universo, em outra galáxia”, disse Gilmar Mendes, em referência a Pedro Barusco, apontado como braço-direito do ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque.

Segundo o ministro, os altos valores do esquema do petrolão enfraquecem o argumento de que a movimentação financeira do grupo criminoso seria utilizada essencialmente para abastecer campanhas políticas. “Há um certo argumento ou álibi de que isso tudo tem a ver com campanha eleitoral, mas estamos vendo que não. Esse dinheiro [do petrolão] está sendo patrimonializado. Passa a comprar lanchas, casas, coisas do tipo”, declarou.

Fonte: Veja

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Efeitos da corrupção na Petrobras.

“As denúncias de corrupção na Petrobras podem afetar o PIB de 2015. Contratos serão suspensos, negócios feitos devem ser paralisados até que se saiba qual parte deles foi alvo de corrupção. Empresas que fizeram tudo certo podem ser prejudicadas também, com a suspensão de pagamentos até que se averigue se eram pertinentes.

Já há relatos sobre o medo dos funcionários da Petrobras de assinar novos contratos, mesmo que estejam corretos. A indústria naval, grande fornecedora, começa a ser impactada e também a atividade da própria Petrobras, nossa maior empresa, que sofre com a extensão enorme desse problema, maior a cada dia.

As investigações mostram, entre outros fatos, que a Petrobras precisa de novos mecanismos de controle. Os usados hoje não têm funcionado para evitar que a companhia seja vítima de corrupção.” 

MÍRIAM LEITÃO, jornalista

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Fernando Baiano vai contar tudo?

Tem muito peemedebista certo de que Fernando Baiano vai aguentar o tranco e não abrir o bico. Não custa contar uma história em que o próprio Baiano é personagem.

Logo depois da prisão de Paulo Roberto Costa em abril, na primeira fase da Operação Lava Jato, Baiano disse a um interlocutor porque não temia que o ex-diretor da Petrobras o entregasse:

- Somos amigos, passo as férias com as filhas dele. Estou tranquilo.

Deu no que deu. Apertado, Costa revelou que Baiano era o “operador do PMDB”.  Ou seja, depois que o sujeito está preso nem sempre consegue responder por si.

O próprio Pedro Barusco, o gerente confessadamente corrupto da Petrobras, é um exemplo. Mal sentou na cadeira de réu e já negociou a devolução de 97 milhões de dólares surrupiados da Petrobras. Nem precisou ser muito apertado e já saiu falando.

Por Lauro Jardim, em Veja

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Sócio da JAC Motors afirma que o mercado vai voltar a crescer.

O empresário Sérgio Habib era, até março deste ano, sócio majoritário da fábrica que a JAC Motors está construindo no Brasil, com 66% das ações. Os outros 34% pertenciam à matriz chinesa da JAC. Essas proporções foram invertidas depois de um aporte de R$ 1 bilhão feito pelos chineses. Motivo? O BNDES não financia projetos com maquinário importado, e 70% dos equipamentos da unidade brasileira da JAC virão da China, Coreia e Alemanha. Com isso, o início das obras (e da produção) está atrasado, e os chineses é que vão gerir a fábrica. Percalços como esse fizeram de Habib um porta-voz veemente das críticas às políticas de conteúdo nacional, cotas de importação e uso do IPI como barreira à competição externa. “O Brasil nunca vai ser especialista em tudo, mas o conceito do governo Dilma é de que o mercado brasileiro é patrimônio dos brasileiros e deve ser explorado pelos brasileiros”, afirma. “Se o iPhone fosse um carro, no Brasil ele teria que ter 60% de conteúdo local. Pega mal para o país.”

Meio & Mensagem Especial — A construção da fábrica da JAC está atrasada em um ano. Por quê?
Sérgio Habib —
 Duas coisas atrasaram a obra. A primeira foi financiamento. Devíamos ter financiamento tanto do BNDES como do Banco do Brasil, mas acabou não saindo por várias razões. Uma delas é que o BNDES não financia máquina importada, e 70% da nossa fábrica são máquinas importadas da China, da Coreia e da Alemanha.

M&M Especial — Qual foi a segunda razão do atraso?
Habib —
 O outro fator foi a mudança das participações (acionárias). Eu tinha 66% da fábrica e agora tenho 34%. Os nossos parceiros chineses têm 66%. Como não conseguimos financiamento de longo prazo no Brasil, decidimos inverter. Eles vão aportar o capital e terão o controle acionário da fábrica. Eu vou cuidar de comércio, de marketing, relação com governo, rede de distribuição, pós-venda, etc. Eles cuidam de tudo o que é ligado à produção.

M&M Especial — Vocês pensaram em desistir da fábrica no Brasil?
Habib —
 Pelo contrário. O Brasil nunca foi um país fácil. A gente esquece que Collor travou o dinheiro de todo mundo em 1990. Eu me lembro bem. Tinha 32 anos e já tinha empresas na época. Nós tivemos uma crise em 1995, quando o México quebrou. Tivemos a desvalorização do real em 1998. Tivemos a eleição do Lula, em 2002, quando o dólar foi a R$ 4. Ou seja, o Brasil sempre foi um país de altos e baixos. O que nós tivemos foi, durante os oito anos do governo Lula, um período de crescimento com regras fixas. Foi muito bom para o Brasil. Os quatro anos do governo Dilma não foram assim. Mudaram muitas regras. Houve muito intervencionismo. O Brasil parou de crescer por causa disso.

M&M Especial — Copa do Mundo e economia desaquecida tornaram 2014 um ano ruim para vender carros. O que esperar de 2015?
Habib —
 O mercado nacional caiu 1% no primeiro trimestre, 6% no segundo trimestre e vai cair 12% no terceiro trimestre. Na média, está caindo 9,5%. A Copa do Mundo afetou muito, mas muito mesmo, o mercado de automóveis. Nós tivemos dois meses muito ruins em junho e julho, e agosto não recuperou completamente. O consumo de bens duráveis, como carro ou apartamento, depende muito da confiança no futuro. Não é preço, não é financiamento. É confiança no futuro. Se acho que no ano que vem vou estar melhor do que neste ano, troco de automóvel, compro uma casa. Se estou com medo de ficar desempregado, de que o Brasil não vai estar bem, espero para comprar depois. No Brasil, 80% das pessoas que compram carro já têm automóvel. É o que chamamos de um mercado de substituição. O sujeito que tem um carro e não sabe como vai ser o futuro adia a compra.

M&M Especial — O que vocês esperam de 2015?
Habib —
 O ano que vem não vai ser fácil. Vamos ter aumento de gasolina e de energia elétrica. Esse tipo de aumento tira dinheiro da economia, porque o sujeito que gasta mais com gasolina gasta menos com outra coisa. É dinheiro que sai do consumo.

M&M Especial — Não seria o caso de esperar para iniciar as obras da fábrica?
Habib —
 O ideal é fazer obra num mercado em recessão e abrir a fábrica num mercado em expansão, porque gasto menos na obra e, quando abro, o mercado está crescendo. Se a gente tivesse começado a construção um ano e pouco atrás, teria gasto mais dinheiro na obra e ia abrir a fábrica no ano que vem, num momento difícil para a economia. Não foi planejado, mas estamos na situação ideal. Daqui a dois anos, o Brasil vai voltar a crescer.

M&M Especial — Qual sua previsão para o mercado automotivo em 2015?
Habib —
 O mercado (de automóveis) vai fechar 2014 com queda de uns 10%. No ano que vem, vai ficar estável ou crescer de 1% a 3%. Mas o Brasil é um país com mais de 200 milhões de habitantes, com uma taxa de carros por habitante muito baixa. Logo, o mercado vai voltar a crescer.

M&M Especial — A campanha eleitoral acirrada adicionou incerteza ao cenário, não?
Habib —
 As eleições fazem com que os empresários não invistam em nada que seja durável. Eu até invisto numa melhoria do meu processo produtivo. Mas investir em crescimento quando não se sabe o que vai acontecer no ano que vem, ninguém investe.

M&M Especial — E para a JAC, quais são as oportunidades num ano que promete pouco?
Habib —
 Nós vamos ter um ano muito bom em 2015, porque estamos lançando a terceira geração de carros da JAC. Vamos lançar o T6 agora, no Salão do Automóvel (que começou em 30 de outubro). É um SUV do tamanho de um ix35 (da Hyundai) ou de uma Tiguan (da Volkswagen), que lançamos a preço de EcoSport (da Ford). Em julho, vamos lançar o T4, um SUV menor, que foi lançado na China agora e está vendendo dez mil carros por mês.

M&M Especial — A desconfiança do brasileiro com carros “made in China” diminuiu?
Habib —
 A terceira geração da JAC é de carros que você consegue vender na Europa ou nos Estados Unidos. Dos 20 carros mais vendidos no Brasil, poucos são comercializados em mercados modernos. A China é um mercado sofisticado. Neste ano, eles vão fazer lá 23 milhões de automóveis. Em dois meses, fazem o equivalente a um ano no Brasil. Quem vende 23 milhões de automóveis por ano sabe fazer carros modernos. Em 2011, havia sim um preconceito forte contra carro chinês. Hoje há muito menos.

M&M Especial — Qual será o papel do marketing na estratégia de 2015?
Habib —
 Não vamos aumentar verba de propaganda em 2015. Vamos aumentar violentamente quando tivermos a fábrica. No nosso ramo, temos uma grande incógnita para 2015: vai continuar a ter cota (de importação) ou não?

M&M Especial — Pode explica a situação atual para o importador de carros?
Habib —
 Hoje nós temos uma cota de 4,8 mil carros, mais uma cota da fábrica, que foi renovada até abril do ano que vem. Ela me permite importar carros semelhantes àqueles que a fábrica vai produzir, que são o J2 e o J3. A cota livre, de 4,8 mil, permite que importe qualquer tipo de carro. Temos 17 países na OMC entrando num processo judicial contra o Brasil por causa do Inovar-Auto (o regime automotivo nacional). A OMC alega que ele é ilegal. Que o IPI é um imposto sobre produtos industrializados e não deve servir para controlar o conteúdo nacional de um carro. Hoje, a lei é assim. Com a Dilma reeleita, provavelmente, o Inovar-Auto vai continuar do jeito que está. Talvez tenha uma flexibilização nas cotas.

M&M Especial — O senhor defende a eliminação das cotas?
Habib —
 Esse conceito de conteúdo local está completamente ultrapassado. Um iPhone, que é fabricado na China, tem 30% de componentes chineses. A tela de vidro é da Tailândia. Uma parte dos chips é do Japão. O chip principal vem da Coreia. O design é feito nos Estados Unidos. Na realidade, o iPhone é um produto mundial, montado na China. Se o iPhone fosse um carro, no Brasil ele teria que ter 60% de conteúdo local. Pega mal para o país. Todos os maiores parceiros comerciais do Brasil — Estados Unidos, Canadá, Europa — estão entrando nesse painel da OMC contra o Inovar-Auto.

M&M Especial — O governo alega que está defendendo a indústria nacional.
Habib —
 O Brasil nunca vai ser especialista em tudo, mas o conceito do governo Dilma é de que o mercado brasileiro é patrimônio dos brasileiros e deve ser explorado pelos brasileiros. Se a cota ficar, vamos vender de dez mil a 12 mil carros no ano que vem, como em 2014.

M&M Especial — Nos primeiros anos, o grande desafio era ganhar a confiança do consumidor para uma marca chinesa. E agora, o que querem comunicar?
Habib —
 Quando chegamos ao Brasil, em 2011, não tinha limitação de importação. Vendia quem era mais competente. Então, nós gastamos R$ 80 milhões e lançamos a marca com o Faustão (Fausto Silva, apresentador da Rede Globo). Foi um grande sucesso. Hoje todo mundo sabe o que é um JAC. Dizem que é o carro do Faustão. Como hoje há limitação no volume de venda, não tenho como investir uma fortuna em marketing. Vamos evitar meios de comunicação de massa, porque não tenho volume que me permita fazer televisão. Vou ter de esperar até a fábrica começar.

M&M Especial — Dadas estas limitações, quais suas táticas de marketing?
Habib —
 Trabalhamos muito a internet, que tem uma vantagem: você mede tudo. Visitas ao site, que páginas o pessoal vê, aonde o mouse clica. Temos 800 mil visitas por mês ao nosso site. Uma montadora como a GM tem um 1,5 milhão.

M&M Especial — A que atribuiu essa visibilidade desproporcional às vendas?
Habib —
 Fazemos publicidade  na internet, sorteios de carros. Hoje, 80% da minha verba de marketing está na internet. Em 2014, a JAC está gastando algo ao redor de R$ 20 milhões em marketing. Se você tira as verbas para o Salão do Automóvel e outros eventos, sobram R$ 15 milhões para mídia. Destes, R$ 12 milhões estão na internet.

M&M Especial — Está satisfeito com o resultado?
Habib —
 É difícil dizer. Carro não é pasta de dente. Não se vende carro no sábado porque fez publicidade  na quarta-feira. Brasileiro troca de carro a cada 30 meses, na média. Se você tem uma mídia que atinge cem mil pessoas, só três mil estão, em tese, comprando carro naquele mês. Se você tem 2% de market share, daqueles três mil, você pega 60 pessoas. Se faz uma publicidade  bem feita e passa a ter market share de 4%, em vez de 60, vende 120 carros. O que vende a mais, de fato, são 60 carros. É muito pouco.

M&M Especial — Mas a internet tem sido mais efetiva que as mídias tradicionais?
Habib —
 É duro saber, quando o cliente vem te ver na concessionária, se foi por causa da publicidade  que você fez quatro meses atrás, seis meses atrás ou no mês passado. O próprio consumidor não sabe. Quando eu era presidente da Citroën, tínhamos um produto que só anunciava na (revista) Caras. Mas era um carro para executivo, chamava-se C5 na época. Nas pesquisas com clientes, todo mundo falava que tinha visto a publicidade  na Exame. Mas nunca fiz publicidade  do C5 na Exame! Nunca! Hoje, quando você pergunta para o cliente “por que entrou na minha concessionária?”, o cara fala “eu vi a publicidade  na televisão, com o Faustão”. A gente não faz isso  há um ano e meio!

M&M Especial — Falando em visitas à concessionária, você tem um mantra que é “dar um show para o cliente”. Qual o perfil do profissional de marketing que dá show hoje?
Habib —
 Profissional de marketing tem de estar no ponto-de-venda. Eu vou muito às lojas. Encontro clientes e pergunto por que compraram o carro. Você não tem ideia do tipo de coisa que ouve. Uma vez estava numa loja no Rio, e um cliente comprou um J6, de cinco lugares. “Por que o senhor comprou esse carro?”, perguntei. “Comprei o carro porque tenho um sítio, e meu cachorro gosta de viajar na casinha. Então, eu levo a casa dele no carro.” O cara comprou o carro porque era o único em que cabia a casinha do cachorro dele.

M&M Especial — Coisas que dificilmente apareceriam em pesquisas de consumo…
Habib —
 É complicado saber o que define a venda. O entusiasmo do vendedor é fundamental. O cliente compra nosso entusiasmo. Se está entusiasmado com o produto, você vende. Se não está entusiasmado, não vende. Eu não contrato vendedor que trabalha com marca fácil de vender. Quando a marca é fácil de vender, o cliente vem comprar por causa da reputação. Esse vendedor não sabe vender um produto que exige mais entusiasmo na venda.

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Fotografia & Arte,

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Fulvio Bonavia é fotógrafo, na Itália.

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Audiência da TV aberta volta ao normal.

O crescimento da audiência da TV paga entre agosto e outubro durou tanto quanto o horário eleitoral. Assim que os candidatos deixaram de aparecer diariamente nos canais abertos, os canais fechados perderam audiência, enquanto a Globo avançou no Ibope.

A média da audiência nacional da TV fechada caiu 26% entre 13 e 14 horas: de 10,2 pontos no período com horário eleitoral para 7,5 pontos nos primeiros dez dias sem horário eleitoral.

Já a Globo, no mesmo horário, passou de 9,1 pontos durante a propaganda política para 12,5 pontos depois do fim do horário eleitoral, um crescimento de 38%.

À noite, na faixa entre 20 e 22 horas, a audiência da TV paga diminuiu 24%, variando de 14,2 pontos durante o período eleitoral para 10,8 pontos no pós-horário eleitoral.

Puxada pela recuperação de Império, a Globo cresceu 23% no Ibope: foi de 23,9 pontos a 29,5 pontos ao final do horário político

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Os brasileiros na web



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